quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Taça da Liga - Proibida a entrada no museu!



Já percebemos! Não é preciso insistir... Só lá vamos quando chegarmos a Janeiro e só nos restar esse título para discutir. Mas julguei que os portistas já se tinham habituado a isso. Como vejo lenços brancos, num jogo da Taça da Liga, percebo que estava enganado. Mas não deixo de achar caricato.

Com isto salto em defesa do treinador, pasmem-se! Logo eu que tanto o critico... Mas não entro euforias nem em turbas. Muito menos do género das que tenho visto no Dragão. Vamos ao jogo de ontem. Achei que os convocados e o onze inicial foram bons. Boas escolhas de acordo com o que se exige ao treinador nesta competição e que é passar a primeira fase integrando jogadores menos utilizados e até jogadores da equipa B. O rendimento da equipa não foi bom, mas foi suficiente para vencer o jogo. Mas foi um jogo estranho e atípico. Recordo que todos os golos foram muito facilitados pela nossa dupla de centrais, logo os dois que têm sido titulares... Além disso tivemos uma exibição desastrada do André Silva. 'Karma', pensei eu... «Mete os titulares!» - ouvia gritar da bancada. E entra Aboubakar e, de seguida, tem um falhanço ainda pior que os do miúdo! 'Duplo Karma', pensei eu... E depois temos de contar com os falhanços de Evandro e de Maicon e com a inenarrável falta de rendimento de dois dos jogadores mais bem pagos do plantel: Imbula e Tello. Para completar, tivemos uma arbitragem mais do que desastrada, em que é inexplicável como o 'sarrafeiro' madeirense, que marca o segundo golo, não é expulso minutos antes. E o treinador tem culpa? Tem! É óbvio que sim. Mas é este o ponto em que decidimos mostrar os lenços? Neste jogo e nesta competição? Se já assobiámos substituições aos 85 minutos num jogo que nos pôs em primeiro lugar, já acredito em tudo... 

O que vejo é que há uma grande quantidade de adeptos que só avalia de acordo com os resultados. Ouço muitas vezes dizer que Lopetegui não ganhou nada. O que gostaria de ver avaliado é que com Lopetegui não jogamos nada. Avaliação dos resultados em conjunto com as circunstâncias que os rodeiam. Por isso, lenços brancos neste jogo, nesta competição, numa altura em que estamos em primeiro lugar e nas vésperas de um dos jogos do ano é ridículo, é nocivo para a equipa e é algo que me faz ter vergonha de alguns colegas de bancada!

Pensei que já não ia fazer mais posts este ano mas cheguei à conclusão que tinha mais um desejo para 2016: além de melhor treinador, melhores adeptos! Acredito que o primeiro desejo é mais fácil de realizar...

domingo, 27 de dezembro de 2015

Bom 2016



Faltou a crónica do último jogo e faltará a crónica do jogo da Taça da Liga, mas não faltarão os nossos votos para que os nossos leitores e amigos tenham um 2016 recheado de títulos e sucessos desportivos do nosso FCPorto. Quanto ao resto, até poderíamos desejar, mas este é um blog especializado, com votos especializados...

Entramos em 2016 numa boa posição. Em primeiro lugar e de bolsos cheios! A primeira parte é mais objectiva. Basta consultar as tabelas e, desta vez, até os sites do record e da bola não o conseguem desmentir. Quanto ao negócio com a PT, seguir-se-ão exercícios de 'medição de pilinhas', normais nesta altura, mas de difícil sistematização, até porque me parecem negócios bem diferentes. A única coisa que me parece que há em comum é um encaixe substancial baseado num contrato de longo prazo e que servirá para resolver problemas de tesouraria de curto prazo... É assim a gestão em futebol. Siga! 

Bom 2016!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Via aberta


Lopetegui ainda não ganhou nada no FCPorto. Quantas vezes ouvimos isto? É um facto. Mas parece que este ano vai andar mais perto de um deles. Já não terá os 'grandes' pela frente e, tendo jogado sempre com equipas de escalões inferiores, fora de casa, está a um jogo das meias finais. Aí as coisas ficam mais fáceis por dispormos de dois jogos. Nada de extraordinário, mas significativamente melhor que no ano anterior. Não podemos dizer o mesmo da participação na Champions, do desempenho do treinador ou do futebol praticado em geral.

Apesar de se tratar de uma equipa da segunda liga eu considero que, teoricamente, o primeiro classificado dessa liga é tão ou mais perigoso em casa do que 6 ou 7 equipas da primeira liga. Foi difícil, mas não tanto como esperava. O golo apareceu no meio de um futebol sonolento e desligado. Nada de novo. Apesar de tudo melhorámos na segunda parte. Fomos muito mais seguros com bola e dominámos por completo. Houve apenas uma excepção num lance que me pareceu precedido de mão na bola.

Nada a reter a não ser o regresso aos golos de Aboubakar, os cruzamento venenosos de Jose Angel e a boa capacidade de gerir os tempos de jogo de Evandro e Bueno, na segunda parte. Direi também que Sergio Oliveira já deveria estar à frente de Imbula nas opções e nas convocatórias. Pelo menos sabe circular a bola e não apenas correr com ela. Acho que poderia ter entrado o André Silva. Se não se tem confiança nele para a segunda parte deste jogo, não vale a pena pensar nele para fazer de Osvaldo na segunda parte da época. Aliás, juram-me que já está contratado o novo Osvaldo e que se trata de Suk do Setubal. Veremos.

Siga a Taça em direcção ao pic-nic. Já agora, para compor a relativa sorte que temos tido no sorteio, poderia sair agora um jogo em casa.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Futebol enevoado


Se havia a 'malapata' da Madeira, julgo que ficou enterrada. Por um lado, pelo facto de termos conseguido duas vitórias seguidas, por outro lado a forma como as conseguimos. Não nos podemos queixar nada da sorte nestes dois jogos. No primeiro porque marcámos nos primeiros três remates/cruzamentos à baliza. No segundo porque mantivemos uma eficácia invulgar nos primeiros minutos do jogo, a que se adicionou a muita sorte de Marcano com as decisões do árbitro. Sobram as cinco vitórias seguidas na competição, que deverão ter seguimento com a Académica em casa. Ou seja, Lopetegui chegará vivo a Alvalade, mantendo-se em perfeitas condições para discutir o título que é o nosso maior objectivo.

Mas tal não significa que a equipa esteja bem. Nos últimos tempos estabilizámos Herrera no onze mas não o estabilizámos numa posição. Na Madeira, por exemplo, jogou à frente de um duplo pivot com responsabilidades de fazer a ligação a Aboubakar. Parece-me pobre ter um jogador, com características de transporte de jogo, no papel de organizador e, para agravar, à frente de dois médios defensivos. Faz com que a equipa fique partida, sem maestro e entregue ao talento dos seus alas dribladores e desequilibradores. É um esquema a que me habituei este ano, mas não me conformei. A equipa não ganha segurança defensiva, como se viu na segunda parte com o Nacional, e ataca constantemente com menos elementos que qualquer adversário directo no campeonato. Até o Braga assume sem complexos um ataque com mais gente. Mais uma vez Lopetegui a ir contra toda a lógica e contra todas as tendências do futebol mundial. Digam-me uma equipa de topo que jogue com três médios de características defensivas? A maior parte até evoluiu para esquemas de dois pontas de lança. Mas Lopetegui tem ideias fortes. Princípios de jogo dos quais não abdica, nem para defender a própria pele. Temos de ter bola nos últimos minutos na Choupana? Vamos tirar o jogador que melhor a segura no meio campo adversário. Danilo está lesionado? Vamos mexer na defesa toda e tirar aquele que estava a ser o melhor em campo da sua posição para o pôr a lateral esquerdo. Lopetegui continua enredado no desespero em que entrou quando percebeu que não é tão bom como ele pensa. A falta de humildade nos treinadores bons parece uma virtude. Nos maus é apenas insanidade...

Para mim o MVP foi o Indi a central. Herrera está com um pulmão muito bom mas os pés continuam a ser os mesmos... Pela negativa Marcano. Marcou um excelente golo mas pôs em risco o esforço dos colegas em dois lances ridículos que poderemos somar ao do primeiro golo em Londres. Aboubakar está perdido por entre a falta de confiança e a falta de um treinador que jogue com ele e para ele.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Delírios


Delírio nº1: Achar que o Kiev não ia ganhar ao Macabi em casa;
Delírio nº2: Achar que Lopetegui não ia apresentar um onze transfigurado e com várias alterações;
Delírio nº3: Achar que Lopetegui ainda tem um modelo de jogo;
Delírio nº4: Achar que sofremos o primeiro golo por azar;
Delírio nº5: Achar que é apenas Lopetegui que decide quem joga e não uma qualquer entidade financiadora do Clube;

Destapando os olhos e vendo a realidade, temos uma equipa desorientada por estar mal orientada. Até quando?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Virada



Sofrer um golo em casa não é problema nenhum. Foi um lance ridículo, mas havia um jogo inteiro para poder 'dar a volta ao texto'. O problema é que tal não tinha ainda sucedido na era Lopetegui. É provável que muitos dos adeptos não se lembrassem imediatamente desse record negativo. Até porque já têm o suficiente com que se preocupar: jogamos pouco, a equipa muda todos os jogos, o treinador parece cada vez mais nervoso, a equipa também notando-se nas oportunidades claras falhadas, etc.

A verdade é que se resolveu com o primeiro penalti da época. Mas o mais importante da jogada foi o facto de o lance se ganhar pela capacidade de pressão da equipa e mais concretamente de Herrera. Tivéssemos demonstrado essa agressividade no resto do jogo e não teríamos tido qualquer problema em arrumar este Paços. A este propósito é de destacar a estabilização de Herrera no onze. Não julguem que se segue uma 'Ode a Herrera'. Não seria capaz de tal. Até porque ele continua a ter um defeito capital de erros sucessivos ao nível do passe. E até começou por fazer uma exibição bem pobre em Aveiro. Mas, quando comparado com Imbula, tem chegada à área, tem mais agressividade, tem mobilidade, está vivo dentro do campo. Tudo que o jogador Doyen não tem demonstrado. 

Por falar em Doyen, e passando às avaliações individuais, esta semana regressou Corona. Seja bem vindo! Para mim foi o MVP e, juntamente com Brahimi, um dos grandes responsáveis pelos 9 pontos conquistados esta semana. Pena que Aboubakar e Maxi tenham desaparecido. Notas positivas para todos os mexicanos em campo. Pela negativa, além de Maxi e Aboubakar os centrais que não deram muita tranquilidade à equipa. Ainda assim nota melhor para Maicon que é o nosso jogador mais perigoso nas bolas paradas ofensivas. Para Tello não há palavras. Só palavrões...
Na quarta-feira enfrentámos o Chelsea mais fraco da era Mourinho. Ainda assim, são obviamente favoritos. Por um lado, por causa dos jogadores que são melhores que os nossos e do treinador que é muito melhor que o nosso. E depois, não me parece que o FCPorto esteja a atravessar uma fase fulgurante, apesar das três vitória consecutivas. Apenas concebo uma vitória se aplicarmos uma atitude à André André. Isto se ele jogar... Entre outras invenções, antecipo a possibilidade de Aboubakar ficar no banco, a do Tello jogar, etc. Mas já nem concebo que Imbula seja utilizado, mas...

Uma última referência para o 'lambidinho' treinador do Paços de Ferreira, a quem aconselho mais calma. Passou o jogo a gesticular e a saltar. Parecia um adepto. Por ter perdido por um e não por três, como devia, no final fez declarações que faziam parecer que estava no barbeiro ou no taxi. Ficou registado.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Resolver cedo


O resultado poderá indicar que deu para 'lamber as feridas' dos últimos dois jogos. E até deu. Mas não foi uma exibição excelente. Foi uma exibição regular. E como é que de uma exibição regular, surge um 0-4 fora de casa e, ainda por cima, na maldita ilha da Madeira. Simples de explicar: entrámos fortes, objectivos e com vontade de resolver o jogo cedo. Nada mais mudou. Continuaram as invenções de Lopetegui com Ruben e Aboubakar no banco e com Bueno na bancada. Continuaram os períodos em que temos uma posse de bola estéril e afastada da baliza contrária. Até voltámos a mudar a dupla de centrais a meio do jogo. Mas uma boa entrada chega para esconder isso tudo. Se assim é, só admira que não consigamos fazê-lo mais vezes, sobretudo nos jogos em casa.

Ainda assim, não posso deixar de referir que, a uma semana do jogo em Londres, não temos um onze tipo definido. Se o temos, está bem escondido porque só o usámos uma vez... Tal ajuda a tornar imprevisível o resultado de quarta-feira e até o do próximo Domingo. Que FCPorto vamos ter? Quem vai descansar agora? André? Marcano? Brahimi? Que táctica iremos ter? Assim vai o nosso FCPorto...

Individualmente, gostei de Brahimi, MVP. Gostei de algumas coisas de Corona e detestei outras. Dá a ideia que é perigoso em progressão com tabelas em espaços curtos e fraco em dribles no um para um. Sendo assim, estará talhado para zonas interiores e não para a ala. Pela negativa, Osvaldo que não aproveitou mais uma oportunidade. Teve o azar de apanhar com mais uma daquelas decisões do Bruno Paixão nos jogos com o FCPorto. Esse é um dos destaques do jogo. Sobrevivemos num jogo apitados por este artista com apenas uma baixa de um jogador que nem é titular.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Alarmante


Na passada terça-feira fiquei desanimado. Jogo horrível, maus desempenhos individuais e más opções tácticas e técnicas. Mas, por muito que viéssemos avisando que notávamos sintomas preocupantes, foi apenas um jogo. Um jogo com consequências terríveis e com sintomas preocupantes, mas apenas um jogo. Ingenuamente ou não, considerava que havia sempre a possibilidade de se desencadear uma reacção ou até a possibilidade de se tratar de um ponto de viragem. Como tal, não esperava ver os mesmos sintomas agravados no jogo seguinte, perante uma adversário muito inferior. Era uma situação perfeita para uma retoma: adversário muito limitado num estádio maioritariamente preenchido com adeptos portistas. E isso notou-se a seguir à substituição de Brahimi e sobretudo a partir do penalti de Maicon... Mas já lá vamos.

Vamos ao que se viu. Vimos um jogo em que FCPorto ganha merecidamente, mas com uma exibição paupérrima. Daqueles jogos que acontecem todos os anos e que nós rotulamos como jogos ganhos com a 'estrelinha' de campeão. Mais ou menos como o Sporting em Arouca, por exemplo. O que pretendo dizer é que esta exibição, descontextualizada, não teria gravidade alguma. Mas quando a seguir a um desastre, vem um desastre agravado, temos problemas com um nível de gravidade exponenciado:

1) Apatia generalizada dos jogadores:
Frente ao Kiev, pareceu incrível a incapacidade de perceber que um golo, sofrido ou marcado, poderia ser decisivo no desfecho do grupo. Tudo que eram bolas divididas eram ganhas pelo adversário. Total ausência de garra e vontade de dominar o jogo. Ontem vimos uma equipa ainda mais deprimida, lenta e dócil.  Incapaz de aproveitar as imensas limitações do adversário. E com jogadores diferentes...

2) Rotatividade excessiva:
Na Champions tivemos André no banco. Algo imperdoável para mim, depois de ouvir Lopetegui a dizer que se tratava do jogo do ano. Desta vez foi Ruben Neves a ficar no banco. Herrera jogou a titular passados dois meses. Para completar o 'ramalhete', Bueno é lançado aos cães estreando-se na Liga a titular. Com tanta troca, tivemos o quarto capitão do ano: um mal-amado que nem sequer tem sido titular e sem sintomas de ter alguma característica de liderança e sequer um pingo de ascendente sobre os colegas;

3) Erros de casting:
Se a escolha de capitão foi má, que dizer dos onzes iniciais? E das substituições? Imbula tem capacidade para jogar entre linhas com dois médios defensivos atrás de si? André rende mais a extremo? Danilo é uma boa opção para central? O duplo pivot traz segurança defensiva acrescida? Onde anda o Evandro? Será que a braçadeira iria inibir o Herrera de falhar 90% dos passes? E que tal um simples exercício de pôr os melhores a jogarem nas suas melhore posições? Por exemplo, o Ruben a 6, o André a 8 e o Evandro a 10?

4) Experimentalismo táctico:
Na Champions tivemos três médios de características defensivas. Na segunda parte, André entrou para uma ala e Brahimi veio para o meio. Tivemos uma substituição ao intervalo que mexeu com o posicionamento de 5 jogadores. Acabamos com uma linha da frente de 4 elementos que rendeu apenas uma jogada perigosa em 20 minutos. Já chegava mas Lopetegui conseguiu fazer pior no Sábado. Por um lado, introduzimos um médio finalizador capaz de apoiar Aboubakar. Por outro, tivemos um médio adaptado a extremo e que procura mais as zonas interiores do que a linha. Aos 50 minutos mudámos tudo outra vez. Voltámos à táctica mais utilizada. Mais tarde trocamos de dupla de centrais. Duas vezes... Três duplas num só jogo! Terá sido por causa das lesões? As incessáveis investidas do ataque do Tondela tornavam os amarelos dos centrais muito perigosos? Para agravar, Maicon entrou sem ritmo algum e isso notou-se. Quantas posições fez o André nestes dois jogos? Eu conto 5, incluindo a posição de sentado no banco e a posição no aquecimento...

Saio dos jogos a ponderar se Lopetegui está a gozar connosco... Ou se está a brincar com o seu próprio emprego. Isso implicaria que era maluco, porque Lopetegui precisa disto para se afirmar como treinador. Precisa tanto de vencer e convencer como o FCPorto! O que me faz concluir que ele sucumbiu e está entregue ao desnorte. E isso é alarmante e um dos poucos cenários em que eu ponho a possibilidade de se discutir uma saída de treinador a meio da época. Já sei que isso não vai ser discutido até ao jogo de Alvalade. Poderemos continuar a jogar pouco mas continuamos a ter Brahimi a inventar golos, Ruben Neves a liderar, Aboubakar a marcar no meio de seis adversários, Casillas a defender penaltis e André a correr mais do que todo o resto da equipa junta. Mas isso não poderá ofuscar a evidente incapacidade que Lopetegui tem demonstrado este ano para apresentar decisões coerentes, ponderadas e sequer lógicas. Anda a 'tocar de ouvido' há meses e não é isso que nós precisámos. Deveria ter aprendido alguma coisa com o que aconteceu no ano passado. Parece que não...

Individualmente destaco o decisivo Casillas, o omnipresente André e o mágico Brahimi. Tudo o resto numa mediania deprimente. Bueno fez coisas boas em tudo o que tocou. Mas tocou pouco... Destaques especialmente negativos para os passes errados de Herrera, para o desempenho medíocre de Danilo como central, para a habitual tendência para o desastre do Maicon, agravada pela falta de ritmo, e para a evidente ausência de rendimento ofensivo dos nossos laterais no último jogo. Tudo isto agravado por um péssimo desempenho de Lopetegui que até conseguiu ser expulso. No meio de tanto nervosismo, o árbitro resolveu aproveitar. Mas podem mandar abaixo a torre do centro de estágios. Não me parece que Lopetegui consiga ter melhores desempenhos vendo o jogo de cima...

P. S. 1: Já se percebeu que os adeptos e as claques organizadas se preparam para fazer a vida negra ao treinador. Espero que, mesmo numa onda de descontentamento que eu compreendo, não se esqueçam de continuar a apoiar a equipa, como em episódios recentes.

P. S. 2: Este ano, por indisponibilidades minhas, temos tido mais crónicas do Pispis e parece-me que temos de rever este meu protagonismo sistemático. As minhas ausências têm sido preenchidas com uma qualidade assinalável e parece-me que os nossos leitores querem mais em termos de diversidade retórica e de ponto de vista...

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Frente fria


Não foi só a frente, foi o meio, foi a defesa, foi  o guarda-redes, foi o banco. Água gelada na cabeça de todos.

Depois de uma vitória sobre o tubarão do grupo, de cumprirmos em todos os outros jogos, não se esperava este descalabro que ainda por cima devido a toda a conjugação de resultados no grupo leva-nos de apenas precisarmos de 1 ponto nas duas últimas jornadas para necessitarmos de 3 na última.

Primeiro ponto: tentar perceber a tática de Lopetegui. Custou arranjar uma justificação mas cá vai: no meu entender, Lopetegui acreditou que o adversário viria jogar ao ataque, melhor, deliberadamente ao ataque e que teríamos a ganhar jogando em transições ofensivas rápidas. Só assim se justifica Tello e Brahimi nas alas e Imbula como médio mais ofensivo a procurar os desequilíbrios nos ucranianos que supostamente teriam muitas mais peças na zona avançada do terreno. Teoria demasiado rebuscada? Talvez. Mas o que custa mais, a ser verdade esta teoria, é alterarmos a nossa conceção de jogo que tantas vezes é criticada e assobiada de posse de bola/de passes lateralizados/de jogar para trás, só porque um adversário vem jogar ao Dragão para ganhar.

Partimos o jogo, o meio-campo nunca conseguiu ter o controlo da partida e depois deixamos o Dínamo crescer na partida até se colocar em vantagem. O que fazemos ao intervalo? Tiramos o lateral que dá mais profundidade ofensiva e dá mais raça àquela equipa para alterar tudo na defesa: Indi na esquerda, Layún na direita e Danilo para central. Até compreendo Indi na esquerda porque defende melhor e Yarmolenko estava a brincar com Layún mas porque não tirar este? Ou então, tirar Danilo/Imbula/Tello, qualquer um, e meter André André ou Evandro que são artistas na posse de bola que era o que o Porto mais precisava para tranquilizar: ter bola!

Uma palavra para todos os jornalistas (eu tive oportunidade de ver na tv e ainda ouvir o rádio depois do jogo) e foi incrível como ninguém constatou o facto que aquele resultado obrigava a uma vitória em Stamford Bridge. Todos a comer de sono. Se calhar até os responsáveis do Porto. Perder por um seria importantíssimo embora o empate em Londres também não seja fácil de alcançar. Talvez pela desilusão, acredito mais no Maccabi em Kiev do que no FCP em Londres.


Qualquer escorregadela no campeonato ou nas taças servirá para crucificar o Julen e ainda por cima o AVB está a fazer uma boa campanha na Champions, ou seja, não vem a meio da época…

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sem surpresa mas Bueno na mesma...


Num sábado recheado de muita expetativa em muitos estádios, convinha resolver cedo na ilha para continuarmos atentos ao massacre que se assistia em Madrid e até em Manchester enquanto aguardávamos por outro massacre em Lisboa... Pena não ter acontecido...

Para o FCP foi importante cumprir com serviços mínimos enquanto nos preparamos para mais uma série de jogos consecutivos até ao Natal. Qualificação garantida, Bueno a mostrar que pode ser alternativa (já tinha entrado bem contra o Braga) e José Angel a afirmar-se como a alternativa mais credível a Layún, claramente à frente de Cissokho, o que só mostra que Rafa necessita urgentemente de ser chamado à equipa principal.

Tal como André Silva quando Dani Osvaldo regressar a Buenos Aires já em Janeiro. Os dois jogadores da formação mostraram na manhã seguinte, em Liverpool, que podem rapidamente seguir os passos de Rúben Neves.

Quanto ao jogo dos Açores, não há muito mais a dizer. Curiosidade em Victor Garcia e Lichnovsky mas quando os restantes colegas não querem 'meter a terceira' tornam a missão de se mostrarem ainda mais complicada.

Importante garantir os 3 pontos no Dragão contra o Dínamo para pensarmos um pouco mais além e tentarmos ficar no primeiro lugar do grupo!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Agradável


Apenas isso. Não foi um portento, não foi demasiado emotiva nem arrebatadora. Foi uma exibição capaz de nos dar a sensação de que o golo iria aparecer a qualquer momento. Dava a sensação e não a certeza, porque ainda nos lembrávamos do jogo com o Braga. Mas engane-se quem pensa que a única coisa que mudou entre os dois jogos foi a felicidade de obter um golo. Acho que mudámos muito. Em primeiro lugar aquela irritante mania de 'desligar' logo a seguir à obtenção de uma oportunidade de golo. Ontem houve períodos em que a equipa investiu consecutivamente sobre a área do adversário nomeadamente no período final da primeira parte e no início da segunda até ao golo. As bancadas foram acompanhando com apreensão e alguns (poucos) protestos. Mas julgo que o que se pedia era maior objectividade. Dá a ideia que se tem de dar sempre mais um 'toquezinho' antes de rematar. E isso irrita, obviamente, mas não significa que a equipa esteja a jogar mal. No final, tudo se resolveu.

O que mudou? Eu sou suspeito porque há muito que venho reclamando oportunidades para Evandro. Isto porque critico muito a deficiente utilização das zonas interiores do campo. Com Evandro os médios mais recuados têm opção de passe entre-linhas e Aboubakar tem alguém mais perto dele. Alguém com critério de passe com capacidade de rodar e organizar na cabeça da área. André tem vindo a disfarçar nessa posição porque é muito mais intenso e rápido que Evandro e aparece mais na área, mas não tem esta qualidade de jogo. O que precisámos mais nessa posição? Em termos meramente técnicos apostaria no Evandro, mas percebo que André traz empolgamento, garra, portismo que é algo de que a equipa precisa mais neste momento. Como tal, mais uma vez, tal como aqui disse à 15 dias, o FCPorto tem tido este ano quatro jogadores nucleares: Aboubakar, Brahimi, Ruben e André. Antes de uma pausa de 15 dias na competição acrescida de uma eliminatória para a taça, não se compreende a poupança de André André na primeira parte. Não consigo compreender! Que tal um meio campo com Ruben, André e Evandro? Seria assim tão absurdo? Não seria por ganharmos e por reconhecer que jogámos bem, que deixaria de apontar este risco desnecessário que corremos. Uma última referência para  a coragem de Lopetegui. Não lhe apeteceu ouvir assobios e fez a substituição da polémica ao intervalo...

Individualmente, destaque claro para o MVP Layun. Dá um golo, marca outro e ainda teve mais dois remates perigosos. A atenção a Brahimi faz com que sobre espaço para Layun e o mexicano já provou que tem instinto atacante capaz de aproveitar esses espaços com qualidade. É óbvio que não me enche as medidas como defesa, mas como atacante, rendimento excelente! Menção honrosa também para Aboubakar e para os centrais. O primeiro porque não desistiu enquanto não chegou ao golo. Os segundos porque foram muito importantes e agressivos na recuperação rápida da bola. Nestes jogos é importante termos momentos de sufoco do adversário e, nessas alturas, a rapidez na recuperação da bola é fundamental. Não registo grandes exibições negativas. Só no banco.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

10 costumam chegar...



... mas, desta vez, não chegam! As contas mudaram um pouco desde que o Platini resolveu pagar os favores na Europa de Leste, incluindo na fase de grupos estes clubes mais 'exóticos' como o Macabi, o Astana, o BATE, etc.. A partir desse ponto passaram a haver crónicos candidatos a fazerem zero pontos, ficando os pontos distribuídos por apenas três equipas. Teoricamente pode acontecer a hipótese de doze pontos não serem suficientes... Vendo pelo lado positivo, a Liga Europa, como objectivo mínimo, torna-se muito fácil de atingir. A não ser que o treinador seja o Jorge Jesus... Ou que seja outro e que o Jorge Jesus lhe diga o que sabe...

Há quinze dias disse aqui que o nível da exibição teria de aumentar muito para que fosse possível alcançar os três pontos em Israel. Enganei-me.  Não foi preciso aumentar muito o nível. Bastou aumentar um 'pouquinho'... Deu para mostrar bons pormenores, boas jogadas e boas exibições individuais. Só não foi mais tranquilo porque, apesar do reforço no miolo, houve sempre uma auto-estrada para explorar pelo adversário exactamente nessa zona. Não consigo compreender como é que uma equipa tão fraca consegue tantos remates em dois jogos com o FCPorto. Tal como no jogo passado, valeu-nos ou Casillas ou a ridícula capacidade de finalização dos israelitas. E desta vez estiveram mais perto. Lembro-me de um remate dentro da área, outro de fora e de um cabeceamento num canto, na pequena área. Isto antes sequer de nós chegarmos lá à frente pela primeira vez. As vitórias nunca estiveram em causa, mas ficou em causa esta solução de meio-campo. Ontem fiquei com a sensação de que nenhum dos médios jogou mal. Aliás, até me pareceu que Danilo esteve bem melhor do que tem sido habitual. No entanto, tenho de reconhecer que não tiveram a capacidade de controlar defensivamente a sua zona. E isso tem de lhes baixar a nota. Ou a eles ou ao treinador. E eu até estava tentado a dar-lhe nota positiva só por incluir Evandro no onze...

Individualmente, gostei de Danilo, Layun, Maxi, Tello e André.  Na dúvida o MVP vai para o mais portista. Sendo assim vai para o André. Tello também teve uma assistência e um golo. Seja bem regressado!  Layun fez a segunda boa exibição seguida. Desta vez de regresso à esquerda. Evandro e Ruben não sabem jogar mal e Maxi não sabe jogar devagar. Já Herrera e Imbula... Um entrou mal e o outro tem de perceber que o seu lugar cativo está em risco. Aboubakar tem nota positiva apesar do falhanço épico. Julgava eu que essa seria a maior nabice do jogo. Mais uma vez, errado! O árbitro fez questão de ter um erro ainda pior...

Falta um ponto, mas a vitória torna mais real a possibilidade de se atingir o primeiro lugar. E aí será mais fácil sair um 'Basileia' no sorteio...


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pontos



Mais do que o resultado de Domingo, o que me custou mais foram as explicações de Lopetegui para o que aconteceu. Dizer que 'tentámos mas a bola não entrou' é muito pobre. Este treinador já nos habituou a explicações parcas de conteúdo mas, num momento em que, pela enésima vez, voltámos a não capitalizar uma 'escorregadela' de um adversário, exigia-se mais. Se ele não percebe o que se passou, tentarei explicar em 6 pontos, representativos dos 6 que já esbanjámos este ano:
1. Com 22 Andrés tínhamos ganho o jogo com facilidade. Pelo contrário, no domingo, assim que atingíamos uma oportunidade de golo, relaxávamos e só voltávamos 'à carga' 10 minutos depois. «Isto há de se resolver...». Aqui o ponto é a intensidade de jogo;
2. Vi Lopetegui queixar-se de não ter ainda penaltis a favor. Para ter penaltis é preciso pisar a área com a bola controlada... Para ter livres frontais é preciso pisar esses terrenos. O nosso modelo de jogo é marcada e ideologicamente lateralizado e depende muito da inspiração dos extremos. Brahimi esteve pouco inspirado, Tello ainda se está a aproximar do seu melhor e Corona voltou a ser apenas um trapalhão. Quando assim é temos problemas e a maior parte dos remates que fizemos foram efectuados de fora da área. Este é o ponto do modelo de jogo.
3. De que serve implementar um modelo de jogo se não escolhemos os melhores interpretes para o mesmo. Será que cansamos o adversário circulando a bola lentamente no nosso meio-campo? Causamos problemas? Não seria melhor introduzir no jogo alguém que acelera o jogo nestas zonas, como Ruben Neves? Este é o ponto da adequação do modelo aos interpretes.
4. Por falar em Ruben Neves, entrou e pareceu em perfeitas condições. Temos aqui identificado quatro jogadores nucleares neste arranque do FCPorto: Aboubakar, Brahimi, Ruben e André. Sendo assim, no mesmo dia do 'clássico da tv a preto e branco', contra o crónico aspirante a quarto grande, 'poupámos' um deles. Faz sentido? Este é o ponto da rotatividade.
5. Por falar em Ruben Neves, se não há noção no banco sobre a importância relativa dos embates, seria proveitoso que houvesse essa noção em campo. Nomeadamente sob a forma de capitão. Ficámos muito entusiasmados com a braçadeira no braço de Ruben Neves. Há uma semana pareceu simbólico. A transição para o braço de Indi fez com que parecesse aleatória. Uma total desvalorização do papel do capitão. Estando André André em campo, foi um absurdo! Este é o ponto da liderança e do portismo em campo.
6. Corona jogou mal com o Macabi e perdeu o lugar. Imbula fez apenas um jogo interessante em dois meses e tem lugar cativo. Até é dos elementos que tornam o nosso jogo mais complicado e lento. De facto há jogadores que jogam, não porque merecem, mas porque 'doyen' jogar... Este é o ponto da ingerência em assuntos técnicos.

Sendo assim e ao contrário do que já me viram aqui dizer, temo que erradamente, Lopetegui não parece ter aprendido nada desde que está no FCPorto. Isso é assustador.

Para a semana é na Madeira. Calha bem, não acham?

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Vitória fácil mas facilitada


Regressámos ontem ao Dragão com o resultado esperado. A vitória que obtivemos contra o Chelsea, deixava escancarada a possibilidade de nos assumirmos como líderes do grupo. Em Israel teremos de a confirmar e prevêem-se maiores dificuldades.

Mas acredito que, em Israel, só será mais difícil se lá aparecer um FCPorto parecido ao de ontem. Fomos, de facto, muito superiores, mas não demonstrámos argumentos para que tal ficasse claro no marcador, por exemplo através de uma goleada. Desde logo, por uma ligeira atitude sobranceira demonstrada. Fiquei com a sensação que o golo poderia surgir a qualquer altura. Tal deveria empolgar a equipa. O efeito foi o relaxamento geral. A cada aceleração correspondia uma jogada de perigo e, logo a seguir, vinha um período de relaxe e de remates estéreis dos Israelitas. Equipa muito fraquinha, diga-se. O jogo foi uma sucessão destes momentos até ao final. Um golo no final teria ajudado a disfarçar uma exibição pouco inspirada, mas que acabou por ser segura.

Individualmente destaco quatro exibições. Em primeiro lugar, destaco o MVP Aboubakar. Grande destaque deste arranque de época e com participação nos dois golos. No segundo golo, já estávamos a desesperar por um passe, mas acabou por conseguir fazê-lo 'in extremis'. Depois gostaria de destacar a serenidade e a liderança do nosso capitão e, por oposição, a jovialidade, intensidade e irreverência do nosso lateral direito. A inversão de idades na ficha de jogo não chocaria ninguém. Por último, destacaria Brahimi. Está numa forma sublime e é quase impossível de parar. Do outro lado, o oposto. Corona esteve bastante mal e deu até a ideia que tinha mais espaço para jogar que Brahimi. Antecipo, desde já, o regresso de Tello no próximo jogo. Isto porque são já duas exibições conseguidas. Será que estará de regresso?

Depois do descanso na Taça veio o descanso na Champions. Não acredito que dê para descansar no Domingo...

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Jogam as segundas, marcam as primeiras linhas…



Num jogo onde se mudou quase tudo e mesmo com os habituais titulares a jogaram em posições diferentes, por exemplo, Layun a ganhar rotinas no lado direito da defesa para o jogo com o Braga e Imbula a 6 só para manter o ritmo competitivo já que nessa posição estamos bem servidos, acabamos por ser competentes e agora o Julen já sabe o que é passar uma eliminatória na Taça!

Tello parece estar finalmente a «acordar», entrou bem contra o Belenenses e fez um bom jogo na Póvoa. Se voltar ao Tello que prometia na época passada no seguimento do hattrick ao Sporting e antes da lesão em vésperas da eliminatória com o Bayern, será (ainda não é, por isso o título da crónica é apenas um desejo e não uma constatação) uma «primeira linha» e disputará um lugar no 11 com Corona.

Destaque para Osvaldo para o que trabalhou durante os 90 minutos mas também pelo que falhou. Um avançado vive de golos e quando se falha assim custa, com certeza, ganhar aquela moral ou estrelinha que um avançado precisa. Assim não há dúvidas, Aboubakar titularíssimo.

Evandro e Bueno tiveram em bom nível e são excelentes alternativas, então Evandro por aquilo que já demonstrou ser capaz de fazer na época passada merece muitos mais minutos.

Por fim, André André continua o seu ano de sonho: marca na Champions ao Chelsea, nos últimos minutos ao Benfica e agora no clube da terra. Três golos com simbolismo especial, cada um ao seu jeito.


Atenções viradas agora para a Champions onde temos que conquistar a segunda de 4 vitórias (se possível consecutivas) que necessitamos para seguir em frente e depois irmos a Londres defender o primeiro lugar do grupo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Basculação Moment 1997.08.25...

Em 1997, o Varzim Sport Club regressava ao principal campeonato do futebol português 10 anos depois da sua última presença... a estreia foi em casa e contra o nosso FC Porto... os azuis e brancos saíram vitoriosos do encontro por 2 golos sem resposta, um deles da autoria de Sérgio Conceição...

domingo, 4 de outubro de 2015

A braçadeira


O FCPorto fez um bom jogo com um adversário incapaz de travar  Brahimi e Corona endiabrados. Sobretudo o primeiro. Mas já lá vamos. Excepcionalmente o meu destaque vai não vai parra o MVP, mas para o braço do Ruben Neves. Quando o vejo regressar do balneário com a braçadeira fiquei com a sensação de que estaria a assistir a um momento que poderá ser histórico. Basta que Ruben cumpra nos próximos anos o que se espera dele: um capitão com um grande talento e com sangue portista.

Quanto ao jogo, julgo que apresentámos o nosso melhor onze no momento e isso ajudou. Já sabemos que este futebol de Lopetegui é previsivelmente lateralizado. Mas Lopetegui não tenta ser previsível. Simplesmente tenta potenciar o talento dos seus alas e isso foi plenamente conseguido ontem. Em noite de tamanha inspiração dos dois alas, em simultâneo, poucas serão as equipas que não sofrerão no Dragão. Aconteceu com o Belenenses, que chegou a assustar na primeira parte com duas ocasiões de golo. Mas do lado contrário as ocasiões eram inúmeras e os golos chegaram tarde, mas com naturalidade. Os caminhos para Aboubakar estavam bem tapado, mas os alas conseguiram compensar plenamente. Boa exibição no Dragão perante uma equipa que promete trepar na tabela. Sobretudo pela frente de ataque que tem.

Individualmente gostei do MVP Brahimi e de Corona pelas mesmas razões. Temíveis no 'um para um' e sempre a criar pânico na defesa contrária. Brahimi conseguiu ser mais decisivo ganhando quase todos os duelos individuais. Os laterais também ajudaram mas parecem talhados para funções ofensivas. A defender... No lance da bola ao poste do Belenenses, a nabice de Layun é igual à de Cissoko na Madeira. O resultado é que foi diferente. Gostei também da exibição de Ruben Neves. À patrão! Osvaldo esteve melhor que o apagado Aboubakar. Imbula também esteve ausente. Achei arriscada a solução de Danilo a central. A amostra que tínhamos tido no Moreirense não tinha deixado saudades. Ainda assim cumpriu. Tello fez uma assistência. Ainda aguardamos o seu regresso.

P.S.: Quanto ao árbitro, julgo que esteve bem. O único erro grave é que Maxi deveria ter sido expulso por acumulação de amarelos... :)

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dragão dá força


Poucos terão sido os que não terão soltado um fo$%#§-se quando olharam para o onze inicial. Eu soltei vários no meio do trânsito... Mas deu em vitória. Como tal, o asno transforma-se num génio! 

Mas não entrarei em grandes euforias. É certo que, depois do campeão alemão na época passada, foi a vez do campeão inglês sofrer no Dragão. Mas este jogo está bem longe dessa exibição de luxo da época passada. Também não podia ser com uma equipa tão renovada. Não gostei das opções iniciais mas gostei muito da exibição. Gostei da garra, gostei do ritmo da segunda parte e gostei de sentir que o estádio estava a ajudar a equipa a superar-se. Isto apesar de reconhecer que tivemos ontem a 'pontinha' de sorte que nos faltou na passada sexta-feira.

Vamos à táctica inicial. Pareceu-me limitada por ser demasiado conservadora. Limitada no apoio dos laterais que ocorreria apenas pela direita. Limitada por ter três médios de características defensivas. Limitada por esconder um médio na posição de extremo fazendo com que nunca se buscasse a linha pelo flanco direito. E por fim, limitado porque havia o risco de não conseguir fazer chegar a bola aos únicos desequilibradores da equipa: Brahimi e Aboubakar. Isto era a teoria. A prática começou por confirmá-la. A bola não entrava na frente e a pressão do Chelsea rendeu algumas oportunidades perigosas que Casillas resolveu. O tempo foi passando e Brahimi e Aboubakar foram emergindo no jogo. Ruben Neves foi ocupando o espaço entre eles e o resto da equipa e fomos melhorando. A melhor fase chegou já depois dos golos, com momentos de total subjugação de um adversário, já de si traumatizado. Poderíamos ter conquistado um final de jogo mais descansado. Era merecido pela boa segunda parte que fizemos. Deu-me mesmo a sensação que a equipa foi crescendo no jogo, também alimentada pelo público e pelo grande ambiente no Dragão!

Individualmente não encontro más exibições Achei alguns jogadores mais nervosos, como Marcano e Danilo. Tivemos grandes exibições de Brahimi, Aboubakar, de Maxi e de Martins Indi. Mas para mim o destaque vai para Ruben Neves, MVP. Primeiro porque foi o elemento agregador da confusão táctica implementada por Lopetegui. Depois porque fez de tudo defensivamente e ofensivamente. Até teve um dos lances mais perigosos da equipa. Imbula fez a sua melhor exibição pelo FCPorto. Tardava mas aconteceu.

Em suma, bom jogo, boa atitude mas não convém esquecer que este 2-1 poderia facilmente ser um 5-4.  Ou pior. O jogo poderia ter acabado como acabou a primeira parte... Ainda temos muito a melhorar!

Domingo voltámos ao Dragão. Espero já ter um resultado descansado quando chegarem as primeiras sondagens...

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Longe do Dragão


Começam a incomodar estas perdas de pontos fora do Dragão. São já quatro pontos perdidos para o campeonato e dois na Champions. Mas julgo que este jogo teve pouco a ver com os jogos da Madeira e de Kiev. Comparando com o do Marítimo jogámos muito mais. Lopetegui arriscou tudo, tendo terminado com três defesas e cinco avançados. E por aí acabou por ser um bocado estranho. Ao contrário do que aconteceu na Madeira, tivemos reacção ao golo sofrido, em campo e no banco, e acabámos por obter o mesmo resultado... No mínimo, irritante! Além disso, tivemos as lesões. Primeiro o nosso jogador mais desequilibrante e depois Maicon numa altura em que ele era o único central em campo. 

Neste jogo mostrámos uma boa capacidade para criar oportunidades de golo. Foram muitas e tornam o resultado algo injusto. Por outro lado,  a nossa defesa pareceu manteiga nos dois golos sofridos. Um posicionamento defensivo ridículo, tanto no primeiro como no segundo golo. Tudo isto resulta em 'mixed feelings'. Por um lado gostaria de valorizar a atitude ofensiva e as circunstâncias invulgares que marcaram o jogo, por outro, tenho de reconhecer que estamos a sofrer golos com uma facilidade assustadora. Poderemos também entrar na linha de pensamento da época anterior: será que teríamos empatado se tivessem jogado Aboubakar ou Ruben Neves? Pois...

Individualmente, não achei que houvesse nenhuma exibição muito boa. Dou o MVP a Maxi porque me pareceu o mais regular e porque está nos dois golos. Maicon marcou um grande golo mas esteve muito mal no primeiro golo sofrido. Osvaldo teve bons pormenores e alguns maus, poucos. Já se viu mais do que nas aparições anteriores. Corona jogou muito mais no meio do que na ala. Danilo continua a perder terreno para Ruben. Não ganhamos grande coisa em termos de segurança defensiva, veja-se no segundo golo sofrido, e perdemos em organização ofensiva. Layun, Tello e Varela não estiveram mal, mas também não ajudaram muito. Aboubakar não teve muito tempo mas quase decidiu. Casillas voltou a fazer tudo o que podia.

Na terça segundo jogo de dificuldade máxima no Dragão. Não me parece uma má altura para defrontar o Chelsea...


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

André André André André André André André André André André


Apenas repeti o nome do portista 5 vezes e deu para encher a linha. Se continua assim, já estou imaginar aquele cântico alternado entre a bancada Sul e a Norte só que em vez de «Puuuuorto!», teremos «Andréééé´!». É difícil de imaginar a adrenalina que um portista, como o André terá, a marcar um golo tão decisivo, naquele estádio, perante aquele adversário! Como diria o Bibota, terá sido orgásmico!

Comecemos pela primeira parte. Já dá a sensação que não existiu. Foi engolida pelo impacto do resultado. Mas existiu! E foi confrangedora! Como é meu hábito, desloquei-me ao interior do estádio para ver o resumo da primeira parte e, pelas duas jogadas que a Sportv mostrou, nota-se que precisaram de ter imaginação para considerar que aquilo foi sequer perigoso... Um remate em 45 minutos é pobre demais! Ainda por cima, com o adversário a ter as três primeiras oportunidades do jogo pondo o nosso guarda-redes como o nosso melhor elemento até então. Futebol nervoso, desgarrado e desinspirado. E tudo isto no jogo em que Lopetegui apresenta um onze muito próximo do consensual. Muito parecido com o que eu previ aqui. É até caricato reconhecer que quando Lopetegui não inventa, corre mal, quando resolveu inventar com irritantes 'trocas-por-troca' que pareciam indicar algum receio, faz com que o jogo apareça resolvido. 

Foi de facto um FCPorto bipolar o que se viu no Dragão. Na segunda parte, o onze inicial passou a render o que se exigia e entrou muito mais forte, dinâmico e intenso. Um FCPorto 'às costas' dos adeptos capaz de encostar qualquer adversário 'às cordas'. Brahimi, André e Aboubakar acordaram. Os defesas e médios passaram a lutar muito mais pelas bolas e isso notou-se na quantidade de faltas e de amarelos. Tal resultou em 3 ou 4 oportunidades de golo que chegaram para vencer com justiça. Quanto ao adversário, direi que, na primeira parte, chegou a estar no controlo do jogo, algo que não chegou a acontecer no ano passado quando venceram por 2-0. Futebol às vezes é eficácia mas ontem acabou por ser justo. Quando o FCPorto dominou, subjugou. Quando o adversário dominou, só criou perigo em bolas paradas. 

Individualmente, divido por partes. Na primeira parte, tivemos apenas Iker e Maxi. Na segunda parte emergiu o MVP André André e Aboubakar. Brahimi também esteve muito melhor e jogou quase sempre '1 para 2'. Pela negativa Jesus Corona. Eu também pedi a sua titularidade mas estava errado. Era exigir muito de um jogador imaturo que chegou há três semanas. A entrada de Varela acabou por ser decisiva. A exibição de Imbula deambulou entre o bom e o mau. Nem sei que nota lhe hei de dar. Layun só emerge ofensivamente.  Por último, gostei da exibição de Marcano. 

Quanto a Lopetegui, nota positiva. Gostei do onze e não gostei das substituições. O resultado foi  fundamental.

No ano passado este jogo foi decisivo. Que o seja este ano!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Dupla de trincos



Começo com uma citação de um ilustre treinador de bancada: «Isto apesar do retrocesso táctico que o 'medroso' Lopetegui resolveu ensaiar. Espero que não esteja a ensaiar para Kiev...» Bruxo! Já no ano passado tivemos de levar com a experiência do duplo 6 com Casemiro e Ruben Neves. Na altura as exibições foram as que se seria de esperar: seguras e sem rasgo. Ontem tivemos mais do mesmo. Não permitimos grandes oportunidades ao adversário e também não as tivemos. Nas excepções, golo sofrido e golo marcado. No golo sofrido destaco a quantidade invulgar de 'cuecas' sofridas. No golo marcado destaco o aproveitamento com qualidade do único estilo de jogada possível de praticar com aquele meio-campo desnorteado: bola sobrevoa os médios e o o ala e ponta de lança resolvem. Dirão que o início da segunda parte foi melhor. Também me pareceu. Mas apenas houve mais controlo do jogo e da posse de bola. Não passamos a produzir muito mais. No final, Lopetegui resolve arriscar mais e tentar partir o jogo. Quase resultou. Quase... Sofremos o golo num lance azarado. Mas estaria bem mais chateado se empatássemos com aquele golo num jogo em que tivéssemos feito tudo para vencer. Como não o fizemos, quase que poderia dizer que era 'bem feito', mas nem é preciso...

Individualmente novo MVP para Aboubakar. Sublime! Depois gostei de André e de Layun. Nota-se que este último é bem melhor como ala do que como defesa... Casillas teve um lance em que este muito bem e outro em que esteve péssimo. Pela negativa a dupla de médios defensivos. Quando se aproximavam era bola perdida pela certa... destaque adicional para a inutilidade de Herrera e da entrada de Tello.

No próximo jogo Lopetegui decide se vai ter vida fácil nos próximos tempos. Se precisar de ajuda com onze eu dou: Iker; Maxi, Maicon, Marcano e Layun; Ruben; Herrera; André; Brahimi, Corona e Aboubakar. Não seria o meu onze porque eu optaria por Evandro no lugar de Herrera com o recuo do André, mas é um onze que poderia agradar a mais gente.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O factor Ruben



Depois de duas exibições cinzentas, veio uma exibição segura perante uma equipa complicada. Como houve várias alterações ao onze, podemos especular sobre a que teve maior impacto. Em eficácia é fácil de atribuir mérito a Corona. Poucos terão sido os reforços a marcar dois golos na primeira aparição (puxando pela memória, lembro-me de Jardel que nem foi titular nesse seu primeiro jogo). Poderíamos também falar da titularidade de André André. De facto é cansativo perceber os Kms que percorre este jogador e a intensidade que emprega em todos os lances. Até faz esquecer algumas lacunas ao nível de definição dos lances. Confesso que estou um bocado cético quanto à valia deste jogador mas, com jogos destes, terei de meter a 'viola no saco', com todo o gosto! Por último, poderíamos falar de nova exibição exuberante de Aboubakar que, para mim, foi o MVP do jogo. De todos os problemas que o defeso trouxe a Lopetegui, nunca pensei que o que estivesse mais próximo da resolução fosse a saída de Jackson. No entanto, apesar destas três exibições valiosas, tendo a atribuir a alteração no nosso jogo à entrada de Ruben Neves. 

Vou ter de 'bater na mesma tecla'. Que fique claro que o problema não é o Danilo. Trata-se de uma questão de criatividade. Se jogamos simultâneamente com Danilo e mais dois médios de 'vai-vem' a criatividade ficará toda concentrada no trio da frente. E como é que a bola chega lá? 'Chutão' do Maicon? Enquanto jogarmos com duplas de médios com variações formadas por Imbula, André e Herrera, temos de ter um suporte que terá de ser um jogador capaz de pautar o jogo, gerir ritmos, com qualidade tanto no passe curto como no longo. Ruben é esse jogador. Titularíssimo! Inexplicável que não tenha jogado mais nesta época. Tanto nos queixamos do facto de os jogadores da formação não terem oportunidades na equipa principal por falta de qualidade... Agora temos, tem 18 anos, é portista e joga mais que qualquer um dos outros que compõem o plantel, nesta posição. Tem de jogar!

O jogo correu bem. Fomos sempre a equipa mais perigosa e nem o critério disciplinar e as constantes faltas assinaladas puseram em causa o nosso domínio. Os golos apareceram naturalmente, em jogadas bem delineadas. Isto apesar do retrocesso táctico que o 'medroso' Lopetegui resolveu ensaiar. Espero que não esteja a ensaiar para Kiev... É de assinalar que isto tenha sido conseguido em Arouca. Primeiro porque não foi em Aveiro e depois porque julgo que, com Ivo, esta será uma das sensações da prova.

Individualmente, já fiz os destaques. No entanto, diria apenas que espero mais de Layun que tem de controlar melhor as costas. Também tarda a aprição do verdadeiro Imbula. Aqui a coisa já é mais preocupante. É que este padece do mesmo mal que Danilo e Adrian Lopez: demasiada inflação no preço do passe...

domingo, 30 de agosto de 2015

Dragão tem razão



Não sou fã do género assobiador mas é um facto que a equipa, em três jogos, joga muito pouco. Pelo menos muito menos do que seria de esperar. Diria que foram duas exibições fracas em três. Lopetegui argumenta que perdeu meia equipa que lhe falta um criativo, enfim... Neste momento apresenta mais problemas que soluções. Até faz questão de não convocar o Cissokho só para demonstrar que precisa de reforço na lateral esquerda. Lopetegui queixa-se demasiado! Nós que já cá andamos há uns anos, sabemos comparar e as queixas de Lopetegui soam a ridículo. Perdeu vários jogadores mas dois estavam emprestados, política que nunca tinha visto no Dragão antes de Lopetegui. E depois, tal como temos vindo a dizer aqui, a transição no meio campo poderia ter sido muito mais suave se se apostasse em jogadores que já cá estavam no ano passado e com provas dadas, como Evandro e Ruben Neves. Além disso, com excepção da lateral esquerda, onde Cissokho levanta dúvidas, e do médio criativo onde Quintero não conta, as posições depauperadas e que apresentavam problemas, foram preenchidas com jogadores internacionais e caros: Casillas, Osvaldo, Maxi. Além disso o meio campo foi super reforçado com Bueno, Sergio Oliveira, André e Imbula. Houve um esforço de mercado demasiado grande, para nos dotar de um plantel capaz de nos livrar destas exibições aflitivas, como a que se viu no Dragão. Não aceito as atenuantes que Lopetegui apresenta. Aceitei que continuasse na esperança de que ele seria capaz de aproveitar o facto de poder continuar o seu trabalho do ano anterior. Se soubesse que era para começar de novo, aceitaria ponderar sobre outro treinador, algo que não fiz.

Vamos ao jogo. Lopetegui resolveu apresentar no onze duas soluções que não aprecia minimamente: Brahimi a 10 e Indi a lateral esquerdo. Poderia até pensar que a ideia dele era a de que precisamos de ter um lateral que não sobe para podermos ter um verdadeiro criativo no miolo, ideia que me parece limitada e completamente deslocada do que é o futebol português. Assumindo que Indi foi uma opção de 'birra' por causa da contratação de Cissokho, vamos ao caso de Brahimi. Passado uns minutos a jogar na nova posição inventou logo um golo. Depois do golo foi aparecendo a espaços. No entanto, tal como aconteceu na Madeira, quase tudo o que tirámos de bom do jogo veio dos pés do argelino. Se Tello e Varela continuam a jogar tão pouco como nos últimos jogos e se aboubakar continuar sem possibilidade de participar no jogo, é óbvio que temos um problema atacante. Lopetegui, viu que não estávamos a criar oportunidades e voltou ao plano dos jogos anteriores. Como é óbvio não melhoramos porque o problema de falta de criatividade manteve-se. Tivemos apenas uma experiência de 40 minutos e um resto de jogo em sobressalto. Sem criatividade não há oportunidades de golo. Sem oportunidades de golo o adversário acredita, a defesa treme porque não tem a quem passar a bola e Casillas passa a ter mais trabalho. O golo de Maicon trouxe uma tranquilidade que não merecíamos.

Individualmente destaco duas exibições: a do MVP Brahimi e a de Casillas que esteve bem quando solicitado. Varela e Tello estiveram muito mal, sobretudo o segundo. As duas últimas exibições de Danilo não justificam a sua titularidade. O mesmo direi sobre André, que julgo que não justifica ter tantos minutos a mais que Evandro e Sérgio Oliveira. Aboubakar fez o que pôde mas não chega. Tem de participar mais como fez no primeiro jogo.

Veremos o que o dia de hoje nos traz. Desconfio que Lopetegui terá mais presentes que ele não merece. Nós merecemos!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Miolo

 
Fiquei logo apreensivo quando soube que o União da Madeira tinha subido de divisão. A apatia generalizada que demonstrámos consistentemente nas últimas deslocações à Madeira é alarmante. Já dura há demasiado tempo sem qualquer sinal de retoma. No Sábado tivemos o absoluto oposto aos bons indicadores do Dragão. Velocidade, fluidez de jogo e intensidade transformaram-se numa languidez que só podia resultar em perda de pontos. Vá lá que foram só dois, visto que não me parece que tenhamos jogado melhor do que nas últimas aparições na Madeira... Sinceramente, não me parece que as equipas da Madeira estejam a aproveitar bem o 'factor casa'. Como Tondela e Arouca já provaram, é mais importante fazer uma boa performance de bilheteira do que uma boa performance em campo. Deixo a sugestão: os estádios de Aveiro, Leiria e Algarve estão disponíveis para as próximas visitas. É uma questão de Nacional e União fazerem contas...

Mais a sério, vamos à minha primeira sessão de pancadaria em Lopetegui desta época. Já sentiam saudades... Ouvi dizer que esteve bem ao admitir que a equipa não jogou nada na segunda parte. Pois por muito que prefira que ele analise o jogo com discernimento, preferia que ele continuasse a culpar, erradamente ou não, os árbitros e os relvados e que simultâneamente, tivesse dado a impressão de que ele próprio deu tudo para ganhar. É ridículo pedir mais da segunda parte da equipa e não exigir mais rasgo a partir do banco. Tivemos três trocas sem que se notasse qualquer tentativa de surpreender ou baralhar a defesa adversária. Não é justo criticar a clássica 'troca-por-troca' 'per se'. É importante perceber se, de facto, se exigiu aos jogadores que entraram, o mesmo que se exigia aos substituídos. Foi o caso. Depois vem a questão do miolo com o duplo 8. Na passada semana chamei-lhe o duplo-Herrera e avisei que era limitativo em termos de criatividade. E expliquei porquê. De facto, tudo de bom que o FCPorto tirou do jogo veio dos pés de um jogador: Brahimi. Há apenas uma excepção no lance do falhanço do Aboubakar. Lopetegui tem de escolher. Se quer jogar com o sistema do ano passado tem de jogar Evandro. Se não quer, e era o que eu julgava que ia acontecer, dada a construção do plantel, tem de jogar Bueno ou Osvaldo ou Brahimi no meio. Nunca esta combinação de Danilo, Herrera e Imbula. Primeiro porque Danilo ainda está num processo de adaptação ao lugar, que Casemiro também teve. Segundo porque Imbula, tal como Herrera quando chegou, só acelera o jogo com bola no pé. Nunca o faz em circulação de bola e isso é fundamental. E depois porque se exige a Herrera características de organização e movimentação entre-linhas que não tem e nunca vai ter. Assim perdemos o jogador. Outro argumento e talvez o mais importante. Se perdemos 6 jogadores titulares na época passada, e se queremos manter a mesma fora de jogar, não seria melhor fazer a transição com interpretes que já cá estavam? Evandro e Ruben cumpriram sempre que jogaram e sabem o que é exigido nessas posições. Temos um único médio que transita  e com funções diferentes. Para quê mudar tudo se tínhamos a possibilidade de manter a espinha dorsal da equipa baseada no plantel do ano passado? Estamos a sabotar a equipa para exigir reforços? Se continuarmos assim, arriscámo-nos a ter uma nova época com muita posse de bola... Ganha jogos? Se continuar a ser apenas no nosso meio-campo, não!


Individualmente gostei apenas de Brahimi. Aboubakar destaca-se nas exibições negativas porque foi o que baixou mais de rendimento, quando comparado com o jogo anterior. Por falar em más exibições, já sentem saudades do Alex?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Estreia a bombar



Quando Aboubakar é o homem do jogo, tem de se fazer um título de crónica com um trocadilho com o nome do camaronês. Julgo que é uma regra... Estou de férias, mas ainda me lembro como é que isto se faz!

'Graçolas' à parte, vamos à estreia. Auspiciosa, por três motivos:
1) A equipa consegue jogar da mesma forma apesar de ter perdido grande parte dos seus habituais executantes. A estabilidade técnica pareceu conseguir harmonizar a entrada de novos interpretes. A ideia de jogo mantém-se apesar de, neste momento, estarmos a jogar sem um jogador com características de organização no meio-campo.
2) A equipa consegue marcar golos e apresentar um goleador alternativo a Jackson. Aboubakar fez, logo na sua estreia como dono do lugar, a sua melhor exibição. Quer a marcar, quer a tocar a bola com os colegas, quer a assistir. Faltou o terceiro golo.
3) Além de Aboubakar, os reforços estiveram em destaque logo no primeiro jogo. Sobretudo Maxi, Varela, Imbula e Danilo. Casillas teve pouco trabalho mas cumpriu.

De resto, deixarei mais duas notas. Gostei do estádio cheio. Não estive na apresentação e sei que também encheu. Já sei que no Verão as assistências nos estádios são tão enganadoras como os números do desemprego no terceiro trimestre mas, ainda assim, é bonito. Depois a questão do 10. Isto sem Brahimi, com Tello a 50%, jogar com um duplo Herrera, sem um 6 com características de organizador como o Ruben, parece-me pouco ambicioso em termos de criatividade. No Sábado chegou e sobrou, mas não sei se este elenco não será pobre em criatividade. Lopetegui poderá temperar melhor. Por exemplo, só joga com Herrera e Imbula se tiver em simultâneo Ruben por trás e Brahimi na ala. Assim parece arriscado.

Individualmente, MVP óbvio para Aboubakar. Depois, uma boa estreia de Maxi com duas assistências. Alex Sandro também esteve bem apesar de uma distracção defensiva na primeira parte. Varela esteve muito melhor que Tello, Imbula e André melhor que Herrera e Marcano melhor que Maicon. Danilo e Casillas cumpriram e bem.

Começámos bem! Siga!

PS: Estava a escrever o post e tinha a tv ligada no programa prolongamento. 'Empandeiraram' o Seara? Quem é este gajo com fato à mafioso três números acima da sua medida? Resolvi ouvir e dá logo para perceber do que se trata. Aí comecei a ver se aparecia algum plano alargado porque, se houvesse, iria aparecer o João Gabriel com a mão enfiada por baixo do fantoche... Bem escolhido Sousa Martins!


sábado, 15 de agosto de 2015

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

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terça-feira, 4 de agosto de 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Basculação Headlines 2015.08.03...


Alemanha


O estágio da Alemanha veio aumentar consideravelmente a dificuldade dos testes. Parece-me que esta sequência foi bem mais vantajosa do que a digressão americana que Lopetegui rejeitou e bem. Isto apesar de os resultados não terem sido 'famosos'... Uma derrota dois empates e uma vitória. Na verdade, a sequência deveria ter sido um empate, uma derrota e duas vitórias, de acordo com o futebol jogado.

Mas deu para ver que o esquema de jogo não irá mudar muito. Temos apenas a possibilidade de jogarmos em alternativa com um pivot defensivo mais criativo ou mais físico oscilando entre Ruben e Danilo. Temos também a alternativa de um 10 mais organizador e intenso e um 10 mais finalizador optando entre Evandro ou Bueno. Entre Imbula e Herrera, parecem-me jogadores semelhantes. Mas Imbula parece ser melhor. Além disso, André e Sérgio são médios mais versáteis, que podem trazer mais alternativas de jogo e mais polivalência.

Pela evolução da equipa, julgo que é justo dizer que se nota alguma evolução e algumas das potencialidades e lacunas do plantel. Passo a esquematizar.

Destaques positivos:
- Aboubakar - e herança é pesada mas parece que temos homem;
- Brahimi - Mais um grande arranque de época. Esperemos que dure a época toda;
- Danilo - Num estilo semelhante ao da época passada teremos o sucessor de Casemiro;
- Ruben Neves - Se pretendermos um 6 mais 'Pirlo', temos o nosso menino. Seria um crime não aproveitar cada vez mais este grande talento;
- Alex Sandro - Sempre o achei melhor que o melhor Alex era melhor que o melhor Danilo. Será que o vamos ver este ano?
- Marcano - Claramente o nosso melhor central na actualidade.

Destaques negativos:
- Tello - A pior critica que lhe posso fazer é que apenas se destacou de Adrian porque fez um passe para golo. No resto, igual em apatia, falta de rasgo e empenho;
- Adrian - Mais do mesmo e uma presença garantida na lista de dispensas; 
- Jose Angel - Apenas um segunda linha para nos criar calafrios enquanto o Alex não renova;
- Maicon - A equipa até vai controlando os seus ímpetos de jogar directo, até ao momento em que a bola chega aos pés de Maicon. Para mim, actualmente, não tem lugar na equipa;

Reformulações de plantel:
- Avançado - Aboubakar precisa de um suplente. De preferência alguém jovem numa fase de evolução mais avançada que a terceira opção, André Silva;
- Central - Maicon não me satisfaz há algum tempo. É apenas bom e não parece que vá evoluir. O chileno é um erro enorme de casting. Vi muitos jogos dele no ano passado e não preciso de ver mais. Indi e Marcano satisfazem. Julgo que a contratação que falta é a de um central, com pé direito.
- Excesso de médios - O ideal seria colocar Herrera no mercado pelos motivos acima explicados.

Melhor Onze Actual:
Iker; Ricardo, Indi, Marcano e Alex; Ruben, Imbula e Evandro; Varela, Brahimi e Aboubakar.

domingo, 2 de agosto de 2015

sábado, 1 de agosto de 2015

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

quarta-feira, 22 de julho de 2015