quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Tudo na mesma


Pode parecer má vontade, mas não considero que o problema esteja sequer perto de estar resolvido. A emoção que o jogo transmitiu foi muita e saborosa, mas não permite esquecer que este jogo foi resolvido pura e simplesmente no factor emocional. Por muito saboroso que seja este empate, nesta altura em que a equipa estava 'de rastos', não convém esquecer que conseguimos sofrer 5 golos de uma equipa muito inferior à nossa. A nossa superioridade não pode ficar marcada apenas pelo querer. Temos que ser melhores tecnicamente, fisicamente,  na pressão, no passe, na concretização, na qualidade! Tudo isso nos separa o Eintracht mas não se viu. E mesmo o aspecto emocional, não é propriamente um fenómeno tão elogiável como eu gostaria. Seria bem melhor que, perante os últimos dois jogos, a equipa entrasse no jogo para mandar! Uma reacção com organização e em equipa. O que se viu foi uma desinspiração inicial, uma depressão entre os dois primeiros golos sofridos e finalmente uma reacção enérgica que nos valeu o apuramento. Mas foi uma reacção mais de vergonha do que de outra coisa. Era de facto vergonhoso ser afastado por uma equipa deste nível e isso faz com que o meu contentamento tenha durado apenas um instante...

Outra razão para não ficar muito contente é o facto de, na próxima ronda, termos uma equipa muito superior a estes alemães. E convenhamos muito superior ao FCPorto que temos visto na maior parte dos jogos desta temporada. No entanto fiquei surpreendido com as dificuldades que tiveram em eliminar os galeses do Swansea.

O jogo acabou por ser como a época portista: com picos de rendimento. Sejam negativos ou positivos. Gostei das exibições de Quaresma, Fernando e Mangala que, apesar dos percalços defensivos, marcou dois golos decisivos. O MVP é mesmo Ghilas que, mais que futebol, trouxe a fibra que a equipa estava a precisar. Jackson fez uma exibição tenebrosa mas, mesmo assim, bem acima de alguns colegas como Herrera e Carlos Eduardo. Incrível como marcámos três golos com rendimento tão baixo do nosso meio campo ofensivo. Também não gostei de Alex Sandro e acho que podia ter feito mais no ultimo golo. Tal com Helton no primeiro e Maicon no segundo. Quem diria que nos iríamos safar num lance com Licá e Ghilas...

Importa nesta altura retirar do jogo de hoje apenas o que vale a pena: o querer que a equipa demonstrou. Tão ou mais importante será reconhecer que grande parte dos problemas que nos trouxeram até aqui se mantém: confusão táctica, dificuldades de construção pelo meio, falta de protecção à defesa e intranquilidade em geral. Vimos tudo isto hoje e sobrevivemos. Não se repetirá muitas vezes...

Werder Bremen 0-5 FC Porto (93-94)...

Quando fomos espetar 5 a casa do campeão alemão...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Esperar até a decisão ser fácil



Quem costuma parar por aqui sabe que não sou dos que pede a cabeça dos treinadores de ânimo leve. É raro fazê-lo, e normalmente só o  faço no fim das épocas desportivas e com o balanço a suportar a decisão. Não diria que é uma originalidade minha visto que, no FCPorto, isto é regra. Tal não implica que é receita única de sucesso. Eu sei que é difícil perceber ou até admitir que se errou na escolha do treinador. Sobretudo vindo de alguém que pode dar aulas sobre como gerir relações com treinadores e como escolhê-los. Mas parece que estão à espera do momento em que já não têm outra alternativa... Esta relação com Paulo Fonseca vem mostrar um claro defeito nos nossos dirigentes: a demasiada implicação com o treinador escolhido. Eu sei que isto normalmente é uma virtude, mas é muito nocivo quando a escolha do treinador falha. Paulo Fonseca é um óptimo exemplo de como isto pode correr mal. Com a carta branca que lhe demos perderemos provavelmente o campeonato e é bem possível que a passagem pelas competições europeias seja um desastre.  Mas perdemos muito mais! Além disso perdemos Lucho. Perdemos Lucho porque ele não podia jogar a 10, porque lhe pediram para estar próximo do ponta-de-lança e porque não podia jogar a 8, porque jogava muito próximo do Fernando. Reparem como a confusão táctica nos tirou o nosso capitão! E Otamendi? Alguém sente saudades dele? Do Otamendi deste ano ninguém sente! O problema é que, tal como Mangala, Maicon, Alex Sandro e Danilo, Otamendi jogou muito menos com Paulo Fonseca. Culpa dos jogadores? Não me parece. Se nos ligamos demasiado a uma má solução arriscámo-nos a deitar por terra um trabalho de anos. Que se tenha isso em consideração na decisão que vamos tomar nos próximos dias.

Não me quero alongar muito sobre o jogo. No último parágrafo da minha última crónica dizia que este Estoril era bem melhor que a equipa alemã. Não se provou por completo. O resultado mais justo seria o empate a zero e só um lance marcado pela apatia de Abdoulaye e pela enésima nabice de Mangala é que o transformou numa derrota. Nota positiva apenas para Fernando. Tudo o resto foi de uma mediania inquietante.

Que se salve a época! Esta e a próxima! Há que mudar de rumo.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

FC Porto 8-0 Estoril (83-84)...

Na recordação da semana é para ver essencialmente golos, jogo que ainda contou com um penalty falhado do Bi-Bota, o qual, mesmo assim fez um hattrick... trata-se do último jogo do campeonato da época 1983/84 que antecede a final da Taça das Taças em Basileia... No Estoril, destaque para o facto do treinador adjunto se chamar Carlos Queiroz e o preparador físico Nelo Vingada... Contava ainda nas suas fileiras (dentro das quatro linhas) com o Engenheiro do Penta, Fernando Santos...


FC Porto 5-0 Estoril (91-92)...


Notas:
- Cueca de Tozé logo no primeiro lance do resumo... e depois um golo de chapéu a fechar as contas... mas um chapéu com muita classe...
- O guarda-redes do Estoril (Dú) aparece sempre mal na fotografia... pelo menos nos três primeiros golos fica essa nota...
- Ai aquela barriguinha do árbitro... nos dias de hoje já não tinha perfil para a primeira Liga... agora é preciso ter style e colocar gel no cabelo...
- Minuto 3:50... imperdível o falhanço do Kostadinov... tantas vezes crucificado o nome de Paulinho César quando surgem lances deste género, mas o búlgaro também teve destas coisas...
- O Couto e aquelas piruetas que permitiu a expulsão (mais do que justa, mesmo sem as cambalhotas) do velho conhecido boliviano Erwin Sanchez...
- Aquele Dú era mesmo jeitoso...
- Baía a desviar com os olhos... 3:36s...
- Notas da equipa do Estoril... treinador Fernando Santos, o engenheiro do penta... e jogadores como o referido Sanchez, Hélder ou Mladenov no plantel...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Factor casa


Alguns julgavam que poderia ser um jogo para levantar a moral da equipa. Isso até me ocorreu, mas bastaram uns minutos de jogo para perceber que isso não ia acontecer. Nada é fácil para este FCPorto. Nem mesmo manter uma vantagem de dois golos perante o seu público, contra uma adversário banal, na segunda competição europeia... O factor casa tornou-se num bom medidor da maturidade das equipas. A capacidade que demonstram de impor o seu jogo e de aproveitar o apoio dos seus adeptos. Esta campanha europeia não tem paralelo na sua vertente de jogos em casa. Arriscámo-nos a sair das duas competições sem uma vitória em casa! E nem sequer defrontámos um único tubarão europeu.

O jogo de ontem foi dos que custou. Custa-me perceber que uma equipa tão limitada consiga mandar no jogo durante tanto tempo. Basta uma jogada para a defesa se intranquilizar. O mais difícil estava feito. Dá para explicar a fraca segunda parte que fizemos? O 2-0 não caiu do céu. Houve outras oportunidades. Mas custa-me que uma equipa tão fraca tenha tanta bola no Dragão. Foi o suficiente para acreditarem e lá chegaram aos golos da única forma que se poderia esperar a um equipa que parecia ter jogadores acima de 90 kilos por todo campo: aos repelões. Não conseguimos ter bola o tempo suficiente para gerir um resultado... Acho que vamos passar, mas o Napoles...

Individualmente, gostei das primeiras partes de Herrera e Quaresma. O golo é uma obra prima, daquelas que só esperamos de jogadores como Quaresma. Jackson lutou muito e também ele ia marcando um grande golo. Pela negativa o colectivo na segunda parte. Nessa altura não havia um jogador que pusesse ordem no jogo. A saída de Fernando não ajudou muito... Eu tinha tirado o Herrera. Para quem não esteve atento, Carlos Eduardo entrou no jogo. Podiam não ter notado...

No Domingo mais um jogo em casa perante um adversário que vi jogar várias vezes e que tenho a certeza que é bem mais difícil que estes alemães. E já agora, Paulo, se me estás a ler, bem podes preparar a equipa para o Leverkusen. Se estivermos prontos para o Leverkusen, estes 'trambolhos' de Frankfurt não vao ter hipóteses...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

FC Porto 2-1 Hamburger SV (89-90)...

O meu primeiro jogo europeu... com apenas 9 anos e às 21h30m de uma quarta-feira... outros tempos... na memória ficou o penalty escandaloso não assinalado já na segunda parte que podia ter dado o acesso à eliminatória seguinte da Taça Uefa... vi o jogo na superior sul, como quase sempre, junto das redes e, parando de vez em quando, para dar uns pontapés numa garrafa de água que andava lá pelo chão como tantos outros putos faziam nessa altura... o lance do penalty é na baliza onde estava, daí a memória visual desse lance e a primeira eliminação injusta europeia que presenciei...
   
Baía a trabalhar no duro num relvado que mais parecia um peladão...
 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Graus de satisfação


Falta sempre qualquer coisa a este FCPorto. Não quero com isto dizer que estou insatisfeito com a exibição de ontem. Mas também não posso dizer que estou completamente satisfeito. Isto é fácil de explicar. Ontem as condições não eram fáceis. Jogámos num campo num estado horrível, perante um adversário que recentemente roubou pontos a um adversários directo e numa deslocação historicamente complicada. A ajudar, o facto de sabermos que os adversários directos tinham ganho e o 'pequeno' pormenor de, em 2014, não termos apresentado ainda uma exibição de jeito. Temo-nos queixado da falta de vontade de vencer, na falta de soluções na construção de jogo, entre outras maleitas. Ontem o problema até nem foi a produção de jogo ofensivo e a atitude até foi razoável. O problema é que tivemos uma equipa capaz de causar calafrios nas duas áreas. Vá lá que causámos mais na área adversária, mas não convém esquecer aquela distracção numa cobrança de livre que deixou um jogador isolado, aquela oferta de Abdoulaye num lançamento lateral e o golo sofrido. Além disso um claro masoquismo revelado nas muitas faltas e cantos desnecessários que proporcionámos. Eis o problema de ontem: concentração! Faltou concentração a defender e faltou concentração a concretizar. Tal não impediu que conseguíssemos a vitória. Não é por acaso que damos tanta importância à atitude em campo. A forma como se reage a contrariedades, como pontuais faltas de concentração, é que faz as grande equipas. Ontem fomos reagindo a preceito.

Vencemos claramente por um resultado escasso. O resultado certo seria um 2-5, talvez. Atacámos muito, rematámos muito e apresentamos uma produção ofensiva que não tem sido habitual fora de casa. Isto apesar de termos tido Jackson em sub-rendimento e Quaresma na sua segunda exibição fraca seguida. Varela, Herrera, Josué e Danilo trataram de criar as muitas oportunidades de golo que tivemos e desperdiçámos. Imaginem o que podemos fazer se esta gente resolver jogar toda ao mesmo tempo? E ainda há Carlos Eduardo, Quintero, Ghilas, Kelvin, etc.. 

Óbvio MVP para Varela que foi o desestabilizador do jogo. Bem apoiado por Josué e por Herrera que estiveram bem mais mexidos do que o habitual. Estes três, Fernando e Danilo trataram de impor dinâmica constante ao jogo. Pelo contrário, quando a bola chegava a Quaresma o jogo pausava. Não trata mal a bola, mas tem de perceber a forma como a equipa está a jogar. Quanto a Quaresma deixo um elogio ao Paulo Fonseca. Sempre que joga mal ele tira-o sem ligar à fita que o menino faz. Pela negativa, não tenho muito a apontar individualmente. As desconcentrações foram quase todas colectivas. Apenas tenho a registar que estou com receio do primeiro erro de Abdoulaye que nos vai custar pontos. Ontem teve um sem influência. O grande problema dele é que joga como se fosse um craque. Ora eu desconfio que ele não o é... Esperemos que seja eu que estou enganado.

Na quinta-feira voltamos à Liga Europa. Boa oportunidade para levantar a moral!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Gil Vicente 0-2 FC Porto (90-91)...

Notas:
- Bis de Domingos decidiu...
- "... o antagonista a apresentar dificuldades..." - resumo com comentários muito à frente...
- Acho que o comentador é mesmo aquele que estamos a pensar...
- Grande lance do Domingos a finalizar que quase dava o hattrick...

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Chicote?

 

A cada jogo que vejo dos nossos adversários, fico com a clara sensação de que bastaria apenas um pouco mais de FCPorto para que este ano se saldasse em mais um título de campeão. Será 'clubite'? Estando a equipa em níveis tão medíocres consegue estar a quatro pontos da liderança e, pasmem-se, é o melhor ataque e melhor defesa do campeonato. É coisa que não costumo defender mas, será que a táctica da chicotada funcionaria este ano? A cada jogo que vejo de FCPorto, vasquinhos e papoilas, mais me convenço que sim...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Uma pobre goleada


Depois do desastre na Madeira, a semana até nem foi má. Confirmou-se a venda de um jogador que há muito queríamos vender e para o qual temos substitutos à altura, renovou Fernando apesar da novela que se relatou à volta dele e tivemos duas vitórias, uma delas numa competição a eliminar e encurtamos distância para um dos clubes que está à nossa frente. Contente? Pensando bem, não! Nem é preciso pensar muito. Basta assistir aos nossos jogos para perceber que é uma questão de tempo até ao próximo desaire. Os adversários que resolveram mudar de canal ou que regressaram a casa fugindo da 'neve de chernobyl' da Luz, puderam sentar-se no sofá e assistir com gosto ao nosso jogo. Porquê? Porque este FCPorto não consegue assustar ninguém! Nem o último classificado da Liga nem o adversário mais cauteloso. Há já poucas palavras para descrever a nossa falta de acção e de velocidade em campo. Resume-se num daqueles 'chavões' do futebol: não jogamos nada! Como estou tão desiludido, tenho tendência a ouvir o que o nosso treinador tem a dizer quanto a isso. Disse ele que o Paços jogou sem ponta de lança e com linhas muito baixas e que, quando abriu, pudemos fazer o nosso jogo e até podíamos ter marcado mais golos. Brilhante! Traduzindo para quem ainda se ilude com estes discursos, O Paços jogou como todas as equipas jogam contra nós (até o Benfica jogou assim em casa) e só nos últimos 5 minutos é que resolvemos o vergonhoso equilíbrio em oportunidades de golo que se viu durante o jogo. Pretende Paulo criticar o Paços por jogar assim? Ou o Benfica? Haja paciência! Se resulta... Como sei que os adversários não leêm isto posso deixar aqui a receita secreta para pontuar com o FCPorto. Chamar-lhe-ei 'como defender contra o FCPorto, para nabos'. Basta saber defender as alas. Jogar com cinco jogadores na linha média sendo que dois são alas e fecham a entrada aos nossos laterais e os laterais adversários acompanham os nossos extremos só permitindo que recebam bola em posições recuadas. De reserva está sempre o um médio de transição e um central para as dobras. Na frente um mártir para pressionar a saída pelos centrais e para correr 'que nem um 'perdido' o jogo todo. Aos centrais e guarda-redes pede-se que estejam posicionados e prontos para despejar o chuveirinho e os centros bombeados. Resta marcar bem nas bolas paradas. Simples e eficaz perante uma equipa sem plano b, sem ponta de inspiração em campo e no banco.

Quanto ao jogo, pouco a dizer. Fraco, como tem sido habitual, com uma pequenina recompensa no final para os que resolveram enfrentar a tempestade e o frio até ao final. Individualmente gostei de Mangala e Fernando que considero o MVP. Herrera voltou a não meter nojo, o que é um bom sinal. Até jogou a um nível superior ao de grande parte dos colegas. Está a aprender a não se expor tanto ao seu maior defeito, o passe. Por falar em 'meter nojo', Quaresma fez questão de nos lembrar porque sempre gerou no Dragão amores e ódios. Foi um jogo mais para ódios. Primeiro porque resolveu marcar o penalti que todos queriam que fosse marcado pelo Josué e depois porque não jogou nada, pouco desequilibrou e originou alguns contra ataques perigosos. No final, a 'cerejinha', saiu amuado... Jackson teve uma noite desastrada, mas custa criticar porque ele trabalha muito e no final lá teve a sua recompensa. Não gostei nem gostarei de Abdoulaye. Não concordo mas compreendo que seja titular perante a primeira parte horrível de Reyes durante a semana e perante as más exibições de Maicon. Simplesmente não vejo ali nada de central de topo. Em Maicon já vi e em Reyes vejo potencial. É uma embirração minha, eu sei... Nota para as entrada falhada de Quintero e para as entradas triunfantes de Licá e Ricardo. Mas nessa altura já dava para tudo.

PS: Considero que a renovação de Fernando é uma boa notícia mas não me passa pela cabeça que ele não esteja já negociado para sair no fim da época... 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

FC Porto 2-0 Paços de Ferreira (91-92)...

Esta foi a primeira vez que o FC Porto defrontou o Paços de Ferreira em casa para a Liga Portuguesa e, talvez, o primeiro encontro de sempre entre estas duas equipas segundo a estatística fiável do http://www.zerozero.pt/... Destaque no vídeo para o penalty "sacado" por Folha, a frieza do romeno Timofte nas grandes penalidades, o "enterro" de Jaime Pacheco no segundo golo do FCP, concluído com a classe de Kostadinov... O vídeo termina com duas perdidas de Domingos...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Crónica telegráfica


Não fui ao estádio apesar de ter bilhete e não vi a primeira parte. Ainda assim arrisco um crónica curta com algumas ideias chave:
- Estamos com claras e crescentes dificuldades em impor o nosso jogo e até nos jogos em casa já começamos a sofrer para ganhar. Isso ficou claro ontem e com o Marítimo para a Taça da Liga. E isto mesmo com Quaresma e com Carlos Eduardo. Dois jogadores que em fases diferentes vieram trazer um notório 'upgrade' de qualidade individual no nosso jogo.
- Reyes tarda em justificar o investimento. Os dois lances de ontem na primeira parte demonstram falta de 'cabedal' e deficiente posicionamento. Não se admite e perante a o investimento feito. A falta de experiência não justifica tudo.
- Herrera disfarça a falta de 'escola' com aquelas arrancadas impressionantes. Mas não chega, pelo menos para já.
- Se queremos tirar o maior rendimento de Josué tem de ser a 10.
- Ghilas marcou e esperemos que isso o motivo para que tenha um maior contributo nas suas entradas. Pelo tenho visto, vamos precisar desta táctica de recurso com dois pontas de lança nos próximos tempos...
- Mangala foi capitão. é estrangeiro, tem apenas 22 anos e menos de três anos de clube. Dá que pensar...

Eu, que tanto implico com as claques, concordo que a pergunta tem de ser feita nesta altura: Será que estamos a ser FCPorto?

Adenda: Vi no blog do Vila Pouca que Mangala foi capitão por ter falecido o seu pai no dia do jogo. Fica sem efeito o comentário acima.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Crónica recalcada


Por motivos de aperto na agenda, não me foi possível fazer uma crónica num o prazo aceitável e com um conteúdo rico, de acordo com o que habituámos os visitantes da nossa 'tasquinha cibernética'. Como tal, isto vai ser 'curto e grosso'.

O que vimos na Madeira foi uma cópia do que aconteceu em Coimbra e na Luz. Perdemos perante um adversário que apenas demonstrou ser melhor que nós no empenho e na garra que empregou no jogo. Aqui o 'só' não é de desvalorizar. É logouma das características mínimas que eu exijo a uma equipa do FCPorto. Aceito (a muito custo) derrotas, se notar que a equipa fez tudo que estava ao seu alcance em termos de motivação para o jogo e entrega. Nessas circuntâncias até perdoo algumas deficiências técnicas ou de concentração. Por exemplo, o penalti de Danilo seria aceitável como um percalço decisivo se a equipa demonstrasse fibra, vontade de vencer desde o primeiro minuto. Assim, foi apenas uma nabice no meio de uma equipa sem estofo e sem rumo. Uma consequência de um estado de coisas e nunca um percalço... É imperdoável e faz com que os portista já estejam com uma tendência para desanimar. Coisa rara para estes lados... Isto porque esta exibição traz duas agravantes. Em primeiro lugar, isto está longe de ser a primeira vez que acontece e nota falta de capacidade de reacção, nomeadamente de Paulo Fonseca. A segunda foi pelo facto de terem sido resolvidos em Janeiro talvez os dois maiores problemas de Paulo Fonseca: a falta de um extremo desequibrador e a resposta a problema 'o que fazer a Lucho?'. Que desculpas sobram a Paulo Fonseca para não apresentar uma reacção?

Podiamos ter ganho? Claro que sim! Na segunda parte tivemos oportunidades para isso. Mas sempre em esforço e sem ponta de inspiração e organização.  Irritava a forma como víamos consecutivamente os nossos jogadores a perderem segundas bolas. A opção Josué a 8 é curta de amplitude sendo preferível ser Carlos Eduardo a recuar. As soluções Quintero e Ghilas são desgarradas e quase condenadas ao insussesso. Entram em fases do jogo em que reina a desorganização.

Não tenho grandes destaques. Não gostei de nenhuma exibição em especial. Talvez Quaresma que foi tentando abanar o jogo mas a um nivel mediano apenas. Tudo resto foi mau. Especial destaque para Maicon que tem estado péssimo e para Danilo que nos condenou ao sofrimento num lance ridículo.

A confiança está neste momento em níveis mínimos. Venha a taça porque já estou com saudades do nosso pic-nic anual em Oeiras.

FC Porto 3-1 Estoril (94-95)...

Levar amarelos para "limpar" na Taça...
A gravata de Carlos Manuel...
Os golos só surgiram na segunda parte...