quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Em busca daquele que emprega a dor

Perdoem-me este 'off-topic' mas ainda estou para decidir se vou ou não perder tempo a falar do jovem Bruno de Carvalho. Isto é mesmo uma delícia!

Abel, se não encontrares empregador, podes sempre passar a ser um dos que empreende-a-dor como recomendava o, não menos hilariante, Embaixador do Impulso Jovem...

Fica o video.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A walk on the wild side


Serve o título para homenagear o grande Lou Reed que nos deixou ontem. Este é um dos seus mais aconhecidos temas a solo (eu prefiro os Velvet Underground) e é bem apropriado aos vasquinhos. Estavam todos cheios de si mesmos até ao momento em que tiveram de sair do conforto dos jogos 'a feijões' e visitar o Dragão, 'a aldeia'. A aí as coisas começam a complicar-se. 

Para explicar isto que aconteceu ao Sporting, nada melhor que os lamentáveis acontecimentos da tarde de ontem. Um grupo de adeptos disfarçados e vestidos de preto desceu a Alameda do Dragão criando confusão e batendo em quem podiam. Mas logo se tiveram de render às evidências. Não seria o facto de fazerem muito barulho que faria com que não acabassem encurralados e a pedir ajuda à polícia. Pois o Sporting tem vindo a fazer este campeonato disfarçado de equipa humilde e com ambições modestas. Mas, sempre que podem, põem-se 'em bicos de pés' e tentam lançar a confusão fazendo muito 'barulho'. Que sirva de lição. Tenho pena que não tenhamos marcado o quarto golo que iria elevar o resultado à categoria de sova. Era o que precisavam...

Vamos ao jogo. Como habitualmente, muitas oscilações ao longo do jogo. Começámos bem, como seria de esperar e chegámos ao golo. Depois assistimos a uma fase menos intensa. Deu a ideia que aguardávamos pacientemente pelo erro do adversário, mas a verdade é que vimos o FCPorto numa serie de lances esquisitos de perdas de bola a meio campo e na defesa. A segunda parte seguiu no mesmo tom até ao lance do golo Sporting. Foi o que precisámos para acordar no jogo e deixar que os nossos jogadores, puxassem da sua qualidade, e resolvessem a contenda. Danilo tratou disso à bomba. Alguns calafrios depois e Lucho acabou com o jogo numa vitória merecida. Mas o facto de a vitória ser merecida não apaga a sensação de que ainda não conseguimos ser minimamente constantes no jogo, de que não conseguimos gerir os jogos protegendo a defesa de sobressaltos e o facto de parecer que estamos a chegar às vitórias mais através do talento individual do que da dinâmica colectiva. Por exemplo, o jogo de ontem resolveu-se num grande lance individual de Danilo. E isso, dado o avançado da época começa a preocupar.

Individualmente, tenho dificuldade em eleger o MVP. Fico-me por Lucho, mas gostei das exibições de Varela, Josué, Alex Sandro e Danilo. Helton e Fernando também têm nota alta. Continuo sem perceber por que é que temos de apanhar sempre um calafrio ou mais por jogo, por causa de erros dos centrais. O Paulo voltou a apostar no Herrera. Para provar que fez sentido a titularidade contra o Zenit... Pois não me convence. Para mim a questão é semelhante à de Quintero. Há ali talento e dá para ver em certas jogadas que poderá sair dali um caso sério. Mas há que pensar no presente. E o presente indica que Herrera falha passes em zonas proibidas e tem um posicionamento defensivo bastante desregrado. Anda atrás do prejuízo em vez se se posicionar convenientemente. Para mim ainda não pode ser titular nestes jogos de maior importância.

Ficámos isolados com 5 pontos de vantagem sobre os segundos. Posição que seria bem mais confortável se a equipa nos voltasse a dar uma daquelas exibições sem mácula. Para quando, Paulo?

domingo, 27 de outubro de 2013

Quando Nós Fomos à Civilização...

... e não foi assim há tanto tempo!

O vídeo surge na sequência da postada do Prata mais abaixo com a tarja que os "vasquinhos" colocaram no último jogo em casa... o vídeo tem 20 anos e marca a vitória de mais uma Taça de Portugal do nosso clube em Oeiras (numa finalíssima com prolongamento)... quem não se lembra, ou quem não viu, não pode perder... são 10 minutos inacreditáveis!!!

FC Porto 2-0 Sporting (86-87)...

Eu estive lá... este foi um dos primeiros jogos nas Antas após o rebaixamento do mesmo... 80 mil nas bancadas... uma grande tarde de Futre e Gomes... mil e uma arrancadas do número 10 e dois golos do Bi-Bota com especial destaque para o segundo no término da primeira parte...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Comecem a preparar a poção mágica!

Chamem o Panoramix!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Esta Liga não é para 'meninos'...


Tenho pena que não tivessem usado os ecrãs do Dragão para repetir o lance de Herrera aos cinco minutos. Escusava de me ter mantido num estado de indignação até chegar a casa e ver o resumo na tv. O lance é claro para segundo amarelo e, ao contrário do que eu pensava, é tão disparatado que nem sequer entra no limite da discussão sobre a existência ou não de bom senso do árbitro. Quando vi os onzes comentei com que estava ao meu lado que, no lugar do Paulo, dadas as infantilidades que tanto ajudaram à derrota com o Atlético de Madrid, eu optava por uma abordagem mais conservadora ao jogo: na dúvida, o factor de decisão teria de favorecer a inclusão dos jogadores mais experientes. Como não sou masoquista, nestes casos detesto ter razão... Herrera percebeu em 5 minutos que esta Champions não é para meninos e que os erros infantis se pagam muito caro. É que, ainda por cima, o mexicano não tem a sorte de Otamendi... Óbvio que Herrera tem culpa, mas o principal culpado é o treinador que teve uma aposta sem fundamento, porque o vimos apenas num jogo e contra o Arouca, e que ainda por cima se veio a provar desastrosa.

Disto resulta que a Liga Europa está perigosamente perto. Ou julgarão que duas derrotas em casa contra os adversários directos nos augura algo de bom? Só um impensável empate do Zenit em casa na jornada passada torna a passagem possível. Mas poderão reparar que, mesmo que se vá ganhar a casa do Zenit, é bem mais fácil para os russos ganhar em casa com um Atlético de Madrid já qualificado do que o FCPorto ganhar em Madrid na última jornada. Ainda dependemos apenas dos nossos resultados, mas não há razão nenhuma para optimismos!

Vamos aos pontos importantes do jogo de ontem. Costuma-se dizer que há ocasiões em que se perde o jogo mas se ganha uma equipa. É daquelas frases feitas do futebol, mas julgo que a reacção da equipa a tamanha contrariedade não está ao alcance de muitos. Se a situação que nos deixou em inferioridade foi para meninos, a reacção é para homens e portistas! Acabámos por ter tantas e tão boas oportunidades como o Zenit e terminámos a primeira parte, pasmem-se, em vantagem em termos de posse de bola. O início da segunda parte trouxe um Zenit melhor. O Paulo esteve bem e lançou logo Varela. Por cinco minutos as coisas melhoraram, mas a segunda alteração não chegou e Defour deveria ter entrado bem mais cedo. Setenta e tal minutos mais cedo... O golo do Zenit foi sado-tardio e deixou-nos um sabor de injustiça... Mas todos estávamos preparados para essa possibilidade dado o espaço de que passaram a dispor com o acumular de cansaço dos nossos jogadores. Três oportunidades depois e os jogadores do FCPorto foram vergados pelo apito. Alívio para os russos. Quem diria...

Por falar em sadismo, ver jogar o Hulk no Dragão com outras cores é um exercício doloroso...

Individualmente, quando os jogos se transformam em batalhas, emerge sempre o mesmo: Fernando. Mas Lucho não ficou muito atrás. Jackson, num jogo em que mal rematou à baliza, fez uma exibição incrível. Notas altíssimas também para Alex Sandro, Helton e Mangala e nota boa para a entrada de Varela. Nota negativa óbvia para Herrera, que até podia ter resolvido o lance com Hulk bem longe da baliza, e também para Otamendi. Não fosse aquele lance em que isola Hulk e teria nota altíssima. Assim tem negativa. Há erros que não se perdoam... Pior nota da noite para Paulo Fonseca pela sua responsabilidade no episódio Herrera.

Domingo veremos se, apesar da derrota, ganhámos uma equipa! Intensidade inferior à de ontem não será aceitável! Nem isso nem um resultado que não seja a vitória!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

FC Porto 0-0 Zenit (2011-12)...

Há dois anos, o nulo levou-nos para a Liga Europa... e o Hulk até estava do nosso lado... mas não faltaram oportunidades... em particular a último do James ao fechar do pano... deles, pouco ou nada se viu... mas também apenas precisavam do pontinho...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Houve Taça



Costumamos ouvir que há taça quando há surpresas. A verdade é que raramente acontecem. O FCPorto venceu facilmente apresentando uma equipa com apenas três titulares. Fácil mas, tal como as exibições anteriores, nada brilhante...O adversário era muito frágil  mas, com tantas alterações, não esperava que se fizesse um brilharete. Também é verdade que esperava um pouco mais. 

O futebol foi em tudo semelhante ao da equipa titular. Por entre a lentidão vão emergindo algumas jogadas interessantes, mas que sabem a pouco. O golo surge de uma recuperação de Carlos Eduardo e e uma boa finalização de Varela. E o jogo resumiu-se a isto e a algumas exibições promissoras de algumas das segundas linhas. Nada de muito entusiasmante. Apenas boas indicações de Carlos Eduardo e Ricardo. Dois dos jogadores que têm ajudado muito no bom campeonato que a equipa B tem estado a fazer. Se Ricardo já tem tido oportunidades, Carlos Eduardo não. Mas até nem me parece justo. Pelo que tenho visto e em termos de rendimento, a oportunidade que Herrera teve em Arouca deveria ter sido do brasileiro. Reyes também esteve melhor que Maicon, mas esse não teve muito trabalho e nem me tem entusiasmado muito nas suas aparições na equipa B. Último destaque para o regresso de Kelvin ao Dragão. Aquele minuto mágico do ano passado criou um elo com os adeptos mas também criou uma expectativa grande sobre o que este jogador. Eu até achava que ele ia corresponder depois de ter tido boas exibições na pré-época. Desapareceu dos convocados e da equipa A. Espero que ele regresse porque é um extremo bem diferente dos que o Paulo tem posto a jogar e isso pode tornar a equipa menos previsível. Não gostei de Quintero, Maicon e Ghilas.

A Champions chega em má altura. A equipa não está no seu melhor e houve uma interrupção na competição de quinze dias. No entanto, o jogo é de importância máxima. Há que elevar o nível de jogo ao daquela primeira parte com o Atlético de Madrid!

FC Porto 2-0 Trofense (2002-03)...

Há 11 anos foi assim... e tudo começou com um golo de Tiago (hoje novamente no Trofense)... Notas ainda neste resumo para jogadores ainda no activo como, César Peixoto (Gil Vicente) a assistir para o segundo golo, Manuel José (Paços de Ferreira) com um falhanço escandaloso na segunda parte ou ainda Hugo Almeida (Besiktas)... ou ainda para Nuno Espírito do Santo, actual mister do Rio Ave... e por último o apresentador que depois da NTV, e de um longo período na RTP, está actualmente noutro canal...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Iturbolência


Dois golos bastaram para que Iturbe voltasse para atormentar Paulo Fonseca. É óbvio que, se o Paulo pusesse a equipa a jogar melhor, ninguém o aborrecia com o tema... Só os mais obcecados o fariam. Como ainda não estamos num patamar de jogo que responda às exigências dos adeptos, vão se buscar todos os argumentos possíveis. Por exemplo: os dispensados.

Ora direi o que penso de Iturbe. Acho que tem lugar no plantel, mas como quarta opção. Como tal, compreendo que o clube o queira ver jogar por empréstimo. Vi-o jogar várias vezes, mesmo antes de vir para o FCPorto. O que vi no início entusiasmou-me. Um jogador, com aquela velocidade e com aquela capacidade de remate com os dois pés aos 18 anos, é motivo para entusiasmo. Mas passados, três anos, noto que Iturbe não evoluiu o que eu esperava. Sabia que ele é letal em transições e com espaço pela frente. Mas quando é que isso acontece nos jogos do FCPorto? Até nos jogos do FCPorto B, e mesmo quando a equipa andava pelo fundo da tabela, as outras equipas apresentam um esquema que reforça a defesa e sobretudos as zonas laterais. Ou seja, há que variar o jogo, procurar bola com movimentações sem ela, há que saber tocar a bola de costas para a baliza, há que ensaiar movimentações e trocas de bola com o lateral e com o médio de apoio. Tudo coisas que raramente vi a Iturbe. Os americanos chamam-lhe o 'one trick pony'. A única coisa que Iturbe fazia era pegar na bola e avançar em correrias em direcção à baliza. E nem se desviava dos defesas, chegando até a fazer faltas ofensivas. Problema: isto não se adapta ao estilo de jogo do FCPorto ou de qualquer equipa que tenha de assumir as despesas do jogo perante blocos baixos. Não digo que não haja lugar na equipa para jogadores destes. Mas eles têm de evoluir. Um bom exemplo foi o Hulk. Mas esse precisou de uns meses e não de anos... Acresce que Iturbe está convencido que é muito melhor jogador do que realmente é. Pelo menos para já. E assim torna-se complicado aceitar o banco, a equipa B e os sucessivos empréstimos. De uma coisa ele não se pode queixar: falta de oportunidades.

Pelo que pude ver, O Verona joga de uma maneira que se adapta mais à maneira de jogar do Iturbe. Apesar de não ser um esquema semelhante ao do FCPorto, espero que ele cresça como jogador e que evite estas euforias encomendadas pelos empresários como os clubes interessados, os rótulos de mini-messi e outros disparates que ouvimos a cada vez que faz um golo. Iturbe terá de ganhar o lugar no plantel do FCPorto por mérito próprio e não por reputação ou por chantagens do empresário querendo colocá-lo noutros clubes. No futebol de hoje não há tempo para eternas promessas...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Inconclusivo


Após a primeira derrota da época gerou-se alguma discussão em torno do futebol da equipa e do desempenho de Paulo Fonseca. Normal, apesar de eu achar que há mais coisas a analisar que não apenas os resultados e o aparente cinzentismo das exibições. Há que discutir se será normal nesta altura exigir o máximo desempenho da equipa. Eu julgo que há que exigir resultados e o máximo empenho. Pelo menos para já. O processo de construção da equipa deverá ser crescente e de evolução sustentada. Mas confesso que também me custa o facto de não conseguir notar essa lenta evolução. Pelo menos para já. Vejo, de quando em vez, grandes jogadas, grande momentos de pressão e recuperação de bola em zonas adiantadas, mas vejo também grandes apagões e momentos em que os adversários, sem grandes argumentos técnicos, vão ganhando confiança e crescendo no jogo. Resultado: sentimos falta de uma grande exibição que nos tire as dúvidas. Não sentimos falta de uma péssima, mas sempre daria para tirar mais conclusões. Assim, andamos aqui num limbo entre a crítica ao descontrolo e o elogio às coisas boas que vamos vendo. Já sei que nem todos as conseguem/querem detectar, mas elas existem. No máximo podemos concluir que, desde a Supertaça, não tivemos uma exibição de 'encher o olho'. Se ela não aparecer contra o Sporting, Paulo vai perder os adeptos e eles fazem falta. Que o diga Vitor Pereira...

Vamos ao jogo. Ao contrário do que aconteceu nos últimos jogos, não houve grande momentos de ascendente no jogo. Houve domínio, houve algumas boas jogadas, mas não houve aquela atitude de conquista de subjugação de um adversário com argumentos bem inferiores aos nossos. É certo que entramos bem no jogo e que o golo apareceu cedo. Mas isso não foi aproveitado como tónico para uma exibição boa e consistente. Foi antes motivo para um, já habitual, relaxamento que irrita os adeptos portistas e que empolga a equipa adversária. O que vale é que não permitimos oportunidades ao adversário, em futebol corrido. No entanto, o golo que sofremos de bola parada castiga o excesso de faltas que fomos cometendo. Convém também lembrar que, em seis golos sofridos esta época, quatro são bolas paradas que castigam a descontrolada agressividade dos nossos defesas e a alguma falta de rigor no posicionamento defensivo. O jogo acabou por se resolver com uma invulgar incursão de um central numa ala. Golo atípico para exibição cada vez mais 'típica'...

Habitual tem sido o facto de Jackson resolver jogos. Claro MVP do jogo. Eficácia a níveis muito satisfatórios e isso faz com que a equipa jogue cada vez mais em função das suas fantásticas características. Mais eficaz ainda foi o Quintero. Um golo em dois minutos é obra! É urgente que Paulo Fonseca arranje uma maneira de o encaixar na equipa. Parece-me que, para já, ficamos muito desprotegidos quando joga no lugar de Lucho. Será possível  encaixá-lo no lugar de Josué? Aguardemos (im)pacientemente... Outra exibição satisfatória foi a de Herrera. É óbvio que ele gosta mais de correr com a bola do que fazê-a correr. Logo aí um contraste gigantesco com Moutinho e até com Defour. Isto não encaixa bem no que Paulo Fonseca espera da função e, por isso, compreendo que ainda não tivesse sido lançado. Além disso, vimos muitas vezes Fernando sozinho para dois jogadores em zonas centrais. Perdemos bastante em termos de equilíbrio a meio-campo e isso deve fazer com que Paulo Fonseca mantenha a aposta em Defour. Adicionalmente gostei das exibições de Alex Sandro e de Fernando. Não gostei muito das exibições dos centrais. Otamendi até rendeu mais a extremo...Não deixa de ser caricato ter visto, naquela zona e naquela mesma situação de um para um, Varela, Licá, Josué e apenas Otamenti vai para cima do adversário... Resultado: golo! Dá que pensar... Não gostei das exibições de Varela, Licá, Mangala e Josué. Lucho também esteve bastante mediano/apagado...

Esta pausa não parece vir em boa altura. A equipa precisa de jogar para ir ganhando confiança e entrosamento. O jogo com o Sporting merece uma exibição melhor do que o que temos visto, por muito que eu ache que se trata de uma equipa extremamente e convenientemente sobrevalorizada. Espero que isso se prove em campo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Aos portistas confundidos



É obviamente um exercício de presunção imensa da minha parte... No entanto, não pude deixar de reparar que, após a rara derrota no Dragão, os portistas entraram numa escalada de argumentação que considero bastante tonta. Isto porque vai buscar fundamentos errados para tentar fazer lógica com a falta de confiança que ainda se tem na equipa e sobretudo em Paulo Fonseca. Permitam-me a ousadia de dar algumas pistas para que a nossa análise à equipa, no futuro, seja um pouco mais fundamentada.

Primeiro erro: Tentar encadear esta exibição na serie de jogos fracos Gil-Viena-Estoril-Guimarães. Talvez o que mais ouvi nos últimos dias. 'A equipa vai piorando a cada jogo que passa'. Em primeiro lugar, comparar a dificuldade de um jogo com este o Atlético de Madrid, neste momento de forma, com os adversários anteriores é de si uma ideia erradíssima. Logo aí um inexplicável exercício da desvalorização do domínio que exercemos na primeira parte do jogo. Mas além disso isso faz com que se confunda a qualidade destes primeiros 45 minutos com os dos jogos anteriores. Pois considero que foram muito melhores! Diria até que, ver 90 minutos daquele nível, com uma subjugação clara de uma equipa tão forte, será muito difícil. Ao FCPorto e a qualquer equipa...

Segundo erro: comparação com o treinador e com o modelo de jogo anteriores. Pis já aqui falou do assunto e não tenho muito a acrescentar. Basta dizer que os jogadores são diferentes, os adversários são diferentes, etc. Só a capacidade dos portistas em sobrevalorizar os erros actuais e ao mesmo tempo que se endeusa êxitos anteriores é que se mantém intacta.

Terceiro erro: comparação com o plantel anterior. Dizem que temos mais soluções e que tal deveria permitir uma vida mais fácil ao treinador em termos de rotação da equipa e gestão do cansaço. O que é melhor? Um plantel com um onze fortíssimo e um banco mediano ou um plantel homogéneo em termos de qualidade, mas com jogadores entre o razoável e o bom? Óbvio que o FCPorto tem um plantel bom, mas perdeu dois foras-de-serie que estavam envolvidos na construção de jogo ofensivo. Os substitutos não têm a mesma qualidade apesar de trazerem atributos diferentes. Temos um problema óbvio de gestão dos ímpetos e dos ritmos do jogo em fases de construção, ao qual não são alheias as saídas de Moutinho e James. Muitos perguntam porque é que não descansamos com bola nos momentos em que abrandamos o jogo. Boa sugestão, mas já não temos Moutinho e como tal teremos que arranjar uma solução alternativa visto que não temos um jogador alternativo. Quem tem um jogador como Moutinho? Só o Mónaco...

Quarto erro: fixação em Quintero. Chamo-lhe o movimento anti-varelas... Futebol é espectáculo e Quintero é daqueles habilidosos que aproxima o desporto ao patamar artístico. Mas convenhamos que o jogo é bem mais que isso. Evitar que os artistas possam jogar o que sabem é também uma arte. Fazer com que os Quinteros consigam ter bola contra adversários como o Atlético de Madrid é ainda mais difícil. Ora está mais que provado que o FCPorto ainda não está preparado para acolher convenientemente Quintero nestes jogos. Por exemplo, na terça-feira a pior fase de construção de jogo da equipa coincidiu com a saída de Lucho por troca directa com o miúdo. Dirão que entrou na fase pior da equipa. Mas poderei contrapor dizendo que, se tivesse jogado de início, acredito que não conseguiríamos empurrar o adversário como conseguimos. O esquema actual do FCPorto não tem lugar permanente para Quintero mas tem lugar para Varela e Defour. Dirão que o Quintero é mais talentoso, mas sendo este um desporto colectivo, a medida de talento não deve ser doseada com um grau de utilidade? Onde anda o jogador brasileiro que há uns anos conseguia controlar a bola com o nariz? Kerlon, lembram-se? Truque bonito, mas tão pouco útil à equipa... Comparação absurda, não é? Por vezes são precisas para defender uma posição.  Talento ao serviço da equipa! É o que se pede.

É esse o grande desafio de Paulo Fonseca e de todos os treinadores: tirar melhor partido do talento que tem e, até este momento, tenho concordado com grande parte das opções. No entanto, não perdoarei se o rendimento de alguns jogadores, aos quais ainda não vi um rendimento suficiente para entrar na equipa, não forem evoluindo à medida que a época vai avançando. Será, esse sim,  um sintoma de treinador fraco e limitado. É muito fácil trabalhar com onze Defours. Os Quinteros é que dão trabalho, mas valem a pena!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

90 minutos


Muito temos falado sobre as oscilações exibicionais que o FCPorto apresenta durante o próprio jogo. Às vezes dominamos 30 minutos outras vezes 45. Bem longe dos 90 minutos que dura o jogo. E ainda há os descontos... Ainda assim, não são comparáveis os trinta minutos que apresentamos hoje com as exibições anteriores. Este Atlético de Madrid é bem melhor que os adversários que enfrentámos até agora. Direi sem problema, que é melhor equipa que o FCPorto. Pelo menos para já. Está melhor orientada, é uma equipa madura e com uma cultura colectiva que nós ainda não temos. Se formos comparar posição a posição, a avaliação poderá ser outra mas, como equipa, não estamos ao mesmo nível. Souberam aproveitar muito bem as nossas desconcentrações e a nossa intranquilidade.

A valia do adversário valoriza um pouco os nossos primeiros minutos em que dominámos o jogo por completo. Por um lado... Por outro, dá um bocado a ideia de que jogámos com uma intensidade que não conseguimos manter nos 90 minutos... Coisa de equipas inexperientes! Não se percebe, dado que apenas um jogador, do onze inicial, está a fazer os seus primeiros minutos na Champions League. Será inexperiência do treinador? Prefiro manter a minha ideia inicial: o Atlético é melhor equipa neste momento e vai ser primeiro no grupo. Mérito ao adversário. Mas com mais acerto na finalização e até se teria resolvido o jogo cedo.

Individualmente, não encontrei más exibições na primeira parte. Centrais seguros, boa incorporação de laterais, meio campo muito pressionante e a ganhar muitas bolas e Jackson a facturar. Ao intervalo tudo mudou. A equipa mais pressionante passou a ser a adversária, os laterais baixaram muito de produção, Jackson mal tocou na bola e os médios não conseguiram mantê-la jogável no meio-campo adversário. As bolas jogavam-se entre os defesas, Fernando e Helton. A lesão de Lucho só veio piorar as coisas e a equipa nunca mais se encontrou. Varela parecia que estava a fazer tudo para irritar o Dragão... Do banco não veio grande ajuda. No geral destacaria como melhores, as exibições de Fernando e de Otamendi. Até são jogadores que têm jogado abaixo do esperado. Destaque igualmente para infantilidades que originaram as faltas que dão em golo. A segunda então é mais um daqueles lances em que Mangala se atira descontrolado para cima do adversário que está de costas para a baliza. Josué continua demasiado faltoso e podia ter sido expulso por acumulação de amarelos.

Em suma, jogámos como equipa inexperiente e a Champions não perdoa. Convém, no entanto, não sobrevalorizar a derrota, por causa da valia do adversário. Importante será atacar o problema que todos vemos: o jogo tem 90 minutos!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Um Calcanhar Mágico que Desbloqueou o Encontro...

Foi assim há 4 anos... o autor dele viajou dois anos depois, precisamente, para os colchoneros e é, atualmente, um dos melhores pontas de lança do Mundo de seu nome Radamel Falcao... o jogo marca ainda a estreia na Liga dos Campeões de De Gea que tinha entrado para o lugar do lesionado Roberto... Rolando, que se estreou este fim de semana pelo Inter, selou o resultado em 2-0... FC Porto e Chelsea seguiram em frente neste grupo da Champions...