sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Marítimo 1-4 FC Porto (86-87)...

Hattrick de Gomes... três golos que demonstram as características de um verdadeiro ponta de lança... jogo aéreo (1.º), oportunismo (2.º) e classe (3.º)... Eldon, sem H, e longe da polémica de agora, foi o marcador dos golos dos Madeirenses, enquanto "Paulinho" fez o outro golo dos dragões...

domingo, 26 de janeiro de 2014

Não consegui festejar



Ou melhor, consegui. Mas foi uma coisa demasiado instantânea. De facto, aquele momento de nervos de aço de Josué merecia um festejo em termos. A equipa lutou muito e mereceu o prémio final da vitória e a manutenção das aspirações na prova. Mas há os 'senãos' ou 'senões'... E nem a hilariante luta contra os moinhos de vento do Juve Leo de barba e risca ao lado me animou.

É fácil de ver que jogámos com o nosso melhor onze, excepção para Fabiano. Muitos julgarão que o nosso melhor onze não inclui Defour, mas isso é outra discussão. O que importa é que o FCPorto de titulares sofreu para vencer um Marítimo de segundas linhas. É um facto. E isto até rompeu com um passado recente de bons resultados em casa e num jogo em que tínhamos a necessidade de ganhar e golear. Muito mau... E depois, trata-se da Taça da Liga... 'Blá-blá-blá', temos de respeitar todas as competições... Como queiram! Eu não gosto, nem acho importante, nem bem construída. Tudo isto desvaloriza imenso o feito alcançado.

Mas a principal razão para não querer festejar foi a notícia do dia: a saída do Lucho. Dizem que foi Lucho que pediu para sair. Quanto a isso digo apenas que, nos últimos tempos, se criou a sensação de que Lucho passou a ser um problema. Paulo Fonseca e a administração não o conseguiram ou sequer tentaram convencer de que isso não é verdade. E como tal Lucho aceitou ouvir propostas. Para um jogador com esta idade e com esta qualidade não faltam propostas das Arábias. Se Lucho tivesse feliz não aceitava. Aqui está o problema. Na minha opinião, Lucho não era o problema e era parte fundamental da solução. Sou daqueles que acredita que, há jogos em que a liderança em campo é mais importante que a liderança no banco. Sobretudo quando a liderança no banco é fraca! É o caso agora e já o aconteceu no primeiro ano de Vitor Pereira. Lucho resolveu o problema há dois anos, mas este ano aparentemente não estava a resolver. Aqui o 'aparentemente' é fundamental porque, às vezes, só damos pela falta das pessoas quando elas lá não estão. Temo que este seja o caso e confesso que ontem, a minha confiança no título sofreu um abalo muito grande. Sou suspeito porque Lucho é segundo na minha lista de jogadores preferidos do FCPorto de sempre, só superado por Deco.

Vamos ao jogo. Começou morno e abanou com um bom golo inaugural, com participações notáveis de Carlos Eduardo na recuperação e Jackson na assistência e na finalização. Depois vem o habitual adormecimento. Desta vez o adversário não teve medo e, em duas oportunidades, fez dois golos. A segunda parte foi pobre em futebol e rica em empenho. As substituições de Paulo Fonseca resultaram em vitória mas poderiam ter resultado em desgraça tal a confusão que se criou. A certa altura parecia que Carlos Eduardo estava a fazer todas as posições do terreno menos a de guarda-redes. Muitos cruzamentos, pouco futebol. Portanto, considero a vitória de uma felicidade imensa. Mérito, só o de acreditar. Mérito para treinador: zero! Já tem sido habitual...

Concluo com uma reflexão que fiz ontem no caminho para o Dragão. Os grandes problemas identificados ao esquema de Paulo Fonseca, que não eram responsabilidade dele, eram a falta de um extremo de qualidade extra e o lugar cativo que Lucho tinha na equipa. Sobram poucas desculpas para o rendimento medíocre que a equipa vem apresentando...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Prazo de validade

 

Mais um post curto.

Já nos habituamos às reacções às entrevistas do nosso Presidente. São sempre as mesmas. Apresento um top 5:
5 - O fim da era, versão institucional - Ele está a perder faculdades, já não manda no clube, as pilhas do pacemaker estão a falhar, está num ninho de cobras e está a ser traído.
4 - O fim da era, versão Correio da Manhã - Ele já só faz o que a Fernanda lhe manda e ela não percebe nada de futebol.
3 - O fim da era, versão desportiva - Escolheu mal o treinador e a equipa, é teimoso e não quer reconhecer.
2 - O fim da era, versão sistema - Já não manda nos árbitros, já não manda nos dirigentes da arbitragem, já não manda na Liga nem na Federação, etc.
1 - O fim da era, versão Apito Dourado - Nas palavras do estrôncio Rui Gomes da Silva: «As declarações #apito dourado# são ridículas #apito dourado# porque somos sempre roubados #apito dourado# e eles ganham sempre da mesma maneira #apito dourado# e doi-me a língua #apito dourado# de tanto lamber as botas do Luís Filipe #apito dourado# e ainda hoje #apito dourado# não sei como fui Ministro #apito dourado# nem como o José Eduardo Moniz #apito dourado#  me passou a perna #apito dourado# e a Benfica tv dá lucro #apito dourado#!»

Mas há uma bizarria que apenas surgiu agora. Pelos vistos as queixas de arbitragem prescrevem quando passam mais de 24 horas. Se não nos queixámos depois do jogo, não nos podemos queixar mais tarde. Se o fazemos é um esquema desesperado para chamar a atenção e o conteúdo ou a razão da queixa nada interessam. Para o futuro já sabemos: as queixas de arbitragem têm prazo de validade...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Golos


É a melhor maneira de ultrapassar o trauma que acumulámos esta época. Precisamos de empolgar a equipa e consequentemente os adeptos. Por isso não podemos deixar de valorizar a veia goleadora que temos demonstrado no Dragão. Depois dos desaires com Nacional e Áustria de Viena, temos vindo a subir de produção no Dragão e é bom que se consiga trasnformá-lo novamente numa fortaleza.

O jogo de hoje foi entretido. Há ainda muitas dúvidas sobre o que Quaresma pode fazer pelo nosso futebol. E faz sentido. Estávamos habituados a um daqueles jogadores que nos vai irritando até ao momento em que decide o jogo. Um jogador que o faz constantemente. Mas trata-se de um extremo que nunca foi muito veloz, quanto mais com esta idade e com o período de paragem que teve. E depois há aquele feitio especial. Será que aqueles 'pézinhos' chegam para compensar os handicaps que traz? Bem, para já... tenho de dizer que sim. Jogou três jogos incompletos. No primeiro teve mais acções ofensivas que Licá e Varela juntos. Não fosse a noite desastrada do árbitro e teria deixado marca no jogo. Contra o Penafiel regressou aos golos no Dragão e hoje regressou às assistências. Para já tem o factor de fantasia que nos faltava, mas a breves prazos. Veremos se o consegue fazer ao longo dos noventa minutos. Pelo menos parece que acordou Varela, do outro lado.

Vamos ao jogo. Não deu para testar bem a reacção da equipa ao desaire da semana anterior. O golo surgiu cedo e chegou para um Setúbal que não vinha preparado para isso. No entanto, sentiu-se até ao golo de Varela, algum desleixe que poderia facilmente ter criado problemas. É um fenómeno que não consigo explicar e que acontece consecutivamente. A partir daí foi um passeio. Nada de grandes brilhantismos. Aproveitamos apenas o espaço disponível para criar algumas oportunidades, desperdiçadas com alguma 'nabice'.

Individualmente gostei de Fernando e Varela. O MVP acaba por ir para Varela pela participação activa nos dois primeiros golos, mas Fernando é claramente o nosso jogador em melhor forma. Gostei também de Mangala, Alex Sandro e da primeira parte de Quaresma. Jackson não esteve brilhante mas trabalha tanto que é difícil dar-lhe notas medianas. Pela negativa apenas aquele lance ridículo entre Maicon e Helton..

O jogo acabou por valer pelos dois últimos golos. Grandes golos para jogadores que precisavam de aumentar a moral. No fundo, toda a equipa precisa de moral. Eliminar os vasquinhos da Taça da Liga pode trazer mais alguma. Mas espero que o façamos dando novas oportunidades a jogadores que têm feito por jogar mais como Defour, Josué, Kelvin, Ghilas e alguns da equipa B como Tozé e Victor Garcia.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

FC Porto 4-1 V. Setúbal (90-91)...

Importa-se de repetir Presidente?



Post breve. 

É raro mas confesso que não gostei muito da entrevista de ontem do nosso grande Presidente. A explicação é simples: estou habituado a concordar com praticamente tudo e desta vez há dois pontos fundamentais em que discordo totalmente. 

Por um lado, achei importante que se tomasse uma posição sobre a arbitragem de Artur Soares Dias. Foi mau de mais e fomos claramente prejudicados. Mas qualquer queixa que ignore a fraca prestação da equipa até ao segundo golo sofrido, momento em que começámos a ser prejudicados, peca por inconsistência. Foi mau mas houve coisas da nossa responsabilidade igualmente más.

Outro ponto de que não gostei: é demasiado redutor atribuir à sorte a nossa eliminação da Champions. Não compreendo estes discursos da sorte e do azar e confesso que até me irritam um pouco. Sobretudo quando não se fala de um jogo, mas seis! É até desprestigiante para a função do treinador. Eu compreendo que ele o queira defender, mas julgo que não é por aí.

Quanto ao resto gostei apesar de não me parecer que precise de comentar comentadores, mesmo que sejam os do FCPorto. Pelos vistos é preciso começar já a fazer campanha contra António Oliveira... Não sei se é da fraca companhia mas, pelo que ele anda a dizer na SIC, não vai ser preciso muito esforço e campanhas contra ele...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

FC Porto 1-0 V. Setúbal (87-88)...

Tetra?

 


Se julgam que vou responder à pergunta, podem ter a certeza que não vou! Prognósticos, só no fim, mas de preferência antes do minuto 92... A propósito disso, já tenho discutido com amigos portistas a importância desse 'momento k'. Não ponho em causa a importância desse momento sobretudo pelo carácter orgásmico quase irrepetível que proporcionou. Ainda assim, espero que não se endeuse demasiado porque, para mim o FCPorto não é só aquilo. É certo que é um momento que representa a perseverança e o acreditar de uma equipa como dificilmente vemos por outros lados. Ainda assim, um campeonato ganho à FCPorto, é um campeonato ganho a vários jogos do final! É feito com uma equipa que prova ser melhor ao longo da maior parte do campeonato e uma equipa que não está dependente de um momento de inspiração individual. Por muito que seja um momento único e simbólico! Poderei parecer um 'desmancha prazeres' mas identifico-me mais com um festejo em estágio num hotel a várias jornadas do final do que com o famoso 'momento k'.


Com isto pretendo introduzir a minha 'não resposta' à pergunta do título. Estou convencido que, este ano, tal como nos dois anteriores, se ganharmos, terá de ser fruto de uma ponta final forte e talvez de um outro momento de inspiração individual. E por isso tenho dificuldade em responder. Poderia estar com mais pontos de atraso, mas se notasse alguma tendência evolutiva no nosso jogo, teria mais tendência para acreditar. Este ano, tal como nos anteriores, estamos a conduzir a época de forma a mantermos o objectivo à vista para um assalto final. É demasiado arriscado e algum dia há de falhar...

Perguntas que temos de fazer: Temos equipa? Isso sim. Mesmo sem mais reforços e partindo do princípio que não sai Jackson nem um dos laterais, julgo que temos equipa. Paulo Fonseca tem à sua disposição maior qualidade nas segundas linhas e em jogadores que batem à porta do onze. Não está mais forte em jogadores nucleares do que no ano passado. Bastaria Moutinho para que nem houvesse discussão sobre duplo pivot. Não acho que Paulo Fonseca tenha à sua disposição uma equipa melhor do que a dos anos anteriores. Tem um plantel mais equilibrado e que poderá dar frutos a médio prazo. 

Temos treinador? Para mim o problema não é só se joga Licá, Josué, Kelvin ou Carlos Eduardo ou se jogam em losango, triângulo ou paralelipípedo. Tenho as minhas ideias sobre as opções mas não é isso o que mais me preocupa. O problema é ver jogadores que sabemos que são de grande nível a jogarem bem abaixo das suas capacidades. Isso assusta-me porque um treinador tem de conseguir tirar o melhor dos seus jogadores e com os melhores é bem mais fácil... Paulo não o consegue sob vertentes tácticas e motivacionais e isso põe em perigo o Tetra.

Por isso, entendo que o próximo mês ditará facilmente se conseguiremos atingir os objectivos. Mais que uma aproximação quero ver Mangala, Jackson, Maicon, Alex Sandro, Danilo e Lucho de volta ao seu rendimento normal e não nesta versão esforçada mas desinspirada. Uma equipa que meta medo aos adversários e não aos sócios. Se não o conseguirmos a breve prazo, mais vale começar a preparar a nova época com outro treinador. Paulo tens um mês para nos convenceres que estamos errados!

PS: Não vi o jogo de hoje e como tal não há crónica mas há satisfação pelo regresso do cigano aos golos e aos momentos de inspiração.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Primeira volta


Sobram interrogações perante o desempenho deste FCPorto, versão Paulo Fonseca. É certo que em termos classificativos nos mantemos com os adversários à vista e nem me parece que Sporting e Benfica sejam equipas capazes de assustar. Mas aqui cometo muitas vezes o erro de comparar estas equipas com o meu conceito de normalidade no FCPorto. O raciocínio é o seguinte: perante estes adversários, um FCPorto regular ganha o campeonato. Mas este FCPorto tem sido tudo menos normal ou regular. E como tal, não é certo que possamos aproveitar factores como a fanfarronice geral lampiónica e os delírios tácticos de Jesus, por um lado,  e a calimerice e ingenuidade competiva dos vasquinhos. A verdade é que me parece justo que não estejamos em primeiro lugar no final da primeira volta. Não temos produzido o mínimo para que tal aconteça, pelo que é de aceitar a classificação actual e devemos, desde já, preparar uma nova abordagem competitiva à segunda volta com ou sem Paulo Fonseca, com ou sem reforços adicionais. 

Para mim, com o final da primeira volta acabou o benefício da dúvida para Paulo Fonseca. Ou as coisas melhoram ou tem de estar em causa a sua continuidade, nomeadamente no final da época que é quando, normalmente, temos estas decisões. Perder faz parte do desporto e temos de o fazer com desportivismo, por muito que tenhamos dificuldade em aceitar. Mas no FCPorto não se aceita que as derrotas surjam porque os adversários directos apresentam mais organização e, a parte que e mais me custa, quando apresentam maior intensidade de jogo e maior vontade de vencer. Em Janeiro tivemos já dois exemplos. Isso não aceito e responsabilizo Paulo Fonseca como responsabilizei Vitor Pereira. Para mim o ponto de ruptura com Vitor Pereira foi exactamente quando me apercebi que a equipa dele apresentava este mesmo problema. E ele até  apresentou melhores resultados nos clássicos... Mas, a partir daí, nunca mais consegui olhar para para ele como treinador capaz de apresentar um FCPorto condizente com as nossas exigências. Temo que tenha acontecido o mesmo com Paulo Fonseca e é até difícil de perceber que tenha esperado mais tempo com Paulo Fonseca do que com Vitor Pereira. Os resultados são semelhante ou até piores...

Feita uma apreciação breve sobre a primeira volta, vamos ao jogo de ontem. Já sei que se vai falar de banho de bola e outras coisas que tal. Não vi isso e nem temo que seja acusado de clubismo perante esta minha análise. Vi duas equipas com recursos muito pobres em termos de construção ofensiva, e vi que perdemos claramente em dois factores fundamentais: eficácia e agressividade. Eficácia porque sofremos dois golos em três ou quatro oportunidades que concedemos. Após o segundo golo sofrido  e a expulsão é normal que haja mais oportunidades mas julgo que, mesmo assim, não ficamos a perder. Há duas de Jackson na primeira parte, há o livre de Carlos Eduardo e, no lance da expulsão, Danilo está isolado apesar de nem chegar a rematar. Com isto quero dizer que, se tivéssemos a eficácia do adversário, também marcávamos facilmente dois golos. Portanto, em produção ofensiva tivemos duas exibições pobres. Mas a eficácia pode oscilar (mas não deve...). O que me preocupa é a agressividade, a intensidade, a vontade de vencer. Aí sim fomos goleados! Não posso aceitar isso!  Apenas emergimos no jogo em duas ocasiões: no final da primeira parte perante o surgimento no jogo de Fernando e depois do segundo golo quando partimos em busca do prejuízo. Tudo o resto foi um FCPorto sem soluções perante um adversário que esperou cautesolamente e proveitosamente pelo nosso erro e fê-lo mesmo antes do primeiro golo.

Individualmente, não gostei de ninguém apesar de reconhecer mérito na luta dada por Jackson, 'sozinho contra o mundo' e de Fernando que nestes jogos é quase sempre o nosso MVP. Não gostei mesmo nada das exibições de Helton, Otamendi, Mangala, Danilo e Varela. Lucho pouco se viu e Carlos Eduardo está a acusar a pressão dos rótulos exagerados... O cigano pouco contou mas nota-se que ganhamos em competitividade com a sua entrada e a de Josué. Portismo é uma característica que aprecio bastante nestes jogos e não vi isso nos outros que por lá andaram. 

Posto isto, vamos ao pior: a arbitragem. Perdemos por causa do árbitro? Não sei. É difícil concluir isso, mas fomos mais prejudicados em termos de resultado. Há imensas decisões más, incluindo duas péssimas que nos beneficiam. Mas custa fazer essa contabilidade sem perceber que não lucrámos nada desse benefício. Jackson falhou incrivelmente um lance em que estava em fora-de-jogo claro e Mangala, ainda a pensar no penalti escandaloso que cometeu, deixou o adversário marcar no lance seguinte. Tivesse havido penalti e não teria havido o canto que dá golo. Já no nosso caso temos a interrupção de um lance de golo, com violação clara da lei da vantagem, além de dois penaltis iguais cometidos por Garay de ombro nas costas dos nossos jogadores. Ainda por cima o conjunto de dois desses lances expulsa um dos nossos jogadores. Isto além de um critério disciplinar gritante que chegou a permitir "tesouras por trás" sem amarelo. Ora perdemos por apenas por dois... Se há três lances de golo que nos são negados pela arbitragem, não podemos culpar apenas Paulo Fonseca e os jogadores pelo resultado! O nosso nível de exigência, por vezes faz com que nos esqueçamos de fazer análises deste tipo. Paulo Fonseca está por um fio na paciência dos portistas, mas ontem o adversário jogava em casa com uma motivação elevada e não apresentou argumentos que me convençam que são melhores que este problemático FCPorto de Paulo Fonseca. Com uma arbitragem sem erros (se é que isso é possível) talvez pudéssemos ter saídos ilesos de uma exibição pobre como a que apresentamos. Convém não esquecer isso até porque já sabemos que, se fosse ao contrário, teríamos histeria, talhos vandalizados e reuniões com o ministro da tutela...

Haja serenidade na análise da primeira volta. Nada está perdido, mas há medidas a tomar!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Domingo Vai Ser Diferente...

... mas se desse para repetir, assim parecia-me muito bem!



Outras Notas:
  • Benfica 0-1 FC Porto (2007/08) - 1 de Dezembro de 2007...
  • O cabelo, ou melhor o não cabelo, de David Luiz... muito mal tratado por Quaresma...
  • Os festejos na tribuna de Jorge Nuno e Fernando Gomes...
  • O "bater" no emblema de Quaresma...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Mais um treino



Neste início de ano tivemos já oportunidade de assistir a três treinos. Não é normal no futebol moderno onde impera 'o treino à porta fechada' para evitar os espiões e para que os jornalistas desportivos tenham de ser criativos para garantirem que há notícias todos os dias.

Desta vez o adversário foi bem mais fácil que os dos dois treinos anteriores pelo que, tal como contra o Olhamenense, se torna difícil distinguir entre o que são méritos nossos e deméritos adversários. Isto porque, de facto o Atlético apresentou-se bastante desastrado, nomeadamente através do seu guarda-redes que estava nervosíssimo. Aliado a esse facto, todos nós mantemos uma constante desconfiança em relação às capacidades deste FCPorto versão 2013/14. É um facto que ainda não apresentámos uma exibição de 'encher o olho', e é um facto que tardamos em apresentar um sistema de jogo claro e que preencha os requisitos mínimos de competitividade que se exigem neste clube. No entanto, ganhámos 6-0 perante uma equipa que veio jogar ao Dragão da mesma forma que todas as outras (portuguesas e não só) vêm jogar: bloco baixo à espera de erros defensivos para marcar ou erros ofensivos para manter o empate. Sendo assim até nem foi um mau teste à capacidade de construção de jogo ofensivo com uma equipa com várias 'segundas linhas'.

Pessoalmente, preocupei-me em ver dois jogadores. Comecemos pela posição que mais tem afligido os Portistas desde que Carlos Eduardo entrou na equipa: Licá. O problema é claro e reconhecido por Paulo Fonseca, caso contrário, não se estaria a fazer a arriscadíssima contratação de Quaresma. Ainda assim, muitos como eu, ainda se lembram que Kelvin, na pré-época e no topo da sua confiança, fez bons jogos e foi até uma surpresa a titularidade de Licá na Supertaça. Perante as consecutivas exibições cinzentas de Licá exigia-se pelo menos uma aposta mais consistente em Kelvin. Não que ele tenha deslumbrado ontem. Mas Kelvin é irreverência numa equipa que insiste em jogar pelo seguro. É desequilíbrio, é individualismo, é imprevisibilidade. Se procurámos isso no jogador que contratámos no mercado de inverno, porque é que, por exemplo no terrível mês de Novembro, não tivemos a necessidade de o procurar dentro do plantel? Para mim não faz qualquer sentido. Outra posição onde temos aflições é a de Fernando. Apesar dos rumores recentes, parece inevitável que Fernando sairá no final do ano 'a custo zero'. Aqui temos um dilema grande. Fernando tem sido dos jogadores com melhor rendimento este ano, apesar da confusão da existência ou não de 'duplo pivot'. Mas vale a pena continuar a valorizar um activo que na próxima época será de outra equipa enquanto desvalorizamos activos que vão ser nossos por muito tempo? Falo de Defour. É um patinho feio porque alguém se convenceu que ele tinha capacidades para jogar a 8. Tem velocidade, está sempre em alta rotação e está cada vez melhor no posicionamento, mas não tem a técnica, o passe nem a inteligência de Moutinho ou Lucho na gestão dos ritmos de jogo.  É mais novo que Fernando e provavelmente vai valorizar-se no Mundial. Já sei que a maioria prefere Fernando porque ele é melhor neste momento. Eu, por mim, apostava em Defour nesta posição e deixava o Fernando com mais tempo para pensar no que fazer ao chorudo prémio de assinatura que vai ter no final da época, ou antes até... 

Quanto aos restantes testes, foram exibições agradáveis. Sobretudo a de Ricardo como lateral direito. Dos habituais destaque para o pé desafinado de Jackson que contrastou com a veia goleadora de Varela.

Na próxima semana, não será drama nenhum dizer que jogamos o campeonato. Ali se decide se passamos a olhar para a retaguarda ou se começa a aflição a que nos habituámos nos últimos dois campeonatos. Prefiro a primeira hipótese, obviamente... Será que vamos ter ambição suficiente para atacá-la? Cheira-me que não, e arrisco já uma equipa com meio-campo reforçado por Defour no lugar de Licá. Espero estar enganado...