terça-feira, 30 de abril de 2013

Non habemus mijo...


Eu até sou daqueles que não acredita que o futebol de decide por sortes e azares. Posto isto, confesso que há muito tempo que não via uma equipa tão feliz como o nosso arquirival. Depois do festival de bolas no ferro da Turquia, ontem um penalti, que nem nos infantis, e um auto-golo. Isto depois da 'felicidade' mais que notória na arbitragem de Capela... São demasiadas coisas que tornam hercúlea a tarefa do FCPorto de inverter esta tendência para a inexistência de tricampeão este ano... Obviamente, não podemos desistir. Poderemos até aguardar que os ventos invertam. Para quem acredita nessas coisas... Chamando-lhe sorte ou não, a verdade é que perdemos pontos em jogos que estiveram perfeitamente ao nosso alcance e isso não pode ser apagado pelas bolas ao poste do nosso adversário.

Sorte é coisa que não temos tido pelos lados do Dragão. Os golos só parecem à décima quinta oportunidade e pelo meio há penaltis falhados, florestas de pernas, lesões, etc. Não me pareceu que tenha sido uma exibição prodigiosa. Foi  no entanto uma exibição segura para a situação em que a equipa se encontra. Procuramos o golo sem grandes loucuras e com o futebol habitual. James já está bem melhor fisicamente, apesar de ter tido uma das exibições mais desastradas que lhe vi. Mas é ele que decide o jogo e nota-se outra dinâmica com ele no meio e com um flanqueador como Atsu na ala. Quero acreditar que a substituição foi por lesão porque, naquela altura, todos os remates perigosos do FCPorto tinham sido de Atsu... Esta capacidade de variar jogo que a utilização simultânea deste dois jogadores traz, beneficia muito o esquema de Vitor Pereira tirando-lhe aquela tendência enfadonha que vinha mostrando há uns jogos atrás. Parece-me até que vamos fechar o campeonato a jogar bem melhor que o nosso adversário directo. Talvez não se vá a tempo...

Individualmente, não gostei de James, apesar de achar que ele é o MVP. Teve um lance de génio que decidiu o jogo. Gostei adicionalmente de Danilo e Lucho. Varela fez duas jogadas e caiu novamente no esquecimento. Gosto mais de Atsu que não percebo porque saiu. Jackson esteve lutador mas apagado na finalização. Otamendi abordou muito mal o único lance de perigo do Setúbal, mas foi o Mangala que abriu a autoestrada nesse lance. Pena a lesão de Alex Sandro. Precisamos de todos nesta altura e custa-me ver Abdoulaye a jogar no eixo da defesa do FCPorto...

Da Madeira só poderá vir uma vitória. É para lutar enquanto podemos!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Eu também quero um do Fenerbahçe!

Mas só compro se chegarem a Amsterdão!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Tónico


Apesar de, do clássico da tv a preto e branco, não terem saído boas notícias, a exibição em Moreira de Cónegos trouxe alguma motivação para o que aí vem. Já sabíamos que não podíamos contar com o Sporting. Que o digam os sportinguistas que passam a vida de desilusão em desilusão... Mas, se o fim de semana não trouxe uma aproximação em pontos, trouxe por um lado, uma exibição positiva do FCPorto, por outro uma exibição fraquinha do seu principal adversário. É certo a classificação está na mesma e é até provável que, no final, as posições não se invertam. Nesse caso vai custar ainda mais perder. Dirão que é um ensaio de mau perder mas eu estou-me a marimbar: os gajos não jogam nada! É um futebol de inspiração inglesa de anos oitenta sem meio-campo e baseado somente no talento e inspiração de quatro avançados. Como é que isto resulta? Resulta porque apenas têm de enfrentar um adversário de nível, no campeonato inteiro. São só dois jogos! Todos os outros jogam de forma tão encolhida que ficam sujeitos aflições. Houvesse um Sporting e um Braga parecidos com os dos anos anteriores e a história seria diferente. Até para o FCPorto que não vem jogando muito melhor...

Não foi o caso no sábado. Como seria de esperar, Atsu trouxe outra versatilidade ao ataque, dando a Jackson espaço para brilhar. Não dá para perceber a opção Defour. Muito mais quando já temos visto a alternativa. Já vos expus aqui a minha teoria sobre a paixão dos treinadores fracos por estes jogadores certinhos como o Defour, o Marek Cech, etc. Dá a ideia que querem suprir com falta de talento as suas lacunas como treinadores... Assim o jogo acabou por ser tranquilo, os golos naturais e o futebol mais agradável. Alguns sobressaltos causados pelo avançado Ghilas, muito bom por sinal, e nada mais. É um bom tónico para as próximas decisivas batalhas.

Gostei especialmente das exibições de Lucho e de Fernando, cuja dinâmica baralhou a defesa contrária e permitiu um futebol de posse mais condizente com o que Vitor Pereira sonha implementar. Fernando é mesmo o MVP pelo segundo jogo consecutivo. Jackson é um destaque óbvio. Os laterais também são uma parte importante da engrenagem e voltaram a corresponder. Até Helton esteve muito bem. Para terminar James. Assusta o facto que ele estar a demorar tanto a regressar à sua forma ideal. Nota-se que cresce todos os jogos mas, se calhar, já não virá a tempo. Pela negativa Mangala. Já não lhe víamos uma exibição tão desastrada há muito tempo.

Na próxima semana as esperanças transitam para a Madeira. Será? A cada jornada que passa...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Moreirense 0-1 FC Porto (2002-03)...

Primeiro jogo em Moreira de Cónegos do FC Porto (há 10 anos) e também a primeira vitória... César Peixoto saiu do banco e três minutos depois dava o golo da vitória ao Ninja Derlei...

domingo, 14 de abril de 2013

Não merecemos a Taça da Liga



Em primeiro lugar porque não respeitamos a competição. Foi criada por uma direcção da Liga altamente hostil relativamente ao Porto  (o Boavista que o diga) e especialmente em relação ao FCPorto. Tal fez com que, consecutivamente o FCPorto não apresentasse o seu nível normal na competição. Os próprios adeptos foram criando também alguma aversão à Taça da Liga e só lhe ligam na final. Eu sou um deles. Mas este ano as coisas mudaram um pouco. O próprio calendário e algumas contrariedades como o dilúvio em Setúbal acabaram por fazer com que se fosse apresentando equipas próximas da titular durante toda a competição. Assim, chegámos facilmente à final.

Posto isto convém que se diga que não perdemos a final por causa do nosso historial na Taça da Liga. Perdemos porque apresentámos o mesmo futebol dos últimos tempos e isso nem sempre chega. Basta acontecer uma contrariedade que tudo muda de figura. Desta vez, e tal como em Málaga, foi  uma expulsão. Mas nem terá sido esse o problema. Nem mesmo o facto de se ter apostado num jogador que, na minha opinião não tem qualidade para estar no plantel. O problema é que não andamos a jogar nada. E Vitor Pereira não sabe porquê. Tem dificuldade em perceber como é que uma equipa que tem 70 a 80 % de posse de bola não marca golos e tem poucas oportunidades para o fazer. As contrariedades tem ditado alguns golos sofridos, mas este enfadonho futebol de posse tem-nos trazido uma inevitável incapacidade de criar perigo e isso é decisivo no resultado. Este futebol apenas funcionou enquanto as suas pedras fundamentais estavam em grande forma e sobretudo enquanto Jackson marcava dois golos por jogo. Bastaram as primeiras lesões de James e de Moutinho para que tudo se desmoronasse. Até Jackson está em crise de confiança e Lucho está-se a perder em correrias quando ele é muito mais que isso. Há que perceber que isto do futebol de posse está a matar as nossas possibilidades, porque está mal implementado e está demasiado dependente da forma de jogadores que neste momento não estão a corresponder.

Depois há as nabices do banco. Abdoulaye não deveria ter jogado, Defour não pode fazer mais naquela posição e Kelvin não pode entrar em campo antes de Atsu. Por mim nem entrava. O que aconteceu na passada segunda-feira não se poderia repetir. Foi uma tentativa arrogante de nos mostrar que aquilo não tinha sido sorte. Mas foi! Além disso, James não pode sair. Temos dois concretizadores de nível no plantel e são os dois colombianos. Se tiramos um deles perdemos poder de fogo. O primeiro amarelo de Abdoulaye define-o como jogador. Espero que não jogue tão cedo. A exibição da equipa na segunda parte foi muito limitada pela expulsão. Podíamos ter perdido por muitos e também podíamos ter empatado. Salvou-se a grande exibição de Fernando.

Contra o Moreirense espera-se que se possa por pressão no clássico da tv a preto e branco. Caso contrário será mesmo uma época medíocre!

sábado, 13 de abril de 2013

FC Porto 3-1 Braga (97-98)...

Em dia de final da taça entre dois clubes que agora dizem-me mais, um por ser o MEU clube e o outro por ser o clube da cidade onde vivo, recuamos 15 anos atrás para recordar a final da taça de Portugal de 1998, altura em que tínhamos o FCP de sempre, mas não o Braga de agora... a única coisa que se mantém é o guarda-redes... na narração, temos Gabriel Alves e, só por isso, goste-se ou não se goste, é sempre uma recordação daquelas com o seu palavreado...

O dia de Rei Artur

E uma reportagem na mata do Jamor com caras bem conhecidas... Domingos, Jesus e Paraty...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Domingos - FCP Moments...

Como já devem ter percebido, o programa "Dupla Improvável" do Porto Canal começou a ser um programa de culto para mim... a minha rubrica aqui no blogue, que não é mais um regresso ao passado, vai de encontro ao "talk show" onde se recordam episódios, bastidores e histórias deliciosas desse tempo... nessa sequência, temos acompanhado o programa e pesquisamos algumas relíquias dos convidados que lá se deslocam... na semana o destaque foi para Domingos Paciência, e de uma rápida pesquisa, recuperamos estes vídeos...

Os dois hattrick´s da carreira de Domingos...


O único poker da carreira, também no FCP e no último jogo do campeonato em que ele lutava com Rui Águas pela Bola de Prata...

Foi na sequência deste jogo e por não terem considerado um dos seus golos contra o Beira-Mar, o que o levou a perder esse  a bola de prata, que Domingos tem estas declarações deliciosas...

Por último a recordação dos sucessivos cachaços com que Domingos era brindado sempre que marcava golos... neste caso, um dos melhores golos ao serviço do FCP contra o campeão alemão de então (Werder Bremen)...

terça-feira, 9 de abril de 2013

Jogada de Mestre!




Agora, mais a sério: julgo que merecemos a fortuna que nos permitiu vencer o jogo da passada segunda-feira. Por um lado, enfrentámos um adversário que precisava tanto dos três pontos como nós e que jogou apenas para ganhar um. Tinha aqui previsto que o Braga, se montasse um autocarro, iria passar mal e que o FCPorto teria a tarefa facilitada. Pois enganei-me em parte. Por um lado, foi muito difícil. Isto porque o Braga marcou primeiro e porque o FCPorto insiste em ensaiar uma versão sonolenta do tiki-taka que redundou em pouquíssimas oportunidades de golo na primeira parte. No entanto, tal como previ o Braga não tem jogadores para defender resultados com onze atrás da linha da bola e, a partir de certa altura, os buracos começaram a aparecer sem que fosse preciso acelerar muito o jogo. No entanto, é de valorizar a reacção da equipa na segunda parte, sobretudo a partir da entrada de Atsu. Antes tínhamos em campo apenas um jogador de ala que é o Alex Sandro. Com Atsu e mais tarde com o Kelvin, o jogo passou a ser mais variado e a coisa lá se resolveu.

Não deixa de ser uma surpresa que seja Kelvin a resolver um jogo tão complicado. É que ele nem tem sido dos mais preponderantes na equipa B, quanto mais na equipa principal. A sua entrada foi mais um golpe de sorte que um golpe de mestre, mas a verdade é que Vitor viu bem que a equipa precisava de alargar e variar mais o jogo. Nem sempre pôr mais gente na área resolve. Gostaria no entanto de reconhecer que tanto em Olhão como no Dragão os guarda-redes não estiveram muito bem. E que dizer de Danilo, Moutinho e Maicon a assistirem de 'cadeirão' ao golo do Braga?

Individualmente gostei de James e Atsu. Têm de jogar os dois a bem da versatilidade do nosso jogo. Defour a extremo? Só se quisermos continuar a jogar futebol sem balizas... Não gostei de Otamendi que resolveu oferecer um golo ao Braga. Está a decair de forma e é pena porque o Maicon não parece estar em condições físicas e Abdoulaye não é solução. Valha-nos o Mangala. Destestei Alex Sandro. Estava a fazer uma exibição ainda mais desastrada que a de Málaga até que, com o seu pior pé, estoura contra a barra. Aquela baliza ainda deve estar a abanar.

Na próxima semana, quarto round com o Braga. Já que estamos na final, o nível de exigência para a Taça da Liga passa a máximo. No FCPorto já estamos habituados...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Alguém viu?



Mais uma das coisas que nos faz adorar esta prova. Dá-nos um jogo grátis no Dragão ao qual, quem trabalha, não pode ir. Um raro jogo do FCPorto em sinal aberto a que, quem trabalha, não pode assistir. Isto serve mesmo para alguma coisa? Pronto, agora que estamos na final, ganhem lá o caneco. Também já começa a ser chato o nosso subrendimento crónico nesta prova. E por muito que os portistas não gostem da prova, só isso não pode desculpar as más campanhas do passado. Temos plantel para ganhar em todas as frentes em território nacional. Esta é uma das frentes, gostemos ou não.

Parece que Castro, Fernando e Defour foram os melhores. Se Jesus ganha os jogos todos sem meio-campo, porque não tentar ganhar os jogos só com trincos? Mais a sério, é bom que estes jogadores constituam alterantivas credíveis, porque, em termos ofensivos, as alternativas, neste momento não existem. Sobretudo depois da expulsão de Ismaylov. Concordo com o Mister. Pelo que se vê não é para expulsar mas a burrice do russo pô-lo a jeito.

No campeonato vamos apanhar um Braga desesperado por pontos. Será que vem jogar de peito aberto? Se o fizer cheira-me que perde. Mas também não me parece que tenha peças para montar um autocarro... Espero um jogo tranquilo no Dragão.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Fim de semana descansado


Poderia ter sido bem mais complicado. Ao contrário do nosso adversário, que jogava em casa com uma equipa que está tranquila em termos de classificação, nós jogávamos fora de casa contra um dos aflitos. Já sei que o destaque do fim de semana desportivo vai para o 'festival' ofensivo na Luz. Mas julgo que é de valorizar mais a vitória segura e sem espinhas do FCPorto em Coimbra. Ganhámos por 0-3, ficaram muitos golos por marcar e deu até a ideia que a equipa conseguiu fazer alguma gestão de esforço. Nada mau nesta altura do campeonato e depois das anteriores exibições que ditaram a desvantagem de quatro pontos.

Apesar da referida gestão, é de destacar que a equipa parece que está novamente em crescimento. Isto é uma óptima notícia e dá mais alento aos portistas. Parece que, finalmente, voltaremos a ter um James em alto rendimento. As últimas exibições têm sido sempre melhores que as anteriores, estando já num nível aceitável. A isso não será alheio o facto de termos tido um jogo tranquilo e de muita produção ofensiva.Também contribuiu o facto de termos tido João Moutinho. É que Lucho, sozinho não chega. Pena que não tenhamos disponíveis os extremos que dão mais profundidade como Atsu e o Varela do início da época. Com Izmaylov o jogo fica mais mastigado ainda e é bom que o jogo varie mais um pouco. É que, para já, a única alternativa é a incorporação dos laterais como aconteceu no segundo golo, por exemplo. Mas esse futebol mastigado acabou por abrir constantes brechas na defesa contrária e deu até para um golo de Castro. Ele merece o golo mas está longe de merecer mais minutos do que os que tem tido. E é pena. Gostava muito de gostar mais deste jogador...

Individualmente, não tenho grandes destaques. A equipa esteve bem como um todo. Destaque negativo para o lance ridículo de Otamendi na primeira parte e para um atraso desastrado de Alex Sandro na segunda. Jackson não este muito inspirado. Danilo, Fernando, Moutinho e James estiveram em bom plano. No entanto o MVP é Mangala que seca tudo e ainda tem tempo para ser o jogador com mais lances de perigo. O passe de Lucho para o segundo golo é brilhante e tenho pena que não tenhamos visto muito disto este ano. Dá até a ideia que Lucho se anda a desgastar demasiado e depois não sobra fôlego para criar como fazia no passado.

Destaque ainda para o amarelo a Mangala. Os adversários já sabem que não conseguem lutar com ele no corpo a corpo. A táctica é passarem os primeiros minutos a atirarem-se para o chão até lhe sacarem o amarelo. Normal. Faz parte do jogo aproveitar os árbitros fraquinhos. Mas não podia deixar de referir, que graças ao Xistra e ao sua inenarrável decisão de expulsar Mangala por acumulação de amarelos em Aveiro, vamos ficar sem o nosso central em melhor forma em dois jogos na fase decisiva do campeonato. É contra estes pequenos truques que também teremos de lutar. Deixo até outro truquezito habitual nestas alturas. Não é que já há novamente salários em atraso na Primeira Liga?  Se há, é melhor que se faça pré-aviso de greve e nem vale a pena escolher nenhum 'timing' ou adversário em especial...