sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A culpa é da arbitragem...

Demita-se o Vitor Pereira! Falam do da Comissão de arbitragem... Temos já os efeitos da 'escandalosa' arbitragem do Xistra. Chumbo nas contas! Se a 'arbitragem' voltar a fazer das suas em Paços de Ferreira, (e entenda-se por arbitragem dois ou três lances duvidosos aliados à falta de médios do plantel, à ombrada de Luisão e à inacreditável pontaria dos avançados) teremos novo chumbo em 15 dias. Uiii... Medo! Siga o circo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

El diez


Mais uma vitória que, ainda por cima, valeu a nossa primeira liderança no campeonato. Já todos sabemos como costumamos fazer a partir do ponto em que chegamos a essa posição: não largar mais. Mais importante que isso foi a exibição de James. A equipa não fez uma exibição avassaladora, mas foi bastante agradável. Diria que, em termos exibicionais, estamos a dar passos curtos mas seguros e nota-se bem a evolução. Será mais em termos de confiança do que em termos tácticos, até porque jogamos da mesma forma que jogámos no ano passado. A diferença é a ausência do jogador que decide tudo sozinho. Pois este ano temos um que decide tudo mas em equipa. James chega ao fim do jogo com duas assistências e um golo. Em quatro golos, não está mau. Mais que isso é a alegria que transmite à equipa. Muitas foram as vezes em que se conseguiu virar e tinha facilmente 4 jogadores prontos a furar nas costas da defesa e os dois laterais bem posicionados no apoio. Não será uma surpresa para ninguém o rendimento de James na posição 10. Surpreendente é o facto de só o podermos ver perante uma rara ausência de Lucho. Será que os dois são compatíveis a jogar ao meio? Será este um desafio que vai para além das capacidades do nosso treinador? Se Vitor Pereira acha que não consegue pôr isto a funcionar, acho bem que não o tente. Mas será um desperdício... Teremos de nos contentar com as naturais incursões de James em direcção ao meio, mas partindo da ala. Relembro que não jogámmos com um 10 clássico desde que vendemos o grande Anderson Luís de Souza ao Barcelona. Já tenho saudades...

Destacarei também a jogada que decidiu o desafio. Golaço de Jackson Martinez! Decidiu o jogo numa altura em que o adversário já começava a ganhar a confiança que habitualmente estas equipas sentem quando não sofrem golos nos primeiros 30 minutos no Dragão. Logo veio o segundo golo transformando o resto do jogo num passeio.

Individualmente gostei do MVP, James, do Jackson e dos já habituais Alex Sandro e Maicon. Não gostei muito de Danilo. Então quando o vi a descansar a 15 minutos fim... Terá de perceber que tem concorrência forte. Se não percebeu quando ficou no banco em Zagreb, será que irá perceber?

O que importa é que atingimos o primeiro lugar. Que seja para não largar mais!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Vitória QB com dedicatória


Lucho jogou e marcou no dia em que perdeu o pai. Aquela braçadeira assenta-lhe como uma luva! Grande homem! Lucho acabou mesmo por ser a trave mestra desta vitória. Reparem que todo o nosso jogo primou pela paciência e pelo bom posicionamento, que permitiram ganhar imensas bolas no meio-campo adversário. Tudo características que Lucho traz ao jogo habitualmente e que a equipa ontem apresentou e que permitiiu que tivessemos inumeras oportunidades de golo para desperdiçar. Óbvio que o adversário não nos proporcionou aquela dificuldade 'Champions League', mas convém relembrar que, no ano passado, perante uma equipa pouco melhor que esta sofremos. Isso só valoriza este arranque com três pontos num jogo fora de casa. Isto além daqueles 10 minutos em que perdemos o controlo do jogo e onde poderíamos ter sofrido injustamente o empate. Empolgadas, estas equipas podem ser perigosas e é perfeitamente possível que os nossos adversários lá percam pontos. Em suma, resultado escasso, mesmo tendo em conta a exibição QB.

Individualmente destacarei pela positiva Lucho, para mim o MVP. Traz inteligência ao jogo e parece que está com um fulgor físico nada condizente com a idade. Depois temos Alex Sandro. A tendência de James flectir para o meio acaba por lhe dar todo o corredor para explorar. Tem feito este papel na perfeição e é para mim um dos grandes destaques da equipa neste arranque. Terá de se concentrar mais defensivamente nomeadamente nos passes nas suas costas. Isto apesar de não ter ainda sofrido grandes calafrios. Por último, destacaria Defour que, pela primeira vez este ano fez uma boa exibição no lugar de Fernando. O golo acabou por ser a cerejinha no topo, mas foi no posicionamento defensivo e na saída de bola que ele se destacou. Lembro-me ainda de uma grande abertura para Varela, coisa que Fernando simplesmente não faz. Dos restantes destacaria apenas Helton que teve ali uma fase de mais trabalho. Pela negativa, Jackson. Não se pode falhar coisas daquelas. Além disso, toda a bola que lhe batia nos pés e na cabeça saltava para longe. Exibição um pouco desastrada.

Venha daí o campeonato que já estamos com saudades. Inadmissível, termos 15 dias sem campeonato nesta altura. Adepto sofre em Portugal! Já não nos chega estes azares de termos de levar com comentários do João Querido Manha em jogos da Champions?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

V. Guimarães 1-1 FC Porto (88-89)...


Notas:
0m00s - Fez 24 anos esta semana que Vítor Baía se estreou na equipa principal do FC Porto e que nos motivou a recordar esta partida...
0m24s - Estreia de Branco como titular e Gomes no banco...
1m40s - Mais um golão de Sousa de bola parada... um misto de força e técnica...
2m10s - Tirar avançado e meter central... claro sinal que agora era só para defender...
2m51s - Não é muito visível, mas parece que Baía está em grande neste lance, garantindo um ponto para os azuis e brancos...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Vida pós-Hulk


A nação portista ainda está dormente com os acontecimentos do início da semana passada. Perdemos o nosso melhor jogador, que era 'só' o melhor jogador do campeonato. A sua perda aproxima automaticamente os nossos rivais em termos qualidade de plantel. Se isto já não era suficiente, aparentemente, perdemos na mesa das negociações para o nosso rival mais directo. Este 'aparentemente' tem obviamente a ver com as informações contraditórias que temos lido e ouvido nos últimos dias, mas sobretudo com as declarações de um dirigente do Zenit que diz que comprou os dois jogadores pelo mesmo preço e que, no caso de Hulk, o plano de pagamentos até é mais longo. Faltará saber se ficou com 100% dos passes dos dois, faltará saber porque é que desta vez o nosso comunicado à CMVM veio com mais detalhe em relação ao habitual, detalhe esse que, aparentemente, não é obrigatório e exigido a outros clubes. Pelo menos ainda não tinha visto ninguém especificar nestes comunicados o tal mecanismo de solidariedade e muitas vezes nem é dito que % do passe estamos a vender. Num comunicado do género dos anteriores apareceria que vendemos o passe do jogador por 60 milhões, sendo que depois, as comissões e outras coisas que tal só nos apareceriam à frente quando analisássemos as contas do clube. É isto que acontece habitualmente. Além disso, pode acontecer que este tipo do Zenit esteja a tentar enganar o seu próprio financiador, a Gazprom, e vai tentar meter este excedente dos 40 milhoes sorrateiramente no meio de outras contas a pagar. Isto porque sabemos que o investimento não foi consensual dentro do clube. Pode até acontecer que a verdade esteja entre os dois esquemas que apresento em baixo. Ainda assim, gostaria de ser esclarecido sobre os contornos do negócio visto que, para já, parece que ficámos mal e pode não ser essa a verdade.


Independetemente de tudo isto, preocupa-me mais o futebol. Como será o FCPorto sem Hulk? Temos uma solução conservadora que é a de continuar com o esquema habitual de 4-3-3 com James a poder jogar a extremo ou no lugar de Lucho e com as outras duas boas opções para as alas com Atsu e Varela. Teremos eventualmente uma solução mais arriscada e não completamente ensaiada, que é a de juntar Lucho e James em terrenos interiores e tendo ambos a responsabilidade de pensar o jogo da equipa. Neste caso passaríamos a jogar apenas com um extremo ou com um segundo avançado, ficando as alas para as duas gazelas brasileiras que se espera que expludam este ano. Moutinho e Fernando terão de segurar as pontas em ambos os esquemas e julgo que não há dúvidas que darão conta do recado. No meio de tudo isto, tenho implicado no meu raciocício que temos treinador para isto e para muito mais. Estou neste momento a fazer um esforço para apagar da minha memória tudo o que nele me irritou na época passada. Não está a ser fácil... Ele sabe que tem este ano um trabalho ainda mais complicado. Tem ele e tem o resto da equipa. Ouvi em qualquer lado que agora passamos a jogar apenas com seres humanos ditos 'normais'. Só esqueceremos o super-heroi se resolvermos a sua ausência em equipa. Que se tenha a noção disso!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cromo da Semana - Josef Mlynarczyk...


"Josef Mlynarczyk nasceu em Nowa Sol, na Polónia, em 20 de Setembro de 1953. Na Polónia, depois do clube da terra, o Dzamet -Nowa Sol, passou pelo modesto BBTS Bielsko-Biala seguindo-se o Odra Opole chegando depois a um dos maiores clubes polacos, o Widzew Lodz, onde foi bi-campeão polaco. Titular indiscutível da selecção polaca nos mundiais de 1982, em Espanha (onde ajudou a conquistar o 3º lugar) e no México, em 1986 (onde derrotou a selecção portuguesa) só em 1984, já com 31 anos, conseguiu obter autorização para emigrar (devido às restritivas políticas do regime comunista) tendo rumado a França para jogar no Bastia. Em Janeiro de 1986 (a meio da época 1985-86) chega ao Porto para fazer concorrência a Zé Beto mas rapidamente é lançado por Artur Jorge num decisivo Benfica - Porto, em 15 Janeiro de 1986, e Mlynarczyk corresponde mantendo o resultado em branco e ajudando a equipa a ganhar confiança depois de 3 derrotas consecutivas fora de casa. Depois desse jogo o Porto volta aos bons resultados e consegue ser campeão ultrapassando os vermelhos na penúltima jornada depois destes perderem em casa com o Sporting e o Porto ter ido ganhar 1-0 a Setúbal com um monumental golo de Paulo Futre que arrancou do meio do campo e fintou todos os adversários.

"Mly" era um guarda-redes tipicamente da escola de leste. Alto, muito calmo e uma personalidade muito forte. Tinha como ponto menos forte a saída aos cruzamentos pois apesar dos 1,87 m de altura calculava bastante mal o tempo de saída da baliza o que também era uma característica dos guarda-redes da esola de leste. Também por isso, era um guarda-redes que normalmente ficava entre os postes. Curiosamente, apesar da sua idade, ainda conseguiu evoluir nesse parâmetro e foi precisamente quando deixou de jogar aos 36 anos fruto de uma grave lesão que estava bem mais forte nas saídas aos cruzamentos.

A sua chegada ao Porto a meio da época foi vista com alguma desconfiança pois já tinha 32 anos mas a verdade é que a sua qualidade permitiu ao Porto readquirir a confiança que faltava e iniciar o arranque rumo ao bi-campeonato que chegou a estar muito complicado. Curiosamente, depois de ser decisivo na conquista do Campeonato Nacional 85/86 foi ainda titular na Selecção polaca no Mundial do México em que defrontou a congénere portuguesa e venceu por 1-0 permitindo que a Polónia passasse à fase seguinte e os portugueses regressassem a casa depois do famoso e muito feio episódio Saltillo. Começou a época seguinte atrás de Zé Beto de tal forma que o seu primeiro jogo na caminhada para Viena foi apenas na 2ª mão dos quartos de final, em Brondby a 18 de Março de 1987, em que ajudou a equipa a conquistar um sofrido empate a um golo (golo de Juary) que servia como uma luva depois da vitória por 1-0 na 1ª mão, nas Antas, golo marcado pela estrela argelina, Rabah Madjer.

A partir desse jogo, conquistou a titularidade e foi fundamental até à conquista da 1ª Taça dos Campeões Europeus em Viena frente ao Bayern de Munique. A época de 1987/88 foi a sua melhor época ao serviço do Porto, já sob o comando de Tomislav Ivic, pois ajudou não só a reconquistar o campeonato e a Taça de Portugal como também a conquistar a Supertaça Europeia contra o Ajax com duas vitórias por 1-0 (golos de Rui Barros em Amesterdão e Sousa no Porto) e a Taça Intercontinental, em Tóquio, no jogo mais incrível e épico da história do Futebol Clube do Porto. Sob uma neve intensa o Porto venceu o Peñarol de Montevideu por 2-1 após prolongamento com golos de Gomes e Madjer e Mlynarczyk foi um dos heróis com várias defesas importantes.

Na brilhante época de 87/88 assumiu um protagonismo muito especial nos quartos de final da Taça de Portugal. O Porto recebeu o Boavista e não foi além de um empate a 2 golos pelo que teve de haver novo jogo agora no Estádio do Bessa. Como o empate sem golos se manteve nos 90 minutos e depois nos 30 minutos de prolongamento, a passagem às meias finais teve de se decidir nas grandes penalidades. Depois de vários acertos chega-se ao quinto pontapé e Mly defende o remate do jogador do Boavista e marca ele mesmo o penálti decisivo carimbando o passaporte para as meias finais onde eliminámos os Vermelhos (Onde é que eu já vi este filme?) e fomos ao Estádio de Oeiras (Jamor) derrotar o Guimarães (onde é que eu vou ver isto?) por 1-0 com golo de Jaime Magalhães muito perto do fim.

Depois de uma grave lesão pendurou as chuteiras no final da época 88/89 passando a integrar a equipa técnica do Porto como treinador de guarda-redes onde teve como principal discípulo Vítor Baía que ajudou a crescer e a tomar bem conta baliza. Regressou depois à Polónia para, também como treinador de guarda-redes, integrar a equipa técnica da selecção polaca primeiro e do depois. Um grande guarda-redes que só não deixou mais saudades porque ele próprio tratou de preparar o seu sucessor."

Texto do blogue Bibó Porto Carago do blogger DRAGÃO66...

Carreira...
Fonte: ZeroZero

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

No timming certo...

... dificilmente há outra altura do ano com 15 dias seguidos sem haver qualquer jogo!
Fonte: Maisfutebol...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Tudo muda em 24 horas


Nem de propósito. Depois do post de Domingo em que defendia que a exigência aumentava pelo facto de Hulk ficar, ele saiu. Voltamos à estaca zero. Nada a que o nosso clube não esteja habituado: teremos de nos adaptar mais uma vez ao facto de termos perdido o melhor jogador da equipa. Soluções não faltam: James, Varela e Atsu encabeçam a lista dos sucessores naturais mas ainda há Kelvin, Iturbe e Sebá. Desejo a Hulk a melhor sorte do mundo e tenho imensa pena que só uns russos financiados por uma empresa pública de gás natural que tenham a visão de contratar este portento de jogador. Hulk merece clube e campeonato melhores. Mas é a vida e o FCPorto tinha de vender. Ainda bem que tudo se resolveu.

Nota final para a forma de anúncio do negócio. Muita confusão, comissões e outras coisas que não percebo e nem quero perceber. A Bola até aproveitou para bradar na sua capa de hoje que Witsel saiu pelo mesmo valor. Óbvio que não saiu pelo mesmo valor,  apesar de ser claro que as papoilas fizeram um melhor negócio em termos meramente financeiros. Mas ficamos por aí. Hulk foi mais caro mas deu um retorno desportivo à equipa que Witsel nunca deu e que não daria se ficasse mais 8 anos. É daquelas comparações com aquela honestidade intelectual habitual. Segue o circo na travessa da queimada.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Plantel reforçado, exigência aumenta


Para já, Hulk e Moutinho ficaram. Digo 'para já' porque há países onde ainda não fechou o mercado e a Rússia é um deles. Mas não me parece que se vá ter surpresas nos próximos dias. Sendo assim, resta-nos uma evidência: temos melhor plantel que no ano passado. Isso significa que não será admissível, por exemplo, que não se ultrapasse o grupo em que calhámos na Champions. Significa que o futebol da equipa terá de evoluir rapidamente para patamares que, no ano passado, só atingiu na ponta final do campeonato.

E para que o futebol da equipa evolua, comecemos por jogar com os melhores... Atsu promete, mas James é outra coisa. Esta opção não me chocou no jogo anterior, mas em Olhão foi um erro. Ainda bem que se reconheceu cedo e a tempo de virar o jogo. James começa a colocar-se cada vez mais perto de Lucho e o futebol da equipa multiplica-se em criatividade. Ficamos sem um dos extremos mas os laterais têm pedalada para fazer o corredor todo. Será importante que James e Lucho não se atropelem. Não foi o que aconteceu. Quanto ao resto do jogo, tivemos dificuldades causadas pela ausência de Fernando e pelo facto de a equipa ter ainda dificuldades na transição defensiva rápida. Foram várias as vezes em que os contra-ataques do Olhanense traziam superioridade numérica. Ainda assim, a coisa compôs-se com uma boa ponta final de primeira parte que acabou por desmoralizar o adversário. O arranque da segunda parte confirmou naturalmente a inversão do resultado.

Individualmente, James tem o destaque. Jackson marcou um bom golo e começa a ganhar confiança. Esperemos que pegue de estaca, porque a equipa precisa de um avançado com estas características. Gostei também de Moutinho que não se importou muito com a transferência que, pelos visto, falhou por minutos. Hulk resolveu à bomba os seus problemas de tracção e Maicon continua imperial. Continuo a gostar de Alex Sandro. Tem aquele ar 'desligado' e até parece pouco competitivo, mas ataca muito bem e canaliza muito jogo. Não gostei de Defour. Notou-se a ausência de Fernando e isso diz tudo.

Mais uma pausa para selecções. Já nem chateia nem nada...