segunda-feira, 25 de abril de 2016

De volta aos serviços mínimos...



Primeira vitória da pré-época fora de casa e terceiro lugar garantido… Uau! Não fosse a Taça de Portugal e a motivação que é necessária aparecer com bons resultados e exibições para chegarmos ao Jamor com boas possibilidade de trazer o caneco e quase que me veria a torcer por maus resultados até ter a certeza que Peseiro não vai ser opção para a próxima época.

Bem, voltando ao jogo. Repetição do onze da jornada anterior com alteração do guarda-redes (lá está, para ganhar rotinas para a final do Jamor). O Porto entrou mandão, muita posse de bola e subida declarada dos laterais com Rúben Neves também mais subido, arrastando Sérgio e Herrera para posições mais avançadas no terreno e não permitindo grandes trocas de bola à equipa adversária, obrigando-a a um futebol mais direto.

E contra a corrente do jogo e num desses lances de futebol direto, a Académica ganha um livre que Pedro Nuno (o tal que dizem ser da formação do slb mas só lá esteve um ano de juvenil e um ano de júnior) concretiza para o lado que deveria ser protegido por Helton… Mas pronto, vou dar de barato e entrar na onda que foi um grande golo e não referir que Helton estava mal posicionado.
No período de menor fulgor do Porto e quando parecia que iríamos entrar no marasmo de ideias depois de estarmos em desvantagem, Rúben Neves mostra que Danilo tem que ser vendido por 20M porque temos de aproveitar um miúdo de 19 anos que pode construir jogo, que arrisca no passe, que é feliz nos remates e, acima de tudo, é NOSSO (bem, quase todo já que deram 10% do passe a um familiar qualquer da SAD). Qual a equipa que se pode dar ao luxo de construir com um 6 sem ter de estar à espera que venha um 8 recuar no terreno para pegar no jogo?

Reatando a partida, o Porto continuou a procurar o golo e o quanto eu desejei que aquele segundo golo tivesse um toquezinho do André, vi umas 20x a repetição à espera de encontrar uma câmara que mostrasse o desvio da nossa próxima referência na grande área mas não posso dizer que encontrei. O miúdo precisa de golos para mostrar aos mais cépticos que ele, Rúben, Rafa, André André, tem que ser titulares no próximo ano… Já que é para ficar em terceiro e é, aos menos ficamos com os nossos!

Até ao fim, uma reacção normal da Académica que podia ter resultado no golo do empate, principalmente com aquele ‘charuto’ à trave.


Para sábado, não podemos facilitar… ou então se me garantirem que o slb não é tricampeão podemos perder por um :-)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Em branco


Finalmente um jogo com o adversário 'em branco'. Se pensavam que, no título, me referia ao meu sentido de voto nas eleições de ontem, é porque não foram lá ou ainda não se informaram sobre o curioso método de votação que tivemos...

De volta à inexistência de golos sofridos no Dragão é, de facto, assinalável. Poderão reparar que, com Peseiro, apenas tinha acontecido duas vezes: na estreia e em Setúbal. Sempre com uma aflitiva vantagem mínima. Ora ontem, fizemos de tudo para que não passássemos por aflições e isso foi fundamental. Já sabemos que a equipa não está capaz de 'se segurar' quando a incerteza se prolonga e resolveu com uma entrada forte. Será essa a receita para os próximos jogos. Poderão falar numa invulgar eficácia nos primeiros minutos e com razão. Mas a equipa não pareceu acomodada a essa vantagem inicial e foi carregando sobre o adversário, tornando o 4-0 num resultado curto para o que se viu. Melhor exibição de Peseiro, sem dúvida. Mas agora já não há grande pressão...

Por falar em Peseiro, ele apresentou um onze de 'campanha eleitoral'. Muitos portugueses, e os nossos miúdos Sérgio, Ruben e André no onze titular. O público gosta, mas isto só é possível nesta fase de pré-época que atravessamos. Não digo que eles não tenham valor, mas os treinadores só os vão buscar em alturas de crise e para agradar. Eu prefiro uma aposta séria e baseada no talento. Dou o exemplo de Ruben Neves. Para mim, o resultado de 4-0 não é alheio à presença de Ruben Neves na posição 6, sozinho. Digam o que disserem das exibições de Danilo, é uma questão de ideia de jogo. O treinador tem de decidir se quer ali um organizador ou um destruidor. E Lopetegui, que até tinha um sistema mais carente deste tipo de jogador, optou por Casemiro e por Danilo. São decisões. Por mim ele era sempre titular. Tal como Rafa o deverá ser quando regressar. Já André Silva, é um caso diferente. Não será já um titular mas convem que vá participando nos jogos e, de vez em quando, ter oportunidades em jogos como o de ontem. Aí concordo com a gestão de Peseiro do jogador. 

Individualmente dou o MVP a Herrera apesar de ter gostado do contributo de Ruben Neves. Notas boas para Maxi, Corona, Angel e Varela. André Silva teve uma boa estreia a titular. Não marcou mas esteve sempre em jogo e teve boas finalizações. Danilo não comprometeu, algo que me surpreende, porque não tenho gostado das suas exibições a central.

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Escavando


Parecia inevitável... Quando se diz que se atingiu o fundo, a seis jornadas do fim do campeonato, é normal que um novo desaire resulte em trocadilhos fáceis. Imagino até que deve ter havido uma reunião de emergência nas redacções da Cofina para decidir qual a melhor tirada com a palavra 'fundo', para pôr na capa. Saiu fraquinha... Mas nesta altura, pouco importa. Temos aqui colegas do blog qua ainda têm capacidade para se indignar e ontem tivemos uns vídeos porreiros na nossa conta de facebook. Eu, pelo contrário, acho que já perdi a capacidade de me indignar com o FCPorto deste ano. Estou num estado dormente. Anestesiado. E digo que perdi essa capacidade sem certeza absoluta, para não cair na mesma armadilha que o Presidente, quando disse que batemos no fundo. É que parece que continuamos a escavar...

O jogo com o Paços foi mais do mesmo. Nesta altura é difícil exigir respeito a quem seja, quando apresentamos estes índices de exibição. O jogo de ontem, tal como o do Tondela, poderia ter resultado na vitória do FCPorto. Mais remates, mais ataques, mais bolas paradas ofensivas, mais vontade de atacar e ganhar o jogo. Mas chega? Se chegasse, não tínhamos duas derrotas seguidas, contra o último e contra uma das duas piores equipas da segunda volta. Exige-se mais! O treinador do Paços sentiu que podia festejar efusivamente no meio dos adeptos. Com este futebol, não tarda e estará a passear o seu estilo faroleiro, pelos relvados e pântanos da segunda liga... Mas este é mais um sintoma do que pode acontecer a um FCPorto fraco. Os abraços na área dos nossos adversários, já não dão grande penalidade, por muito claros que sejam. E as vitórias destas 'equipinhas de pontapé para a frente', perante um grande, já não são encaradas com humildade. Para quê? Este FCPorto não assusta! Dentro e fora de campo. É mais uma das considerações a tomar no planeamento da próxima época. Temos de mudar muito dentro e fora do campo.

Quanto ao jogo, pareceu marcado pela entrevista do Presidente. Não fica claro o motivo da não convocação de Aboubakar e parece que a opção de divisão de minutos entre Corona e Brahimi vai pelo mesmo caminho. Dá a ideia que o primeiro está dispensado e que os outros dois terão de batalhar pelo lugar de 'brinca-na-areia' do próximo plantel. Peseiro tomou as palavras do Presidente demasiado à letra... A cada jogo que passa, torna-se cada vez mais inevitável a alteração de equipa técnica para o próximo ano. Quer pela penosa comparação de números com Lopetegui, que já de si não apresentava números satisfatórios nesta época, quer pela constatação que, passados todos estes jogos, nada melhorou do futebol que se vê em campo, cuja pobreza, vai bem além dos fracos números.

Destaques positivos, não tenho, nem quero perder tempo a encontrar. Registo apenas que Layun apresenta problemas físicos claros, que Chidozie está ainda bem aquém do potencial que apresenta e que este meio-campo não apresenta criatividade alguma. Desde de que perdemos André André, só temos transpiração e essa,  nem tem chegado. Foi pena o miúdo não ter conseguido marcar e registei que o Ruben Neves ainda deve estar à espera que o Peseiro se decida quanto à sua entrada no jogo. Foi também engraçado perceber que Peseiro fez duas substituições de desespero, que Lopetegui fazia, na altura de maior desnorte, que acabou por o afastá-lo do clube. Engraçado... Ainda conseguiu implementar a proeza técnico-táctica de trocar de laterais a 5 minutos do fim. 

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Entrevista em telegrama


Vai haver limpeza de balneário - stop - Batemos no fundo e a culpa é minha, porque confiei num treinador espanhol malfeitor - stop - O FCPorto não tem poder de mercado, nem para negociar comissões - stop - Peseiro está a ajudar na lista de dispensas e deixaremos a discussão da sua própria dispensa para o fim - stop- No próximo mandato vamos apostar nos miúdos e há alguns que vão regressar já - stop - Esta é uma lista de continuidade, mas temos de excluir dessa continuidade o último mandato - stop - O negócio Meo vai permitir uma maior estabilidade do plantel, depois da razia que se avizinha.

Esta ideia do telegrama surgiu porque achei a entrevista curta. Mas aprecio o facto de ele sentir a necessidade de dar alguma satisfação aos adeptos e nem vou explorar muito as contradições  e imprecisões que detectei. É um passado recente e doloroso, mas importa-me mais a estratégia de relançamento do clube. Cá estaremos para avaliar a revolução que se impõe e ainda acredito que Pinto da Costa é o homem certo para a implementar.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Virados para a tribuna



Desde que Lopetegui deixou de ser a raiz de todos os males, os meus colegas de bancada deixaram de virar o seu descontentamento para o treinador e passaram a virar-se para a tribuna presidencial. É certo que Lopetegui também era parte do problema e era uma parte grande. Mas sabemos agora que a solução encontrada foi ainda pior. Tivemos uma aposta num treinador que pouco fez para aqui chegar, que não entusiasma ninguém e, para piorar, tivemos em Janeiro uma revisão 'em baixa' do investimento no plantel. Isso revolta os adeptos! Todos estamos conscientes que devemos pedir mais a uma equipa do FCPorto. Mas fica a dúvida se podemos pedir mais a Peseiro, do que o que pedíamos a Lopetegui, que começou a época, que construiu o plantel e que, exceptuando a comparação entre Suk e Osvaldo, tinha melhor plantel. Por estas razões, até acho que se exigia mais a Lopetegui, mas não consigo ilibar Peseiro por completo. Sempre o defendi aqui. Peseiro, pressionado pela direcção e pela entrevista do Presidente, sentiu que tinha de mudar tudo de uma vez. Foi um revolução que pouco mudou para melhor. A equipa não sai desta espiral de desconfiança e não sairá com Peseiro no banco. 

Por isso é que os sócios se viram para a tribuna. É até curioso perceber que bastam 3 anos de insucesso para que a crítica chega finalmente ao topo da pirâmide, Pinto da Costa. Outrora impoluto, já não se consegue esconder atrás desse mecanismo de protecção que é a SAD.  Normalmente há três degraus de contestação: 
1º - Treinador e jogadores - normalmente o primeiro; 
2º - SAD - o habitual símbolo do 'tachismo' e 'comissionismo';
3º - Presidente - ainda intocável, mas agora passível de crítica.

Notaram como foi rápida a escalada até ao terceiro? Bastaram 3 meses de maus resultados, porque em Dezembro ninguém falava disto. Foi bem mais rápido do que o que se esperava. De facto eu nunca percebi como era possível dissociar a SAD do Presidente. É negar a Pinto da Costa todos os atributos de gestão que lhe reconhecemos. Quantas vezes não ouvimos a expressão de que 'toda a gente mama à volta dele'? Alguém acredita que há alguma decisão que não passe pelo Presidente? E depois este argumento das comissões, do filho e do 'football leaks'. Isto valia 'zero' se a bola estivesse a entrar. Tudo seria normal... Pelo menos estes resultados servem para que se questionem as opções, para que se exija que isto tem de ser gerido como um clube, que tem sócios, e não como uma 'cash cow', que dá dinheiro a toda a gente menos ao clube e à base de sustentação de um clube desportivo e a razão da sua existência, que são os sócios e os adeptos.
 
Quanto ao jogo, poderão ler as crónicas dos jogos anteriores. Nada foi diferente a não ser o facto de a nossa incapacidade para concretizar ter sido ainda pior do que nos jogos anteriores. Direi apenas que Corona foi o que mais batalhou contra o marasmo e que Casillas podia ter feito bem melhor no golo sofrido.

Temos 6 jogos para preparar a final da Taça e 3 meses para preparar a próxima época. Mãos à obra!