Peixoto integrou a formação do Vitória desde os 10 anos de idade até chegar à idade sénior, pelo meio apenas um ano de empréstimo ao Brito no primeiro ano de júnior. No período inicial da formação, ficam gravados na memória os confrontos escaldantes entre os infantis e (dois anos depois) os iniciados do Vitória e do Leixões. Peixoto e Pis, cada um a ocupar a faixa esquerda das respectivas equipas. Quem diria que anos mais tarde, Peixoto seria campeão europeu pelo Porto (entre muitos outros troféus), teria um filho com a Isabel Figueira e andasse com a Diana Chaves, estoirasse um Mercedes SL500 no Olival e jogasse no Benfica... o Pis, esse escreve no Basculação!
Bem, continuando, o rapaz chega a sénior ia ser emprestado ao Fafe mas prefere o Taipas. Durante dois anos mostra serviço e dá o salto para o Belenenses à custa de João Cardoso, antigo jogador internacional pelos 'azuis' que era seu treinador nos Taipas. Na época de estreia marca sete golos incluindo aquele golaço ao Baía quando perdemos 3-0 em Belém no mesmo jogo que Postiga é expulso de uma forma estúpida e percebe-se na televisão o Mourinho a rasgá-lo enquanto ele está a sair do relvado. Mourinho decide contratá-lo mas é utilizado em apenas 15 partidas no primeiro ano, mas mesmo assim faz parte do plantel para 2003/04. E quando parecia que iria começar a deslumbrar, naquele fantástico jogo (3-2) contra o Marselha de Drogba e o Porto de Marco Ferreira e Peixoto, lesiona-se gravemente num joelho.
Atravessa um período difícil, é emprestado ao Vitória, volta ao Porto e Co Adriaanse recicla-o para defesa-esquerdo, defesa-esquerdo dependendo da táctica do Co, claro está! podia ser um 3x3x4, um 3x4x3 ou um 4x2x4. O que é certo é que torna a lesionar-se gravemente num joelho e acaba por ser emprestado na época seguinte ao Espanhol. O contrato acaba, o empréstimo também. Na época seguinte rumaria ao Braga.
Entrando na razão da distinção da semana: devidamente alertados pelo assíduo leitor deste blog - Artur - pudemos ler uma entrevista de Peixoto ao Jogo onde tem esta primeira fantástica declaração "O Benfica é muito, muito maior do que o FC Porto. O FC Porto é grande, mas o Benfica é inigualável"; até aqui não admira, ele que dizia que queria acabar a carreira no Vitória quando chegou ao Braga disse que ia para o 4º maior clube nacional, portanto, há um lado brasileiro de 'puxa-saco' no Peixoto. O engraçado disto tudo é quando o jornalista lhe pergunta como é que reagiu às críticas quando disseram que só ia para o Benfica porque era um protegido do treinador, o nosso César saca esta pérola "Quando um jogador que já venceu tudo, como fiz no FC Porto, no qual conquistei a Taça UEFA, a Liga dos Campeões, três campeonatos, duas Taças de Portugal e três Supertaças, não tem lugar no Benfica... Um jogador com o meu palmarés não tem qualidade para jogar num clube grande como o Benfica?"
Ora aqui está um belo raciocínio (i)lógico do rapaz: a grandeza do Benfica é inigualável, mas ter participado (pouco) na conquista de troféus pelo Porto dá-lhe estatuto para jogar nos milhafrenses.
Esta teoria associada aos comportamentos reprováveis quando forçou a saída do Belenenses e, mais recentemente, do Braga ao recusar-se jogar contra o Elfsborg mostra que Peixoto tem uma cabeça pequenina mas que (de certeza) é compensada noutras coisas ou ele não tivesse andado com a Figueira ou a Chaves!
Cromo 2003/2004...

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