Após uma ligeira interrupção para férias, o Basculação regressa. Regressou também o Campeonato e já não era sem tempo!
Regressamos também às derrotas com o Sporting… E aqui temos um problema muito sério. Em primeiro lugar queria dizer que já não me lembrava de não ver uma final do FCPorto. Mas aconteceu este ano… No entanto, li jornais e, mais importante, falei com portistas o que deu para me preocupar. Aliás a capa do execrável jornal record do dia seguinte pôs a questão como ela deve ser posta nesta altura: «Paulo Bento 3 – Jesualdo 0». Não acredito que Paulo Bento seja melhor que Jesualdo, aliás acho exactamente o contrário. No entanto, parece-me preocupante a forma como, consecutivamente, não reagimos a superioridades numéricas no meio-campo, nomeadamente quando o adversário joga num 4-4-2 reforçado defensivamente e com avançados móveis. Em Portugal só acontece com o Sporting, mas temo que lá fora possa acontecer mais vezes. Relembro as dificuldades que tivemos com o Liverpool, com o Chelsea, etc. Normalmente, Jesualdo perante estes adversários tenta reforçar o meio-campo. Desta vez não o fez e bem. Mas a verdade é que o problema continua por resolver e não me venham com o problema do trinco porque com Paulo Assunção acontecia o mesmo. Mais uma vez os centrais e sobretudo os laterais não tinham quem marcar e em vez de se soltarem, tiveram problemas com isso. O jornal o jogo tentou esquematizar o nosso problema em 3 quadros: defesa, meio-campo e ataque. Pois nos 3 quadros estávamos sempre em inferioridade numérica… Na verdade o Sporting não jogou com 15. Apenas estávamos em inferioridade no meio-campo e como tal o nosso ataque tinha obrigação de criar espaços e de marcar golos. Não o fez… Está aqui chave do problema. Paulo Bento tenta sempre controlar o reforçando o meio-campo e se repararmos até Djaló chega a ser médio. O problema dele é que não tem ninguém que improvise e que dê uma sapatada no jogo e como tal joga no erro. Aliás os 2 golos surgem de um ressalto e de uma oferta. Nós temos gente que desequilibra e como tal tínhamos a obrigação de ter a capacidade de criar mais problemas à defesa leonina. Se não o fazemos, o adversário está montado para crescer no jogo e os golos por muito esporádicos que pareçam, pela forma como foram obtidos, nunca serão um acaso. É esta a abordagem que tem de ser feita perante os adversários sobretudo em Portugal: eles é que têm de se preocupar com a nossa equipa. Nós é que temos o Lucho, o Bruno Alves e o Lisandro. Só nós nos poderíamos dar ao luxo de deixar Quaresma de fora enquanto não o vendemos...(nem vou pegar por aí...) É que dá a ideia que chegamos a estes jogos e fazemos o contrário. Se Benitez e Sapunaru não têm quem marcar sobem. Se Guarín não tem bola sobe no terreno. E como estes daria vários exemplos. É mesmo uma questão de atitude e não de trincos e de superioridade numérica!
Já o jogo de ontem pude assistir no estádio. Como já tem sido habitual, foi uma exibição q.b. no Dragão. Deu apenas para confirmar algumas ideias que já tinha:
- Se Meireles é trinco prefiro Guarin a Tomás Costa, apesar de este ter jogado bem. Simplesmente parece que Gaurin é capaz de mais coisas...
- Para mim o único lateral claramente titular é o Jorge Fucile. Seja à esquerda ou à direita, e por muito que Sapunaru seja mais forte e por muito que Benitez não seja tão mau como o pintavam...
- Rodriguez joga bem melhor na esquerda e sempre que troca perde rendimento.
- Mariano é finalmente uma opção...
- Hulk entusiasma e finalmente vi o miúdo passar uma bola...
Para a próxima semana só posso esperar 2 coisas. Que se venda o Quaresma aproveitando para se reforçar a equipa com outro ala ou com outro avançado, e que se traga a vitória da Luz. Apesar de ainda não ter visto nenhum jogo do Benfica, parece-me claramente um mero conjunto de individualidades...
Equipa para a Luz:
Helton; Sapunaru, Emanuel, Bruno e Fucile; Raul, Guarin e Lucho; Mariano, Rodriguez e Lisandro.