quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O LOBO MÍOPE DIZ... BAFETIMBI GOMIS


Depois de uma estreia em cheio, com as sugestões Marc Janko (voltou a marcar este fim de semana, no regresso da Liga Austríaca - contínua a ser uma bela aquisição e perfeitamente ao nosso alcance) e Rossina, fiz uma comparação directa entre os modelos de gestão do FCP e do Lyon.

Hoje, volto a sugerir potenciais reforços para a nossa equipa.

Bafetimbi Gomis é um jogador que me enche as medidas há 2 anos e é um jogador que eu julgava que, a esta hora, já estaria fora do AS Saint Ettiene, sobretudo, após a chamada ao Euro 2008.

Conhecido como o "novo Drogba", Gomis tem apenas 23 anos e já conta mais de 130 jogos pelo Saint Ettiene, onde já marcou 32 golos. Pela selecção francesa, tem 4 internacionalizações A e 2 golos, curiosamente, marcados na estreia... facto só alcançado por Zizou!
É, de facto, um jogador à imagem do menino bonito do Zé Mourinho. Tem 1,84 e é bastante forte e veloz.

No entanto, joga numa equipa fraquissima, onde tem brilhado o nosso Paulo Machado. O ASSE está no 18º lugar na Ligue 1, com 22 golos marcados em 25 jogos, dos quais, Gomis marcou 7.

Trata-se, claramente, de um jogador em sub-rendimento e esta época será a úlima oportunidade de o contratar. Depois, o seu caminho será Premier League ou Itália, uivo eu...

Feita a apresentação, vou desviar-me um pouco do tema e fazer uma observação que julgo ser pertinente. Porque não fazemos mais negócios com os clubes franceses??? Este ano, fomos buscar o Guarín, no qual deposito, ainda, grandes esperanças. Todavía, trata-se de um mercado deveras interessante, muito evoluído e acessível aos nossos bolsos, exceptuanto jogadores do Lyon e, talvez, Marseille, Bordéus e PSG.

Lá, como cá, há excelentes jogadores em clubes de menor dimensão. Escusado será dizer que a escola francesa é óptima e os clubes ingleses, nomeadamente o Arsenal, têm aproveitado este filão.

Nesse sentido, tenho observado o Gignac que, com 15 golos apontados ao serviço do Toulouse (27 golos), é o melhor marcador do campeonato. Pelo que vi dele, não é um jogador que me atraia mas é um exemplo do que escrevi nos parágrafos anteriores. Gignac é o substituto de Elmander que foi para a Premier League... Ou seja, mais um bom jogador que nos escapou.




Tenho insistido em jogadores para o ataque porque é uma posição onde não temos alternativas ao Hulk e ao Licha e, muito francamente, não sei como vai correr a próxima janela de transferências. Há meio mundo interessado no Licha, o Licha deve andar desagradado com a rábula da (não) renovação do contrato e, actualmente, Hulk já fará parte dos livrinhos de muitos olheiros de topo.

Conto com Rentería, gostava imenso de ver o Marc Janko na nossa equipa e, dependendo de eventuais vendas de passes de atletas do FCPorto, Gomis seria a minha 3ª opção.

Finalizando o post desta semana, e depois de uma péssima exibição de Hélton em Madrid, gostaria de me pronunciar acerca da possível contratação do Beto. Discordo! Na minha opinião (sou eu que escrevo, por isso, dou a MINHA opinião) Eduardo é muito melhor guarda redes e a minha aposta para a baliza na próxima época. Ventura, deveria ser emprestado a um clube da Liga Sagres para rodar... quiçá ao Braga.

Aúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúú

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Prato do Dia: FRANGO À HÉLTON COM MOLHO DE DESPERDICIO


Mais um belo quase! Podíamos estar a fazer contas aos quartos de final e ainda teremos 90' de sofrimento no Dragão.

Vou começar a análise pelo adversário. Mas que banda de música era aquela?? É aquela a equipa que o Paulo Assunção diz ser melhor que o FC Porto??? É para aquela equipa que o Lucho queria ir jogar?!?!?! Credo!!! Nunca vi uma equipa tão fraca nos 1/8s da Champions League.

Eles não jogam (ou não jogaram) nadinha!!! Vale-lhes o Fórlan, o Kun e o Maxi! De resto, não queria nenhum, nem dado! A defesa está ao nível da nossa Liga Vitalis e o centro do meio-campo é o que é... um Paulo "Ingrato" Assunção no seu jogo posicional e um Raúl Garcia que deve valer meio Bolatti!

O nosso FCPorto, em mais um equívoco, do nosso querido treinador, realizou, porventura, a exibição mais espectacular da época! Falhámos um horror de golos e disso ele não tem culpa (directa)! Menos culpa tem do frango do Hélton que, mesmo assim, é bem melhor que o Nuno Espirito Santo.

O jogo começou com uma jogada à Hulk, que serviu o primeiro golo, numa bandeja azul e branca, mas o CR10 (que grande exibição!!!) deu início à ode ao desperdício a que se assistiu durante 72'. Ainda por cima, tinha o Meireles solto e de baliza aberta.

Logo a seguir, o Fernando (Péssima exibição - prefiro meio Madrid) ficou a mirar os pés do Kun e o Só-ao-Soco é surpreendido pelo Maxi Pereira que fez o primeiro sem dificuldade.

Entretanto, um individuo com uma estampa relevante e uma careca bem brilhante começou a pegar no jogo, com classe. Senão, vejamos:
  • O Pablo é tão fraco que o Hulk só podia respirar a, pelo menos, 10 metros de distância. Marcou 3 faltas anedóticas.
  • Anulou um golo ao Licha, porque o seu auxiliar teve certeza de um offside que nunca existiu, apesar da convicção dos assalariados da RTP destacados para o jogo. No entanto, a muito custo, lá acabaram por dizer que não havia razão para assinalar a infracção em causa.
  • O CR10, o Hulk e o Licha levaram porrada que se fartaram. Sanções disciplinares, nem vê-los!
  • O Licha vai a isolar-se e sofre uma entrada duríssima. Play on, disse o gatuno!
  • Consequentemente, ficou um vermelho no bolso do Mr. Play on!
Assistiu-se a um falhanço incrível do não menos incrível Hulk, na cara do Leo Franco e, ao cair do pano, o Hélton, quiçá por fome, serve um belo frango com a atitude beneplácita do Fernando, O Passivo.

A segunda-parte começou com mais um quase-golo e com um falhanço estrondoso do nosso LICHA, a fazer lembrar um falhanço idêntico no Circo, no jogo da primeira volta.

O Rentería, por menos, foi encostado...

Meia justiça foi reposta pouco depois, após uma bela incursão do Só-ao-Soco que fez um belo passe para LICHAr a falta de sorte!

E, pronto, o jogo acabou aos 72'.

Voltando ao principio, falei em equívicos de Jesualdo porque entendo que esta época, a estrutura da equipa é um autêntico equívoco. Colocar o Hulk ou o Licha numa ala é perder força e profundidade ofensiva. Prender o CR10 na faixa esquerda sigifica perder um dos nossos maiores dínamos ofensivos. É um jogador com muito ritmo, muito activo. É um jogador que tem de jogar por dentro. Isso daria força ao meio-campo e dar-nos-ia poder de remate de meia-distância.

Quero fazer uma menção especial para o Lucho que fez a sua melhor exibição da época! Esperemos que mantenha o nível no sábado.

Finalmente, Pedro Emanuel a defesa direito, quando tem pela frente o nojento do Simão, foi para humilhar este nojentinho, certo? Ou foi uma opção sem segundas intenções??? Espero que tenha sido para humilhar o Simão!

Equipa para os meninos do tio Bento: Hélton (Teria apostado no Ventura, logo no inicio da época); Fucile (Tomás Costa), Rolando, Bruno Alves, Cissokho; Madrid; Meireles e Lucho; CR10; Licha e Hulk.


P.S. A UEFA quer-nos fora da CL. Estas arbitragens não são inocentes, com certeza!

P.P.S. O Icas diz "olá" a todos!

P.P.P.S FELIZ ANIVERSÁRIO PRATA!!!!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Que curioso... Colchoneros!

Não estranhem a rubrica a uma segunda-feira, teve que ser antecipada um dia porque dentro de poucas horas tenho vôo para Madrid para assistir in loco os próximos tetra-campeões... e o Lamas já me avisou que tenho de fazer equipa para a Champions League, portanto muitas coisas pela frente!

A ida a Madrid já não me sai da cabeça há alguns dias, daí não estranhar que uma das curiosidades que me passou pela cabeça recentemente foi o apelido de ‘Colchoneros’ com que os adeptos do Atlético de Madrid são conhecidos.

Vamos recuar um pouco na história do nosso adversário porque vim a descobrir, imaginem só, que nos primeiros anos de vida deste clube a camisola era... azul-e-branca! Bem, o ‘Atleti’ foi fundado a 26 de Abril de 1903 por um grupo de estudantes bascos que residiam em Madrid e funcionou como filial do Athletic de Bilbau. No início do século, estavam em voga as relações comerciais marítimas entre o agora País Basco e a Inglaterra e, talvez, o bom-gosto dos bascos levou-os a optar pelas cores do Blackburn Rovers, ou seja, camisola azul-e-branca e calções azuis. Estas eram as cores dos dois clubes – tanto o Atlético de Madrid como o de Bilbau - ainda filiais naquele período.

Juanito Elorduy, jogador basco e habituado a viajar a Inglaterra por motivos profissionais, ficou encarregue de trazer novos equipamentos para as duas equipas. Aqui, as teorias divergem: uns referem que não encontrou camisolas semelhantes às do Blackburn e no último dia, já em pleno porto de Southampton, decidiu comprar 50 camisolas do clube local; outros mencionam o cariz económico, isto é, Juanito supostamente encontrou tecido listado vermelho-e-branco muito barato pois era produzido em grandes quantidades para o revestimento dos colchões na altura. O que é certo é que as camisolas listadas a vermelho-e-branco começaram a ser usadas pelas duas equipas desde essa altura até agora e a grande diferença está nos calções: os de Bilbau decidiram usar o equipamento igualzinho ao Southampton, talvez pelas relações comerciais que tinham com o porto daquela cidade; os de Madrid, na altura, mais pobrezinhos, tiveram que continuar com os calções azuis do equipamento anterior.

Quanto ao termo ‘Colchoneros’ já lá devem ter chegado, é mesmo por naquela altura (1911) as camisolas listadas a vermelho-e-branco serem muito parecidas com os revestimentos dos colchões!

E esta, hein?!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Três Pontos


É o mais importante do jogo de ontem. Aproveitando o lanço decidi também eu dividir a minha crónica em três pontos.

Primeiro é de destacar a sexta vitória consecutiva, fora de casa . Tal desempenho permitiu-nos numa primeira fase recuperar do fatídico mês de Outubro e agora começa a contribuir para que possamos cavar um fosso mais confortável para os adversários directos. Esta é também importante visto que nos permite assistir ao derby da capital do império com algum descanso. Descanso que não conseguimos ter durante um jogo do FCPorto. Mais uma vez, jogamos os 30 minutinhos da praxe. Jesualdo diz a esse propósito que nenhuma equipa aguenta manter a mesma intensidade dos primeiros 30 minutos que apresentamos ontem. Pode ser. Mas o que não podemos é passar de um completo controlo do jogo para um último quarto de hora em que não temos controlo absolutamente nenhum. Julgo até que o azar que temos tido na finalização nos momentos em que controlamos o jogo, tem sido compensado com a sorte que temos tido nas alturas em que damos ao adversário todo o espaço do mundo para jogar. Aconteceu mais uma vez ontem, naquela sucessão de remates de longe (da zona de Fernando). Continua a valer-nos o grande Hulk. Isto na ausência completa de Farias e com os pequenos lampejos de Lisandro que temos tido nos últimos jogos. Tommy não jogou mal mas também não faz esquecer um Lucho a médio gás. Sem Lucho solta-se Meireles e percebe-se que ele também ocupa bem o espaço lá na frente. Mas se temos o incrível a pintar a manta lá na frente, atrás temos uma dupla de centrais que dá garantias. Isto aliado ao crescimento de Cissikho faz-nos ter esperança em jogos um pouco mais tranquilos no futuro. É que já começa a ser desgastante ver um jogo deste FCPorto.

Em segundo lugar, gostaria de falar dos comentários ao jogo de ontem. Já sei que é um tema batido mas nao podemos estar a engolir isto consecutivamente. Tudo começou no fim da primeira parte. Hulk colado à linha de fundo passa a bola pelo defesa que lhe fecha o caminho em claríssima obstrução. Penalti! Não. O alentejano de Ourique Helder Conduto acha aquilo perfeitamente normal. Aliás o Hulk com aquele cabedal nem devia cair... Para a segunda parte estava reservado o melhor, o lance do penalti. Lance polémico segundo se repetiu várias vezes no resto do jogo. Aqui vou, se me permitem , desafiar toda a lógica e confessar que acho aquilo dos penaltis mais claros de que me lembro. Se há lance em que não há dúvidas é uma ceifada. Julgava eu... Afinal é polémico. Mais tarde os comentadores voltariam a atacar. Carlos Carneiro desvia com a mão uma bola que, ou ia para fora, ou em direcção de Helton, e ainda por cima desviou-se em direcção à baliza. Já sei que estou a abusar, mas vou tentar novamente um raciocínio arriscado. Independentemente da intenção, o golo é muito bem anulado noutro lance do mais elementar possível. Errado outra vez. O Conduto se fosse árbitro deixava seguir. Ora aí está mais um hábito irritante deste comentador. não bastava aquela dentia associação entre o futebol e a geografia... O menino gosta de se pôr no papel dos outros para perceber qual é a sua posição. Sugestão: e se te tentasses projectar no papel de jornalista? (os verdadeiros até costumam ser isentos...) Não convém também esquecer de juntar à festa a omissão de uma entrada violentíssima e em voo sobre o tornozelo do Fernando Obama... O que admira é o Freitas Lobo alinhar naquilo...

Vamos ao último ponto. Ricardo Costa veio a público anunciar a decisão que já havia dito que iria tomar, que era a não consideração da decição do tribunal constitucional sobre o caso do presidente do Leiria. Disse ainda que as escutas não foram o elemento fundamental para as suas condenações. Em primeiro lugar é mentira, sobretudo para todos os que, como eu, se deram ao trabalho de ler as decisões. Mas é verdade que não foram só as escutas. Houve também um conveniente depoimento a juntar com cuspe todas as peças soltas. Pena que o cuspe seja de uma testemunha que acaba de ser considerada pelo Tribunal da Relação como pouco ou nada credível. Julgo que tal decisão também será apresentada como facto novo e aí aguardo para ver qual será a aldrabice que Ricardo Costa vai inventar. Ainda por cima é dito no acordão que as escutas foram mal trancritas... Por falar em aldrabice. Há dias vi um pouco do Trio de Ataque. Eu sei, não devia mas aconteceu. A verdade é que me conseguiram surpreender. O cineasta de sotaque provinciano disse mesmo, e com o aprovação do ex-sindicalista do lado, que era uma vergonha esta decisão do tribunal da relação do PORTO. E as maiúsculas não são por acaso. De facto eles chegaram ao desplante de pôr o ênfase no facto de este tribunal se situar na mesma cidade do nosso FCPorto. Mas porque é que é uma vergonha? Porque não decidiu como eles queriam. «Mas a justiça civil não é à vontade do Freguês? Então preferimos a desportiva». Gente esperta esta. Comparam a isenção de um orgão como um Tribunal da Relação a um orgão disciplinar eleito pelos clubes... Nem vale a pena falar do clube que já pensa atacar na secretaria da UEFA, admitindo desde já implícitamente as dificuldades que vai ter em qualificar-se para a Champions...

Equipa para Madrid:

Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raul Meireles, Lucho e Rodriguez; Hulk e Lisandro.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Já cá cantam...

Juntamente com os bilhetes vem a planta do Estádio Vicente Calderon e de parte da cidade e uma série de avisos: um deles é para não passar na parte sul do estádio porque é onde se concentram os Ultras do Atlético... Medo... Muito Medo... :-)

Estamos Lá...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Lobo Míope abre o jogo...

Na semana de estreia desta crónica semanal sugerimos dois potenciais reforços para o nosso F.C. Porto. Marc Janko e Alessandro Rosina.

Obviamente, trata-se de dois nomes apetecíveis para todos os grandes clubes europeus e, portanto, de difícil alcance para o nosso clube.

Tal, aborreceu-me, na medida em que, apesar de concordar, plenamente, que é difícil ombrear com os tubarões ricos na Europa do Futebol, estou convencido que difícil não é sinónimo de impossível. E, para suportar esta minha convicção, bastam dois nomes: Luís Fabiano e Diego.

Eram (e são) jogadores da selecção principal Brasileira! Ora, qualquer jogador que seja, frequentemente, convocado para a selecção principal brasileira (excepto o Luisão!), é um jogador com lugar em qualquer plantel deste mundo! Nós tivemos e desaproveitamos dois deles. O que me importa discutir aqui não são os motivos que conduziram ao fracasso destes dois meninos na nossa equipa mas sim a nossa capacidade de os contratar!

Nesse sentido, decidi fazer uma comparação directa com o Olympique Lyonnais, que é o clube mais próximo do nosso, pelo menos, em termos de dimensão e aspirações nas competições europeias.

Temos um curriculum muito mais vasto mas é, a par da nossa equipa, a que mais vezes se intromete na luta com os tubarões. Não consegue passar dos 1/4s de Final da Champions League mas é sempre um candidato e acaba por ter uma filosofia de gestão desportiva similar à noss: Compra barato e vende caro, muito caro.

Além disso, o grupo liderado por Jean-Michel Aulas assumiu a gestão na década de 80, ou seja, mais uma semelhança. A diferença é que o Lyon estava na segunda divisão francesa!

Actualmente, Pinto da Costa e Aulas serão, provavelmente, os supra-sumo na venda de jogadores.

Todavia, a gestão e o sucesso do Lyon não se esgota nas mais-valias realizadas na compra e venda de activos.

Antes de mais, importa referir que nem o Lyon nem o F.C. Porto se podem dar ao luxo de contratar galácticos que não rendem no campo mas potenciam receitas em merchandise e nas bilheteiras. Portanto, a gestão tem de ter mais acuidade.

O sucesso do Lyon começa no aproveitamento das ineficiências do mercado. Da mesma forma que o nosso clube faz, o Lyon compra jovens promessas por um preço baixo e vende-o pelo triplo, pelo quíntuplo, ou até por vinte vezes mais! Ou seja, as grandes equipas vão buscar jogadores que custam, por exemplo, cinco vezes mais que os jogadores que o F.C. Porto e o Lyon contratam mas que não são cinco vezes melhores! É aqui que a gestão de activos no F. C. Porto e no Lyon é bem melhor do que nos tubarões por essa Europa fora… É melhor (teremos alternativa??) uma boa equipa no campo do que no papel…

Exemplo recente é a contratação de Anderson por cerca de 5,5 Milhões de Euros que, ao fim de dezoito meses (tendo só jogado, praticamente, apenas 6 meses) foi vendido ao Manchester United por 35 Milhões de Euros! É crível que aconteça algo semelhante com o Hulk.

Onde o Lyon tem sido mais bem sucedido que o F. C. Porto é na antecipação destas vendas. Isto é, quando, por exemplo, o Lyon vendeu o Essien ao Chelsea, o Tiago já estava garantido e custou quatro vezes menos!

No F. C. Porto, saiu o Bosingwa e ainda não foi substituído. Saiu o Paulo Assunção e estamos, ainda, a construir um substituto. Saiu o Quaresma e saiu-nos o Hulk na rifa mas que obriga a uma mudança no sistema de jogo que só o treinador ainda não percebeu!

Entretanto, já contratamos o Miguel Lopes e acredito que podemos resolver o problema deixado pelo Bosingwa com um ano de atraso. Ou seja, apesar de tudo, nada mau. Quanto ao Paulo Assunção, acredito muito no Madrid. Pelas informações que recolhi em Braga, os problemas físicos que atormentaram o Madrid estão ultrapassados mas Vandinho está a fazer uma época fabulosa e não podia sair do onze de Jorge Jesus.

Depois, há a questão da responsabilidade pelas transferências. Há muitas vozes a criticar um certo alheamento forçado da equipa técnica no processo das transferências. Neste ponto, eu concordo com Aulas. As transferências têm de ser feitas por pessoas que estão no clube há muito tempo e não por aquelas que estão de passagem (treinadores). Aqui, o que nos falta é um verdadeiro director técnico. Não quero um Rui Costa mas precisamos de alguém com experiência no futebol, que conheça os segredos dos relvados e dos balneários. O Lyon tem Lacombe a desempenhar esse papel. Lacombe treinou o clube entre 1996 e 2000. Se Jesualdo fosse portista poderia assumir este papel.

Em simultâneo, devíamos evitar que membros dos quadros superiores do nosso clube tenham relações próximas com os mediadores destes negócios. Acho que não estou enganado quando escrevo que o Dr. Adelino Caldeira tem relações familiares com um responsável máximo por uma das sociedades de agenciamento de jogadores com quem temos tido grande envolvimento comercial. Levanta suspeitas desnecessárias, sobretudo, quando os valores são elevados e a qualidade dos jogadores contratados é, no mínimo, duvidosa…

No seguimento do parágrafo anterior, há outro ponto que distingue estes dois clubes, e refere-se ao aproveitamento e às oportunidades dadas aos jogadores provenientes das camadas jovens.

A referência do Lyon chama-se Karim Benzema. Tem 21 anos e é o capitão da equipa há 1 ano. É desejado por meio mundo! Outro miúdo que saiu das camadas jovens foi Hatem Ben Arfa, que foi vendido ao Marselha… para substituir Nasri (produto das escolas do Marselha) que foi vendido ao Arsenal. E mais exemplos há!

São estes os valores que podem proporcionar enormes mais valias financeiras que, depois, permitem contratar jogadores como Sonny Anderson, Milan Baros, Juninho, Edmilson, Fred, Kim Kallstrom, Tiago… Fazendo o paralelismo, é vendendo jogadores como Pepe, Ricardo Carvalho, Deco, Maniche que podemos contratar jogadores como Luís Fabiano, Diego, Marc Janko, Rosina.

Temos de saber vender o trampolim que somos. Temos de convencer estes craques em potência que podem passar 2 ou 3 épocas no Dragão, onde vão jogar na Champions, onde vão ser campeões, onde vão ser vendidos para equipas de topo que lutam por títulos e não para equipas de meio da tabela que pagam salários elevados!

Voltando às camadas jovens, se ganhamos campeonatos de juvenis e de juniores e temos selecções competitivas, é, no mínimo estranho, que os últimos produtos da nossa cantera sejam o Bruno Alves e o Postiga(!!!). Espero por resultados do projecto 611.

Outro ponto fundamental é a gestão económica e financeira, que não tem obtido os resultados desejados e, de certa forma, exigíveis face ao volume de vendas realizado nos últimos anos.

Vou-me escusar de fazer a análise económico-financeira da S.A.D Azul e Branca – recomendo uma leitura atenta à análise feita no blog “Reflexão Portista” - http://reflexaoportista.blogspot.com/2009/02/os-balancos-funcionais.html

De qualquer modo, gostaria de “plagiá-los”, citando-os, onde se lê: “A situação esteve relativamente controlada até 2003-2004, por força das campanhas de sucesso nas competições europeias e que proporcionaram a realização de consideráveis mais-valias com a alienação de passes de jogadores. Não obstante, a sociedade inverteu o seu FM para valores negativos e viu as suas NFM crescerem ao longo do tempo, o que significa que a prossecução da actividade está fortemente dependente de capitais alheios e das transacções de jogadores por valores muito elevados, o que não é, de todo, uma situação desejável (note-se que os capitais alheios – empréstimos bancários – embora tendo estabilidade, não são integralmente permanentes). A sociedade manteve-se numa situação de desequilíbrio desde 2003-2004 pois uma parte substancial das suas necessidades cíclicas continuou a ser financiada com recurso a operações de tesouraria de curto prazo.

De uma forma sumária, e apesar das frequentes mais-valias obtidas, a FC Porto, SAD não demonstra capacidade de inverter a sua tesouraria líquida para valores positivos, o que a coloca num problema de solvabilidade e de eventual risco, revelando uma elevada dependência do sistema bancário e uma forte exposição aos valores obtidos através da alienação de passes de jogadores.”

Conclusão: nada acontece por acaso!


Nota 1: Porque esta crónica visa destacar potenciais reforços para o nosso clube, tenho que fazer uma menção especial a Wason Rentería. Tem feito uma época fantástica.
Ontem, marcou um golo fabuloso.

Wason Rentería é muito mais do que um finalizador (até porque contínua a falhar, de forma incrível, golos que parecem feitos). É um avançado que se move de forma inteligente, é rápido, tem drible, tem força, sabe jogar para a equipa, sabe proteger a bola… Enfim, se afinar a pontaria e lhe dermos a oportunidade que merece, poderá render muitos e muitos euros.

Nota 2: Continuando a falar de transferências, como se diz que a saída do Prof. Jesualdo é certa no final da época, o Lobo Míope aproveita para adiantar os seus 3 nomes preferidos para o substituir.

  1. Mourinho – “Parece” fora de hipóteses!
  2. Queiroz – Também, não deve ser possível!
  3. Jorge Jesus



    – Sei que há muitos portistas que temem que este seja o próximo treinador do F.C. Porto. No entanto, gostaria que pensassem e me dissessem qual foi a última época em que o Jorge Jesus não atingiu, brilhantemente, os objectivos subjacentes à sua contratação para o respectivo clube. Queria que me dissessem quando é que o F. C. Porto fez jogos como o S.C. Braga fez ontem, ou em Milão, desde que o José Mourinho saiu. Trata-se de uma equipa que joga só com um médio defensivo, em que todos os jogadores sabem os espaços que ocupam. É uma equipa que gosta de ter a posse de bola e não deixa os adversários jogarem. Muito francamente, se lhe puséssemos um saco na cabeça e o calássemos, muitos de nós diríamos que era o José Mourinho que treinava o S. C. Braga. Assim, em primeira mão, os meus votos para 2009-10 são o ingresso de Jorge Jesus e os regresso de Rentería e Ibson.
P’ra semana há mais! Yupi kayey!!!! Aúúúúúúúúú

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ich War Da...

Na sequência de um salutar debate pela dificuldade de aquisição de bilhetes para o jogo da próxima terça em Madrid para a Champions, envolvendo alguns dos membros do nosso blogue, recordo uma reportagem que fará 5 anos em Maio deste ano...

Depois de uma derrota muito custosa na Final da Taça de Portugal de 2004, muitos foram aqueles que se aventuram em acampar em frente ao Dragão para obter o bilhete milagroso para assistir à final da Champions desse ano... a reportagem recorda isso mesmo e mostra algumas caras conhecidas do nosso blogue...



Notas...

- Vi a final da Taça com o Prata... pouco tempo depois fomos para o Dragão com o Pis... penso que comemos algo no Mac e depois de marcarmos o nosso nome no caderninho daqueles senhor da reportagem, ainda fomos jogar ISS para casa do Prata (qual PES quais carapuça)... Depois não arriscamos mais... e passamos uma noite mal dormida ao relento no Dragão... Bilhetes nem vê-los, nem previsão de venda... mas o acumular inacreditável de pessoas foi a pressão suficiente para apenas dormimos mais uma noite do Dragão, desta vez já no interior do Estádio e assistir Sportv...

- No dia a seguir, com o bilhete (aquele cartão mágico, recarregável por sinal) na mão, fomos à Abreu e garantimos a viagem...

- Não posso esquecer que, como em tudo, há sempre aquelas mitras que metem-se no meio da confusão e passam à frente de todos... e isso também não faltou... por sinal é nosso amigo e apenas teve de aguentar uma noite já no conforto do Dragão...

- Se há sacrifícios que valem tudo... este foi um deles... permitiu que visse ao vivo aquilo que apenas uma equipa portuguesa conseguiu... a vitória na LIGA DOS CAMPEÕES (não é comparável às Taças de Campeões Europeus antigas, pois os moldes de competição são completamente diferentes)...

- Outros do nosso blogue viajaram, simplesmente, no avião dos Campeões...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Que curioso... El Tecla!

Semana de júbilo para o nosso avançado, e se queremos contar algumas curiosidades sobre este menino há que aproveitar estas oportunidades já que rareiam tanto!

Contudo, o passado recente deste jogador não fazia prever um insucesso ou descontentamento tão grande nos adeptos portistas, ele tem, talvez, mais créditos firmados na Argentina que o próprio Lisandro, mas parece que a raça tão característica daquele país não atinge todos da mesma forma.

Vamos começar por aquelas curiosidades que só o Hélder Conduto sabe: Ernesto António Farías nasceu a 29 de Maio de 1980 em Trenque Lauquen, pequena cidade de 40.000 habitantes a 400 km de Buenos Aires, e estreou-se no Torneo Clausura pelos Estudiantes de La Plata a 10 de Maio de 1998, ou seja, prestes a completar 18 anos. O ponto alto aconteceria no Torneo Apertura de 2003 quando se consagrou o máximo goleador com 12 golos, as boas prestações levaram-no para Itália – Palermo – em 2004, quando já contava com 95 golos ao serviço daquele clube argentino.
A primeira experiência na Europa revelou-se um desastre (a segunda também não está a ser muito melhor), só marcou dois golos para a Taça de Itália e estava completamente tapado por – imaginem só – Luca Toni que nesse ano marcou 20 golos (Mariano González também estava no Palermo mas acho que esse não lhe fez muita frente). No início de 2005 regressa à Argentina para jogar no River Plate e a 28.02.2005 (quase a fazer 4 anos), logo na 3ª jornada já tinha 3 golos e com isso fazia o 100º golo como profissional no empate entre River e Lanús a 3 bolas. Acabaria por marcar mais 46 golos ao serviço do River até meados de 2007. Tudo somado, é o terceiro maior goleador dos torneios argentinos atrás de Martín Palermo e José Luís Calderón. Nota de destaque, ainda, para o campeonato sul-americano de sub-20 que conquistou em 1999 ao lado de jogadores como Milito, Duscher, Cambiasso e... Aimar.


A transferência para o FC Porto não foi pacífica, em Junho de 2007 afirma que vai deixar o River apesar de Passarela o considerar fundamental na equipa, e é apresentado no Toluca do México onde encontra Jose Pekerman. Contudo, no início de Julho, com base numa ‘suposta’ doença da mulher que não se adaptou à altitude da cidade mexicana volta ao River onde lhe esperava um contrato com o nosso clube (e lá se foram 4 milhões e mais alguns milhares em ordenados). Na 1ª época faz 9 golos, nesta já leva 7. A equipa que mais sofre quando El Tecla joga? Isso mesmo! É o Sertanense (é logo a 1ª equipa que passa pela cabeça não é?) que já levou com 4 golos do nosso menino!

Resta referir que a alcunha ‘El Tecla’ a devemos a Azconzabal (boa Lamas, pela informação!) actual jogador do Las Palmas que jogou com o delantero no Estudiantes. Ora, El Tecla partiu um dente aos 12 anos e à medida que o tempo passava começou a escurecer até que parecia mesmo a tecla dum piano.

Nota - Porque é uma curiosidade e mete futebol: Pedro Ribeiro no programa da manhã na Comercial explicava o porquê de Maicon (do Inter) ter aquele nome. Pelos vistos, o pai era fã dum actor de Hollywood, chegou ao registo e disse o nome (façam pronúncia brasileira, por favor): Michael Douglas.
Resultado: Maicon Douglas Sisenando.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tinham pedido um banco forte?


Poderia optar no título pelo o trocadilho fácil com o nome do MVP de ontem e com o verbo fazer. Não poderão esperar essas brejeirices da minha parte. Seria demasiado óbvio e não o Faria. Prefiro antes pegar na questão do banco. Na semana passada muitos foram os que deram uma importância muito grande à falta no banco, sobretudo de opções ofensivas, sobretudo quando comparado com o do Benfica. Eu preferi falar da falta de intensidade que manifestamos a espaços e da fraca gestão de ritmos de jogo que temos tido. É óbvio que é problemático precisar de abanar o jogo numa partida em casa e ter apenas um avançado e um extremo no banco. Pior ainda se forem os patinhos feios dos adeptos. Ora Jesualdo percebeu isso e resolveu fazer a vontade a esses adeptos: «Queriam um bom banco de suplentes? Cá Têm!» Tínhamos um banco com Guarín, Tommy Costa, Lisandro e Rodriguez. Quem dera a muitos. Pena é que o jogo era para ganhar. Pena que o problema maior não seja a falta de banco… Pena sobretudo, que continuemos a jogar durante 30 minutos para depois descansar.


Vá lá que desta fez não faltou a pontinha de sorte que havia faltado nos jogos com o Trofense e Marítimo. Mas foi preciso um golo do adversário para acordarmos. E por essa altura houve uma boa reacção visto que tivemos duas boas oportunidades para marcar o 2-1 antes de o termos concretizado. Mas convém não esquecer que apesar de termos descansado, podíamos tê-lo feito com uma vantagem de 2-0. Não vi na TV e não preciso. Trata-se de um lance tão claro que não será por lances como este que se poderá bradar pela introdução de novas tecnologias no futebol. Tivesse sido validado o golo de Mariano e pouco importaria mais um fogacho de génio daquela loira cachineira no estádio do Dragão. Uso o feminino porque ainda há pouco tempo confessou que falhou em Saragoça como jogador e como homem. Por isso e pela bela permanente que ostenta na cabeça, deduzi que hoje em dia está a tentar vingar como mulher. Percebi também que se trata de uma mulher extremamente promíscua tal era a maneira como apontava para a zona púbica aquando dos festejos do golo.


Vá lá que tudo funcionou como estímulo para que partíssemos para a vitória mas deu toda a ideia que tal não teria sido preciso se não se tivesse poupado tanto. A opção de Farias acabou por correr muito bem visto que está nos 3 golos. Mas o mesmo não poderemos dizer sobre Mariano que, à parte do golo não validado, não fez nada. Ora dado o historial recente nos jogos em casa, valia a pena pôr todas as nossas armas em jogo e como tal, só posso criticar as opções de Jesualdo. Valeu-lhe um Farias a explanar todo o seu futebol, ou seja, uma nulidade completa com o pequeno pormenor de estar nos 3 golos. O seu primeiro é muito bom. Típico de ponta-de-lança a subir lá cima para resolver o jogo. Esperemos que se tenha ganho ali a chave para desbloquear estas coisa complicadas em que se têm tornado os nossos jogos em casa. Fica até a ideia de que poderia ter ajudado mais nos últimos jogos em que empatámos, tivesse jogado mais tempo. De resto, tenho de falar de Hulk. Dá vontade de dizer que vale a pena ele perder estupidamente a bola por dez vezes para aparecer uma jogada como aquela. Ainda agora deverá estar a abanar a barra daquela baliza do Dragão. Começam a faltar palavras para descrever Hulk. Eu para já lembro-me de dizer à administração: Comecem a juntar trocos visto que um talento destes tem de ser nosso a 100%. Um último destaque. Tanto aqui insisti que Fernando poderia ser uma opção para lateral direito que à primeira oportunidade falhou. Não só não gostei, como ainda por cima fez falta no meio-campo. E aqui gostaria de deixar a minha perplexidade com a opção por Tomás Costa para trinco. Então estamos em altura de experiências? Não seria mais seguro ter ali o Meireles? Para mim, nota zero para Jesualdo. Esteve muito mal ontem.


Para terminar, gostaria de falar sobre o obscuro sistema de venda de bilhetes que há anos vigora no FCPorto. Assim que se soube do sorteio, dois elementos aqui do blog apressaram-se a marcar viagem para Madrid. Boa ideia! Óptima oportunidade para conhecer a cidade e a marcação da viagem a meses de distância permite uma viagem mais em conta através de uma Low Cost. Mas essa era a parte fácil. Difícil seria arranjar bilhete. Pensando nisso resolveram contactar no início do mês de Janeiro responsáveis do FCPorto para saber quando estava prevista a venda dos bilhetes. Tratou-se de um e-mail sem resposta. Mais recentemente insistiram e obtiveram resposta pronta a dizer que já estavam esgotados os 500 bilhetes (Loucura!) que tinham sido postos à venda. Mas já tinham sido postos à venda? Pois… O que vale é que temos sempre disponível uma inflacionada viagem com bilhete através da Agência Cosmos… Que dizer sobre isto? Apenas um lamento: dá a ideia que certos procedimentos no nosso clube não acompanharam a ascensão da equipa a um nível Europeu.


Equipa para Paços de Ferreira (tenho a impressão que Jesualdo vai poupar Hulk):


Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raul Meireles, Lucho e Rodriguez; Hulk e Lisandro.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Lobo Míope à caça de pérolas

Esta semana estreamos uma nova rubrica neste maravilhoso espaço cibernético dedicado, sobretudo, aos portistas mas, também, a todos os outros adeptos de outros clubes que querem perceber o que é amar o Porto, viver o Porto, sentir o Porto, etc, etc, etc. No fundo, o que importa é o FC Porto!

O objectivo desta rubrica é fazer uma prospecção de eventuais reforços para a equipa de futebol que tanto nos apaixona.

Sou um leigo mas adoro futebol e confesso que, na minha opinião, há todo um conjunto de jogadores que pegariam de estaca na nossa equipa. Outros há que podem ser boas alternativas a médio prazo.

Assim, nesta primeira aparição sugiro-vos dois nomes que vêm despontando no futebol europeu.

O primeiro, chama-se Marc Janko, é ponta-de-lança e joga no Red Bull Salzburg, da Áustria.
Marc Janko tem 25 anos, estando, ainda, na fase ascendente da sua carreira. Mede 1,96m mas não deixa de ser um atleta que sabe tratar bem a redondinha com ambos os pés, sendo fortíssimo no jogo aério. Esta época, em 20 jogos, já marcou 30 golos(!!!!) no campeonato austriaco. Faz parte do plantel do Red Bull Salzburg desde 2005 e totaliza 45 golos em 58 jogos, ou seja, esta é a sua época de explosão! Na selecção austríaca, conta com 7 participações coroadas com 3 golos. 

Obviamente, não é um jogador que encaixe no actual sistema do FC Porto. De qualquer modo, eu não gosto do actual sistema do FC Porto e um treinador do FC Porto tem de brilhar com os jogadores que lhe dão. O actual, ao invés, só se safa se lhe derem jogadores com determinadas características e não vou falar agora do posicionamento do Hulk e do Rodriguez, por exemplo.

O FC Porto não tem nenhum jogador com presença na área. Não temos nenhum jogador que prenda os 2 centrais adversários, que permita que os extremos ou os médios possam criar situações de 1 para 1, com todas as vantagens que daí advêm.

Sugeri este jogador a um dirigente do FC Porto no final do ano transacto. Adorava que o meu conselho fosse tido em consideração... Não sou é empresário nem tenho quaisquer interesses financeiros numa eventual transacção...

Marc Janko tem sido apontado como possivel reforço de clubes britânicos, tendo-se falado, com alguma insistência, no seu ingresso no Blackburn Rovers, a troco de cerca de € 7M. Muito sinceramente, não me parece demasiado... especialmente se tivermos em conta os investimentos mais recentes.

Para vos aguçar o apetite junto um video, bem longo, por sinal!




O outro artista da semana chama-se Alessandro Rosina e joga no Torino, de Itália. Trata-se, indubitavelmente, de mais um grande talento italiano, com apenas 23 anos e que já conta com participações na formação principal da Squadra Azzurra!

É um jogador formado nas camadas jovens do Parma, tendo-se transferido para o Torino, em 2005. É um #10 moderno, extremamente veloz, hábil e um canhoto por excelência. Pode fazer qualquer posição no apoio ao ponta-de-lança, seja como médio organizador ou extremo. Apesar de canhoto, tende a caír na faixa direita do ataque do Torino. Além do mais, é um exímio marcador de bolas paradas. Ou seja, mais um tipo de jogador que não temos no plantel, desde a saída de Anderson para o Manchester United. Sim, todos sabemos que o Jesualdo não aprecia este tipo de jogador mas nós, adeptos apreciamos, e muito!
Pelos vistos, esteve próximo de ser emprestado aos gunners no último período de transferências.
O valor de mercado do Rosinaldo rondará os €12M o que, atendendo a que se trata de um jogador com muitos jogos de Serie A, não é um valor por aí além, podendo sempre ser equacionada a aquisição parcial do seu passe, ou um empréstimo com opção de compra.






Temos de ter em atenção que o FC Porto é o clube com mais presenças nas Champions e todos os jogadores do Mundo querem jogar na Champions! Eu não me importo nada que o FC Porto seja um clube de passagem para os melhores talentos mundiais. Não me incomoda nada que estejam 2 anos de dragão ao peito antes de darem o salto para um colosso equivalente mas com muito maior poderio financeiro, bem como, para uma liga menos vermelha...


Em jeito de conclusão, eu tenho sérias dúvidas na presença de Lucho e Licha no nosso plantel na próxima época e não tenho a mínima dúvida que estes dois elementos seriam excelentes substitutos!


P'ra semana há mais! Aúúúúúúúúú!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Raspanete de Robson...

Aliando o clássico da semana à homenagem a Fernando Couto, recordamos hoje um episódio histórico ligado ao central natural de Espinho e, segundo Bobby Robson, intimamente relacionado com o desfecho do Benfica - FC Porto da época 1993/94... são imagens que estavam bem vivas na minha memória e que poderão ser agora recordadas...



Notas...

- O FCP perdeu por duas bolas a zero e ficou quase impossibilitado de chegar ao título...

- Era praí o segundo ou terceiro jogo de Bobby Robson no FCP e foi marcante... seguiram-se dois títulos de campeão nacional que marcaram o início do penta...

- A conferência de imprensa está extraordinária... a energia de Robson... a maneira aberta com que encara os jornalistas... o português de Robson... uma recordação fantástica...

- A cara de João Pinto à beira de Robson também é fantástica... na altura não sabiam focar quem estava a ser entrevistado?

- Discurso esquisito, aquele do Toni...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Que curioso... Fernando Couto!

Na sequência duma certa ‘pressão positiva’ exercida por um dos basculantes, a curiosidade desta semana vai para Fernando Couto cujo terminus de carreira a muitos passou ao lado e assim, de certa forma, o basculacao.blogspot.com presta a sua homenagem a um carismático jogador do nosso clube que ainda no último Domingo viu o clássico junto de Vítor Baía.

Desde já, devemos prestar a devida vénia ao site não oficial www. Fernandocouto.com onde podemos encontrar tudo sobre o ex-jogador e cuja mensagem muito nos diz: Força, talento, raça, integridade, coragem, carisma, humildade. Por tudo isto e muito mais este site é dedicado a Fernando Couto.

Podemos começar pelo palmarés: por entre 8 troféus conquistados com a camisola azul-e-branca, o nosso Fernando conquistou 20 Taças, das quais não nos podemos esquecer do Campeonato do Mundo de Riade, Taças das Taças e até uma Taça Uefa. Aliás, foi Campeão e venceu a Taça em todos os países por onde passou: Portugal, Espanha e Itália.

Recuando um pouco no tempo, Fernando Couto começou nas camadas jovens do Espinho, depois passou pelo Lourosa até ser descoberto pelo nosso clube. Em 87/88, na época que tinhamos o título europeu, foi promovido aos séniores. Por ser pouco utilizado, no ano seguinte foi emprestado ao Famalicão, e em boa hora o fez porque as suas exibições levaram-no a Riade no final dessa época onde viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Apesar de Campeão do Mundo, viria a ser novamente emprestado, desta vez à Académica de Coimbra, e só na época seguinte (90/91) pega de estaca na defesa portista.

Com o grandíssimo Aloísio a seu lado, Couto cresceu muito e em Dezembro de 1990 já se estreava na Selecção A num jogo contra os EUA na Maia que Portugal venceu por 1-0 e, adivinhem lá quem também se estreou nesse jogo... Vítor Baía e Jorge Couto!

Quem o conhece diz que é uma pessoa muito tímida e tranquila, nada consentâneo com a atitude dentro do relvado levando muitas vezes a agressividade ao extremo, mesmo a níveis que roçavam a violência mas no fundo só demonstrava de que raça são feitos os verdadeiros jogadores à Porto!
O resto da história já é mais recente: Couto é transferido para o Parma, entretanto vai para o Barça onde encontra Baía, Figo e Mourinho; volta para Itália para a Lazio onde fica por sete épocas até voltar para o Parma em 2005/06 onde acabaria a carreira em 2008 muito perto de fazer 39 anos de idade.



Pelo meio ficam dois fantásticos Campeonatos da Europa, principalmente em 2000 quando fez dupla com o nosso Bicho.



Muitas outras curiosidades ficam por contar deste brilhante jogador mas aqui ficam mais algumas: foi o primeiro jogador português a atingir as 100 internacionalizações, em adolescente queria ser ginecologista (isto só prova que teve uma infância igual a qualquer outro miúdo); ganhou pela Lazio a última Taça das Taças e o capitão Nesta envergou a camisola dele no momento da entrega do troféu porque momentos antes... tinha atirado a camisola para os adeptos; o último jogo que disputou pela Selecção foi na meia-final do Euro-2004 contra a Holanda.


Fernando Couto já prometeu ficar ligado ao futebol mas ainda não se sabe como. Já há uma escola de defesas-centrais no ‘Vitalis Park’?


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Intensidade


O estudo da intensidade foi celebrizado pelo grande portista Pôncio Monteiro quando participava como comentador num programa semanal de debate sobre futebol (desde então não voltamos a ter um representante tão bom em programas do género). Mas não é dessa intensidade que falo. Não foi a intensidade com que Yebda tentou impedir Lisandro de prosseguir o lance que decidiu o jogo. O que decidiu o jogo foi a quebra de intensidade no nosso jogo nos últimos 10 minutos da primeira parte. É esse o factor preocupante do jogo de ontem. Foi isso que equilibrou um jogo que não devia ter sido equilibrado. A diferença entre os onze que entraram em campo devia ser maior. Os nossos jogadores tinham a responsabilidade de provar isso e não o conseguiram. Mais próximo do fim do jogo o mesmo problema. O empate deveria ter sido um tónico para atacar o resultado com vigor. Pois deu até a ideia que foi antes um alívio... É isso que me custa no jogo de ontem e que me deixa apreensivo para o que aí vem e nem é preciso relembrar que no próximo mês se decide a época.

Vamos ao jogo. Mais do mesmo. Mais uma entrada forte num jogo em casa, meia hora pressionante e com várias oportunidades de golo, e o resto do jogo a perder gás e a perder o controlo emocional. Mas desta vez com uma agravante. Do outro lado estava uma equipa que apesar de ter passado toda a primeira parte a perder tempo e a tentar ganhar cantos. A certa altura e aproveitando o afrouxar do nosso jogo lá conseguiu dois seguidos e marcou. Nada de alarmante não fosse o facto de todos sabermos que o FCPorto gasta todos os cartuchos na primeira meia hora. Confrimou-se. A partir daí não jogamos nadinha. Futebol atrapalhado e em esforço. Não tivemos o mínimo controlo das operações perante um adversário com uma táctica que não deixa nada a dever à do Trofense... E nisso foram inteligentes dado que é fácil de perceber que não nos damos bem com este tipo de jogo. A meio da segunda parte Jesualdo faz uma substituição interessante e que não tem feito nos últimos jogos. Faz entra Mariano e tira Meireles (eu teria tirado Fernando), passando a jogar num 4-4-2 à inglesa para tentar abrir o jogo. Notaram-se logo diferenças. O problema é que quando chegamos ao golo jogamos como se estívessemos contentes com o resultado, que é uma coisa que me deixa doido! Porque não partir para cima deles? Não faz sentido... Tirar o nosso melhor concretizador de campo, então... Que péssima opção!

Individualmente, gostei dos dois laterais com especial destaque para Fucile. E não é por acaso que destaco este jogador porque intensidade nunca lhe há de faltar. Meteu num bolso o Reyes chegando a relegá-lo para constante trabalho defensivo. Gostei de Helton que esteve bem quando foi chamado a intervir. Gostei também da primeira parte de Lucho e de Meireles e pouco mais. Não gostei de Hulk que se ficou por dois remates perigosos quando se esperava bem mais dele. Lisandro também não esteve inspirado mas é um jogador que dá muito mais trabalho, de tal forma que até conseguiu arrancar o penalti que fez o resultado. Não gostei de Fernando. Aimar teve sempre espaço o que diz tudo sobre o trabalho do nosso trinco. Por último, convém referir que não parece haver penalti no lance de Lisandro. De facto há uma palmada de Yebda no peito mas não parece ser suficiente para a queda. Já o lance sobre Lucho na primeira parte é mais que claro e nunca poderia ser usado contra o jogador o facto de tentar continuar com o lance. Errou o arbitro acabando por compensar o erro da primeira parte. O que mais me irritou, para além daquela falta inacreditável que marcou mesmo no fim do jogo à beira da nossa área, foi o facto de ele não punir convenientemente os avançados do Benfica que constantemente chegavam atrasados na pressão e carregavam os nossos defesas já com a bola bem longe. Aconteceu à minha frente várias vezes.

Mas nem tudo é mau. O Sporting cansou-se tanto ao 'esmagar' os nossos suplentes a meio da semana que saiu derrotado em casa. Tal faz com que continuemos em primeiro com a mesma vantagem mas nunca satisfeitos, perdida que está a oportunidade de começar, desde já, a definir a classificação que acredito que se vai traduzir no Tetra. Mas é preciso pôr mais garra em jogo e aprender com estes precalços.

Equipa para a recepção ao último classificado:

Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raúl Meireles, Lucho e Rodriguez; Lisandro e Hulk.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Prefiro Super Bock…


Tal como já aqui vinha dizendo, a nossa segunda linha está muito longe da primeira. Mas provavelmente, só quando os virmos incluídos numa equipa que inclua alguns dos nossos melhores jogadores ficaremos com uma melhor ideia do seu valor tal como aconteceu com Tommy Costa, Guarín e mais recentemente Mariano e Stepanov. Mas não era esse o objectivo. Esta competição foi encarada como meio para dar minutos aos menos utilizados e isso foi planeado, previamente assumido e executado. Mas esta estratégia não pode nunca implicar desresponsabilização destes jogadores. A goleada em Alvalade tem que lhes ser posta como um exemplo do que não acontece ao FCPorto. Os níveis de exigência são bem mais altos. E se para eles isso não estava claro, ou não têm mentalidade para pertencer ao plantel ou não têm um treinador à altura. Apesar de acreditar nos dois cenários, prefiro atribuir 90% da incidência ao primeiro. Mais que a goleada fica a atitude muito fraca na segunda parte e uma equipa onde apenas Mariano e Tommy Costa assumiam o jogo. Fica também claro porque é que aqueles laterais não são os titulares de equipa.


Ainda assim, tudo isto estava bem disfarçado na primeira parte. Mas estava tudo pronto para que corresse mal. Faltava de respeito do clube pela competição, faltava de entrosamento da equipa, ritmo nalguns jogadores, e havia adversário quase na máxima força (faltava Liedson). Mas mesmo assim foi preciso um empurrãozinho. Pois se o facto de esta competição não significar grande coisa para mim não me impedir de criticar os nossos jogadores, não me pode impedir de criticar mais uma intervenção cirúrgica do árbitro. Para mim há um primeiro penalti duvidoso (Há um supostamente um toque no gémeo do jogador que não tenta jogar a bola e apenas tenta impedir que Pedro Emanuel a jogue) e um segundo, o tal que nos arredou do jogo, é uma invenção incrível e um mergulho para a piscina. Tal simulação de Postiga neste lance deveria merecer o segundo amarelo. Mas mesmo assim, ele voltou a simular uma falta mais tarde e apesar de não se ter marcado falta, não chegou para que fosse mostrado o segundo (terceiro) amarelo. Pequenos pormenores que irritam mas que não me merecem tanta preocupação como a atitude da equipa na segunda parte.


Individualmente apenas gostei de Mariano e de Tomás Costa. De resto chega a ser confrangedor o rendimento de jogadores caros como Farias, Sapunaru e Benitez. É preocupante a queda a pique de dois jogadores como Pedro Emanuel e Tarik. São jogadores com provas dadas e que parecem estar a lutar com a inevitabilidade da degradação física. Os dois jovens acabaram por não ter espaço para mostrar nada tal era o ascendente do adversário na altura em que entraram e fica apenas um bom promenor de Josué numa trivela a lançar o contra-ataque. De Madrid não se esperava que durasse o jogo todo mas esperava-se mais domínio na cabeça da área de onde apareceram muitos remates que Nuno invariavelmente defendeu para frente ou para zonas perigosas. Não acredito neste guarda-redes e não é de agora. Guarín jogou pessimamente como tem vindo a fazer e Stepanov não podia fazer muito mal no meio de tanto desacerto.


Enfim… Não me parece bem criticar tanto os jogadores perante uma competição que não me merece qualquer simpatia mas que é que hei de fazer? Não gosto de perder… O que vale é que Domingo volta a competição mais importante e se eu prefiro Super Bock o FCPorto tem mesmo de se concentrar na Sagres. Exige-se um resultado que deixe clara a diferença entre as duas equipas. Nunca esquecer que, dados os últimos anos, isto transformou-se em muito mais do que uma rivalidade histórica. Mais do que um adversário em campo temos de perceber que temos naquela direcção um inimigo. É assim que eu considero aqueles que ‘por outro lado’ querem pôr em causa tudo o que construímos nos últimos anos. Nem quero pensar que poderá haver a complacência que houve no ano passado…


Equipa para a recepção à equipa que tem a alegria do povo no seu plantel:


Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raul Meireles, Lucho e Rodriguez; Hulk e Lisandro.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estreias em Alvalade...

Em noite de muitas estreais em Alvalade, recordamos uma outra no antigo Estádio José de Alvalade... Recuamos 12 anos e vemos António Oliveira a lançar num clássico a "teoricamente" última opção dos guardas-redes do FCP dessa época... o seu nome é Hilário e ainda no ano passado jogou os dois jogos do Chelsea contra o Barcelona para a Liga dos Campeões... A sua carreira no FCP ficará sempre ligada à infeliz prestação em Manchester quando o FCP foi goleado por 4-0 nos quartos-de-final da Champions... precisamente nesta época... não fosse esse jogo e talvez tivesse ido mais longe...



Notas:

- O resumo está um bocado ranhoso com os comentários do Miguel Prates no momento em que visualizava as imagens...

- O passe de Barroso para Paulinho Santos no momento que antecede o golo do FCP tem muita qualidade...

- A reacção de Zahovic após o quase melhor golo da noite...

- A equipa do Sporting é mais ao menos aquela que representou Portugal no torneio Indoor de Legends realizado este fim de semana em Moscovo...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Que curioso... uma coroa de flores para Pepe!


Estava a ver o último jogo do Porto com alguns familiares quando dá a imagem do Bruno Alves e o Lucho a depositar uma coroa de flores junto duma estátua (mais tarde vim a saber que é um mausoléu) e perguntei porque raio o Porto faz aquilo e quem era aquele jogador. Só o meu pai me disse que era o Pepe mas não soube acrescentar mais nada. Morreu num jogo contra o Porto? Jogou no Porto? Marcou muitos golos ao Benfica? Esta curiosidade aliada à pressão positiva do Lamas levou-me a visitar a biblioteca virtual e fiquei, de facto, fascinado com a história de José Manuel Soares, mais conhecido por Pepe.

Estamos em Outubro de 1931, Pepe tinha então 23 anos, o episódio é descrito como dos mais tristes da vida desportiva em Portugal e Lisboa parou para prestar a última homenagem ao jovem jogador. Não há consenso sobre a causa da morte, uns dizem que morreu por carências alimentares, outros por envenenamento, outros por suicídio (Pepe tinha noiva, mas como qualquer jogador que se preze também uma amante, ambas estiveram no velório o que gerou uma discussão muito propalada entre as duas, mas isto prova que Pepe tinha alegria de viver logo o suicídio fica fora de hipótese) mas a mais dramática é a mais defendida: a mãe, ao fazer o jantar, inadvertidamente preparou um chouriço com soda cáustica em vez de sal, uns dizem que os familiares já se tinham sentido mal nessa noite, mas mesmo assim Pepe foi para o trabalho com os restos da noite anterior e pouco depois de comer a sande de chouriço deu entrada no hospital onde acabaria por falecer.


Com 23 anos e já tão importante no panorama futebolístico nacional? Reparem na mágica estreia de Pepe com 18 anos no onze belenense: 75 minutos de jogo e os azuis perdem 4-1 com o Benfica, já perto do final e com 4-4 no marcador há uma grande penalidade para marcar e quem assume? Isso mesmo, Pepe faz o 5-4! Pode começar aqui a explicação para a coroa de flores! Com 19 anos tem a sua estreia pela Selecção Nacional: 4-0 à França e quem bisa? Pepe! Em 1928, nos Jogos Olímpicos, faz 2 golos contra o Chile na vitória por 4-2 depois de estarem a perder por 2-0 (ainda ganhamos à Jugoslávia mas perdemos com o Egipto nos quartos). Ganhou 2 campeonatos de Portugal e 3 campeonatos de Lisboa e detém o record de golos num só jogo oficial: 10 golos na vitória por 12-1 ao Bom Sucesso.
No site brasileiro Trivela.com, o editor pediu ao jornalista Riccardo Joss para escrever sobre o melhor jogador português de todos os tempos. Riccardo perguntou ‘Quem? Eusébio?’, ao que o editor respondeu ‘Eu disse português, não moçambicano’. Riccardo escreveu sobre Pepe.

Por fim, porquê esta homenagem levada a cabo pelos capitães portistas antes de cada jogo em Belém? Por muitas pesquisas efectuadas não se encontra uma justificação plausível, pelo que me limito a transcrever um parágrafo de Rui Dias do Record – que descreve Pepe como o primeiro menino de ouro do futebol português onde se destacava a juventude, simpatia, instinto e expressão genial:

Em Setembro de 1932, menos de um ano depois da sua morte (24-10-1931), era inaugurado nas Salésias um mausoléu para perpetuar a memória do jogador – transferido para o Restelo, onde ainda se encontra. Desde então, o FC Porto presta homenagem a Pepe depositando uma coroa de flores junto à sua imagem antes da entrada em campo. Os portistas confirmam, com tradição de 70 anos, o afecto de sempre entre os dois clubes, preservado ao longo da história por dirigentes, jogadores e adeptos. Ao contrário do que se pode pensar, não existe um motivo específico para o sucedido. Mas é aceitável dar como bom o raciocínio segundo o qual a relação tem a ver com a origem do Belenenses, logo considerado, depreciativamente, pelos seus pares da capital como o "clube dos rapazes da praia". Isso explica a atracção entre azuis das duas cidades. Até hoje.