sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Complicado


Neste tipo de grupos a avaliação é sempre a mesma. Quem perder pontos em Viena estará condenado. Teoricamente faz sentido. Mas depois veremos como as equipas se apresentam. Há dois anos o Viena era o APOEL e todos vimos o que aconteceu aos favoritos da altura: FCPorto e Shacktar...

Vamos aos adversários. O mais difícil será mesmo o Zenit apesar de não ter ficado muito impressionado com a eliminatória com o Paços. Hulk, Danny, Shirokov e Witsel são jogadores de qualidade, mas veremos se compensam a defensiva bem mais fraca. E acredito que eles ainda vão ao mercado sobretudo depois do fecho na Europa. Depois temos o Atlético de Madrid. Perderam Falcao e contrataram Villa. Ficam claramente a perder até porque Villa já não é o que era. Mas continuam a emergir Diego Costa que é um jogador a ter em atenção e também ao turco Arda Turan. Em relação às últimas vezes que os encontrámos, parecem ter melhor treinador. É sobretudo essa a diferença porque, jogadores tinham eles. Lembrem-se por exemplo da frente de ataque com Aguero e Forlan. Dá a ideia que esta é uma equipa menos talentosa, mas muito mais agressiva e organizada e mais à imagem do seu treinador. Quanto ao Austria de Viena, simplesmente não conheço.

(Mas o que mais me assusta é o péssimo calendário. Jogamos fora duas vezes na primeira volta e com os dois rivais para a luta pela passagem. É bem provável que o Zenit nos receba, na terceira jornada, já com seis pontos. Muito pouco vantajoso este calendário...) Errata: Como vi o calendário zerozero ao contrário pareceu-me mau. Mas é exectamente ao contrário. O calendário até é bastante bom!

Mas mantenho-me confiante. Venha daí mais uma Champions League que é nestas competições que o FCPorto se sente bem.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Rui 'Shrooms' da Silva

Já sei que isto não interessa a ninguém, mas não deixa de ser muito engraçada a explicação de um ex-ministro da nação para as 'carinhosas mensagens' que o capitão das papoilas endereçou aos seus adeptos. Só vendo! A partir do minuto 6:15.
 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tranquilo


O Dragão esteve cheio para receber, pela primeira vez, o FCPorto na 'versão Paulo Fonseca'. Seria interessante ver como a equipa reagia a um jogo em Setúbal que foi bastante turbulento. A resposta foi clara: vitória tranquila e inequívoca. Isto apesar de o golo ter tardado um pouco. Ainda assim, não houve grandes sobressaltos perante uma equipa que parece poder voltar à luta pela Europa. O português Danilo e Derley parecem ser importantes reforços. Mas, tal como o resto da equipa, foram completamente manietados pelo carrocel portista. 

Após três jogos, posso começar a fazer algumas comparações com o ano passado. Pelo menos as mais faladas. Desde logo há a questão do duplo pivot. Começo por dizer que raramente vejo o FCPorto com dois pivots defensivos. Vejo uma alternância na posição 6 entre três ou mesmo quatro jogadores. Talvez em organização defensiva, mas é raro. O que vejo é que, independentemente dos triângulos e dos losangos, a equipa ganhou dinâmica ofensiva perdendo simultâneamente protecção aos centrais. É vulgar ver Fernando na zona do 10 e Defour nas alas. A ideia é baralhar os defesas e abrir caminhos para os avançados. Poderemos ponderar se não seria mais fácil incorporar nessas funções outros jogadores mais talentosos. A verdade é que a defesa fica mais vulnerável. Para consumo interno, não me importo nada de perder protecção aos centrais. Até porque a defesa é provavelmente o mais forte sector da equipa. Na Europa a conversa é outra e convém ir preparando a equipa para tal facto. É também muito falado o novo papel de Lucho. Mais uma vez não vejo grandes diferenças posicionais. Dizem que está mais próximo de Jackson, mas eu direi que Lucho é daqueles jogadores que nem precisa de treinador. Ele está onde é preciso e provavelmente foi preciso neste últimos jogos. Quando não for, por exemplo quando jogar Quintero e Josué em simultâneo, as funções serão outras. O que vejo é que a equipa quer ter a bola, mas não quer trocas de bola demasiado longas. Isto sim é uma mudança. Poderão reparar que os centrais, perante a ausência de opções de passe curto ou lateralizado, não jogam com Helton. Jogam longo nos avançados, onde facilmente vemos igualdades numéricas com a inclusão de Licá e Lucho ou até Defour. É uma questão de dinâmica e paciência com posse de bola. O meio campo do FCPorto é tudo menos estático e parece ser essa a resposta de Paulo Fonseca à grande perda que foi a venda de Moutinho.

Quanto ao jogo, poderia ter-se resolvido ainda mais cedo. O golo não surgiu e aguardámos calmamente pelo acerto na concretização. Depois, e já com o terceiro golos, dormiu-se um pouco e o jogo valeu por aquela expectativa que se sentia nas bancadas a cada vez que Quintero tocava na bola. A equipa percebeu e fazia com que a bola rodasse até ao miúdo. Pouco faltou para que mais um momento de magia dele terminasse nas redes.

Individualmente consegui, na foto acima, reunir todos os jogadores com notas mais altas em termos de exibição. E gostei que os jogadores mais desequilibradores da equipa fossem os únicos dois portugueses no onze. Licá é um jogador que precisa de confiança e ainda bem que a época dele começa assim. Temos opção para a época toda. Mas no caso de Licá tinha uma esperança. Já Josué é diferente. Nunca pensei que pudesse ganhar o lugar e jogar desta maneira tão cedo. O passe para Danilo no segundo golo é magistral. Poderão ter reparado que acabámos o jogo sem portugueses. Eu até sou daqueles que não vê nisso um problema. Antes um sintoma do rumo que o futebol tomou. Mas temos já dois portugueses com papel fundamental na equipa e ainda há Varela. Ainda bem! Depois tivemos Um Danilo bastante irrrequieto e a compensar com mestria o facto de não ter um extremo de raiz à sua frente. Josué abre-lhe o corredor e ele só tem de aproveitar. Defour parece não estar a acusar a pressão da saída de Moutinho e dos milhões que custou Herrera. E fá-lo usando dos seus argumentos: entrega, mobilidade e pilhas inesgotáveis. Estou a gostar. Por último Jackson. Parece que só quer marcar os golos de artista e é um bocado irritante, mas trabalha muito e isso é de valorizar nesta altura tumultuosa de fecho de mercado. Os restantes estiveram a um nível elevado. Foi pena a lesão de Mangala e que não tivesse dado para Iturbe ganhar mais confiança. Parecia o jogo ideal para isso. Destacaria por último Paulo Fonseca. Nota-se ali bastante trabalho nas bolas paradas. Fundamental no futebol actual.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Eu Vi o Deco Jogar...

Domingo atrás de domingo nas Antas e depois no Dragão... Obrigado por esses momentos inesquecíveis... Obrigado por tudo Mágico... 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Sofrido porquê?


No final do jogo de Setúbal, notei que não estava plenamente satisfeito. Por um lado percebi logo que as incidências na Madeira e em Setúbal iam ajudar a que a nossa vitoria num campo difícil fosse desvalorizada, num habitual movimento de choradeira e desculpabilização de erros próprios. Mas isso... Enfim... O que mais me incomoda foi a oscilação de jogo da equipa durante o jogo. Foi uma exibição bastante desequilibrada. Começámos bem, com bom futebol e algumas oportunidades. Entretanto o Setúbal marcou sem nada ter feito para isso. Fiquei com a sensação que a equipa não acusou o golpe e os dez minutos seguintes foram de domínio portista. Estranhei a quebra que se seguiu até ao final da primeira parte. A segunda parte foi de altos e baixos. Começamos a sofrer um pouco até que aconteceu o pénalti. Julguei que a partir daí a exibição passaría a ser mais equilibrada. Puro engano. Sofremos mais um pouco e valeu-nos um momento de génio de um miudo que muito promete. Não fosse isso e julgo que teríamos muitas dificuldades. Ou ainda mais....

Individualmente devo começar pelo Paulo Fonseca. E cá vão as primeiras críticas. Não percebi porque foi repescado Carlos Eduardo para substituir Varela. Com kelvin e Iturbe disponíveis, achei estranho. Depois estranhei a convocação de abdoulaye em vez de Maicon. Bizarro dada a diferença de qualidade entre os dois jogadores. Depois a entrada de Quintero. Timing perfeito mas saiu o jogador errado. Fernando fez uma exibição fraquíssima e Defour, pelo que vinha fazendo, não mereceu o castigo. De resto, gostei das bicadas ao Mota que é um chorão que há muito esgotou a minha paciência. Ainda por cima julga que a sua carreira merece mais que a do Paulo? Permitam-me prever que nunca uma equipa do Mota há de ir à Champions. Não tem qualidade nem mentalidade... E isso viu-se na segunda volta que fez no leixoes ha uns anos, depois de andar muito tempo em segundo. Quanto a jogadores, detestei Fernando e não gostei de Licá, Otamendi e Lucho. Gostei de Jackson que está em dois golos, quintero que decidiu o jogo com um rasgo de génio e Josué que está nos três golos e quebrou com categoria o enguiço dos penaltis. Danilo tem muitas culpas no golo do Setúbal. Por outro lado mangala defour e alex estiveram bem.

Mas foi muito importante a vitoria. É muito importante esta vantagem inicial sobre as papoilas. Já os vasquinhos, só preocupam quem anda distraído...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Penta


E lá vão cinco Supertaças seguidas! Vinte em trinca e cinco possíveis! Oito nas últimas onze! Enfim. Esta competição existe desde 1979 e traduz a dura realidade do futebol transmitido em TV a cores: hegemonia portista!

Vamos ao jogo. História curta dada a superioridade do FCPorto. Torna-se até difícil distinguir entre o que são os méritos do FCPorto e as fragilidades do Vitória de Guimarães. Mas será mesmo necessário? Este jogo não se faz da exploração das fragilidades dos outros? Estarei cá para ver se de facto este Guimarães é tão fraco como o FCporto o fez parecer em Aveiro. Desconfio que não o será. Prefiro salientar o bom jogo dos Dragões. Entrada muito forte e jogo controlado a partir daí. Destacaria sobretudo a agressividade e a intensidade com que jogámos sem bola. Toda a equipa empenhada e, mesmo quando se tentou a nota artística, apesar de tal não ter tido efeito em termos de marcador, percebeu-se que a equipa estava a ter prazer em ter a bola e em recuperá-la rapidamente. Bom começo! Parece que temos mais poder de fogo e um bom exemplo é o do segundo golo. Poderão reparar que, numa jogada normal, temos igualdade numérica de três para três na área.

Individualmente destaco Lucho e Licá. Lucho é daqueles jogadores, sobre os quais, não se pode ter uma verdadeira noção do que vale sem o ver ao vivo. Haverá algum pedaço de relva daquele estádio que Lucho não tenha pisado? Duvido. Parece este ano que tem mais liberdade para abordar as zonas de finalização, o que me parece beneficiar a equipa. Licá foi a surpresa do onze. Mais ainda depois de ter visto notícias que o punham como dispensado do plantel. Já aqui disse que o extremo que dispensava mais facilmente era o Iturbe e nesta primeira convocatória parece que o Paulo que concorda. Quanto à 'opção Licá' em si, o mister explicou: mais poder de fogo e rapidez na área de finalização. Acredito que foi uma aposta em cheio tal como acredito que, por razões tácticas, Kelvin irá jogar mais vezes no Dragão. Quanto aos restantes, não houve nenhuma exibição a destacar de um nível alto. Destacaria apenas a boa segunda parte de Mangala que vinha acumulando erros. Quintero continua a deixar as expectativas dos portistas lá no alto e a utilização em simultâneo com Lucho pareceu uma tentativa de Paulo Fonseca nos mostrar que não os vê apenas com alterantivas.

Na próxima semana em Setúbal começa o campeonato que nos poderá dar o grande objectivo da época: o Tetra!

sábado, 10 de agosto de 2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Um bom teste



O blog está de férias mas, mesmo assim, consegui ver o jogo. Não havendo tempo para crónicas, cá ficam algumas rapidinhas:
- A primeira parte do Galatasaray e a segunda parte do Napoles davam o melhor jogo da pré-época.
- A questão dos penaltis, não só é puramente psicológica como é contagiosa... Talvez Danilo ou o recém-chegado Quintero.
- Por entre as opções Kelvin, Iturbe, Ricardo, Licá e Ismaylov para a ala, a escolha de Paulo Fonseca está feita: Josué ou Quintero.
- Otamendi é o melhor central do plantel, por muito que eu consiga ver mais potencial nos outros.
- O resto da defesa acumula erros e, agora, penaltis estúpidos.
- O craque da equipa continua a ser Alex Sandro.
- Danilo, Defour e Varela aparecem em boa forma.
- Quando desapareceu a táctica apareceram as melhores sensações de Quintero e Herrera. Muito trabalho para o Paulo...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Caso Atsu resolvido!


Esta novela do Atsu já começa a chatear.  Mas a 'máfia' já encontrou solução. E foram buscar inspiração, imagine-se, aos comunicados publicados no site da CMVM . Vejam lá se não é brilhante:
- Primeiro vendemos Atsu a um clube qualquer, pode ser o Liverpool, por 140 milhões de euros;
- Como se trata de um valor elevado poderemos aceitar um pagamento faseado e com carência de um ano;
- Nesse negócio, como temos de defender os nosso interesses dos 'caloteiros' do futebol, teremos que exigir uma garantia! Pode até ser o próprio passe do jogador...

Perfeito! Se o Liverpool não tiver intenção nenhuma de nos pagar os 140 milhões, podemos sempre ter o jogador de volta no final da época. Já sabemos que ele irá embora na mesma, mas nisto, deixamos de pagar salários, fora o que ele gasta em gás, electricidade e água, e o mau ambiente que ele iria trazer à equipa B. E imaginem o que os adeptos não dirão sobre as capacidades de gestão de um clube que vende um jogador em final de contrato por estes montantes...

Segue-se Rolando.

PS: qualquer semelhança com fantástico 'Negócio Roberto' é uma inocente coincidência e, se não acreditarem, até levo a mal...