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A mostrar mensagens de Setembro, 2016

Grupo fraco - parte 2

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Este foi o momento que definiu o jogo. Felipe tenta estorvar o adversário em vez de atacar a bola. Mas, por muito que eu não goste de Felipe e ache esta sua indiscutível titularidade, extremamente discutível, este lance é apenas um símbolo das dificuldades que tivemos em chegar primeiro, em discutir lances que exigiam ímpeto e força e um dos muito momentos em que o jogo directo do adversário nos causou problemas. E causou problemas a Casillas, a Danilo,  a Marcano, a Felipe, aos laterais, a Oliver... Ok. Causou problemas a todos. Independentemente da táctica e dos intérpretes, de facto, custa perder quando o adversário quer mais que nós. Quando quer chegar primeiro, quando consegue impor o seu jogo, nem que seja à força. 
Mas os problemas não se esgotam na vontade. Apresentámos um futebol semelhante ao do adversário, ou seja directo, mas nisso eles são bem melhores! Ter bola, jogar com a mobilidade dos médios, com o talento em jogos interiores, isso não fizemos. Jogámos o jogo deles …

A ideia de jogo

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O jogo deste fim de semana já foi há algum tempo, mas ainda está fresco o susto que apanhámos. Contra o Vitória de Guimarães tivemos o único jogo descansado no Dragão e nós tratamos de o destacar aqui no título do post. Não conseguia prever nessa altura que os jogos com o Copenhaga e Boavista seriam bem mais difíceis, até porque me parecia que a equipa de Guimarães está ao nível de uma e é bem superior à outra. O jogo com o Boavista tornou-se difícil pelo golo 'a frio' e por termos adiado o ataque ao golo da tranquilidade. Nuno Espírito Santo pretende um FCPorto autoritário no Dragão. Ainda não o temos.
Aqui encadeio a questão da ideia de jogo. Vejo três grandes problemas. Nuno diz que vamos evoluindo e assimilando a ideia de jogo. Ora o que eu vejo são avanços e recuos. Na sexta-feira vimos uma excelente reacção a seguir ao golo sofrido. Se a ideia de jogo de NES é a que se viu nos 20 minutos que se seguiram ao golo do Boavista, gosto. Se for a do resto do jogo e sobretudo a…

Temos de ganhar estes jogos...

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Nuno está preocupado porque considera e diz claramente que «temos de ganhar este tipo de jogos». Muita 'letra'... Entrámos em Tondela com o melhor onze? Não basta dizer, há que praticá-lo! Oliver no banco e Marcano na bancada inviabilizam que se apresente o melhor onze. Isto já para não falar da utilização de Depoitre, que começa a não se justificar dado o rendimento. E depois há outra afirmação que assusta sobre a ideia de jogo: «...ela é clara e os jogadores vão entendendo cada vez mais o que pretendo». Estamos mal... Eu não só não acho que a ideia seja clara, como acho que há vários jogadores que estão a ter dificuldade em se adaptar a ela. Vamos à ideia. A ideia é o chuveirinho? Chuveirinho para as costas da defesa se possível. Em alternativa chuveirinho para a área. Isto é a regra. Quando temos a excepção, e temos Ruben, Otávio, Oliver e agora Brahimi a pegar no jogo, lá aparecem as nossas melhores jogadas. Mas essa é a excepção e não a regra. E se assim é, estou com von…

Grupo fraco

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Outra vez Herrera... Na crónica do jogo de Sábado destaquei o facto de André André ter ficado com a braçadeira e o facto de Herrera não a ter e de nem ter sequer jogado. Hoje terei de destacar Herrera novamente. O momento da foto é também duplamente satisfatório. Não só sai Herrera que estava a fazer um jogo bastante fraco, como reaparece Brahimi, finalmente como solução para a equipa. 
Mas foram poucos os momentos bons no nosso regresso à Champions. Lembro-me do do golo e do inesperado regresso de Brahimi. O golo apareceu cedo e sem que tivéssemos feito o suficiente. A partir daí, vimos um FCPorto incapaz de controlar o jogo e um adversário, que não é tão fraco como se pensava no dia do sorteio, mas também não é tão forte que possa vir cá causar problemas a um FCPorto a jogar o que jogou em Roma ou no Sábado, por exemplo. A lição a aprender é de que o Grupo é de facto fraco, mas o FCPorto ainda não está tão forte como em edições anteriores. Depois deste mau resultado, teremos de ir …

Descansado

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Não me recordo do último jogo descansado no Dragão. E o de ontem só o passou a ser depois do primeiro golo. Ainda assim, passar toda a segunda parte a tentar adivinhar 'por quantos' é algo que não tem sido nada vulgar nos últimos tempos. Outra coisa que me dá um descanso extra é aquela braçadeira no braço do André André. Ainda por cima é um misto de 'esta braçadeira é para portistas!' e o um 'como é possível o Herrera ser capitão?'. Dupla satisfação portanto...
Nuno tem procurado puxar pela força do Dragão e parece-me uma óptima estratégia, porque me parece que acompanha as palavras com os actos. Vê-se que ele põe mesmo a 'carne toda no assador'. Por exemplo, estreou a dupla de avançados e jogou com Otávio, André André e Oliver no apoio. É um esquema alternativo, que ainda não foi deslumbrante, mas que promete. Sobretudo a partir do momento em que passámos a resistir à tentação de jogar directo no 'pinheiro' e passámos a jogar mais com a incorp…

O milagre do Agosto no FCPorto

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Duas perguntas surgem de imediato a quem começa a ler este artigo. Qual milagre e o que é que uma personagem do Seinfeld tem a ver com o que quer que seja? 
O milagre é simples de descrever. Com esta pré-época, com este calendário,  com este jogadores, é praticamente um milagre não estarmos já na Liga Europa e afastados da contenda do título. Já sei que nunca estaríamos longe, mas ninguém nos afasta da luta, por muito que reconheçam que temos um plantel inferior e tenhamos perdido num campo de um adversário directo. A maior prova é a arbitragem do jogo em Alvalade. Os portistas reconhecerão com facilidade que, nos anos anteriores, sobretudo no último, para perder em Alvalade não era preciso sermos roubados indecentemente. Bastava aparecer lá com a nossa melhor equipa... Pois este ano, de facto, a equipa parece bem mais competitiva na prática, do que na teoria. Milagre, digo eu. 
Vamos ao George Costanza. Lembrei-me dele e do famoso episódio do 'Opposite George'. George atinge…