domingo, 29 de novembro de 2009

Masoquistas ao frio e à chuva


São os adeptos portistas nesta época. Mas porque raio é que é tão agoniante assistir aos jogos do FCPorto este ano? Ou não jogamos nada, ou quando jogamos um bocadinho melhor a bola não entra. Foi este o caso de ontem. Foi melhor que frente aos Belenenses e à Académica. Mas tal não significa que tenha sido bom. Foi mais um sofrível... Foi um futebol mais em força que em técnica, mais com coração que cabeça e assim é mais fácil perder-se o controlo do jogo. Aconteceu a seguir ao nosso primeiro golo, aconteceu a seguir ao penalti falhado e aconteceu a seguir ao golo que acabou por ditar a vitória. Resultado: assim é impossível equipa e adeptos ganharem confiança. E cheira-me que vai demorar até que isso possa mudar.

E porque é que acho isso? Porque continuo a ver um treinador que, perante as dificuldades da equipa não muda nada e quando muda é sinal que já estamos em apuros. Continuo a ver o Hulk preso às alas quando cada vez mais me convenço que ele é bem mais perigoso no apoio directo a Falcao. Continuo a ver Belluschi muito longe da área. Por exemplo, estava a defender dentro da nossa área no golo do Rio Ave. Em suma, o que acho é que o que fizemos de melhor nada teve a ver com algum ajuste ou algo novo. Simplesmente Meireles e Rodriguez vão subindo de forma, Hulk não pode jogar mal sempre, Fucile voltou e Varela também. Mas o problema é que continuamos a não ter um esquema que tire o melhor dos nossos jogadores. E enquanto isto acontecer vamos continuar a sofrer...

Individualmente, Fernando esteve muito mal, e Maicon não entusiasmou na estreia. Belluschi, Meireles e Rodriguez começam a entrar no jogo mas sem consistência. Falcao parece só marcar mesmo os golos mais difíceis e Hulk furou a defesa à força e foi como de costume, o mais perigoso. Quanto a Farias e Varela, é bom tê-los no banco para eventualidades como a de ontem.

Equipa para Guimarães:

Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Meireles, Bellushi e Rodriguez; Falcao e Hulk.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Gelsenkirchen, minuto 71, o último acto de Magia...

Contra-ataque rapidíssimo, passe para Alenitchev na esquerda, já dentro da área Alenitchev devolve a bola para a zona frontal da baliza... domina com o pé direito ao mesmo tempo que olha para a colocação do guarda-redes e dos defesas, dá um ligeiro toque com a parte de fora do pé direito e envia-a com classe, toda a classe de cinco anos e meio ao serviço do Porto resumida naquele instante, o toque de génio do Mágico Deco!

Tantas coisas para falar sobre Deco que é preferível não referir nada em concreto, deixo isso para os basculantes e seguidores basculantes para comentarem sobre o nosso Mágico, falem dos golos e das jogadas! Eu lembro-me de tantas situações que não vou conseguir referir só uma, por exemplo:
- No Estádio das Antas, Superior Sul do lado esquerdo dos Super, havia um anti-Deco mesmo atrás de nós; um velhote incapaz de perceber a magia e dedicação que saíam daqueles pés mesmo quando o Porto passou 3 anos sem ganhar qualquer campeonato e parecia que quanto mais insultava Deco, mais ele queria resolver os jogos; de vez em quando lá atingíamos o nosso limite e respondíamos à letra (o Icas era muito bom nisso), não estranhou que o homem nunca mais fosse para aquele lugar;
- Dois grandes momentos presenciados 'in loco' contra o Benfica, o livre ao Moreira no jogo que Jorge Costa foi expulso ainda na primeira parte e, desta vez na Luz, na épica viagem dos basculantes a Lisboa com Deco (após assistência de Maniche) a decidir o título.

O livro dele devia ser actualizado para contar as peripécias da conquista da Liga dos Campeões e a transferência para o Barcelona e Chelsea. Não me lembro de alguém que tenha saído tão bem do Porto numa transferência... possivelmente, só Lucho chega lá perto.

Algumas curiosidades:
- Aos 16 anos abandona o futebol de 11 por não jogar com regularidade e vai para o futsal onde também brilha e é transferido para um clube que lhe paga 400 dólares por mês, entretanto surge a oportunidade de voltar ao futebol de 11 (e logo no Corinthians), passado pouco mais de dois anos está a emigrar para Portugal;
- Deco veio muito cedo para Portugal, não sabia se para o Alverca ou o Benfica, mas deparou-se com uma imensidão de jornalistas no aeroporto que esperavam... Paulo Nunes.
- No avião, ao preencher o visto para entrar em Portugal escreveu no 'nome' Anderson e no 'apelido' Deco.
- Deco e Caju foram muitas vezes chamados aos treinos no Benfica, tinham vergonha do carro que lhes disponibilizaram e deixavam-no bem longe do parque de estacionamento reservado aos jogadores.
- Mário Wilson foi treinador de Deco no Alverca e pelos vistos não gostava muito de dar o treino de manhã; num desses treinos, logo no início, Deco faz um golo de pontapé de bicicleta, foi a desculpa perfeita para Mário Wilson acabar com o treino e mandar toda a gente para o banho.

E muitas, muitas mais...

O Lamas, no decorrer dum jogo nas Antas disse mais ou menos isto, 'temos que ter consciência que temos a possibilidade de ver um dos melhores jogadores do Mundo quase todas as semanas'. Ainda bem que tivemos essa consciência e aproveitamos enquanto pudemos...


Cromo (Época 2003/2004)...




Currículo...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Fica-nos bem este segundo lugar


De facto não jogámos o suficiente para aspirar a sermos primeiros no nosso Grupo na Champions. E não estou a falar só de ontem. De facto afastámo-nos muito do cinzentismo que patente nas exibições anteriores mas ainda não chega para uma equipa como o Chelsea, por muito que tenha ontem aqui jogado de uma forma completamente descontraída. Nós também jogaríamos descontraídos não fosse esse pequeno pormenor que a equipa ter de compensar a nós adeptos o suplício que foi assistir aos últimos jogos do FCPorto. Em suma, jogámos bem melhor, mas no máximo, e numa perspectiva calimeriana de ver o jogo sob critérios de justiça, tal apenas resultaria num empate visto que o jogo foi dividido em termos de oportunidades de golo. Individualmente, nem gostei demasiado de ninguém, nem tenho grandes críticas a fazer. Fica claro que dificilmente Meireles e Rodriguez conseguiam continuar a jogar mal como estavam. E como tal, notaram-se melhoras. Também se percebe que Belluschi é muito mais decisivo quando joga lá pertinho da área e longe de onde Jesualdo o quer ver a jogar... Mas a verdade é que ele não consegue ocupar o espaço todo que lhe têm exigido e, por exemplo, no golo do Chelsea Sapunaru nunca poderá fazer milagres perante os dois adversários que teve de enfrentar constantemente. E o Chelsea é uma equipa com maturidade suficiente para aproveitar este tipo de espaços...

Mas o que mais me chamou à atenção no jogo foi o facto de perceber que o Chelsea, mesmo sendo treinado por um dos treinadores que eu menos gosto, joga exactamente como eu gostava que o FCPorto deste ano jogasse. Para além dos 4 defesas que incluem dois laterais bem ofensivos, têm um trinco que sabe lançar o jogo e participa activamente na construcção, seja Mikel seja Essien. Tem um médio de transição que ajuda a pegar na construção de trás, mas que também aparece na área se for preciso e depois tem um outro médio de transição que tanto pode entrar pelo miolo como pela ala e que se distingue do outro pelo facto de ser mais um transportador de jogo. E depois há um numero 10 clássico no apoio a dois avançados estando um fixo e outro a vagabundear pela frente. Agora digam-me se não encaixava bem o Fernando no lugar do Mikel, o Raul no lugar do Ballack, o Rodriguez no lugar do Malouda e o Bellushi no lugar do Deco. E o Hulk não ganharia pelo facto de não estar preso a uma das alas? Jesualdo está atento que este esquema ainda te vai ajudar a resolver outro imbróglio como o do ano passado...
Por mim está visto que este 4-3-3, seja com Belluschi, seja com Guarín, vai ser sempre desequilibrado enquanto tentarmos improvisar um Lucho com jogadores que simplesmente não têm as mesmas características.

PS: Esta nova moda dos árbitros que não marcam faltas é por demais irritante. É que nem para o FCPorto e nem para o Chelsea...

Equipa para a recepção ao Rio Ave: (em 4-4-2)

Helton; Sapunaru (ou Fucile), Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Raúl Meireles, Belluschi e Rodriguez; Falcao e Hulk.

Para Repetir...

Desta vez não é preciso recuar muito no tempo, apesar de já fazer 5 anos... muito menos encontrar motivos para o vídeo que vamos colocar... a cabeça já só pensa no que vai acontecer no final do dia de hoje...

Foi a vitória mais saborosa da época 2004/05, a par da conquista do segundo Título de Campeão do Mundo de Clubes... eles tinham o treinador e alguns jogadores que envergavam o título de campeão europeu... mas nós é que éramos, efectivam,ente, os CAMPEÕES EUROPEUS... e a reviravolta no resultado foi extraordinária num ambiente louco vivido no Dragão...

Logo é para repetir...



NOTA: Depois de rever o vídeo, estou a 100% com o título do jornal "O Jogo" de hoje... :)

domingo, 22 de novembro de 2009

Voltámos a não jogar nada


Mas desta vez têm desculpa. Não jogámos mesmo... O que é de estranhar é a surpresa das pessoas perante o adiamento do jogo. E o que faz o cronista perante um não acontecimento? Faz um post curto e guarda-se para quinta-feira, dia em que de certeza que vai ter assuntos para focar. Despeço-me apenas com meia-dúzia de perplexidades que me atingiram na última semana:

1- Não é que a melhor equipa do universo também consegue ser eliminada em casa de uma competição em que apresentou a sua melhor equipa disponível? Será que, como diz o Presidente da Instituição, o plano maquiavélico dos jornalistas começa a dar frutos?Justificar
2- Não é que o Paulo Bento está mesmo convencido que a pressão dos adeptos que levou ao seu despedimento tem a ver com a época que o Benfica está a fazer? Ai Paulo... Se não fosse o teu amigo Jesualdo e os seus resultados péssimos contra o Sporting, se calhar já tinhas percebido...

3- Contra todas as previsões acabámos por chegar ao Mundial e Queiroz lá se safou. Julgo que contra toda a lógica aquele triângulo entre Ricardo, Bruno e Pepe, melhor oleado, ainda vai convencer muita gente. Para já Meireles e Tiago pareceram no último jogo aproveitar muito bem a segurança que lhes é transmitida.

4- A entrada de Edinho para extremo no jogo com a Bósnia fez-me lembrar o Quaresma. Até quando vai estar a penar num Inter que nem sequer joga com extremos? Tanto talento desperdiçado... Espero que arranje uma equipa que o consiga aproveitar e não julgo que essa equipa possa ser portuguesa...

5- Não é que o Domenech se esqueceu das suas próprias lições de fair-play? Não se lembram dele na meia final do mundial de 2006 antes e durante o jogo com Portugal a reclamar que os jogadores portugueses se atiravam para o chão por tudo e por nada? Pois é... Cada um com o seu talento. Uns são mergulhadores os outros manuseiam a bolinha como se de uma batata quente se tratasse. Mas como o Henry não fez de propósito...

6- Que será que este interregno na competição nos vai fazer? É que regressamos logo contra uma das equipas em melhor forma na Europa. Equipa que nem o Ancelotti conseguiu estragar. E não só não estragou como parece que até está a melhorar o que vinha do ano passado. Também a isso não será alheio o facto do grande Anderson Luiz de Sousa estar a jogar com mais regularidade. E por falar no Deco, na quarta-feira vou levar para o estádio a minha camisola preferida com o numero 10 e o nome do craque nas costas.

Equipa para o ataque ao primeiro lugar no grupo da Champions:

Helton (ou Beto); Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Álvaro Pereira; Fernando, Meireles, Rodriguez e Belluschi; Falcao e Hulk. (tive muitas dúvidas no Sapunaru)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Enorme coração... e bem pertinho da boca!

O homem que tem o nome num estádio em Taveiro, Coimbra, terminou, duma forma um tanto ou quanto inesperada, a carreira de futebolista e assumiu um cargo directivo no PAOK. Inesperada por ser a meio da época, não tanto pela idade, Sérgio Conceição completou no passado domingo 35 anos.

Nem tudo foi fácil na vida de Sérgio Conceição, perdeu os pais num acidente de viação aos 17 anos e, talvez por isso, trazia tanta raiva para dentro das 4 linhas disputando cada lance como se de um golo decisivo se tratasse. Nuno Leal, um blogueiro conta um episódio que traduz a humildade deste jogador: Há uns anos atrás, enquanto os jogadores da selecção se dirigiam dos balneários para o autocarro da equipa, eram aplaudidos por imensos adeptos. Todos os jogadores sorriam, acenavam a mão, às vezes davam uma palavra, mas não paravam, andavam sempre. O Serginho não. O Serginho viu um defeciente motor, foi ter com ele, tirou o casaco do fato de treino e ofereceu-o. Não posso descrever a imagem de felicidade que irradiou do rosto daquele jovem, naquele momento, por este gesto tão simples. Aposto que ainda hoje esse casaco deve ser a melhor recordação que esse rapaz deve ter em sua posse!

No futebol propriamente dito, Conceição tem um currículo riquíssimo, querem saber porquê? Porque jogou no FC Porto. Os outros clubes estão mencionados abaixo. Nem falo do Felgueiras senão ainda começam a dizer que foi o Jorge Jesus que fez dele o jogador que foi...

Vamos às declarações do nosso Sérgio, tem muito mais piada. Alguns excertos:
Adaptação a Itália quando saiu do Porto: Muito, muito, muito difícil. Não a adaptação à língua, à comida, ao país e aos costumes. Foi difícil sair do núcleo do FC Porto, onde tudo é uma família, que comia junta, pelo menos uma vez por semana. Quando cheguei à Lazio, percebi logo que o ambiente era mais frio. Era cada um por si. Atenção que isto não é uma crítica. É normal em toda a parte do mundo - e já andei por muitos clubes [Lazio, Inter, Parma, Standard, Al Qadisiya e PAOK]. A família do FC Porto é que é diferente, para melhor.
Clube do coração de Buffon: Sabe o que tinha o Buffon dentro do cacifo no Parma? Nem vai acreditar! Um poster dos adeptos do Carrarese, o clube da sua terra [Carrara]. Ia ver os jogos deles nas folgas.
Os amores de perdição: Mancini era sensacional mas nunca gostei dele. Tinha cá umas manias... Ao Verón também ninguém lhe ensinava nada, mas não era boa onda. Um filósofo, bem-falante, mas nada bom companheiro.
Treinador favorito: Com Eriksson, joguei a época inteira e fui suplente na final da Taça das Taças. Sabe porquê? Porque ele gostava muito do Mancini e este andava quase de braço dado com o Mihajlovic, ao ponto de ter sido seu adjunto no Inter. Ora, o Mihajlovic era o melhor amigo do Stankovic, agora no Inter. Nessa final, adivinhe quem jogou? Stankovic, pois claro! Eu, banco! Eriksson é um gentleman mas não alinho com pessoas que fazem panelinha com os outros. É igual ao Scolari.
O amor por Scolari: Como é que vou falar de um homem que chegou a Portugal, saiu daí sem ganhar nada e ainda é bem-visto? Dou valor é ao Queiroz, que ganhou dois títulos mundiais com os juniores. E também ao Humberto Coelho. Bolas, com ele, ganhávamos a dar espectáculo. Mas alguém duvida de que o Euro-00 foi o expoente máximo da geração de ouro? Alguém duvida? Não brinquem comigo!
Os projectos de Scolari: Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães - eu, Couto, Figo e Rui Costa - foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu. Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa. Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina. Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra.
Scolari não gosta de estar à mesa sozinho: Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas. A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde?
Scolari e as marcas desportivas: Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike. Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina. Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04].
E Madaíl?: O Dr. Merdaíl? Disse Merdaíl? Enganei--me. É Madaíl, Madaíl. Depois do fiasco do Mundial-02 [Portugal eliminado na fase de grupos por EUA e Coreia do Sul], escondeu-se atrás de uma carcaça, atrás de um campeão do mundo [o Brasil venceu esse Mundial-02, com Scolari a seleccionador]. Isso é atirar areia para os olhos dos outros. Desculpe lá, mas apetece-me partir a loiça toda. Nasci aí, em Portugal, e não aceito que arruínem o nosso futebol.

Para sempre na memória o hattrick a Kahn no Euro-2000 e as atitudes de enfant terrible, a última das quais quando cuspiu um adversário e atirou a camisola ao árbitro que o expulsou! Ah, também o episódio da garrafa que o Sérgio devolveu aos adeptos adversários quando estes o tentaram atingir quando ia marcar um canto. Um senhor!





Cromo (Época 1996/97)...




Currículo...


Reapareceu passados uns meses


Já não era visto há meses e foram muitos os portistas que se preocuparam com o desaparecimento de Raúl Meireles, mas afinal, relatos vindos da Bósnia garantem que ele está vivo e de boa saúde. Esperemos que não aconteça nada na viagem de regresso...

PS: Rodriguez continua desaparecido. Se tiverem notícias, agradecemos que avisem.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

7 Golos em 45 minutos...

... e um de letra!

Depois desta breve descrição está decifrado o vídeo da semana... em semana de Taça e depois do cromo da semana passada e ainda com "cunha" metida por Miguel87 nos comentários do blogue... aí está uma bela recordação da vitória por 9 bolas 1 perante o Juventude de Évora numa das eliminatórias da Taça de Portugal em 1997/98...

Apenas uma nota para o facto de ao intervalo estar 1-0 e a entrada de Jardel ao intervalo não ter sido solitária, pois teve a companhia de Drulovic que assistiu o nosso goleador-mor em 4 dos 7 golos apontados e e ainda marcou 1, apenas porque Jardel não conseguiu chegar à bola...



O Antas também pediu golos do Gomes... e aquele que eu mais vibrei nas Antas já foi aqui postado, mas aproveitamos o pedido para recordar no vídeo abaixo na vitória por 4-2 frente ao Sporting da Covilhã, jogo no qual o FCP se sagrou Bicampeão Nacional (84/85 e 85/86)...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Soluções


Se há coisa que ficou clara nos jogos passados e especialmente no último na Madeira foram os problemas desta equipa do FCPorto. Seja a má forma de jogadores importantes, sejam as lesões, seja o pé frio de Jesualdo. Importa partir para as soluções. E aqui parece-me claro que, apesar de muitos de nós aqui termos defendido que devíamos ter enfrentado a nova época com um novo treinador ao leme, julgo que agora, não defendemos a sua saída a meio da época. O risco seria demasiado e arriscávamos que estes 5 pontos que temos para os dois primeiros se alargassem de forma irreversível. Vamos lá às soluções mais comuns de que se fala.

Uma delas e a mais vulgar é a mudança do desenho táctico. De facto o nosso esquema parece estar a tornar-se previsível. Todos sabíamos que a grande virtude do esquema de Jesualdo em 4-3-3 era a rapidez com que fazíamos as transições, sobretudo as ofensivas. Tal tornou-se impossível dada a forma física deplorável de Meireles e Rodriguez e dada a incompatibilidade de Belluschi com esse esquema. E além disso, sem Varela e com este Mariano, falta o terceiro elemento para completar o trio da frente. Como tal, muitos são os que exigem um 4-4-2. Jesualdo sempre diz que pouco interessa o desenho táctico e o que interessa são as dinâmicas. Blá, blá, blá... É óbvio que tem alguma razão mas é também óbvio que perante as características dos jogadores é importante a forma como se distribuem no campo e a posição de onde partem e que usam como guia nas suas movimentações. Por exemplo, Belluschi tem estado sempre preso ao facto de no 4-3-3 termos um meio-campo pouco povoado o que faz com que recue, na minha opinião, demasiado. Quanto ao facto de se insistir em encostar Rodriguez à ala, julguei que no ano passado se tinha chegado à conclusão de que não funciona... Eu por mim até recomendava um meio-campo base em losango com Fernando, Meireles, Rodriguez e Belluschi. Não perdemos nada em experimentar. Até o pode fazer já no jogo da Taça. O problema era que nesse caso não entraria Varela...

Outra questão que se tem discutido é a da função de Fernando. Necessitamos de um pivot de meio-campo mais dinâmico. Fernando é enorme a defender mas não dá profundidade nenhuma ao jogo ofensivo da equipa. Julgo que se terá de pedir um maior envolvimento deste jogador e, no caso de ele não cumprir, proponho o recuo de Meireles que desempenha bem estas funções. Isto sobretudo nos jogos caseiros e de dificuldade teórica inferior.

Outro problema tem sido o posicionamento de Hulk. Sobretudo quando as coisas correm mal, há uma tendência a afastar Hulk da área e para a ala. Parece-me um erro. Até me lembro de ouvir Jesualdo a dizer que tinha planos para transformar o Hulk num marcador de golos. Pois até agora não vimos nada, antes pelo contrário. Tenho ideia que está a marcar muito menos golos e a rematar muito menos à baliza. Por mim Hulk jogava como segundo avançado e com total liberdade por forma a confundir as marcações. Na ala já todos vimos que para os defesas o assunto se resolve facilmente e à pancada...

Uma solução muito falada é a introdução de sangue novo. Varela poderá ser o click de que precisamos. Mas se não chegar teremos que reforçar o meio-campo com um jogador dinâmico. O único que vem à cabeça é mesmo o Rúben Micael, mas tenho a certeza que Rui Alves vai pedir um valor insano pela transferência. Mas não convem esquecer que temos alguns jogadores que poderão ser introduzidos no negócio como moeda de troca. Uma coisa é certa. Se não conseguimos com o que temos, teremos de ir ao mercado e, em Janeiro, as aquisições têm de ser ainda mais cirúrgicas e a aposta tem de ser em jogadores que dão garantias de rendimento imediato.

Ficam então algumas sugestões de soluções, na certeza porém, de que algo tem mudar em termos de atitude. E não estou a falar apenas da atitude dos jogadores...

Equipa para o jogo da Taça:

Beto; Miguel Lopes, Maicon, Nuno André e Tomás Costa; Prediguer, Valeri, Guarín e Mariano; Farías e Varela.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Voar como ele sobre os centrais...

Parecia um tosco quando chegou... os colegas (em plena pré-época) levavam as mãos à cabeça e perguntavam como é que um jogador que não sabe dominar uma bola pudesse ser tão caro, mas ultrapassou todas as dúvidas e para sempre vai ficar marcado na história do FC Porto e do futebol português. Conseguiu ainda ser o exemplo daquilo que um jogador não deve seguir: drogas, casinos e meninas... Ok, só esteve mal nas drogas!

'Ganhou' aquela cicatriz na testa quando caiu dum camião no meio do mato e só foi ao hospital no dia a seguir. Com ela marcou muitos golos e venceu muitos troféus, inclusive o Mundial de sub-20 em Adelaide, na Austrália, aquele em que Portugal defendia o título e conseguiu perder os três jogos na primeira fase.

Lembrar de Jardel, é lembrar de golos, os golos em San Siro, Camp Nou, Bernabéu, Luz, Munique, golos para todos os gostos e feitios nas Antas fosse de cabeça, de letra, remates do meio da rua sem preparação ou fossem de penalty. O terror para os guarda-redes adversários.

A estreia no campeonato português não foi muito feliz... para o FC Porto, porque Jardel entrou ainda na primeira parte quando o Vitória de Setúbal já vencia por 2-0 e assistiu Domingos para o 2-1, fez o 2-2 e ainda cabeceou uma bola à trave.

Pena que a última vez que me lembre de ter exultado, nas Antas, num lance com Jardel foi o penalty defendido pelo Baía. Terminou 2-2 e acabámos a jogar contra 9. Foi mais um prego no caixão do Octávio que permitiu a vinda do Mourinho.

Na Turquia tinha tudo, casa com 4 andares, elevador e piscina quase olímpica, uma ilha privada que o Galatasaray disponibilizava aos seus jogadores, e ainda tinha Hagi que num jogo da Liga dos Campeões em Madrid (quando perdiam 2-0 e Lucescu decidiu tirar Jardel ao intervalo) não permitiu a substituição - 'Você tá maluco? Vai tirar o homem que faz mais golos?' - e os turcos ganharam no Bernabéu com o golo da vitória a ser apontado por... Mário Jardel!




Cromo (Época 1996/97)...



Currículo...



Títulos...



- Vasco
Campeonato Carioca: 1992, 1993, 1994
Copa Rio: 1993
- Grémio
Copa Libertadores da América: 1995
Recopa Sul-Americana: 1996
Campeonato Gaúcho: 1995,1996
- Porto
Campeonato português: 1996/97, 1997/98, 1998/99
Taça de Portugal: 1997/98, 1999/2000
Supertaça de Portugal: 1996/97, 1997/98, 1998/99
- Galatasaray
Copa da UEFA: 2000
Supercopa Europeia: 2000
- Sporting
Campeonato português: 2001/2002
Taça de Portugal: 2001/2002
- Newell's Old Boys
Campeonato argentino: 2004
- Goiás
Campeonato goiano: 2006
- Anorthosis Famagusta FC
Taça do Chipre: 2006/2007



Prémios...

Melhor jogador do Campeonato português: 1996/97, 1998/99, 2001/2002
Bola de Ouro do jornal A Bola: 1996/97, 1997/98
Chuteira de Ouro (Europa): 1999, 2002
Melhor marcador da Copa Libertadores: 1995
Melhor marcador do Campeonato português: 1996/97, 1997/98, 1998/99, 1999/2000, 2001/2002
Melhor marcador da Taça UEFA: 1999/2000

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Post de Março de 2009

Na sequência de alguns comentários ao post anterior fica aqui uma recordação de um post que publiquei após a passagem aos quartos de final da Champions League. Na altura defendia porque achava que não deveria ser renovado o contrato de Jesualdo Ferreira. Isto para que fique claro que aqui não há portistas com opiniões que oscilam consoante o momento da equipa. Só espero que não tenha que dizer daqui a uns tempos que tive razão antes do tempo...

http://basculacao.blogspot.com/2009/03/renovar-ou-nao-renovar.html

«Renovar ou não renovar


Eis a questão. Enfrentando mais uma enorme pausa no campeonato, aproveito para pôr à discussão o que mais me tem preocupado nos últimos tempos. Primeiro foi Lisandro e agora Jesualdo. Se em relação ao primeiro defendo que deve ver renovado o seu contrato de imediato, não posso dizer o mesmo em relação ao nosso treinador. Vamos com calma. Parece que em relação a Jesualdo não consegue haver meio termo. Em Outubro e após as 3 derrotas consecutivas, muitos pediam a sua cabeça, apesar de nada estar decidido. Agora e após a exibição de Madrid e a curta vantagem adquirida no campeonato parece que muitos dos seus defensores sairam da toca a gritar pela renovação do seu contrato. Neste aspecto parece-me que a táctica da nossa administração do 'esperar para ver' está correcta (se é que é esta a táctica...). No entanto, convém ir fazendo a soma dos prós e contras para na altura certa agir. Vamos por temas.

Resultados falam por si?

Ora muitos falam dos resultados. Não deixa de ser verdade que se trata de um treinador que ainda não perdeu um único campeonato desde que chegou. E todos sabemos em que circunstâncias chegou. E mesmo treinando uma equipa montada por outro treinador chegou ao título apesar de um afrouxamento na parte final. Na segunda época fez uma prova fantástica. Pouco haverá a apontar. Este ano houve mais sobressaltos mas parece que tudo acabará bem. Na Champions o desempenho também tem sido bom. Se no primeiro ano atingimos os objectivos mínimos e fomos eliminados em Londres com uma amarga 'vitória moral', nos dois anos seguintes ficámos em primeiro lugar no nosso grupo e este ano chegámos mesmo aos quartos de final. Os resultados são bons. Não há dúvida.

Em contraponto, fica-nos sempre a ideia que, com Jesualdo, e ao contrário do que é norma neste clube, perdemos eficácia nas provas a eliminar. Tal fica bem marcado no desempenho frente a Paulo Bento. Aliás, o Paulo bem pode agradecer a Jesualdo o facto ainda ter um emprego... Perdemos duas Supertaças seguidas e ainda uma final da Taça num ano em que demos a esse mesmo adversário 20 pontos de vantagem no campeonato. Como é possível não ficar claro numa final a diferença de qualidade demonstrada ao longo um ano inteiro? Tal só pode indiciar que Jesualdo não controla os níveis de motivação da equipa. Também nos clássicos deixamos de ter aquele ascendente que era nosso apanágio. Tal está claramente demonstrado nos resultados em casa este ano em que não fomos capazes e nem sequer estivemos perto de vencer. Isto apesar de nos reconhecerem mais uma vez a melhor equipa do campeonato. Nos anos anteriores poucas foram as excepções a esta regra. Lembro a vitória em Alvalade este ano, a vitória magra mas clara em casa sobre o Benfica no final do campeonato passado e pouco mais. Tudo o resto têm sido empates e exibições pouco coloridas em jogos em que nem é preciso trabalho motivacional.

Jesualdo fez jogadores como Bruno Alves, Lisandro, Rolando, Fernando, etc.

De facto foram jogadores que explodiram com este treinador. Poucos eram os que acreditavam que Bruno Alves desse neste portento que é agora. Muitos achavam que Lisandro seria sempre um avançado para partir para a área da ala e nunca um ponta de lança. Rolando e Fernando são escolhas deste treinador e que foram lançados às feras, tendo dado provas a todos os níveis. Até com Quaresma se tem provado que é preciso trabalho e compreensão de treinador ,que Jesualdo teve e que outros Doutorados simplesmente não tiveram paxorra. Hulk é mais um exemplo. De facto, Jesualdo cria um núcleo duro de titulares e alguns desses jogadores cresceram muito no seio da equipa e beneficiaram muito da eficácia da máquina de meio campo formada por Meireles, Lucho e Assunção que como sabemos vem já do tempo de Co Adriaanse.

No outro lado da moeda estão os jogadores a quem este conceito do núcleo duro não permite chegarem a mostrar o que valem. Farias marca quase sempre que joga. No entanto, quando são precisos golos não é opção e entra apenas aos oitenta minutos. Se Jesualdo faz um esforço para perceber Quaresma e Hulk, porque não fazer um esforço para ter um plano B que inclua um rato de área como Farias ou mesmo o esquecido Adriano. Isto tudo num ano em que temos uma dificuldade gritante em marcar golos em casa. Mariano, por exemplo, tem sido dos melhores nos últimos jogos e, após a sequência de oportunidades que teve e inserido na engrenagem da equipa titular, nem parece o trapalhão do costume. Stepanov poderá ser outro exemplo. Outros jogadores que dão provas noutros clubes também nos põe a pensar no porquê de não terem mais oportunidades. Lembro-me por exemplo de Luís Aguiar. Jesualdo achou que não deveríamos exercer opção. Já o Braga beneficia do futebol mais excitante da liga com este jogador ao leme e com outro jogador a quem Jesualdo não deu oportunidades a brilhar na frente de ataque. Tudo isto perante a nossa falta de opções ofensivas no banco. Isto já para não falar de outros nomes muito badalados como Ibson, Pitbull, Paulo Machado (que também já perdemos de vez) e os jovens extremos que estão condenados a serem emprestados para toda a eternidade. Jesualdo está mesmo integrado no projecto de desenvolvimento das nossas escolas? Que jogadores introduziu ele no plantel principal? Há que perceber que se continuarmos a desprezar as segundas linhas, teremos sempre de ir ao mercado cada vez que nos vierem buscar uma das jóias acabando por desaproveitar parte dos camiões de dinheiro que têm entrado. E já percebemos, pela mera análise das contas e dos resultados sem transferências de jogadores, que isso terá de acontecer todos os anos.

Jesualdo tem sido a única voz do clube

Neste período em que o nosso presidente, e o clube por arrasto, continua a enfrentar o ódio de morte que nos têm (em parte devido a algumas imprudências da sua parte) com ataques em toda a linha, tem sido sempre Jesualdo a defender as nossas cores. Logo ele que é apenas um convertido por razões profissionais. E tem-no feito com grande mestria. Fala sempre o suficiente, com moderação, clareza, deixando até a ideia que este é mesmo o seu clube do coração. Não é, mas já percebeu que somos diferentes e provavelmente até terá pena que o benfiquismo ter vindo misturado no genes familiar. De outra maneira não poderia representar o clube como tem feito. Chega até a dar a sensação que o faz demasiado sozinho, o que valoriza ainda mais esta sua faceta.

Mas se comunica bem para fora do clube, não podemos dizer que o faça em termos para dentro, nomeadamente para os adeptos. A desconfiança nunca desapareceu mesmo depois de um campeonato ganho com históricos 20 pontos de vantajem e mesmo depois da bela recuperação que está a fazer este ano. Não esquecer que já estivemos a 7 pontos do primeiro. Como explicar este fenómeno? Como explicar o facto que eu estar para aqui a fazer os prós e contras da renovação deum treinador que provávelmente será tricampeão? Uma coisa é certa, o facto de a discussão existir, prova que a comunicação para dentro não funciona. Percebe-se que a própria figura cinzenta do treinador não empolga e daí muitos defenderem que deve passar para uma função mais de gestão global do plantel como director desportivo. O futebol quase sempre assente unicamente em transições rápidas também não ajuda.

Conclusão: Vale a pena trocar o seguro pelo desconhecido?

É o maior dos argumentos pela renovação. Há alternativas seguras no mercado? Não vejo. E nem me falem de Jorge Jesus e Paulo Bento... Não há alternativas sem ser de risco. Como foi a de Mourinho por exemplo. A minha opinião assenta na velha expressão 'o seguro morreu de velho'. O futebol faz-se de ciclos e acredito sinceramente que o de Jesualdo acabou. Após o ciclo glorioso com Mourinho, tivemos um ciclo de tumulto que terminou com a saída do insano Adriaanse. Com Jesualdo acalmamos ao sabor das vitórias. Agora há que tentar explodir! Foi um bom ciclo mas não me parece que, sendo prolongado, possa vir a ser melhor. E é isso que todos queremos: queremos mais que isto. Mais que o bom queremos o excelente! Será pedir de mais?»

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Derrotas no Caldeirão com outro Sabor...

Também no Funchal, também com auto-golos à mistura, recordamos hoje uma derrota menos dolorosa que a do fim de semana que passou... Recuamos à época 1997/98, ao último jogo do campeonato, com o Tetra já consquistado, o FCP foi derrota pelo Marítimo por 3 bolas a 2, cuja vitória colocou a equipa madeirense na Taça Uefa, treinada na altura por Augusto Inácio que emergia na esfera nacional como treinador principal depois de alguns anos a adjunto no nosso clube...



Notas do Vídeo...

- O auto-golo de Gaspar parece um claro regresso ao presente bem recente...

- Jardel e os festejos em direcção ao público madeirense no segundo golo...

- Barroso e os bilhetes de qualquer parte do campo...

domingo, 8 de novembro de 2009

Evidências


Espero que a partir de hoje a nação Portista esteja rendida às evidências. Eu pelo menos estou. Se calhar até já estava, mesmo antes desta vergonha que foi o jogo na Madeira. Até já andava com alguns sintomas de realismo que me fizeram escrever aqui coisas como 'a equipa não anda a jogar nadinha' ou 'se falta Hulk e Falcao não jogamos' ou que não via Jesualdo a fazer nada para inverter esta tendência. Mas agora julgo que mais gente vai acordar para as evidências. Vamos elas:

Evidência nº 1: Jogamos Zero!!! Não há ponta de fio de jogo. Não há estratégia definida a não ser a entrada de Farias, a subida do Bruno Alves e o pontapé para a frente quando o resultado não agrada. Dependemos unicamente da inspiração individual e normalmente, para isso, só podemos contar com Hulk, Falcao e Bruno Alves. Qualquer equipinha de merda nos consegue manietar por completo e nem é preciso o Autocarro. Basta pressionar bem Hulk e já está. Não há mais ninguém... É penoso ver o FCPorto jogar. O fim-de-semana até me correu bem e até estava bem disposto quando liguei a TV. Agora estou aqui a descarregar bílis no blog e com vontade de esganar alguém...

Evidência nº 2: Jogadores outrora importantes já não têm lugar na equipa. Chega de ver Meireles a arrastar-se e Rodriguez a imitá-lo. Para quê jogar constantemente com dois jogadores a menos? Claro! Jesualdo diz que vamos ter de esperar que este jogadores cresçam no seio da equipa. Por mim cresciam sentadinhos no banco. Pelo menos enquanto jogarem isto. Mas isto levar-nos-ia à questão da falta de qualidade dos substitutos.

Evidência nº 3: Dos reforços só se aproveita Falcao e Varela. Álvaro Pereira pode ser uma embirração minha, mas não vejo ali nada. Ainda por cima o único jogo que poderia ter mudado a minha opinião, não vi. Foi contra o Leixões em casa. De resto é um lateral muito fraco na marcação, perigosamente impulsivo e, ofensivamente, todas as jogadas que faz são iguais: corre que nem um maluco e depois pára e passa para trás. Belluschi é outro que tal. Fez um bom jogo em Olhão e nada mais se lhe viu. Só até aqui já estão 9 milhões de euros. Nem quero falar de Prediguer, Valeri que se vieram juntar a outros nabos que já cá tínhamos como Mariano, Guarín, Tomás Costa que até agora pouco mais trouxeram que fogachos e uma inconstância incrível nas exibições. Tem sido inacreditável a paciência que os portistas têm tido com estes jogadores. Nenhum deles é capaz de ser titular da nossa equipa e isso faz com que se tenha de insistir infinitamente em Rodriguez e Meireles.

Evidência nº4: Tal como Paulo Bento, Jesualdo também devia ter saído em Junho. Ui que o gajo passou-se! Exactamente isso que acabaram de ler. Considero que Jesualdo não é parte da solução. No ano passado tivemos uma crise, mas não foi nada semelhante a isto. Tivemos um choque que foram 3 derrotas consecutivas. Soaram os alarmes e Jesualdo reagiu e bem com a introdução de Hulk na equipa e com o reposicionamento de Rodriguez. Este ano tem sido bem diferente. Isto tem sido uma morte lenta. Cada vez jogámos pior e até os nossos melhores jogadores começam a ser afectados pela mediocridade do jogo colectivo da equipa. Por exemplo, Hulk ontem não jogou nada! Rolando tem um erro técnico incrível! Fernando falhou imensos passes! Culpa deles? Duvido. Para quando a introdução de um sistema alternativo. Que tal um sistema onde Belluschi possa jogar mais perto dos avançados? Para quando um sistema que realmente deixe o Hulk deambular pelo ataque sem estar preso à linha. Para quando um trinco a quem não lhe seja exigido apenas que recupere a bola e passe para o lado. Que aconteceu às transições rápidas? Tudo coisas que Jesualdo teve estes meses para aprofundar e que não fez. Porquê? Porque sim. Até nem estamos muito longe do primeiro e estamos nos oitavos da Champions. Para quê mudar? Este mesmo sistema chegou para sermos tricampeões. Para quê mudar? Deixem lá estar o senhor em paz que ele até é velhinho, é professor e até já ganhou títulos...

Enfim, escrevi isto logo após final do jogo, mas julgo que escreveria o mesmo com mais calma. Estou farto de ver esta morte lenta da equipa. Estou farto de ver um FCPorto previsível e a caminhar para um fim indesejável que poderá ser o adeus ao Penta. O perigo é real! Isto vai acontecer se não se fizer nada. Acordem!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Jogador à Porto... made in Caxinas

Lembramo-nos de Paulinho Santos e associamos raça, paixão, luta, agressividade e... João Vieira Pinto!

Paulinho Santos é um jogador do reino do Dragão, um dos cinco jogadores que foram Pentacampeões. Acabou a carreira sob o comando de Mourinho, na época da Taça Uefa, e num dos últimos jogos ao serviço do Porto, senão mesmo o último, marca um golaço ao Varzim ainda no Estádio das Antas, na 32ª jornada do campeonato. Acabaria por ser o golo da vitória porque terminou 3-2 e os varzinistas, treinados por Luís Campos, surpresa das supresas, acabariam por descer de divisão!

A relação com João Vieira Pinto vai perdurar na história. Partiu-lhe o nariz e o maxilar, mas eram convocados para a Selecção e obrigavam-os a partilhar o quarto. Dava porrada durante os 90 minutos mas no último jogo da época da despedida, contra o Sporting, foi João Vieira Pinto quem lhe entregou uma camisola dele em jeito de homenagem. O típico caso de 'quanto mais me bates mais eu gosto de ti...'

Não esquecer o golaço à Aústria (naquele célebre jogo que Oliveira pede a Dominguez para mostrar aos nazis como se joga à bola) e a saída em maca (num jogo contra o Benfica, creio) a piscar o olho para os colegas que estavam no banco de suplentes... No futebol actual, dificilmente teria lugar num 11 do FC Porto... mas que saudades do caxineiro!

Cromo (Época 1996/97)...


Currículo...


Títulos...

- Campeão Nacional (7): 92/93, 94/95, 95/96, 96/97, 97/98, 98/99 e 02/03
- Taça de Portugal (5): 93/94, 97/98, 99/00, 00/01 e 02/03
- Supertaça de Portugal (5): 93/94, 94/95, 98/99, 99/00, 01/02
- Taça Uefa (1): 02/03

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Objectivo orçamental conseguido


Anualmente, o FCPorto inclui e prevê no seu orçamento as receitas da passagem aos oitavos de final da Champions League. Não será por acaso. É já o quarto ano consecutivo e a sexta vez nos últimos 7 anos. É obra! Estamos constantemente nas 16 melhores equipas da Europa e já sabemos que quem lá está constantemente, está mais próximo de chegar ao caneco. Muito importante esta tendência dos últimos anos.

Dito isto, vamos ao jogo. Estava em causa a passagem, mas sobretudo, estava em causa a reacção da equipa às más exibições dos últimos três jogos. Que dizer? Como reacção não foi mau. Houve empenho, houve mil e uma oportunidades de golo mas ainda não houve futebol de qualidade. Chegámos a fazer boas jogadas e a jogada do golo é um bom exemplo disso, mas foram muito raras. Ou seja, a vontade estava lá mas acabámos por não conseguir um exibição segura. Isto por causa do autêntico descalabro que foi o último passe e a finalização. Parece mesmo que os últimos resultados mexeram com a confiança da equipa e até Falcao e Hulk falharam completamente isolados. Daí a importância acrescida daquele belo tiro de Falcao. Pode ser que lance a equipa para uma recuperação emocional. Mas de uma coisa não podemos fugir. Continuamos a ter uma péssima versão de Rodriguez e uma pálida versão de Meireles. E de facto, assim é complicado. Sobretudo porque Mariano não dá garantias, Bellushi idem, Varela está lesionado e os outros não contam. Sobram duas opções que já deram algumas provas quando entraram: Guarín e Farías. E é só. Assim, resta mesmo esperar que os titulares em má forma se vão arrastando pelo campo até que finalmente melhorem. Mas não podemos esperar que a equipa não se ressinta...

Individualmente, gostei dos dois colombianos e do Helton que faz uma defesa estupenda na primeira parte. Guarín deu músculo e velocidade ao meio-campo. Pena que continue a tomar constantemente más decisões na definição dos lances, mas aquele passe que isola Hulk é muito bom. Já Falcao é mesmo uma paixão recente. Não estava nada à espera disto. Muito seguro e criterioso de costas para a baliza, consegue ainda ser letal na finalização com mais um grande golo. Gostei ainda da exibição do Rolando que para mim foi o melhor da defesa. Quanto a Jesualdo, gostei da introdução de Guarín e da entrada de Farías e não gostei do tempo todo que deixou Meireles a arrastar-se em campo tendo Tomás Costa e Belluschi no banco.

Mas a redenção terá de continuar no Funchal, não esquecendo que estamos com tolerância zero visto que já nos encontramos demasiado distantes do primeiro classificado para o meu gosto e o dos outros Portistas.

Equipa para a Madeira:

Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Álvaro Pereira; Fernando, Meireles, Guarín e Rodriguez (ou Bellushi); Falcao e Hulk.

Escaramuças no Banco de Suplentes...

Ontem a bisbilhotar no meu arquivo videográfico sobre o FCP, encontrei esta pérola jornalística repugnante... até já tinha passado por elas várias vezes, mas desta vez, pensei, dada a actualidade das escaramuças e um episódio televisivo caricato que antecedeu o jogo entre o Braga e o Benfica, em que, naquelas entrevistas à porta do Estádio, o jornalista da TVI pergunta a um adepto lampião um prognóstico para o jogo e que ele responde todo aperaltado: "3-1 para o Glorioso..."... Depois disto, o gajo da TVI saí-se com um "Esperemos que sim, esperemos que sim..." e ao aperceber-se do erro, "ou uma vitória do Braga", concluiu ele...

Tendo por base isto, recuamos à época 1997-98, em que o Benfica recebeu um FCP já tetracampeão e, num jogo para cumprir calendário, venceu os portistas por 3-0... A reportagem é do famoso "Donos da Bola", com o inevitável Nuno Luz... deprimente e no auge da isenção jornalística...



É por isto, e muito, muito mais, na altura das comemorações do primeiro Tetracampeonato, Pinto da Costa fez questão de implorar para que este programa televisivo não terminasse, como anteriormente já vimos neste blogue...



Nota: O vídeo da semana foi antecipado para hoje, pois amanhã é dia de Prata colocar a sua crónica sobre o jogo de logo em Chipre! FORÇA PORTO! FORÇA CAMPEÕES!

domingo, 1 de novembro de 2009

E agora? Já se pode criticar?


Na semana passada jogámos pouco mais que zero, mas somámos os três pontinhos. Ora na sexta-feira voltámos a jogar pouquinho, e quem joga pouquinho às vezes arrisca-se. Mas o problema é bem mais complexo que a falta de velocidade nestas duas primeiras partes. O problema é a completa ausência de ideias no nosso meio-campo. Bellushi continua a jogar muito longe da área adversária e de uma forma extremamente insípida e Meireles, nem com o empenho que tem demonstrado, consegue disfarçar o facto de estar uma sombra do que já foi nesta equipa. E sem estes dois sobram duas opções atacantes: Hulk a resolver sozinho com o seu génio e a chuveirada para Farías, Falcao e Bruno Alves. Muito limitado para uma equipa com as ambições do FCPorto. Responsável máximo por tudo isto? Esse mesmo que estão a pensar. Mesmo apesar das lesões e dos problemas físicos de jogadores importantes, no ano passado com Lucho e Lisandro tínhamos o mesmo problema em casa: uma falta de soluções gritante que nem a compra de um ponta-de-lança com qualidades raras veio resolver. Eu até cheguei a pensar no ano passado que o problema era o facto de apenas termos jogadores talhados para o futebol em transições rápidas. Mas pelos vistos o problema não é esse. E até se agravou visto que este ano há transições... O problema é que não são rápidas.

No jogo de Sexta poucos serão os destaques senão as tentativas de Bruno Alves para espevitar a equipa. Muito pouco. Mas a verdade é que podíamos muito bem ter ganho e tivemos algum azar ao não ter conseguido marcar o segundo golo. Mas isto seria conseguido através de um chuveirinho deprimente e o golo alcançado foi um exemplo disso.

A pergunta que se impõe é só uma: como é que o futebol da equipa se tem degradado de jogo para jogo? E isto sem que se note algum trabalho de Jesualdo que leve à inversão desta tendência. Que é que Jesualdo se propõe a fazer para inverter isto e para contrariar o facto de estarmos outra vez a 5 pontos do primeiro classificado? E se está à espera que um passagem aos oitavos de final da Champions nos acalme está enganado. Já estamos em Novembro e nada... Tudo o que de bom fizemos este ano teve a ver com o génio de Hulk, o talento inesperado de Falcao e meia dúzia de rasgos individuais de alguns outros jogadores. Que dizer sobre isto Jesualdo?

A resposta virá em Nicósia e no Funchal.

Equipa para a passagem aos oitavos:

Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Álvaro Pereira; Fernando, Raúl Meireles, Belluschi e Rodriguez; Hulk e Falcao.