quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Comprometedor


Depois do resultado de ontem em Belém e do de Setúbal, já começava a teorizar sobre a possibilidade de a psicologia do jogo em atraso, que ainda temos de disputar no Estoril, se ter invertido. Na minha cabeça, tal seria um trunfo para o FCPorto porque, a eventualidade de podermos ficar com uma vantagem de 4 pontos para o segundo e 7 para o terceiro, teria de fazer mossa nos adversários. Ora o empate de hoje, confirmou que não vamos ter descanso nos próximos tempos, quanto à tabela classificativa. E bem precisávamos dada a sequência terrível de jogos que temos em Feverreiro.

Óbvio que o resultado é uma aberração quando comparado com o que se viu no jogo. Temos uma equipa que, apesar de jogar em casa, fez dois remates no jogo todo, sendo que um foi interceptado por Felipe e outro pareceu mais um alívio. Jogaram para o pontinho e foram bem sucedidos. Mas já não é comum que equipas com estas estratégias consigam pontos e conseguiram-no com bastante felicidade. Há ali jogadas de finalização simples e que foram desperdiçadas de forma incrível. Lembro-me especialmente de duas. Lembro-me de Brahimi que fez um remate na atmosfera, de fazer inveja ao Marega e lembro-me da recarga ao livre do Alex. Felipe poderia ter sido bem mais impetuoso. Bastava metade do ímpeto com que habitualmente defende, para ter sido golo.

Mas, apesar das inúmeras oportunidades, a bola não entrou. Não é caso para alarme mas importa, no entanto, analisar o nosso futebol ofensivo. Houve um problema claro de falta de eficácia que já vem dos últimos jogos. Mas noto ali que talvez seja preciso variar mais o nosso jogo. Ontem estreou-se Paulinho que acabou por tentar emular o papel de Brahimi no flanco direito. A estratégia deu alguns frutos e Paulinho conseguiu arranjar espaços nas costas da defesa contrária em duas ocasiões de muito perigo. Mas pareceu-me que o modelo poderia ter funcionado mais vezes, se não se procurassem sempre os movimentos interiores. Ricardo e Alex ficam consecutivamente 1 para 2 na ala e acabam por cruzar poucas vezes da linha. Ou seja, gosto do modelo e acho que funciona com estes jogadores, mas temos de ter a capacidade de variar mais. Ou até de variar a partir do banco com Corona, que nem foi a Moreira de Cónegos. Outro exemplo de variações que podemos fazer, dentro do mesmo modelo de jogo, são os remates de meia distância. Parece que estamos obcecados com a procura das costas da defesa e não aproveitamos para pôr pressão no guarda redes. Isto é especialmente para ti, Oliver! Em suma, se temos dificuldade em marcar, há que buscar alternativas e temos de fazê-lo cedo no jogo.

Outro factor, notório no jogo, e que nos impediu de fazer uma ponta final melhor, foi a frescura física. Mas isso... Já sabíamos que ia ser assim. Foi o plantel que tivemos até agora e não estica mais que isto.

Individualmente, gostei do Felipe. Precisávamos de uma liderança forte, na ausência de Danilo e de Marcano e tivemo-la em Felipe. Também gostei do Alex e do Ricardo que tiveram uma tarefa, às vezes inglória, de fazer a ala toda. Sobrou agressividade à dupla Herrera e Oliver, mas faltou mais capacidade de decisão sobretudo do espanhol. Não gostei de Brahimi e Marega pelo mesmo motivo. Muitas nabices em zona de decisão. Em Marega já estamos habituados, mas em Brahimi é mais alarmante e talvez mais um sintoma de desgaste. A estreia de Paulinho não foi deslumbrante mas pontuo de forma bem positiva. Waris e Soares só vieram ajudar ao acumular de nabices na área adversária. Ajudaram pouco.

Podemos ficar atrás. Temos de reagir já no sábado!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Mais uns meses à espera


Lá se foi a Taça da Liga. Mais uma vez... Nem quando levamos a competição a sério e até quando fazemos por merecer melhor, isto corre bem. Não resta outra alternativa senão a de voltar no próximo ano com o mesmo empenho. É uma questão de tempo, visto que isto é uma competição feita à medida dos 3 Grandes. Mas a consequência imediata é a certeza de que vamos ter de esperar mais uns tempos até podermos festejar um título.

O jogo foi fraco e muito faltoso. Ainda assim, a segunda parte foi melhor porque trouxe mais oportunidades. Sobretudo para o FCPorto, mas há também uma oportunidade clara para o Sporting, numa bola parada. Podemos reclamar portanto alguma vantagem em termos de oportunidades de golo, mas o que ficou bem marcado, foi a intensidade que empenhámos nos segundos 45 minutos bem pontuada pelas recuperações de bola rápidas, pela quantidade de ataques, que foi muito superior à do adversário, e pelo facto de, a partir de certa altura, sermos a única equipa que demonstrava não estar conformada com a perspectiva de decisão através de penaltis. Nem todos o vão admitir, mas todos concordam que, a haver um vencedor nos 90 minutos, seria o FCPorto.

E isto leva-nos para um exercício complicado que é o de tentar antecipar o impacto deste desaire e de ter caído o nosso primeiro objectivo da temporada. Elogiar demasiado o facto de termos sido superiores ao longo do jogo e ao longo dos três clássicos de disputamos nesta temporada, soa um pouco a apologia da vitória moral. Mas não é importante constatar que estaremos sempre mais próximos da vitória se jogarmos melhor que os adversários? Não importante perceber que Jesus tem de fazer um discurso muito rebuscado para tentar implicar subtilmente que a sua passagem à final é merecida? Eles sabem o quanto desejaram sobreviver até aos penaltis naqueles minutos finais do encontro. E isso terá muita influência nos próximos 3 jogos de despique directo. E temos de ser claros: custou perder mas, se havia um jogo dos 4 que poderia correr mal era este. É a objetividade do nosso ranking de prioridades em termos de títulos. Em suma, julgo que esta desilusão faz sentido, mas não vejo que vá dar sequelas nem tampouco um boost emocional ao adversário. E veremos se conseguem ganhar o título porque, caso contrário, mais valia terem perdido hoje. O mesmo se aplicaria ao FCPorto se tivesse passado à final.

Passando do domínio do psicológico ao futebol jogado, individualmente, gostei da exibição de Ricardo Pereira. Só aquela arrancada na segunda parte chegava para lhe dar o MVP, mas esteve muito bem quer a defender, quer a atacar. Aquela faixa esquerda do Sporting é muito agressiva, mas foi facilmente anulada. De resto, defensivamente, voltamos a ter exibições muito boas. O único erro foi mesmo o de Sérgio Oliveira ter permitido que se marcasse aquele canto curto.  Ofensivamente, houve mais luta que inspiração. Brahimi destaca-se sempre e Marega, à sua maneira, criou muitos problemas ao adversário. Gostei mais de Soares do que de Aboubakar, que esteve algo desastrado. Gostei também mais de Sérgio Oliveira do que de Oliver e Herrera mas, há ali pequenos erros que fazem baixar a sua nota.

Não consigo pontuar Danilo porque, graças aos 'excelentes' acessos e localização do Estádio e à excelente organização do evento, não o vi jogar. Ainda bem que já há notícias sobre a repetição do evento em Braga nos próximos anos...

Uma última referência para o VAR. É interessante perceber como as opiniões variam quando o FCPorto está envolvido. Desta vez, já temos uma lance duvidoso que é bem anulado. Normalmente, a dúvida é um aliado para o ataque, mas... Já sabemos que isto vai variando. Uma coisa é certa: a culpa é sempre do protocolo. Acrescentaria outra: a razão, há muito que passou a estar com o Manuel Serrão...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Estava-se mesmo a ver...


... mas o desastre não aconteceu. Seria um castigo demasiado cruel para o FCPorto, dado o jogo que se viu na sexta-feira no Dragão. Mas aquela sequência de bolas paradas para o adversário que vimos nos últimos minutos chegou para lançar o pânico nas bancadas. Sobretudo pela irritante e eficaz repetição do método do Tondela. Ganhavam lançamentos laterais consecutivamente mais adiantados até ganharem cantos. Aconteceu pelo menos umas 5 vezes nos últimos minutos. Vá lá que a defesa esteve bem mais eficaz do que o ataque e não houve qualquer oportunidade de golo nesses lances.

Na semana que passou, além da idiotice dos adversário, segundo os quais estaríamos a 'tentar ganhar na secretaria', devem ter ouvido muitas vezes da boca de portistas que, contra o Tondela, menos de 5-0 era derrota... Acabámos aliviados e a achar que o 'meio a zero' já não foi mau... Outra ironia que detectei foi a de, apesar de termos criado um número muito elevado de oportunidades de golo, termos ganho com um golo oferecido por um adversário. Não deixa de ser engraçado depois do que se disse sobre o Tondela-Benfica e sobre as assistências de Rosic em Braga, na semana passada. Mais vale concentrarmo-nos em coisas palpáveis e evitar estes caminhos sem retorno das teorias de conspiração.

Falei já da eficácia defensiva por oposição ao nível épico do desperdício, sobretudo na segunda parte. Vínhamos de uma primeira parte no Estoril muito má, talvez a pior da época, em que todos estiveram mal. Desde José Sá (mal colocado) até ao Marega (muito trapalhão), passando pelo mais culpado de todos, Sérgio Conceição. A forma como substituiu Brahimi é assustadora porque me faz ponderar se ele percebe mesmo a equipa que montou e quais são os seus pontos-chave. Mas regressaremos a esse jogo em Fevereiro, altura em que se terá a hipótese de redenção que se pretendia, com as duas substituições que Sérgio tinha planeadas para o intervalo. O que pretendo com a alusão a esses 45 minutos é que poderiam ter deixado marcas. Tínhamos perdido o primeiro lugar, apesar de temporariamente, e isso teve impacto no jogo de sexta-feira. É a única explicação que tenho para tanto desperdício. Aquela sofreguidão que demonstrámos, acabou por ser contraproducente e isso manifestou-se no resultado escasso. Pepa pôde congratular-se por não ter sido goleado mas, se formos comparar com os jogos anteriores, o nosso domínio e a nossa capacidade de gerar oportunidades de golo foi igual ou superior à dos jogos anteriores no Dragão. Isto para não falar da arbitragem que mais uma vez não teve um nível aceitável...

Uma menção, no entanto, para as substituições de Sérgio Conceição. Bastante conservadoras... Temi que a equipa recuasse e deixasse de criar perigo, mas tal não aconteceu. E já sabemos que Sérgio Oliveira tinha de ter minutos para ganhar ritmo. É que vem aí um jogo com o Sporting...

Individualmente, dou o MVP a Danilo. Tem sido uma distinção repetida por aqui, mas é justo reconhecer que está numa forma nunca antes vista, desde que está no Dragão. Gostei também de Felipe, Marcano e Ricardo Pereira.  Não tenho grandes destaques ofensivos dado o problema de eficácia que demonstraram, Pela negativa não tenho grandes destaques. Ia falar do nervosismo de José Sá, mas julgo que melhorou muito no final do jogo e esteve muito seguro naqueles momentos finais.

Vem aí a fase final da Taça da Liga. Mais do que a Taça, será importante marcar terreno frente a um Sporting que, depois do resultado que teve e das reacções exageradas que se seguiram, poderá ficar muito fragilizado se perder na Quarta-feira.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Irrepreensíveis



Esta época está a ser irrepreensível. Estamos em todas as frentes, com óptimos resultados e cumprimos sempre o nosso dever como equipa do FCPorto. E, ao contrário do Sporting, não se pode dizer que tivemos sorteios favoráveis. Basta ver que tivemos de ultrapassar 3 equipas da primeira liga ao contrário do Sporting que ainda não enfrentou nenhuma. Ou seja, além de ter um plantel mais numeroso, pôde poupar jogadores na maior parte das eliminatórias. Não deixa de ser irónico que estejamos em todas as frentes no ano em que, reconhecidamente, temos o plantel mais curto. Mas já deu para ver que o plantel é curto em número e não em qualidade. Os adversários estão assustados e o facto de o Sporting estar a fazer propostas por tudo o que mexe, incluindo um jogador que nos interessava muito, é um sintoma de algum receio face à força deste FCPorto. Jesus, como sempre, confia mais nos jogadores bons e caros, do que na sua mestria táctica. Normalmente a arrogância esconde alguma insegurança, mas Jesus exagera. O Bruno que se habitue a 'engolir sapos' com os fundos. Há por aí uns tipos que alinham nestes negócios todos. Chamam-se Doyen...

O jogo de ontem trouxe muitas mexidas e algumas poupanças. A poupança principal foi a da nossa dupla de ataque. Foi no entanto possível manter uma estrutura forte baseada noutras duas duplas: a dupla de centrais e a dupla de meio campo. O destaque foi mesmo a dupla Danilo e Herrera, que foram o motor do bom arranque na primeira e na segunda parte. É interessante constatar a evolução dos dois jogadores neste esquema. A tendência será sempre a de Herrera pisar terrenos mais adiantados mas, à medida que vão evoluindo na época, são muitas as vezes em que as posições se invertem. Assim, os dois jogadores têm crescido imenso.

Individualmente dou MVP a Herrera. Desempatei pelo golo, mas gostei dos nossos dois médios. Foi pena não ter havido golo de Soares, que fez o suficiente por isso, e precisa de marcar para voltar ao seu nível. O resto da equipa esteve bem, sem haver exibições deslumbrantes.

Na segunda-feira, voltamos à nossa grande luta com mais uma deslocação a Lisboa. O Estoril tem sido uma equipa muito frágil e macia. Imagino que isso mude já no próximo jogo.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Tiro ao boneco


Foi um jogo em que o FCPorto foi muito rematador, mas em que a quantidade de remates defendidos ou interceptados não foi tão elevado com em alguns jogos anteriores no Dragão. Se fosse assim ficaríamos com um paralelismo perfeito entre a nossa habitual 'avalanche' ofensiva e a deliciosa expressão com que Sérgio Conceição se referiu a um treinador rival. Ainda assim, não resisti...

Era um jogo que se adivinhava muito interessante. Por um lado porque teríamos de ganhar para atingir o título de Campeão de Inverno. Para nós interessa pouco mas, lá para baixo, pelo que se costuma ver nos jornais, eles dão grande importância a esse título. De tal forma que nem se decidem quanto às condições para esse título. É quem vai à frente no final do ano ou no final da primeira volta? Pelo sim, pelo não, cumprimos nos dois requisitos, mas agora estamos isolados. Mais uma vez voltámos a jogar já com a noção de que os nossos adversários tinham ganho facilmente os seus jogos. Mas o que mais me intrigava neste jogo era a forma como iríamos jogar com Oliver a ocupar o lugar de Herrera. Quem me lê frequentemente sabe que eu esperava uma total revolução no nosso futebol. Mas essa é uma esperança de adepto, tal como espero que o FCPorto ganhe em Liverpool. Como seria de esperar não houve revolução nenhuma. O que foi surpreendente é que, não só não houve revolução, como não houve evolução. Na primeira parte houve mesmo retrocesso, com muito nervosismo e muitos passes falhados, nomeadamente por Oliver. Ou seja, não notei grande diferença em termos de agressividade ou no processo de recuperação de bola, mas notei que a construção, com excepção das bolas conduzidas por Brahimi, esteve pior do que nos últimos jogos em casa. Culpa de Oliver? Talvez. Pode ter acusado algum nervosismo, visto que aos 3 minutos já estava a falhar passes  de uma forma que não é normal nele. Vá lá que Sérgio soube esperar pela segunda parte e pelas suas indicações ao intervalo. Assim, já deu para ver que o nível de sufoco que conseguimos infligir com este meio-campo, não fica atrás do que tem sido habitual com a dupla titular, nomeadamente ao nível da mobilidade e da agressividade.

Mais uma vez, voltámos a sofrer um golo na primeira aproximação do adversário à nossa baliza. São já três jogos seguidos em que isso acontece. Mas, desta vez, o adversário era melhor e conseguiu levar a vantagem até ao intervalo. É algo de irracional mas, hoje em dia, dá-me a sensação que estes percalços como as arbitragens do Veríssimo e estes resultados complicados ao intervalo, não nos fazem tanta mossa como em anos recentes. Ao intervalo, nas nossas conversas e nos semblantes em redor, não se sentia grande preocupação. Há aquela confiança de que a equipa é capaz encostar qualquer equipa à cordas, sobretudo no Dragão. Ora, ao intervalo, até os adeptos que vieram de Guimarães tinham a certeza que o Vitória ia sofrer na segunda parte. E concretizou-se.

Depois de uma primeira parte mais 'mole' do que o habitual, o FCPorto apresentou-se avassalador no início da segunda. Total controlo do jogo, bola a rodar rapidamente entre os flancos, laterais bem subidos e com recuperações de bola quase instantâneas. O nosso primeiro golo é paradigmático. A agressividade de Danilo, transformou um pontapé de baliza do adversário num lance de golo. Atacou a bola, dominou orientado e partiu para cima da defesa contrária. Depois Corona e Aboubakar fizeram o resto. Mas esta capacidade que temos de transformar um pontapé de baliza adversário num golo sofrido em 8-10 segundos é assustador para qualquer equipa e é assim que temos sufocado os nossos adversário no Dragão.

Reservo um parágrafo próprio para mais uma obra prima de Brahimi. Não que seja invulgar nele. Brahimi tem sido especialmente fustigado por esta reacção sistémica do 'Polvo' às nossas boas exibições e bons resultados. Os adversários começam por marcar a sua agressividade e a sua vontade de nos mostrarem que querem discutir o jogo, através da pressão em Brahimi. E por pressão entenda-se faltas constantes perante uma impunidade para os defesas irritante para qualquer jogador. Estes momentos de Brahimi conseguem concentrar quase a mesma dose de magia e de raiva! Vamos ganhar!

Individualmente, dou o MVP a Brahimi que foi o nosso melhor jogador também na primeira parte. Marega e Aboubakar continuam a espalhar o pânico nas defesas contrárias e Danilo está num momento de forma assombroso. Gostei muito de Ricardo Pereira, mas já sabemos que 'dormiu' um pouco no golo adversário. Corona esteve muito desligado do jogo. Vá lá que melhorou um pouco na segunda parte. Oliver também melhorou bastante ao longo do jogo. Tenho de admitir que esperava um pouco mais. Vamos ignorar aquele segundo golo do Vitória para não baixar a nota de Reyes e Sá. Detesto 'olés' e quase que dá vontade que se sofra golos, sempre que as bancadas começam com esse cântico ridículo em desporto.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Brahimi indica o caminho!



Em maio, nos Aliados, vou-me lembrar deste grito de revolta do nosso mágico! «Podes fazer o que quiseres, mas nós VAMOS GANHAR!» O jogo de ontem valeu por 20 goleadas! Esta malta não percebe que estas contrariedades são combustível para este FCPorto de Sérgio Conceição...

Quando vimos a nomeação de Fábio Aguenta Aguenta Veríssimo para arbitrar e de Bruno Campomaior Paixão para o VAR, preparámo-nos para o pior. Tínhamos a simbiose perfeita entre a subserviência ao 'Dono' de um dos 'árbitros proveta' e o antiportismo habitual de um velho conhecido. Eu, pelo menos, julguei que estava preparado para tudo. Mas afinal... Por muito que nos tentemos mentalizar, nunca estamos verdadeiramente preparados. Foram só duas expulsões perdoadas, sendo que uma seria directa por patada no joelho de Brahimi e outra seria por acumulação por 'agarrão' a Oliver. Isto já seria de gravidade suficiente, mas todos nos lembramos que o FCPorto está numa sequência de 3 jogos com expulsões, do mais rigorosas que pode haver. Danilo levou o segundo amarelo por esbofetear a bandeirola de canto. Herrera é expulso por não ter travado a tempo o impulso e ter encostado levemente o cotovelo à cara de um gajo, que o estava a tentar sodomizar. Ontem Felipe corta a bola e parece tocar ligeiramente no adversário já no movimento de descida para a aterragem. São tudo lances de um rigor extremo para contraponto com a total ausência de rigor para a selvajaria dos nossos três últimos adversários. Depois há o penalti sobre Marcano em que o VAR tem todas as condições para assinalar e não o faz. Hoje mesmo, Hazard sofreu e concretizou uma grande penalidade num lance muito semelhante, sem VAR. Há também o inenarrável lance em que Soares é calcado e vê amarelo por simulação. O árbitro está a dois metros e não tem vergonha de inverter o lance por completo... Por último, a 'cereja' para colocar no cimo do bolo. No final dos descontos, Marcano sofre falta e protesta. Entretanto a bola tinha saído pela linha lateral. O árbitro resolve punir o protesto de Marcano com amarelo e com falta na zona do protesto, transformando um lançamento numa falta perigosa. Sinceramente, esta nunca tinha visto. Esta é a minha interpretação do que vimos e não consigo garantir que foi isto que se passou. Se for assim, imaginemos que Marcano protestava dentro da sua área. Seria penalti? Fiquei com curiosidade para perceber o que se passou ali, para tentar ver até onde vai a falta de vergonha do Fábio. Isto para não falar de todas as faltas não assinaladas e dos amarelos por mostrar, numa arbitragem memorável. Sobrevivemos!

Deixando de lado, por fim, a arbitragem vergonhosa que se viu em Santa Maria da Feira, no final da primeira parte estava com algum medo que se repetisse o cenário da Vila das Aves. Por cenário entenda-se resultado, visto que o jogo foi bem diferente. Por um lado, o FCPorto não esteve tão mal e, por outro, o Feirense não fez nada para marcar mais golos além do que conseguiu, no único remate enquadrado que faz em 90 e tal minutos. Também o Paços tinha marcado dois golos nos únicos remates enquadrados que fez. Sérgio esteve bem ao ver que Brahimi estava a ser condicionado pelo festival de pancadaria, que o árbitro estava a permitir, e juntou mais um mágico para pautar o nosso jogo. A partir do momento que Oliver entrou, tivemos Brahimi a organizar dentro do bloco e Oliver a pautar e acelerar o jogo de uma posição mais recuada. As oportunidades, cruzamentos e cantos sucederam-se até ao excelente golo de Felipe, que subiu ao quarto andar para mandar um tiro lá para dentro. Ao golo seguiu-se a expulsão e o futebol acabou por aí.

Individualmente, dou o MVP a Brahimi. Daria só pelo GIF do «Vamos ganhar!», que não me sai da cabeça. Mas foi o jogador com melhor rendimento no global na partida e teve uma assistência para o primeiro golo. Gostei também de Ricardo, de Aboubakar, de Danilo e da entrada de Oliver. Felipe esteve no melhor e no pior tendo participação ativa nos dois últimos golos. Num falha o tempo de salto e no outro até parece que salta mais do que era preciso. Pela negativa, André André esteve longe de fazer esquecer o Herrera dos últimos jogos. Corona não esteve mal mas desequilibrou pouco. Por último, Marega esteve num daqueles dias em que tudo que batia nele se perdia. Marega é assim... Para o melhor e o pior, habituem-se!

Começa o ciclo infernal de Janeiro. Já no Domingo jogamos no Dragão com o VitóriaSC que, ao contrário de nós, vai descansar durante uma semana. O que nos vale é que o rigor arbitral vai ajudando o Sérgio a gerir o plantel... Será importante fecharmos a primeira volta, isolados no primeiro lugar.