quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Irrepreensíveis



Esta época está a ser irrepreensível. Estamos em todas as frentes, com óptimos resultados e cumprimos sempre o nosso dever como equipa do FCPorto. E, ao contrário do Sporting, não se pode dizer que tivemos sorteios favoráveis. Basta ver que tivemos de ultrapassar 3 equipas da primeira liga ao contrário do Sporting que ainda não enfrentou nenhuma. Ou seja, além de ter um plantel mais numeroso, pôde poupar jogadores na maior parte das eliminatórias. Não deixa de ser irónico que estejamos em todas as frentes no ano em que, reconhecidamente, temos o plantel mais curto. Mas já deu para ver que o plantel é curto em número e não em qualidade. Os adversários estão assustados e o facto de o Sporting estar a fazer propostas por tudo o que mexe, incluindo um jogador que nos interessava muito, é um sintoma de algum receio face à força deste FCPorto. Jesus, como sempre, confia mais nos jogadores bons e caros, do que na sua mestria táctica. Normalmente a arrogância esconde alguma insegurança, mas Jesus exagera. O Bruno que se habitue a 'engolir sapos' com os fundos. Há por aí uns tipos que alinham nestes negócios todos. Chamam-se Doyen...

O jogo de ontem trouxe muitas mexidas e algumas poupanças. A poupança principal foi a da nossa dupla de ataque. Foi no entanto possível manter uma estrutura forte baseada noutras duas duplas: a dupla de centrais e a dupla de meio campo. O destaque foi mesmo a dupla Danilo e Herrera, que foram o motor do bom arranque na primeira e na segunda parte. É interessante constatar a evolução dos dois jogadores neste esquema. A tendência será sempre a de Herrera pisar terrenos mais adiantados mas, à medida que vão evoluindo na época, são muitas as vezes em que as posições se invertem. Assim, os dois jogadores têm crescido imenso.

Individualmente dou MVP a Herrera. Desempatei pelo golo, mas gostei dos nossos dois médios. Foi pena não ter havido golo de Soares, que fez o suficiente por isso, e precisa de marcar para voltar ao seu nível. O resto da equipa esteve bem, sem haver exibições deslumbrantes.

Na segunda-feira, voltamos à nossa grande luta com mais uma deslocação a Lisboa. O Estoril tem sido uma equipa muito frágil e macia. Imagino que isso mude já no próximo jogo.

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