domingo, 23 de abril de 2017

Idem


Começa a ser fastidioso este exercício de cronista que faço ao Domingo. É que não consigo dizer nada de novo. Vamos ao resumo do costume? Aqui vai: voltámos a dar uma parte de avanço e voltámos a ser roubados. Fim de crónica.

domingo, 16 de abril de 2017

O campeonato num jogo


Pode parecer pelo título do post, mas estão enganados se julgam que este é uma crónica do adeus ou do meu anúncio do fim da esperança. Nada disso! É apenas uma constatação de que a nossa época se pode resumir neste jogo e nesta frase que o resume: Empate resulta da nossa habitual tendência para apresentar rendimentos demasiado dispares entre duas partes do jogo e da equipa de arbitragem, e o seu carácter humano... 

Esta humanidade do erro tem vindo a brindarmos com dificuldades acrescidas deste a segunda jornada do campeonato e não é expectável que tal vá mudar até ao final. Seria mais uma razão para que a equipa entrasse em campo com outra atitude competitiva. Mas repetiu-se o medo cénico que vimos na Luz. Uma grande segunda parte não chegou para inverter o que de mal se fez na primeira. Mais uma vez vamos ouvir argumentações que levantam o problema da ausência de Corona do onze, dado o seu efeito quando entrou na partida, algo que já se tinha visto no fim de semana passado. Mas o problema está na insistência neste desenho de ataque híbrido, em que não se percebe bem o que se exige a André Silva. Tem de abrir pela direita ou tem de apoiar Soares pelo meio? Ou as duas hipóteses anteriores? Nem Nuno sabe... É um problema recorrente e até poderia ser uma daquelas dinâmicas que evoluísse ao longo dos largos minutos em que tem sido implementada. Mas não! Tem piorado. Enquanto assim for, parece-me óbvio que não deverá ser tentada novamente e também me parece que Nuno vai ter de passar a usar a dupla da frente com Brahimi e Corona nas alas. Para a semana até terá de ser Otávio dado a cirúrgica escolha do quarto árbitro na expulsão de Sábado. Mais uma vergonha!

Dizem por aí que esta foi a deslocação mais difícil até ao final do campeonato. Pois eu estive lá e não me parece que este Braga esteja ao nível de Marítimo e Chaves. Talvez o Braga mais frágil que vi nos últimos dez anos. As lesões não ajudam e parece-me que o treinador que escolheram também não.

Individualmente, continuarei a destacar Brahimi. Claro MVP e o nosso único farol quando as coisas não estão a correr bem. Foi um erro tirá-lo de campo e faria muito mais sentido não mudar, ou tirar André Silva por Jota. Corona voltou a entrar muito bem e quase deu a volta ao jogo. Pela negativa tenho três destaques. Alex Telles ficou a filmar o golo do Braga quando podia ter acabado com o lance na raiz. Felipe ficou amarelado no primeiro minuto. São os dois jogadores em mais se nota o nervosismo. Quem também não esteve nos seus dias foi Oliver. Ainda por cima teve o erro que quase nos tirou do jogo. André André não esteve muito melhor e Danilo também esteve muito lento a soltar a bola.

Toda a esperança em Alvalade! É o que nos resta... Mas entretanto, temos de resolver a questão da diferença de golos já contra o Feirense.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Diferença de golos


Senti o Dragão inquieto mas acabou por ser o jogo tranquilo que todos ansiávamos. A segunda parte do jogo começou com alguma 'trapalhada' e com lembranças traumáticas do último jogo no Dragão, mas cedo se  transformou numa contagem de golos que irão contribuir para o nosso potencial de diferença de golos. Os mais atentos não esquecem que esse pode ser o factor que decide o campeonato.

Voltámos àquele híbrido estranho de ter dois avançados e em simultâneo não os ter. André Silva bem tenta ser útil neste esquema mas está difícil. Muito faz ele ao lutar por todas as bolas como se fossem as últimas e ainda conseguiu uma assistência para o primeiro golo de Danilo. Mas não me parece que este seja um esquema que aproveite bem as potencialidades de ter dois goleadores em campo. Nuno tarda em encontrar uma solução para estas dificuldades. Ainda há muito a trabalhar em termos de posicionamento. Muitos tenderão a associar a saída do miúdo e a entrada de Corona com os golos da tranquilidade mas, dos 60 aos 70 minutos, multiplicaram-se as oportunidades de golo e parecia certo que o golo ia surgir a qualquer momento. Vitória justa e calma que não apaga, no entanto, uma notória bipolaridade exibicional dentro jogos. Foi clara a diferença de rendimento entre a primeira e a segunda parte. Com o Setúbal tinha sido ao contrário... Em Braga vai ser preciso um rendimento mais constante ao longo do jogo e julgo que Nuno, perante a primeira parte de ontem, deverá voltar ao esquema da Luz.

Individualmente dou o MVP a Brahimi. Voltou a ser o mais desequilibrador e é o nosso jogador em melhor forma. Surpreendentemente gostei de Boly. Foi a primeira vez que gostei. Esteve melhor que Felipe. A propósito, há por aí um linha da cartilha que nos tenta iludir e dizer que Felipe deveria ter sido expulso. Foi mesmo à minha frente e o jogador que para quem se destina o passe cortado pelo Felipe, supostamente com a mão, está claramente em fora-de-jogo. Não acreditem em tudo que vos dizem, mesmo sendo no tribunal d'o jogo que até costuma ser 'amigo'. Gostei também da entrada de Corona que surtiu efeito quase imediato. Não tenho notas negativas.

Em Moreira de Cónegos continuaram duas tendências que vêm marcando o campeonato em 2017. Por um lado, a falta de vergonha continua e foi mais uma arbitragem 'amiga'. Por outro, a qualidade exibicional do nosso adversário mantém-se pobre. Como diria o nosso mal amado ex-treinador Lopetegui, este Benfica dá-nos «mucha ilusion»...

domingo, 2 de abril de 2017

Tudo na mesma - parte 2


Falhámos pela segunda jornada consecutiva o assalto ao primeiro lugar e deixamos de depender apenas dos nossos resultados para chegar ao título de Campeões nacionais. Esta é de facto a grande conclusão a tirar do nosso resultado na Luz. Já sei há atenuantes, que é difícil vencer nesse estádio, que o jogo não nos correu propriamente bem, etc.. Estou menos confiante do que o que estava antes do jogo, pelo simples facto de já não dependermos de nós e de faltarem apenas 7 jogos para o final. Não me venham com a história de o Sporting poder ajudar. O FCPorto não se fez de 'jeitinhos' de adversários. Fez-se de vitórias! Ainda acredito, mas agora estou mais apreensivo. 

Quem não parece estar apreensivo é o Eng. Luís Gonçalves que pareceu festejar o empate no relvado. Já percebemos que ele tem um estilo de dirigente de 'coração ao pé da boca', mas exige-se mais prudência quando se festeja um empate que apenas adia as decisões e que nos deixa dependentes dos resultados de outros.

Vamos ao jogo. A entrada em jogo foi o que mais me desiludiu no jogo de ontem. Era fundamental entrarmos com autoridade. Todos o sabíamos e todas as equipas que lá ganharam este ano fizeram assim. Não o conseguimos. Os primeiros passes não saíram, a pressão era forte e nós sabemos que este FCPorto deste ano não demonstrou nunca ser capaz de gerir o jogo com calma e em posse.  E assim entrámos na 'vertigem' que era o que o adversário queria. O golo saiu cedo e isso ajudou a agudizar o problema ainda mais. Temia-se o pior, até que Brahimi começa a pegar no jogo.  Aí sim, tivemos bola, causámos problemas e jogámos bem até chegarmos ao golo. E chegámos ao golo porque entrámos na segunda parte como deveríamos ter entrado na primeira. O problema aqui foi que não conseguimos cavalgar na onda que criámos. Tivemos logo a seguir dois bons lances, sendo que o de Soares quase dava golo. Mas bastou um lance de perigo do adversário para que a equipa se assustasse e acabámos por passar o resto do jogo a sofrer mais do que a causar sofrimento. Aí valeu San Iker, mais uma vez. Saímos vivos, mas em pior posição do que a que estávamos quando entrámos.

Individualmente, dois jogadores acusaram a pressão: Felipe e Alex Telles. Apesar de o segundo ser reincidente, o primeiro teve erros mais graves. Dou o MVP a Casillas porque acabou por ser decisivo a defender a vantagem. Mas o jogador que gostei mais foi Brahimi. Foi o primeiro a elevar o seu nível de jogo e só aí é que a equipa se soltou. Além disso, foi o que criou mais problemas e é ele que começa a jogada que resulta no golo. Marcano e Danilo estiveram  a um bom nível. André André e Oliver foram oscilando com o jogo mas dou nota positiva no global. Corona apareceu no início da segunda parte em bom nível mas foi pouco. Soares também apareceu muito pouco.

Quanto ao árbitro, há um erro grave no julgamento da marrada do Jonas. Grave e propositado. Aceito o penalti apesar de reconhecer que é ridícula a forma como o Jonas se atira para cima do Felipe. A impunidade é tanta que nunca teve de aprender a mergulhar em condições. Depois Pizzi continua a sua saga de fugir aos amarelos. Já a defesa do FCPorto não teve hipoteses e foi toda premiada pela sua excessiva e selectiva 'violência'. Fomos muito penalizados na análise às segundas bolas e já sabemos que é assim que os melhores artistas da arbitragem inclinam os campos. Há um lance de fora-de-jogo de Jota mal assinalado que o pôs na cara de Ederson. Erro grave, talvez o pior de todos.

Resta-nos ganhar 7 jogos seguidos. Já o fizemos neste campeonato.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Tudo na mesma



Há quem diga que, se tivéssemos jogado antes do Benfica, tínhamos ganho com facilidade. Não é fácil de suportar esta opinião, sobretudo para quem não é astrólogo, mas parece-me uma crítica forte ao nível de maturidade da equipa. Não me parece que tenha tido a ver com maturidade. Foi um jogo que se complicou, num timing complicado e que pôs a equipa sob uma pressão que fez com que a própria equipa complicasse o que na primeira parte parecia simples. Mas não convem que se tente complicar ainda mais, vendo nisto o fim da nossa tendência de crescimento, ou o principio do fim da nossa reacção. Seguimos confiantes!

Foi um jogo atípico que acontece a qualquer equipa. Um jogo em que a bola não quer entrar e em que o adversário faz um golo na única oportunidade que cria, com uma infelicidade de Felipe à mistura. É motivo para dramas? Não! Há que valorizar que a tendência para criar muito futebol ofensivo e oportunidades, esteve lá. Apesar de termos tido menos oportunidades na segunda parte, tivemos suficientes para matar o jogo e para recuperar a liderança. As virtudes que temos demonstrado estiveram lá e os problemas, que sempre aqui apontámos, mantiveram-se. A equipa continua a ter dificuldade em descansar com bola e isso notou-se no início da segunda parte. Continuamos a ter uma tendência para despejar bolas quando nos vemos aflitos, o que não ajuda nada. O ambiente era quente, com muitos portistas, e isso deu ânimo à equipa na primeira parte e também deu algum nervosismo na segunda, apesar do apoio incessante, porque se notou que os jogadores estavam a tentar dar algo mais ao adeptos. Aquele velho chavão do 'mais com o coração do que com a cabeça'...

Esqueçam os dramas. Já tínhamos interiorizado que tínhamos de ganhar na Luz. Esta perspectiva só mudou durante cerca de 24horas. Assim sendo, há que voltar rapidamente ao 'mindset' inicial sem valorizar demasiado a desilusão de hoje.

Individualmente, dou o MVP a Marcano que esteve bem na defesa e ainda mandou uma bola ao poste. Toda a frente de ataque esteve bem melhor na primeira parte do que na segunda apesar dos falhanços. O de André Silva é incrível e há dois de Soares que não ficam atrás. Oliver e Brahimi não renderam na segunda parte. Otávio e Jota entraram com fome, mas notaram-se mais a recuperar bolas do que a criar jogo. Danilo pareceu cansado. Felipe escorrega no lance do golo, algo que penalizou uma exibição que estava a ser boa.

Quanto ao anti-jogo, nada a dizer. Muitos e justos minutos de compensação e amarelo para o redes logo na primeira parte. Custa que o crime compense, mas é assim...

Interregno não vem em má altura. Se tivéssemos ganho,  talvez dissesse o contrário...

quarta-feira, 15 de março de 2017

11 contra 11...


Normalmente a imagem da crónica é para o MVP da partida. Como tal, não será de estranhar que se atribua o MVP aos nossos adeptos que estiveram no estádio em Turim. Foi incrível! Estamos com a equipa e a equipa está connosco!

Quanto ao jogo, começo por pegar naquela dúvida de Nuno. Se estivéssemos sempre com onze... Eu aceito que se tenha esta argumentação porque nunca saberemos e porque convem que as tropas não desanimem. E assim não temos de admitir a 100% a óbvia superioridade da Juventus e a justiça nos dois resultados que decidiram esta eliminatória. Não gosto tanto que se use o argumento de que não sofremos golos onze contra onze. É um bocado paradoxal. Se Maxi não desse mão tínhamos sofrido um golo, onze contra onze... E não convem esquecer que esse lance surge na sequência de três bolas paradas ganhas pela Juventus na nossa área, e que o sucesso nos duelos nas bolas paradas é um dos nossos melhores atributos como equipa. Importa portanto admitir que temos uma equipa do FCPorto que dá alguma ilusão e que está a exceder as expectativas de muitos, mas não podemos pedir que esteja ao nível de uma das 5 melhores equipas da Europa. A eliminatória não correu bem, faltou maturidade a alguns dos nossos jogadores, mas a equipa não nos envergonhou. Faltou um golo em Turim, que fizemos por merecer na altura em que a Juventus entrou em ritmo de gestão de esforço.

Individualmente, a nota mais alta vai para Felipe. Já sabemos que estes jogos são uma 'montra' e até pode ter sido isso que traiu Alex Telles na primeira mão, mas Felipe fez questão de se 'pôr na montra' com esta exibição na segunda mão. A equipa jogou razoavelmente e não tenho grandes destaques além de Felipe. Marcano e Casillas tiveram intervenções de grande qualidade e Jota entrou muito bem, mais uma vez. Pela negativa, Maxi pela expulsão, mas sem um nível de culpa sequer comparável ao de Alex na primeira mão. Layun ainda demonstra muitas dificuldades defensivas, mas não comprometeu. Nuno esteve bem ao manter a equipa dos últimos jogos.

A Champions ficou-se pelo objectivo mínimo. Resta-nos o nosso objectivo principal!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Passeio



Pode parecer desrespeitoso para o adversário, mas deixem-nos saborear esta recente fartura nos números apresentados pela equipa. Depois das goleadas no Dragão voltaram as goleadas nos jogos fora de casa. O jogo foi bastante descansado, sem grande necessidade de 'carregar no acelerador'. Quem diria depois da dificuldade que tivemos em marcar golos nos jogos em Novembro, mas também em Dezembro e no início de Janeiro. Pelo meio tivemos duas excepções nos jogos com Leicester e Feirense, mas nos restantes jogos andamos sempre 'em esforço' e muitas vezes a sofrer para segurar os resultados. A dinâmica recente é curiosa. Começou por vitórias muito sofridas como as caseiras contra Rio Ave, Sporting e fora com o Estoril, com um futebol muito pouco elaborado e essencialmente eficaz. A determinada altura, o futebol começou a melhorar e os resultados passaram a ser mais folgados. A única excepção foi o Bessa, mas fizemos por merecer melhor sorte. 

O que aconteceu? A teoria mais comum é a da dinâmica de vitórias: de tanto ganhar, mesmo jogando mal, atingimos graus de confiança que os permitiram elevar o nosso nível de jogo, de forma a aliar os resultados a exibições seguras e um futebol bem melhor. Mas é uma teoria muito simplista. Para mim esta evolução é assente em dois grandes pilares. Spoiler alert: Soares não é um dos pilares. Ele tem sido um dos melhores e está com um rendimento incrível, mas o segredo vem mais de trás. Brahimi e Oliver dão aquele 'upgrade' ao nosso jogo que permite que os outros brilhem mais, incluindo Soares. Depois temos os que aproveitam melhor as dinâmicas criadas e, nesse aspecto, sobretudo Soares tem aproveitado a preceito. Um pouco mais que André Silva que parece que ainda se está a habituar à presença dominante de Soares no nosso ataque. Este é aliás um novo desafio que se coloca a Nuno para os próximos jogos. Parece que ainda não se conseguiu optimizar a coexistência de Soares e André Silva, como dupla de ataque. Para já ainda parece que joga cada um por si. Soares tem brilhado e André Silva tem vindo a piorar o seu rendimento e o facto de se tentar que feche na direita e que parta dessa posição, não tem ajudado. Julgo que seria mais proveitoso que fosse um dos médios a fechar do lado direito, libertando o André Silva para o ataque às costas da defesa e para a finalização, e menos para a condução de jogo e o drible que não são os seus fortes. 

Quanto ao jogo, foi totalmente dominado pelo FCPorto e com uma autoridade que não tem sido vulgar longe do Dragão. A equipa está num bom momento e tem todas as condições para chegar à Luz e impor respeito e lutar pelo primeiro lugar. Individualmente, o MVP é Brahimi. Interessante ter assumido as bolas paradas, visto que alguém terá de substituir o Alex nessa tarefa em Turim. Nota elevada também para Oliver e Soares. Gostei também de Maxi. Pela negativa, André Silva que fez um jogo desastrado, sobretudo na segunda parte antes de sair. Independentemente do que se disse atrás sobre o seu novo posicionamento, parece acusar o protagonismo de Soares. Pelo contrário, Jota parece estar a reagir muito bem à perda de titularidade. Sempre com golos ou assistências. O André que se cuide.

Na Terça temos a Champions. Não esconderei que não estou confiante. Poderia vir com 'tretas' de esperança clubista mas, racionalmente, espero um bom jogo do FCPorto, talvez um susto para a Juventus, mas uma eliminação perante uma equipa que é de facto superior. Lá estarei para apoiar!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Barrigada


Continuamos neste jogo de pôr pressão semanal no nosso adversário. Nada melhor do que uma vitória categórica, em casa. Foi mesmo a maior goleada de sempre no Dragão. Neste momento temos o melhor ataque, a melhor defesa e falta apenas o primeiro lugar que, à falta de melhor oportunidade, poderá e deverá ser alcançado na visita à Luz.

No final do jogo, Nuno foi cauteloso 'QB'. Diga-se o que se disser de Nuno e do seu discurso, quase sempre, propositadamente vazio de conteúdo, há ali uma estratégia de comunicação de passar o mínimo de fraquezas para fora. Quando empatamos veêm-se coisas boas e quando goleamos também se veêm coisas que ainda temos de melhorar. Sempre 'by the book' e 'com pouco sal'. Mas sinda cada vez menos vontade de criticar porque, até agora, consigo ver resultados em termos de união, de empenho e de espírito de equipa. A equipa já está a um bom nível em termos de confiança e podemos notar que o desaire na Champions não teve qualquer efeito nefasto. 

No entanto, para mim, continua a faltar o salto em termos de qualidade de jogo. E nesse aspecto, podemos ter dado um passo importante ontem. A equipa começou por jogar pouco e estar demasiado dependente da inspiração individual de Brahimi. Com o primeiro golo tudo mudou. Dirão sempre que o Nacional é muito fraco e é verdade. Mas já temos defrontado equipas fracas, sem que tenhamos tamanho ascendente no jogo, como vimos nos dois últimos jogos no Dragão, nomeadamente nas segundas partes. E é de valorizar esta fome de golo que nos deixa a salvo de qualquer percalço. Além de que, ao longo do jogo, as exibições foram todas melhorando até um nível elevado. O maior exemplo é mesmo Layun que começou por se mostrar atormentado pelas últimas exibições pobres, e que partiu para uma exibição bastante moralizadora e com um golo a coroar. Mas os nossos avançados também melhoraram muito ao longo do jogo. Soares começou por se mostrar muito trapalhão e André Silva caiu muitas vezes sobre a direita com resultados fracos. Na segunda parte, ambos jogaram bem melhor tendo alcançado dois golos cada um.

Individualmente, estava indeciso entre Brahimi e Oliver. Como fez os noventa minutos, dou o MVP a Oliver. Mas estes dois são a garantia de que há menos passes longos sem nexo e mais futebol. Um traz mais cérebro e outro traz mais inspiração. E assim é mais fácil para os avançados, que continuam facturar e para os defesas Danilo, Felipe e Marcano que podem enfim descansar um pouco. Estiveram todos bem e nem se notou as suas presenças. André André fez uma exibição boa e está cada vez melhor na equipa. Jota continua a fazer por merecer mais oportunidades. Já Otávio, nota-se que lhe está a custar entrar no ritmo, mas já esteve melhor.

A equipa brindou o Dragão com uma saborosa goleada. Na próxima próxima sexta-feira, temos de devolver a 'gentileza' e encher o Estádio em Arouca!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Prova superada


Se dúvidas havia sobre se o FCPorto está nesta luta para ficar, ontem terão ficado dissipadas. Em primeiro lugar, ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores e na primeira volta, defrontámos uma versão do Boavista bem mais próxima do que nos habituámos antes dos problemas que eles sofreram à cerca de 10 anos. Mérito para o seu novo treinador. Tivemos portanto um derby 'rasgadinho' e a exigir o máximo dos nossos jogadores. Depois tivemos uma autêntica invasão do Bessa numa prova inequívoca de que os adeptos se mantém firmes ao lado da equipa. Esperemos que em Arouca se mantenha. Em último lugar, a arbitragem. Costumo dizer que é nas alturas das vitórias que temos mais legitimidade para reclamar. É costume fazer-se o inverso... Esta é pois uma boa a oportunidade para apresentar o problema que parece que se vai voltar a agudizar nesta ponta final. Depois do que se passou na Luz na sexta-feira, brindaram-nos com mais um dos jovens 'talentos' da arbitragem e cedo se começou a notar a sua habilidade... André André foi o primeiro a ser amarelado num jogo que bateu o recorde de amarelos do campeonato. Foi uma falta merecedora, mas pouco antes houve uma outra sobre Brahimi bem mais grave em que o amarelo ficou no bolso. Já sabíamos ao que vinha e que teríamos de lutar contra esta dupla personalidade ao nível do critério disciplinar. Mas é demasiado penoso comparar a entrada assassina que tirou Corona do jogo com a que tirou Maxi por acumulação de amarelos. Usando a palavra que  transmitiram ao Pepa no guião  lampião que lhe deram, é 'surreal' perceber que os lances de Maxi e o de Talocha foram ajuizados com o mesmo castigo disciplinar. Isto já para não falar dos lances para penalti sobre Soares e Maxi (o segundo lance). Mais dois para a conta. 

Em suma, com o apoio de muitos portistas, jogámos num terreno extremamente hostil, perante uma adversário muito duro, e com uma arbitragem muito adversa. Prova superada com nota bem positiva. Estamos na luta!

Vamos ao jogo. Nuno apresentou uma surpresa no onze. Ou melhor, duas em uma. A saída de André Silva implicou um regresso a um esquema de 4-3-3 com dois extremos e com Oliver. O facto de ter estes três em campo fez-me crer que haveria menos daquela irritante mania de bombardear a defesa adversária com bolas pelo ar. Confirmou-se e materializou-se numa entrada forte, nos primeiro 15 minutos, que resultou num golo 'madrugador'.  Seguiu-se a nossa pior fase no jogo, com muitos passes falhados e muita bola longa até que Brahimi e Oliver conseguiram voltar a pegar no jogo. Aí podíamos e deveríamos ter posto um ponto final no jogo. A segunda parte foi mais de luta e conseguimos de uma forma geral afastar o jogo da nossa baliza. As excepções foram as bolas paradas sendo que algumas foram cirurgicamente plantadas pelo sr. do apito. Até ao final sofremos mais pela vantagem magra, do que pelo que permitimos ao adversário, que foi pouco. Apenas uma jogada perigosa cortada imperialmente por Marcano.

Individualmente dou o MVP a Soares. Já sei que foi mais perdulário do que tem sido habitual, mas é um monstro quando se trata de lutar fisicamente com os centrais. Oliver é facilmente a peça que faz este futebol de Nuno evoluir só pela sua entrada no onze. Não sabe jogar mal, não passa por acaso, não despeja a bola. Sempre com critério e sempre com qualidade. É um bom catalisador para este futebol apressado de Nuno. Brahimi é outro exemplo de um jogador que, por si, dá qualidade a qualquer equipa pela sua capacidade de resolver problemas sozinho. Marcano esteve bem e teve apenas um erro num lance, que resulta do também único erro de Oliver, e  que acaba com uma boa defesa de Casillas. Pela negativa, Boly não está ao nível da concorrência, algo que se compreende pela falta de ritmo, mas que não explica tudo. O restante teve nota média-alta.

Seguimos colocando pressão na frente.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Resultado MarTELLado


Por certo que já tinham saudades de um bom trocadilho no título dos nossos posts. Pois deliciem-se com a criatividade do menino... Graçolas à parte, até porque hoje não foi um dia para grandes alegrias, esta é a ideia reinante. Alex Telles cometeu um erro individual grave que nos retirou da possibilidade de discutir o resultado. É de facto, difícil discordar desta opinião generalizada. Posso aqui juntar as opiniões que põe a culpa no árbitro, algo que considero absurdo, porque foram boas decisões, tais como tinham sido as que nos deixaram em superioridade numérica em Roma. 

Mas pretendo sair um pouco dessa onda porque eu sou daqueles que acha que, onze para onze, o resultado seria semelhante e igualmente negativo. Isto porque continuo a achar que este sistema de Nuno está a piorar a cada jogo. Temos um jogo cada vez mais partido, com pouco recorte técnico e muito baseado em ideias de jogo de equipa que não dispõe de grande talento e recursos técnicos. Ora como eu acho que temos talento e bons jogadores, acho este modelo limitado e resultadista. Eficaz? Claro! Não há como contra argumentar. As 5 vitórias seguidas no campeonato são claras em termos de avaliação de resultados. Mas não me tentem convencer que isto funciona perante equipas como a Juventus. Até tenho dúvidas que resulte cá... Basta ver a primeira parte com o Tondela, com o Estoril, a segunda parte em Paços de Ferreira. Tudo exemplos do que pode acontecer a uma equipa que, obcecada com a transição defensiva, tenta partir o jogo e esperar que os nossos avançados ganhem os choques, os ressaltos e as lutas individuais. As melhores equipas do mundo assumem o jogo, defendem com bola. Potenciam a criatividade e o talento dos seus melhores jogadores e não os põem a 'picar pedra e assentar cimento' na defesa. Ser Porto é jogar de acordo com o nosso legado! O que nos fez grandes na Champions era o facto de não temermos nenhum adversário na nossa casa. Jogar com 8 jogadores de características defensivas e dois tolinhos a correr na frente não é jogar como equipa grande. Não é Ser Porto. Que interessa ser o primeiro a dizer uma frase icónica se não sabemos o seu verdadeiro significado? Nuno não sabe! Primeiro as arbitragens, depois os resultados tangenciais e enganadores, ontem o erro do Alex. Tudo factores que têm protegido um treinador que pratica um futebol que não está à altura do FCPorto, dos seus adeptos e do seu legado.

Individualmente, dou o MVP a Marcano. Foi o que mais se destacou em ações defensivas, mas Danilo e Felipe também estiveram bem. Alex tem nota mínima pela expulsão e vimos nos golos a falta que ele fez. Layun sempre foi fraco a defender, mas esta época está um desastre e ontem não fugiu a essa regra. Não percebo porque Soares tem prioridade sobre André Silva. Tem experiência de Champions? Tem mais resistência? Tem mais estatuto junto dos adeptos? Segura melhor a bola? Não percebo. Também não percebo a troca posicional de Herrera quando sai Rúben. Porque não uma troca directa na ala? Ainda por cima veio-se a provar que estava a jogar lesionado. Para mim, são duas substituições absurdas!

No Domingo teremos um grande duelo de futebol ao estilo boavisteiro. Esperemos que seja o FCPorto a equipa que melhor o aplica...

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Resultado surrealmente escasso


Podiam certamente ter duas coisas como garantidas, depois do jogo de sexta-feira: Que eu escolheria o Ruben como MVP e que haveria polémica quanto à arbitragem. São garantidos porque são baseados em ideias fortemente pré-determinadas. De facto o Ruben é o meu jogador preferido do FCPorto e, de facto, há que começar a atacar este FCPorto de qualquer maneira, antes que se torne ainda mais perigoso. Não vão poder contar sempre com os ressaltos no pinheiro grego para sacar 3 pontos. O mais normal é ressaltar nele e sair pela linha final. Por isso, mais vale usar a influência nos media para fazer passar a ideia de que é o pelo benefício arbitral que o FCPorto se mantém na luta.

Comecemos por aí. Vamos imaginar um adepto de futebol, não necessariamente portista, que não pôde ver o jogo na sexta-feira. Saiu tarde do trabalho, não falou com nenhum amigo e o primeiro contacto que tem com o jogo são as três capas de jornais desportivas. De facto está lá um 4-0 mas o destaque é mesmo reporte dos lances mal julgados pelo árbitro. Vamos agora imaginar que este adepto resolve tirar as dúvidas e liga a TV no canal público de televisão e vê o insuspeito Jornal da Tarde: http://www.rtp.pt/play/p3071/e274571/jornal-da-tarde (por volta do minuto 33). Com a isenção que é apanágio da nossa televisão pública, temos uma primeira parte com um lance de perigo para cada lado, com um jogador do Tondela travado quando "seguia em direcção à baliza sozinho", um penalti em que  "as imagens não esclarecem quem agarra quem" e, por fim, uma expulsão "instantes depois" em que "é Soares quem promove o choque". Da segunda parte, apenas temos os três golos marcados. Resumo: alto beneficio para o FCPorto numa primeira parte que até estava a ser equilibrada, como as oportunidades de golo repartidas o demonstram. Agora vamos fazer um exercício de tentar adicionar alguma isenção a esta peça jornalística. De facto, o jogador do Tondela seguia para a baliza sozinho, mas estava ainda em frente ao seu banco de suplentes e bem longe da baliza. Além disso, este isento senhor toma como certo que o Marcano não pretendia intervir no lance, teoria com a qual não posso concordar. Depois temos o penalti em que de facto, estranhamente a Sport tv não arranjou imagens que esclareçam quem agarra quem, mas faltou dizer que apenas a camisola de Soares aparece fora do sítio. Também é preciso querer ser esclarecido e, para isso, o próprio FCPorto divulgou um vídeo em que o lance fica claro. Por último, o lance em que é Soares que promove o contacto. Em primeiro lugar faltou dizer que nos "instantes que passaram", esse mesmo jogador fez outra falta passível, no mínimo, de amarelo. Algo que deveria ser suficiente para desmontar a teoria do surrealismo para quem achar que Soares se tinha de desviar do menino amarelado, quando pretendia ir para a baliza. Para terminar, deixo apenas mais uma crítica ao senhor jornalista que montou a peça. Antes da polémica, já Otávio tinha falhado um golo quando estava mesmo isolado na área, antes de outra jogada em que André Silva centra para Otávio e Soares que não conseguem finalizar apesar de não haver guarda-redes na baliza e antes ainda de outra jogada em que André Silva isola Soares que, da cabeça da área remata, numa bola que passa perto do poste esquerdo. Tudo lances que, mesmo que houvesse benefício arbitral, tornariam diferente o guião. A ajuda arbitral soa mais grave quando se tenta vender que o jogo estava a ser complicado... Quanto aos lances falhados na segunda parte, Otávio e André Silva agradecem que não sejam divulgados aqueles falhanços. Com tanta vontade de escrever um guião diferente, o jornalista até acabou por ser benevolente... Mas tudo isto para vos alertar para lutarem contra estas versões da verdade que vos tentam passar. Nós aqui, quando vimos que a tendência ia passar a ser essa, tornámo-nos mais ativos na nossa página do facebook e temo-nos esforçado por mostrar vídeos curtos que procuram desconstruir estas supostas 'verdades' que os media tentam passar, mas também o que de bom tem esta equipa, e é muito, e que vemos constantemente omitida nos resumos. Na próxima conversa mal intencionada que tiverem no elevador ou junto à máquina de café, puxem do telemóvel, acedam a páginas como a nossa e desmascarem essa lampionagem no momento!

Quanto ao jogo, não fomos tão eficazes como nos últimos jogos. Caso contrário, teria sido um resultado surreal. Quem viu aquela segunda parte não estranharia se tivessemos marcado o dobro dos golos. Mas não convem esquecer que houve ali alguma dificuldade de construção na primeira parte. André André e Otávio perderam bolas comprometedoras que resultaram em saídas perigosas, que foram controladas quase sempre com faltas e com amarelos. Nuno resolveu poupar o meio campo e os três titulares que faltaram nessa zona fizeram-se sentir, sobretudo pela falta de combatividade perante a pancadaria que sobretudo o numero 7 do Tondela estava a distribuir. Com o passar do tempo as oportunidades foram aparecendo e o primeiro golo, seguido da expulsão tardia, ajudaram a que o FCPorto não precisasse de muito para golear. Jogo que se tornou simples e que poderíamos ter aproveitado melhor para motivar os nossos avançados, nomeadamente André Silva.

Individualmente, gostei da exibição e do grande golo de Ruben Neves. Ai se tivesse sido o Bob Marley da Musgueira, tinha direito a abertura de telejornal... Gostei também de André Silva e de Corona. Soares participa menos, mas sempre bem. Grande classe no seu golo. Jota voltou a entrar muito bem e já merece o regresso à titularidade. Não gostei tanto de André André e de Otávio, sobretudo na primeira parte. Felipe também esteve um pouco desastrado e vê-se no tal lance com Murillo. Nuno arriscou muito no onze mas acabou por sair-se bem.

Venha a Champions! Vamos ver se há mesmo fortaleza!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mesma receita, mesmo resultado


Foram dois testes duríssimos em jornadas consecutivas. Enquanto nós defrontámos um 'grande' e o quinto classificado em sua casa, o nosso adversário teve dois jogos caseiros com equipas de meio da tabela para baixo. Na sexta-feira até apanhou um adversário com treinador a fazer as malas. Bizarrias do futebol português. Pois a distância mantém-se e vem aí uma visita a Braga que nos pode trazer boas notícias. A conclusão óbvia é que estamos na luta e que a nossa dinâmica de resultados é já incomodativa para o nosso adversário, e isso começa a notar-se. Notou-se na nomeação de Xistra. Nota-se em pequenas intrigas como a suposta impossibilidade de se usar Soares, porque o negócio era de um suposto empréstimo. Nota-se nesta tentativa de passar a ideia de que o FCPorto joga pouco e de forma demasiado defensiva. Que é apenas sorte. Até é verdade que ainda não estamos a um nível que gostaríamos, mas falta analisar o recente poder pífio da inexistente 'avalanche' ofensiva do Benfica. Nós aqui preocupamo-nos com o FCPorto e temos admitido que ainda jogamos pouco. Mas se tentarmos fazer uma análise comparativa com o que joga o outro candidato ao título, logo nos animaremos porque, ao contrário do que a propaganda vem pregando, eles têm problemas tão ou mais graves que os nossos. Será por isso interessante seguir os resultados desta semana.

Deixando as comparações de fora, vamos ao FCPorto em Guimarães. Mais uma vez, pobre, muito pobre ofensivamente. Seria fácil dizer que a culpa é do facto de termos jogado com o André André e com o Herrera, mas foram apenas intérpretes diferentes, com mais músculo, numa estratégia semelhante à da semana passada no Dragão. Herrera fechou junto ao lateral como aconteceu com Corona, e André esteve muitas vezes ao lado de Danilo, como aconteceu com Oliver. Ofensivamente, voltamos a chegar lá poucas vezes e sempre com perigo. As únicas diferenças que notámos foram, por um lado, o Vitória foi muito menos perigoso do que se esperava perante os níveis de posse que teve, e o Jota que entrou muito melhor do que na semana passada, resolvendo o jogo à terceira oportunidade de que dispôs. Ou seja, mais um bom resultado, fruto de um futebol que eu não gosto, assente numa muralha defensiva impressionantemente eficaz. E a eficácia tem sido o destaque destas últimas exibições: soberba eficácia defensiva e cirúrgica eficácia da finalização. Mas todos nos lembrámos do que aconteceu quando não houve essa eficácia: 0-0. Esse mesmo resultado que nos veio à cabeça quando vimos o onze inicial...

Individualmente, destacou-se mais uma vez o nosso MVP da época: Marcano. O verdadeiro capitão de equipa. Alex voltou às boas exibições com actuação determinante nos dois golos. Soares continua letal e muito combativo. A André tem-lhe faltado a parte do 'letal'. Jota entrou muito bem e muito melhor do que Corona. Brahimi, André André e Herrera, não estiveram mal, mas destacaram-se mais pela luta do que pelo desequilíbrio ofensivo. Maxi entrou bem no jogo mas foi baixando o rendimento.

Na sexta-feira, espero que se volte aos jogos de posse de bola superior a 50%. Mas mais importante que isso será a vitória, para que o Benfica entre em Braga em segundo lugar.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Jogar como nunca e ganhar... Desta vez...


Foi uma grande satisfação estar em primeiro lugar, nem que por poucas horas. Estamos inesperadamente numa posição de discussão do primeiro lugar, dependendo apenas dos próprios resultados e com um dos adversários afastado definitivamente dessa luta. Tal significa que, na pior das hipóteses, teremos evitado já em Fevereiro a pré-eliminatória da Champions que, cada vez mais, traz adversários temíveis, como aconteceu este ano com a Roma. Foi portanto um resultado óptimo em todos os sentidos. Se compararmos com a exibição, parece ainda melhor, mas já lá vamos. Sobra a pequena satisfação de riscar o Sporting da luta e dar uma lição aos dois faroleiros que os lideram, presidente-adepto e mestre-treinador. É bem saboroso ver este estado de coisas no ano em que jogaram as fichas todas. Poético até!

Mas vamos ao jogo. Troquei umas mensagens antes do jogo em que dizia que, em relação ao onze que Nuno apresentou, apenas trocava Soares por Jota. Burro! De facto, não podia estar mais errado. Ao contrário do que pensava, a táctica não se mostrou nada apropriada, e foi o Soares que nos salvou desse facto com a sua incrível  eficácia em dia de estreia. A minha ideia era a de que Nuno pretendia contrariar o jogo do Sporting assumindo o jogo e a posse, dotando a equipa de mais jogadores capazes de ter bola com qualidade, tentando adicionalmente pressionar os jogadores mais fracos do adversário, que são os laterais. Em suma, pô-los desconfortáveis e sem possibilidade de jogarem da forma habitual. É possível que tudo tenha mudado pelo facto de termos chegado ao golo na nossa primeira entrada na área, mas a verdade é que não conseguimos ter bola e Corona e Brahimi viram-se remetidos a funções de encostar aos seus colegas laterais para conter as constantes investidas adversárias. Toda a equipa bem longe da dupla da frente, o que fez com que Oliver fosse invariavelmente sobrevoado pelo jogo e remetido a acções defensivas. Ora perante tamanhos problemas como é que conseguimos ganhar? Simples. Tivemos uma eficácia ofensiva absolutamente invulgar, sem precedentes na época e potenciada por um reforço de inverno, para já, cirúrgico. Depois tivemos a habitual eficácia defensiva alicerçada no poderoso trio de centrais, a que se juntou mais uma grande exibição de Casillas num clássico. É caso para dizer que, perante tamanha apatia ofensiva, acabou por correr tudo bem!

Mas mais uma vez, não nos cansamos de alertar que este futebol não é o nosso. É o segundo jogo consecutivo em que somos suplantados em termos de posse de bola no Dragão. É o segundo jogo consecutivo em que beneficiámos de um factor absolutamente inesperado para ganhar um jogo que não dominámos. Contra o Rio Ave, foram as bolas paradas e ontem foi Soares. É uma fortaleza, mas tem fundações muito frágeis. Até quando é que a intensidade, o crer e a força das bancadas vai durar, se somos incapazes de controlar os jogos em vantagem e de afastar os adversários da nossa área? Nuno usa estes chavões que aprendeu num curso de comunicação da 'Planeta Agostini' mas são apenas 'sound bites'. Lembram-se da altura em que um resultado de 2-0 ao intervalo era motivo de descanso? Aí sim, havia fortaleza! Pode até acontecer que o FCPorto comece a jogar bem de tanto ganhar, jogando mal. As vitórias são um tónico com um poder que ultrapassa qualquer limitação de plantel ou de liderança técnica. Mas a verdade é que eu devia estar bem mais eufórico do que preocupado e eu diria que estou num 50-50...

Individualmente, terei de dar um MVP repartido entre Soares e Casillas. Um MVP na primeira parte e outro MVP na segunda. Soares deixa água na boca, e veremos se temos Derlei ou não. Casillas guarda o melhor para os embates com os grandes e voltou à nota épica da Luz, no ano passado. De resto é de enaltecer o excelente passe de Danilo no segundo golo, e  o esforço contra natura de Brahimi e Corona no apoio aos laterais. Os centrais tiveram demasiado trabalho e apenas foram batidos em dois lances de bola parada e num golo em que Gelson ganhou três ressaltos. Perante tanto trabalho a nota tem de ser positiva. Alex apanhou com o melhor jogador adversário e a sua exibição ressentiu-se. Até nas bolas paradas esteve pior. André Silva esteve pior que Soares mas pareceu um erro gigantesco tirá-lo tão cedo. Se há jogador que dura os noventa minutos é o André e viu-se que fez falta no final perante os problemas físicos evidentes do Soares, do Corona e do Oliver. Incrível como o jogo em que mais parecia 'estourado' foi o jogo em que fez os 90 minutos. De facto, Nuno é mesmo imprevisível e assustador nas suas opções de banco.

Mas estamos lá em cima na luta! Há que manter a pressão na frente apesar de se seguir uma das deslocações mais difíceis da época.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O que Nuno faz para ter banco...



Já sei que o destaque é que voltámos às vitórias fora de casa. Ainda por cima, depois de uma deprimente onda de resultados 0-0. Foi importantíssimo e amanhã poderemos ver os verdadeiros efeitos da nossa pressão sobre o primeiro lugar. Ainda assim, o que mais me ocorre quando falo do jogo é que Nuno abusou da sorte. Vejamos o enquadramento. Temos um histórico de procrastinação competitiva, nas primeiras partes dos jogos fora, que tem resultado sempre em segundas partes de sofreguidão, atrapalhação e oportunidades falhadas. E temos uma disponibilidade, invulgar nos tempos recentes, dos jogadores mais criativos do plantel, sendo que um regressou da CAN e o outro regressou de lesão. E o que faz Nuno? Aproveita para tentar resolver o jogo cedo, protegendo a equipa do estigma que a tem perseguido nos jogos fora? Não. Apresenta uma 'troika' de médios que mais parecia que o objetivo era chegar ao intervalo com 0-0. Mais. Aos trinta minutos tira o único jogador que estava a conseguir aproveitar as alas e põe outro com a mesma função, numa alteração que se provou estéril até ao momento em que entra o outro ala, Corona. Com grande parte dos jogadores mais talentosos em campo e com a frente de ataque bem aberta, acabámos por chegar ao golo, mas muito tarde para quem estava a defrontar um adversário que nem rematou na primeira parte. 

Minha conclusão: ganhámos apesar das opções inexplicáveis de Nuno. Ainda bem, mas espero que ele tenha aprendido a lição apesar de, pelas suas declarações no fim do jogo, nada o faz indicar. Valeu-nos um adversário muito fragilizado e, mais uma vez pelas declarações no final do jogo, percebe-se que está muito mal orientado. Conseguiu elogiar a exibição de uma equipa que rematou 3 vezes num jogo em casa e conseguiu queixar-se da arbitragem... Ridículo.

Individualmente, dou o MVP a Danilo pelas inúmeras recuperações no meio campo adversário e porque foi dos que esteve bem durante o tempo todo. Poderia ter optado por André Silva que está nos dois golos ou por Brahimi que foi o elemento mais criativo em campo. André André também teve um bom regresso à titularidade. Pela negativa, Oliver não esteve ao seu nível, não conseguindo emergir perante a confusão táctica que Nuno criou. Nota mínima para Nuno, apesar da vitória.

Na próxima semana poderemos sentenciar a época dos vasquinhos. Para isso exige-se 'a carne toda no assador'!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Bola parada e equipa parada



Estas 'remontadas' são sempre gostosas e são o exemplo do que de melhor Nuno Espírito Santo tem feito este ano no FCPorto. É fácil concluir que nos últimos 4 anos, nenhuma equipa do FCPorto teria apresentado garra e capacidade de reacção à adversidade suficientes para virar um jogo como o de ontem no Dragão. Nuno consegue tirar essa reacção dos seus jogadores. Lopetegui, por exemplo, não conseguia. Mas convenhamos que a equipa de Lopetegui não perdia o controlo do jogo. Pelo menos assim. Era impensável uma equipa do FCPorto não ter mais de 60% de posse de bola num jogo em casa. Já sei que a posse de bola é um meio e não um fim, mas temos de melhorar neste capítulo porque não vamos ter mais jogos com três golos de bola parada para resolverem os problemas de uma equipa sem soluções. É fácil de concluir que, a jogar assim, vamos precisar de muita capacidade de reacção porque estes acidentes vão continuar a acontecer. 

Este foi o segundo jogo consecutivo, em casa, em que o resultado é bem melhor do que a exibição. E assim arriscamo-nos... Mais uma vez, vamos chegando lá com perigo, de vez em quando, sem grande intensidade e sem grande controlo do jogo. Acidentes acontecem. Casillas a tentou adivinhar o lance, pensando de mais. Já Layun pensou de menos... Esse lance de Layun é paradigmático. Estavam por ali 3 jogadores a acompanhar passivamente o adversário e só se resolve actuar quando ele já está dentro da área. Lance ridículo a todos os níveis. A equipa desliga por momentos e acorda quando sofre golos. Mas não tem a capacidade de manter o motor ligado por muito tempo. E a exiguidade do plantel também não ajuda. Corona, que era o único extremo disponível, magoou-se. Temos um problema. Kelvin não é alternativa e Nuno não queria lançar logo um outro avançado. E ficamos com a equipa polvilhada de médios. E nem assim tínhamos bola... O que vale é que o jogo correu bem até ao nível do critério disciplinar largo, que ignorou os devaneios de Felipe e de Layun e também dos jogadores do Rio Ave, diga-se. Em suma, gosto desta capacidade de lutar contra a adversidade mas é algo que me contenta cada vez menos. Os resultados dizem que temos fortaleza, mas eu não vejo um FCPorto autoritário.

Individualmente, três notas altíssimas para Alex Teles, Marcano e Danilo. MVP para o Alex que esteve em 3 golos. Jota voltou a ser o melhor dos jogadores da frente. Pela negativa Casillas, com um lance infeliz e Layun sem um único lance bom que me lembre. Já que aqui critico constantemente as substituições de Nuno, há que elogiar a saída de Layun. Antes que fizesse mais asneiras. João Carlos continua a merecer mais minutos. Excelente jogada no último golo.

Na próxima semana, mais um 0-0?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Fim de semana gostoso


Depois de um período depressivo com uma participação ridícula na Taça da Liga e de uma segunda parte em Paços completamente amorfa e irritante, nada melhor que um fim de semana a ganhar pontos em 3 campos. Estamos na luta e muito se deve ao desempenho da equipa no Dragão. Foi também importante conseguir três golos, que André Silva voltasse a marcar e que os nossos avançados tivessem voltado às boas exibições.

No final, Nuno tentou vender a ideia de que a única diferença para Paços foi que a equipa marcou. É uma simplificação perigosa, tal como era a da arbitragem. Se concentrarmos todas as atenções na arbitragem, o efeito imediato de revolta vai-se desvanecendo. Se concentrámos todos os problemas na finalização, põe-se todos os problemas nas costas dos avançados, nomeadamente o André Silva, esquecendo a construção. Se o André marca uma em cada três oportunidades, temos de arranjar maneira de lhe dar 6 a 9 oportunidades por jogo, em vez de duas como em Paços. A título de exemplo, na primeira vez que o miúdo começou a falhar mais golos, criou-se a solução de partilhar o 'fardo' da finalização com Jota. Porque é que, sem Brahimi, a solução é afastar Jota da baliza e aproximá-lo da linha? Faz sentido numa equipa que tem tido dificuldade de marcar golos? Pois... O problema vai muito para além de coisas simples como penaltis não marcados e a inspiração do André Silva. Para mim são limitações do modelo de Nuno Espírito Santo e limitações do próprio treinador. Mas é óbvio que acredito que ele também pode evoluir durante a época, mas para isso é preciso que ele esteja ciente de que há um problema. Já sei que o discurso para os jornalistas é gerido com cuidados extra, mas não convém esquecer que é esta informação que passa para os adeptos. Para para os adeptos passa a ideia de que apenas temos problemas com árbitros e com a pontaria. É curto. Há mais problemas.

Vamos ao jogo. A primeira parte começou logo com uma oportunidade de golo por Corona e um lance estudado num canto. Fiquei entusiasmado. Uma boa a entrada, com notório trabalho de Nuno num dos capítulos que pior correu em Paços e que foram as bolas paradas. No entanto, o resto da primeira parte tendeu para o habitual. De vez em quando vamos lá com perigo, mas nada de muito intenso. Os golos apareceram e apareceu uma expulsão estúpida do adversário. E o jogo acalmou para mais tarde, com as substituições, piorar até um ponto de se poder dizer que não se perdia nada se o jogo tivesse acabado por volta dos 70 minutos. 

E aqui outro problema: as substituições. Nuno mexe mal na maior parte das vezes, mas isso raramente se discute. Lembro-me que foi criticado no empate com o Benfica, mas isso foi muito por causa do erro incrível de Herrera. Nos últimos 5 jogos, alguma vez se melhorou com as substituições? Eu acho que não e foi mais grave em Paços porque perdemos pontos, mas é um sintoma também nos outros jogos. Muitos tenderão a dizer que o problema é não termos um banco bom. Mas temos de ir mais longe. Se o banco não é bom, exige-se um critério melhor a Nuno, nomeadamente no jogador que sai. Nos últimos 5 jogos de campeonato, Oliver saiu 5 vezes, Corona saiu 4, Jota saiu 3 e Brahimi 2 vezes, mas só jogou 3 desses jogos. Qualquer destas substituições recorrentes tira à equipa criatividade e capacidade de desequilíbrio, mas a de Oliver é especialmente grave em jogos como o de Paços de Ferreira, porque retira à equipa o seu jogador mais criativo. Mas também é grave nos outros 4 jogos porque, em vantagem, retira à equipa critério na saída para a transição ofensiva e a capacidade de ter bola com qualidade. Aí está mais um ponto em que Nuno pode melhorar.

Individualmente, dou o MVP a Marcano que juntou à habitual segurança defensiva um golo e uma assistência. Se a época acabasse agora, dava a Marcano o MVP da época do FCPorto. Quem diria depois do que vimos no ano passado, nomeadamente no último jogo da época... Felipe também esteve muito bem, mas não esteve nos golos e teve um erro grave na segunda parte que acabou por não ter consequências. Gostei também do regresso de Jota às boas exibições. Em Paços já prometia, mas retiraram-no do jogo demasiado cedo. André marcou um bom golo e ficou a dever-nos mais dois. Danilo tem nota positiva mas é de referir que não ganho uma bola de cabeça ao avançado do Moreirense que é bem mais baixo. Herrera voltou a jogar bem. O problema é que Herrera não consegue dar o que dá Brahimi ou Otávio.  Pela negativa os jogadores que saltaram do banco, com destaque para Kelvin que demorou 30 segundos a demonstrar que tem muito que melhorar para dar algo à equipa.

Na próxima semana temos um jogo à tarde. Uma boa oportunidade para encher o estádio!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O problema



Nuno Espírito Santo tem sido bastante comedido quando fala dos prejuízos arbitrais sucessivos. Quanto a isso, aqui vai uma posição polémica: ainda bem que Nuno não se queixa muito da arbitragem porque tem sido esse o factor que o mantém na posição de treinador do FCPorto. Não que eu ache que estas trocas de treinadores recentes tenham sido boas decisões, apesar de ter apoiado algumas delas. Todos podemos concluir que todas elas tiveram efeitos nefastos sobre o futebol da equipa e os resultados, invariavelmente, pioraram. Apenas digo que, conhecendo os nossos adeptos,  se tivéssemos, de 15 em 15 dias, exibições irritantes como a de Paços, sem razões de queixa, já tínhamos caído em cima de Nuno Espírito Santo. E só não o fizemos porque ele tem atenuantes. Mas será uma questão de tempo.

Mas já vínhamos aqui avisando que o prejuízo não justificava tudo. Em Paços, mais uma vez, o nosso futebol esteve à vista de todos. Começamos bem com oportunidades, com controlo, mas sem sufoco. À medida que o tempo vai passando, as oportunidades vão rareando quando deveria acontecer o contrário. Vi vários jogos este fim-de-semana em que as equipas pequenas causaram grandes problemas. Muitos mais que os que o Paços nos criou. Por exemplo, o Barcelona e o Nápoles tiveram claras dificuldades.  Mas a diferença é que, no final, o ataque dos Grandes não foi perfeito mas foi intenso e subjogou por completo os adversários obrigando-os a concentrarem-se dentro da área defensiva e, mesmo assim, conceder oportunidades de golo. E ontem só tivemos isso no final da primeira parte. Dirão que tivemos muitas oportunidades falhadas. Mas quantas na segunda parte? Uma, duas? Tal como em Tondela, Setúbal, Belém... É uma história demasiadas vezes repetida para passar como um mero problema de finalização. São quatro resultados 0-0! Metade dos nossos jogos fora. Sabem o que têm em comum os últimos dois jogos fora que ganhámos? Marcámos 3 golos na primeira parte. Mas quando temos de lidar com a pressão do cronómetro, longe do Dragão, a equipa perde-se nas segundas partes. À medida que o tempo vai passando o adversário vai-se fechando e acabam as nossas oportunidades de golo. Ora, uma equipa grande tem de conseguir aproveitar estes recuos para sufocar o adversário. Nós não conseguimos. E as substituições de Nuno não ajudam. Parecia que estava a esforçar-se para irritar os adeptos. Ficávamos contentes com a opção que ia entrar para logo perdermos a esperança por causa do jogador que ia sair. Rui Pedro em vez de Depoitres? Muito Bem! Não vamos entrar na táctica do chuveirinho e podemos alargar a frente de ataque. Vai sair uma Jota? Afinal vamos afunilar a frente de ataque... Vai entrar João Carlos? Boa! Mais um com critério, na cabeça da área. Sai Oliver? Ok... Afinal não é mais um. Mantemos os mesmos... Esta incapacidade de mexer bem no jogo é algo que Nuno vem replicando consecutivamente sendo até uma das críticas mais vulgares dos portistas e tem toda a razão de ser.

Individualmente, além da nota muito negativa à prestação de Nuno nas substituições, dou o MVP a Ruben Neves. Na dúvida e com vários jogadores com notas apenas médias, dou ao jogador que mais gosto mas, se preferirem, considerem que não há MVP. Dizem que Danilo é preciso para garantir a segurança defensiva, mas nesse aspecto, não fez falta. É claramente a posição melhor preenchida no plantel. Quem dera que tivéssemos tanta qualidade e competitividade noutras posições. Na primeira  parte, Ruben criou muitos problemas ao Paços com as suas variações de jogo certeiras. O problema é que Jota não estava inspirado nesta nova posição de ala e Corona esteve um nojo! É incrível como Jota sai primeiro. Provavelmente, a pior exibição do mexicano com a nossa camisola. Herrera fez melhor mas foi caindo e não se percebe porque não saiu para refrescar aquela posição com mais criatividade. Os miúdos da frente continuam a falhar mas estão longe de ser o problema. Os nossos laterais não estiveram bem no apoio ofensivo e isso também não ajudou.

Esta era a jornada decisiva de Janeiro. Abria-se uma oportunidade de pôr pressão na frente a que se seguiam dois jogos em casa. Falhámos e o título é cada vez mais uma miragem.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Vergonha


Post curto porque esta competição nunca me mereceu respeito. Parece apenas um pretexto para termos mais jogos entre os clubes grandes e para se fazer mais uns trocos em direitos de TV e de sponsors.

Deixo apenas algumas considerações gerais sobre a competição:
- Sempre achei que o FCPorto deveria abordar esta competição com o intuito de lançar novos jogadores e jogadores menos utilizados, na luta pela titularidade. Isto independentemente da forma como a época esteja a correr. Apenas o fizemos em parte. Ontem, por exemplo, desgastámos grande parte da equipa e até perdemos um titular para o jogo do fim de semana, que é bem mais importante que este. 
- A arbitragem de hoje foi uma vergonha, mas não foi uma vergonha maior do que o desempenho do FCPorto nesta competição. Ficar em último num grupo que é jogado nestes moldes é algo absolutamente impensável e impossível de justificar com uma arbitragem, por muito escandalosa que seja e a de ontem foi.
- O facto de termos jogado com muitos titulares ajuda a que eu continue tirar conclusões e a pôr em causa o modelo de Nuno Espírito Santo. Continuamos a ter muita dificuldade em marcar golos em jogos que dominámos e continuamos a ter dificuldade em capitalizar vantagens no marcador, como aconteceu com o Feirense.
- João Carlos Teixeira parece ser o único que ganhou estatuto com esta competição. Incrível como nem sequer jogou hoje. Depoitres parece confirmar que é apenas uma opção de banco. Herrera mantém a sua habitual irregularidade exibicional. Boly tem muito que melhorar para sequer discutir uma entrada no onze. Corona este bem fraco nestes jogos.
- Estas novas fornadas de árbitros internacionais são tão más que não pode ser coincidência. Alguém preparou isto com tempo e com muito critério. Errar é humano e estes árbitros continuam a ser bastante 'humanos' nos jogos do FCPorto.