quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Primeiro objectivo cumprido


Depois de duas semanas bastante complicadas, com prejuízos arbitrais gritantes, mas também com um nível exibicional mais baixo do que o que o FCPorto já mostrou este ano, sobretudo nas Aves e nos primeiros 20 minutos do clássico, nada melhor do que um golo 'madrugador' na verdadeira final que tivemos hoje. Este ano despachámos o campeão francês e há um ano despachámos o campeão inglês em circunstâncias semelhantes. A única diferença é que o Leicester apareceu no Dragão com a  qualificação garantida e o Mónaco apareceu já eliminado. Pouco importa. Só temos de aproveitar o facto de nos mantermos na luta até ao final e de nos termos colocado nesta posição confortável de depender do nosso resultado no Dragão. Em suma, mantemos a nossa consistente presença nesta fase da Champions League e cumprimos o nosso primeiro objectivo do ano no grupo mais difícil dos últimos anos. É importante e este grupo merece ir vendo o seu esforço recompensado!

É óbvio que este feito sai ainda mais valorizado pelo desempenho dos nossos rivais, sobretudo o Benfica, cujo percurso europeu deste ano só os pode fazer 'corar de vergonha'. Mas, por muito gozo que nós estejamos a dar aos nossos amigos benfiquistas, há outras conclusões a tirar: dada a disparidade de rendimento europeu como é possível a classificação do campeonato nacional não reflectir tamanha diferença de rendimento? Somos obrigados a concluir que a classificação está 'abençoada'...

Mas as boas notícias não se resumem à passagem à fase seguinte. Voltámos a ver bom futebol neste FCPorto. As oportunidades de golo não desapareceram nos últimos jogos, mas a qualidade de jogo vinha decaindo. Estávamos a ter muita dificuldade em encontrar Brahimi em boas condições para criar e a recorrer demasiado aos lançamento longos a partir dos defesas. Convém, no entanto, referir que a entrada em jogo voltou a ser bastante atabalhoada, apesar do golo aos 9 minutos. Mas a equipa foi crescendo e o terceiro golo já é uma excelente jogada, em que aproveitámos todas as potencialidades do esquema montado por Sérgio Conceição. Na segunda parte, o jogo seguiu no mesmo tom apesar dos golos sofridos.

Individualmente houve grandes exibições individuais. O MVP óbvio é Aboubakar com dois golos e uma jogada e assistência primorosas no terceiro golo. Gostei muito da exibição de Alex Telles que já merecia o golo, num remate que já andava a ensaiar há muito tempo. Gostei também de Herrera que esteve muito melhor na construção. E isto é fundamental. Neste esquema é preciso que Herrera seja mais do que um jogador com disponibilidade física e que corre com bola e atrás dela. É preciso que ele assuma a construção e permita uma saída alternativa quando Brahimi aprece muito marcado. No fundo pretende-se que Herrera seja mais Oliver... Danilo também esteve bem apesar de alguns pequenos erros iniciais. Foi importante Soares voltar aos golos e é pena que Marega não o tenha conseguido. A lesão do Otávio assusta um pouco e faz lembra a recaída que Soares também já teve este ano. Pela negativa, Felipe. Já sei que a expulsão é exagerada, mas ele andava a 'pôr-se a jeito' há alguns jogos. Vá lá que não teve consequências a não ser o facto de os olheiros da selecção brasileira terem assistido aquilo.

Para terminar o árbitro. O resultado pode abafar um pouco as decisões, mas a arbitragem foi muito má! Tem decisões erradas em quase todos os lances complicados, sempre em nosso prejuízo, e só não foi uma exibição pior do que a da passada sexta-feira, porque o Sueco não tem o 'auxílio' do VAR.

A viagem a Setúbal vem em boa hora. Eles andam de rastos e nós vamos aparecer muito motivados por este resultado e pelo do Bessa (hopefully).

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