quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tão Jovem e já Campeão Nacional...

As palavras são de Vítor Baía e na primeira pessoa quando alcançou pela primeira vez o título de campeão nacional, feito muitas mais vezes repetidos ou não fosse o jogador com mais títulos do MUNDO...

O vídeo da semana apoiou-se no jogo do fim de semana contra o Vitória de Setúbal e recuou à época de 1989/90, onde o FCP se sagrou campeão nacional precisamente num jogo em casa contra os sadinos... Jogo em que o FCP ganhou por uma bola a zero e que seria um bom teste para os futuros fiscais de baliza...



Depois do jogo, a reportagem com o rescaldo do mesmo... momentos deliciosos, desde o nosso capitão João Pinto, passando pelo miúdo Vítor Baía, a classe de Artur Jorge e terminando, imaginem só, no primeiro-ministro de Portugal (actual Presidente da República) Cavaco Silva que se deslocou às Antas para assistir à festa do título portista...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Que estranho Luís Octávio


Luís Octávio Costa, anteriormente desconhecido jornalista desportivo do jornal Público (terá sido até agora ofuscado por Bruno Prata), atingiu a sua merecida ribalta com uma crónica do jogo desta semana no Dragão intitulada «O estranho caso do minuto 58». O homem é citado por todos porque se lembrou de uma brilhante associação de ideias: logo que os dois jogadores emprestados pelo FCPorto foram substituídos, o Setúbal sofreu o primeiro golo após uma resistência de 62 minutos. Ora tendo apenas estes dados até parece que estamos perante uma brilhante constatação. E são esses os dados que quem não viu o jogo tem. Daí será até legítimo partir para outras conclusões: será que Carlos Cardoso fez aquilo para beneficiar o FCPorto? «Céus!» -gritará o Luís Octávio em pânico- «Apenas disse que era estranho...» Pois foi. Pois também aqui vou fazer um raciocínio do género do do Luís Octávio. Vou chamar-lhe: «O estranho artigo do Luís Octávio». O Luís fez uma crónica em omitiu factos relevantes como a ausência não explicada de Zoro no jogo com o Benfica na jornada anterior, ou a mudança de atitude do FCPorto no início da segunda parte em que também participaram Bruno Gama e Leandro Lima ou que estes dois jogadores pontificam no pior ataque da primeira Liga e que poucos são os jogos em que não são substituídos. Com essa omissão o Luís leva conclusões falaciosas. Ora perante esta linha argumentação será também legítimo perguntar: será que eu acho que o Luís Octávio Costa não é isento e está a tentar subir na vida à custa de mau jornalismo? «Há dúvidas?»-grito eu- «É óbvio que acho!»

Dirão que estou a dar muita importância a este artista, mas o que me incomoda é a sequência. Lembro-me das insinuações sobre a 'estranha' e suposta falta de empenho dos jogadores do Leixões quando o que se seguiu provou que foi uma equipa que tem vindo a cair na tabela. Lembro a 'estranha' e supostamente decisiva mão não assinalada a Meireles em Coimbra quando estávamos na primeira parte e tendo em conta que este ano vamos em 9 vitórias consecutivas fora de casa e com um score superior a 3 golos por jogo nesta sequência vitoriosa. Lembro até o 'estranho' penalti de Felipe Lopes que nos deu a vitória na Madeira quando recentemente o mesmo jogador fez um penalti também perto do final que afastou a sua equipa da final da Taça. Espera! Será que foi para o FCPorto enfrentar uma equipa mais fraca na final da Taça? Vejam o ridículo a que pode chegar esta gente... Isto é gritante e continuo a ver apenas Jesualdo a falar sobre isto. E é fácil de prever que isto não vai terminar. Mas como prevejo que tais manobras não nos afectam até deixo mais coisas para os Luíses Octávios deste país acharem estranho:
- Não é estranha a opção de meter Zoro a jogar no Dragão depois de não jogar contra o seu clube Benfica? Dada a qualidade fraquíssima do jogador não terá o FCPorto sido beneficiado?
- Não é estranha a forma como Carlos Carvalhal foi suspenso por 10 dias por factos semelhantes ou menos graves que o reincidente Paulinho da risca ao meio? Pelo que penso do Paulo Bento como treinador, não será o FCPorto beneficiado por deixarem o Paulo ir para o banco?
- Não é estranho que Katsouranis tenha apanhado um sumaríssimo por dizer que no jogo com o Nacional tinha sido roubado e que João Moutinho tenha dito que o amarelo que Bruno Paixão lhe deu em Guimarães foi deliberado não tenha de enfrentar processo semelhante? Mas espera lá. Isso não pode de maneira nenhuma beneficiar o FCPorto. Esqueçam! Não vale a pena publicar...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Alguém tinha de assumir

Dada a razia que sofremos no nosso ataque, era fundamental que alguém pegasse no jogo da equipa e que se assumisse como referência. E Lisandro lá estava para assumir. É de facto um jogador de personalidade muito forte e com um coração enorme, e é importante que mantenha este bom nível para que possa empolgar a equipa para estes quatro assaltos finais. É que por muito que outros jogadores tenham mantido um nível muito bom ao longo da época como Meireles, Fernando e Bruno Alves, teria de partir lá da frente o ‘click’. Basta ver o que aconteceu ontem. Meireles e Fernando estavam a jogar bem. Ainda assim, tivemos zero oportunidades de golo na primeira parte. O facto de o Setúbal jogar de uma forma quase escandalosa para o pontinho, com quatro defesas e três trincos sendo que dois deles normalmente jogam a centrais, também não ajudou. Ainda assim parecia que se estava a notar a falta de Lucho e Hulk. Pura ilusão. Tivemos uma entrada fortíssima na segunda parte e a equipa, impulsionada por Lisandro, pressionou até que conseguiu quebrar a muralha. E a partir daí até apareceram os outros jogadores que até aí estavam bem escondidos, nomeadamente Rodriguez. Mas nessa altura era mais fácil aparecer e não deixa de ser um alerta. É importante que todos dêem o máximo e logo desde o início. Isto porque temos jogado sempre com a pressão de ter o adversário a um ponto e, logicamente, os nossos adversários fecham-se tentando adiar ao máximo o nosso golo. E nos últimos jogos têm-no feito de uma forma clara com posicionamentos ultra defensivos que chegam a ser absurdos. Por isso mesmo será importante entrarmos nos próximos jogos como entrámos na segunda parte de ontem. Mas mesmo que isso não aconteça, não equipa que resista àquele fantástico primeiro golo. Depois de várias trocas de posição e depois de uma longa sequência de passes, Fernando descobriu Farias que deixou que Lisandro resolvesse de forma magistral. Também o segundo golo foi bonito e teve mais uma vez o cunho fundamental de Farias que afinal não está lá só para encostar. Individualmente e para além de Lisandro, gostei de Farias que esteve nos dois golos, da dupla Meireles e Fernando e de Mariano. Tommy, apesar de todo o seu empenho, não parece ser solução para lateral direito.

Tacticamente repetimos o esquema de Coimbra com a inclusão de Farias mas não parece que será assim que iremos jogar na Madeira. Aliás notou-se bem que Jesualdo recuou o Mariano para o meio-campo assim que marcámos o segundo golo. Depois disso adiou ao máximo a primeira substituição com o intuito de dar minutos à equipa no esquema que pretende levar à Madeira e que me parece mais adequado.

Faltam apenas 3 vitórias para o tetra!

Equipa para a Madeira:

Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho, Fernando, Meireles, Mariano e Rodriguez; Lisandro e Farias.

PS: Prometi fazer a pergunta todas as semanas e, portanto, cá vai: Em que ponto está a renovação de Lisandro?
Continua a petição em: http://www.peticao.com.pt/lisandro-lopez

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sesta da Taça


Veio-me este trocadilho fraquinho à cabeça e não resisti... Seria de esperar um certo relaxamento da equipa neste jogo. Ainda assim, não seria espectável uma derrota. Mas este tipo de coisas acontece a quem dorme na parada e se a equipa já teria uma certa inclinação para abordar este jogo com uma intensidade menor, o facto de termos marcado cedo e, com isso, obrigado o adversário a marcar 4 golos também ajudou... A verdade é que mesmo a nanar, ganhámos um lugar na final de Oeiras com alguma facilidade, a que não foi alheio o recurso a Fernando como estabilizador do jogo da equipa na segunda parte.


Mas foi logo a seguir ao primeiro golo que se deu o facto do jogo. Mais uma vez e num lance semelhante ao que nos tirou Anderson, uma entrada a varrer tirou-nos Hulk, segundo Jesualdo, para o resto da temporada. Lógico que não foi um lance para amarelo Sr. Xistra... Não deixa de ser mais uma contrariedade monstra para os 5 jogos que faltam jogar, mais a final da Taça de Portugal. Mas não pude deixar de reparar que, apesar da gravidade da situação, não entrei em pânico. É óbvio que apesar da contrariedade, agora há Farias e há Mariano. E e neste ponto, só podemos agradecer à rotatividade imposta por Jesualdo e pelos castigos que temos tido em jogadores importantes. Tal permitiu ter nesta altura decisiva um plano B perante a calamidade que está a derrubar os nossos melhores jogadores um a um. Mas e se a seguir é Lisandro? Ou Fernando, ou Meireles ou Bruno Alves? Nesse caso o jogo de ontem não me deixou muito seguro. Isto porque temos constantes atitudes bipolares nalguns segundas linhas. Guarin é o jogador que descobriu Lisandro no nosso golo ou é o jogador do fraquíssimo posicionamento e das trapalhadas com a bola? Tommy é o jogador do remate à barra ou o jogador que dá constantemente imenso espaço à construcção de jogo do adversário? Stepanov é o jogador do jogo frente à Académica em casa ou o jogador de ontem que não consegue controlar um avançado mais corpolento? (Rolando também não conseguiu) Madrid desaprendeu o que mostrava em Braga ou é apenas falta de ritmo? Tudo dúvidas que provavelmente já não tiraremos este ano... De resto não tenho assim grandes exibições a destacar. Gostei da entrada de Fernando e de alguma jogadas de Lisandro. Farias fez o que se lhe pede: facturou. Uma última palavra para Tarik. Está de tal forma irreconhecível que até chega a parecer que só joga estes míseros minutos por respeito ao que fez na época passada...


Quem não nanou foi mais uma vez o Xistra. Penalti e expulsão do jogador do estrela por rasteirar um jogador isolado parecem-me razão suficiente para perceber que as exibições deste Sr. são coerentes no que ao FCPorto diz respeito. Ai se acontecesse a outros... Que gritaria que seria. Uma coisa é certa, eles gritam tanto que os árbitros e os responsáveis já nem ligam. Um não sentiu a peitada do Pedro Silva, outro não ouviu Paulo Bento a mandá-lo para o caralho (perdoem-me a linguagem) e a Comissão disciplinar acha que um reincidente merece apenas uma mera multa. Tudo dito...


Equipa para a recepção ao moribundo Setúbal:


Helton; Sapunaru (Fucile se o romeno não recuperar), Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Meireles, Mariano e Rodriguez; Farias e Lisandro.

Outros Tempos... o Mesmo Fado...

Os vídeos made in basculação recuam à época de 1986/87 para recordar outro encontro contra a Briosa no mesmo palco, mas ainda sem o Dolce Vita colado a ele...

O resultado também foi chapa 3, mas com um golo de resposta da Académica... e que golo... Pedro Xavier, o irmão do Carlos que se notabilizou na equipa dos lagartos... O jogo teve um pouco de tudo... casa cheia (aqueles domingos à tarde), emoção, golos e penalties... muitos, mas só aquele que não era é que foi assinalado... Gomes bisou, com golos à ponta de lança, e André marcou o terceiro, de penalty... pelo resumo, André era na altura muito mais que um trinco... aparecia em todo lado, muito mais um box-to-box... nos resumos desta época ele está sempre em grande... um dos meus primos chama-se, precisamente, André, o que não é alheio ao facto de ele ter nascido em 1985 e o pai (meu tio) ser um homem de convicções fortes azuis e brancas...

Agora basta clicar para recordar... apenas 2 minutos e 26 segundos...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Que curioso... também já tiveram desgostos!

Com uma semana onde os motivos de destaque são apenas os salários em atraso das equipas que vamos defrontar esta semana, decidimos virar agulhas para outras curiosidades e fazer uma viagem no tempo para descobrir (novas) velhas histórias.

A primeira ainda tem a ver com Old Trafford, só porque lá jogamos há pouco tempo e foi lá que a nossa Selecção venceu a Hungria em 66. Também lá venceu a Bulgária mas isso agora não é para aqui chamado. A segunda, e a que dá nome ao título da crónica, é dedicada a todos aqueles que na passada quarta-feira vestiram a camisola vermelha e celebraram o desgosto portista. Esta história irá lembrá-los que também já tiveram desgostos, e não, não vou falar do Olympiakos, Galatasaray ou Metalist, vou recordar uma ocasião em que também eles conseguiram um resultado prometedor na 1ª mão e depois... bem, já lá chegamos.

Old Trafford, 13 de Julho de 1966, Portugal defronta a Hungria. No aquecimento das equipas, as pessoas sobressaltam-se quando se apercebem que o (impronunciável Szentmihalyi) guarda-redes húngaro bate com a cabeça no poste ao tentar defender um remate do seu treinador. Szentmihalyi fica semi-inconsciente e é assistido durante largos minutos, o jogador quer mesmo actuar e já com atraso considerável começa a partida. Acelerando os factos: aos 2m, má saída de Szentmihalyi e José Augusto cabeceia fácil para o fundo das redes; já na 2ª parte, com 1-1 no marcador, José Augusto ao tentar cruzar leva a bola a encaminhar-se para a baliza perante a passividade do guarda-redes; quase no fim, nova falha de (é sempre bom tentar ler este nome) Szentmihalyi, e Torres faz o 3-1 final. Como podem ver, há quem consiga ser feliz em Old Trafford, basta um redes desmaiado...

Agora o momento por qual todos esperam e escusam de pensar mais na eliminatória, até nem foi a assim tanto tempo, ora vejamos, isto passa-se em... 1962! É verdade, em 1962 o Benfica conseguiu um resultado prometedor na 1ª mão quando só perdeu 3-2 contra o Santos no Maracanã (a Taça Intercontinental jogava-se a duas mãos). Muita expectativa criada sobre o 2º jogo e o Estádio da Luz acreditava que Eusébio e Cª conquistariam a Taça Intercontinental. Acelerando novamente os factos: ponta final tremenda dos vermelhos, aos 83m golo de Eusébio e reduz para 1-5 e aos 89m golo de Simões colocando os brasileiros em sentido com o 2-5 final.

domingo, 19 de abril de 2009

A vida para além de Lucho


Mais uma vez, e percebendo a importância vital deste jogo, fui apoiar a equipa a Coimbra e trouxe os três pontos. Não foi fácil mas acabamos por vencer, o que fez com que nos soubesse bem melhor o leitãozinho que deglutimos no regresso.

Tivemos revolução táctica a 6 jornadas do final. Sem Lucho passámos do 4-3-3 com um Rodriguez a oscilar entre o meio campo e o ataque para um 4-4-2 clássico e à inglesa muito apoiado nos flanqueadores. Faltará saber se temos jogadores para jogar assim. Põem-se dois tipos de problemas. Terá Fernando capacidade para ajudar Meireles na organização do jogo ofensivo? Teremos avançados com características para este tipo de modelo? Quanto à primeira questão, pelo menos no jogo de ontem não me parece que vá haver qualquer problema. Fernando foi para mim o melhor do FCPorto e surpreendeu-me bastante pela forma como rápidamente adaptou o seu jogo às nececidades da equipa percorrendo terrenos mais avançados e participando na construcção e mesmo no último passe como pudemos ver no lance do nosso segundo golo. Quanto à segunda questão já tenho mais dúvidas. Tenho até a ideia que neste esquema encaixaria melhor um jogador como Farias. Isto porque muitas foram as vezes em que se conseguia ganhar a linha sem que houvesse ninguém na área o que é caricato. Também é certo que Rodriguez não rende tanto preso a uma ala e Hulk muito menos. Assustam-me estas mudanças profundas numa fase tão avançada do campeonato e dá a ideia que se mudou apenas para se aproveitar a boa forma de Mariano. Mas Jesualdo precisa de medir muito bem se o que beneficia com a entrada deste jogador compensa o que perde em rendimento dos outros. Eu, por mim, tinha apostado no Tommy Costa para este jogo. É que mudanças destas nesta altura tornam o nosso futebol muito confuso.

Tudo isto resultou num jogo fraco da nossa equipa, tendo-se decidido num dos inúmeros lances de bola parada de que beneficiámos no início da segunda parte. Exibição QB portanto. Mas não me esqueço que aquilo podia ter complicado se o árbitro marcasse aquele penalti claro (e estúpido) de Meireles. Não digo que não venceríamos, mas lá que complicava... Mas compreende-se a exibição descolorida na ressaca da desilusão europeia, mas não convém esquecer que começamos o jogo com um pontinho de vantagem sobre o Sporting. Também não queria deixar de apontar a forma como jogou a Académica. Muito retraída e sempre com onze (?!) jogadores atrás da linha da bola. O tal penalti caíria do céu visto que o nosso adversário nada fez para ganhar o jogo de ontem. Individualmente, e para além de Fernando, não tenho grandes destaques a fazer. Gostei de Mariano, Bruno Alves e Lisandro. Gostei de Hulk na primeira parte, visto que na segunda voltou a estar um pouco individualista.

Esta semana teremos o jogo de acesso à final de Oeiras. Julgo que podemos rodar alguns jogadores com segurança.

Equipa para a Amadora:

Nuno; Sapunaru, Stepanov, Bruno Alves e Cissokho; Madrid, Tommy, Guarín e Mariano; Lisandro e Farias.

PS: Prometi fazer a pergunta todas as semanas e, portanto, cá vai: Em que ponto está a renovação de Lisandro?

Continua a petição em
: http://www.peticao.com.pt/lisandro-lopez


sexta-feira, 17 de abril de 2009

A intenção estava lá...

... só falhamos na concretização!

P.S. O olhar de Anderson está fantástico...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

… Mas não convencidos!


Lá está a velha expressão: Vencidos mas… De facto, não deu para perceber grande diferença entre o crónico campeão nacional e o campeão da Europa e do Mundo. Pelo menos a única diferença aparente foi um lampejo de génio do melhor jogador do mundo (uns acharão que é o Messi e terão as suas razões). De resto tudo foi semelhante. Ambas as equipas provaram jogar sem complexos em qualquer campo, ambas as equipas demonstraram um poder ofensivo tal, que nunca as defesas tiveram um momento de descanso nesta eliminatória e ambas provaram ter futebol para estar nas meias finais da Champions. Não era possível. Mas seguindo este raciocínio, não podemos deixar de questionar se deveria ter sido assim tão equilibrado dadas as conhecidas e brutais discrepâncias entre orçamentos, valor do plantel e nível competitivo da Liga doméstica (basta ver que este ano na Champions ninguém conseguiu eliminar um clube inglês a não ser o Chelsea…). A verdade é que o resultado foi o que vimos e de pouco nos serve a consolação de termos lutado de igual para igual. Aceito. Tal como se teria de aceitar o empate e consequente apuramento do FCPorto. Por muito que ontem não tenhamos controlado o jogo como seria necessário, criámos oportunidades suficientes para passar esta eliminatória. E o Manchester também as teve. Terá faltado a estrelinha de 2004. Mas a consciência que temos de ter é a de que falhámos e perdemos a eliminatória e foi em nossa casa (que continua a ser o nosso calcanhar de Aquiles). Para o ano há mais e só a presença constante nestas fases avançadas da prova manterá vivo e cada vez mais concretizável o sonho de voltar a levantar o caneco.

Quanto ao jogo, tal como seria de prever o Manchester apareceu melhor. É uma diferença abismal a presença de Anderson no meio-campo e é de bradar aos céus o facto de nem sempre ser titular. Também Berbatov traz muito mais cérebro aquele ataque e tudo isto também contribuiu para que o Manchester tivesse tido o controlo do jogo na primeira parte. Mas não podemos esquecer que o Manchester beneficiou, e muito, de ter podido passar a respirar melhor muito cedo no jogo, graças a Ronaldo. Aqui destacaria algo que achei estranho. Porque raio se assobiou e insultou o Ronaldo. Por nos marcar um golo? Por não marcar pela Selecção? Por ser arrogante? Tenham juízo. Chegámos ao ridículo de estar eu com as mãos na cabeça enquanto percebia que o Lucho ia ter de sair por lesão e grande parte do estádio estava preocupado em insultar o madeirense. E terá sido esse mesmo o ponto final da eliminatória. Ao perdermos Lucho perdemos aquele trio maravilha do meio-campo que tem sido fundamental na nossa caminhada na Champions. Perdemos também o nosso construtor de jogo prioritário. Por muito que Mariano tenha estado bem, a partir daí tudo o que criamos de perigo foi mais com coração que com técnica. E desta vez não chegou. Individualmente gostei do Lisandro que assumiu todo o jogo da equipa na segunda parte com a ajuda de Mariano que continua em boa forma. Bruno Alves continua o seu caminho de redenção e voltou a ser dos melhores. Também gostei bastante de Sapunaru que parece outro jogador. Do outro lado, não percebo como é que Rodriguez e Hulk não conseguiram aproveitar o facto de o lateral do Manchester ser o O’Shea… Hulk foi mesmo a desilusão da eliminatória. Servirá para reflectir sobre o que lhe falta para atingir a elite do futebol. Não será por falta de potencial. Se assim continuar, então prevejo uma relação com os adeptos de amor e ódio ao bom estilo de Ricardo Quaresma. Para terminar, achei que Jesualdo deveria ter mais opções de ataque no banco. Estou-me a lembrar de Tarik, por exemplo. Não havendo essa hipótese porque é que não se arriscou mais cedo no avanço do Bruno Alves ou mesmo na saída de um jogador da defesa? Tínhamos medo do 2-0? Para o ano há mais…

E é assim o futebol. Hoje é tempo de avançar para novos objectivos numa época que poderá ser considerada boa, desde que seja concretizada a possível dobradinha à moda do FCPorto. Esta frustração terá de ser paga pelo próximo que é a Académica. Não convém esquecer que é uma equipa que tem quase tantos pontos em casa como nós…

E esperemos que a lesão de Lucho não seja grave…

Equipa para Coimbra:

Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Meireles, Lucho (ou Tommy) e Rodriguez; Lisandro e Hulk.


terça-feira, 14 de abril de 2009

Que hoje o fim seja outro...

Em dia que as emoções estão ao rubro, os vídeos made in basculação recordam-nos uma vitória do FCP em Génova, no campo da então poderossíssima Sampdoria... Estamos na época 1994/95 sob o comando de Bobby Robson e na primeira mão dos Quartos-de-Final da Taça das Taças o FCP dá um passe importantíssimo para seguir em frente na competição com uma vitória por uma bola a zero...

Depois, nas Antas... Lombardo e Latapy foram as figuras... o primeiro por dar o golo aos italianos que igualou a eliminatória... e o segundo, e actual seleccionador da Trinidad e Tobago por falhar o penalty que sentenciou a amarga eliminatória do FCP de uma competição que parecíamos estar tão perto de ganhar...

Esperemos que hoje a história seja outra...

Aqui fica a recordação da semana...



Notas...

- Curiosamente, Lombardo e Latapy são precisamente as duas primeiras figuras que aparecem no vídeo...

- Outro golo que muito vibrei...

- O jogo da segunda mão foi uma das principais desilusões que vivi nas Antas...

Jesualdo castigado

Esta imagem não se irá repetir amanhã, no Dragão, tudo porque a 24h do jogo que dá acesso à meia-final duma competição menor chamada apenas de Liga dos Campeões, a UEFA decide castigar Jesualdo Ferreira pelo manguito efectuado em Madrid.

Jesualdo está proibido de entrar no Dragão, imaginem só.

O Prof. escusava de dizer que o gesto era para os jogadores, foi na sequência dum golo mal anulado e está tudo dito. É por isto que mais vale chamá-los de FDP à boca cheia do que fazer qualquer gesto.

Dedo de Platini? Ainda existem coisas mais engraçadas nas notícias: "O FC Porto terá ainda de pagar uma multa de 25 mil euros, por «conduta imprópria dos adeptos (cânticos insultuosos, arremesso de projécteis, detonação de engenhos pirotécnicos), assim como pela entrega atrasada da ficha de jogo da equipa», informa a UEFA".

Cheira a palhaçada...

Que curioso... Fernando também agride!

Antes demais, vejam como a camisola vermelha lhe fica mal.

É o jogador da moda mercê da enormíssima exibição em Old Trafford e a curiosidade da semana vai inteirinha para ele.

Que ascensão a carreira deste jogador. Fantástico! Reparem, tem apenas 21 anos, foi recrutado para o Vila Nova (clube do terceiro escalão brasileiro) nas captações para as camadas jovens com 16 anos. A partir daí foi um agarrar atrás de agarrar de oportunidades, desde a sua inclusão na equipa principal do clube brasileiro numa posição que não estava habituado a jogar – trinco – até chegar à Selecção sub-20 do Brasil, até ser contratado por € 700.000,00 pelo Porto, até pegar de estaca no Estrela de Faquirá (só não jogou 4 jogos: os 2 contra o Porto, o da 1ª jornada da Liga e outro na Madeira por castigo), até aproveitar mais uma oportunidade, apenas e só a de ser titular pelo Porto em pleno Estádio da Luz à 2ª jornada do campeonato.

Faquirá recorda um episódio curioso na época passada: “Foi no jogo Estrela-Braga, o Braga tinha inaugurado o marcador perto do final e nós, nos descontos, tivemos um penalty a nosso favor. Já conhecia o Fernando o suficiente para saber que perante aquelas circunstâncias era o único que pegaria na bola, concentrado o suficiente para fazer aquilo que era preciso. Não hesitei em mandá-lo marcar o penalty e ele não hesitou em pegar na bola. O Maurício (marcador habitual) é que não ficou muito contente mas eu sabia que ele era o mais indicado”.

Perante tudo que já vimos e já conhecemos de Fernando é de estranhar a suspensão de um ano por ter pontapeado o árbitro (!!!) num jogo de qualificação para o Mundial de sub-20 no Chile num jogo que terminou 2-2 com 2 penalties nos últimos 8 minutos contra o Brasil. Mas, para isso, as imagens falam por si: reparem no minuto 3 do vídeo quando aparece a indicação que Fernando (delantero ?!?!?!) leva cartão amarelo; aos 4 minutos quando provoca o chileno que vai marcar o penalty; e aos 5.20 quando já se vê o árbitro em desequilíbrio:



Sem dúvida, um jogador à Porto por debaixo daquela «aparente» timidez.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Efeito surpresa

Houve uma certa tendência nos últimos dias para comparar o erro de Bruno Alves em Manchester com o de Helton em Madrid. De facto, seriam igualmente graves não fosse o pequeno pormenor de Helton ser reincidente. Mas percebe-se que Bruno ficou afectado. Percebeu-se no próprio jogo de Old Trafford, onde cometeu mais dois erros anormais nele, e percebeu-se também no jogo deste sábado. É que por entre o marasmo que foram os primeiros minutos da exibição frente ao Amadora sobressaía um jogador que parecia que estava a pôr neste jogo o dobro do empenho dos seus colegas, que estavam a aproveitar para descansar perante o enorme desafio que vem aí. Parecia que tinha algo a provar aos adeptos. Pois por mim não era preciso. Continuo chateado com o que aconteceu naquele golo de Rooney, mas não estou chateado com o jogador. Estou chateado por aquilo ter acontecido logo a ele. Ele que, por muito que nem sempre tenha a braçadeira, tem sido o nosso capitão. Não me esqueço daquele episódio em que, na Figueira da Foz, após a terceira derrota consecutiva, foi sozinho pedir aos adeptos a união em torno da equipa. Para mim não tem mesmo nada a provar. Outra coisa que me incomodou foi esta conversa de que agora será mais difícil vender Bruno Alves pelos valores que se falava e para os clubes de que se falava. Pois se forem esses os critérios de prospecção dos grandes clubes, óptimo. É que prevejo que poderemos fazer muito mais surpresas, nos próximos anos, como a que fizemos no denominado teatro dos sonhos. É óbvio que é um jogador talhado para voos mais altos. Mas para já é nosso e prevejo mais uma exibição em cheio na próxima quarta-feira.


Mas vamos ao jogo do Dragão. Muito morno até ao golaço de Bruno Alves. Dava até a ideia que poucos eram os que tinham a cabeça naquele jogo. Mesmo para os adeptos parece difícil não pensar no jogo de quarta-feira. Mas a verdade é que há um campeonato para ganhar e neste momento temos um adversário ainda capaz de nos fazer frente e que tem apenas 4 pontos de desvantagem. Daí a importância do golo de Bruno Alves. A partir daquela altura o jogo poderia começar a complicar-se como outros que vimos recentemente no Dragão. Depois disso foi só aguardar pelo avolumar do resultado e pela veia goleadora de Farias. Estes golos de Farias na segunda parte do campeonato começam a fazer lembrar a segunda metade da época de Adriano de há umas épocas. Golos importantes de um jogador que vai ter o seu nome bem marcado nesta arrancada final para o Tetra. Outra boa exibição foi a de Sapunaru. Tem se dado bastante ênfase às exibições de Cissokho. A verdade é que também na lateral direita temos tido um jogador completamente irreconhecível dada a má impressão que deixou nos primeiros jogos. A entrada de Hulk e o facto de Mariano ter acordado na segunda parte também ajudaram a que a exibição fosse tranquila. Lucho, Meireles e Rodriguez estiveram com a cabeça noutro jogo. Uma palavra para o regresso de Guarín: trapalhada.


Mas depois da justa euforia que assolou a nação Portista após a exibição em Inglaterra, convém acordar. Todos percebemos que as grandes equipas europeias já não deviam subestimar-nos. A verdade é que, sobretudo as espanholas e inglesas têm-no feito consecutivamente. E nós vamos aproveitando o efeito surpresa a nosso favor. Mas convém não esquecer que para quarta-feira esse efeito desapareceu. Desta vez os ingleses dar-se-ão ao trabalho de preparar o jogo convenientemente. Nós é que teremos de provar que será tarde demais. E nada mais inspirador que a recente campanha do FCPorto em que os jogadores aparecem como operários. Vamos ter de ter uma equipa muito trabalhadora para passarmos este dificílimo teste.


Para terminar, passou já mais de uma semana desde as decisões do conselho de Justiça e do Tribunal de Gaia. A primeira deu ao nosso Presidente a possibilidade de voltar a falar em nome do clube. A segunda quase que terminou com o processo do Apito Dourado, no que ao FCPorto diz respeito. Aguardo reacções do nosso Presidente, agora que pode falar, nomeadamente quanto ao que pretende fazer no futuro próximo com estas decisões da justiça civil.


Equipa para a decisão dos quartos de final da Champions:


Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Meireles, Lucho e Rodriguez; Lisandro e Hulk.



PS: Prometi fazer a pergunta todas as semanas e, portanto, cá vai: Em que ponto está a renovação de Lisandro?

Continua a petição em
: http://www.peticao.com.pt/lisandro-lopez



quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ecos de Manchester...

Os basculantes não estiveram, mas o Tony Silva (F. Rego), como avisou no blogue, teve o privilégio de ter estado lá e traz-nos a reportagem fotográfica... e também a experiência na 1ª pessoa de quem viu uma das melhores exibições do nosso Porto além-fronteiras:

Caros Portistas,

Hoje a pedido de algumas famílias (a do Pis é numerosa) faço o meu 1º post neste excelente blog de debate futebolistico, em virtude claro, da minha viagem bem sucedida ao "teatro dos sonhos".

Conforme tinha colocado num comentário a um “post” anterior, confirmou-se a minha ida a Manchester para apoiar incondicionalmente o nosso Grandioso Clube e após a demonstração de categoria dos nossos jogadores, as minhas expectativas não saíram defraudadas até porque e podem questionar o PisPis, a minha confiança e certeza numa grande exibição era enorme.

Até vos posso dizer que no avião (partida de Pedras Rubras às 5h30m!!! - sacrifício rumo à glória) transmiti a um camarada mais céptico, que o nosso Grandioso Clube não iria perder, bem como, marcaria golos na partida. Já agora, aquando do regresso esse mesmo camarada, cumprimentou-me efusivamente, agradecendo a transmissão de confiança.

Fazendo desde já um pequeno resumo das primeiras impressões do ambiente na cidade, posso dizer que os adeptos do Man United, tinham-nos em boa “linha de conta” e não estavam tão confiantes como o Sir Alex. Mais, para desencantar cerveja nesta cidade, tivemos de nos deslocar até à parte “pertencente” (Picadilly) aos adeptos do Man City, e estes então estavam cheios de confiança que iríamos causar surpresa no atrofiado a que chamam “teatro dos sonhos”.

Quando falo em atrofiado, quero dizer que é um estádio para pessoas até 70Kg/75Kg e no máximo 1,75m de altura, onde tem de ser ver o jogo em pé pois não cabemos nos lugares e a entrada nas bancadas é feita por portas em que quase fui obrigado a entrar de lado (eu não sou gordo). Assim percebi como cabem 77.000 almas naquele estádio, sem qualquer limitação colocada pela UEFA, ao contrário do que acontece no nosso estádio.

Quanto à presença dos adeptos, estávamos no limite da área que nos foi adestrita onde pontificavam alguns fervorosos adeptos do City, que estavam precisamente em meu redor e sempre prontos a dirigir algumas palavras “calorosas” aos adeptos contrários. Falando do que mais nos interessa, isto é, do apoio dado pela claque SuperDragões que integrava os cerca de 3.000 Portistas (todos nós nesse dia fomos Super), entre senhoras, crianças, idosos e restante malta, ninguém se calou 1m, chegando em largos períodos (penso que foi audível) a silenciar os 70 e tal mil "bifes" e "febras" (mto boas por sinal).

O que me fica desde logo para a posteridade é a maneira como foi festejado o 2ºgolo, isto é,
- Pessoas a voarem literalmente sobre as cadeiras - Pessoas a voarem em direcção aos elementos da segurança no intuito de chegarem aos ingleses - filhas a abanarem os pais ao ponto de ficarem sem os óculos e cairem por cima de cadeiras - eu posso dizer que terei agarrado/empurrado/abraçado cerca de 10 a 15 pessoas que não conheço.

Eu sou daqueles que faz de cada jogo do nosso Grandioso Clube, uma enorme festa (o Pis não me deixa mentir), mas a explosão de alegria pela reposição de alguma justiça no marcador, é algo que nunca irei esqueçer e que valeram os €440,00 que desembolsei.

Para terminar até porque o post já vai longo, apelo a todos os Portistas para que no Dragão apoiem a equipa, nos bons e maus momentos, tal como foi feito Old Trafford, pois penso que esta poderá ser uma caminhada para mais uma final da Champions, caso se consiga manter este nível exibicional. E como diz o nosso Presidente as finais não se jogam ... Ganham-se!!

Para terminar mesmo, sou obrigado a destacar o portentoso jogo efectuado pelo FERNANDO.

Força Porto!!! Toni Silva - F.Rego


O azul andou por lá... nos cafés...


... nas ruas...
... e até com a bófia inglesa!

Acompanharam a chegada dos nossos heróis ao teatro dos sonhos...



Tommy, ainda com o nariz no sítio...


Mesmo vazio, deve arrepiar...


O pormenor de 4 balizas no aquecimento das equipas (2 para cada)...

A nossa gente...

Agora já composto a breves instantes do apito inicial...

Tal como em Madrid, só faltou a justa vitória...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Déjà vu


É assim. Mais um resultado agridoce. Doce pela exibição da equipa e ligeiramente amargo pelos erros infantis e pela habitual falta de eficácia. A verdade é que vimos isto em Madrid. O erro do Helton é igualmente grave quando comparado com o erro de Bruno Alves e os outros golos são igualmente fruto de desconcentrações incríveis da defesa. Percebem as semelhanças… Mas há mais. Mais uma vez poderíamos vir de Manchester com a eliminatória resolvida perante um jogo em que só poderia haver um vencedor, o FCPorto. Mais uma vez passamos ao lado de fazer história e ganhar pela primeira vez em Inglaterra. E eles bem mereciam…


Perante a sobranceria inglesa nada melhor que uma grande primeira parte para mostrar bem ao que viemos. Foi o que aconteceu. Apesar de termos marcado cedo, podemos dizer que tal resultou da forma pressionante como entramos em jogo e como jogamos em toda a primeira parte. Aliás aparece uma estatística por volta dos 20 minutos em que já tínhamos 7 remates contra 0 (?!) do United. Tal durou enquanto Meireles e Lucho aguentaram o ritmo infernal que estavam a empregar no jogo. Ressentiram-se na segunda parte e com eles a equipa caiu um pouco. Tal não implicou que o Manchester tivesse criado muito mais perigo. Mérito total para Jesualdo. Pela primeira vez consegue passar para a equipa a coragem que deve ter nestes jogos e bem sabemos que um dos defeitos que grande parte dos seus críticos lhe apontam é a falta de ousadia. Não houve nada disso ontem. Aliás é incrível a forma como a equipa partiu para cima a partir do momento em que nos vimos a perder. Grande atitude! Que grande equipa fez Jesualdo de um plantel do qual todos chegámos a duvidar!


É de tal forma que ontem nos demos ao luxo de ter dois dos nossos melhores jogadores em claro subrendimento. Falo obviamente de Bruno Alves. Que se passou? Culpas nos dois golos, mais uma mão infantil à entrada da área? O resto foi bom mas era impossível apagar uma péssima exibição. Mas também falo também de Hulk. Complicativo, individualista, voltou aos primeiros jogos que fez pelo FCPorto. Mas não convém esquecer que sofreu uma grande penalidade que daria o 2-1 na altura. Faltou algo ao árbitro para marcar aquilo e não estou a falar de bom senso… De resto e apesar de poder apontar também culpas a Rolando no segundo golo a equipa esteve muito bem incluindo o homem talismã Mariano Gonzalez que nos últimos jogos bem tem justificado o avultado investimento na sua compra. Gostaria no entanto de destacar especialmente 3 jogadores ordenando-os por ordem crescente até ao MVP do jogo. Primeiro gostaria de destacar Helton. Não havia portista que não tivesse receio de mais uma oferta ao adversário. Pelo contrário. O Manchester marcou 2 golos e teve mais duas oportunidades em que Helton defendeu muito bem duas cabeçadas para golo. É para isso que lá está. Depois queria destacar Cissokho. Incrível. Nem o melhor olheiro poderia ver isto num jogo pelo Vitória de Setúbal. Impressiona ainda mais o facto que não se impressionar minimamente com a sua ascensão meteórica. Esteve bem em tudo. Por último, o jogador em que todos estão a pensar… Paulo Assunquê? Quem se lembra do Pesetero? Exibição monstruosa de Fernando. Alguém viu o melhor jogador do mundo tocar a bola naquela zona? Pois não. Aquilo era tudo de Fernando.


Para terminar, gostaria de relembrar que Ferguson disse recentemente que o adversário que mais temia nesta Champions era o Barcelona. Gostaria que lhe tivesse sido feita a pergunta outra vez. E agora Sir Ferguson? Quem teme mais?


A verdade é que tudo isto tornou claro para a Europa, algo que apenas nós púnhamos como hipótese. É possível. Provámo-lo. É esta a beleza do futebol. Por entre dinheiro e politiquices, tudo se resume ao que se lá dentro nas quatro linhas. Lá continuaremos a manter o sonho vivo.


Equipa para receber o Amadora:


Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Madrid, Tommy Costa e Lucho; Mariano, Rodriguez e Farias.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Que curioso… o Teatro dos Sonhos!

Daqui a pouco, todos com os olhos postos em Old Trafford para o nosso sonho se concretizar em realidade, por isso, fica bem conhecer as pequenas curiosidades deste monumento!

Inaugurado em 1910 e logo, imagine-se, para 60.000 pessoas, mas como as entradas naquela altura faziam lembrar as Antas ainda há bem pouco tempo, chegaram a estar 77.000 pessoas numa meia-final da Taça entre o Portsmouth e o… Grimsby. A II Guerra Mundial também afectou Old Trafford que ficou parcialmente destruído, e entre 1946 e 1949 jogaram no estádio do rival City.

Com a tragédia de Hillsborough em 1989, no estádio do Sheffield Wednesday num jogo da Taça entre Nottingham Forest e o Liverpool onde cerca de uma centena de adeptos morreram asfixiados ou esmagados contra a rede, todos os estádios ingleses foram obrigados a ter lugares sentados e a retirar qualquer tipo de divisória entre bancadas e relvado. Manchester United cada vez mais popular, Old Trafford cada vez mais pequeno (44.000 pessoas). Remodelações em 1995 e 2000 trouxeram a lotação para cerca de 68.000 pessoas. De referir ainda que as primeiras 20 filas de cada bancada estão abaixo do nível da rua e já existem planos para aumentar a capacidade do estádio para 90.000 pessoas.

Mas porquê Teatro dos Sonhos? Tudo porque na despedida dos relvados de Bobby Charlton, depois de 759 partidas e 249 golos, o carequinha disse algo do género: “Todos os miúdos de Manchester sonham em jogar neste teatro. Eu realizei todos os meus sonhos aqui”. E assim, para a história, sempre se uniu Old Trafford ao Teatro dos Sonhos de Sir Bobby.
VAMOS POOOOORTO!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Vencendo em toda a linha


Assim correu a semana que passou. A primeira batalha travou-se nos tribunais, mas já lá vamos. Prefiro primeiro destacar o jogo do título. Dou-lhe esse destaque porque me parece que esta vitória ‘de virada’, como dizem os brasileiros, veio trazer um estado que confiança à equipa que só uma má prestação na Champions poderá atenuar. Como não acredito nisso, julgo que já cheira a Tetra.


Vamos ao jogo. Convidaram-me à última da hora para ir a Guimarães ver o jogo. Aceitei logo, e apesar que ainda estar meio ensonado percebi logo que não ia poder apoiar convenientemente a equipa, visto que os bilhetes eram para a bancada central no meio dos adeptos do Vitória. Assim, deixei em casa o meu cachecol talismã do penta e fui pelo caminho a tentar treinar a melhor maneira de conter ou disfarçar eventuais explosões de alegria. Digo-vos que me custou muito não poder gritar neste jogo e mandar toda a minha vizinhança no estádio enfiar o seu fanatismo provinciano e o ódio insano que nos têm onde melhor lhes coubesse, se bem que teria uma sugestão em mente. Tal como seria de esperar, Lucho e Rodriguez foram poupados, o que agudizada a introdução no onze de várias supostas segundas linhas. Jesualdo apostou num trio de Argentinos que têm vindo nos últimos jogos a dar garantias. Ainda assim havia algum receio, que se veio a provar completamente infundado. Na primeira parte, vi a equipa a entrar bem e a dominar o jogo com Meireles ao leme, com Farias e Mariano mexidos lá na frente e com Hulk a demonstrar uma forma que só não parece assustar os fanfarrões de Manchester. Isto até que permitimos por 5 minutos algum ascendente ao adversário que logo aproveitou para empregar injustiça no marcador. Tal não passou de um mero percalço. Logo se tratou de retomar o bom futebol que estávamos a praticar e com calma chegamos à vantagem. A partir daí sofreu-se um pouco com a táctica da chuveirada que o Guimarães empregou, mas acabamos por conseguir controlar o jogo com autoridade. Mas não convém esquecer que o Vitória beneficiou do facto de ter conseguido terminar o jogo com onze jogadores o que é mesmo uma aberração dada a carga de pancada que foi empregada sobretudo no Hulk. Individualmente, gostei de Farias que esteve muito mais activo apesar de ter falhado alguns golos claros. Gostei de Mariano, Cissokho e Sapunaru que pelas alas abriram muito o jogo proporcionando muito jogo de área a Farias. Gostei também da forma como Meireles assumiu o comando na ausência de Lucho. Esteve fantástico. Melhor só mesmo Hulk. Aliás, digo-vos já que irei aqui eleger o nosso melhor jogador da época e posso desde já avançar que a decisão anda entre estes dois jogadores. Mas Hulk é realmente uma coisa impressionante. Aquela finta de ‘rabona’ que ele fez na segunda parte antes de sair foi mesmo à minha frente e é um hino ao futebol. Dá mesmo a ideia que Hulk arrasta consigo a equipa para melhores exibições porque a sua maneira de jogar e as suas impressionantes arrancadas empolgam os colegas. Pena que os árbitros comecem a patrocinar escandalosamente a única maneira de defender Hulk: à paulada… Também foi à paulada e à patada que vi alguns grupos de adeptos do Vitória tratar adeptos do FCPorto que traziam o cachecol à mostra no fim do jogo. E assim fui para casa: radiante com o resultado, mas revoltado por não ter podido partir a cara a estes atrasados mentais que gravitam à volta do futebol e que só atacam em matilha… Mas que poderia eu fazer se até mesmo a polícia assistia impávida a isto? (imagino que também há adeptos destes entre nós)


Mas nem tudo é mau. Os ingleses estão tão convencidos da sua superioridade que de certeza que não estão a acautelar-se convenientemente para o nosso trio da frente. Recomenda-se que se aproveite bem o fraco lateral direito que o Manchester deverá apresentar (julgo que Rafael da Silva não pode jogar por lesão) e a lentidão e dureza de rins de Rio Ferdinand. Relembro que o Manchester vai ter menos um dia de recuperação visto que jogou apenas ontem, o que dá mais um sinal da forma sobranceira como estão a enfrentar este jogo. E não vai haver Berbatov… Cheira a surpresa. Estou confiante.


Vamos à luta nos tribunais. Pelos vistos o presidente do Benfica já veio reclamar da decisão de sexta-feira. Pelos visto não planeou assim tão bem a coisa. Dizia ele na sua evidente esperteza saloia que seria melhor controlar lugares de destaque na estrutura da Liga de Clubes do que contratar melhores jogadores. Ricardo Costa bem se esforça para que possamos perceber a veracidade desta teoria, como a recente suspensão de Lisandro bem indica. Mas se calhar mais valia tentar controlar os Juízes da comarca de Gaia e de Gondomar. Será mais difícil mas já nada me espanta dada a maneira como o ministério público e a sua ponta de lança Mizé Morgado impuseram ao Tribunal estes casos que todos viam que não tinham pés para andar. Mas agora que tudo isto parece estar muito perto do fim e tal como já aqui tinha prometido, gostaria de abrir o coração quando à postura do nosso presidente nos episódios que deram origem a isto tudo. É inegável que ninguém compreende o motivo da inclusão do nosso presidente Pinto da Costa na investigação do Apito Dourado. Tudo começou à volta do Gondomar e todos sabemos que as relações com Valentim Loureiro nessa altura eram más. Mesmo assim foi possível inclui-lo na investigação. A única explicação para isto é a ambição dos investigadores que pretendem subir na estrutura à custa deste tão apetecível alvo. É ainda assim, inegável que em dois anos de escuta apenas se consegue apontar estes factos que têm sido ridicularizados por todos os juízes que analisaram os processos. Mas há algo que não me sai da cabeça e que Miguel Sousa Tavares já escreveu apesar de o ter feito com algum exagero no tom: eu e os restantes adeptos não merecemos que o nosso Presidente deixe que o nome do clube se envolva nestas confusões. Não merecemos que as suas relações pessoais com claros oportunistas como esse tal de Araújo e Carolina Salgado manchem, nem que seja minimamente, as nossas vitórias. Chego até a pensar que merecíamos do nosso Presidente um pedido de desculpas, mas parece-me também que isso seria sempre entendido pelos nossos adversários como o reconhecimento de culpa, quando o meu raciocínio nestes casos é o daquela velha expressão: à mulher de César não basta ser séria, tem de parecê-lo. E de facto não pareceu nestes casos, por muito ridículo que nos pareçam estas eventuais tentativas de compra de resultados, para aquela que foi para mim a melhor equipa do FCPorto de sempre. Mas foi apenas um ano de apagão do nosso grande Presidente e o que ele nos ajudou a alcançar é de tal forma grandioso que estes episódios nem sequer beliscam toda a admiração que temos por ele e mantém-se sempre o temor que temos pelo facto de ele não ser eterno…


Equipa para Manchester:


Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raul Meireles, Lucho e Rodriguez; Hulk e Lisandro.


PS: Prometi fazer a pergunta todas as semanas e, portanto, cá vai: Em que ponto está a renovação de Lisandro?

Continua a petição em
: http://www.peticao.com.pt/lisandro-lopez

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A estrelinha de Juary...

Quando ele entrava, o golo normalmente aparecia... teve o seu momento de glória em Viena a assistir no primeiro e depois a concretizar o golo da reviravolta... envergava, normalmente, a camisola 13 e era aposta quando as coisas corriam menos bem...

O vídeo da semana recupera um desse momentos, num jogo em Fafe, completamente apinhado de gente, na segunda jornada da época 1986/87 e contra o adversário deste Sábado que, momentaneamente, não podia usufruir do seu recinto por, penso eu, encontrar em obras...

Mais uma bela pérola para recordar... quando arranjarem 10 minutinhos de relaxe, desfrutem...