domingo, 30 de março de 2014

Horrível época


Isto tem sido um carrossel de emoções! Mas são raras as emoções boas... E quando as há, nem temos tempo para euforias, porque vem logo a seguir uma dose de realidade. Depois do jogo de quarta-feira e de uma vitória, curta mas saborosa, tivemos logo uma primeira parte a roçar as que tantas vezes vimos com Paulo Fonseca. Sem chama, com passes errados que chegue e erros defensivos constantes. A segunda parte trouxe uma equipa diferente mas não o suficiente para fazer face às adversidades e aos traumas acumulados. Mas já que estamos neste estado, há que tirar disto a noção de que nos temos de focalizar nos objectivos atingíveis. Julgo que as poupanças de Varela, Mangala e Defour ao intervalo indicam que já havia essa intenção, mas este resultado torna ainda mais premente que o campeonato passe a servir apenas para preparar jogadores para a próxima época e para eventuais entradas em substituição. Há que pôr algum controlo nesta ansiedade dos jogadores. Continuamos a criar mais oportunidades que qualquer equipa na primeira liga e continuamos a ter resultados destes. Precisámos de 5 oportunidades para marcar um golo enquanto que os adversários directos precisam de meia. Há que pôr a cabeça no sítio!

Quanto ao jogo, até não entrámos muito mal e tivemos as primeiras oportunidades do jogo. Mas com Abdoulaye em campo e com os laterais em péssima forma, acabámos por começar a sofre alguns percalços que se multiplicaram a partir do momento em que sofremos um golo que tem tanto de infeliz como de irregular. O início de segunda parte pareceu um sonho para o treinador: as duas substituições que fez participam no golo do empate. Mas esta equipa não é de fiar e logo entregámos mais um golo ao adversário. Até ao final fizemos o suficiente para ganhar. Por incompetência nossa e alguma do árbitro não aconteceu. Que sirva para espicaçar a equipa e para perceberem que só com uma atitude semelhante à de quarta-feira é que poderemos conquistar algo nesta época que, para já, promete ser para lembrar e tirar notas...

Individualmente, começo pelas notas negativas. Ignorando Abdoulaye que já nem me atrevo a pontuar, os laterais estão numa forma horrível. Têm estado consecutivamente entre os piores e nem sequer há alternativa. Espero que no próximo jogo para a liga eles voltem a descansar. Da defesa salvou-se Reyes. Licá também esteve bem fraco. Defour e Herrera não estiveram bem na primeira parte, sobretudo o segundo. Só percebo a saída de Defour ao intervalo como uma poupança para quinta-feira. Jackson lutou muito e marcou dois golos. É o meu MVP. Estive indeciso entre ele e Fernando. Quaresma na sua intermitência foi fazendo coisa boas e péssimas e teve a infelicidade de falhar o penalti. Quintero e Ghilas prometeram mas acabaram por se perder no nervosismo geral.

Quanto ao Capela, posso falar apenas de um lance em que choca com Quaresma lançando um contra-ataque do Nacional ou de outro lance em que Dois jogadores do Nacional chocam, cabeça com cabeça, e é marcada falta de Herrera... É dos bons! 

Na quinta-feira voltamos ao nosso campeonato. Sintoma de época falhada...

quinta-feira, 27 de março de 2014

Escasso



Podia louvar a nossa exibição mas custa-me um pouco falar deste jogo sem falar da desilusão com o resultado. É uma vitória que, a duas mãos, pode ser uma vitória moral (ou leonina...). Vá lá que não sofremos golos e isso também podia ter acontecido.

Luís Castro guardou uma surpresa para este jogo. Herrera rendeu Carlos Eduardo e partilhou com Defour a tarefa de pôr pressão na saída de jogo do adversário. Normalmente não gosto de invenções, mas veio-se a provar que se tratou apenas de um troca directa de um jogador que vinha acumulando exibições desinspiradas em jogos de dificuldade elevada. Além disso funcionou. A nossa primeira parte foi de alta intensidade e, pela primeira vez este ano, sentimos que a equipa entrou num clássico para o vencer. E depois houve a humildade de perceber que tínhamos maior possibilidade de chegar à baliza do adversário ganhando a bola lá perto, do que tentar fazê-lo com posse de bola inconsequente. Pena que o acumular de jogos não tenha permitido que a segunda parte tivesse o mesmo nível. E depois tivemos a finalização... Essa foi má durante todo o jogo. A época vai longa e são muitas as desilusões. É difícil controlar a ansiedade de mostrar valor e isso notou-se na finalização, péssima. Comparem o número de oportunidades de golo com as que tivemos noutros clássicos com este adversário. Lembro-me de um jogo com tantas ou mais oportunidades, mas a diferença é que nesse marcámos cinco...

Individualmente há que elogiar os centrais que estiveram bem. Mangala até jogou lesionado, e Reyes não acusou a pressão e cresce de jogo para jogo. O meio campo esteve ainda melhor. Fernando e Defour jogam em alta rotação e Herrera conseguiu acompanhá-los apenas na primeira parte. Na frente tivemos o meu MVP do jogo, Jackson. Só marcou um mas foi gigante em trabalho, garra e atitude. Quaresma tratou de aplicar pequenas sovas de classe aos adversários com quem se cruzava. Não tão bem mas sem nota negativa, Danilo e Alex Sandro. O primeiro este muito faltoso na segunda parte e o segundo está a recuperar a forma mas ainda não é o Alex do costume. Pela negativa, Varela. Ghilas também não fez melhor e Quintero teve tempo para ser herói mas teve medo...

Siga o campeonato porque os Vasquinhos ainda podem tremer.


PS: Podem notar que na foto não foi Jesus a ajoelhar mas também aparece por lá...

quarta-feira, 26 de março de 2014

FC Porto 1-0 Benfica (87-88)...

Golo solitário de Rui Barros carimbou passagem para mais uma final em Oeiras...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Trapalhões


Até poderia ter sido fácil. O Belenenses caminha a passos largos para a segunda liga e nós vínhamos do melhor resultado da época. Mas já aqui o escrevi: nada é fácil para este FCPorto... Podíamos ter marcado mais cedo mas a intranquilidade constante em que os jogadores mergulharam não deixa que se faça melhor.

O jogo complicou-se mas começou por ter a aliciante de termos vários jogadores que só agora parecem entrar nas contas: Reyes, Ricardo, Ghilas e o regressado Josué. Mais tarde vimos Quintero e Kelvin. Esperou-se por uma entrada com irreverência mas em vão. Foram 25 minutos de bocejo. Nos restantes 20 da primeira parte foi melhor. Ainda assim pouco. A expulsão poderia ajudar, mas nao ajudou muito. Na segunda parte, com Quintero ao leme, as oportunidades surgiam, mas acabavam todas em trapalhadas e remates a roçar o ridículo... Muito coração e pouquíssima cabeça. E o miúdo teve de ir lá ele resolver. Jogo fraco com vantagem mínima justa, pela falta de inspiração que demonstrámos.

Individualmente, não tenho grandes destaques positivos. Quintero assumiu o jogo e marcou o golo decisivo. MVP óbvio. Os centrais tiveram uma noite tranquila e Ricardo teve apenas um deslize numa bola que acabou no poste. Ghilas na linha é um erro. Se é para jogar, não pode ser em substituição directa se um extremo. Temos de jogar de outra forma, por exemplo, como jogámos no inicio da segunda parte. O mesmo direi de Josué. Se é para jogar ali, não podemos jogar da mesma forma do que quando jogam jogadores com outra velocidade ou mobilidade. Foram duas apostas falhadas neste jogo mas culpo mais o treinador que os jogadores. Para terminar, Jackson. Precisamos que regresse! Se puder ser já na quarta...

Por falar em trapalhões, Xistra esteve ao seu nível...

domingo, 23 de março de 2014

FC Porto 7-1 Belenenses (87-88)...

O outro calcanhar de Madjer...

sexta-feira, 21 de março de 2014

Candidatos!


Calma! Apenas apresentámos candidatura a salvar a época...

Grande garra do nosso FCPorto! Eliminámos um dos dois maiores candidatos a vencer a competição. Quem diria, neste estado de coisas...

Foi mais uma eliminatória para sofrer e mais uma que se resolveu através da profundidade do jogo de Ghilas. É de facto uma variante de jogo que se tem provado valorosa e isso só torna mais incompreensível que a opção apareça tão tarde na temporada. Sobretudo porque, grande parte das vezes não havia plano alternativo... Outra diferença é que as alterações, que foram introduzida pelo treinador e que mudaram o jogo, foram uma acção e não uma reacção. 

Voltemos ao início. O jogo começou com o Nápoles a entrar por todos os lados e com a nossa defesa desfalcada (ou não...) e pouco rotinada. Pelo guarda-redes, não haveria grande preocupação. Mas Reyes e Ricardo deixavam qualquer portista apreensivo. Pelo menos, não jogava Abdoulaye! A verdade é que o cenário, o poder do adversário e a nossa remendada defesa, não faziam prever nada de bom. Três ou quatro oportunidades depois sofremos um golo. Reyes falha uma intercepção no meio-campo e Ricardo dorme e põe o avançado em jogo. Estava a correr bem: golo sofrido com má intervenção dos dois estreantes. A verdade é que o Nápoles resolveu voltar ao seu jogo habitual de paciência, pressão e saídas rápidas. E aí nós fomos reagindo melhor. Estamos mais habituados. Ao intervalo, Benitez percebeu o erro e voltou à carga. Era óbvio que a defesa portista ia quebrar quando pressionada. Era, mas não aconteceu... Primeiro porque Fabiano está talhado para estes jogos de muito trabalho. Defendeu tudo e mais alguma coisa. E depois, apesar do jogo horrível de Danilo, os outros foram melhorando com o jogo inspirados nas grandes exibições de Mangala e Fernando. Mas, mesmo assim as oportunidades iam aparecendo e Luís Castro teve de mexer. Carlos Eduardo era uma substituição óbvia por falta de comparência, mas a opção por Josué decidiu o jogo. Por portismo ou inconsciência Josué tem fibra para assumir o jogo e nunca se esconde do mesmo. Não tem a explosão de Carlos Eduardo nem a técnica de Quintero mas tem fibra de portista e era isso que precisávamos: slguém que assumisse a posse de bola e que não temesse o jogo agressivo dos italianos. Para complementar, Ghilas constituiu uma opção já recorrente e com sucesso notório. Mérito para Luís Castro.

Para terminar a cereja no cimo do bolo: o golo de Quaresma. Se houve algum portista que não tenha saltado do sofá e não tenha dito pelo menos três palavrões, recomendo que reveja o seu estatuto de adepto e entregue o cartão de sócio. E já agora, acredito que haja por aí um seleccionador a marcar consulta para reverter a lobotomia que o fez lançar Cavaleiro a titular numa selecção que não convoca um talento destes...

Dirão que tivemos sorte. Sim. E tivemos azar de Alex Sandro ter apanhado um amarelo injusto, de Helton e Maicon estarem lesionados, de ter sido anulado um golo limpo a Carlos Eduardo, etc. Futebol é isto. Depois da derrota de Domingo, e nas circunstâncias arbitrais em que foi, com treinador interino, com ausências importantes, com Danilo claramente embriagado, podíamos pedir mais? Podíamos! Por isso é que somos FCPorto!

Individualmente, gostei Fabiano, Mangala e Fernando. O MVP penderá para Fernando. Que dizer do passe para o nosso primeiro golo? Foi mesmo Fernando que o fez... Num segundo nível, gostei de Defour e das entradas de Josué e Ghilas. Achei também que Ricardo e Reyes foram crescendo no jogo. Sobretudo o último. Estou a torcer pelo miúdo até porque Maicon não está bem e a alternativa é um jogador que detesto detestar, mas não tenho outra hipótese... Jackson não anda bem, mas precisamos dele mesmo assim... E esteve no lance do primeiro golo. Pela negativa Danilo e os ausentes Carlos Eduardo e Varela. Pergunto até se faz sentido Carlos Eduardo ser titular indiscutível quando apresenta um rendimento tão pobre nos jogos a doer. Quintero e Josué estão à porta...

Já apresentámos candidatura a salvar a época. Agora temos de confirmar!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Sampdória 0-1 FC Porto (94-95)...

Vitória fantástica em terras transalpinas na primeira mão dos quartos de final da antiga Taças das Taças... esta Samp tinha estado poucos anos anos numa final de Champions memorável com o Barcelona em Wembley com um famoso livre de Ronald Koeman que deu a primeira Taça dos Campeões Europeus à equipa catalã... o 10, era um tal de Roberto Mancini e ainda contavam com o especialista em bolas paradas Sinisa Mihajlovic... Rui Barros fez um grande jogo...
Agora o golo de Yuran com os comentários em directo...

segunda-feira, 17 de março de 2014

O choro e a mama


Passámos a semana a ouvir o choro do costume pelos chorões do costume. Como todos os portistas, tenho dificuldade em associar a nossa fama ao proveito. O mesmo não poderei dizer em relação ao choro e à mama. A uma semana de choro correspondeu um docinho no fim de semana. Enfim, uma verdadeira amostra da grandiosa 'revolução' em curso no futebol português...

Mas o choro, a mama e o andor não são causas únicas para esta época, que se está a tornar trágica. Há muito tiro no pé. Dificilmente poderíamos reclamar da conveniente exibição do ás do apito se tivéssemos sido competentes no objectivo máximo do jogo: o golo. E já agora se tivéssemos apresentado uma resposta ao golo sofrido com a garra que nos define como clube. Mas os erros próprios são para atacar internamente. Tal não implica que se feche os olhos e não se reaja a esta aliança de mediocridade que se desenha. Quero um FCPorto de reacção! Aguardo pela resposta.

Quanto ao jogo. Fomos melhores na primeira parte e não chocaria ninguém uma vantagem ao intervalo. Mas isto entre uma serie de trapalhadas na saída de jogo e na abordagem aos lances por parte dos centrais. Ainda assim conseguimos ser melhores e somos melhores nesta altura. Mas há que prova-lo. Um golo no inicio da segunda parte bastou para que todos os bons sinais desaparecessem. Ficaram apenas as trapalhadas. A reacção tardou e foi tímida para o que se exigia. Esperemos que a reacção até ao final do campeonato seja melhor.

Individualmente terei de destacar Quaresma que deu à equipa as melhores oportunidades do jogo. Defour e Fernando também estiverem bem na primeira parte. Pela negativa a dupla de centrais. Já nem sei se são eles que intranquilizam a equipa ou se é o contrario, mas não há paz com estes dois. Jackson esteve tenebroso. Do pior que lhe vi, mas é dificil marcar em salto com um anão a empurrar-nos as pernas...

A Liga Europa começa a soar melhor depois disto. Há que reagir!

sexta-feira, 14 de março de 2014

Melhor


Não será caso para grandes euforias, mas parece que o 'chicote' fez algum efeito! Pouco se tinha notado no jogo com o Arouca, mas hoje já se viu qualquer 'coisinha'. As trapalhadas não desapareceram e continuamos a ter uma equipa capaz de sofrer três golos em 5 minutos, tal como podia ter acontecido no início da segunda parte. Se tivéssemos sofrido um golo que fosse, nessa altura, poderia estar neste momento a fazer outra crónica, visto que ainda não estamos curados em termos anímicos. Mas houve sinais positivos. Não tivemos receio de mandar no jogo perante um adversário mais forte e podíamos ter marcado mais golos, não fosse a grande precipitação dos nossos jogadores no último passe ou no remate. Outro fenómeno foi o facto de termos ensaiado um posicionamento do meio-campo diferente. Viu-se muito mais do que no Domingo. Reparem que Defour já parece melhor porque faz o que tem de melhor: joga em alta rotação e morde os calcanhares dos adversários em pressão adiantada. Eu até prefiro Defour, mas Herrera também poderá beneficiar deste novo desenho. Não podíamos continuar a ter jogadores presos a um desenho conservador quando eles têm características de mobilidade constante. Os treinadores têm ideias próprias que os definem, mas não podem desenvolver esquemas que claramente limitam as capacidades dos seus jogadores. Nesse aspecto Luís Castro está a ser mais inteligente. Convém, no entanto, dizer que não era difícil perceber que a solução imediata passava por aí.

Entrámos bem no jogo apesar de um ou dois pequenos calafrios iniciais na saída de jogo. A qualidade de Quaresma e Danilo em ataque organizado e as cavalgadas com bola de Carlos Eduardo ajudaram a pôr a defesa do Nápoles em sentido. Ao intervalo a vantagem seria justificada. A entrada na segunda parte fazia prever a continuidade, mas em cinco minutos o Nápoles teve três oportunidades claríssimas. Ao contrário do que é habitual a reacção foi com um golo. Nada melhor para 'exorcisar os demónios'. A partir daí e perante a valia do adversário, demos o controlo do jogo reforçando as armas para a saída rápida com Quintero no lançamento e Ghilas para aparecer nas costas da defesa. Quase que éramos premiados com o segundo golo.

Individualmente, gostei de Defour, Quaresma e Danilo. O MVP para mim é Quaresma. Tem aquele acrescento de qualidade que faz com que uma equipa, por mal que esteja, possa marcar a qualquer altura. Gostei da primeira parte de Carlos Eduardo e das entradas de Quintero e Ghilas. Maicon esteve bem melhor do que nos últimos jogos, mas ainda está longe do que pode valer. Pela negativa algumas confusões na saída de bola de Mangala e Fernando e a fraca forma em que se mantém Alex Sandro. É dos nossos melhores jogadores e precisámos dele noutro nível. No entanto, o amarelo que o tira da segunda volta é um erro do árbitro que se somou à má anulação de um golo na primeira parte.

O jogo foi bom mas podia ter um resultado de 4-3 ou 3-3. Este Nápoles fez 12 pontos num grupo de Champions que tinha Arsenal, Dortmund e Marselha. É um adversário de Champions para um FCPorto há 3 dias teve dificuldades com o Arouca! E há umas semanas com o Frankfurt... O nível de dificuldade aumentou muito e a equipa esteve à altura. É importante que aconteça e julgo que vamos com outra mentalidade a Alvalade.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Descubra as diferenças


Já aqui disse que não sou grande adepto desta solução de mudança encontrada. Temos um treinador que pode ser interino se correr mal e que pode ser definitivo se correr muito bem. Gostava que se definisse que precisamos de um planeamento melhor da próxima época e, nesta situação de limbo, não vai ser Luís Castro a fazê-lo. Pelo menos não tem grandes condições para isso. 

Na ressaca da troca de treinador, importava perceber se haveria alguma evolução. Convenhamos que que seria difícil apresentarmos um esquema diferente e um alto rendimento, depois de um ou dois treinos. Esperava-se antes uma transformação anímica e no empenho demonstrado. Quanto a isso, lamento, mas não posso tirar grandes conclusões. De facto, entrámos bem no jogo e marcámos cedo. No entanto, voltámos a apresentar o comportamento bipolar. O fim da primeira parte e o início da segunda foram um claro seguimento do que víamos com Paulo Fonseca: nervosismo, confusão, erros defensivos e poucas oportunidades de golo durante um largo período do jogo. Ou seja, e em jeito de conclusão, a 'chicotada' funcionou em metade do jogo. A mesma metade que Paulo Fonseca apresentava e depois desperdiçava... 

A diferença está no desperdício. Desta vez a coisa lá se resolveu. Por um lado, acho que o Arouca é um adversário apenas simpático. Mas marcou um golo em mais uma nabice (azar?) e isso ajudou a que reentrasse no jogo. Importa destacar que a mudança de Carlos Eduardo por Quintero foi proveitosa e mexeu com o jogo. Esteve bem Luís Castro nessa mudança quando podia ter apostado em Josué. Aqui me parece que há alguma diferença. Parece-me que o novo treinador tem ideias diferentes sobre os jogadores. Por exemplo, Defour volta a ser alternativa, Quintero também e Maicon deverá voltar à equipa, apesar de estar muito longe do jogador de há dois anos. E Reyes e Ricardo, que o têm acompanhado na equipa B poderão ter mais oportunidades. Em suma, não notei muitas diferenças mas percebo que haverá uma abordagem diferente à gestão do plantel.

Individualmente destaco Quaresma o MVP claro. Dois golos e participação em quase todas as nossas jogadas de perigo. Danilo continua a ser dos que tem tido um rendimento mais uniforme e ontem esteve bem. Depois gostei das incorporações de Defour (exceptuando no capítulo do remate) e de Quintero e Ghilas que mexeram com o jogo. Mangala esteve em bom plano na adaptação a lateral. Pela negativa, achei a exibição de Fernando cinzenta e acho que esta dupla de centrais treme por todos os lados. Helton ia metendo água num lance, mas meteu nojo nas reposições de bola. Perder tempo com o Arouca e nesta altura em que precisámos de vitórias claras? Acho desnecessário.

Na Liga Europa há expectativas baixas. Luís Castro não teve tempo para mudar muito. Que, desta vez, o efeito da chicotada dure o tempo todo!

sexta-feira, 7 de março de 2014

A Chegada do Sir...

... o primeiro treino de Bobby Robson no desaparecido campo n.º 2 das Antas!

Até Sempre...

... mas em 1994 a mensagem foi transmitida ao croata Tomislav Ivic!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Interino?


Paulo, chegou o momento da separação mas julgo que, apesar de te termos confiado um trabalho difícil, todos podemos concluir que ainda não estavas preparado. Assim, continuaremos 'amigos como dantes', e desejo-te o melhor para tua carreira desportiva, desde que não colida com os interesses do meu FCPorto.

A decisão vem tarde. Os resultados provam-no. No entanto, gostaria que me fosse esclarecido pela Administração  se a solução do treinador interino é para manter até ao final da época ou se estamos à procura de um novo treinador. É que não concordo com a primeira opção. Já chega de experimentalismo este ano! Acho que deveremos contratar um treinador que prepare convenientemente a próxima temporada. 

Por falar em experimentalismos, acham que Marco Silva tem um perfil muito diferente de Paulo Fonseca? Eu não acho. Será novamente um risco como foram as apostas nos últimos três treinadores contratados. Já vimos que funcionou em dois terços das vezes, mas não funcionou com o presente plantel. Deixo a ideia só para se reflectir...

domingo, 2 de março de 2014

Ainda à espera


Não me vou alongar nos comentários a este resultado. É um claro adeus ao Tetra e é até penoso que o seja num jogo em que chegámos a estar a vencer por 0-2. Poderia falar do quanto me custa que Abdoulaye seja titular, da já habitual bipolaridade dentro do jogo, das tremideiras defensivas, do momento tenebroso de forma de alguns dos nossos melhores jogarores como Alex Sandro ou do pouco aproveitamento que se fez do 'boost' emocional da passagem à eliminatória seguinte na Liga Europa.

Na verdade, apenas queria dizer que continuo à espera que se faça alguma coisa quanto ao comando técnico da equipa. Enquanto tal não acontecer considero qualquer resultado ou exibição possíveis e acho inevitável que as vantagens vão continuar a ser desperdiçadas e que as nossas hipóteses nas competições se vão esfumar umas atrás das outras. Haja respeito pelo que construímos ao longo dos anos e haja o bom senso de assumir que temos de começar já a preparar o próximo campeonato. Uma equipa em modo de construção para a próxima época não poderá fazer pior do que esta! Haja coragem!