segunda-feira, 29 de abril de 2019

A sorte


Continuamos a falar demasiado do tal factor incompreensível para o ser humano. Confesso que não tolero facilmente estas conversas sobre a inevitabilidade, o destino ou a sorte. Não porque acredite que não haja situações de sorte ou azar. O problema é a banalização da sua utilização para que sirva como desculpa ou atenuante, sobretudo no desporto. De facto, se analisados isoladamente, há 3 golos no jogo de sexta-feira, que são fruto da sorte de uns e azar de outros. Sobretudo o que dita o empate e o de Marega. 

Mas temos sempre de rever as circunstâncias. O golo de Marega surge de um lance de lançamento lateral para a área, que o FCPorto vem repetindo constantemente (sem sucesso) há dois anos. O Rio Ave deveria estar preparado e, pelo menos, colocar mais gente na área. Já o segundo golo de Rio Ave surge de uma bola que podia ter sido afastada por Danilo, numa altura em que se pedia mais pragmatismo e menos parcimónia naquelas zonas. Sorte? Azar? E se alargarmos a análise ao jogo no global? O Rio Ave já não tinha nada a perder e jogou completamente aberto. Notou-se que não costumam jogar assim porque, apesar de tentarem sair com a bola controlada, surgiam com muita gente na frente e permitiram que o jogo partisse facilmente. Este FCPorto de Conceição adora esse tipo de jogo e aproveitou para criar perigo e chegar a uma vantagem de dois golos. Mas já percebemos que este jogo aberto e sem meio campo é emocionante mas não é propício à segurança no resultado. Podíamos ter tido uma goleada e podíamos ter tido um empate. É o que acontece quando os dois treinadores abdicam de controlar o jogo. Um fê-lo porque não tinha nada a perder. Outro porque conhece bem a equipa que montou e sabe que não temos a capacidade para fazê-lo. Mas não podemos culpar apenas o modelo de Conceição, até porque foi esse modelo que nos trouxe até aqui e julgo que nos vai levar vivos até à última jornada. Notou-se uma inquietante apatia nos jogadores. Nos primeiros dois minutos de jogo tivemos dois bons exemplos. Corona recebe a bola na área, enrola e desperdiça uma boa oportunidade de atirar à baliza fugindo inexplicávelmente para a linha. Pouco depois, Herrera arranca pela esquerda e, perante a aproximação do adversário, nem tenta cruzar ou ganhar canto deixando a bola sair pela linha final. Na bancada começámos logo a traçar cenários dantescos. Ainda piores do que o que tivemos. A este propósito, também não senti na bancada o apoio habitual. Não sei se é a acústica do estádio mas mal ouvia a claque e senti que também contribuímos com o nosso nervosismo para aquela tremideira final.

Individualmente, tenho muita dificuldade em dar o MVP. Dou a Brahimi. Já sei que teve momentos bons e momentos maus como o lance que falha isolado e o passe errado que resultou numa grande oportunidade do Rio Ave. À falta de melhor, o meu critério vai para os que pareceram menos apáticos e ele e Militão foram os que que se destacaram nesse capítulo. Nota negativa para os restantes, em especial para Pepe e Danilo que tiveram o 'azar' de fazer os erros maiores nos golos sofridos. Mas podia listar aqui erros comprometedores para todos os nossos jogadores. Conceição mexeu muito mal no banco. Foi retirando talento do campo quando deveria ter contribuído para tentar ter mais serenidade no jogo. Um pouco mais de Oliver e até de Bruno Costa. Deviam ter entrado os dois, mais cedo. Sobretudo o primeiro porque o miúdo é bom, mas está a ser mal gerido. Quase só entra nestas situações limite...

É provável que o campeonato esteja irremediavelmente entregue. Acredito que o FCPorto ainda não se rendeu, mas a 'sorte' que o nosso adversário tem tido com os factores arbitrais ajuda a que tenhamos essa convicção. Mas temos de continuar a pôr pressão. Desta vez jogamos depois. Temos de ganhar bem!

sexta-feira, 26 de abril de 2019

2019.04.17. Momentos que não aparecem nos resumos...

Corona, visivelmente limitado fisicamente...

quinta-feira, 25 de abril de 2019

quarta-feira, 24 de abril de 2019

2019.04.17. Momentos que não aparecem nos resumos...

Vingança de Danilo...

2019.04.17. Momentos que não aparecem nos resumos...

Real Madrid a descobrir que também contratou um defesa direito...

terça-feira, 23 de abril de 2019

segunda-feira, 22 de abril de 2019

2019.04.20. Momentos que não aparecem nos resumos...

Tipo do Santa Clara não gostou da classe de Otávio na receção da bola...

Série


No final de 2018, após uma derrota na Luz, fizemos a melhor série de resultados da época com 18 vitórias consecutivas, incluindo 9 vitórias seguidas no campeonato. Por coincidência, após nova derrota com o Benfica, para sermos campeões, necessitamos seguramente de uma série de vitórias ainda maior: 10! E pode não chegar. Neste momento vamos em 6 vitórias consecutivas. Estamos bem lançados, mas já sabemos que, perto do final, a pressão aumenta muito e isso notou-se no Sábado, no Dragão.

Não terá sido esse o único factor, mas ajudou muito à já habitual instabilidade no momento de finalizar. Sobretudo porque o cansaço foi-se notando ao longo do jogo. Percebeu-se que a equipa estava ansiosa para poder obter o golo que lhe permitisse descansar. Esse golo nunca chegou e acabámos por ter de descansar de uma maneira pouco habitual, que é a de ter bola na nossa posse, com a entrada de Oliver. Ao contrário do que aconteceu nas outras vitórias pela margem mínima, e convém recordar que esta foi já a décima no campeonato, não sofremos muito no final do jogo. Nas bancadas sofreu-se sempre porque todos percebiam que a equipa estava muito cansada e nervosa com as circunstâncias do jogo e do campeonato. Mas em campo conseguiram manter a calma e a bola longe da baliza de Casillas, nos minutos finais. Tal não implica que não tenham havido calafrios. Houve quatro! É até muito invulgar termos tantos sustos no Dragão. A questão é que apenas dois deles deveriam ter existido. Aqueles golos anulados, foram lances tão claros para todos que, sem VAR, seriam daqueles que o árbitro apitava o fora-de-jogo muito antes da bola entrar. Com o VAR fica sempre a dúvida e os lances até apareceram nos resumos dos telejornais... Na verdade, tivemos apenas dois lances de contra ataque muito perigosos. Um em cada parte. Ambos resultantes recuperações defensivas lentas, sobretudo a de Herrera no primeiro. Tivemos ainda um lançamento perigoso para as costas da defesa, resolvido com classe por Militão.

O jogo foi um pouco estranho porque essas duas oportunidades e os dois golos anulados, vieram pontualmente trazer alguma agitação num jogo em que dominámos e em que, tal como habitual, voltámos a falhar muitos golos e voltámos a perder muitos lances de perigo no último passe. Julgo que fizemos o suficiente para que o jogo fosse mais calmo e para que pudéssemos sair com um resultado mais motivador. Mas parece claro que, dadas as circunstâncias, a vitória basta. O jogo vale sobretudo pela grande jogada do golo. Bola dentro, bola fora e um grande passe de Herrera para mais um golo falhado, salvo por Marega.

O onze surpreendeu um pouco, pelas ausências de alguns dos melhores nos jogos mais recentes: Corona e Pepe. Só poderiam ser problemas físicos e Conceição confirmou-os, no final. Espero que regressem ao onze, já na sexta-feira.

O MVP tornou-se algo difícil de escolher. Dou a Militão porque me pareceu que foi o jogador mais próximo da sua condição ideal. Poderia ser Marega porque marcou o único golo do jogo ou Herrera que teve a intervenção mais decisiva nesse golo. O problema é que ambos fizeram exibições bem modestas, se excluirmos esse e outros poucos lances. Foram até dos jogadores que mais acusaram o cansaço. Brahimi foi o que mais acusou. Começou por jogar com muito critério e com boas aberturas, mas notou-se que não estava com a explosão habitual e, apesar de ter feito boas jogadas na primeira parte, não me lembro de um drible à Brahimi. A entrada de Corona agitou o jogo e até pareceu que estava melhor fisicamente que o argelino. Oliver entrou bem para serenar o jogo. Pena que alguns dos colegas já não estivessem sequer a 40%, sobretudo Marega. Pela negativa não tenho ninguém. Apenas algumas notas. Soares não se viu e Otávio falhou a redenção ao falhar o golo que Herrera lhe ofereceu. Fernando Andrade continua a ser um caso de estudo. Vamos chegar ao fim do campeonato e vamos recordar que teve muito impacto na nossa época, pelos golos na Taça da Liga e sobretudo pelos penáltis que ganhou com a Roma e em Braga. Mas eu não tenho dúvidas que é um jogador que não merece toda esta quantidade de minutos, que nenhuma das segundas linhas contratadas tem tido nestes dois anos. Nem Paciência, nem Waris, nem André Pereira, nem Paulinho, nem Loum. Manafá é a única excepção ams esse tem justificado. Para mim, continua a ser uma perplexidade tal como foi uma perplexidade o facto de ter conseguido falhar aquele golo criado por Corona e Manafá. Como diria o Perestrelo: «até eu, com a minha barriguinha, chegava lá e facturava!»

Siga para mais uma final, na sexta-feira em Vila do Conde. É um dia mau, mas exige-se uma invasão de adeptos, para dar mais um empurrão à nossa equipa.

domingo, 21 de abril de 2019

2019.04.17. Momentos que não aparecem nos resumos...

Árbitro tem de apitar melhor. Pepe não ouviu...

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Boa campanha


Começando por reconhecer que fomos justamente eliminados, por uma equipa que é bastante superior à nossa, convém relembrar que esta foi uma campanha na Champions League muito boa e bem superior às nossas habituais participações. Não convém esquecer a quase imaculada fase de grupos, com 5 vitórias e a eliminação de uma equipa que tinha a obrigação teórica e prática de nos eliminar, que foi a Roma. Há ainda outros pormenores como o facto de termos sido a equipa com melhor pontuação na fase de grupos e o facto de Marega ter demonstrado uma invulgar produtividade nesta competição sendo um dos seus melhores marcadores. Last but not least esta performance surge num ano em que aumentaram consideravelmente os prémios monetários, sendo que garantimos um encaixe recorde, que poderá ser muito importante para nos tirar do buraco financeiro em que vários anos de gestão financeira semi-danosa nos colocaram. Era escusado sair com uma goleada, mas esta equipa é assim... Roça os extremos e não teve medo de se expor na busca da vitória.

No final sobrou um score semelhante ao do ano passado com diferença de 5 golos. Historicamente será fácil lembrar que o Liverpool nos atropelou em dois anos seguidos. Bastará consultar os resultados. Quem pesquisar mais, poderá chegar a crónicas como esta e perceber que esta eliminatória nada teve a ver com a do ano passado. Se o Liverpool do ano passado era uma equipa completamente focada na Champions, única competição em que ainda tinha algo a dizer, este ano tivemos uma equipa reforçada e que está capaz de lutar por todos os títulos. Poderá até capitalizar a desilusão do City para arrancar para o título inglês. O mesmo poderei dizer do FCPorto de Conceição.  Ainda estamos em choque com a desilusão da derrota com o Benfica no Dragão e eu tenho vindo a destacar que ainda temos problemas graves ao nível da evolução no modelo de jogo de Conceição e ao nível da finalização. Mas, efetivamente, o FCPorto deste ano é mais competitivo que o do ano passado. Chegou mais longe nas taças, voltará a discutir o título até ao final, podendo atingir os 87 pontos, pontuação muito invulgar e que poderá não ser suficiente. E na Champions, além do que já listei acima, apresentou-se perante este adversário de 'outro' campeonato, muito mais competitivo do que o score mostra. 

Desde logo saímos desta eliminatória com queixas em relação à nossa finalização. Que me lembre, nem nos lembramos de tal, no ano passado. Temos também queixas óbvias quanto à arbitragem. Depois de um penálti por marcar e de uma expulsão perdoada, na primeira mão, hoje tivemos mais um penálti claro por marcar e uma total subversão do papel do VAR no golo inaugural. Já não chegava termos um jogador, que não deveria ter jogado, a fazer um golo e uma assistência, ainda tivemos o VAR a corrigir uma decisão do liner, transformando um lance duvidoso num erro inequívoco que teria de ser corrigido. Quanto à mão de Robertson, é daqueles lances em que não deveria ser preciso o VAR, de tão claro que é o aumento de volume que a colocação do braço lhe conferiu. Aqui o VAR só serve para tornar a decisão mais escandalosa. Mas estes lances de arbitragem só se tornam decisivos porque, mais uma vez, não fomos capazes de capitalizar as muitas oportunidades de golos que criámos. Mais que isso, não conseguimos capitalizar a total subjugação do Liverpool nos primeiros 25 minutos do jogo. Basta somar os remates, os cantos, os passes errados no primeiro terço do Liverpool, para poder constatar que conseguimos vulgarizar uma das melhores equipas do mundo. Mas, se aqueles 25 minutos iniciais encheram os portistas de orgulho, acabaram por esvaziar a equipa de capacidade de reacção. O golo sofrido, por si, poderia deitar abaixo a equipa, mas a forma como sofremos agravou o efeito. Começa numa oferta de Otávio, e passa por um passe de Robertson que só encontra Salah porque escorrega, com o Egípcio a fazer um remate ridículo, que encontra um colega por milagre. Uma sucessão de improbabilidades que terminam com uma ainda maior do VAR. A mossa foi clara. Isto apesar de podermos ter marcado de seguida, algo que só conseguimos perante o 0-2, mas notou-se bem que deixou mossa. Esse primeiro golo tirou-nos da eliminatória e a intensidade que impusemos nos primeiros minutos tirou-nos do jogo a partir dos 65 minutos. Fisicamente desabámos e o Liverpool é daquelas equipas sádicas e não perdoou.

Individualmente, dou o MVP a Militão. Foi o primeiro grande jogo de Militão a defesa lateral provando definitivamente que é a melhor solução do plantel para a posição. Já sabemos que pode ser ainda melhor a central e que Manafá é uma alternativa mais audaz para jogos menos exigentes, mas esta é uma opção lógica, neste tipo de jogos, e a melhor para a equipa. Permite até libertar mais o Corona para o seu desempenho ofensivo que foi bastante bom. O FCPorto surgiu com a novidade de Corona aparecer solto na frente de ataque e confesso que só não percebo porque é que esta solução não foi testada antes. Juntamente com Brahimi, foram os grandes obreiros do grande arranque da equipa, vulgarizando uma das melhores defesas do mundo. Herrera também apareceu muito na área e foi dos melhores. Na defesa, Pepe ia atacando as segundas bolas mantendo a pressão constante. Pela negativa, Marega perdeu a inspiração de Portimão e voltou aos erros da primeira mão. Houve, no entanto, dois jogadores que estiveram bem pior que ele e os colegas. Otávio fez dois jogos muito fracos contra o Liverpool. Uma sucessão de erros que culminou num que deu golo. Felipe tem responsabilidade em dois dos golos sofridos na segunda parte e falhou demasiados passes, insistindo naquele lançamentos longos sem nexo. Estou curioso para perceber se Conceição seguirá o rigor do passado, aplicado a Iker e Oliver, por exemplo. Será que estes dois jogadores vão perder o lugar no onze titular? Volto a insistir que a nossa melhor dupla de centrais não tem Felipe nas escolhas. Esta exibição é só mais uma prova. O banco não ajudou muito e poderei destacar que o facto de Oliver não ter sido opção, pode ter a ver com isso. Pelo menos esteve no banco...

Agora podemos focar toda a nossa atenção na competição mais importante. Há que resolver cedo para que o esforço no jogo de hoje e o cambalaxo da Liga na marcação de jogos, não tenham influência.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Desta vez tivemos quase 90 minutos da magia de Brahimi...

terça-feira, 16 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Há os que simulam penalties e depois temos Pepe, que simula que vai fazer penalti...

2019.04.15. In Memoriam...

A primeira dança de Quinzinho nas Antas...

segunda-feira, 15 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Playmaker Pepe...

Pressão contínua


O facto de nós estarmos na primeira divisão europeia e o Benfica na segunda, faz com que tenha sido sempre a possibilidade de jogar antes do adversário, de quem dependemos para revalidarmos o título nacional.  Óbvio que isto só tem sido uma vantagem porque a equipa tem vindo a cumprir escrupulosamente o seu papel. Mesmo quando, teoricamente, temos uma jornada de dificuldade superior à do adversário, como foi o caso neste fim de semana. Vencemos bem e ficámos à espera da escorregadela. Por muito que custe, é o que nos resta...

Mas ninguém estava propriamente esperançado com o desempenho do Setúbal. Mesmo se tivermos em consideração que o Benfica tem feito exibições bem tremidas em casa. Hoje mesmo, voltou a resolver o jogo com eficácia ofensiva. Não me tenho cansado de repetir. O nosso maior defeito tem sido a maior virtude do nosso adversário. É que, em termos de futebol, a diferença não tem sido muita. E não mudarei de opinião se a situação se inverter, como espero. E que esperança é esta? Daquelas irracionais do "enquanto for matematicamente possível"? Também é um pouco disso. Esse é um dos melhores condimentos do futebol. Mas também vejo que o Benfica tem vindo num crescendo de decréscimo exibicional, quando parece que o FCPorto tem vindo numa tendência inversa, com jogos mais seguros, excepção ao de Braga. Nestas últimas 3 jornadas o Benfica jogou duas vezes em casa perante equipas do fundo da tabela e foi jogar ao terreno do já condenado Feirense. Houve resultados mais folgados e menos folgados, mas há um denominador comum entre estes jogos. Todas estas equipas conseguiram criar grandes problemas defensivos ao Benfica. Se nos concentrarmos no Setúbal que jogou recentemente no Dragão e na Luz, fizeram 14 remates na Luz, 7 dentro da área, e marcaram dois golos. No Dragão fizeram apenas 3 remates e nunca estiveram perto da nossa área ou de marcar. Já o Tondela tinha rematado 12 vezes e 5 dentro da área. De resto, as médias do campeonato são claras sobre a forma como a eficácia ofensiva do Benfica tem vindo a esconder um sistema muito permeável, até às equipas mais limitadas do campeonato. E isso dá-me mais alguma esperança a somar à irracional que todos temos. Wishful thinking? Talvez...

Vamos ao jogo. Achei que ia ser melhor. Passo a explicar. O onze é muito próximo do meu onze ideal, para este plantel do FCPorto e para a forma de jogar de Conceição. Jogou a nossa melhor dupla de centrais e de avançados disponíveis. Jogaram os alas que melhor interpretam o esquema, sejam os laterais ou os extremos. Apenas teria de incorporar Oliver como um dos dois médios, em vez de estar na bancada. Mas, dado o que tem sido o passado recente das escolhas iniciais de Conceição, dou-me por satisfeito. A verdade é que a exibição foi oscilante e julgo que o facto de estarmos no meio de dois jogos com o Liverpool teve uma clara influência, quer a nível físico, quer ao nível motivacional. Houve ali uma clara gestão de ímpetos. Se ofensivamente começámos por criar perigo constante, com boas exibições de Brahimi, Corona e Marega, a transição defensiva deu alguns problemas. Sobretudo na primeira parte, o jogo esteve partido e descontrolado, algo que não era necessário, visto que estávamos em vantagem. Na segunda parte, acalmou o jogo, mas também deixámos de ser tão perigosos. O golo de Marega ajudou a resolver, numa altura em que já temia que tivéssemos um daqueles fins de jogo de chuveirinho para a nossa área.

Individualmente, dou o MVP a Marega. Também gostei muito de Pepe, mas tento ser coerente. Se escrevo tantas vezes que o problema de Marega é a eficácia versus as oportunidades que ele cria, este jogo resolveu-se em duas arrancadas dele em que finaliza e assiste. É isto que se espera dele e estaríamos em melhores condições se tivéssemos tido avançados com este rendimento em mais jogos. A este propósito, houve uma receção de bola de Jackson que até deu vontade de chorar... Pepe não leva o MVP mas fica próximo. Grande jogo na sua posição de origem e com um central que o complementa na perfeição, ao lado. Espero que se mantenha esta dupla até ao final. Esperarei sentado, por certo... As restantes exibições foram agradáveis e não tenho nenhuma nota negativa a não ser o facto de Oliver ter ido para a bancada depois de ter sido dos melhores contra o Liverpool. Já sei que Conceição não acha isso, mas... Depois do Brahimi no banco, nova bizarria. Curioso que o filho de Conceição, Francisco, esteja a passar por uma situação semelhante nos sub17. Sempre que joga é dos melhores ou o melhor, mas Tulipa tem vindo a preteri-lo nalguns jogos, para apostar em jogadores mais "robustos" e tácticamente mais "fiáveis". Ironia da boa ou será que Conceição, em casa, diz ao miúdo que o treinador que chega à fase final e muda tudo, tem razão?

Na quarta-feira é para fazer tudo o que está ao alcance. Dada a ausência de Manafá dos inscritos recomendo uma solução com Corona a fazer todo o corredor e com a nossa dupla de centrais mais forte: Pepe e Militão. Não temos muito a perder. Pelo menos temos de fazê-los sofrer um pouco.

domingo, 14 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Visão de jogo de Manafá a isolar Manafá...

quinta-feira, 11 de abril de 2019

2019.04.09. Momentos que não aparecem nos resumos...

Na Champions ainda não conheciam a finta à Corona...

quarta-feira, 10 de abril de 2019

2019.04.09. Momentos que não aparecem nos resumos...

Improviso ou visão de jogo 360.º?

Saco meio cheio


Nos últimos dias havia duas perspectivas reinantes entre os adeptos portistas. Uma mais pessimista que garantia que vínhamos de lá com o "saco cheio" e outra demasiado optimista que previa que iríamos fazer um brilharete. Quem tem vindo a acompanhar a "montanha russa" emocional que é a gestão de plantel de Conceição, não se surpreende com estas previsões antagónicas. Não se concretizou nem uma coisa, nem outra. O Liverpool tem a passagem bem encaminhada mas não conseguiu resolvê-la. Não sei se não conseguiu ou se nem tentou. A maior parte dos portistas vai destacar que nós também tivemos várias oportunidades e que o VAR não existiu, algo invulgar nestes jogos contra 'tubarões'. Com isso pretenderão dizer que o resultado deveria ter sido melhor ou até mais justo. Eu posso concordar que deveríamos ter marcado e que a arbitragem teve decisões vergonhosas, mas acho que a diferença de dois golos entre as duas equipas se adequa bem ao que se passou no campo. Seja 2-0, 3-1 ou 4-2, é importante reconhecer que o Liverpool confirmou o seu amplo favoritismo e mereceu ganhar.

Vamos ao onze apresentado. Aqui também fui notando duas correntes de previsão. Uma que pretendia que Conceição assumisse a nossa forma de jogar e apresentasse um onze corajoso, próximo no nosso habitual e com os dois avançados. Outra defendia que se deveria ter mais cautelas e que Conceição deveria arranjar uma maneira de reforçar a nossa capacidade defensiva, talvez até com 3 centrais. Ora acabámos por ter um pouco das duas correntes. Quem viu o onze inicial, até pensou que Conceição tinha apresentado uma estratégia audaz e próxima no nosso habitual. Os primeiros minutos de jogo vieram desmentir essa ideia. Os onze estavam lá, mas a disposição era bem diferente da habitual.  Uma coisa foi parecida ao habitual: cumpriu-se a quota máxima de talento em campo. Ou joga Brahimi ou Oliver. Os dois já seria demasiado... Na prática oscilámos entre um 1-5-4-1, enquanto defendíamos e o 1-4-4-2 habitual, em momento ofensivo. Assim, os dois avançados eram uma ilusão. Efetivamente, com bola, Marega aproximava-se de Soares. O problema é que tivemos pouca bola e vimos Marega  mais próximo do Alex e da linha defensiva. De igual forma, Corona foi muito mais um lateral, do que um extremo direito. Isso implicava que Maxi acabasse por passar mais tempo a central... Quem diria? Eu que aqui critiquei o Abel por inventar o Goiano a central... Karma. O que pretendo destacar é que julgo que ficámos a meio. Nem apresentámos um onze audaz, capaz de pôr o Liverpool em sentido, nem apresentámos uma estratégia defensiva reforçada. Isto porque se notou nos dois golos sofridos, que foi uma estratégia pouco treinada ou que, mesmo que tenha sido treinada, causou muitas dificuldades de adaptação. No primeiro golo, Felipe dá demasiado espaço a Firmino, mas tínhamos superioridade numérica na ala e a cabeça da área estava muito desprotegida. O segundo golo é ainda mais paradigmático do facto de ser possível permitir golos fáceis, mesmo com uma linha defensiva hiper reforçada. Perante uma linha de, pelo menos, seis elementos, bastaram 3 passes simples, numa mudança de flanco, não propriamente rápida, para o golo.

Valeu que, apesar de todas as diferenças entre as duas equipas, o Liverpool se aproximou do FCPorto numa das suas principais características e que foi o desperdício de várias oportunidades claras de golo. No nosso caso, podemos sempre contar com o factor Marega. Já o conhecemos como um dos jogadores mais desconcertantes do passado recente do FCPorto. Por um lado, é capaz de lutar de igual para igual com os melhores centrais em termos de ataque à profundidade e disputa física. Isso garantiu-nos mais oportunidades de golo do que é habitual nestes jogos. O problema é que as oportunidades que ele criou tinham de ser concretizados por ele próprio. E aí... Já sabemos que ele tem mais dificuldades. Até poderão dizer que é cruel criticá-lo por falhar as oportunidades que ele próprio cria, mas terão memória curta. O FCPorto tem um histórico recente de grandes avançados. Hoje em dia, não temos e esse tem sido o nosso maior obstáculo ao sucesso e, por exemplo, o motivo principal para não estarmos à frente no campeonato. Com mais qualidade na frente, não haveria Paixão que chegasse!

Falando um pouco do jogo. Entrámos bem nos primeiros minutos, enquanto estivemos no meio-campo ofensivo. Assim que o Liverpool passou o meio campo pela primeira vez, percebeu-se logo que íamos ter dificuldades. Confirmou-se e o 2-0 surgiu com naturalidade. Até ao final da primeira parte, conseguimos dividir o jogo em termos de oportunidades de golo. Talvez possa concordar com Conceição e o 2-1 ao intervalo não iria escandalizar. Sobretudo por causa do penálti claro e parvo que ficou por marcar. Na segunda parte, a entrada de Brahimi notou-se mas, para ele entrar, tivemos que abdicar de Soares, que fez falta. O jogo foi mais dividido e tivemos mais algumas oportunidades, através da velocidade de Marega. No outro lado, o Liverpool foi baixando a intensidade, talvez porque recebe o Chelsea no Domingo, ou porque achou que não valia a pena correr muitos riscos. Pelo meio mais uma decisão inacreditável e com impacto na eliminatória, que foi a não expulsão de Salah por entrada assassina sobre Danilo. No final saímos com um resultado mau, mas não tão mau que nos impeça de tentar discutir a eliminatória no Dragão. Faltaram os golos fora.

Individualmente dou o MVP a Militão. Esteve impecável e teve muito trabalho, porque Alex não estava em condições físicas mínimas. Enfrentou muitas vezes Salah e não me lembro de um duelo perdido contra um dos melhores jogadores do mundo. Irritou-o ao ponto de ele ter de agredir o Danilo... Felipe esteve bem naqueles movimentos defensivos característicos nele, mas deu muito espaço no primeiro golo. Gostei também de Corona e Oliver. Foram dos poucos que conseguiram reagir com alguma serenidade à fortíssima pressão do Liverpool. Pelo contrário, Otávio foi dos que mais sucumbiu perante a pressão. A garra está lá, mas faltou o resto. Marega, só teria nota positiva se conseguisse fazer algo de significativo, além dos golos falhados... A entrada tardia de Brahimi trouxe mais bola e mais perigo para o Liverpool. Tinha de ter sido titular! Não consigo compreender esta opção. Bruno Costa não tremeu mas também não trouxe nada e Fernando Andrade não é deste filme.

No sábado voltámos ao nosso principal objectivo. Não foi possível trazer um resultado que desse para motivar a equipa para mais um esforço, mas foi importante não termos trazido um resultado que desmotivasse, como o do ano passado no Dragão. Concentração e empenho máximos, é o que se exige!

terça-feira, 9 de abril de 2019

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Jogada típica de Pepe que até acaba com um carinho...

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Danilo com passe à Oliver...

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Herrera com passe à Oliver...

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Soares inspirado, é qualquer coisa!

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Desta vez a bola não colou na receção, mas...

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Descanso


Têm sido poucos os jogos em que podemos passar a segunda parte descansados e sem grandes sobressaltos. Assim, é sempre de destacar quando podemos efetivamente descansar no jogo, com bola e preparar uma série de jogos muito complicada, que começa já com um jogo na terça-feira, de dificuldade máxima, em Liverpool. Já sei que os adeptos que foram apoiar a equipa numa sexta-feira chuvosa e fria, mereciam mais golos e mais espectáculo, mas foi o que se arranjou. A equipa sentiu que deveria desacelerar e eu compreendo.

Mais uma vez tivemos um adversário com uma defesa reforçadíssima. Foi uma táctica estranha a que o Boavista apresentou. Além dos 3 centrais, os dois defesas laterais pareciam médios adaptados, com pouca mobilidade e capacidade de chegar à frente. Num meio campo a 4, aparecia apenas um jogador de características defensivas. No entanto, Bueno, Rafa e Índio (mais parece uma boys band dos anos 90), apareceram colados à linha defensiva, deixando um avançado, feito tolo, a correr atrás das bolas lá na frente. Perante mais esta amostra, confesso que o relativo sucesso de Lito Vidigal nestas equipas de meio da tabela, é algo que não consigo explicar. Tem todos os defeitos de treinadores fracos que há muito desapareceram deste campeonato...

Por sua vez, a ausência de Alex Telles trouxe a oportunidade de ver Brahimi a titular. Aliás, tivemos em simultâneo Brahimi, Corona, Otávio e a dupla ofensiva. Algo raro e entusiasmante. Para compensar e para que eu pudesse conter o meu entusiasmo, Oliver nem saiu do banco... Mas não deixou de ser uma boa amostra de como as opções para a titularidade podem revolucionar a nossa forma de jogar. Deste logo uma estatística paradigmática: batemos uma recorde do campeonato de dribles num jogo. Entre Manafá, Corona, Brahimi, Herrera e Otávio, foram inúmeras as vezes que ultrapassámos a defensiva contrária através da técnica individual e velocidade dos nossos jogadores. O primeiro golo até surge de um lance desses. Com esta capacidade de condução de bola, deixámos de ver os irritantes lançamentos directos para os nossos avançados. Não digo que não seja uma forma legítima de atacar. Pelo contrário. Até é algo que os nossos avançados interpretam bem, criando muito perigo. O que interessa aqui é que temos de ter a capacidade de atacar de outra forma e de variar o nosso jogo. Esta capacidade de reter bola até ajudou a que pudéssemos descansar melhor na segunda parte. Só vejo vantagens!

Assim, com esta configuração, o jogo começou por ser interessante. A velocidade alta na condução de bola trouxe várias oportunidades na primeira parte. O resultado era muito escasso no intervalo. O segundo golo acabou por trazer tranquilidade visto que o Boavista, pouco ou nada ameaçou.

Individualmente, dou o MVP a Otávio. Marca o segundo golo e foi o jogador com exibição mais constante ao longo do jogo. Se o jogo terminasse ao intervalo estaria indeciso entre Soares e Brahimi. Soares esteve muito mexido e combinou muito bem com os médios na primeira parte. Na segunda parte desapareceu. Brahimi também iniciou muito bem com as suas arrancadas estonteantes para a baliza. Na segunda parte, caiu muito e pareceu que foi por razões físicas. Os laterais fizeram bem a sua função. Na ausência de oposição para defender, só atacaram e bem. Destaque ainda para a dupla de centrais. Na minha opinião esta é a nossa melhor dupla e julgo que foi a primeira vez que a vimos em acção. O jogo não foi exigente, mas tivemos a tranquilidade que se esperava. Em Portimão terão um teste mais complicado. Destaque negativo para Marega. Muito descoordenado dos colegas. Procurou a profundidade demasiadas vezes, quando a equipa estava a pedir outras coisas. Precisa de um golo urgentemente. Destaque final para os contributos de banco. Maxi e Loum cumpriram, mas Hernâni entrou muito desastrado.

De volta à Champions, apenas desejo que joguem sem complexos e com a pressão única e habitual de estarem a representar um clube bicampeão europeu, nos quartos de final da competição. Só isso...

quinta-feira, 4 de abril de 2019

2019.04.02. Momentos que não aparecem nos resumos...

Manafá faz a mesma finta 3 vezes e passa sempre...

2019.04.04. FC Porto 2-1 Sporting (35 Anos)...

🗓1984.04.04
🆚 Sporting
🏟 Antas
📖 Dragões Diário "Há 35 anos, Jordão colocou o Sporting em vantagem no 1o minuto do jogo de desempate das meias-finais da Taça de Portugal, mas Walsh e Jaime Pacheco marcaram na 2a parte e o FC Porto garantiu a qualificação para o Jamor."

quarta-feira, 3 de abril de 2019

2019.04.02. Momentos que não aparecem nos resumos...

Número de foca no meio campo portista...

Sofrimento sempre!


Este é o mote do nosso FCPorto. Seja em que circunstâncias for. Seja em casa, Seja fora. Seja com os titulares, seja com os suplentes. Adepto do FCPorto não tem jogos descansados nesta época! Já me tinha resignado com o nosso estilo de futebol e com as opções para os titulares. Também já me resignei com este sofrimento. Estou digamos que anestesiado até ao final da época, à espera que os títulos conquistados me venham comprovar que sou um asno por tentar usar a cabeça e tentar perceber como o FCPorto poderia ser melhor do que o que é, desde que Conceição tomou conta da equipa. Até agora os resultados sempre provaram que estava errado e espero que assim continue.

Quanto ao jogo de hoje... Sugiro que se aplique uma amnésia colectiva e selectiva. É melhor...

Apenas uma excepção a este esquecimento generalizado. Convém recordar esta exibição de Fabiano na hora de escolher o titular para a final do Jamor...

terça-feira, 2 de abril de 2019

2019.03.30. Momentos que não aparecem nos resumos...

O novo Corona ainda cola a bola no pé. Mas tem mais critério e mais raça!

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Teste superado


E que teste... Quase sempre atrás do resultado, no campo do terceiro classificado e com a pressão de ter de pôr pressão no Benfica, que jogava mais tarde. Tudo isto naquela que era, teoricamente, a deslocação mais difícil até ao final do campeonato. Mas, se há coisa que não falta a este FCPorto de Conceição, é mentalidade competitiva. Esta mentalidade garantiu estes importantíssimos três pontos. Isso e os penáltis... Também não se pode dizer que não tenhamos treinado bem os penáltis naquele estádio... Que ironia, ter-se decidido assim!

Contámos ainda com um Braga que parecia mais preocupado em não perder do que entusiasmado de entrar na luta pelo título. Podiam ficar a dois pontos do FCPorto... Mas vimos uma equipa confortavelmente colocada junto à sua área e que, quase por milagre, nas poucas vezes que conseguiu subir as linhas de pressão até junto da nossa defesa, fez golo. Isso foi suficiente para Abel dizer que jogou muito bem. Sinceramente não me pareceu. E até fiquei algo apreensivo com o poder atual deste Braga, visto que é uma das deslocações do Benfica neste final de época.  Teoricamente até seria a mais difícil...

Mas pode ser que este seja apenas mais um dos clubes que mudam o seu sistema para defrontar o FCPorto. Aparentemente, pelos onzes iniciais, as duas equipas iam jogar no seu esquema habitual. O Braga com o seu duplo lateral direito, mas com Esgaio mais adiantado. Cedo se percebeu que, na maior parte do tempo, Esgaio era lateral direito e que Goiano fazia de central, apesar de ter metro e meio. Isto poderia ser pelo facto de o Braga ter chegado ao golo na primeira vez que passou do meio campo, mas manteve-se quando empatámos pela primeira e pela segunda vez. O FCPorto, sem Oliver e Brahimi e com o seu característico futebol direto e físico. Repetirei mais uma vez que não me conformo com esta dupla opção. Reparem que sempre que entram a partir do banco, o nosso jogo passa a rodar à volta deles. Isso aconteceu ontem em Braga. Brahimi entrou logo parecia que era a nossa única solução alternativa à de bombear bolas para os avançados. Toda a equipa o procurava. Agora expliquem-me como é que um suplente pode ter tamanho impacto na forma de jogar da equipa e manter-se na condição de suplente por vários jogos e, no caso de Oliver, por vários meses... Queixamo-nos que todos os nossos resultados são difíceis e conseguidos in extremis, mas continuamos a retirar os jogadores mais talentosos à equipa. Já só falta tirar Corona... Sempre admirámos o Conceição porque era um jogador que, graças ao seu coração, empenho e garra, foi muito melhor do que as suas capacidades técnicas faziam antever. Nunca pensei que ele transpusesse isso para as suas equipas, num clube como o FCPorto... Já me resignei porque os resultados, apesar de sofridos, continuam a não ser maus. Mas não me obriguem a dizer que gosto destas opções recorrentes e do futebol que vimos praticando, porque não gosto!

Vamos ao jogo. Duas partes semelhantes: entradas desastrosas em jogo, com erros defensivos infantis, e boa reacção, que devia ter valido a reviravolta na primeira parte e que se concretizou na segunda. Gostei mais da reacção na primeira. Goste-se ou não do nosso esquema de jogo, conseguimos reagir, na primeira parte, de acordo com a nossa forma de jogar. Conseguimos jogar bem com as arrancadas de Marega e aproveitámos bem a confusão que Abel lançou na sua equipa com o esquema de 5 defesas que apresentou. Um bom exemplo é a excelente jogada que termina com o remate de Marega à entrada da área, no final da primeira parte. O problema é que não chegámos ao intervalo a ganhar, algo que merecíamos. Na segunda parte, a reacção foi mais emocional. Brahimi bem tentava pegar no jogo, mas o Braga estava muito recuado e acabámos sempre a despejar para a área, onde apareciam Marega e Soares no meio de uma multidão. Foi na garra! Um bom exemplo foram os penaltis. Foram mais conquistados do que concedidos pelo adversário. Duas boas antecipações, a demonstrar muito querer. No final, sofremos um pouco, devido às substituições muito ofensivas que Conceição teve de fazer e, sobretudo, à falta que Alex faz na defesa. Também não ajudou a tarde de pouca inspiração dos três centrais. Quem diria!

Individualmente, dou o MVP a Corona. Foi o jogador mais constante ao longo dos 100 minutos de jogo. Gostei de Alex e achei que Herrera esteve bem melhor que Danilo. Soares acaba por estar ligado ao resultado mas os golos pareceram excepções. Tal como Marega, não posso dizer que jogaram mal, mas não estiveram muito inspirados na definição. E é isso que se pede a avançados... A entrada de Brahimi não teve um impacto imediato mas foi fundamental para a nossa recuperação. Fernando Andrade deu tudo o que tem, como sempre. O problema é que não parece ter muito para dar além da garra que lhe valeu o penálti decisivo. Acho incrível o rendimento que temos tirado deste jogador apesar das suas limitações. Manafá mostrou claras dificuldades quando precisámos de defender o resultado. O que vale é que não acontece muitas vezes a clubes grandes estarem nessa posição. E daí... Para terminar os três centrais e Iker. Que chorrilho de disparates! Logo no nosso setor teoricamente mais forte e experiente. Que tremideira inexplicável!

Julgávamos que iríamos ter o teste mais difícil do dia, por ser fora, contra um candidato e pelo Benfica jogar em casa com uma equipa do fundo da tabela. Mas já percebemos que jogar em casa não tem sido muito confortável para aqueles lados. Além de terem de andar a arranjar maneiras (reais ou virtuais) de encher mais o estádio, a tremideira tem sido muita. Esperemos que os resultados de quarta-feira e da Liga Europa venham contribuir para essa tremideira. É o que nos resta... Dependemos de outros.