segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sorteio docinho


E temos uma das duas equipas mais apetecíveis. Nada mau! A primeira coisa que fiz foi ver quantos km's são daqui a Málaga para ver se dá para ir de carro...

O Málaga está a fazer uma grande prova e limpou com autoridade um grupo que até pareceu acessível graças à péssima prova do Zenit e a grande remodelação que o ACMilan teve no defeso. Mas nem falemos em grupos acessíveis quando no ano passado fomos eliminados pelo APOEL... No campeonato dou mais mérito ainda. Está em quarto e demonstra ser uma equipa extremamente sólida o que me parece estranho. Olhando para valores individuais encontro equipas que estão abaixo e que não deviam. Por exemplo, o Valencia, o Sevilha e o Atlético de Bilbau.

Individualmente destacaria o grande prodígio Isco. Jogador muito interessante e espero que o mercado de Janeiro esteja atento a este jogador. Depois temos outro jovem extremo, Portillo, e a segurança e experiência de Toulalan, Joaquin e Saviola. A defesa não me parece tão forte. Eliseu é uma adaptação, Demichelis nunca me convenceu e o lateral direito é fraquinho. Salva-se Welington que chegou a jogar no Penafiel e que, já na altura, prometia alcançar clubes melhores. No banco temos ainda Santa Cruz, Onyewu e a eterna promessa Buonanotte.

Julgo que somos favoritos se em janeiro tivermos um defeso tranquilo. Agora só falta mostrar dentro de campo.

Parece que houve jogo


Mas quem não foi à Choupana, não viu. A TVI, que já está farta de transmitir jogos do FCPorto na Champions (pode ser que tenha de transmitir mais alguns), optou por esse grande jogo entre o 9º e o 10º classificados da Liga. Ainda bem que alguém luta contra a evidente bipolarização do futebol nacional!

Parece que foi um passeio. Que o shalke de hoje, peço desculpa, que o sorteio de hoje corra da mesma forma!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sorteio da Champions


Não houve jogo no fim de semana e, como tal, não vou falar da jornada. Poderia até dizer que as idiotices do duplo guarda-redes já começaram a fazer efeito na Luz. Mas isso pouco importa, se continuarmos a seguir o nosso caminho. 

Por falar nisso e, passando à frente o jogo que temos para a competição que constitui a quinta prioridade na nossa agenda competitiva, importa antecipar o sorteio da Champions. Este ano não me parece que haja uma grande diferença de valores entre o primeiro e o segundo pote. Gostaria de ter ficado em primeiro no grupo e acho que provámos que tinhamos todas as condições para o ser. Ainda assim, não me parece que as consequências da derrota em Paris sejam dramáticas. Óbvio que o Celtic é um adversário apetecível mas o Real Madrid está no mesmo pote e aposta a época nesta competição. Sendo assim vou elencar os possíveis adversários de acordo com a minha preferência:
1. Shalke 04 (quero a vingança daquela decisão em penaltis no Dragão)
2. Málaga (estão a jogar muito acima das suas possibilidades e em Fevereiro já devem ter estourado)
3. Manchester United (não me lembro de um Manchester tão frágil e acessível. Por outro lado, há Rooney e Van Persie)
4. Borrussia de Dortmund (ataque demolidor mas com um futebol demasiado romântico)
5. Juventus (a típica matreirice que nos costuma entalar. Estou imaginar-nos a perder a eliminatória com um frango do Helton no último minuto depois de termos dominado os dois jogos)
6. Bayern de Munique (comentário igual ao da Juventus mas com melhores jogadores)
7. Barcelona (como imagino que não irão repetir o último onze apresentado na competição...)

Na verdade, optimismos à parte, qualquer dos dois primeiros estaria bem. Os restantes constituiriam adversários teoricamente mais valorosos. Mas, venha quem vier, cá estamos!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Um Izmailov no sapatinho



Dizem que o russo adorava vir para o Dragão. Dizem também que os vasquinhos já nem com os juniores resolvem o seu buraco na lateral direita.(eu até diria que há mais buracos para tratar...) O Sr. da foto anda com uma disposição condizente com a roupa que usa. Será que os portistas vão ter uma prendinha de natal vinda da Rússia? Depois da maçã podre teremos a vodka sem alcool? Sonhar não custa...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Estava a ver que tínhamos de meter o Deco...


O grande momento da noite foi mesmo ouvir a vénia generalizada com que o Dragão presenteou Deco segundos antes do jogo começar. Já o disse aqui. É o meu jogador preferido de todos os tempos e será sempre um prazer recebê-lo.

A equipa acabou por não lhe oferecer uma exibição em termos. Não que tenha sido um desastre. Longe disso. O problema é que a bola tardou a entrar e, com isso, a qualidade do futebol da equipa foi caindo. Acredito que se, como tem sido habitual nos últimos jogos do Dragão, o FCPorto tivesse marcado mais cedo não haveria grande coisa a criticar. Poderei até relevar o facto de não termos permitido ao adversário uma única jogada de perigo. Quando assim é, o golo e a vitória são apenas uma questão de tempo e de paciência. Vá lá que soubemos ter essa paciência e o golo surgiu naturalmente. Poderia não ter sido assim tão simples dados os dois últimos resultado. Sempre dá para assistir de cadeirão ao clássico da tv a preto e branco. E tem sido tão habitual nos últimos anos...

Quanto a exibições, gostaria de valorizar a defesa. Julgo que estiveram todos bem, sobretudo os centrais. Otamendi continua a fazer a sua melhor época no Dragão e Mangala é uma opção de relevo. Às vezes perde a noção da dureza das entradas, mas com tempo poderá ser um caso sério. Depois temos Alex Sandro e Danilo. O primeiro é o melhor lateral que tivemos nos últimos talvez dez anos. Segundo tarda em afirmar-se como defesa, mas já começa a soltar-se no ataque o que faz com que a sua imagem de preguiçoso se vá esfumando. Mas ainda se espera mais deste jogador. Gostei também da exibição de Defour mas espero que ele comece a arriscar mais no passe. Caso contrário nunca fará sombra a Fernando. Pela negativa os armadores de jogo. Nem sempre houve calma e oscilações de velocidade no jogo do FCPorto e é isso que esperamos de Moutinho, Lucho e James. Pior só mesmo Kleber. Há uma jogada em que ganha um ressalto que é paradigmática do que vale este jogador. Muito fraco!

Na passada terça-feira não pude ver o jogo que ditou a primeira derrota na Europa. Foram duas derrotas seguidas e isso é sempre marcante. Houve más decisões do treinador e lances individuais que marcaram ambas as derrotas. No entanto, não poderia estar em causa o que a equipa fez até agora. Nem seria por isso que deixaria de achar que Vitor Pereira está a fazer um trabalho bem superior ao da época passada. Mas é um facto que a estratégia de abordagem desses dois jogos foi um erro clamoroso e que deverá ser interiorizado pelo mister.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Xau taça



Para mim não há muito a dizer sobre o jogo de sexta-feira. Na minha opinião jogámos pouco, adormecemos à sombra do golo de Mangala e, sobretudo na segunda parte, demos demasiada porrada. Vitor Pereira apresentou a mesma receita da Madeira e, desta vez saiu-se mal. As segundas linhas falharam quase todas e, sendo assim, facilmente se percebe a derrota. A arbitragem foi fraca , a expulsão foi injusta, mas houve outros lances em que fomos beneficiados. Mas o momento do jogo é obviamente aquele 'freak happening' que foi o auto-golo do Danilo. Inacreditável! Nunca tinha visto!  De uma displicência que assenta como uma luva em Danilo.

Individualmente gostei de Defour e Otamendi. Mais uma vez não gostei de Abdoulaye e espero que as experiências com este jogador terminem por aqui. Miguel Lopes estava nitidamente embriagado e foi bem substituido. Castro ainda não consegue deixar de ser uma barata tonta em campo. James apreceu duas ou três vezes e com perigo. Mas foi pouco. Kleber jogaria melhor se aparecesse aos jogos. Mas, por último, deixaria o que me desiludiu mais. Atsu passou completamente ao lado do jogo.

Temos já o primeira derrota, o primeiro título perdido e o primeiro ojectivo de época falhado. Uma boa exibição em Paris, apagará facilmente a má imagem deixada ne segunda parte em Braga.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Difícil mas saboroso


Sinceramente estava à espera de melhor. Mas o Braga dificultou muito a nossa tarefa e evitou que pudéssemos apresentar o futebol e o controlo dos últimos jogos. Mas, provavelmente, uma vitória nestas condições poderá empolgar ainda mais a equipa. E cheira-me que na sexta-feira teremos nova vitória no AXA.

O jogo começou bem com duas oportunidades claríssimas. Continuou assim até aos 25 minutos. A aí o Braga recuperou o controlo do jogo de uma forma que ainda não tínhamos visto este ano. Nesse período o nosso meio-campo não conseguiu pegar no jogo e, desta vez, parecia mesmo que estava a tentar. Portanto, mérito do Braga. Na segunda parte o jogo foi mais repartido e longe das balizas. Nesse período só as jogadas de James iam quebrando a lógica do 0-0. No entanto, quando menos se esperava lá apareceu o lance do jogo e o melhor jogador em campo decidiu como só ele sabe e com alguma sorte. Mas a sorte procura-se. Enquanto Peseiro ia reforçando a defensiva, Vitor Pereira meteu mais um avançado e, apesar de ser o inócuo Kleber, deu um sinal à equipa. Em suma, correu bem, mas devemos analisar com calma o que se passou para que passássemos grandes partes do jogo por baixo do adversário. Não convém esquecer Xistra. É demasiado fraco e, entre outros lances, o amarelo a Otamendi é inacreditável. É ele que sofre falta. Mas não convém esquecer que fomos beneficiados num penalti, para mim, claro.

Individualmente, destaco o MVP James. Num jogo tão equilibrado, só mesmo o génio para desbloquear o resultado. Destacaria igualmente os dois laterais. Sobretudo o Danilo que fez talvez a sua melhor exibição da época. Teve ainda participação decisiva no lance do golo de James. Pela negativa, Varela que não fez nada de significativo no jogo e os primeiros 92 minutos de Jackson que foram dos piores que lhe vimos.

Para terminar, gostaria de deixar a minha preocupação com a atitude de Lucho quando foi substituído. Fez cara feia e prejudicou a equipa porque demorou a sair. O próprio Vitor Pereira não pareceu muito contente no final do jogo. É preocupante haver fricção entre capitão e treinador nesta altura. Que seja coisa própria do calor do jogo...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Triple threat


Noite tranquila no Dragão. Isto apesar do péssimo relvado e dos pequenos sobressaltos a que fomos assistindo. Graças à baixa intensidade que se foi empregando no jogo tivemos uma bola ao poste, outra tirada em cima da linha e um corte in extremis de Otamendi. Isto tudo na primeira parte, mas dava a ideia que, se houvesse contrariedade, facilmente se resolveria. Do outro lado tínhamos Moutinho a abrir o livro. E foi ele que acabou por decidir o jogo com duas assistências e um golo. Mas o que mais impressiona no FCPorto não é a individualidade. É a dinâmica do nosso trio de armadores de jogo. Não consigo identificar se isto tem dedo do treinador ou não, mas até acredito que possa ter, visto que eles já cá estavam no ano passado e não assistíamos nada disto. O que temos visto é um carrossel de passes até à definição em passes de ruptura. Até aqui, tudo normal. A nossa vantagem é que esse momento pode partir de Lucho ou de James ou, como se viu ontem, de Moutinho. Isso já é demasiado para muito boas equipas, quanto mais para o frágil Dínamo de Zabreb. Eles ainda causaram alguns calafrios mas pareceu mais nabice/desleixo do FCPorto do que mérito deles. No final deu até para preparar o  jogo com o Braga com o provável esquema titular.

Individualmente, destaque óbvio para o MVP Moutinho. Além da participação decisiva nos três golos do jogo, foi dos poucos que jogou com concentração no máximo. Os restantes estiveram num plano razoável. A excepção será Abdoulaye. É uma embirração: não gosto deste jogador. Não é de agora. Já nos juniores me parecia o que parece agora. Compensa a lentidão e fraca mobilidade com dureza excessiva. Até agora não comprometeu, mas julgo que temos, entre equipa principal e equipa B, cinco centrais melhores que este. A lesão de Maicon poderia ter sido uma boa oportunidade para consolidar Mangala como opção séria para central. Mas só a partir de agora é que vai ter minutos na sua posição.

Vem aí um dos jogos da época. Se mantivermos o nível dos últimos jogos, a vitória dificilmente fugirá.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Não houve Taça




Poderão dizer que o resultado é enganador, que não espelha as dificuldades que tivemos ou que até tivemos uma pontinha de sorte. O que vi foi que o FCPorto conseguiu deixar bem vincado o que o separa do Nacional. Controlou o jogo apesar de não ter sido brilhante, ganhou e conseguiu não se desgatar muito. E conseguiu isto apresentando uma equipa que tinha apenas dois dos habituais titulares. É óbvio que tinha jogadores com alguma rotação como Mangala, Defour, Atsu e Miguel Lopes. Ainda assim, foi um onze arriscado, sobretudo depois do que, uma equipa semelhante a esta, apresentou contra aquela pequena equipa de Vizela. Foi no entanto uma aposta ganha.

O jogo começou bem com a equipa a tentar o nosso jogo habitual. Foi conseguindo e o bom início ficou patente na boa jogada desperdiçada escandalosamente por Kleber e sobretudo no grande golo de Lucho. O resto da primeira parte foi dominada pelo FCPorto num ritmo de passeio, apesar de alguns sustos com as entradas descontroladas de Mangala, que já estava amarelado. Tal ritmo já pareceu não chegar para as alterações que o treinador do Nacional foi fazendo. As jogadas perigosas do Nacional foram aparecendo e os centrais e o guarda-redes passaram a ter mais trabalho. Era preciso ter mais bola e Vitor Pereira mexeu bem na equipa. Resultado: mais dois golos até ao final para deixar clara a diferença entre as duas equipas. Queixa-se o Nacional da sua falta de eficácia mas não os vi falhar nada pior do que o que falhou Kleber.

Individualmente destaco o MVP Lucho. Foi a peça que juntou esta equipa pouco rotinada. Só um jogador com esta inteligência é que o consegue e, se isso já não chegava, marcou um golo à Lucho, numa das suas habituais chegadas à área. Depois tivemos Atsu. É de facto um incendiário e um jogador com um futebol excitante. No entanto, começa a aprender a refrear os ânimos e travar a velocidade quando é necessário. Exactamente o contrário de Iturbe. Destacarei também a dupla de centrais. Pela negativa, novamente Vitor Pereira por causa de Mangala. Não é solução para a esquerda e é um acidente que deverá acontecer brevemente. Iturbe voltou a não aproveitar uma oportunidade. Danilo entrou tão mal que em poucos minutos conseguiu isolar um adversário.

A verdade é que, tal como na Europa, na Taça já estamos a fazer melhor que na época passada. Venha daí a Champions. O primeiro lugar está bem perto.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Paulo...


... Não te metas com a gente grande e contenta-te com o teu trabalhinho santo que te permite férias durante 8 meses durante o ano. É que ainda por cima, todos sabemos que, para seres seleccionador, não tens currículo, idade, títulos, provas dadas e consequentemente, falta-te legitimidade. Tens Ronaldo, Moutinho, Pepe, etc., e isso e o facto de não andares a inventar muito, vai-te valendo a ti e a nós. Mas atenção que, ultimamente, nem isso tem chegado...

Defender o indefensável é difícil. Normalmente tem de se recorrer a comparações estranhas com coisas que não têm necessariamente a ver com o caso em questão mas que dão jeito na altura. Ora é preciso saber fazer as coisas e, quando os neurónios escasseiam, a argumentação torna-se triste. E se é assim mais vale estar caladinho e deixar a coisa entrar no esquecimento. Este jogo com o Gabão é ridículo. Todos o sabemos. É dos melhores exemplos de uma prática das Federações que está a lesar os grandes clubes há anos. E isto aplica-se à nossa Federação e à colombiana. Simplesmente a nossa Federação está cá e é-lhe atribuído o estatuto de utilidade pública pelo Estado de um país que é nosso. Pelo facto de Pinto da Costa falar da FPF e do jogo do Gabão não implica que ele não ache o jogo da Colômbia nos Estados Unidos igualmente escandaloso. Mas o argumento até dá jeito porque, quem como o Paulo, não gosta de dar uso ao cérebro, pode até julgar que Pinto da Costa não gosta da selecção, não é patriota, quer a independência do Norte ao estilo da Catalunha e outras vilanices próprias deste senhor. Ou então, pior de todas as ofensas, está a imiscuir-se nos assuntos da Selecção! 

Esta é uma queixa repetida há muito por todos os clubes que cedem mais jogadores à selecção e este jogo com o Gabão é mais um belo exemplo e um belo pretexto para que se relembre que isto tem de acabar. E assim o Paulo passaria a ter ainda mais tempo de férias...

PS: Por falar em ingerências na selecção nacional deixo esta pérola que é a equipa que o génio Rui Santos apresentaria após a derrota no primeiro jogo do europeu com a Alemanha. É uma delícia!


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

É possível guardar este relvado?



Por exemplo, no frigorífico ou em sal? É que no mesmo dia em que anunciam um novo relvado para o Dragão, aparece um novo concerto para o próximo Verão... Vá lá que a qualidade da banda aumentou (gostos não se discutem mas os Coldplay irritam-me). Sendo assim, e se é para estragar mais outro relvado, mais vale replantar o actual uma semana antes...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Serviços mínimos




Tem sido um título de crónica repetido várias vezes aqui no blog.  Isto usa-se muito naquelas ressacas de jogos europeus em que o FCPorto apresenta uma exibição apenas Q.B. O jogo de ontem foi um desses. Não se jogou muito mal nem muito bem. Jogou-se pouquinho e lento. Sobretudo na primeira parte, altura em que o apagão se notou mais. Mas ainda deu para ver qualquer coisinha que animasse num início de segunda parte mais condizente com as últimas exibições da equipa. Esses poucos minutos valeram pelo resto. Mais velocidade, adversário encostado lá atrás e jogo empolgante. Mas, com o segundo golo, logo se voltou à triste normalidade. Um alívio disparatado e um mini-frango de Helton trouxeram a Académica ao jogo. Injustamente porque, até aí, nada fizeram. Nestes casos, convém valorizar o que foi mesmo importante: os 3 pontinhos. Mas convém que não se repita disto porque os sustos costumam aparecer nestas ocasiões...

Individualmente, gostei de Moutinho. Para mim o MVP. Foi o elemento que foi abanando o jogo e impedindo que o público fosse perdendo o interesse. Seguidamente Otamendi. Está em boa forma e já tem sido habitual nos meus destaques. Lucho e os colombianos estiveram bem mas também não fizeram nada de muito extraordinário. Pela negativa, Vitor Pereira, por causa da opção por Mangala. Faz o que pode mas, ali e com o tipo de futebol que praticamos, não chega. A equipa fica manca ofensivamente e é desnecessário havendo a opção por Miguel Lopes. Além disso, do outro lado Danilo continua a não canalizar jogo como esperaríamos.

Venha a taça. Sorteio e jogo difíceis. Mas este título tem escapado pouco nos últimos anos...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Objectivo mínimo atingido


Foi mais um bom jogo do FCPorto. Não ganhámos mas sabemos que, nesta competição, nem sempre é possível. Jogávamos na Ucrânia perante um adversário que necessitava da vitória para não ser eliminado da prova (não estará o matematicamente, mas pouco falta). E o que vimos foi um jogo que apenas não esteve controlado nos primeiros 5 minutos e nos 10 minutos que se seguiram às substituições do adversário. O resto do jogo foi todo nosso. Isto perante uma adversário que precisava de ganhar e que estava perante o seu público. Nada mau e exactamente o contrário que sucedeu na época passada. Foi a grande crítica que se podia apontar a Vitor Pereira; a péssima campanha europeia do ano passado. Pois este ano conseguimos o objectivo no menor número de jogos possível e estamos qualificados à quarta jornada. Pelo que vejo dos outros grupos, nem vale a pena nos preocuparmos muito com o primeiro ou segundo lugar. É jogar o jogo pelo jogo e logo se vê...

Individualmente, gostei dos que deram mais tranquilidade à equipa e de James. Para mim foi ele o MVP, porque futebol são golos e ele criou todos os lances em que estivemos perto de facturar. Por outro lado, Lucho serenou muito o jogo da equipa e isso fez com que ela tenha ganho confiança. Por último, Helton. exibição muito serena e eficaz perante uma defesa remendada e que se poderia ter tornado num pesadelo. Não aconteceu e a segurança na baliza ajudou. Menções honrosas para Varela, Otamendi e Danilo. Pela negativa, Defour. Alguns passes errados perigosos mancharam a sua exibição.

No Domingo regressamos ao batatal que vai envergonhando o majestoso estádio do Dragão.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sobreviver à ausência de Hulk e ... ao relvado...


No primeiro desaire da época (e só foram dois), numa altura em que ainda tínhamos Hulk, Vitor Pereira queixou-se do relvado do Gil Vicente. Mal sabia ele que ainda teria de lidar com a perda de Hulk e com um relvado horrível no Dragão. A perda de Hulk era até mais previsível... Mal sabíamos nós que, para que uns milhares de pessoas pudessem ouvir ao vivo e à chuva a lamechice pegada dos Coldplay, teríamos nós e o Vitor de passar os jogos no Dragão com o coração nas mãos. É que já são demasiadas as lesões no Dragão e acreditar que o fraquíssimo estado do relvado nada tem a ver com isso, é como acreditar no Pai Natal ou nas previsões macroeconómicas do Gaspar... São já 3 titulares que sucumbiram perante as toupeiras do Dragão, e todos na zona da defesa. Quantas equipas aguentam estas contrariedades? Começo a compreender a baixa intensidade empregada pelo Danilo. Ao menos assim não se magoa...

Vamos ao jogo. Bom, agradável e com futebol que a espaços chegou a ser brilhante como na fantástica jogada do primeiro golo. Além disso, ainda tivemos momentos individuais brilhantes como o golaço de Varela, a segunda finalização de Jackson e os passes 'a rasgar' do Moutinho. Voltámos a ter Jackson e Varela num bom nível. James começou a ver os outros companheiros de ataque a distanciarem-se na lista de marcadores e resolveu encurtar as distâncias. Para mim foi ele o MVP. Temos neste momento uma dinâmica ofensiva bastante interessante e variada. Já sabemos que nem sempre é muito intensa mas desta vez o adversário não causou problemas e a boa forma de Otamendi chegou para as encomendas.

Resumindo: bom jogo, bom futebol e vitória moralizadora, apesar das lesões.

Quanto ao jogo de Kiev, julgo que o melhor onze inlcuirá o Mangala a defesa central, o Miguel Lopes na lateral esquerda e o Defour no meio-campo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Reviravolta para o Presidente


São já mil jogos! Parabéns Presidente! Na foto, Jackson está a agradecer a outro Senhor, mas os portistas bem que podem agradecer a Pinto da Costa na mesma posição...

Mas se a intenção era a de oferecer a vitória ao Presidente, podíamos ter arranjado uma coisa melhorzinha. Foi sofrida, sem muita inspiração, mas com uma segunda parte que chegou para a reviravolta. Não foi grande coisa mas o Presidente gostou na mesma...

Vamos por partes. Na primeira tivemos um golo sofrido muito cedo e de bola parada. Estas coisas acontecem e não seria preocupante se não fosse o segundo jogo seguido em que sofremos golos em cantos marcados ao primeiro poste, com a defesa e Helton a olharem de cadeirão para a movimentação dos avançados. Lances a rever visto que, com Mangala em campo e com a ajuda de Jackson, temos demasiados cabeceadores na área para tantos calafrios. Passará, por exemplo, por posicionar um destes no primeiro poste. Com o golo a estratégia de contenção do Estoril ganhou ainda mais alento e a falta de vontade portista também ajudou. Na segunda parte, as coisas melhoraram. Não foi uma diferença grande mas melhoraram um bocadinho. E esse bocadinho aliado à óptima forma de Jackson chegaram para se conquistarem os 3 pontos.

Individualmente, mais uma vez, o MVP é Jackson. Assistência, golo e presença em todas as jogadas de perigo exceptuando aquele centro de Varela que, por engano, vai à barra. Vai ganhando a pulso uma posição de destaque no plantel e começa a soltar-se cada vez mais. Prova disso foi o lance do empate e a forma como parte para o drible. Gostei ainda de Danilo. Tinha uma extremo 'chatinho', daqueles que morde os calcanhares e que não desiste de nenhum lance. Não perdeu um único lance na defesa e isso é bom visto que era por aí que vinha coleccionando críticas. Gostei mais uma vez de Otamendi. Para mim continua a ser o terceiro melhor central do plantel atrás de Maicon e Rolando, mas está em boa forma e tem jogado bem. Pela negativa, Maicon. Não fez nada de especial e ainda teve alguns erros como um canto que cedeu estupidamente e um lance em que o avançado do Estoril cabeceia à vontade na sua zona. Mangala não me convence a lateral e não percebo porque não se aposta em Miguel Lopes para a posição. Assim ficamos sem apoio ofensivo na lateral esquerda. Para terminar, Fernando oscilou entre o descontrolo da primeira parte que lhe valeu um amarelo e a oferta do canto que deu golo, e o brilhantismo da segunda parte onde, a par de Jackson, foi dos melhores.

Objectivo conseguido. Seguem-se dois jogos em casa para cimentar a liderança. Venham daí mais vitórias e já agora venham maisl mil!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Interruptor


É talvez a grande crítica que tenho a apontar ao FCPorto deste ano: tem oscilações de intensidade dentro do próprio jogo. Liga, desliga, volta a ligar, desliga novamente e no final as coisas têm-se composto, com excepção de Barcelos e de Vila do Conde onde já ligámos tarde demais. Desta vez, Vitor Pereira argumenta que a paragem afectou a forma da equipa. Acredito, mas nem sempre pudemos apresentar essa desculpa. Se calhar o problema é outro, existe e deverá ser atacado antes que traga mais dissabores. É que resolvido este problema, teremos condições para estar confiantes neste FCPorto pós-Hulk. Esta constante rotação da organização e do centro do jogo entre Lucho, Moutinho e James, tem confundido facilmente os adversários que têm de lidar com vários focos de imprevisibilidade. Depois, a qualidade que temos nas extremidades do jogo equipa é maior. Por exemplo, temos um avançado capaz de gerar confiança nos colegas e nos adeptos, coisa que não tínhamos na época anterior. Temos ainda jogadores sólidos nas alas como Varela e Atsu (apesar de andarem a alternar nas boas exibições) e sobretudo nas laterais onde Alex Sandro e mais recentemente Danilo mostram muita qualidade e encaixam na perfeição no esquema de circulação de bola rápido que temos implementado. Ou seja, por mim o esquema parece estar bem montado, mas faltará a VP conseguir gerir a intensidade de outra forma. Sei que é impossível  ter estes índices lá em cima durante todo o jogo, mas convém saber controlar o jogo por forma a que os 'desliganços' sejam com bola e não em correrias atrás dela.

Ontem  não gostei propriamente do jogo. Não achei nada de especial. Vi os bons promenores habituais mas não vi uma produção ofensiva ao nível de jogos anteriores. O que vi foi uma eficácia tremenda. Não tem sido habitual, mas em 5 oportunidades tivemos 3 golos e isso resolveu muita coisa. Aqui entra o homem do jogo: Jackson. O primeiro golo é bastante bom pela forma como protege a bola da investida do defesa. É de matador. Além disso impressiona a facilidade de finalização seja em que circuntâncias for. Vimos isso ontem naquele remate de pé esquerto em rotação e até na bicicleta que mandou à barra quando já estava em fora de jogo. Entusiasmante! De resto, Lucho e James estiveram bem dividindo entre eles as assistências para golo. Danilo também me agradou apesar de continuar a distrair-se um pouco na marcação defensiva. Não gostei de Moutinho apesar de se saber que não sabe jogar mal. Também não gostei da entrada de Atsu. Otamendi e Fernando borraram a pintura no segundo golo do Dínamo  e Helton teve demasiada dificuldade com os cantos do Veloso. É qie foram todos iguais e todos perigosos. Varela jogou medianamente mas o golo é muito bom. Quanto a Mangala... Chega a ser hilariante a forma como qualquer adversário que se aproxima dele, aparece irremediavelmente e violentamente capotado e estatelado no chão... Continuo a não gostar daquela oscilação táctica da entrada de Defour para a ala direita de um 4-4-2 clássico. Até percebo a ideia de aproximar James de Jackson, mas não percebo porque não se aposta num ala de raiz. Ainda assim, gostei que tivesse saído Moutinho em vez da habitual substituição de Lucho.

Quanto aos 9 pontos, é bom sinal mas ainda não chegam. Reparem que com um adversário tão fraco como o Zagreb no grupo, se facilitarmos nas duas deslocações que temos,  sobretudo na da próxima semana, podemos facilmente acabar com uma igualdade a 12 pontos entre 3 equipas no final do grupo. Além disso, o primeiro lugar no grupo será sempre importante no sorteio dos oitavos. Está próximo mas convém não desligar...

Última nota para o horrível equipamento alternativo deste ano. O terceiro equipamento é muito mais bonito, mas já sabemos que o que é alternativo é o escuro e esse podia estar bem melhor...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sem crónica


Em solidariedade com o jornalismo português com greves, despedimentos e com grupos angolanos a comprar tudo e mais alguma coisa, não vai haver crónica esta semana. Por isso e porque não vi o jogo... 

Vi apenas os minutos finais e foi uma coisa bem fraquinha. Segundo percebo e me foram dizendo, deu-se oportunidade a muita gente e ninguém aproveitou para ganhar pontos junto do treinador. Dizem-me que só Atsu mexeu um pouco e que o golo de Danilo foi a única coisa que se aproveitou. Pouco. Alguns jogadores que se diz que prometem, não cumprem nas oportunidades que vão tendo e é pena. Falo sobretudo de Kleber, Iturbe, Mangala, só para citar os que têm tido mais minutos. Não é caso para alarme mas são mais razões para se pensar que este plantel poderá não ser tão equilibrado quanto isso. Quanto à declaração final do treinador, direi que era dispensável e que foi demasiado teatral. É que o Sr. também tem culpa naquilo. Mas também não esteve assim tão mal... 

Com as selelecções e com este interregno gigantesco no campeoanto, não são só os nossos jogadores e treinadores que desrespeitam a competição. Os organizadores da prova e os que arranjam este calendário têm mais responsabilidade...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Por uma vez o Vitor não tem culpa em maus resultados


E daí até tem alguma. Pouca. A Champions do ano passado ficou aquém das expectativas... 

Mas não foi por aí que veio este resultado negativo. Sem grandes e aprofundadas análises até porque, apesar de ser esta a minha área, isto é um tasco cibernético onde se fala essencialmente de futebol, direi que sempre me mantive preocupado com a gestão e a saúde financeira do clube. E é nesse estado que continuo. Todos sabemos que a actividade do futebol dá rendimentos a toda a gente menos aos clubes, que vão acumulando resultados negativos e passivos galopantes. Acontece assim com quase todos os clubes grandes, médios, pequenos e até com o clube do fundo da nossa rua. O problema é que isto é tratado como uma inevitabilidade. Assume-se que para equilibrar o barco financeiramente a parte desportiva sofre. Assentes nesta premissa os gestores aplicam os seus esforços numa gestão de danos por forma a que o seu rombo seja inferior ao do adversário. No final, quando isto começar tudo a 'estourar', e não faltará assim tanto, os outros 'estouram' primeiro... Ora eu não acho que isto tenha de se aplicar ao FCPorto. A brilhante gestão desportiva das últimas décadas deu ao FCPorto algo que a maior parte dos clubes não tem, que é um rendimento desportivo muito superior ao que seria de esperar perante os recursos de que dispomos. É isto que a maior parte dos clubes não tem e é isto que, na minha opinião, poderia e poderá ser aproveitado para que a gestão financeira passe a acompanhar mais de perto o nosso sucesso desportivo. Mas não é isso que tem acontecido e continuamos demasiado dependentes daquele encaixe na venda dos nossos melhores jogadores, da prestação na Champions, etc., quando, pelo menos, já deveríamos estar numa posição de maior segurança.

Quanto às contas em si, deixo apenas umas notas até porque ainda só temos o anúncio. Faltará a análise ao mapa dos fluxos de tesouraria que é a área que mais me preocupa, o detalhe do que são as amortizações e do que são as imparidades, e falta também saber o que está nas contas de 'saco' nomeadamente a dos 'Outros Passivos' corrente e não correntes. Ainda assim é fácil de explicar o decréscimo nos proveitos operacionais, visto que este ano já lá não temos os 15 milhões do AVB e visto que o rendimento na Champions foi medíocre. Faltará mais uma vez saber em que consiste o aumento nos FSE's. Conseguimos perceber que a mais valia nos negócios Falcao e Guarin não foi tão elevada como se esperaria visto que o resultado na transacção de passes foi inferior ao dos dois anos anteriores. Os jogadores saem por preços elevados mas os custos de aquisição têm crescido consideravelmente... É de referir que aqui não entraram Hulk e Alvaro Pereira. Esses ficarão para o próximo ano. Quanto à parte patrimonial, é de referir que este resultado negativo é mais do dobro dos resultados positivos acumulados nos últimos 5 exercícios e voltamos a ter Capitais Próprios negativos. Mau sinal. É também preocupante o montante do passivo corrente: 170 em 220 milhões. É demasiado e indica que as dificuldades de tesouraria que nos vão chegando por rumores e por notícias de atrasos em pagamentos como no caso de Defour e Mangala, são para continuar. É de referir que vai cair este ano o empréstimo obrigacionista. Óbvio que será substituído por outro. Falta saber as condições que se terão de oferecer para garantir o sucesso desta operação.

Mas já me alonguei mais do que o que queria. Em suma, continuo preocupado e julgo que os portistas deveriam ter uma melhor noção de que a situação das contas do clube está bem longe do seu habitual fulgor desportivo. Mais cedo ou mais tarde isso vai começar a influenciar os resultados desportivos. Será que aí já darão importância ao assunto?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Best Of dos Golos de Calcanhar...

Razões profissionais tem levado a que apareça menos neste nosso blogue com os vídeos de outros tempos, pelo que o aparecimento, pelo menos nesta fase, será mais esporádico... contudo, tenho acompanhado a actividade portista oficial neste imenso espaço online e partilho o best of dos golos de calcanhar do FCP, um dos quais (o segundo), parece-me que a fonte foi mesmo a do nosso blogue... aproveito para referir que tenho gostado bastante do trabalho dos responsáveis pelo canal do fc porto no youtube, em particular os vídeos promocionais dos jogos...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Taco colombiano


Foi o ponto alto da noite de ontem no Dragão. Grande golo do Jackson! Execução magnífica e muito cedo no jogo. Mas a exibição da equipa não esteve à altura. Julguei que a partir daquele grande momento, perante um adversário destroçado pelo calcanhar e pelos acontecimentos recentes, a equipa partisse para uma exibição arrebatadora. Puro engano. Dá a ideia que jogamos bem até ao primeiro golo e que depois nos retraímos ou relaxamos. É perigoso e isso já se viu em Vila do Conde. O que nos valeu é que do outro lado estava um adversário estéril que pouco rematou e que não conseguiu uma única oportunidade de golo durante o jogo todo. E assim chegou o nosso futebol acinzentado. Não diria que foi cinzento durante todo o jogo. Assistimos a algumas jogadas interessantes e fomos perigosos nas bolas paradas. Simplesmente esperava mais perante o adversário de ontem e perante o golaço que marcámos tão cedo no jogo. Isto apesar das pesadas contrariedades que tivemos com as lesões de Maicon e de Alex Sandro, sendo que esta última nos impediu de desfrutar da superioridade numérica que James nos arranjou.

Jakson Martinez acaba como MVP óbvio. Marca aquele golaço e sofre o penalti do segundo golo. Não entusiasma em algumas acções no jogo mas tem feito por provar o seu valor e poderá estar ali um caso sério se se conseguir integrar melhor na pressão ofensiva e se aprender o timing certo para soltar a bola. Gostei também de Moutinho, Otamendi e Mangala. James esteve bem mas não esteve brilhante. Atsu voltou a entrar bem mas mantenho a confiança em Varela. Danilo deu um arzinho do que pode fazer em terrenos interiores. Como lateral não me entusiasma e continua a dar muito espaço e a não procurar a linha de fundo. Pela negativa Lucho. Não parece ter regressado em grande forma da Argentina. Ainda por cima falhou um penalti. Continuo a não gostar da substituição de Lucho por Defour. Ainda por cima precisamos dessa substituição mais tarde...

E eis que chega mais interregno de Três semanas. Que maravilha! Este calendário foi mesmo bem pensado. É que pelo meio desta ausência de competição teremos que reentrar a frio na Champions... Génios, este organizadores!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Meio a zero chegava...


... mas assim também está bom... 

Foi uma noite de algum sofrimento no Dragão. Muitas oportunidades desperdiçadas e um adversário que chegou poucas vezes à nossa baliza, mas sempre com muito perigo. Dava a ideia que poderia ser uma daquelas noites em que a boa exibição não iria evitar uma desilusão. James acabou por resolver o jogo num lance de pura eficácia para júbilo do Dragão.

A equipa apresentou-se bem com Lucho e Moutinho muito envolvidos na organização e na pressão em terrenos avançados. Mas se o primeiro brilhou mais nas recuperações que no último passe, Moutinho fez tudo bem. Terá sido o seu primeiro grande jogo nesta época e a equipa já precisava. O homem estava em todo o lado, mas começou por espalhar o pânico na ala esquerda com a ajuda de Varela e Alex Sandro. Na segunda parte e com as mexidas acabou por aparecer noutros terrenos e até é dele o passe para o golo de James, isto apesar de Fernando ter tocado ligeiramente na bola. Mas foi a referida pressão dos nossos jogadores mais avançados que fez a diferença. Grande parte dos lances mais perigosos surgiram de recuperações nessa zona do campo e isso ajudou a inquietar o PSG. É certo que também tivemos lances em que facilitámos, mas aí beneficiámos da noite pouco inspirada dos avançados adversários. Esta equipa do PSG não é fácil e está bem orientada. Foi um teste difícil à valia da nossa equipa.

Individualmente, para mim o MVP foi João Moutinho. Num plano bom estiveram James, Varela, Alex Sandro, Fernando e Lucho. Gostei ainda da entrada de Atsu que espevitou o jogo, isto apesar de Varela também ter estado em bom plano. Voltei a não gostar de Danilo e não gostei de alguns lances de Jackson em que se agarrou demasiado tempo à bola matando algumas saídas rápidas. Voltei a não gostar da troca de Lucho por Defour. É que nesse momento ainda nem estávamos a ganhar. Não percebo Vitor...

Mas isto está bem encaminhado. Quatro pontos no confronto com o Dínamo de Kiev darão o apuramento. E ainda temos o Dínamo de Zagreb em casa. Que esta performance acorde a equipa para o campeonato.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Soneca = 2 Pontos perdidos


E até podiam ter sido 3... Afinal não se aprendeu em Barcelos. Simplesmente, desta vez, a soneca foi mais curta e durou os primeiros 30 minutos da segunda parte. Não diria que, antes disso, estivessemos a fazer uma grande exibição. Longe disso. Apenas estávamos a fazer o suficiente para manter o jogo controlado e da forma pachorrenta que já tem sido habitual. Mas na segunda parte conseguimos baixar ainda mais a intensidade. E acredito que teríamos continuado naquilo até ao final do jogo não fosse aquela 'Maiconice' que ofereceu um golo ao Rio Ave. É certo que o adversário estava mais perigoso, que reforçou o ataque, mas não estava a criar perigo antes da nossa oferta. Que se aprenda de uma vez por todas que estes erros acontecem e que só há uma maneira de evitar sarilhos destes: se é para descansar em campo, que o façamos com resultados seguros. No mínimo um 2-0! E até parecia um resultado fácil de atingir. Dava a ideia que uma mera aceleração do ritmo de jogo nos levaria ao golo. Uma prova disso foi a forma como, perante o escândalo que o resultado chegou a atingir, criámos várias situações de muito perigo e até marcámos o golo do empate. Dava até a ideia que o golo da vitória estaria iminente se houvessem mais uns minutos de jogo. Enfim, tal como aconteceu em Barcelos... São já 4 pontos que perdemos à custa da falta de intensidade que mostramos. Já está na altura de aprender com isso...

Individualmente, gostei do MVP Miguel Lopes. Um golo e uma assistência são números óptimos para um lateral direito e, por mim, jogava de início na quarta-feira. Otamendi esteve bem com excepção de um lance em que corta rasteiro para a entrada da área. James teve dois ou três rasgos que definem jogos. Um deles deu golo e outro bateu com estrondo na barra. E até foi uma exibição acinzentada... Pela negativa, a ausência de Lucho, a recaída de Maicon na asneira e a desastrada substituição de Lucho por Fernando. Se o objectivo era dar ritmo a Fernando para quarta-feira, era escusado tirar fantasia à equipa. Custa-me reconhecer, mas acho que o Freitas Lobo teve alguma razão no comentário que fez e que repetiu imensas vezes como é seu apanágio. Mas ao contrário dele, eu continuo a achar que o Lucho e o James são compatíveis no meio.

Venha a Champions! Uma vitória na quarta-feira será um passo gigantesco em direcção à qualificação.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A culpa é da arbitragem...

Demita-se o Vitor Pereira! Falam do da Comissão de arbitragem... Temos já os efeitos da 'escandalosa' arbitragem do Xistra. Chumbo nas contas! Se a 'arbitragem' voltar a fazer das suas em Paços de Ferreira, (e entenda-se por arbitragem dois ou três lances duvidosos aliados à falta de médios do plantel, à ombrada de Luisão e à inacreditável pontaria dos avançados) teremos novo chumbo em 15 dias. Uiii... Medo! Siga o circo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

El diez


Mais uma vitória que, ainda por cima, valeu a nossa primeira liderança no campeonato. Já todos sabemos como costumamos fazer a partir do ponto em que chegamos a essa posição: não largar mais. Mais importante que isso foi a exibição de James. A equipa não fez uma exibição avassaladora, mas foi bastante agradável. Diria que, em termos exibicionais, estamos a dar passos curtos mas seguros e nota-se bem a evolução. Será mais em termos de confiança do que em termos tácticos, até porque jogamos da mesma forma que jogámos no ano passado. A diferença é a ausência do jogador que decide tudo sozinho. Pois este ano temos um que decide tudo mas em equipa. James chega ao fim do jogo com duas assistências e um golo. Em quatro golos, não está mau. Mais que isso é a alegria que transmite à equipa. Muitas foram as vezes em que se conseguiu virar e tinha facilmente 4 jogadores prontos a furar nas costas da defesa e os dois laterais bem posicionados no apoio. Não será uma surpresa para ninguém o rendimento de James na posição 10. Surpreendente é o facto de só o podermos ver perante uma rara ausência de Lucho. Será que os dois são compatíveis a jogar ao meio? Será este um desafio que vai para além das capacidades do nosso treinador? Se Vitor Pereira acha que não consegue pôr isto a funcionar, acho bem que não o tente. Mas será um desperdício... Teremos de nos contentar com as naturais incursões de James em direcção ao meio, mas partindo da ala. Relembro que não jogámmos com um 10 clássico desde que vendemos o grande Anderson Luís de Souza ao Barcelona. Já tenho saudades...

Destacarei também a jogada que decidiu o desafio. Golaço de Jackson Martinez! Decidiu o jogo numa altura em que o adversário já começava a ganhar a confiança que habitualmente estas equipas sentem quando não sofrem golos nos primeiros 30 minutos no Dragão. Logo veio o segundo golo transformando o resto do jogo num passeio.

Individualmente gostei do MVP, James, do Jackson e dos já habituais Alex Sandro e Maicon. Não gostei muito de Danilo. Então quando o vi a descansar a 15 minutos fim... Terá de perceber que tem concorrência forte. Se não percebeu quando ficou no banco em Zagreb, será que irá perceber?

O que importa é que atingimos o primeiro lugar. Que seja para não largar mais!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Vitória QB com dedicatória


Lucho jogou e marcou no dia em que perdeu o pai. Aquela braçadeira assenta-lhe como uma luva! Grande homem! Lucho acabou mesmo por ser a trave mestra desta vitória. Reparem que todo o nosso jogo primou pela paciência e pelo bom posicionamento, que permitiram ganhar imensas bolas no meio-campo adversário. Tudo características que Lucho traz ao jogo habitualmente e que a equipa ontem apresentou e que permitiiu que tivessemos inumeras oportunidades de golo para desperdiçar. Óbvio que o adversário não nos proporcionou aquela dificuldade 'Champions League', mas convém relembrar que, no ano passado, perante uma equipa pouco melhor que esta sofremos. Isso só valoriza este arranque com três pontos num jogo fora de casa. Isto além daqueles 10 minutos em que perdemos o controlo do jogo e onde poderíamos ter sofrido injustamente o empate. Empolgadas, estas equipas podem ser perigosas e é perfeitamente possível que os nossos adversários lá percam pontos. Em suma, resultado escasso, mesmo tendo em conta a exibição QB.

Individualmente destacarei pela positiva Lucho, para mim o MVP. Traz inteligência ao jogo e parece que está com um fulgor físico nada condizente com a idade. Depois temos Alex Sandro. A tendência de James flectir para o meio acaba por lhe dar todo o corredor para explorar. Tem feito este papel na perfeição e é para mim um dos grandes destaques da equipa neste arranque. Terá de se concentrar mais defensivamente nomeadamente nos passes nas suas costas. Isto apesar de não ter ainda sofrido grandes calafrios. Por último, destacaria Defour que, pela primeira vez este ano fez uma boa exibição no lugar de Fernando. O golo acabou por ser a cerejinha no topo, mas foi no posicionamento defensivo e na saída de bola que ele se destacou. Lembro-me ainda de uma grande abertura para Varela, coisa que Fernando simplesmente não faz. Dos restantes destacaria apenas Helton que teve ali uma fase de mais trabalho. Pela negativa, Jackson. Não se pode falhar coisas daquelas. Além disso, toda a bola que lhe batia nos pés e na cabeça saltava para longe. Exibição um pouco desastrada.

Venha daí o campeonato que já estamos com saudades. Inadmissível, termos 15 dias sem campeonato nesta altura. Adepto sofre em Portugal! Já não nos chega estes azares de termos de levar com comentários do João Querido Manha em jogos da Champions?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

V. Guimarães 1-1 FC Porto (88-89)...


Notas:
0m00s - Fez 24 anos esta semana que Vítor Baía se estreou na equipa principal do FC Porto e que nos motivou a recordar esta partida...
0m24s - Estreia de Branco como titular e Gomes no banco...
1m40s - Mais um golão de Sousa de bola parada... um misto de força e técnica...
2m10s - Tirar avançado e meter central... claro sinal que agora era só para defender...
2m51s - Não é muito visível, mas parece que Baía está em grande neste lance, garantindo um ponto para os azuis e brancos...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Vida pós-Hulk


A nação portista ainda está dormente com os acontecimentos do início da semana passada. Perdemos o nosso melhor jogador, que era 'só' o melhor jogador do campeonato. A sua perda aproxima automaticamente os nossos rivais em termos qualidade de plantel. Se isto já não era suficiente, aparentemente, perdemos na mesa das negociações para o nosso rival mais directo. Este 'aparentemente' tem obviamente a ver com as informações contraditórias que temos lido e ouvido nos últimos dias, mas sobretudo com as declarações de um dirigente do Zenit que diz que comprou os dois jogadores pelo mesmo preço e que, no caso de Hulk, o plano de pagamentos até é mais longo. Faltará saber se ficou com 100% dos passes dos dois, faltará saber porque é que desta vez o nosso comunicado à CMVM veio com mais detalhe em relação ao habitual, detalhe esse que, aparentemente, não é obrigatório e exigido a outros clubes. Pelo menos ainda não tinha visto ninguém especificar nestes comunicados o tal mecanismo de solidariedade e muitas vezes nem é dito que % do passe estamos a vender. Num comunicado do género dos anteriores apareceria que vendemos o passe do jogador por 60 milhões, sendo que depois, as comissões e outras coisas que tal só nos apareceriam à frente quando analisássemos as contas do clube. É isto que acontece habitualmente. Além disso, pode acontecer que este tipo do Zenit esteja a tentar enganar o seu próprio financiador, a Gazprom, e vai tentar meter este excedente dos 40 milhoes sorrateiramente no meio de outras contas a pagar. Isto porque sabemos que o investimento não foi consensual dentro do clube. Pode até acontecer que a verdade esteja entre os dois esquemas que apresento em baixo. Ainda assim, gostaria de ser esclarecido sobre os contornos do negócio visto que, para já, parece que ficámos mal e pode não ser essa a verdade.


Independetemente de tudo isto, preocupa-me mais o futebol. Como será o FCPorto sem Hulk? Temos uma solução conservadora que é a de continuar com o esquema habitual de 4-3-3 com James a poder jogar a extremo ou no lugar de Lucho e com as outras duas boas opções para as alas com Atsu e Varela. Teremos eventualmente uma solução mais arriscada e não completamente ensaiada, que é a de juntar Lucho e James em terrenos interiores e tendo ambos a responsabilidade de pensar o jogo da equipa. Neste caso passaríamos a jogar apenas com um extremo ou com um segundo avançado, ficando as alas para as duas gazelas brasileiras que se espera que expludam este ano. Moutinho e Fernando terão de segurar as pontas em ambos os esquemas e julgo que não há dúvidas que darão conta do recado. No meio de tudo isto, tenho implicado no meu raciocício que temos treinador para isto e para muito mais. Estou neste momento a fazer um esforço para apagar da minha memória tudo o que nele me irritou na época passada. Não está a ser fácil... Ele sabe que tem este ano um trabalho ainda mais complicado. Tem ele e tem o resto da equipa. Ouvi em qualquer lado que agora passamos a jogar apenas com seres humanos ditos 'normais'. Só esqueceremos o super-heroi se resolvermos a sua ausência em equipa. Que se tenha a noção disso!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cromo da Semana - Josef Mlynarczyk...


"Josef Mlynarczyk nasceu em Nowa Sol, na Polónia, em 20 de Setembro de 1953. Na Polónia, depois do clube da terra, o Dzamet -Nowa Sol, passou pelo modesto BBTS Bielsko-Biala seguindo-se o Odra Opole chegando depois a um dos maiores clubes polacos, o Widzew Lodz, onde foi bi-campeão polaco. Titular indiscutível da selecção polaca nos mundiais de 1982, em Espanha (onde ajudou a conquistar o 3º lugar) e no México, em 1986 (onde derrotou a selecção portuguesa) só em 1984, já com 31 anos, conseguiu obter autorização para emigrar (devido às restritivas políticas do regime comunista) tendo rumado a França para jogar no Bastia. Em Janeiro de 1986 (a meio da época 1985-86) chega ao Porto para fazer concorrência a Zé Beto mas rapidamente é lançado por Artur Jorge num decisivo Benfica - Porto, em 15 Janeiro de 1986, e Mlynarczyk corresponde mantendo o resultado em branco e ajudando a equipa a ganhar confiança depois de 3 derrotas consecutivas fora de casa. Depois desse jogo o Porto volta aos bons resultados e consegue ser campeão ultrapassando os vermelhos na penúltima jornada depois destes perderem em casa com o Sporting e o Porto ter ido ganhar 1-0 a Setúbal com um monumental golo de Paulo Futre que arrancou do meio do campo e fintou todos os adversários.

"Mly" era um guarda-redes tipicamente da escola de leste. Alto, muito calmo e uma personalidade muito forte. Tinha como ponto menos forte a saída aos cruzamentos pois apesar dos 1,87 m de altura calculava bastante mal o tempo de saída da baliza o que também era uma característica dos guarda-redes da esola de leste. Também por isso, era um guarda-redes que normalmente ficava entre os postes. Curiosamente, apesar da sua idade, ainda conseguiu evoluir nesse parâmetro e foi precisamente quando deixou de jogar aos 36 anos fruto de uma grave lesão que estava bem mais forte nas saídas aos cruzamentos.

A sua chegada ao Porto a meio da época foi vista com alguma desconfiança pois já tinha 32 anos mas a verdade é que a sua qualidade permitiu ao Porto readquirir a confiança que faltava e iniciar o arranque rumo ao bi-campeonato que chegou a estar muito complicado. Curiosamente, depois de ser decisivo na conquista do Campeonato Nacional 85/86 foi ainda titular na Selecção polaca no Mundial do México em que defrontou a congénere portuguesa e venceu por 1-0 permitindo que a Polónia passasse à fase seguinte e os portugueses regressassem a casa depois do famoso e muito feio episódio Saltillo. Começou a época seguinte atrás de Zé Beto de tal forma que o seu primeiro jogo na caminhada para Viena foi apenas na 2ª mão dos quartos de final, em Brondby a 18 de Março de 1987, em que ajudou a equipa a conquistar um sofrido empate a um golo (golo de Juary) que servia como uma luva depois da vitória por 1-0 na 1ª mão, nas Antas, golo marcado pela estrela argelina, Rabah Madjer.

A partir desse jogo, conquistou a titularidade e foi fundamental até à conquista da 1ª Taça dos Campeões Europeus em Viena frente ao Bayern de Munique. A época de 1987/88 foi a sua melhor época ao serviço do Porto, já sob o comando de Tomislav Ivic, pois ajudou não só a reconquistar o campeonato e a Taça de Portugal como também a conquistar a Supertaça Europeia contra o Ajax com duas vitórias por 1-0 (golos de Rui Barros em Amesterdão e Sousa no Porto) e a Taça Intercontinental, em Tóquio, no jogo mais incrível e épico da história do Futebol Clube do Porto. Sob uma neve intensa o Porto venceu o Peñarol de Montevideu por 2-1 após prolongamento com golos de Gomes e Madjer e Mlynarczyk foi um dos heróis com várias defesas importantes.

Na brilhante época de 87/88 assumiu um protagonismo muito especial nos quartos de final da Taça de Portugal. O Porto recebeu o Boavista e não foi além de um empate a 2 golos pelo que teve de haver novo jogo agora no Estádio do Bessa. Como o empate sem golos se manteve nos 90 minutos e depois nos 30 minutos de prolongamento, a passagem às meias finais teve de se decidir nas grandes penalidades. Depois de vários acertos chega-se ao quinto pontapé e Mly defende o remate do jogador do Boavista e marca ele mesmo o penálti decisivo carimbando o passaporte para as meias finais onde eliminámos os Vermelhos (Onde é que eu já vi este filme?) e fomos ao Estádio de Oeiras (Jamor) derrotar o Guimarães (onde é que eu vou ver isto?) por 1-0 com golo de Jaime Magalhães muito perto do fim.

Depois de uma grave lesão pendurou as chuteiras no final da época 88/89 passando a integrar a equipa técnica do Porto como treinador de guarda-redes onde teve como principal discípulo Vítor Baía que ajudou a crescer e a tomar bem conta baliza. Regressou depois à Polónia para, também como treinador de guarda-redes, integrar a equipa técnica da selecção polaca primeiro e do depois. Um grande guarda-redes que só não deixou mais saudades porque ele próprio tratou de preparar o seu sucessor."

Texto do blogue Bibó Porto Carago do blogger DRAGÃO66...

Carreira...
Fonte: ZeroZero

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

No timming certo...

... dificilmente há outra altura do ano com 15 dias seguidos sem haver qualquer jogo!
Fonte: Maisfutebol...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Tudo muda em 24 horas


Nem de propósito. Depois do post de Domingo em que defendia que a exigência aumentava pelo facto de Hulk ficar, ele saiu. Voltamos à estaca zero. Nada a que o nosso clube não esteja habituado: teremos de nos adaptar mais uma vez ao facto de termos perdido o melhor jogador da equipa. Soluções não faltam: James, Varela e Atsu encabeçam a lista dos sucessores naturais mas ainda há Kelvin, Iturbe e Sebá. Desejo a Hulk a melhor sorte do mundo e tenho imensa pena que só uns russos financiados por uma empresa pública de gás natural que tenham a visão de contratar este portento de jogador. Hulk merece clube e campeonato melhores. Mas é a vida e o FCPorto tinha de vender. Ainda bem que tudo se resolveu.

Nota final para a forma de anúncio do negócio. Muita confusão, comissões e outras coisas que não percebo e nem quero perceber. A Bola até aproveitou para bradar na sua capa de hoje que Witsel saiu pelo mesmo valor. Óbvio que não saiu pelo mesmo valor,  apesar de ser claro que as papoilas fizeram um melhor negócio em termos meramente financeiros. Mas ficamos por aí. Hulk foi mais caro mas deu um retorno desportivo à equipa que Witsel nunca deu e que não daria se ficasse mais 8 anos. É daquelas comparações com aquela honestidade intelectual habitual. Segue o circo na travessa da queimada.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Plantel reforçado, exigência aumenta


Para já, Hulk e Moutinho ficaram. Digo 'para já' porque há países onde ainda não fechou o mercado e a Rússia é um deles. Mas não me parece que se vá ter surpresas nos próximos dias. Sendo assim, resta-nos uma evidência: temos melhor plantel que no ano passado. Isso significa que não será admissível, por exemplo, que não se ultrapasse o grupo em que calhámos na Champions. Significa que o futebol da equipa terá de evoluir rapidamente para patamares que, no ano passado, só atingiu na ponta final do campeonato.

E para que o futebol da equipa evolua, comecemos por jogar com os melhores... Atsu promete, mas James é outra coisa. Esta opção não me chocou no jogo anterior, mas em Olhão foi um erro. Ainda bem que se reconheceu cedo e a tempo de virar o jogo. James começa a colocar-se cada vez mais perto de Lucho e o futebol da equipa multiplica-se em criatividade. Ficamos sem um dos extremos mas os laterais têm pedalada para fazer o corredor todo. Será importante que James e Lucho não se atropelem. Não foi o que aconteceu. Quanto ao resto do jogo, tivemos dificuldades causadas pela ausência de Fernando e pelo facto de a equipa ter ainda dificuldades na transição defensiva rápida. Foram várias as vezes em que os contra-ataques do Olhanense traziam superioridade numérica. Ainda assim, a coisa compôs-se com uma boa ponta final de primeira parte que acabou por desmoralizar o adversário. O arranque da segunda parte confirmou naturalmente a inversão do resultado.

Individualmente, James tem o destaque. Jackson marcou um bom golo e começa a ganhar confiança. Esperemos que pegue de estaca, porque a equipa precisa de um avançado com estas características. Gostei também de Moutinho que não se importou muito com a transferência que, pelos visto, falhou por minutos. Hulk resolveu à bomba os seus problemas de tracção e Maicon continua imperial. Continuo a gostar de Alex Sandro. Tem aquele ar 'desligado' e até parece pouco competitivo, mas ataca muito bem e canaliza muito jogo. Não gostei de Defour. Notou-se a ausência de Fernando e isso diz tudo.

Mais uma pausa para selecções. Já nem chateia nem nada...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O Rato Atómico...

Um dos elementos das últimas equipas técnicas do nosso clube, o qual nunca perdeu nenhum encontro oficial como treinador principal, é o cromo recordado da semana...

Rui Barros era um verdadeiro rato atómico e quando falamos dele vem, inevitavelmente, à memória o seu golo em Amsterdão contra o Ajax na primeira mão da Supertaça Europeia de 1988...

Rui Barros fez uma época de sonho na sua época de estreia no FCP, sendo que na época seguinte foi logo transferido para a Juventus, apenas regressando anos mais tarde...

Chegou, viu e venceu... sintetiza o seu primeiro ano no Dragão depois de ter jogado no Varzim, sagrando-se Campeão Nacional, vencendo a Supertaça Europeia e sagrando-se Campeão do Mundo na neve de Tóquio...

Fez uma mítica dupla com Domingos quando regressou na época em que éramos comandados por Bobby Robson...

Wikipédia...

"Rui Barros foi campeão nacional de juniores pelo FC Porto em meados da década de 80. No seu percurso juvenil vestira as camisolas do Aliados de Lordelo, do Rebordosa, o clube da sua terra, e do Paços de Ferreira. A exemplo de outros, não teve a sorte de subir imediatamente à equipa principal, tendo sido emprestado, para rodar, ao Covilhã (2ª Divisão) e ao Varzim. Ao serviço deste último sagrou-se campeão da Zona Norte da 2ª Divisão. Regressou ao seu clube de coração na ressaca da conquista da Taça dos Campeões Europeus. Lançado por Tomislav Ivic, contribuiu para as vitórias na Taça Intercontinental e na Supertaça Europeia. Neste último jogo, marcou mesmo o único golo com que o F.C. Porto derrotou o Ajax, na primeira-mão, na Holanda. Este golo, obtido após uma abertura de Gomes, isolando-o na cara do guarda-redes, resumiu as qualidades que fizeram dele um jogador de eleição na Europa: a rapidez e a técnica. Foi com naturalidade que assinou pela Juventus. Jogou lá dois anos e ainda hoje é considerado uma das velhas glórias da vecchia signora. Em 95 jogos (incluindo campeonato, taça e provas europeias) fez 19 golos, tendo ganho uma Taça de Itália e uma Taça Uefa. Entre 1990 e 1993 jogou no Mónaco (ao lado de George Weah) de Arsène Wenger, ao serviço do qual marcou 4 golos na Taça das Taças, contribuindo para a ida à final, que acabaria por perder para o Werder Bremen, em 1992. Na época de 93/94 jogou no Marselha (com Futre), antes de regressar ao FC Porto para ser um dos obreiros do futuro PENTA-campeonato. Foi internacional por 36 vezes (desde 1987 a 1996) e marcou 4 golos ao serviço da selecção."

Cromo...
Carreira...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

"O Sporting não devia dar tão tarde porque dá sono..."

Imperdível...

Farense 0-1 FC Porto (87-88)...


Notas:
- 0m00s - Recordação motivada pela deslocação dos azuis e brancos neste sábado ao Algarve...
- 1m36s - Grande arrancada de Rui Barros... leva tudo à frente e consegue o golo solitário que nos daria 2 importantes pontos..,
- 2m33s - O Paco Fortes tinha ar de ser daqueles jogadores de raça... e com estilo... aquelas meias para baixo não enganavam...
- 3m02s - Este tipo de faltas raramente eram marcadas... agora também já é menos usual os guarda-redes sairem com o pé tão levantado...
- 3m27s - O árbitro a não deixar entrar a assistência para o Jaime Magalhães... Muito Bom!
- 3m52s - Celso sem cerimónias...
- 4m36s - Estádio completamente cheio...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Arranque


Depois da entediante exibição da primeira jornada em Barcelos, esperávamos uma resposta  à altura. Terá sido este o verdadeiro arranque do campeonato. E viram-se coisas interessantes. Desde logo, 'espetámos' quatro golos a essa agremiação pela qual eu tenho tão pouca simpatia, que é o Vitória. Depois houve ali bons momentos e bons golos. Não mais que isso. Óbvio que o ritmo não aumentou assim tanto e também não me parece que a equipa esteja sequer perto do potencial que tem. Ainda assim, deu para animar as bancadas cheias daqueles adeptos que só têm a possibilidade de ver o FCPorto ao vivo uma vez por ano.

Quanto ao jogo, tivemos as alterações óbvias nas laterais, com a entrada daqueles que, à partida, serão os titulares. Digo 'à partida' porque não sabemos o que irá acontecer até ao final da semana. Por exemplo, se sair Moutinho, julgo que uma das opções mais credíveis para o lugar é o Danilo, sendo que até o Alex Sandro fez recentemente esse lugar na selecção olímpica brasileira. Nesse caso, Miguel Lopes agarrará a titularidade com facilidade. Outra alteração que vimos foi a entrada de Atsu para o lugar de James. Quanto a isto julgo que Vitor Pereira esteve bem e jogou com a iminente saída de Hulk. Por um lado, ficou claro mais uma vez que Atsu já tem pedalada para estas andanças. E ainda há Varela que entrou bem e é um suplente de luxo. Depois temos a transição de James para o meio, onde ele ambiciona jogar e onde muitos julgam ser o seu lugar natural. Eu sou um deles. Ou seja, se Hulk sair, haverá três soluções muito boas para as alas com James, Atsu e Varela. Se Hulk não sair, haverá a possibilidade de ir passando o testemunho de organização de jogo entre Lucho e James. É difícil de jogar com tantas incertezas mas não me parece de o Vitor faça mal em abrir o seu leque de opções. Isto apesar de ser um crime ter James no banco. Por falar em Lucho, continua a demonstrar que o factor idade ainda não pesa assim tanto, muito menos em jogadores que, como ele, imaginam facilmente as jogadas antes de todos os que os rodeiam em campo. Quando se é inteligente a jogar não é preciso correr mais que os outros... Moutinho e Fernando elevaram um pouco o nivel do seu jogo e facilmente se foi conseguindo criar lances de perigo, quer pelo bom apoio dos laterais ao ataque, quer pelas jogadas individuais de Atsu e Hulk, quer pelas combinações a meio, orquestradas por Lucho e Moutinho. O primeiro golo surgiu numa delas. Vários toques de primeira e a bola entra facilmente em Lucho que não falhou perante uma tentativa falhada de 'passe de morte'. Depois, perante a fraquíssima réplica do adversário, foi só gerir até que os golos aparecessem naturalmente. E podiam ter sido mais.

Individualmente o destaque de MVP vai para Lucho. No entanto, não houve nenhuma exibição que me desagradasse. Também não houve nenhuma super-exibição. Hulk e Atsu estiveram bem, o meio-campo dominou o jogo facilmente e a defesa não teve trabalho. Até os suplentes James e Varela entraram bem.

Mas tudo isto é demasiado incerto. Continuaremos à espera dos desenvolvimentos desta semana. Pelo que vejo, a nossa intransigência negocial tem arrastado os processos de venda e mesmo de compra para a deadline do mercado. Isto torna muito difícil a vida do treinador e deixa os adeptos nervosos e colados às notícias de desportos destes últimos dias. Segue a inquietude...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Cultura do Piton de Alumínio...

(post anteriormente publicado e actualizado em 24.08.2012)

Depois de recordado no último vídeo, nada melhor que a distinção de cromo da semana para Jaime Pacheco, homem que passou pelos dois clubes que se vão defrontar neste fim de semana e que agora se encontra a realizar uma aventura profissional na China como treinador.

Jaime Pacheco teve uma ascensão meteórica, começou a jogar futebol no Rebordosa com 16 anos e passado 4 anos estava no FC Porto, contratado por José Maria Pedroto, para ele o verdadeiro mestre, não há cá Special Mourinho's, principalmente depois do bate-boca entre eles: um só tinha um neurónio e o outro, pelos vistos, era doente mental.

Esteve nove anos no Porto, pelo meio esteve duas épocas no Sporting mas ainda regressou a tempo de se tornar Campeão Europeu. Depois ainda passou pelo Setúbal, Paços, Braga, Rio Ave e Paredes. Representou ainda a selecção no França84 e no México86. A primeira experiência no comando técnico duma equipa foi no Paços de Ferreira quando era jogador-treinador, mas a primeira vez que assumiu somente a pasta de treinador foi no União de Lamas. E seria nas Antas que se deu a conhecer quando, para a Taça de Portugal, empatou a zero mesmo com Jorge Silva a falhar um penalty nos últimos minutos da partida e não provocar um escândalo ainda maior. Nessa época, Pimenta Machado levou-o para Guimarães para tirar o clube do fundo da tabela e na época seguinte estava nas competições europeias. Curiosa a saída de Guimarães quando estava no segundo lugar porque, segundo Pimenta, não gostou da forma como Pacheco se dirigiu a uma pessoa da Direcção... Acho que já ouvimos desculpas melhores...

No entanto, foi a sorte dele, foi para o Boavista e lá viveu os melhores anos de treinador, participações na Liga dos Campeões, título de Campeão Nacional e até às meias-finais da Taça UEFA chegaram (ameaçando um derby tripeiro em Sevilha) foram o máximo que conseguiu atingir enquanto treinador. Teve, também, um outro ponto alto logo a seguir, em Mallorca, quando obrigou Samuel Eto'o a vestir calções em vez das calças de fato-de-treino. Talvez este episódio tenha justificado a sua curta estada em Espanha... isto e os maus resultados. Depois foi sempre a cair, Guimarães, Boavista, Belenenses e, por fim, Al-Shabab na Arábia. Agora está na China enfrentando uma nova aventura profissional.

Frases «à la Pacheco»:1. "Caneleiras desde o primeiro dia! Um jogador não pode passar o treino a pensar que pode magoar-se, portanto é melhor estar protegido."
2. "quando o Benfica não ganha o jornal "A Bola" não vende"
3. "Com respeito por todos, agora pelo Jorge Jesus, fiz mais que todos os treinadores portugueses que chegaram a um grande. Não fui apenas campeão, fui duas vezes segundo classificado no campeonato e o Jesus foi quinto no Braga com uma equipa melhor que aquela que o Domingos tem agora."
4. "O sr. Amândio de Carvalho, que ainda hoje está na federação, prometeu-nos em França um cartão vitalício, que nos havia de permitir entrar em qualquer campo para assistir a um jogo. Nem isso cumpriu. No México, supostamente tínhamos direito às camisolas de jogo. Nem isso. Fiquei com a do último jogo e entreguei-a em Fátima como promessa."
5. "Eram outros tempos, tinha colegas que fumavam ao intervalo e davam tudo no relvado; tive outros que bebiam água e leitinho e não se mexiam lá dentro"
6. "Não gosto de falar dele (de Mourinho), como gente não presta. Nunca me meti com ele nem acho que deva falar dele. O meu único desejo é que o salário mínimo dos portugueses triplique e todos sejam felizes. Não sei se vou dar um ou dois apartamentos aos meus filhos, mas quando morrer ao menos que se lembrem que eu dizia sempre a verdade. Como costumo dizer, só minto à minha mulher! A mais ninguém!"
7. "no ano em que o Rui Águas e o Dito trocaram o Benfica pelo FC Porto, o Toni convidou-me para ir para o Benfica. Tinha 27 anos. Mas já tinha dado a minha palavra ao FC Porto."
8. "O João Pinto teve grandes dificuldades de adaptação ao Boavista. Não estava preparado psicologicamente para passar do Sporting para aquele Boavista. Não estava preparado para uma descida tão grande (de qualquer maneira, a sete jornadas do fim do campeonato e com cinco meses de salários em atraso ainda lutávamos pelo segundo lugar). Por outro, também não estava bem fisicamente, e a fase de divórcio também não ajudou."
9. "o Bosingwa - lembro-me que ficou muito zangado quando o coloquei a jogar a defesa direito e hoje está onde está"

10. "O Petit deve lembrar-se bem. À terça-feira doía-lhe sempre ou o dente ou a unha. Deixava-o a correr horas a fio - da parte de tarde já não tinha dor."
11. "Repare - e aqui não estou a falar de A ou de B -, para se chegar a certos lugares é preciso ir a muitas capelas ou a muitos bruxos. Duvido muito que as grandes portas se abram sem que se faça isso. Posso chegar ao fim da vida com menos dinheiro e menos currículo mas tenho coluna."

12. "É verdade, fui proibido (de jogar na equipa de veteranos do Porto), mas o problema está ultrapassado. Como disse, conheço os motivos da tensão. A verdade é que não gosto de pedir favores e enquanto treinador tive que fazer declarações em defesa do meu clube que não caíram bem em alguns meios. E, portanto, tudo isso tem um preço, mas tenho uma excelente relação com muita gente do FC Porto."

Cromo...
Carreira...


Nota de Rodapé: Repostagem do "cromo" Jaime Pacheco com algumas actualizações. Rubrica que terá presença assídua no nosso blogue às sextas-feiras.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Crónica requentada


Escrevi isto na noite do jogo. Entretanto, não voltei a ter acesso ao texto que escrevi e, sinceramente não me apeteceu escrever outro. Na altura chamei-lhe «O primeiro jogo de pré-época de Hulk». 

Hulk é o único jogador que jogou em Barcelos que não fez pré-época. Será o único que tem desculpa para jogar no ritmo que se jogou. Há ainda Alex Sandro mas esse já entrou na fase da desgovernação. Aquela primeira parte é daquelas que bem se definem em conversas ao intervalo com um «isto vai dar merda...». Todos os condimentos estavam lá. Ritmo lentíssimo, sobranceria, adversário inóquo e em busca do pontinho e aquela estúpida e perigosa noção de que o jogo se vai resolver a qualquer altura. Pois claro que o que se previa se cumpriu. Trouxemos um pontinho de onde no ano passado não trouxemos nenhum. Poderia até ser um mal menor. Mas não me sai da cabeça que entre o que aconteceu nesta época e a anterior, apenas muda a eficácia do Gil nas bolas paradas e uma arbitragem que este ano foi pouco menos escandalosa. E isso dá-me a ideia que de um ano para o outro não se aprendeu com os erros, o que considero grave. O forcing final não chegou e perdemos uma boa oportunidade de ganhar vantagem.

Individualmente o destaque vai para Hulk. É o incrível e é sempre ele a mexer com a equipa mesmo quando não faz uma exibição portentosa, como foi o caso. Gostei da entrada de Alex Sandro. Seria previsível e não se percebe como é que se queimou uma substituição quando ele podia perfeitamente ter jogado de início. Tirando isso, gostei das mexidas do banco. Os dois avançados poderão resultar bem contra estes autocarros e notou-se que as oportunidades de golo e de perigo aumentaram com esta mexida. Gostei mais de Jackson do que em ocasiões anteriores. Nota-se bem a sua presença, sobretudo no contronto físico e no jogo aéreo, sendo que, depois troca a bola fácil e sem invenções. Não gostei James e do Moutinho. Já sabemos que o Moutinho não sabe jogar mal mas espero muito mais deles. Atsu também entrou bem. Os restantes estiveram a um nivel apenas regular.

Mas esperemos que esta exibição cinzenta se trate apenas uma ligeira prolongação da pré-época e que a competição a sério chegue já no meu regresso ao Dragão. Que saudades!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mais uma...


 A crónica será tão rápida como o interesse que esta pré-época tem tido para mim... 

Ok. Será um pouco mais longa visto que uma frase não daria para falar do jogo de Sábado. Fico contente que a nossa grande contratação para esta época já facture. Não direi que me tenha convencido. Até me parece um pouco lento, mas são apenas as primeiras impressões e são mais positivas que negativas. Quanto ao jogo, foi mediano e ao nível do que tem sido a pré-época. A vitória é justíssima e a Académica não mereceu estar tanto tempo empatada. A equipa com este Lucho que já não tem a pedalada que tinha (pés e ideias não lhe faltam) e sem Moutinho fica partida. Fernando faz o que pode, mas não dá para ligar tamanha distância. Isto leva-me à questão da ausência de Moutinho do onze titular. Se não está vendido ou à venda, se não há nenhum caso de indisciplina, não aceito que não seja titular. Já estamos sem o melhor jogador da equipa e ainda ficamos sem o motor. Estão a tentar provar-nos que ganhámos sem eles? Poupem-nos! Esta política que se tem tido com os jogadores vendáveis é desastrosa. A começar por Belluschi, Sapunaru, Fucile, Alvaro Pereira, Rolando e até Varela. São jogadores que, pelos vistos, queremos vender. Mas é escusado encostá-los no banco ou na bancada. É ruinoso desportivamente e sobretudo economicamente. Salvar-se-á a moral do grupo? Até ao primeiro resultado negativo... Esperemos que não chegue e que as perdas sejam apenas financeiras.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Que fazer com Hulk?


Eu sei que o homem é um tanque, que tem uma estrutura física capaz de aguentar tudo e mais alguma coisa. Mas poucas férias teve e não está a fazer pré-época. Está já em competição. E quando acabar a competição vai à Suécia dar mais uma perninha num dos cinco (!?) amigáveis que a selecção do Brasil marcou para este Verão (Inverno lá). Sinceramente, nem sei se não valerá a pena vendê-lo e preparar a época com o seu sucessor, esteja ele no plantel ou não.