quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Step(a) by Step(a) vai-se aproximando a saladeira



Lamento desde já o jogo de palavras fraquinho que usei do título. A verdade é que queria destacar o jogador que melhor aproveitou as oportunidades que Janeiro trouxe aos menos utilizados do plantel. Não bastando as exibições sólidas na Taça da Liga, Stepanov arrancou ontem uma exibição muito boa, limpando toda a sua área de acção com vigor sobretudo com grande segurança e autoridade. Já aqui vínhamos dizendo que se trata de um jogador capaz de tudo, seja exibições como a de ontemm, seja um penalti desnecessário no último minuto de um jogo. Mas uma coisa não podemos deixar de notar, no ano passado, sempre que errava dava em golo do adversário o que fez com que se esquecesse quase tudo o que de bom tinha feito até aí. Tal raciocínio poderia levar-nos a ponderar se teria sido precipitada a sua retirada do onze, mas estamos num clube onde não se pode tolerar erros daqueles. Rolando também é jovem e no entanto nunca o vimos perder a compostura ou a concentração. Por isso é o titular. Jesualdo arriscou e ganhou. Mas a vantagem destas exibições de Stepanov é que, em caso de necessidade, lançá-lo na equipa já não será tão arriscado, sendo até capaz de fazer com que não se note a ausência do colega. Quem dera que outros tivessem aproveitado desta maneira. Guarín tem vindo a afogar todo o entusiasmo que muito tínhamos com o seu potencial por entre inúmeras trapalhadas. Mariano continua a ser primeira solução para mexer no ataque mas está a anos de luz dos titulares. Farias será sempre refém da nossa forma de jogar. Tommy Costa é um jogador certinho e percebe-se que equilibra a equipa quando entra, mas também parece estar longe da qualidade de Lucho e Raul Meireles. Quanto aos outros… Para mim, tirando Pedro Emanuel não contam. Não espero nada de Sapunaru, Benitez, Bolatti, etc. É de mim ou só fizemos duas substituições? Sintomático…


Vamos ao jogo. Marcámos muito cedo o que fez com que o Leixões tivesse que fazer pela vida, posição em que não se sente muito bem. Até porque não tinha um único avançado disponível. Não é que o Mota lhes tenha dado muito uso preferindo aproveitar-se das potencialidades de Wesley que é o chamado 9 e meio (Chumbinho não parece capaz de fazer o mesmo papel). Assim, tivemos do outro lado, tal como em Braga, uma equipa com um meio-campo capaz de abrir espaços mas sem poder de fogo lá na frente. E perante a nossa dupla de centrais, está claro que não poderiam haver muitas oportunidades de golo para o Leixões. Teve duas de cabeça que Nuno defendeu bem. Uma surgiu de um incrível e invulgar passe errado de Bruno Alves. A segunda surgiu quando Stepanov estava a ser assistido fora do campo. Mais nada e apesar das dezenas de cruzamentos, Cantos e remates de fora da área. Mais uma vez apesar de permitirmos muita posse ao adversário e apesar de termos alguma peças menos eficazes a jogar, não permitimos muitas oportunidades ao Leixões que estava obrigado a procurar o golo. Mas este posicionamento recuado no campo preocupa-me um pouco. Pensei que teria acontecido em Braga que ficaria por aí, mas ontem aconteceu o mesmo. Valeu-nos mais uma vez a dupla de centrais e o meu segundo destaque de ontem: Raul Meireles. Bom jogo a trinco. Joga de maneira diferente de Fernando mas a eficácia foi a mesma dando até a ideia o seu raio de acção chega até ao apoio aos laterais o que é importante. Mas julgo que faz falta mais à frente sendo o jogador que melhor complementa Lucho. Num segundo plano, gostei de Mariano na primeira parte e Nuno que fez bem o seu papel. Todos os outros roçaram entre mediania e a mediocridade. Mesmo assim voltamos a desperdiçar várias oportunidades de golo. Parece que estamos destinados à relação de um golo por cada seis oportunidades claras falhadas.


A verdade é que o nosso calendário não pára. Nem dá para sentir a curta distância a que já se encontra o estádio de Oeiras. Depois de Braga, vem a mais um jogo de título. Espera-se uma equipa ultra-defensiva, que requer portanto, outro tipo de jogo. O tal que não funcionou frente a Marítimo e Trofense. Recomendo um Lucho mais avançado e a aparecer mais sobre a direita tal como tem acontecido, mas só a espaços. E atenção aos amarelos visto que deve ser nomeado um artista com dedo tremulo no gatilho dos amarelos a Lisandro e Hulk…


Equipa para Belém:


Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raul Meireles, Lucho e Rodriguez; Hulk e Lisandro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Outras Vitórias em Braga...

Recuamos 15 anos e recordamos uma vitória aparentemente fácil do FCP na cidade dos arcebispos... contávamos no banco com Tomislav Ivic e uma táctica de catennacio apenas com Emil Kostadinov na frente... neste jogo foi suficiente... dois golos do búlgaro resolveram...




Notas:

- o primeiro golo do FCP... passe longo e Kostadinov a resolver... muitas vezes foi assim...

- a velocidade de Secretário e a facilidade com que ultrapassa o defesa no segundo golo...

- a táctica defensiva do FCP... 4 defesas, 2 trincos e depois Secretário, Folha, Semedo e mais lá na frente Emil Kostadinov...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Que curioso... Um Dragão!


"Que curioso..." Esta nova rubrica que se pretende seja publicada todas as terças-feiras, tem por objectivo abordar muitas curiosidades ligadas ao nosso FC Porto, algumas vezes também prometemos dar uma espreitadela lá fora, mas desde o emblema a treinadores, dirigentes ou jogadores que já fizeram ou fazem a história do nosso clube, vamos falar de tudo um pouco.

Para o primeiro texto, o tema escolhido foi o Dragão! Onde começa a relação entre este símbolo mitológico e o FC Porto? Após muitas consultas pela biblioteca virtual, facilmente se encontram algumas teorias, mas a mais coerente e, se calhar, a mais fidedigna leva-nos a uma longa viagem no tempo.

Desde já, convém referir que o emblema do FC Porto nem sempre foi assim, nos primórdios era uma simples bola de futebol azul com as iniciais FCP a branco, só nos anos 20 se decidiu a união do emblema ao brasão da cidade, e é aqui que nos devemos centrar - no brasão da cidade - para perceber a relação entre o Dragão e o nosso clube.

O símbolo da cidade do Porto sofreu a primeira alteração (1517) com a inclusão da imagem de Nossa Senhora da Vandoma com o menino Jesus nos braços sobre um fundo azul e entre duas torres, mais tarde (1813 – o tempo passava depressa naquela altura) a imagem de Nossa Senhora aparece ladeada pelas duas torres mas encimadas por um lado por um braço e por outro por uma bandeira. Em 1834 no reinado de D Pedro IV ao brasão foi introduzido uma inscrição « Antiga, mui Nobre e Sempre Leal ». Este brasão era então constituído por um escudo esquartelado, cercado pelo colar da Ordem da Torre e Espada, tendo nos primeiros e quartos quartéis as armas de Portugal e nos segundos e terceiros as antigas armas da cidade. Encimava o escudo um dragão verde assente numa coroa ducal em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, título que D. Maria II atribuiu ao Porto.

Ah, estão a ver aquele coraçãozinho onde se unem os quartéis? Pois bem, representa o precioso legado que D. Pedro IV (pai de D. Maria II) deixou à cidade.

Conclusão: ainda bem que a coroa ducal tinha um Dragão em cima, senão amanhã estaríamos a ver o Porto-Leixões no Estádio da Nossa Senhora da Vandoma!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Linhas Tortas



Por duas jornadas consecutivas houve um jornal desportivo que usou o mesmo título para resumir a luta pelo primeiro lugar da Liga Sagres: «Líder por linhas tortas». Querem com isto fazer crer a falta de merecimento do clube que ocupa a liderança por causa dos erros de arbitragem de que beneficiou. E isto como se fossem perfeitamente comparáveis as duas situações. Pois não são. Na jornada anterior os erros de arbitragem permitiram ao Benfica ganhar um jogo que em que nada fez por merecer a vitória. Foi superado em tudo pelo adversário e ainda por cima jogava em sua casa e como tal, os erros de arbitragem transformaram o resultado numa aberração quando comparado com o que realmente se passou nas quatro linhas. Pois no Sábado em Braga não foi isso que se passou. Espicaçado com o jogo anterior, o Braga entrou com tudo no jogo e acabou por pagar por isso no fim da primeira parte. No entanto, o sufoco foi grande. Estava a ver o jogo com um assíduo frequentador deste blog e dizia-lhe que se aquele ímpeto do Braga não desse em golo rápido, dificilmente não ganharíamos aquele jogo e foi o que sucedeu. Jesus tentou jogar tudo naqueles primeiros minutos: o orgulho ferido dos seus jogadores, superioridade numérica no meio campo, a estreia de fogo de Cissokho tentando pressioná-lo ao máximo, etc. Nessa altura soubemos segurar o jogo através dos suspeitos do costume nestas ocasiões: Bruno Alves, Rolando e Fernando. Foi o trabalho destes jogadores que permitiu que a equipa fosse ganhando metros atrás de metros até aparecer o elemento desequilibrador: Hulk. As nossas primeiras oportunidades passaram todas pelos seus pés e já antes do golo, tinha criado numa jogada bem parecida uma situação de golo eminente, coisa que o Braga apenas conseguiu por uma vez já perto do final do jogo. É óbvio que o golo é precedido de fora-de-jogo, mas ao contrário do que diz Jesus, o golo adivinhava-se e surge pela forma como virámos o ímpeto do adversário contra si próprio. E por isso não foi surpresa nenhuma o segundo golo. Surpresa foi o facto de não termos conseguido aproveitar o espaço que tivemos para alargar o resultado. Se o tivéssemos feito, não teríamos que aturar as bocas que vamos ouvir durante a semana. Seria apenas um erro com influência no resultado e não dois, três ou quatro, dependendo do grau de discernimento dos adeptos dos outros clubes. O referido jornal considerou que foram erros suficientes para considerar que as linhas vão tortas. Eu cá acho que dado o passado recente, o facto de termos sido beneficiados nalguns lances neste jogo só poderia servir para endireitar um bocadinho essas linhas que têm vindo bem tortas e quase sempre em nosso prejuízo… São formas de ver as coisas e cada um puxa pelo seu clube. O problema é que eu sou um adepto e o outro é um jornal desportivo a quem se requer menos paixão clubista. Isto nem que seja para disfarçar…


Vamos à exibição da nossa equipa. Gostei de todos os titulares sem excepção. Especial destaque para o fenomenal Hulk, para o regresso de Lisandro aos golos e para o nosso trio de betão no centro da defesa. Por último gostaria de destacar as duas fantásticas arrancadas dos nossos laterais. Nenhuma resultou em golo mas servirão para que os dois jogadores ganhem confiança. E bem precisam visto que hoje em dia são duas posições de risco tal é a forma como os adeptos estão escaldados com as consecutivas opções falhadas. Cissokho só pode estar confiante. Foi posto à prova constantemente e respondeu à altura. Veremos o que pode dar mas repito o que já aqui disse: as expectativas são tão baixas que só pode surpreender. Por último, gostaria de destacar mais uma vez a entrada desastrada de Guarín que voltou a dar mão na área num lance incrivelmente ingénuo. Seria menos preocupante se tivesse sido a primeira vez que aconteceu…


Para a festa da Taça recomendo uma equipa pelo menos com grande parte dos titulares. Nem é preciso relembrar que há contas para ajustar…


Equipa para a recepção ao Leixões:


Ventura; Fucile, Stepanov, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Tommy Costa e Lucho; Rodriguez, Lisandro e Hulk.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Estalou o verniz...

A expressão é do comentador de serviço na RTP 2 e serve para relatar as incidências quentes vividas no Feyenoord - FC Porto de 1993, onde estava em jogo o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões... Depois da vitória caseira por uma bola (golo de Domingos), a banheira de Roterdão estava ao rubro para decidir o apuramento para a Liga dos Campeões... o lance envolve Fernando Couto e serve, não só para relembrar, mas também homenagear um homem do nosso clube que terminou a carreira recentemente, facto este que passou despercebido do grande público...

A cena é caricata e vale a pena recordar nos vídeos made in basculação...



Notas...

- lances típicos de centrais e pontas de lança, em que Couto não é excepção, mas que desta vez é mais vítima...

- depois a experiência do número 5 do Feyenoord, que dá uma excelente joelhada em Couto como se nada fosse com ele...

- o nosso Bicho não estava a passar ao lado do jogo e foi logo lá impor respeito (não percebi o que fez)... o 5 ainda reage e tenta acertar-lhe com a bola...

- depois o vídeo termina com Secretário a tentar explicar àquela estaca que no futebol é para se jogar à bola, até que chega o nosso capitão e, em bom português, diz o que aquele holandês merecia ouvir e ainda termina com um gesto com a mão dizendo: "Daqui a pouco vais ver como elas mordem..."

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

As meias que a Carlsberg queria



Estamos com dificuldade em perceber o que valem as nossas segundas linhas. Frente ao Setubal não foi mau. Já da Madeira surgem mais dúvidas. Diz-se até que Benitez fez a melhor exibição já alguma vez vista a um lateral esquerdo do FCPorto. Quem mo disse foi uma pessoa que esteve no estádio. O que não garantiu foi se se tratava de Benitez ou se era o Alberto João Jardim de tanga a barrar-se com tulicreme. Percebe-se a dúvida dadas as condições atmosféricas que Lucílio Baptista fez questão de identificar como próprias para a prática de futebol... Um pouco mais a sério: um jogo não basta para perceber o que vale um jogador, sobretudo se estiver sem ritmo. Assim ficamos apenas com uma pequena ideia visto que no Sábado já jogamos com grande parte dos titulares. Mas já há indícios. Vamos a isso. Dá para perceber que Guarín, apesar das condições técnicas e sobretudo físicas impressionantes, ainda não está preparado para ser titular. Falta-lhe maturidade e tranquilidade que o afaste das constantes trapalhadas em que se enfia durante o jogo. Farias provou sobretudo no último jogo que é uma solução que deveria saltar mais cedo do banco e que tal deveria ter acontecido nos jogos com Marítimo e Trofense. Benitez dá a ideia que não poderá dar mais do que tem dado o que é pouquíssimo. Já Sapunaru, dá a ideia que pode dar mais. A verdade é que falha consecutivamente e, sinceramente, já não acredito neste jogador. Isto significa que se Cissokho não vingar, e já se percebeu que ninguém tem as expectativas muito altas, continuamos com o mesmo problema. Pelé está a anos de luz de Fernando e também não parece uma solução imediata. Mariano tem estado sempre em bom nível nos jogos da Taça, coisa que não demonstra nas oportunidades que lhe têm sido dadas nos jogos mais a sério. Tarik parecia extenuado após 45 minutos com a Académica. E Tommy foi dos que menos impressionou nesta serie de jogos, o que até é estranho. O meu último destaque vai para Stepanov. Após 3 jogos a titular arrancou uma boa exibição frente à Académica. Com isto continua a adensar-se o mistério sobre o que vale este jogador.

A verdade é que se tudo isto tem sido um teste à qualidade do plantel não deu para sairmos impressionados e percebe-se que se houver lesões nas laterais e nos 3 da frente teremos problemas graves.

Uma última referência para os consecutivos erros inacreditáveis de arbitragem que têm beneficiado Benfica e Sporting. Normalmente lá mais para o fim da época fala-se do campeonato da segunda circular onde se luta pelo segundo lugar. Hoje em dia esse campeonato tomou novas proporções: qual o clube mais escandalosamente beneficiado pelos erros grosseiros e pela incompetência atroz dos árbitros portugueses? Tem sido uma luta taco a taco e tenho a impressão que vamos ter novos capítulos já na próxima semana. Não terá chegado a altura de alguém do nosso FCPorto dizer alguma coisa? A verdade é que com erros de arbitragem, erros de organização, e apesar da falta de entusiasmo à volta da Taça da Liga, acabamos por ter mais clássicos este ano. Se o elenco deste ano nas meias finais da competição se repetir nos próximos anos, estará garantido o sucesso da competição. Tal não implica que não haja muito para melhorar...

Equipa para Braga:

Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raúl Meireles, Lucho e Rodriguez; Lisandro e Hulk.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Outras equipas da Madeira...

Depois do nevoeiro da Choupana, recordamos outra equipa da mesma região autónoma que foi desaparecendo do principal mapa futebolístico português...

Os vídeos made in Basculação recordam um jogo nas Antas contra o União da Madeira com muitas peripécias que vai saber bem recordar, desde um golo inacreditável sofrido pelo jogador com mais títulos do mundo (alguém se recordava deste?), passando pela bárbara agressão que André foi alvo, terminando num mergulho de peixe do nosso F. Couto... Em duas palavras: MUITO BOM!




Notas...

- Vejo e volto a rever o lance do Baía... incrível...
- Será que o gajo do União foi expulso??? Não me parece...
- Timofte, outra vez recordado... que classe...
- João Pinto a marcar... e fazia com alguma frequência... até livres marcava...
- Só faltou a cambalhota do F. Couto...

P.S. Estou para ver a crónica do Prata de amanhã... será que foi à Madeira??? E mesmo que tenha ido, terá visto alguma coisa... só mesmo um árbitro daqueles para permitir um jogo naquelas condições...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

7,32 por 2,44 metros


São as dimensões de qualquer baliza num estádio de futebol. Podemos até pensar que estas dimensões se mantém ao longo do jogo. Pura ilusão. No Dragão, à medida que o tempo vai passando a baliza vai encolhendo. Pelo menos é o que parece. Mais uma vez continuamos a lutar contra todo o tipo de aberrações. Fora de casa temos tido golos inacreditáveis dos adversários, em casa temos tido as tácticas do autocarro. Hoje em dia costuma-se dizer que quem joga para empatar normalmente perde. Nesse caso sobra o anormal. Ora uma anormalidade que acontece duas vezes seguidas começa a tomar contornos de normalidade. E isso só vem de encontro ao que venho aqui dizendo: Os nossos índices de finalização são patéticos! Falarão da juventude e da falta maturidade mas não é aceitável o que se passou nos últimos dois jogos em casa. Por muito que se torne difícil criticar uma equipa que dá tudo, não nos podemos queixar da sorte em dois jogos seguidos. Há incompetência! E é isso que tem de ser dito aos jogadores. É isso que tem de ser admitido pelo treinador sob pena de isto continuar. Ou acham que os próximos adversários que recebermos no Dragão vêm jogar o jogo pelo jogo? Vão jogar exactamente da mesma maneira visto que a mensagem já passou: o autocarro funciona no Dragão. Cabe a Jesualdo ultrapassar isto da mesma forma ou melhor do que ultrapassou a crise de Outubro. Ontem passamos a ter o lateral esquerdo que passa o meio-campo. Não chegou. Veremos o que faz Cissokho mas à primeira vista, não parece que possa entrar imediatamente na equipa principal. Onde Jesualdo pode fazer alterações é no ataque. Faltam soluções vindas do banco onde apenas tínhamos 2 opções realmente ofensivas. Parece pouco para um jogo em casa. O problema é que individualmente, e com a excepção da entrada mais que desastrada de Guarín e da habitual inépcia de Farias, não se pode dizer que alguém jogou mal. Mas também não podemos dizer o contrário. O importante é fazer ver aos jogadores no FCPorto empenho só não chega. Tem de haver talento suficiente para marcar golos a equipas fechadas. Dá até a ideia que a única maneira de atacar com perigo sem ser em jogadas de contra-ataque ou de bola parada é dar a bola a Hulk e esperar que ele fure em força por uma ala. É pouco e ainda por cima não tem chegado…


A verdade é que pela segunda vez perdemos a liderança após apenas uma jornada e na próxima semana enfrentamos uma das melhores equipas do campeonato em sua casa. Equipa que ontem foi inacreditavelmente prejudicada em benefício dos que querem que os deixem ganhar dentro das quatro linhas. Como se estes roubos ocorressem em qualquer outro sítio… O que vale ao Braga é que na próxima jornada já deverá ter uma arbitragem mais benevolente, mais ou menos como a que teve o Trofense… Mas esta é apenas uma das coisas que me deixa intranquilo. O Sporting continua a jogar muito pouco e marcar cada vez que surge uma meia oportunidade tendo nos últimos 2 jogos marcado 3 golos de carambola em 4 marcados. Em suma, continuamos a apresentar melhor futebol, melhores jogadores. A diferença é que não estamos em primeiro e isso incomoda qualquer portista.


Equipa para a Taça da Liga na Madeira:


Nuno; Sapunaru, Stepanov, Pedro Emanuel e Benitez; Pelé, Guarín, Tommy Costa e Mariano; Rabiola e Farias.


Adenda:

Depois de ver aqui o comment do riskas é que fui ver o resumo do jogo visto que não me tinha apercebido que Rodriguez não tinha tocado na bola com a mão no golo anulado ao Lucho. Mais uma razão de queixa. O mais incrível é que o comentador do resumo da RTP sai-se com a seguinte pérola: «Rodriguez não chega a tocar na bola mas percebe-se claramente a intenção.» Mas o que é isto? Agora a intenção conta. Helton quando partiu para empurrar Milton do Ó para fora do campo deve ter pensado em fazê-lo com um pontapé no cú. De facto deveria ter sido expulso! Eu a certa altura estava com vontade de esganar os jogadores do trofense que perderam ao todo 20 minutos de jogo em fitas: invasão de campo com agressão! Interdição do estádio do Dragão! Vejam o ridículo que é o jornalismo desportivo com a vista toldada!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Política de empréstimos


Na última semana a política de empréstimos do FCPorto parece quase perfeita. No Domingo Helder Barbosa foi fundamental para afundar um adversário directo. Ontem Bruno Vale e Leandro Lima deram uma ajuda preciosa numa vitória dos nossos segundas linhas e quando a coisa parecia difícil visto que apresentamos uma equipa muito pouco entrosada. Pura ilusão. Tal como aqui temos dito, tal política apenas resulta da falta de eficiência na contratação de jogadores configurada num rácio de 1 contratação acertada em cada 4 tentadas. Tal só poderia resultar em excedentes no plantel. isto para além dos jovens que vão saindo das camadas jovens. Poderão dizer que serve para gerir a nossa relação com clubes da primeira liga que passam a ser clubes amigos, mas isso poderia ser feito apenas com os nossos jogadores vindos das camadas jovens. Tal torna-se preocupante visto que apresentamos consecutivamente resultados negativos se excluirmos as receitas extraordinárias provenientes da venda de jogadores. E todos sabemos a relevância das depesas com o pessoal e quanto tem custado trazer estes jogadores. Só em Mariano e Farías temos 8 milhões, e isto a título de exemplo. Ainda esta semana li Fernando Gomes da SAD do FCPorto a dizer isso mesmo: que presisamos de 25 milhões (!?) por ano para equilibrar as contas. Partindo do princípio que nos próximos tempos os clubes terão mais cautela no que a contratatações astronómicas diz respeito, poderemos ter problemas.

Vamos ao jogo. Preocupou-me a exibição de Pelé. Tinha a sensação que seria, de entre os que jogaram ontem, um dos que mais perto está da equipa principal. Pelo que vi, enganei-me. Passes falhados, muitas faltas e quase sempre mau posicionamento. Os nossos melhores foram na primeira parte Guarín e na segunda parte Mariano González. A exibição mais constante terá sido a de Ventura que teve bastante trabalho, tendo apenas errado um passe que resultou num lance de perigo que ele próprio acabou por resolver. Os restantes fizeram coisas boas e coisas menos boas, o que até é normal dada a falta ritmo. Destaque para a bipolaridade de Benitez que até atacou bem, mas que a defender... Sapunaru parece ter um problema semelhante, e o penalti cometido é inconcebível... Farías estava lá para facturar mas na segunda parte falha uma um golo mais que fácil, que na altura daria o 2-0. Fala-se que terá sido o último jogo de Stepanov pelo FCPorto este ano. Continuo sem perceber o que vale este jogador. Quando a defesa é pressionada ele parece cortar tudo o que há para cortar. Depois tem desconcentrações, falhas de posicionamento, chegando a falhar passes curtos. Continua a parecer um problema de concentração e maturidade porque, na minha opinião, tem mais potencial que o próprio Rolando, mas é preciso depois porvá-lo em campo coisa que não tem feito ao contrário do português. Destaque óbvio para os jovens que entraram, sobretudo Rabiola e Diogo Viana. Estiveram os dois muito trapalhões mas estiveram no lance do golo da vitória, o que poderá acalmar-lhes os nervos na próxima vez que jogarem. Aí sim poderemos perceber melhor o que valem mas deu para entusiasmar o sentido de oportunidade de um e a irreverência do outro.



Equipa para a recepção ao Trofense:

Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Fucile; Fernando, Raúl Meireles, Lucho e Rodriguez; Lisandro e Hulk.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Um típico jogo de Taça...

Os vídeos made in basculação regressam com uma encomenda dos habituais leitores desta rubrica... portista, mas com raízes em Viseu, ele estava ansioso por recordar estes momentos dum célebre jogo no antigo Estádio das Antas entre o seu FCP e o seu Académico de Viseu... o jogo terminou empatado aos 90 minutos, tendo o FCP apenas chegado à igualdade perto do fim do jogo... depois o prolongamento traduziu a diferença de ritmos das duas equipas e o resultado avolumou-se para os Dragões...



Notas:

- Época 1993/94, ainda com Tomislav Ivic...

- Timofte e aquele pé esquerdo... ok, foi com resultados, mas ainda deixou uns 3 ou 4 para trás...

- Paulo Pereira... tinha ficado marcado no início desta época com dois golos contra o Benfica, no empate caseiro a 3 bolas na primeira jornada do campeonato...

- Jorge Couto... potente remate ou será potente peru???

- Zé Carlos... um central a fintar???

- Do Académico de Viseu de destacar o início da carreira de Besirovic em Portugal e, claro, o mítico Zé de Angola...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Bom 2009!


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Até agora não tem sido nada mau o novo ano do FCPorto. Ganhámos um jogo que nunca tivemos controlado, nem mesmo após o golo fenomenal de Rodriguez. E como se tal já não fosse suficiente, ainda passámos para o topo da classificação graças ao Trofense e mais concretamente à excelente exibição do nosso Hélder Barbosa. Nada mau…
No entanto há que perceber que jogámos malzinho na Madeira. Por incrível que pareça foi a inspiração momentânea dos nossos avançados que disfarçou os erros defensivos primários cometidos. Tudo começou logo após o falhanço de Lisandro Lopez. Com uma bola à barra quase no primeiro minuto, poderíamos pensar que ia haver uma entrada forte no jogo. Engano. Seguiu-se uma série preocupante de passes errados em zonas recuadas que culminou no golo do Nacional que para variar, é mais uma aberração na linha dos golos sofridos com a Naval, Estrela, etc. A partir daí, Lucho que era já o jogador com mais passes falhados em campo, resolveu assumir finalmente o jogo. Apesar de apenas ter resultado na segunda parte, notou-se uma atitude diferente perante o jogo. O mesmo se pode dizer de Rodriguez. Será que há algumas semanas tentava aquele número? E não convém esquecer a grande jogada da primeira parte em que passa por três e assiste Lucho e só não dá golo por causa de uma excelente defesa. A verdade é que conseguimos a custo chegar à vantagem, mas nesse momento é que surgiu o factor mais desconcertante da exibição da equipa. Depois da ‘virada’ não dá para perceber a quantidade de jogadas perigosas seguidas do Nacional. Ou melhor, até dá. Aproveitaram muito bem o facto de estar Mariano a lateral direito tal como tinham tentado aproveitar o Pedro Emanuel a lateral esquerdo. Problema grave a resolver. Dificilmente ganharemos alguma coisa este ano com tanta permeabilidade pelas laterais. Tal torna-se especialmente preocupante dada a forma de jogar do Atlético de Madrid… Por isso, não foi surpresa o empate do Nacional o que vem agudizar a sensação de falta de controlo do jogo que temos demonstrado. Valeu-nos um lance impensável do defesa contrário para que pudéssemos sair ilesos no meio de tanta trapalhada lá atrás. Individualmente, gostei do Lucho, do Rodriguez e da entrada de Guarín. Fiquei assustado com os dois golos falhados por Lisandro. São oportunidades demasiado claras… Não gostei do Hulk tirando o pequeno pormenor de ter marcado dois golos. Bruno Alves está nos dois golos, e no segundo tem muitas culpas porque nem sequer tenta atacar a bola nem tão pouco tem noção onde está o avançado. Pedro Emanuel é um jogador a menos a atacar e um jogador lento a defender. Começo a ponderar se hei de continuar a pedir a sua titularidade no centro da defesa. Na lateral, peço a Jesualdo que me poupe dos sustos…
Mas estamos em primeiro que é inevitavelmente o nosso destino. No entanto não queria deixar de falar em algo que me preocupa e que deve suscitar a nossa atenção. Este ano parece fundamental para todos que o FCPorto não seja campeão. Percebemos bem as diferenças de tratamento que, dado o passado recente, até já não nos incomodavam muito. No entanto, este ano tudo se tem vindo a agudizar. Falo sobretudo sobre a pressão na arbitragem. Há tempos percebemos como a histeria geral dos responsáveis sportinguistas transformaram um jogo em que fomos largamente prejudicados, exactamente no contrário. Deixámos passar tendo apenas Jesualdo comentado o assunto. Mas o que temos assistido no recente caso Pedro Henriques ultrapassa tudo o que é aceitável. Durante mais de quinze dias discutiu-se como o maior roubo da história um lance! Apenas um lance num jogo em que se houvesse justiça, seria apenas a jogada do empate de um jogo que o Benfica não mereceu vencer. Assistimos portanto a um movimento nacional e constante de indignação. A mensagem é clara: por muito pouco que o Benfica jogue, os lances de arbitragem duvidosos não serão perdoados e teremos toda a máquina de propaganda a funcionar contra o culpado seja o Pedro Henriques ou qualquer outro dos infiéis. E nós caladinhos. Isto apesar de não termos visto marcado um penalty claríssimo na Amadora e uma expulsão ontem quando Maicon agarra o Lisandro que estava isolado. Tornar-se-iam mais simples essas duas dificílimas vitórias e são lances claros. Pena que a máquina de propaganda esteja do outro lado. Nada a que não estejamos habituados, mas preparem-se que este ano vai ser bem pior.