segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Estreia de Rui Barros foi melhor



Esta semana temos uma frase no título para que fique clara a ideia base da crónica. Há uma clara oposição entre as duas estreias apesar de ambas trazerem uma estabilidade nas opções iniciais. Rui Barros não mudou nada. Nem onze, nem estilo de jogo, nem desenho táctico. O que vimos de diferente foi alguma melhoria nos índices de motivação, que se traduziu numa intensidade diferente. Como seria de esperar, o efeito desvaneceu-se à medida que foram aparecendo novos jogos e os jogadores percebiam que aquela era uma solução interina. Peseiro foi mais ambicioso. Tínhamos ficado com a sensação que a abordagem seria de ruptura total com o passado, mas pensava que seria temperada com alguma prudência. Era pelo menos o que eu faria. Terei de louvar a ambição de Peseiro e até poderei louvar os resultados a médio prazo. Mas a curto prazo o que tenho é o pior jogo da época no Dragão. O jogo com menos remates, o jogo com menos posse de bola, com menos controlo do jogo e dos ímpetos ofensivos do adversário. Ao mudar tudo em três dias de treino, Peseiro tinha de saber que isto poderia acontecer. Mas arriscou e teve a sorte de sair com os três pontos. Justos mas não seguros. 

Aprofundando na medida do que me é possível, parece-me que de um jogo para o outro passámos a utilizar o miolo. Brahimi e Corona fogem da linha abrindo caminho para Maxi e Layun. O objectivo é fazer com que a bola consiga entrar no rectângulo imaginário há frente da área adversária e, se não entra, a alternativa é explorar as costa da defesa com lançamentos longos. Isso faz-se com a ilusão que os movimentos em direcção à bola que Aboubakar, André e os extremos fazem, imediatamente antes de disparar em direcção à baliza. De facto, uma revolução no nosso jogo que só me parece errada por não ser uma transição mais harmoniosa. Desde logo chocámos com a agressividade do adversário que, aliada à inadaptação dos nossos jogadores ao novo esquema, resultou em diversos e perigosos contra ataques. Por outro lado, os interpretes. Este esquema exige precisão no passe e qualidade na recepção de bola sob pressão. Aqui tivemos problemas ao nível da precisão do passe por parte dos centrais, de Danilo e sobretudo de Herrera que jogou mais recuado do que habitual. Tivemos adicionalmente problemas na recepção entre-linhas em que André teve dificuldade e Aboubakar esteve francamente mal. Sendo assim, a revolução de Peseiro chocou por ser uma revolução e por não prever as dificuldades que os jogadores iriam ter, por dificuldades de adaptação e por falta de características técnicas para uma assimilação harmoniosa do novo sistema. Será que uma semana é suficiente, para que estas dificuldades desapareçam? Eu acho que algumas trocas de jogadores poderiam amenizar o impacto da mudança. A título de exemplo, a saída de Herrera, eventualmente de Aboubakar do onze, ou a troca de Danilo por Rubén Neves. Mas, mesmo assim, acho que o segredo estará no refrear dos ímpetos reformistas de Peseiro.

Individualmente, gostei de Maxi. Para mim o MVP, que só não teve mais destaque porque o árbitro protegeu demasiado os seus oponentes. Numa segunda linha, Brahimi e Corona pareceram ter menos dificuldades que os colegas nesta transição. Ainda assim, não foram exibições ao nível da do MVP. Pela negativa a dupla de centrais. Teve mais trabalho que o habitual e isso fez com que se notassem algumas fragilidades ao nível do passe e do próprio controlo da profundidade. Herrera esteve mal em quase todas as jogadas. Saiu tarde do jogo e só espero que não se perca um jogador por causa da táctica. Mas se a táctica funcionar sem ele... Suk pode ser outro caso parecido com André André. Descontando o facto de não ser portista, que torna o André André num caso à parte, é outro jogador que tem um coração que exponencia o seu rendimento, apesar de ter características técnicas que parecem inferiores às da concorrência. Aboubakar que se cuide. Ele que também jogou muito pouco. Nota final para a entrada de Varela para 10. Estando Brahimi e Corona em campo, esta opção soou a pedido ao Presidente de outra opção para aquela zona do terreno...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Entrevista



Só tenho um comentário a fazer à entrevista de ontem do nosso presidente: não gostei! Pelo que nos foi dito, está eliminada a raiz de todos os males. As coisas só podem melhorar agora que não temos Lopetegui a usar e abusar das suas funções como treinador...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Lei de Murphy


Esta é a semana da Lei de Murphy no FCPorto. Passo a explicar:

1) Contratámos um treinador cujo currículo se resume a uma Taça da Liga e a uma semana em que tivemos talvez a mais cruel aplicação da Lei de Murphy à carreira de um treinador de futebol.

2) Depois temos estas 'frangalhadas' que, pelo timing, são uma claríssima aplicação da Lei de Murphy ao nosso futebol. Só falta jogar Gudiño no Domingo e marcar um golo na própria.

3) Sendo um jogo da Taça da Liga, temos sempre este confronto entre os flops e os jogadores jovens e promissores do plantel. Para variar, o rendimento dos B's foi superior. É simples dizer que Garcia foi melhor que Angel, que o Sergio foi melhor que o Imbula e que o André Silva foi melhor que o Varela. Só aqui, Formação 3, Comissão 0. Logo na semana em que estão à vista algumas fragilidades directivas...

4) A realização estava com uma pontaria tremenda para as posses desastradas dos nossos responsáveis. Apanhou Rui Barros a rir no final, Pinto da Costa a rir a seguir ao golo sofrido e Peseiro a bocejar. Logo agora que pretendemos dar uma ideia de mudança de rumo...

5) Para terminar, tivemos declarações da nossa lenda viva, Vítor Baía que, pela falta de conteúdo e timing, pareceram próprias de um membro do conselho leonino. Era péssimo per se, mas a resposta veio pela companheira do nosso presidente. Perfeito! E veio até fazer insinuações sobre a vida pessoal do Vitor. Que saudades que tínhamos destas intervenções das 'primeiras damas'... Só espero que não lhe dêem um programa no Porto Canal!

E é isto. Só posso temer pela qualidade dos esclarecimentos que se exigem ao nosso Presidente na entrevista de logo. Não que eu duvide das suas qualidades! É a forma como esta semana nos está a correr... Estamos com uma claríssima tendência para o desastre.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Pé(seiro) Frio



Com certeza que já tinham saudades destes meus fraquíssimos trocadilhos. Cá fica mais um! Que dizer sobre o nosso novo treinador. Em primeiro lugar posso dizer que me saiu um fod#-$# assim que soube. Em primeiro lugar porque se falou de vinte gajos e este não era um deles. E depois porque a marca de José Peseiro é a marca do 'pé frio'. Lembramo-nos do treinador que conseguiu, em apenas duas semanas, perder uma final da Taça UEFA, em casa, e passar de primeiro para terceiro no campeonato. Mais tarde, tentando refazer-me do choque, relembro outras histórias como a que relata que era melhor academicamente que José Mourinho, e a sua grande reputação ao nível do treino. É, além do mais, um treinador experiente com bom conhecimento do campeonato. Entra numa altura difícil com expectativas muito baixas. Está longe de ser a solução que idealizava, mas é treinador do FCPorto e terá o meu apoio como tiveram todos os outros. Bom trabalho! Há títulos para ganhar já este ano!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Falta de chama


Já não há Lopetegui. Quem deveremos culpar? Rui Barros? Não me parece justo. Tudo o que fez foi nada mudar. E fez bem porque estava apenas interinamente no lugar. A quem está a prazo, exige-se um 'governo de gestão' e isso Rui Barros fez bem. Eu tenho problemas com a opção por Danilo mas reconheço que não tem sido por aí que o FCPorto tem jogado pior. Ontem até acho que as substituições foram todas atempadas e acertadas embora sem grandes resultados. 

Ilibando Rui Barros sobram dois culpados: Jogadores e Direcção. Começando pelos jogadores, é inacreditável a falta de chama e de garra que demonstramos. Esta decepção que não vemos na cara de André André, não vemos na cara da maior parte dos jogadores com a cara destapada. A forma como não se parte para cima do árbitro depois daquela incrível expulsão de Aboubakar diz tudo. Os próprios comentadores não se aperceberam da expulsão pela ausência de reacção do jogador. Como se fosse normal! Mas é assim. O dinheiro cai na conta no final do mês e, no final da época, o empresário que os colocou cá coloca-os facilmente noutro lado a ganhar mais. É assim o futebol actual. Por isso é que o André André e o Ruben Neves são casos tão raros que combinam talento e portismo. Por isso é que são os preferidos dos adeptos. Têm personalidade!

Quanto à direcção, acho que escolheram uma má semana para tirar férias... Mais a sério, não se percebe esta indefinição. Dá a ideia que os flops estão todos a desertar. A Osvaldo seguir-se-ão Tello e Imbula. A entrada mais premente era a de um concorrente para Aboubakar, que saiu de Setúbal uma semana antes de entrar no FCPorto. Entretanto esteve de férias na cidade do Porto. Porquê? Não se sabe. Apenas se sabe que não há acordo com o treinador que saiu, que Rui Barros é interino e que, para fazer parte da lista de treinadores pretendidos, basta estar indisponível e com contrato com outro clube... De facto, Lopetegui era apenas parte do problema.

Quanto ao jogo, há de facto um erro inacreditável de Casillas aos 3 minutos. Erro muito menos grave que o de Rui Patrício no jogo deste fim-de-semana. A diferença está na reacção da equipa. Os nossos adversários têm demonstrado capacidade de reacção. Nós... Lá vamos inventando umas jogadas de vez em quando. Dá para criar a ilusão de que o resultado até é injusto. Mas exige-se muito mais! O golo sofrido tem de ser o 'click' para a equipa despertar para o jogo. Estávamos com possibilidade de ficar a depender dos nossos jogos para sermos campeões. Acabámos com os adeptos mais deprimidos ainda. 

Individualmente poderia destacar Danilo, André, Layun e Brahimi e a entrada de Varela. Mas ainda assim, foram exibições medianas e insuficientes. Pela negativa, Casillas e sobretudo Aboubakar que vai piorando a cada jogo que passa e a equipa está a sofre muito com isso.

Acorda FCPorto!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Alguém queria que houvesse Taça


Já desconfiávamos que o jogo de ontem seria bem mais difícil que o anterior. Não pelo Boavista, que não assusta ninguém e que infelizmente não terá argumentos para se manter na primeira Liga. Digo infelizmente porque eu acho que o futebol se faz de rivalidades e sempre gostei de não gostar do Boavista e de os defrontar. Voltando ao ponto, estava com receio que a goleada nos fizesse abordar o jogo de uma forma menos intensa e que as alterações pudessem trazer perda de rendimento. Ainda assim contava com uma vitória mais fácil. Complicou-se por dois motivos que se encontraram num lance capital do jogo: árbitro e Imbula. 

Vamos ao primeiro motivo. Eu sei que esta geração de 'sarrafeiros' do Boavista é bem mais suave que algumas gerações que ajudaram a cimentar o clube como um dos icone da selvajaria no futebol português. Ainda assim, um Boavista suave é sempre um Boavista.  Enfrentá-los e ter um score de 6 amarelos e 1 vermelho contra apenas 1amarelo para eles, é obra! Poderemos agradecer a um critério absurdo e demasiado protector do estilo de jogo do adversário, marcado pela bipolaridade entre o 'sarrafeiro' e o 'fiteiro'. Costuma-se dizer que 'há Taça' quando o 'underdog' vence. Parece que o Sr. árbitro estava com vontade que houvesse Taça.

O segundo factor é Imbula. Será coincidência ou a pior fase do FCPorto no encontro foi quando estávamos onze contra onze com Imbula em campo? Eu não acredito. É inenarrável o que joga este  jogador, que chegou para ser titular! Não há nada. Não faz um passe, faz péssimas coberturas, só foi minimamente agressivo na jogada em que foi mal expulso. Quando comparado com André, Danilo, Ruben, Evandro e Sérgio Oliveira perde em todos os capítulos. É inexplicável o rendimento deste jogador. Mesmo que recupere a confiança e expluda até ao potencial que lhe atribuem, vamos sempre recear a chegada do momento em que o 'menino' fique outra vez deprimido e volte a estas anedotas de exibições, que tem feito desde que chegou ao FCPorto. Ainda por cima não tem sorte nenhuma com os árbitros. Já com o Kiev marcaram-lhe um penalti incrível. Eu acho mesmo que o FCPorto passou a defender melhor quando ele foi expulso. Não fossem as ofertas de Helton e Indi e não teríamos permitido oportunidades de golo, jogando com 10.

Individualmente, o MVP vai para Brahimi. Marcou o golo da vitória e foi o jogador mais perigoso. Gostei também de Layun e de Herrera. Varela fez uma exibição de sacrifício que foi vital na segunda parte. Quanto a Helton não é o MVP porque tentou oferecer um golo ao adversário. Pela negativa Indi. Ele tem sido o nosso melhor defesa nos últimos tempos, mas ontem estava a fazer uma exibição má, que se transformou em péssima no momento daquele inexplicável atropelamento, na última jogada do encontro. É até ridícula essa jogada.

Já cheira a pic-nic no Jamor!

domingo, 10 de janeiro de 2016

E tudo mudou...



Mais a sério, diria que a avaliação a este novo FCPorto é obviamente inconclusiva. Seria demasiado ambicioso exigir que houvesse mais do que alguns sinais de maior empenho. O que também poderia ter mudado era o onze inicial. Passou-me pela cabeça que Rui Barros me fizesse a vontade e trocasse Danilo por Ruben Neves. A entrada de Evandro por Herrera já seria pedir de mais...  Manias minhas... Mas Rui Barros, tal como tinha feito quando substituiu Co Adriaanse, optou por não mudar nada. Mais uma vez os resultados foram bons. É mesmo invulgar a eficácia deste treinador. Dois jogos, duas vitórias, duas goleadas, zero golos sofridos, mas desta vez o jogo não valia um título. Mas não deixa de ser requintada a opção de repetir um onze, algo que Lopetegui fazia muito pouco e nem tenho memória de o ter feito esta época...

Poderia entrar na análise de um jogo sem história. Mas não vale a pena. Perante um adversário muito frágil e com jogadores no limite das suas forças, conseguimos tirar proveitos superiores aos meros três pontos. Por um lado, recuperámos Aboubakar para os golos, por outro, deixámos o adversário destroçado, desfalcado e numa posição frágil para abordar a próxima eliminatória da Taça de Portugal, que se vai confirmando como um dos grandes objectivos da época.

O MVP foi Herrera bem auxiliado por André André. Houve boas exibições em geral e dois excelentes golos de Corona e Danilo, sobretudo o primeiro, e uma grande jogada no terceiro golo. Mas Aboubakar perdoou muito. Já o tinha feito em Alvalade e, nos jogos mais apertados, a equipa sofre com isso.

Sendo certo que nada de substancial mudou, passemos a abordar o que pode e deve mudar, independentemente do quem vier substituir Lopetegui. Para uma reflexão completa, convém apurar os motivos da saída. Parece estranho para quem não segue o FCPorto, ver um treinador despedido quando, uma semana antes, estava em primeiro lugar. Se bem percebi a personalidade de Lopetegui, ele deve estar a achar que é o treinador mais injustiçado da história. De facto, tivemos um defeso incrivelmente lucrativo que resultou de uma excelente campanha na Champions League. De facto, o campeonato passado foi uma vergonha e nunca saberemos se um campeonato normal nos proporcionaria um título, isto apesar dos falhanços na Madeira, em Belém e na Luz. Mas isso foi na época passada!

Quando aqui ponderei se concordava com a sua continuidade cheguei à conclusão que concordava que ficasse. Por um lado, pela boa campanha europeia e pelo facto de não ter ficado claro se o Campeão era melhor que nós. Mas o grande motivo que apresentei foi que grande parte dos jogadores evoluíram com Lopetegui. A equipa foi crescendo baseada na evolução de jogadores como Casemiro, Marcano, Danilo, Quaresma e até Herrera. Mas, mais uma vez, isso foi na época passada. Lopetegui não tem culpa, mas qualquer treinador do FCPorto tem de lidar com os 'extreme makeovers' do defeso. Foram jogadores a mais? Foram, mas Lopetegui também tem culpa nisso. Foi ele que quis que viessem três jogadores por empréstimo no mesmo ano, algo que nunca se tinha visto no Dragão. E o mal começou aí. Lopetegui não teve capacidade para reconstruir uma equipa com o plantel que lhe deram. Dirá que, dos jogadores que queria, apenas veio Casillas mas todos o treinadores anteriores tiveram de levar com planteis escolhidos pela Direção e muitos deles viveram bem com isso. Lopetegui não. A sua aparente insatisfação com o plantel fez com que não conseguisse estabilizar uma equipa. E isso fez com que, ao contrário do que aconteceu no ano passado, a equipa fosse perdendo rendimento a cada jogo. Já nem eram perceptíveis algumas das características do seu jogo. A equipa deixou de ter a sua marca, para ser um 'carrossel' lento até ao momento em que a bola entra em Brahimi e mais recentemente Corona. Eles que decidam... Pior que isso, a reacção de Lopetegui perante esta degradação no seu futebol. Tivemos um meio campo cada vez mais recuado e pouco ambicioso, constante rotatividade, experimentalismo táctico, substituições incompreensivelmente conservadoras, nervosismo a partir do banco. Chegou a trocar a dupla de centrais duas vezes num jogo! Já para não falar na forma como tratou a promoção de André Silva ao plantel principal. Ele que o soube fazer tão bem com Rúben Neves... Tudo sinais de constante desnorte e de total contradição com o que tinha feito no ano anterior. Perante isto o Presidente tinha de decidir. O crédito que Lopetegui tinha do ano anterior era assim tão grande que valesse a pena sacrificar mais uma época? Chegou à conclusão que não. Eu concordo.

Assim, aprendendo com os erros de Lopetegui, o próximo treinador do FCPorto tem de, em primeiro lugar, estabilizar um onze. Tem de fazê-lo tendo em consideração o campeonato em que se insere. Num campeonato tão desnivelado, não faz sentido jogar com dois jogadores de características defensivas no meio-campo. Bastará Danilo ou o meu preferido Ruben Neves. Os outros dois médios deverão ter a capacidade de chegar perto de Aboubakar e de receber perto da zona de decisão em vez de virem buscar a bola ao pé do defesa central. Esta ideia de que temos o melhor plantel tem de ser abolida do balneário. Não temos! Só uma equipa humilde poderá inverter esta desvantagem. Se queremos ganhar temos de correr mais, querer mais e, se preciso, bater mais! Não suporto este sentimento de que, nos jogos decisivos, são os adversários que se transcendem. Temos de ser nós! 

Concluindo, quatro ideias chave o novo treinador do FCPorto: 
- Estabilização do onze;
- Voltar a aproveitar o miolo no meio-campo adversário;
- Humildade, humildade e mais humildade;
- Aumentar consideravelmente os níveis de agressividade baseado.

Boavista 0-1 FC Porto (87-88)...

1m06s - Sem grande espectacularidade, Mly defende com segurança livre do brasileiro Marcos António...
1m29s - Sousa era um perigo nos livres... este num estilo diferente daquele que nos habituou...
2m09s - Pontapés de Baliza manhosos... muito utilizados na época...
2m42s - Um golo à futebol inglês... mesmo que o lançamento do João Pinto não tenha sido muito longo...
6m31s - Falhanço clamoroso de Sousa...
6m47s - Resumo demasiado longo para os lances perigosos existentes... atualmente impensável...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Pesetero?


Esta imagem é boa porque apanha o MVP do jogo, Maxi, o LVC, Lopetegui, e é na sequência de mais uma daquelas bolas que sobrevoa o campo e que sai pela linha lateral. Dizem que não temos rotinas de jogo. Esta jogada é repetida vezes sem conta e com resultados consistentes... Mas maus! Outra coisa engraçada na foto é que Lopetegui bate palmas, mas sem convicção.  Quase que por obrigação. Nós nas bancadas fazemos o mesmo...

Parece claro para todos que é o fim da linha. Lopetegui diz que não sai, mas espero que seja só para a imprensa e que seja razoável na análise do momento da equipa. Se o for perceberá que tem grandes responsabilidades (não todas) e terá de ser honrado e pôr o lugar à disposição. Se não o fizer será mais um pesetero!

Jogo muito mau que poderia perfeitamente ter terminado com uma vitória do FCPorto. Mas o adversário super-desfalcado conseguiu marcar um golo e o FCPorto não tem poder de reacção. É já penoso ver o sentimento de impotência na cara dos jogadores. 

Seguimos à espera de um novo rumo. Tem a palavra o Presidente!

domingo, 3 de janeiro de 2016

Nada está perdido. Ainda...


Surpreendidos? Julgo que não. Há sempre aquela esperança baseada na irracionalidade do adepto e naquela máxima de que, em futebol, tudo é possível. Mas a probabilidade não me dava grande confiança no resultado de Alvalade. O FCPorto está bem longe do que já mostrou este ano e que não tinha sido nada de especial. 

Os jogadores que arrancaram em melhor forma vão abrandando. Aboubakar já se perdeu no meio do exílio a que a táctica o obriga, Brahimi voltou a jogar por ele e para ele, André André está com problemas físicos e Rúben não consegue fazer mais neste esquema. Nem o deixam visto que, assim que começava a assumir o jogo, dois passes errados para um Layun 'a nanar' bastaram para que o tirassem prematuramente do jogo. Tem-nos valido a emergência de Corona, Danilo e Indi, mas não chega. Ora se não estamos bem individualmente, ao nível da orientação técnica, nem me apetece repetir as críticas que aqui temos feito com frequência. Seja a do meio-campo com duplo pivot e com Herrera disfarçado de 10, seja a excessiva lateralização do jogo, seja a irritante e estéril troca de bola entre centrais no meio-campo defensivo. Todos nós sabemos o que temos e confiávamos mais nas ineficiências do adversário do que nas nossa eventual superioridade.

A equipa entrou bem, mas não entrou a dominar o jogo. Eu diria que, até ao golo, o jogo foi dividido, algo que não me chega. A título de exemplo, o golo de bola parada foi provavelmente o sexto lance do género de que beneficiou o Sporting. Percebo que Lopetegui estabeleça o golo de bola parada como ponto de decisão do jogo. Mas não me conformo. Eu sou capaz de concordar que há golos de bola parada muito difíceis de evitar. Não este mas, mesmo que tivesse sido, o problema é que os portistas ainda não viram um FCPorto de Lopetegui com qualquer capacidade de reacção. Seja com o Kiev, com o Chelsea mais fraco dos últimos dez anos, ou em Alvalade, se a bola entra na baliza de Casillas primeiro, podemos começar a gemer... Do banco não vem nada. As duas primeiras trocas nada alteraram no esquema. A última só trouxe confusão e já nem contou. Os jogadores passam a jogar por si e a tentarem resolver tudo sozinhos. Para isso, precisamos de treinador? Não. A entrada de André Silva neste jogo, sendo uma troca com Aboubakar, depois do que aconteceu no Dragão, é mais um daqueles episódios marcantes que no futuro vamos contar quando tivermos de exemplificar como era o nosso ex-treinador Lopetegui a partir do banco... 

Mas, de facto, nada está perdido. Ainda...

Individualmente, não tenho MVP. Não consigo. Pensei em Maxi e Danilo, mas eles estiveram muito mal no segundo golo sofrido. Danilo então... Basta ver o vídeo na nossa conta de facebook... Pensei também em Corona mas ele é muito individualista e isso foi nocivo na segunda parte. Indi também fez um bom jogo mas tem responsabilidades no primeiro golo. Nota bem negativa para Maicon, Brahimi e Aboubakar.

Futuro? A decisão é simples: Achamos que é provável que o cenário do ano passado se repita? Achamos que vamos andar a cheirar a liderança até ao final e a falhar toda e qualquer oportunidade de aproximação? Se sim, mais vale que o treinador saia já! Se não, estão errados!