segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mau treino


É muito conveniente esta histeria que nos diz que o FCPorto foi abafado pela intensidade dos Vasquinhos e que foi um 'banho de bola'! Enfim... Vitórias morais a que nos habituaram e não é por terem um membro de claque de barba e risca ao lado na presidência que esses hábitos vão mudar. Admira-me é que os portistas entrem nessa onda. É já o segundo ano seguido em que, graças ao fantástico calendário, somos obrigados a apresentar uma equipa próxima da titular na primeira fase da Taça da Liga. Se não o fizéssemos seríamos obrigados a jogar na Luz com um mês de interrupção de competição para os nossos melhores jogadores, o que seria impensável. Sendo assim, Fizemos o que deveríamos ter feito. Demos uma semana de folga aos jogadores e fizemos um treino ou dois treinos antes do 'jogo-treino'. Depois poupámos os jogadores mais sobrecarregados com jogos: Jackson e Lucho. A alteração na baliza foi natural. O resto da equipa fez um treino em competição. Até aqui tudo normal perante uma competição que nos habituámos a não respeitar e que não se dá ao respeito.

Vamos ao treino. Perante um adversário que iria dar tudo, interessava avaliar a reacção de Herrera e Ghilas, mas também de outros jogadores. Nomeadamente, o emergente Carlos Eduardo e o 'decadente' Licá. Começando por Herrera, confesso que me custa vê-lo jogar. Muito potencial mas decisões horríveis. Com Herrera em campo o FCPorto falha imensos passes e em zonas proibidas. Está longe de poder ser titular e não percebo porque é que está à frente de Defour nas portas para o onze inicial. Ghilas foi uma vítima da falta de produção ofensiva da equipa. Pouco pôde fazer mas perdoou em duas ocasiões em que podia ter marcado, apesar de numa dessas jogadas ter sido interrompida por fora-de-jogo claro. Teste inconclusivo. Depois Licá. Um extremo do FCPorto tem de ter bom desempenho no 1 para 1. Não basta ser agressivo e aparecer em zonas de finalização. Há que ter rasgo individual. Como isso falta a Licá, faltam razões que justifiquem esta titularidade consecutiva. Por último, Carlos Eduardo. Não esteve nada inspirado e ajuda a refrear os ânimos e os rótulos exagerados. Ainda assim, o teste foi duro num jogo em que enfrentou boa marcação e médios bastante agressivos. Esperava melhor. Dos restantes, destaque óbvio para o MVP Fabiano e para Mangala e Fernando. Não gostei de Maicon e achei absolutamente desnecessária a entrada de Jackson. Além de termos em campo Licá que estava a jogar pior que Ghilas, Jackson não fez um único treino durante a semana. Bizarro...

Obviamente que o resultado foi melhor que a exibição. Temos dois jogos em casa onde poderemos apresentar outras soluções que tardam em explodir ou que necessitem de ritmo como Reyes, Quintero e Quaresma, ou até premiar bons desempenhos na equipa B, nos casos de Victor Garcia e Tózé. Já esperávamos uma boa réplica do Sporting, que tem nesta competição a única escapatória a um eventual insucesso no campeonato. Foram muito intensos e até violentos nas abordagens aos lances. Com isto não me quero armar em 'calimero', apenas julgo que podíamos ter jogado com essa agressividade e descontrolo para tentar sacar mais amarelos e mais faltas em zonas perigosas. Entrámos bem no jogo mas rapidamente a confusão no meio-campo com exibições fracas de Herrera e Carlos Eduardo fez com que a equipa se ressentisse permitindo alguns calafrios. Já com Lucho em campo poderíamos ter aproveitado melhor a histeria exibicional do adversário para dar uma estocada final, mas as saída de Fernando desequilibrou a equipa e não ganhámos nada com a saída de Ghilas e a entrada desastrada de Jackson. Mas o resultado acabou por ser normal. Dizem que o FCPorto não atacou, mas direi que não precisou. O resultado pretendido foi-se mantendo e a falta de ambição transmitida pelo banco passou para os jogadores. Quanto aos vasquinhos, jogaram como nunca e o resultado foi o de sempre: vitória moral.

Na próxima semana temos mais uma oportunidade para testar jogadores menos utilizados. Que aproveitem melhor que os de ontem!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Moral


Venho dizendo que faltava ao FCPorto um resultado moralizador aliado a uma exibição convincente. Na sexta-feira vimos isso. Ainda assim, não consigo perceber onde acaba a nossa boa exibição e onde começam as imensas fragilidades da Olhanense. Ainda assim, estivemos poucos no Dragão, mas podíamos ter assistido a uma goleada das antigas. Para isso bastaria um aproveitamento melhor das muitas oportunidades claras de que dispusemos.

Parece que Paulo Fonseca, tarde ou cedo, conseguiu para já resolver o problema de criação ofensiva no meio-campo. Carlos Eduardo ajudou, mas a presença de Lucho numa posição mais recuada, também ajuda e muito. E depois temos Fernando de regresso a uma super-forma. Na sexta-feira tivemos imensas ocasiões de golo e nem tivemos grandes exibições no trio da frente. Sobretudo Licá esteve bastante sofrível perdendo a maioria dos lances. Varela também não esteve brilhante e mesmo Kelvin terá dificuldades em ganhar o lugar se jogar como jogou. Ainda assim preferia que fosse ele o titular neste momento em vez de Licá. Os primeiros golos chegaram de bola parada mas a equipa construiu o suficiente para marcar golos de bola corrida como se veio a confirmar já perto do final com os golaços de Carlos Eduardo e do improvável Herrera. 

Individualmente, o MVP vai para Carlos Eduardo com um golo e duas assistências. Mas gostei bastante da exibição de Fernando. Não gostei de Licá. Quanto aos restantes, não tenho grandes destaques a fazer a não ser o grande salto de Mangala no primeiro golo. Salta acima da trave! 

Ainda assim, convém perceber se Fernando renova ou não. Ele é melhor, mas Defour não jogou nada mal contra o Braga nessa posição e esse tem contrato por mais tempo. Já sabemos que vai entrar Quaresma, mas não me surpreenderá nada que em Janeiro, e ao contrário do habitual, saiam dois jogadores titulares: Fernando e Otamendi. Um por problemas na renovação e outro porque tem mercado e porque está a tapar a evolução de Reyes.

Voltamos a estar no topo. Que seja para não largar mais!

Por falar em moral, que dizer a histeria dos vasquinhos? E do futebol das papoilas saltitantes? Tranquiliza um pouquinho, não acham?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Pequena revolução?


A interrogação surge porque decidi ver a conferência de imprensa de Paulo Fonseca. Se não o tivesse feito, nem me lembraria que adicionar pontuação ao título. Eu estava convencido que o nosso treinador, finalmente, tinha decidido fazer alguma coisa pelo futebol da equipa, que não a simples troca de jogadores. Pelos visto o FCPorto jogou no esquema habitual. Quero acreditar que isto é mais para gozar com os jornalistas que têm sempre aos mesmas perguntas. Porque, de facto, as coisas foram bem diferentes. O posicionamento de Lucho na posição 8 acaba imediatamente com qualquer discussão sobre a existência de duplo pivot. Notou-se bem a liberdade que Fernando teve durante o jogo e notou-se que Lucho só aparece perto dos defesas em movimentos defensivos. E depois há Carlos Eduardo. Diferença óbvia por se tratar de um jogador que prefere servir do que finalizar, isto é, não aparece tão lá na frente como Lucho. Além disso, consegue 'furar' pelas alas e transporta a bola em velocidade. Ou seja, corre mais com bola do que sem ela. Tudo características que mudam drasticamente a maneira de jogar da equipa. Até o facto de jogar Licá em vez de Josué tem a ver com isso. Se não temos Lucho a rondar a área convém ter um jogador capaz de apoiar Jackson. Enfim, muitas mudanças para quem diz que manteve o mesmo esquema de sempre...

Vamos ao jogo. Não foi uma exibição de encher o olho, mas foi bem mais segura que as anteriores deslocações. Houve um erro grave que, para não variar, resultou em golo sofrido. Parece que nos vamos ter de habituar a isso... Mas a equipa reagiu bem e chegou novamente à vantagem sempre com muita pressão sobre o adversário. Se não foi um record de cantos esta época deve ter andado lá perto. Pena que a equipa relaxe um pouco a seguir aos golos. Sobretudo nesta fase em que os adversários precisam de 'meia' oportunidade para nos marcar um golo convém que não se descanse 'à sombra' de uma margem mínima. Enfim, boa resposta perante duas vitórias dos nossos adversários directos. A equipa não tremeu ao contrário do que aconteceu no mês de Novembro.

Individualmente, gostei de Carlos Eduardo, Fernando e da dupla Otamendi-Maicon. Sem fazerem grandes exibições Jackson e Varela acabaram por ser decisivos. Por último, gostaria de falar de Kelvin. Uma jogada bastou para que se percebesse que o miúdo tem características únicas no plantel. Não tem grande utilidade se estiver sempre escondido na equipa B. Sobretudo nos jogos em casa.

Na próxima jornada temos o Olhanense no Dragão. É para desfrutar. Espero eu. Por falar em desfrutar de futebol, que é feito de Quintero?

sábado, 14 de dezembro de 2013

Amanhã Basta Um Sem Resposta...

Daqui a um mês fará 26 anos esta expressiva vitória no Estádio dos Arcos... Foram 7, mesmo com um golo anulado e uma grande penalidade desperdiçada... amanhã a vitória, mesmo pela margem mínima, será o mais importante, embora estejamos sedentes de boas exibições... Rui Barros muito em jogo no primeiro tempo, Sousa e a sua classe e o hattrick do Bi-Bota, são os nossos destaques da recordação da semana...

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

FCPorto Versão 'Beta'



Bola ao poste não é azar, é erro de finalização! Simplesmente é um erro bem menor que um remate que sai pela linha lateral... É também um erro menor que uma grande penalidade falhada ou que um mau posicionamento defensivo que resulta em golo ou que um defesa que fica à espera que se marque um fora-de-jogo sem que se faça ao lance. E que dizer de Helton no primeiro golo? Ao menos sofreu com estilo! E sobram erros neste FCPorto. Demasiados... E, como já conhecemos a maior parte dos jogadores e conhecemos a sua versão normal, olhamos com desconforto para esta versão 'Beta'. Esclarecendo a metáfora, nos domínios do software, uma versão 'Beta' é uma versão ainda em fase de desenvolvimento ou de testes, e normalmente muito mais susceptível ao acontecimento de erros. Ora, se temos um hardware semelhante, torna-se difícil não pôr as culpas no implementador do software 'beta': Paulo Fonseca. 

A lógica é simples e fácil de compreender. Ontem entrou a equipa habitual. Equipa essa que apresenta apenas um jogador diferente em relação à época passada. Dirão que Defour e Josué são jogadores bem inferiores a Moutinho e James e eu concordo. Esse argumento chegou para me iludir durante uns tempos, mas estamos praticamente a meio da época e nada evoluiu! A perda de jogadores influentes não pode ser uma álibi eterno. Houve já tempo para que, um bom colectivo, pudesse ultrapassar essa dificuldade. Dou um exemplo, Simeone perdeu Falcao e tem uma equipa melhor e mais forte sem reforços sonantes. Há ali dedo do treinador! Mas Paulo Fonseca não conseguiu ainda resolver. O que conseguiu foi transformar este FCPorto num equipa intranquila e demasiado permeável a erros. De tal forma que reage sempre mal quando estes acontecem. Dá a ideia que só a qualidade dos jogadores é que vai dando uma ilusão de reacção. Pouco se vê de reacção organizada e em colectivo. E isso são factos que têm de ser imputados ao treinador e não serão uma bolas ao poste perante um Atlético de Madrid em poupança que nos vão animar.

Outro facto que lhe podemos apresentar são os números: pobres. Pior participação na Champions League em anos. Parecidas só as de Adriaanse e no primeiro ano de Vitor Pereira mas, ainda assim, ligeiramente melhores. São tudo factos a que administração e Paulo Fonseca terão de acorrer rapidamente, talvez depois de uma nova reunião com a claque. É que a última teve efeito curto...

Fico-me por aqui. No Domingo há mais.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

45 minutos anti-crise



Jackson agradece ao Senhor e nós agradecemos a Jackson...

Não sei explicar bem o que aconteceu. Tinha duas expectativas opostas. Numa o FCPorto entraria demolidor no jogo e com isso daria um pontapé na crise. Noutra o FCPorto entraria nervoso e descontrolado e teríamos mais um resultado adverso. Pois nem uma coisa nem outra. De facto entrámos nervosos e jogámos muito pouco na primeira parte. Defour e Herrera atropelavam-se atrapalhadamente no meio campo. Lucho Josué e Varela pouco conseguiram ter bola e o jogo era sobretudo entre os centrais, os laterais e Helton. Já esperava o pior quando, de repente e sem que nada o fizesse prever, a equipa apareceu transfigurada na segunda parte. Mais velocidade, mais organização e golos. Isto com apenas uma diferença no elenco: Lucho. Julgo que não teve qualquer influência. Gosto de Carlos Eduardo e julgo que não ficará de fora numa próxima inscrição na Europa. Mas Lucho é Lucho. Ora excluindo a hipótese da influência da troca de jogadores só pode ter sido algo que o Paulo fez ou disse ao intervalo. Deu a ideia que o Herrera passou a jogar mais avançado, dando lugar para que Defour brilhasse. Varela apareceu mais inspirado e Jackson afinou a pontaria. Foram uns bons 45 minutos que nos deixam na esperança de uma inversão do ciclo. No entanto, não podemos deixar de notar que o FCPorto continua com uma inquietante bipolaridade. Talvez um Braga mais ambicioso nos pudesse ter criado mais problemas na nossa pior fase. O Atlético de Madrid não perdoará se dermos uma parte de avanço...

Individualmente, gostei de Defour, Varela e o MVP Jackson. Quanto a Defour acrescentaria que parece dar-se melhor naquela posição do Fernando. Cresce muito de produção quando joga ali. Gostei também da entrada de Carlos Eduardo. Apontamentos muito interessantes e um 10 muito mais adaptável ao esquema de Paulo Fonseca do que Quintero que terá de ser enquadrado de outra forma. Por último, gostaria de falar de Herrera. Nem sei como o definir. Faz-me lembrar um jogador que tínhamos há uns anos: Renteria. É absolutamente irritante ver estes jogadores que oscilam entre o óptimo e o horrível.

Não espero um milagre em Madrid, mas sempre estou um pouco mais confiante do que há uns dias. Espero um FCPorto em defesa da sua boa reputação europeia.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Primeira Vez de Deco...

Em Abril do próximo ano fará 15 anos a estreia no nosso clube do melhor jogador que vi jogar com a camisola azul e branca... precisamente contra o Sporting de Braga, adversário deste fim de semana e o clube da cidade onde agora vivo... estive, logicamente, lá, numa tarde de sol (sim, tarde), numa vitória sofrida, com Jardel expulso aos 30 minutos da partida e com o golo da vitória a aparecer no final da partida num livre superiormente marcado pelo esloveno Zlatko Zahovic...

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Massa Associativa



Este não é um post de condenação aos incidentes na chegada da equipa ao Dragão após a derrota em Coimbra. Podia ser, porque eu não me revejo neste tipo de apoiantes. É uma questão de educação. Mas já muito foi escrito sobre os defeitos destes grupos de apoio e também sobre as virtudes, porque as há. Falarei apenas sobre a notícia que abaixo trasncrevo:

« À chegada ao Dragão, e logo após o mergulho na onda de contestação, Paulo Fonseca reuniu-se quase de imediato com Antero Henrique, os capitães Helton e Lucho e elementos dos Super Dragões, confirmou o Maisfutebol.» (isto foi noticiado inicialmente pelo JN)

Gostaria de assumir que é mentira mas, por prudência e por falta de desmentido, vou correr o risco de supor que é verdade. Nesse caso, gostaria de perguntar onde me posso inscrever para poder expor a minha opinião sobre o momento actual do FCPorto a um administrador da SAD e ao treinador da equipa? Tenho de estar à porta do estádio de madrugada? Eu, como tenho muito a dizer e como não fico a perder em nenhum aparelho medidor de portismo, confesso que não me custaria muito. Se não é possível, terei de estranhar. Se é para escutar a opinião dos adeptos, lamento mas não me sinto representado quando os representantes são elementos das claques. A massa associativa é bem mais abrangente. Mas isso nem é o que me chateia na notícia. Chateia-me que haja reunião com adeptos! Desmintam lá isto, se fazem o favor...


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Crise? Qual crise?



Normalmente procuro ser calmo na análise e recuso-me a alinhar em cenários de drama e horror em que alguns dos nossos leitores e adeptos entram. Óbvio que esta é uma altura em que se nota que os portistas mais histéricos e precoces na contestação a Paulo Fonseca tinham razão. Esse não é o meu tipo de Portismo. Costuma-se dizer que até os relógios parados têm razão uma vez por dia... A verdade é que se provou que Paulo Fonseca não mostrou, até agora, capacidade para 'dar a volta' à situação. O mês de Novembro é taxativo: uma vitória apenas, a segunda competição mais importante em risco e a perda de liderança num campeonato em que, em apenas três jornadas, perdemos uma liderança confortável de cinco pontos. Temos crise? Obviamente que sim! O Paulo dizia que nos mantínhamos em primeiro lugar. Pois... Isso era antes. Agora dirá que dependemos apenas de nós para sermos campeões. Continuará a ser verdade. Se nada for feito dirá que os adversários ainda vão perder pontos e por aí sucessivamente. 

Por um lado, a sucessão de maus resultados torna clara a existência de um problema e a necessidade de reverter a situação antes que se torne irreversível. E digo isto porque me lembro que, com Vítor Pereira, chegámos a ter problemas exibicionais graves  mas que se iam mitigando pelas vitórias nos jogos em casa e por um sistema mais seguro que interrompiam as tendências negativas. Mas nem queria entrar em comparações com os anos anteriores. Até porque, neste momento, elas não seriam simpáticas para Paulo Fonseca e, mais que isso, seriam injustas porque ele não tem Hulk, Moutinho, James, tal como, Vitor Pereira do primeiro ano não teve Mangala, Alex Sandro e Jackson, etc. A comparação é sempre difícil e convém que passe por dados objectivos. Podemos comparar resultados, produtividade ofensiva e golos sofridos. Mas toda e qualquer comparação é sempre manchada pelo o facto de não se tratarem dos mesmo jogadores. Haverá sempre contraponto.

Mas se disse que não queria entrar em comparações, digo já que não consigo. Tenho uma noção de que jogamos menos. Já a tinha antes apesar de tentar evitar histerismos. Novembro veio provar que havia razão para receio. A equipa não tem capacidade de reacção e qualquer equipa nos causa problemas. Mesmo as mais fracas da Champions como os Austríacos e as mais fracas do campeonato como o Belenenses e a Académica. Temos assistido consecutivamente aos mesmos problemas. A equipa treme e intranquiliza-se quando tarda em marcar. Seja quando não marca cedo seja, quando marca e tenta proteger o resultado. E a tremideira nota-se na frente onde se falham golos incríveis e atrás onde sofremos calafrios a que não estamos habituados. Saberão que não sou um defensor de Vitor Pereira, mas terei de referir que ele montou um esquema mais sólido. De facto o futebol, raramente era empolgante e irreverente, mas era mais seguro e os jogadores, sobretudo os defesas, estavam muito mais protegidos e tranquilos. E aqui entra a principal lacuna da equipa de Paulo Fonseca: tranquilidade. Vitor Pereira conseguiu dar a volta às dúvidas que os jogadores tinham em relação a ele montando um esquema semelhante ao anterior que protegia o colectivo e em consequência a individualidade. O Paulo tentou implementar um futebol mais intenso, directo e imprevisível. A imprevisibilidade transformou-se facilmente em intranquilidade. Ao contrário do Vitor, o Paulo tentou mudar: não correu bem...

Em suma e em teoria, eu gostei de algumas das ideias que Paulo Fonseca quis implementar, mas seria louco se não reconhecesse que elas não estão a resultar. Há que mudar e, por muito que isso pareça uma loucura, há que considerar seriamente a mudança do esquema. Numa primeira fase, há que voltar a privilegiar a posse de bola segura. A equipa precisa de sentir que é dona do jogo para voltar a ganhar confiança. Mais que jogadores há que mudar rotinas. Facilmente reparamos que não foi pelo facto de trocarmos Otamendi por Maicon que desapareceram os erros defensivos. Macion até teve um bastante grave em Coimbra. E se trocarmos Jackson por Ghilas, Defour por Herrera, Varela por Kelvin, Josué por Quintero, não vamos ter mais golos ou assistências. Com o descontrolo exibicional, o futebol objectivo passou a ser 'pontapé para a frente'. Temos de voltar a sofrer um pouco de tédio nas bancadas, mas reconquistar a confiança da equipa. Numa primeira fase, esperar tranquilamente pelos erros dos adversários e forçá-los. Eles aparecerão antes dos nossos. Temos melhor equipa e isso é inevitável. Depois de ganhar a confiança e a tranquilidade, talvez possamos assistir à implementação de mais ideias do Paulo. Mas terá de ser de forma sustentada e adaptada aos jogadores que tem.

Quanto à questão da segurança do Paulo Fonseca, julgo que nunca esteve em causa e nisso, não posso concordar mais com a Administração. Só um cataclismo poderá fazer com que se mude a nossa maneira habitual de tratar destes assunto: no final fazem-se as contas. Até porque não vejo grande diferença para os nossos adversários directos a não ser o nível de exigência que no nosso caso é bem alto.

Quanto ao jogo, obviamente fraco. Podíamos ter ganho como nos jogos anteriores e tenho a noção de que estamos num fase em que tudo nos acontece. Falta a segurança e confiança de um campeão. Destacaria apenas a exibição boa de Mangala. Pelo contrário, não gostei de nenhuma das outras exibições. Destacaria apenas pela negativa Josué. Não que tenha jogado pior que os outros. Diria apenas que me parece um jogador demasiado nervoso para jogar ali. Tem raça mas não a aplica com inteligência e isso preocupa-me. Muito faltoso.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Não Podíamos Ter Falhado...


Por tudo... pelo resultado frustrante da última jornada, pelas exibições satisfatórias não estarem a aparecer, por estarmos na Liga dos Campeões e, claro, depois do resultado do Zenit, por dependermos apenas de nós para chegarmos à fase seguinte...

Entramos em campo claramente a pensar que já só precisávamos de ganhar em Madrid para chegar à segunda fase quando ainda tínhamos um jogo para jogar... faltou a concentração e o respeito por um Áustria de Viena que também está na Liga dos Campeões e tivemos um início de jogo que, em vez de sufocante para a equipa adversária, quase se transformava num 0-2 não fosse Lucho a tirar o pão da boca ao adversário já na nossa área... sim, o Lucho...

Na segunda parte veio a atitude, mas mesmo com o empate a chegar no primeiro quarto de hora não conseguimos chegar lá... as alternativas no banco para desequilibrar também são quase nulas, embora esteja a falar em particular de Ricardo... poderá ser grande no futuro (se calhar como defesa direito), mas não tem estofo para um jogo em que é preciso assumir e "partir tudo" (só teve um ano de primeira de liga)... os próprios colegas não têm confiança nele e a bola não lhe chega... ontem, e dentro das opções que temos, um jogador tipo Kelvin poderia conseguir algo mais... sem dúvida que é o setor que me deixa mais insatisfeito, porque a par de Ricardo, temos Licá (um jogador que nasceu em Lamelas, que é o meu nome, e por isso algum carinho por ele), um jogador de equipa, mas não um jogador de desiquilíbrios quando os mesmos são necessários... ou seja tanto um como o outro não podem ser, na minha opinião, os "abre-latas" em jogos que ganham esta feição...

Em suma, esperar um FCP de atitude em Madrid, que acredito plenamente que vai existir, e um Zenit que pense que o apuramento já está garantido em Viena, mas o empate caseiro que eles tiveram com esta mesma equipa austríaca deve-lhes alterar o comportamento, bem como o simples facto da continuidade na Liga dos Campeões estar ali tão perto... a minha crença é, obviamente, muito perto de zero...

P.S.1. Ontem não tive no Dragão porque a gripe também chegou lá a casa, mas tirei o som da televisão quando ouvi o gajo da TVI todo excitado com o golo histórico (por ser o primeiro) do Áustria de Viena na Liga dos Campeões...

P.S.2. Prata, volta rápido, que as crónicas assim não têm a mesma piada...

P.S.3. Destaques para o jogo de Alex Sandro e Maicon...

domingo, 24 de novembro de 2013

Mete Besta Negra Nisso...


Não, não é o Prata que está a escrever, por isso é natural que os habituais leitores do nosso blogue estranhem o tipo de crónica desta semana... Eu sou um bocado diferente... Não consigo ter tanta clarividência e distanciamento para uma análise objectiva e crítica ao encontro do nosso clube... Vivo e sofro cada instante, mas quando as coisas terminam como ontem, desligo a televisão e vou aziar para o meu canto...

Por isso, a minha análise vai assentar no que vi e pouco no rescaldo da mesma... entramos bem nos primeiros 30 minutos, mas o golo não surgiu e o ritmo abrandou no último quarto de hora da primeira parte... do Nacional nem vê-los... no segundo tempo voltamos a entrar bem, com intensidade, e o golo surge num raro cruzamento com conta peso e medida para o nosso ponta de lança que, se fosse servido mais vezes assim, poderia estar a faturar um bocadinho mais esta época... depois, até não acho que tenhamos abrandado tanto como noutros jogos, mas o golo não surgiu e desta vez o deslize do Otamendi, que normalmente não tem resultados práticos, desta vez teve, apesar dele, numa primeira instância o ter ainda evitado... Depois disto pouco tempo restava, mas ainda tivemos uma oportunidade brutal de Jackson fantasticamente lançado por Lucho, o qual até finalizou bem (digamos "normal") e a bola, mesmo defendida, podia ter resultado em golo, mas caprichosamente saiu pela linha lateral, facto este que podia ter alterado a minha, e tantas outras crónicas...

Em síntese, o costume, devíamos ter "matado" e não o fizemos... e o Nacional, que praticamente nem ameaçou, chegou lá e fez... e os resultados pela margem mínima estão sempre sujeitos a isto... foi o que aconteceu... a melhor forma de garantir a vitória é chegar ao segundo e não simplesmente deixar que o jogo termine... ou seja, mais do mesmo...

Nota negativa claramente para Otamendi por razões evidentes, mas, apesar de muito criticado neste blogue pelas suas "nabices", que eu próprio reconheço, é um jogador que eu gosto particularmente porque considero ter o "selo" de jogador à Porto pela raça empregue em tantos lances disputados, alguns deles que resultam na referida "nabice" quando o timming de entrada é mal empregue...

Nota positiva... para Danilo, pelo cruzamento para o golo e porque de facto, penso que será um lateral direito de eleição no futuro, e que terá de ser cada vez mais bem aproveitado na lacuna que apresentamos, que é a ausência de alas que desequilibrem... 

Que terça chegue rápido... porque quando as coisas corram mal, só quero que o próximo chegue rapidamente...

P.S. Faltou falar do Herrera... mas fico-me com um, ainda não foi desta...

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Porque o Bi-Bota Hoje Faz Anos...

... decidimos perder um bocado de tempo para um pequeno vídeo de homenagem, de muitos que ainda podemos fazer, para o meu primeiro ídolo!!!


Parabéns Bi-Bota, Parabéns Fernando Gomes!!!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Obituário


Recomenda-se calma aos que têm por hábito diário a consulta do obituário. O Homem está vivo! Não faço ideia de quais são as razões do internamento do nosso presidente. É um assunto que me preocupa, como preocupa todos os portistas que ainda se revêem na liderança de Pinto da Costa. E são quase todos... Mas não posso deixar de registar esta pressa que têm em enterrar o homem. Mas percebo... 

Nos últimos anos, os grandes 'génios' do comentário desportivo em Portugal, procuram avidamente por aquele ponto de inversão nos sucessos do FCPorto. Por vezes, procuram-no nos pequenos sintomas: uma pequena fuga de informação, uma contratação falhada, um caso de indisciplina, etc. Logo ouvimos:«Isto dantes não acontecia no FCPorto!». E no final do campeonato lá vem a confirmação de que tudo não passava de uma ilusão. E logo se avança para o passo seguinte. Se os sinais não se confirmam resta uma hipótese de mudança de paradigma: a saída de Pinto da Costa. E ela foi aparecendo sob várias formas. Ou saía porque o Homem ia para a cadeia, ou saía porque se iria dedicar à família ou, mais recentemente, saía directamente para o caixão. Não deixa de ser contraditória esta teoria de que tudo vai ruir com a saída de Pinto da Costa da Presidência do FCPorto. Se há coisa que nos gabam no Presidente foi a capacidade que teve em montar uma máquina de sucesso. Qualquer comentador que fala do FCPorto fala da 'Organização' e como todos tentam copiar o modelo. Ora se as virtudes estão na organização, como é que a Instituição irá ruir se lhe tirarmos uma peça? Se assim acontecesse era sinal de que a Organização não seria assim tão elogiável...

Quanto mais carismático o líder, maiores são os problemas de sucessão. E a propósito disso lembrei-me daquela pergunta clássica em qualquer entrevista a Pinto da Costa: «Que projectos ainda não concretizou?». Julgo que o último projecto estruturante a desenvolver por Pinto da Costa é a sua sucessão. E julgo que já está em curso há largos anos. Acredito que a inteligência do nosso Presidente faz com que ele desenvolva a sua sucessão pela via dos meios que irá deixar ao sucessor e não pela perspectiva da pessoa em si. Costuma-se dizer que qualquer treinador consegue ser campeão no FCPorto. Eu não concordo, mas acho que os escolhidos para o lugar têm condições únicas para o fazer. Gostaria de no futuro ter a mesma noção sobre a Presidência do FCPorto. Sei que é difícil pensar nisso devido ao Presidente que temos, mas acredito que será ele a pôr o clube nesse patamar em que podemos dizer: Qualquer Presidente é campeão neste cube! Mas não tenho pressa nenhuma... A seu tempo se confirmará.

Quanto aos que têm pressa, sigam com a sua consulta diária ao Obituário. Não vos resta grande alternativa...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sinais



Eu, como muitos portistas, não pude ver o jogo com o Zenit por ser a horas incompatíveis com grande parte dos nossos horários de trabalho. Vi resumos e fui ouvindo comentários de amigos portistas. Dizem-me que fizemos uma boa primeira parte e que fomos traídos por mais um erro defensivo individual e inexplicável e que, mais uma vez, não apresentámos um rendimento uniforme ao longo do jogo. Podíamos até ter perdido. Enfim, nada que eu não esperasse apesar de ainda ter aquela leve e esperança que, de um momento para o outro, o FCPorto apresentasse a tal exibição portentosa que relançasse a época. Não aconteceu na Rússia e a Liga Europa está aí bem perto.

No entanto, tal exibição também não aconteceu ontem em Guimarães. Está visto que isto vai ser um processo gradual de retoma. Isto se chegar a acontecer. Nesse sentido, vi no jogo de ontem mais coisas que me agradam. Pena que, mais uma vez, não fosse um FCPorto de 90 minutos. Pelo menos, fizemos o suficiente na primeira parte para obter um resultado que desse tranquilidade ao resto da exibição. Nessa primeira parte, apesar de nunca termos estado imunes a alguns calafrios auto-inflingidos mas sem grande perigo, apresentámos uma boa dinâmica no meio-campo e um bom serviço a Jackson, algo raro nos últimos tempos. Fernando e Defour apareceram bastante atrevidos e Josué e Lucho foram distribuindo jogo a preceito. Só Varela teve dificuldades em se incluir no 'carrossel'. Não será estranho visto que o jogo priviligiou mais o centro do terreno, mas a qualquer altura poderia ser preciso variar e nesses momento ele não estava muito inspirado. Queria, no entanto falar mais da questão 'Fernando e Defour'. Muito se tem falado do duplo pivot. Julgo que o Paulo Fonseca nunca teve a intenção de alterar as funções de Fernando. Se teve, fez mal. O que se pede é que haja um outro jogador que, perante as investidas de Fernando, se posicione na retaguarda do meio-campo garantindo que há sempre um ponto para recomeçar a construção de jogo ou para iniciar a protecção aos defesas perante transições rápidas dos adversários. É certo que isso ainda não está a funcionar bem, e esse será um dos problemas com mais influência nas exibições mais fracas desta época. E a "experiência Herrera" não ajudou muito... No entanto, ontem já vimos essa dinâmica a funcionar bem melhor. Poderão reparar que não passamos por tantos calafrios em zonas centrais e que, alternadamente, Fernando e Defour têm participações decisivas nos dois golos e em várias recuperações em terrenos adiantados. Terá sido só neste jogo? Veremos daqui a quinze dias...

Resumindo, o jogo foi melhor mas deu a ideia que o controlámos mais pelo resultado do que pela serenidade do nosso jogo. A qualquer momento pode aparecer uma asneira como, por exemplo, um lance em que Otamendi, depois de ganhar a frente do lance se deixa ultrapassar e a abordagem de Mangala ao lance em que é expulso. É mal expulso, porque eu não tenho a certeza se ele dá com o braço e porque se trata de um tentativa de domínio e não de corte do lance. Ainda assim, Mangala pode abordar o lance de uma maneira mais segura, por exemplo de cabeça ou deixando a bola correr e ganhando em velocidade como em lances anteriores.

Individualmente, não gostei de Varela pelo que já disse acima. Jackson não esteve particularmente inspirado na finalização mas fez um bom jogo. Gostei do meio-campo com Fernando, Defour, Josué e Lucho que é para mim o MVP pela sua intervenção nos golos. O golo do Fernando faz-nos sorrir porque nos lembramos imediatamente de um grande capitão do FCPorto. Por último, não gostei de Fabiano quando ele demorou demasiado tempo para marcar um pontapé de baliza. Podia ter tido mais atenção ao facto de o resultado estar 2-0, de estar a meio da segunda parte e, mais importante, de ele já não jogar na Olhanense... Gostei do momento cómico em que Josué explica ao árbitro que está a correr enquanto se aproxima num ritmo escandalosamente lento da linha de meio-campo para ser substituído. Nessa altura Mangala tinha acabado de ser expulso e já fazia algum sentido. Mas gostei por ser cómico não pela atitude de perder tempo que, no FCPorto, só aceito em condições muito especiais.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O culpado do empate


A foto é só para enganar. É óbvio que Mangala não é o culpado do empate. O jogo não acaba ali e não faltou tempo para dar a volta ao jogo. Se fosse por erros individuais, teria de falar mais ainda de Otamendi que, depois de uma época brilhante, voltou a ser o que era há dois anos atrás. E poderei falar do Herrera que perde a bola a tentar "fazer umas coxinhas" em zonas recuadas, na jogada que origina o empate. Poderei até falar de Ricardo e Jackson que falharam golos escandalosos. Conclusão óbvia: se a equipa acumula erros individuais e se esses erros não são compensados pelo jogo em equipa o culpado é o treinador. Fácil...

Vamos ao ponto da situação. Temos quase um terço de campeonato e metade da primeira fase da Champions. Notámos melhoras no jogo da equipa? Não! Isso só pode deixar os portistas inquietos. Mais que isso, a própria equipa não está segura do que pode valer. É possível termos alguma justificação para tão pálida exibição depois de uma vitória empolgante no Domingo passado? Nem o factor motivação pelas vitórias conseguimos capitalizar? Vejam o que esse factor tem feito pelo Sporting, por exemplo. É mais um sintoma de que as coisas não estão nada bem. Na semana passada terminei a crónica dizendo que a equipa precisa mesmo de uma vitória gorda e com uma exibição portentosa. Parece que só isso poderá inverter esta lenta degradação do futebol da equipa.

Vamos ao jogo. Este Belenenses é uma equipa assustadoramente limitada o que torna o resultado ainda mais escandaloso. É um plantel com muitos jogadores que há dois anos jogavam na antiga 2ª B. Mas chegaram bem para o FCPorto mais macio deste ano. Tivemos poucas oportunidades de golo, poucos remates e muito pouco controlo do jogo na segunda parte. De tal forma que teve de ser Helton a segurar o empate. Digo isto porque, perto do final, não tivemos uma única jogada perigosa. Muito estranho, visto que bastava um golo para salvar esta cinzenta exibição. Paulo Fonseca fez uma aposta clara no jogo pelos corredores. Falhou! Quantas bolas levamos à linha para cruzar? Apostou em Herrera privilegiando um jogo mais rápido e incisivo em troca por Defour. Falhou! Herrera chegou uma vez às imediações da área e em troca tivemos uma equipa completamente descontrolada em termos de construção de jogo e de protecção da defesa. São erros que notei e que tenho de apontar. Mas o Paulo não tem culpa de tudo. Não tem culpa que pare o cérebro ao Mangala e ao Otamendi, mas tem culpa por ainda não ter arranjado um sistema de jogo que proteja a equipa a nossa defesa e lhe dê a segurança que tinha no ano passado. Não tem culpa que o Varela tenha feito um jogo tenebroso. Mas tem culpa se ele passa 90 minutos a perder bolas sem o tirar de campo. Não tem culpa que Jackson e Ricardo falhem golos fáceis mas tem culpa quando a equipa passa os últimos minutos de jogo a bombear bolas sem que se ganhe um único lance. 

Individualente só gostei de Helton. O resto foi tudo ou mediano ou medíocre. 

Muito mau sinal para a nossa decisiva visita à Rússia. Optimismo portista em níveis mínimos... Vale-nos que ao nível interno a concorrência está longe de fazer melhor.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Em busca daquele que emprega a dor

Perdoem-me este 'off-topic' mas ainda estou para decidir se vou ou não perder tempo a falar do jovem Bruno de Carvalho. Isto é mesmo uma delícia!

Abel, se não encontrares empregador, podes sempre passar a ser um dos que empreende-a-dor como recomendava o, não menos hilariante, Embaixador do Impulso Jovem...

Fica o video.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A walk on the wild side


Serve o título para homenagear o grande Lou Reed que nos deixou ontem. Este é um dos seus mais aconhecidos temas a solo (eu prefiro os Velvet Underground) e é bem apropriado aos vasquinhos. Estavam todos cheios de si mesmos até ao momento em que tiveram de sair do conforto dos jogos 'a feijões' e visitar o Dragão, 'a aldeia'. A aí as coisas começam a complicar-se. 

Para explicar isto que aconteceu ao Sporting, nada melhor que os lamentáveis acontecimentos da tarde de ontem. Um grupo de adeptos disfarçados e vestidos de preto desceu a Alameda do Dragão criando confusão e batendo em quem podiam. Mas logo se tiveram de render às evidências. Não seria o facto de fazerem muito barulho que faria com que não acabassem encurralados e a pedir ajuda à polícia. Pois o Sporting tem vindo a fazer este campeonato disfarçado de equipa humilde e com ambições modestas. Mas, sempre que podem, põem-se 'em bicos de pés' e tentam lançar a confusão fazendo muito 'barulho'. Que sirva de lição. Tenho pena que não tenhamos marcado o quarto golo que iria elevar o resultado à categoria de sova. Era o que precisavam...

Vamos ao jogo. Como habitualmente, muitas oscilações ao longo do jogo. Começámos bem, como seria de esperar e chegámos ao golo. Depois assistimos a uma fase menos intensa. Deu a ideia que aguardávamos pacientemente pelo erro do adversário, mas a verdade é que vimos o FCPorto numa serie de lances esquisitos de perdas de bola a meio campo e na defesa. A segunda parte seguiu no mesmo tom até ao lance do golo Sporting. Foi o que precisámos para acordar no jogo e deixar que os nossos jogadores, puxassem da sua qualidade, e resolvessem a contenda. Danilo tratou disso à bomba. Alguns calafrios depois e Lucho acabou com o jogo numa vitória merecida. Mas o facto de a vitória ser merecida não apaga a sensação de que ainda não conseguimos ser minimamente constantes no jogo, de que não conseguimos gerir os jogos protegendo a defesa de sobressaltos e o facto de parecer que estamos a chegar às vitórias mais através do talento individual do que da dinâmica colectiva. Por exemplo, o jogo de ontem resolveu-se num grande lance individual de Danilo. E isso, dado o avançado da época começa a preocupar.

Individualmente, tenho dificuldade em eleger o MVP. Fico-me por Lucho, mas gostei das exibições de Varela, Josué, Alex Sandro e Danilo. Helton e Fernando também têm nota alta. Continuo sem perceber por que é que temos de apanhar sempre um calafrio ou mais por jogo, por causa de erros dos centrais. O Paulo voltou a apostar no Herrera. Para provar que fez sentido a titularidade contra o Zenit... Pois não me convence. Para mim a questão é semelhante à de Quintero. Há ali talento e dá para ver em certas jogadas que poderá sair dali um caso sério. Mas há que pensar no presente. E o presente indica que Herrera falha passes em zonas proibidas e tem um posicionamento defensivo bastante desregrado. Anda atrás do prejuízo em vez se se posicionar convenientemente. Para mim ainda não pode ser titular nestes jogos de maior importância.

Ficámos isolados com 5 pontos de vantagem sobre os segundos. Posição que seria bem mais confortável se a equipa nos voltasse a dar uma daquelas exibições sem mácula. Para quando, Paulo?

domingo, 27 de outubro de 2013

Quando Nós Fomos à Civilização...

... e não foi assim há tanto tempo!

O vídeo surge na sequência da postada do Prata mais abaixo com a tarja que os "vasquinhos" colocaram no último jogo em casa... o vídeo tem 20 anos e marca a vitória de mais uma Taça de Portugal do nosso clube em Oeiras (numa finalíssima com prolongamento)... quem não se lembra, ou quem não viu, não pode perder... são 10 minutos inacreditáveis!!!

FC Porto 2-0 Sporting (86-87)...

Eu estive lá... este foi um dos primeiros jogos nas Antas após o rebaixamento do mesmo... 80 mil nas bancadas... uma grande tarde de Futre e Gomes... mil e uma arrancadas do número 10 e dois golos do Bi-Bota com especial destaque para o segundo no término da primeira parte...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Comecem a preparar a poção mágica!

Chamem o Panoramix!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Esta Liga não é para 'meninos'...


Tenho pena que não tivessem usado os ecrãs do Dragão para repetir o lance de Herrera aos cinco minutos. Escusava de me ter mantido num estado de indignação até chegar a casa e ver o resumo na tv. O lance é claro para segundo amarelo e, ao contrário do que eu pensava, é tão disparatado que nem sequer entra no limite da discussão sobre a existência ou não de bom senso do árbitro. Quando vi os onzes comentei com que estava ao meu lado que, no lugar do Paulo, dadas as infantilidades que tanto ajudaram à derrota com o Atlético de Madrid, eu optava por uma abordagem mais conservadora ao jogo: na dúvida, o factor de decisão teria de favorecer a inclusão dos jogadores mais experientes. Como não sou masoquista, nestes casos detesto ter razão... Herrera percebeu em 5 minutos que esta Champions não é para meninos e que os erros infantis se pagam muito caro. É que, ainda por cima, o mexicano não tem a sorte de Otamendi... Óbvio que Herrera tem culpa, mas o principal culpado é o treinador que teve uma aposta sem fundamento, porque o vimos apenas num jogo e contra o Arouca, e que ainda por cima se veio a provar desastrosa.

Disto resulta que a Liga Europa está perigosamente perto. Ou julgarão que duas derrotas em casa contra os adversários directos nos augura algo de bom? Só um impensável empate do Zenit em casa na jornada passada torna a passagem possível. Mas poderão reparar que, mesmo que se vá ganhar a casa do Zenit, é bem mais fácil para os russos ganhar em casa com um Atlético de Madrid já qualificado do que o FCPorto ganhar em Madrid na última jornada. Ainda dependemos apenas dos nossos resultados, mas não há razão nenhuma para optimismos!

Vamos aos pontos importantes do jogo de ontem. Costuma-se dizer que há ocasiões em que se perde o jogo mas se ganha uma equipa. É daquelas frases feitas do futebol, mas julgo que a reacção da equipa a tamanha contrariedade não está ao alcance de muitos. Se a situação que nos deixou em inferioridade foi para meninos, a reacção é para homens e portistas! Acabámos por ter tantas e tão boas oportunidades como o Zenit e terminámos a primeira parte, pasmem-se, em vantagem em termos de posse de bola. O início da segunda parte trouxe um Zenit melhor. O Paulo esteve bem e lançou logo Varela. Por cinco minutos as coisas melhoraram, mas a segunda alteração não chegou e Defour deveria ter entrado bem mais cedo. Setenta e tal minutos mais cedo... O golo do Zenit foi sado-tardio e deixou-nos um sabor de injustiça... Mas todos estávamos preparados para essa possibilidade dado o espaço de que passaram a dispor com o acumular de cansaço dos nossos jogadores. Três oportunidades depois e os jogadores do FCPorto foram vergados pelo apito. Alívio para os russos. Quem diria...

Por falar em sadismo, ver jogar o Hulk no Dragão com outras cores é um exercício doloroso...

Individualmente, quando os jogos se transformam em batalhas, emerge sempre o mesmo: Fernando. Mas Lucho não ficou muito atrás. Jackson, num jogo em que mal rematou à baliza, fez uma exibição incrível. Notas altíssimas também para Alex Sandro, Helton e Mangala e nota boa para a entrada de Varela. Nota negativa óbvia para Herrera, que até podia ter resolvido o lance com Hulk bem longe da baliza, e também para Otamendi. Não fosse aquele lance em que isola Hulk e teria nota altíssima. Assim tem negativa. Há erros que não se perdoam... Pior nota da noite para Paulo Fonseca pela sua responsabilidade no episódio Herrera.

Domingo veremos se, apesar da derrota, ganhámos uma equipa! Intensidade inferior à de ontem não será aceitável! Nem isso nem um resultado que não seja a vitória!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

FC Porto 0-0 Zenit (2011-12)...

Há dois anos, o nulo levou-nos para a Liga Europa... e o Hulk até estava do nosso lado... mas não faltaram oportunidades... em particular a último do James ao fechar do pano... deles, pouco ou nada se viu... mas também apenas precisavam do pontinho...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Houve Taça



Costumamos ouvir que há taça quando há surpresas. A verdade é que raramente acontecem. O FCPorto venceu facilmente apresentando uma equipa com apenas três titulares. Fácil mas, tal como as exibições anteriores, nada brilhante...O adversário era muito frágil  mas, com tantas alterações, não esperava que se fizesse um brilharete. Também é verdade que esperava um pouco mais. 

O futebol foi em tudo semelhante ao da equipa titular. Por entre a lentidão vão emergindo algumas jogadas interessantes, mas que sabem a pouco. O golo surge de uma recuperação de Carlos Eduardo e e uma boa finalização de Varela. E o jogo resumiu-se a isto e a algumas exibições promissoras de algumas das segundas linhas. Nada de muito entusiasmante. Apenas boas indicações de Carlos Eduardo e Ricardo. Dois dos jogadores que têm ajudado muito no bom campeonato que a equipa B tem estado a fazer. Se Ricardo já tem tido oportunidades, Carlos Eduardo não. Mas até nem me parece justo. Pelo que tenho visto e em termos de rendimento, a oportunidade que Herrera teve em Arouca deveria ter sido do brasileiro. Reyes também esteve melhor que Maicon, mas esse não teve muito trabalho e nem me tem entusiasmado muito nas suas aparições na equipa B. Último destaque para o regresso de Kelvin ao Dragão. Aquele minuto mágico do ano passado criou um elo com os adeptos mas também criou uma expectativa grande sobre o que este jogador. Eu até achava que ele ia corresponder depois de ter tido boas exibições na pré-época. Desapareceu dos convocados e da equipa A. Espero que ele regresse porque é um extremo bem diferente dos que o Paulo tem posto a jogar e isso pode tornar a equipa menos previsível. Não gostei de Quintero, Maicon e Ghilas.

A Champions chega em má altura. A equipa não está no seu melhor e houve uma interrupção na competição de quinze dias. No entanto, o jogo é de importância máxima. Há que elevar o nível de jogo ao daquela primeira parte com o Atlético de Madrid!

FC Porto 2-0 Trofense (2002-03)...

Há 11 anos foi assim... e tudo começou com um golo de Tiago (hoje novamente no Trofense)... Notas ainda neste resumo para jogadores ainda no activo como, César Peixoto (Gil Vicente) a assistir para o segundo golo, Manuel José (Paços de Ferreira) com um falhanço escandaloso na segunda parte ou ainda Hugo Almeida (Besiktas)... ou ainda para Nuno Espírito do Santo, actual mister do Rio Ave... e por último o apresentador que depois da NTV, e de um longo período na RTP, está actualmente noutro canal...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Iturbolência


Dois golos bastaram para que Iturbe voltasse para atormentar Paulo Fonseca. É óbvio que, se o Paulo pusesse a equipa a jogar melhor, ninguém o aborrecia com o tema... Só os mais obcecados o fariam. Como ainda não estamos num patamar de jogo que responda às exigências dos adeptos, vão se buscar todos os argumentos possíveis. Por exemplo: os dispensados.

Ora direi o que penso de Iturbe. Acho que tem lugar no plantel, mas como quarta opção. Como tal, compreendo que o clube o queira ver jogar por empréstimo. Vi-o jogar várias vezes, mesmo antes de vir para o FCPorto. O que vi no início entusiasmou-me. Um jogador, com aquela velocidade e com aquela capacidade de remate com os dois pés aos 18 anos, é motivo para entusiasmo. Mas passados, três anos, noto que Iturbe não evoluiu o que eu esperava. Sabia que ele é letal em transições e com espaço pela frente. Mas quando é que isso acontece nos jogos do FCPorto? Até nos jogos do FCPorto B, e mesmo quando a equipa andava pelo fundo da tabela, as outras equipas apresentam um esquema que reforça a defesa e sobretudos as zonas laterais. Ou seja, há que variar o jogo, procurar bola com movimentações sem ela, há que saber tocar a bola de costas para a baliza, há que ensaiar movimentações e trocas de bola com o lateral e com o médio de apoio. Tudo coisas que raramente vi a Iturbe. Os americanos chamam-lhe o 'one trick pony'. A única coisa que Iturbe fazia era pegar na bola e avançar em correrias em direcção à baliza. E nem se desviava dos defesas, chegando até a fazer faltas ofensivas. Problema: isto não se adapta ao estilo de jogo do FCPorto ou de qualquer equipa que tenha de assumir as despesas do jogo perante blocos baixos. Não digo que não haja lugar na equipa para jogadores destes. Mas eles têm de evoluir. Um bom exemplo foi o Hulk. Mas esse precisou de uns meses e não de anos... Acresce que Iturbe está convencido que é muito melhor jogador do que realmente é. Pelo menos para já. E assim torna-se complicado aceitar o banco, a equipa B e os sucessivos empréstimos. De uma coisa ele não se pode queixar: falta de oportunidades.

Pelo que pude ver, O Verona joga de uma maneira que se adapta mais à maneira de jogar do Iturbe. Apesar de não ser um esquema semelhante ao do FCPorto, espero que ele cresça como jogador e que evite estas euforias encomendadas pelos empresários como os clubes interessados, os rótulos de mini-messi e outros disparates que ouvimos a cada vez que faz um golo. Iturbe terá de ganhar o lugar no plantel do FCPorto por mérito próprio e não por reputação ou por chantagens do empresário querendo colocá-lo noutros clubes. No futebol de hoje não há tempo para eternas promessas...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Inconclusivo


Após a primeira derrota da época gerou-se alguma discussão em torno do futebol da equipa e do desempenho de Paulo Fonseca. Normal, apesar de eu achar que há mais coisas a analisar que não apenas os resultados e o aparente cinzentismo das exibições. Há que discutir se será normal nesta altura exigir o máximo desempenho da equipa. Eu julgo que há que exigir resultados e o máximo empenho. Pelo menos para já. O processo de construção da equipa deverá ser crescente e de evolução sustentada. Mas confesso que também me custa o facto de não conseguir notar essa lenta evolução. Pelo menos para já. Vejo, de quando em vez, grandes jogadas, grande momentos de pressão e recuperação de bola em zonas adiantadas, mas vejo também grandes apagões e momentos em que os adversários, sem grandes argumentos técnicos, vão ganhando confiança e crescendo no jogo. Resultado: sentimos falta de uma grande exibição que nos tire as dúvidas. Não sentimos falta de uma péssima, mas sempre daria para tirar mais conclusões. Assim, andamos aqui num limbo entre a crítica ao descontrolo e o elogio às coisas boas que vamos vendo. Já sei que nem todos as conseguem/querem detectar, mas elas existem. No máximo podemos concluir que, desde a Supertaça, não tivemos uma exibição de 'encher o olho'. Se ela não aparecer contra o Sporting, Paulo vai perder os adeptos e eles fazem falta. Que o diga Vitor Pereira...

Vamos ao jogo. Ao contrário do que aconteceu nos últimos jogos, não houve grande momentos de ascendente no jogo. Houve domínio, houve algumas boas jogadas, mas não houve aquela atitude de conquista de subjugação de um adversário com argumentos bem inferiores aos nossos. É certo que entramos bem no jogo e que o golo apareceu cedo. Mas isso não foi aproveitado como tónico para uma exibição boa e consistente. Foi antes motivo para um, já habitual, relaxamento que irrita os adeptos portistas e que empolga a equipa adversária. O que vale é que não permitimos oportunidades ao adversário, em futebol corrido. No entanto, o golo que sofremos de bola parada castiga o excesso de faltas que fomos cometendo. Convém também lembrar que, em seis golos sofridos esta época, quatro são bolas paradas que castigam a descontrolada agressividade dos nossos defesas e a alguma falta de rigor no posicionamento defensivo. O jogo acabou por se resolver com uma invulgar incursão de um central numa ala. Golo atípico para exibição cada vez mais 'típica'...

Habitual tem sido o facto de Jackson resolver jogos. Claro MVP do jogo. Eficácia a níveis muito satisfatórios e isso faz com que a equipa jogue cada vez mais em função das suas fantásticas características. Mais eficaz ainda foi o Quintero. Um golo em dois minutos é obra! É urgente que Paulo Fonseca arranje uma maneira de o encaixar na equipa. Parece-me que, para já, ficamos muito desprotegidos quando joga no lugar de Lucho. Será possível  encaixá-lo no lugar de Josué? Aguardemos (im)pacientemente... Outra exibição satisfatória foi a de Herrera. É óbvio que ele gosta mais de correr com a bola do que fazê-a correr. Logo aí um contraste gigantesco com Moutinho e até com Defour. Isto não encaixa bem no que Paulo Fonseca espera da função e, por isso, compreendo que ainda não tivesse sido lançado. Além disso, vimos muitas vezes Fernando sozinho para dois jogadores em zonas centrais. Perdemos bastante em termos de equilíbrio a meio-campo e isso deve fazer com que Paulo Fonseca mantenha a aposta em Defour. Adicionalmente gostei das exibições de Alex Sandro e de Fernando. Não gostei muito das exibições dos centrais. Otamendi até rendeu mais a extremo...Não deixa de ser caricato ter visto, naquela zona e naquela mesma situação de um para um, Varela, Licá, Josué e apenas Otamenti vai para cima do adversário... Resultado: golo! Dá que pensar... Não gostei das exibições de Varela, Licá, Mangala e Josué. Lucho também esteve bastante mediano/apagado...

Esta pausa não parece vir em boa altura. A equipa precisa de jogar para ir ganhando confiança e entrosamento. O jogo com o Sporting merece uma exibição melhor do que o que temos visto, por muito que eu ache que se trata de uma equipa extremamente e convenientemente sobrevalorizada. Espero que isso se prove em campo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Aos portistas confundidos



É obviamente um exercício de presunção imensa da minha parte... No entanto, não pude deixar de reparar que, após a rara derrota no Dragão, os portistas entraram numa escalada de argumentação que considero bastante tonta. Isto porque vai buscar fundamentos errados para tentar fazer lógica com a falta de confiança que ainda se tem na equipa e sobretudo em Paulo Fonseca. Permitam-me a ousadia de dar algumas pistas para que a nossa análise à equipa, no futuro, seja um pouco mais fundamentada.

Primeiro erro: Tentar encadear esta exibição na serie de jogos fracos Gil-Viena-Estoril-Guimarães. Talvez o que mais ouvi nos últimos dias. 'A equipa vai piorando a cada jogo que passa'. Em primeiro lugar, comparar a dificuldade de um jogo com este o Atlético de Madrid, neste momento de forma, com os adversários anteriores é de si uma ideia erradíssima. Logo aí um inexplicável exercício da desvalorização do domínio que exercemos na primeira parte do jogo. Mas além disso isso faz com que se confunda a qualidade destes primeiros 45 minutos com os dos jogos anteriores. Pois considero que foram muito melhores! Diria até que, ver 90 minutos daquele nível, com uma subjugação clara de uma equipa tão forte, será muito difícil. Ao FCPorto e a qualquer equipa...

Segundo erro: comparação com o treinador e com o modelo de jogo anteriores. Pis já aqui falou do assunto e não tenho muito a acrescentar. Basta dizer que os jogadores são diferentes, os adversários são diferentes, etc. Só a capacidade dos portistas em sobrevalorizar os erros actuais e ao mesmo tempo que se endeusa êxitos anteriores é que se mantém intacta.

Terceiro erro: comparação com o plantel anterior. Dizem que temos mais soluções e que tal deveria permitir uma vida mais fácil ao treinador em termos de rotação da equipa e gestão do cansaço. O que é melhor? Um plantel com um onze fortíssimo e um banco mediano ou um plantel homogéneo em termos de qualidade, mas com jogadores entre o razoável e o bom? Óbvio que o FCPorto tem um plantel bom, mas perdeu dois foras-de-serie que estavam envolvidos na construção de jogo ofensivo. Os substitutos não têm a mesma qualidade apesar de trazerem atributos diferentes. Temos um problema óbvio de gestão dos ímpetos e dos ritmos do jogo em fases de construção, ao qual não são alheias as saídas de Moutinho e James. Muitos perguntam porque é que não descansamos com bola nos momentos em que abrandamos o jogo. Boa sugestão, mas já não temos Moutinho e como tal teremos que arranjar uma solução alternativa visto que não temos um jogador alternativo. Quem tem um jogador como Moutinho? Só o Mónaco...

Quarto erro: fixação em Quintero. Chamo-lhe o movimento anti-varelas... Futebol é espectáculo e Quintero é daqueles habilidosos que aproxima o desporto ao patamar artístico. Mas convenhamos que o jogo é bem mais que isso. Evitar que os artistas possam jogar o que sabem é também uma arte. Fazer com que os Quinteros consigam ter bola contra adversários como o Atlético de Madrid é ainda mais difícil. Ora está mais que provado que o FCPorto ainda não está preparado para acolher convenientemente Quintero nestes jogos. Por exemplo, na terça-feira a pior fase de construção de jogo da equipa coincidiu com a saída de Lucho por troca directa com o miúdo. Dirão que entrou na fase pior da equipa. Mas poderei contrapor dizendo que, se tivesse jogado de início, acredito que não conseguiríamos empurrar o adversário como conseguimos. O esquema actual do FCPorto não tem lugar permanente para Quintero mas tem lugar para Varela e Defour. Dirão que o Quintero é mais talentoso, mas sendo este um desporto colectivo, a medida de talento não deve ser doseada com um grau de utilidade? Onde anda o jogador brasileiro que há uns anos conseguia controlar a bola com o nariz? Kerlon, lembram-se? Truque bonito, mas tão pouco útil à equipa... Comparação absurda, não é? Por vezes são precisas para defender uma posição.  Talento ao serviço da equipa! É o que se pede.

É esse o grande desafio de Paulo Fonseca e de todos os treinadores: tirar melhor partido do talento que tem e, até este momento, tenho concordado com grande parte das opções. No entanto, não perdoarei se o rendimento de alguns jogadores, aos quais ainda não vi um rendimento suficiente para entrar na equipa, não forem evoluindo à medida que a época vai avançando. Será, esse sim,  um sintoma de treinador fraco e limitado. É muito fácil trabalhar com onze Defours. Os Quinteros é que dão trabalho, mas valem a pena!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

90 minutos


Muito temos falado sobre as oscilações exibicionais que o FCPorto apresenta durante o próprio jogo. Às vezes dominamos 30 minutos outras vezes 45. Bem longe dos 90 minutos que dura o jogo. E ainda há os descontos... Ainda assim, não são comparáveis os trinta minutos que apresentamos hoje com as exibições anteriores. Este Atlético de Madrid é bem melhor que os adversários que enfrentámos até agora. Direi sem problema, que é melhor equipa que o FCPorto. Pelo menos para já. Está melhor orientada, é uma equipa madura e com uma cultura colectiva que nós ainda não temos. Se formos comparar posição a posição, a avaliação poderá ser outra mas, como equipa, não estamos ao mesmo nível. Souberam aproveitar muito bem as nossas desconcentrações e a nossa intranquilidade.

A valia do adversário valoriza um pouco os nossos primeiros minutos em que dominámos o jogo por completo. Por um lado... Por outro, dá um bocado a ideia de que jogámos com uma intensidade que não conseguimos manter nos 90 minutos... Coisa de equipas inexperientes! Não se percebe, dado que apenas um jogador, do onze inicial, está a fazer os seus primeiros minutos na Champions League. Será inexperiência do treinador? Prefiro manter a minha ideia inicial: o Atlético é melhor equipa neste momento e vai ser primeiro no grupo. Mérito ao adversário. Mas com mais acerto na finalização e até se teria resolvido o jogo cedo.

Individualmente, não encontrei más exibições na primeira parte. Centrais seguros, boa incorporação de laterais, meio campo muito pressionante e a ganhar muitas bolas e Jackson a facturar. Ao intervalo tudo mudou. A equipa mais pressionante passou a ser a adversária, os laterais baixaram muito de produção, Jackson mal tocou na bola e os médios não conseguiram mantê-la jogável no meio-campo adversário. As bolas jogavam-se entre os defesas, Fernando e Helton. A lesão de Lucho só veio piorar as coisas e a equipa nunca mais se encontrou. Varela parecia que estava a fazer tudo para irritar o Dragão... Do banco não veio grande ajuda. No geral destacaria como melhores, as exibições de Fernando e de Otamendi. Até são jogadores que têm jogado abaixo do esperado. Destaque igualmente para infantilidades que originaram as faltas que dão em golo. A segunda então é mais um daqueles lances em que Mangala se atira descontrolado para cima do adversário que está de costas para a baliza. Josué continua demasiado faltoso e podia ter sido expulso por acumulação de amarelos.

Em suma, jogámos como equipa inexperiente e a Champions não perdoa. Convém, no entanto, não sobrevalorizar a derrota, por causa da valia do adversário. Importante será atacar o problema que todos vemos: o jogo tem 90 minutos!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Um Calcanhar Mágico que Desbloqueou o Encontro...

Foi assim há 4 anos... o autor dele viajou dois anos depois, precisamente, para os colchoneros e é, atualmente, um dos melhores pontas de lança do Mundo de seu nome Radamel Falcao... o jogo marca ainda a estreia na Liga dos Campeões de De Gea que tinha entrado para o lugar do lesionado Roberto... Rolando, que se estreou este fim de semana pelo Inter, selou o resultado em 2-0... FC Porto e Chelsea seguiram em frente neste grupo da Champions...

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Encolhimento



Quanto mais o tempo passa, menos minutos de futebol se têm visto ao FCPorto. Desta vez terão sido trinta minutos. Não será dramático porque esses minutos chegaram para garantir os três pontos. Mas não deixa de ser estranho que o golo não tenha surgido nessa melhor fase no jogo. E isso sim já dá para assustar... Significa que tirámos o pé do acelerador antes de garantir o resultado. Isto apesar de jogarmos em casa, perante o nosso público e em fim de semana de festa de aniversário. Centésimo vigésimo aniversário!

Vamos às razões. Proximidade do regresso à Champions? Espiral de perda de confiança após exibições em Viena e no Estoril? Incompetência de Paulo Fonseca? Calma! Os sintomas são preocupantes e foram agudizados por se notarem em três jogos consecutivos. Acho que temos razões para estarmos apreensivos até porque vem aí um jogo muito difícil que poderá lançar a equipa até níveis de confiança ainda piores. Mas também noto que o facto de termos terminado o jogo como terminámos, com um futebol tristonho e trapalhão, ajuda à exaltação dos adeptos. A última imagem que fica é essa. E esquecemos tudo. Esquecemos que as exibições tristonhas em vésperas de Champions têm sido regra nos últimos anos, sobretudo no Dragão. Esquecemos que contra esta mesma equipa, na Supertaça, marcámos três golos em trinta minutos. E a exibição foi rotulada de fantástica! Quem vê o resumo do jogo de sexta-feira consegue facilmente encontrar fundamento para dizer que podíamos ter estado a ganhar por 3-0 nos primeiros minutos. E tudo seria diferente. Até perdoaríamos a desaceleração a pensar na Champions League. Mas seria uma interpretação tão simplista como a dos assobiadores. Simplista e descontextualizada da tendência que vimos notando. Julgo que o problema é confiança. A equipa ainda não percebeu exactamente o que pode valer e o próprio treinador ainda não os conseguiu convencer a comprometerem-se com 90 minutos de intensidade futebolística. Senti o mesmo no ínicio do Vitor Pereira mas confesso que esperava que Paulo Fonseca demorasse menos tempo a resolver o problema. Uma vitória na próxima terça-feira poderá ser o 'click' de que precisamos.

Resumindo o jogo, julgo que fizemos uns agradáveis primeiros trinta minutos, empolgados pelas entradas na equipa de Quintero e Josué. Foram várias as oportunidades claras de golo, mas o futebol da equipa foi acalmando até níveis demasiado baixos. No entanto o golo apareceu. Penalti forçadíssimo que pouco nos ajudou a melhorar a impressão que temos da exibição e que muito ajuda à teoria dos poderes ocultos dos nossos adversários. Não precisávamos disto, mas não diria que foi o facto principal do jogo. Se não tivesse havido penalti, o FCPorto teria de voltar a carregar como o fez na primeira parte, porque sabemos que o empate não era satisfatório. Assim optamos por adormecer o jogo. Não permitimos oportunidades ao adversário e isso já foi uma evolução em relação aos jogos anteriores. Na globalidade, avaliaria a exibição com um 'sofrível'.

Individualmente, acho que Quintero já mostrou mais e esteve mais em jogo. Josué também entrou bem apesar de se ter apagado com a equipa. Lucho jogou na mesma posição de sempre e isso chegou a criar alguma confusão. Jackson não esteve muito em jogo. Licá não esteve inspirado mas Varela esteve bem pior. Olhando adicionalmente para a exibição de Defour, diria que um dos problemas de Paulo Fonseca foi o facto de não ter tido bons contributos vindos do banco. E isso ajudou à fraca exibição da segunda parte. Só Carlos Eduardo ajudou a mexer um pouco. O jogador que mais me agradou foi Mangala. Grande melhoria em relação aos jogos anteriores. O resto foi fraquinho.

Contra o Atlético de Madrid mais perigoso dos últimos tempos, temos na terça o maior teste da época. Esperem uns espanhóis lutadores, cínicos ofensivamente e letais nas poucas oportunidades de que vão dispor. Nada a ver com os fanfarrões que nos visitaram há uns anos. Para mim são os maiores candidatos à passagem em primeiro lugar.

Mais factos importantes do fim de semana. A abertura do museu que era dos poucos projectos ainda não concretizados pelo nosso Presidente. É de saudar! Por último, um facto já esperado até porque os três candidatos com possibilidades de vencer já o indicavam. Finalmente voltámos a ter um Presidente da Câmara Municipal do Porto que não é alérgico e hostil em relação à instituição que mais tem feito pela a elevação do nome da cidade. Não queremos favorecimentos. Apenas o justo reconhecimento e uma relação cordial. Esperemos que seja já este ano que se volte a festejar o título num só sítio: a Avenida dos Aliados.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

FC Porto 3-1 V. Guimarães (87-88)...


Notas:
- 0m00s: Lembro-me perfeitamente de ter estado lá neste jogo... os jogos contra o Guimarães levavam sempre muita gente ao estádio... eles também vinham muitos...
- 0m33s: António Oliveira era o treinador do Guimarães... julgo ser este o ano do famoso caso N´Dinga...
- 0m53s: Bom golo do Guimarães... Caio Júnior, de calcanhar... tenho ideia que era craque...
- 1m26s: Jaime Pacheco marcou o primeiro golo do F.C. Porto, precisamente ao clube onde posteriormente apareceu em grande nível como treinador...
- 1m42s: Há uma grande jogada do FCP no final da primeira parte pela ala esquerda que termina sem grandes efeitos práticos...
- 2m03s: Uma mancha castanha enorme no meio do relvado...de uma baliza a outra... estávamos no fim de mais um Inverno e os relvados não eram como os de agora...
- 2m58s: Livre fantástico de Sousa a fazer a bola embater no poste...
- 3m31s: Grande golpe de cabeça de Gomes a fazer o terceiro do FCP... com classe... antes tinha tido, pelo menos, três grandes oportunidades que não conseguiu concretizar...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

PF vs VP

Começo a ficar desgastado com as comparações entre Paulo Fonseca e Vítor Pereira, quase tanto como já tinha ficado com as comparações entre Vítor Pereira e André Villas Boas. Parece que os portistas se esquecem que isto não é uma luta entre o futebol 2013/14 e o futebol 2012/13. Isto é uma luta contra adversários e o principal é o Benfica! Não é por ser o mais forte, para isso temos o Atl. Madrid ou o Zenit e ainda espero vir a ter Man. Utd, Chelsea, Real ou Barça, mas principalmente por ser o clube mais pretensioso, mais demagogo e mais nojento que existe e que mais ódio tem gerado nas outras equipas (o Braga, antigo bastião lampião, é o exemplo mais evidente).

Voltando ao PF vs VP e estou perfeitamente à vontade porque nunca fui dos maiores críticos de VP (ah, quem está a escrever este texto é o Pis e não o Prata), permitam-me o desabafo...

Mas agora decidimos descobrir que o futebol de Vítor Pereira era encantador e arrastava multidões ao estádio? Foi preciso o homem ir embora para descobrirmos que afinal é um grande treinador? Já nos esquecemos que ganhamos 2 campeonatos com muito demérito do Benfica por praticamente ter desperdiçado uma vantagem considerável nos jogos em casa perto do final da época? Que fomos humilhados em Coimbra na Taça de Portugal? Que não fomos ao Jamor nas duas últimas épocas? Tivemos uma participação execrável nas competições europeias no primeiro ano? Exibição medíocre na final da Taça da Liga que perdemos para o Braga de Peseiro?

Acho que chega de comparações com as oportunidades que os nossos adversários agora dispõem diante da nossa baliza ou a falta de controlo do jogo. São treinadores e táticas diferentes. A equipa não está a jogar bem mas nem sempre foi tudo perfeito nos últimos anos. No primeiro ano de VP, precisamente à 5ª jornada perdemos os primeiros pontos. Onde? Em Aveiro contra o Feirense com os gajos a falharem um golo escandaloso nos últimos minutos. Na jornada a seguir estávamos a empatar 2-2 com o Benfica após estarmos duas vezes em vantagem. Por favor, direcionem as baterias noutra direção, na direção Sul contra os mouros!

O PdC ainda é vivo ele saberá o que fazer com PF, não nos preocupemos... pelo menos tão cedo :-)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

LOBOtomia


Era para nem falar disto, mas não resisti...

Não. Ao escolher este título de post, não quero dizer que Jesus andou à pancada com a polícia por lhe ter sido retirada parte do cérebro... Até porque a pré-histórica técnica, que em tempos até valeu um prémio Nobel (ou Nobél) da medicina a um Português, supostamente teria um efeito oposto: era suposto o homem ficar calminho. 

Apenas queria arranjar um jogo de palavras (fraquinho) para me referir à manobra de diversão que se tentou aplicar com esta história da bárbara agressão aplicada alegadamente a Nuno Lobo, presidente da Associação de Futebol de Lisboa. Além das alegadas agressões, as dolorosas injúrias! Muito sofreu o xoninhas... Perdão! Permitam-me corrigir para 'alegadamente xoninhas'... De facto pareceu-me um personagem um pouco morcão (alegadamente), mas às vezes as primeiras impressões são enganadoras e é até possível que ele seja mesmo, como tanto apregoa, o instigador da força destrutiva que vai devolver o futebol lisboeta à hegemonia eterna no futebol nacional. Isto apesar da sua aparente e alegada obsessão por bananas...

Mas chega de falar do acessório, por muita piada que eu ache à personagem. Jesus, o mestre da táctica, tal como Scolari, foi defender o 'minino'. Problema: em vez de andar 'à pêra' com um jogador sérvio, Jesus meteu-se com polícias. E isso faz as delícias de todos os que não seguem a causa do mais maior grande clube de Portugal e territórios Ultramarinos. Que é que nos vão arranjar mais? Esta época do Benfica tem sido um autêntico rodísio de disparates! Parem lá um bocadinho que também não precisa de ser todas as semanas... Desde o camião de Sérvios mais os 'irmões', ao negócio Roberto, às valorosas contratações que acabaram quase todas emprestadas ou não inscritas, ao pedido de desculpas e reintegração do Cardozo, até aos insultos do Luisão dirigidos aos adeptos, etc. Ufa! É interminável! E tudo em três meses...

Jejus anda a precisar desesperadamente do carinho dos seus adeptos. Pelo menos os da claque, já conquistou. O homem só pode ser idolatrado! Vejam bem se o acto de andar à pancada com a polícia, sem ser preso, não é o sonho molhado de um membro de claque?

Vamos finalmente ao ponto: será que o treinador vai ser castigado? Tenho sérias dúvidas. Se o for, vai ser de curta duração e, se calhar, até vai calhar convenientemente numa pausa para jogos das Selecções ou no Natal. Pouco me importa pelo mestre. Eu até acho que ele faz falta aos portistas no banco das papoilas. A questão vai ser sempre aquela dúvida com que ficamos: e se fosse o Paulo? E se tivesse sido o Vitor? Ou o André? Ou até o Leonardo? Será que voltava a ser aplicada a inédita figura da suspensão preventiva? Será que voltavam os castigos superiores a três meses? E aí deixa de ser tão divertido. Mas enquanto não vem o castigo ou a abssolvição, podemos continuar a rir.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Era uma questão de tempo


Paulo Fonseca falava das exibições fracas que temos apresentado fora de casa.  Fez bem em tê-lo feito. O objectivo seria espicaçar a equipa para uma mudança de rumo. Pois podemos concluir que não resultou. Já sabíamos que a deslocação era difícil mas não esperávamos que a equipa não conseguisse reagir apresentando um futebol de qualidade e intensidade ainda inferiores ao que temos visto.

Relativamente ao jogo em Viena voltou Defour, mas não voltou o equilíbrio. Sempre um futebol muito trapalhão, com muitos passes falhados e com uma defesa muito desorientada, trapalhona e faltosa. Quem diria que o sector mais forte da equipa iria tremer tanto perante estes avançados mais chatos que talentosos... As tremideiras da defesa foram intranquilizando a equipa e promoveram o total descontrolo do jogo. Podíamos ter ganho mas também podíamos ter perdido. Isso diz tudo sobre o nosso controlo sobre o jogo.

Individualmente, Lucho foi tentando remar contra a maré sem sucesso. Jackson marcou mais um e quase nos deu a vitória. Ainda dizem que não está em forma. Se todos os colegas tivessem este rendimento, fora de forma...Exibição regular de Licá. Vamos aos jogadores de quem não gostei, quase todos. Varela perdeu a oportunidade de matar o jogo e falhou escandalosamente o golo da tranquilidade. Depois os dois centrais. Otamendi parecia que queria ser expulso logo no início do jogo. Depois foi coleccionando trapalhadas. Mangala não esteve melhor e está no lance do golo do empate. Quando a equipa apresenta falta de intensidade há sempre um jogador que consegue apresentar menos que todos os outros. Danilo esteve bastante mal por entre a sua irritante displicência. Foi dos que falhou mais passes. Fernando também não me agradou muito. Defour esteve pouco em jogo o que é estranho num jogo em que a batalha se travou no meio campo. Alex Sandro está em queda de forma.

Quanto a  Paulo Fonseca, não basta ter o discernimento de detectar o problema. É preciso fazer alguma coisa. Mesmo no jogo, perante uma exibição muito tremida, fazer-se a primeira substituição aos 75 minutos é muito tarde dado o desenrolar de acontecimentos. Gosto de pro-actividade a partir do banco e o Paulo esperou de mais.

Sei que há dois erros graves de arbitragem nos nossos golos sofridos. Fica o registo. Se eu acreditasse na idiotice que é aquela coisa do record a que chamam de 'Liga da Verdade' diria que perdemos injustamente dois pontos. Direi antes que tivemos um jogo que não merecíamos ganhar mas que só não ganhámos por dois erros de arbitragem.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Estádio Talismã



Este estádio é mesmo especial! Jogue-se bem ou mal a vitória aparece sempre... Ora o estádio estava habituado a ver-nos ganhar. Não sei se estava habituado ao futebol fraquinho que apresentámos ontem. Nos primeiros trinta minutos foi mesmo do pior que vimos esta época. Muita atrapalhação, imensos passes falhados e um nervosismo difícil de explicar tendo em conta que o adversário era muito inferior e que apenas dois jogadores se estavam a estrear na prova. A culpa é sempre do treinador mas, no entanto, gosto que ele reconheça sempre que a equipa passa por estes períodos. É mais fácil corrigir quando se reconhece o problema... Isto em clara comparação com o que acontecia nos dois anos anteriores. 

Vamos ao jogo. Fraquíssimos primeiros trinta minutos e um final de primeira parte melhor. Tal fez-nos prever uma segunda parte diferente. Foi o que aconteceu. Não que tenhamos melhorado muito. Simplesmente conseguimos marcar, criar mais oportunidades e gerir o jogo com mais calma. Isso não impediu de sofrer calafrios, alguns autoinflingidos... Mas estávamos a jogar fora de casa e com o resultado de 0-1 apenas permitimos duas oportunidades, uma oferecida por Otamendi e outra num lance estudado em que se deixou o Lucho KO na marcação de um livre para se ter liberdade para cruzar sem oposição. Feio! As substituições vieram trazer a tranquilidade em posse e essa foi a melhor defesa. Alguns mestres da táctica prefeririam lançar mais um central para defender os dois pinheiros que entraram. São opções...

Vamos a individualidades. Lucho foi o único que jogou a um nível aceitável. MVP. Helton também esteve bem mas não teve de fazer nada de especial. Fernando começou mal mas foi crescendo no jogo acabando por ser um dos melhores. Os defesas pareciam muito incomodados com a agressividade dos austríacos. Muitas faltas desnecessárias. Otamendi foi o pior. Josué esteve demasiado estático. Tem de perceber que, se quer jogar ali, tem de se movimentar muito mais para tocar a bola. Licá fez um jogo esforçado e nada mais que isso. Varela e Jackson estiveram ligeiramente melhor mas bastante trapalhões. As entradas de Ismaylov e Herrera mataram o jogo e Quintero ainda teve tempo para uma asneira de palmatória e para dois pormenores deliciosos.

Concluindo, esta vitória não me deixa demasiado contente pela exibição, mas era imperativo ganhar. Este Áustria de Viena é sério candidato a terminar o grupo sem pontos.  Qualquer ponto perdido com este adversário será decisivo na luta a três que se adivinha. No ano passado começámos por vencer em Zagreb com um golo de Lucho (e outro de Defour mas na compensação) e depois resolvemos a questão vencendo os dois jogos seguintes em casa. Esperemos que se consiga repetir.