domingo, 23 de abril de 2017

Idem


Começa a ser fastidioso este exercício de cronista que faço ao Domingo. É que não consigo dizer nada de novo. Vamos ao resumo do costume? Aqui vai: voltámos a dar uma parte de avanço e voltámos a ser roubados. Fim de crónica.

domingo, 16 de abril de 2017

O campeonato num jogo


Pode parecer pelo título do post, mas estão enganados se julgam que este é uma crónica do adeus ou do meu anúncio do fim da esperança. Nada disso! É apenas uma constatação de que a nossa época se pode resumir neste jogo e nesta frase que o resume: Empate resulta da nossa habitual tendência para apresentar rendimentos demasiado dispares entre duas partes do jogo e da equipa de arbitragem, e o seu carácter humano... 

Esta humanidade do erro tem vindo a brindarmos com dificuldades acrescidas deste a segunda jornada do campeonato e não é expectável que tal vá mudar até ao final. Seria mais uma razão para que a equipa entrasse em campo com outra atitude competitiva. Mas repetiu-se o medo cénico que vimos na Luz. Uma grande segunda parte não chegou para inverter o que de mal se fez na primeira. Mais uma vez vamos ouvir argumentações que levantam o problema da ausência de Corona do onze, dado o seu efeito quando entrou na partida, algo que já se tinha visto no fim de semana passado. Mas o problema está na insistência neste desenho de ataque híbrido, em que não se percebe bem o que se exige a André Silva. Tem de abrir pela direita ou tem de apoiar Soares pelo meio? Ou as duas hipóteses anteriores? Nem Nuno sabe... É um problema recorrente e até poderia ser uma daquelas dinâmicas que evoluísse ao longo dos largos minutos em que tem sido implementada. Mas não! Tem piorado. Enquanto assim for, parece-me óbvio que não deverá ser tentada novamente e também me parece que Nuno vai ter de passar a usar a dupla da frente com Brahimi e Corona nas alas. Para a semana até terá de ser Otávio dado a cirúrgica escolha do quarto árbitro na expulsão de Sábado. Mais uma vergonha!

Dizem por aí que esta foi a deslocação mais difícil até ao final do campeonato. Pois eu estive lá e não me parece que este Braga esteja ao nível de Marítimo e Chaves. Talvez o Braga mais frágil que vi nos últimos dez anos. As lesões não ajudam e parece-me que o treinador que escolheram também não.

Individualmente, continuarei a destacar Brahimi. Claro MVP e o nosso único farol quando as coisas não estão a correr bem. Foi um erro tirá-lo de campo e faria muito mais sentido não mudar, ou tirar André Silva por Jota. Corona voltou a entrar muito bem e quase deu a volta ao jogo. Pela negativa tenho três destaques. Alex Telles ficou a filmar o golo do Braga quando podia ter acabado com o lance na raiz. Felipe ficou amarelado no primeiro minuto. São os dois jogadores em mais se nota o nervosismo. Quem também não esteve nos seus dias foi Oliver. Ainda por cima teve o erro que quase nos tirou do jogo. André André não esteve muito melhor e Danilo também esteve muito lento a soltar a bola.

Toda a esperança em Alvalade! É o que nos resta... Mas entretanto, temos de resolver a questão da diferença de golos já contra o Feirense.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Diferença de golos


Senti o Dragão inquieto mas acabou por ser o jogo tranquilo que todos ansiávamos. A segunda parte do jogo começou com alguma 'trapalhada' e com lembranças traumáticas do último jogo no Dragão, mas cedo se  transformou numa contagem de golos que irão contribuir para o nosso potencial de diferença de golos. Os mais atentos não esquecem que esse pode ser o factor que decide o campeonato.

Voltámos àquele híbrido estranho de ter dois avançados e em simultâneo não os ter. André Silva bem tenta ser útil neste esquema mas está difícil. Muito faz ele ao lutar por todas as bolas como se fossem as últimas e ainda conseguiu uma assistência para o primeiro golo de Danilo. Mas não me parece que este seja um esquema que aproveite bem as potencialidades de ter dois goleadores em campo. Nuno tarda em encontrar uma solução para estas dificuldades. Ainda há muito a trabalhar em termos de posicionamento. Muitos tenderão a associar a saída do miúdo e a entrada de Corona com os golos da tranquilidade mas, dos 60 aos 70 minutos, multiplicaram-se as oportunidades de golo e parecia certo que o golo ia surgir a qualquer momento. Vitória justa e calma que não apaga, no entanto, uma notória bipolaridade exibicional dentro jogos. Foi clara a diferença de rendimento entre a primeira e a segunda parte. Com o Setúbal tinha sido ao contrário... Em Braga vai ser preciso um rendimento mais constante ao longo do jogo e julgo que Nuno, perante a primeira parte de ontem, deverá voltar ao esquema da Luz.

Individualmente dou o MVP a Brahimi. Voltou a ser o mais desequilibrador e é o nosso jogador em melhor forma. Surpreendentemente gostei de Boly. Foi a primeira vez que gostei. Esteve melhor que Felipe. A propósito, há por aí um linha da cartilha que nos tenta iludir e dizer que Felipe deveria ter sido expulso. Foi mesmo à minha frente e o jogador que para quem se destina o passe cortado pelo Felipe, supostamente com a mão, está claramente em fora-de-jogo. Não acreditem em tudo que vos dizem, mesmo sendo no tribunal d'o jogo que até costuma ser 'amigo'. Gostei também da entrada de Corona que surtiu efeito quase imediato. Não tenho notas negativas.

Em Moreira de Cónegos continuaram duas tendências que vêm marcando o campeonato em 2017. Por um lado, a falta de vergonha continua e foi mais uma arbitragem 'amiga'. Por outro, a qualidade exibicional do nosso adversário mantém-se pobre. Como diria o nosso mal amado ex-treinador Lopetegui, este Benfica dá-nos «mucha ilusion»...

domingo, 2 de abril de 2017

Tudo na mesma - parte 2


Falhámos pela segunda jornada consecutiva o assalto ao primeiro lugar e deixamos de depender apenas dos nossos resultados para chegar ao título de Campeões nacionais. Esta é de facto a grande conclusão a tirar do nosso resultado na Luz. Já sei há atenuantes, que é difícil vencer nesse estádio, que o jogo não nos correu propriamente bem, etc.. Estou menos confiante do que o que estava antes do jogo, pelo simples facto de já não dependermos de nós e de faltarem apenas 7 jogos para o final. Não me venham com a história de o Sporting poder ajudar. O FCPorto não se fez de 'jeitinhos' de adversários. Fez-se de vitórias! Ainda acredito, mas agora estou mais apreensivo. 

Quem não parece estar apreensivo é o Eng. Luís Gonçalves que pareceu festejar o empate no relvado. Já percebemos que ele tem um estilo de dirigente de 'coração ao pé da boca', mas exige-se mais prudência quando se festeja um empate que apenas adia as decisões e que nos deixa dependentes dos resultados de outros.

Vamos ao jogo. A entrada em jogo foi o que mais me desiludiu no jogo de ontem. Era fundamental entrarmos com autoridade. Todos o sabíamos e todas as equipas que lá ganharam este ano fizeram assim. Não o conseguimos. Os primeiros passes não saíram, a pressão era forte e nós sabemos que este FCPorto deste ano não demonstrou nunca ser capaz de gerir o jogo com calma e em posse.  E assim entrámos na 'vertigem' que era o que o adversário queria. O golo saiu cedo e isso ajudou a agudizar o problema ainda mais. Temia-se o pior, até que Brahimi começa a pegar no jogo.  Aí sim, tivemos bola, causámos problemas e jogámos bem até chegarmos ao golo. E chegámos ao golo porque entrámos na segunda parte como deveríamos ter entrado na primeira. O problema aqui foi que não conseguimos cavalgar na onda que criámos. Tivemos logo a seguir dois bons lances, sendo que o de Soares quase dava golo. Mas bastou um lance de perigo do adversário para que a equipa se assustasse e acabámos por passar o resto do jogo a sofrer mais do que a causar sofrimento. Aí valeu San Iker, mais uma vez. Saímos vivos, mas em pior posição do que a que estávamos quando entrámos.

Individualmente, dois jogadores acusaram a pressão: Felipe e Alex Telles. Apesar de o segundo ser reincidente, o primeiro teve erros mais graves. Dou o MVP a Casillas porque acabou por ser decisivo a defender a vantagem. Mas o jogador que gostei mais foi Brahimi. Foi o primeiro a elevar o seu nível de jogo e só aí é que a equipa se soltou. Além disso, foi o que criou mais problemas e é ele que começa a jogada que resulta no golo. Marcano e Danilo estiveram  a um bom nível. André André e Oliver foram oscilando com o jogo mas dou nota positiva no global. Corona apareceu no início da segunda parte em bom nível mas foi pouco. Soares também apareceu muito pouco.

Quanto ao árbitro, há um erro grave no julgamento da marrada do Jonas. Grave e propositado. Aceito o penalti apesar de reconhecer que é ridícula a forma como o Jonas se atira para cima do Felipe. A impunidade é tanta que nunca teve de aprender a mergulhar em condições. Depois Pizzi continua a sua saga de fugir aos amarelos. Já a defesa do FCPorto não teve hipoteses e foi toda premiada pela sua excessiva e selectiva 'violência'. Fomos muito penalizados na análise às segundas bolas e já sabemos que é assim que os melhores artistas da arbitragem inclinam os campos. Há um lance de fora-de-jogo de Jota mal assinalado que o pôs na cara de Ederson. Erro grave, talvez o pior de todos.

Resta-nos ganhar 7 jogos seguidos. Já o fizemos neste campeonato.