segunda-feira, 25 de março de 2019

2019.03.16. Momentos que não aparecem nos resumos...

Danilo a rematar em direção a Casillas para este poder aquecer...

2019.03.25. FC Porto 2-0 Chaves (24 Anos)...

🗓1995.03.25
🆚 Chaves
🏟 Antas
📖 Dragões Diário
 "Há 24 anos o FC Porto recebeu e venceu o Chaves por 2-0. Domingos abriu o marcador e Secretário fechou as contas do jogo ainda na primeira parte, com este grande golo."

2019.03.25. Basculação Highlights...


domingo, 24 de março de 2019

2019.03.16. Momentos que não aparecem nos resumos...

A cara ainda é nova. Percebe-se que Herrera não a queira estragar...

sábado, 23 de março de 2019

quarta-feira, 20 de março de 2019

2019.03.20. Panathinaikos 0-2 FC Porto (16 Anos)...

🗓2003.03.20
🆚 Panathinaikos
🏟 Apostolos Nikolaidis
📖 Dragões Diário "Depois do golo de Olisadebe e da derrota nas Antas, o FC Porto foi à Grécia ganhar e virar a eliminatória do avesso, tal como José Mourinho tinha previsto. Derlei fez os dois golos."

2019.03.16. Momentos que não aparecem nos resumos...

Danilo a fazer de Oliver...
 

2019.03.20. Basculação Highlights...


Momentos que não aparecem nos resumos...

Corona anda confiante...

terça-feira, 19 de março de 2019

segunda-feira, 18 de março de 2019

2019.03.18. Neste Dia - Sporting 0-1 FC Porto (35 Anos)...

🗓1984.03.18
🆚 Sporting
🏟 Estádio de Alvalade
📖 Dragões Diário "Sem jogar desde o final de janeiro, Fernando Gomes regressa à competição no Estádio de Alvalade, frente ao Sporting, e demora apenas 11 minutos a decidir o clássico (0-1), finalizando de cabeça após boa incursão de Jaime Magalhães pelo flanco direito."

Pressão alta



Desde que escrevi aqui pela última vez, já colámos no primeiro lugar. A desilusão que tivemos de engolir depois do clássico do Dragão, trouxe também algum estado de apreensão com as hipóteses de revalidar o título. Efetivamente, o Benfica teria de empatar duas vezes ou perder uma. Em simultâneo, o FCPorto teria de ganhar todos os seus jogos. Parecia um cenário complicado, mas, passadas duas jornadas, o cenário melhorou um pouco e a moral voltou a crescer. Notou-se até nas caras dos adeptos, ontem no Dragão. 

Não deixa de ser verdade que, ao ganhar em Moreira de Cónegos, o Benfica passou-nos a responsabilidade de ganhar em Braga. Era teoricamente a segunda deslocação mais difícil que tinham até ao final do campeonato e agora nós temos a nossa mais difícil. Uma vitória poderá aumentar ainda mais o nível da pressão que teremos de manter em níveis máximos, até ao final. Convém não esquecer que, nos próximos tempos, vamos jogar sempre antes do Benfica, por causa das opções dos operadores na Taça de Portugal e pelo facto de nós estarmos na Champions e eles na Liga Europa. Pensar que havia por aí portistas a desejar que eles não passassem o Dinamo de Zagreb... Mas jogar antes, só é uma vantagem se formos ganhando. O calendário pode ajudar, mas as vitórias é que põem pressão.

Quanto ao jogo com o Marítimo, era uma questão de tempo. O FCPorto entrou muito forte e, com a expulsão, ficou dono do jogo até ao final. O golo tardou um pouco, mas a avalanche era tal que seria uma questão de tempo.

A propósito da expulsão, um aparte sobre a análise do painel do jornal O Jogo. Unanimidade contra a expulsão? Isolado, com a bola a rolar à frente e perfeitamente ao alcance do Marega e em direção à baliza. Que mais querem? É esta arbitrariedade que faz com que o VAR esteja a ser tão difícil de implementar no futebol mundial. Apenas direi que basta ir ver o resumo do Santa Clara-Benfica para perceber que este árbitro, certo ou errado, ao menos é coerente nestes lances. Não expulsou em nenhum dos casos e foi salvo em ambos pelo VAR.

Adiante, gostaria de falar um pouco da avalanche. Efetivamente criámos muito perigo, rematámos muito, mas marcámos pouco e já perto do final. Julgo que já são pouco os que se iludem e acham que isto é fruto que factores como sorte ou outra qualquer teoria desresponsabilizante. Antes de abordar mais uma vez a questão, deixo apenas dois breves resumos das estatísticas de jogo publicadas no site da Liga.

 

A da esquerda é do nosso jogo de ontem e a segunda é do 10-0, resultado mais desequilibrado desta e das últimas ligas. Comecemos pelo número de remates. A Liga até nos rouba alguns, visto que as estatísticas da Opta dão-nos 31/8 (remates/enquadrados) contra 24/14 do Benfica nesse jogo. Rematámos mais 30% para uma eficácia de enquadramento que é menos de metade da do Benfica nesse jogo. Isto num jogo em que temos 80% de posse de bola, em que jogámos cerca de 90 minutos contra 10 e em que nem permitimos que o adversário respirasse atacando. Nem sequer remataram à nossa baliza! Desenganem-se os que acham que isto é uma ode ao futebol benfiquista, que também tem muitos problemas que têm sido resolvidos exactamente à custa desta eficácia. Basta ver o que aconteceu na passada segunda-feira. O que pretendo é demonstrar que eles têm muito mais qualidade que o FCPorto na definição. Este é um problema que teremos de minimizar até ao final do campeonato e tratar convenientemente no mercado de Verão.

Ora, importa saber como minimizar o problema de precisarmos de mais oportunidades para marcar golos, do que o nosso adversário direto na luta pelo título? Desde logo, importa jogar com os melhores, sempre! Ontem, por exemplo, jogar com os melhores significava entrar em campo com a equipa que terminou o encontro. Na qualidade de finalização não podemos variar muito. Soares e Marega marcam pouco para o que a equipa cria, mas são claramente melhores do que qualquer das opções de banco. O que podemos fazer é criar condições para que a bola lhes chegue em melhores condições. Isso implica que jogue o jogador que passa com mais qualidade, no plantel e na liga portuguesa. Implica também que jogue o melhor driblador, do plantel e da liga portuguesa. Precisámos de profundidade nas alas? Então tem de jogar o nosso lateral que chega à linha mais vezes. Parece simples, mas temos chocado com uma realidade diferente, a cada vez que vemos o onze escalado. Dou por mim a fazer perguntas que pensei nunca fazer: mas agora é normal o Brahimi ir ao banco? Não me lixem com f! Não é! Não pode ser tratado como tal. E Conceição confirma que é uma opção convicta. Perguntaram-lhe após o jogo. Ele diz que apostou nesta equipa e que, como está contente com o desempenho de quem entrou, tem de ser coerente. Mas a coerência tem muito que se diga. Se fosse sempre coerente, Corona não tinha jogado contra a Roma depois do péssimo jogo que fez com o Benfica. Igualmente, teria de ser Herrera a sair da equipa após esse jogo, em vez de Oliver que jogou melhor. Militão também não poderia ter jogado com o Feirense depois do mau jogo que fez com a Roma. Além disso, a coerência está muito ligada à percepção que ele tem do jogo. Se acha que Corona e Otávio estiveram melhor do que Brahimi com a Roma, eu concordo. Mas o jogo com o Feirense foi dos piores jogos que o FCPorto fez nesta época! Segundo a tal coerência de Conceição, não poderíamos apresentar o mesmo onze na jornada seguinte. Mas apresentámos... O problema de eficácia deste FCPorto já chegou a ser um problema de falta de opções. Neste momento também  é um problema de opções erradas. Nesta fase decisiva, têm de jogar os melhores!

Individualmente, dou o MVP a Corona. Foi o grande agitador do jogo e ajudou a minimizar a ausência de Brahimi. Imaginem só se tivessemos os dois a jogar ao mesmo tempo. Ainda se lembram? Não foi há muito tempo... Alex Telles acaba por estar ligado ao resultado com um golo e uma assistência. Gostei da entrada de Manafá que ajudou a resolver o jogo. O penalti resulta de uma arrancada sua. Brahimi também estrou bem e as oportunidades de golo intensificaram-se com a sua entrada e com a de Oliver, mais tarde. Não gostei do facto de termos tirado Pepe ao intervalo e Felipe passar toda a segunda parte a mancar. Esta dupla Danilo e Herrera é muito eficaz, mas não projecta a equipa para a frente como nós precisámos. Sobretudo sem Brahimi. Raramente lhes consigo dar uma nota má, mas, nestes jogos em casa, dificilmente irão ter uma nota muito boa. E não é por falta de empenho dos jogadores.

Temos agora uma pausa de 15 dias para  descansar e preparar o fundamental jogo em Braga. Por uma vez, parece que esta pausa até vem em boa altura.

sexta-feira, 15 de março de 2019

2019.03.15. Neste Dia - Leixões 0-2 FC Porto (11 Anos)...

🗓2008.03.15
🆚 Leixões
🏟 Estádio do Mar
📖 Dragões Diário
"Há 11 anos, na caminhada para o terceiro de quatro títulos consecutivos, o FC Porto foi ao Estádio do Mar vencer o Leixões por 2-0. Lisandro López fez o primeiro golo e Tarik Sektioui fechou o resultado assim, com esta classe."

2019.03.15. Basculação Highlights...

quinta-feira, 14 de março de 2019

terça-feira, 12 de março de 2019

segunda-feira, 11 de março de 2019

2019.03.10. Momentos que não aparecem nos resumos...

Posse de bola com passos consecutivos entre Iker e Soares... Já tinham visto disto?

A arte de se 'pôr a jeito'


Aviso já que esta crónica será curta. Quase tão curta como a qualidade do futebol que praticámos hoje na Feira. Conceição preferiu relativizar e pôr a responsabilidade do sucedido, nos 120 minutos de intensidade da passada quarta-feira. Não o critico por isso, mas espero que o discurso no interior do balneário tenha sido muito diferente. Com ou sem cansaço, tínhamos em jogo o campeonato nacional, que é o nosso maior objectivo. Isso deveria ser suficiente para que se demonstrasse muito mais do que se viu.

E o que se viu? Vimos um equipa amorfa e a 'pôr-se a jeito'... Se o problema era físico, porque é que se repetiu o mesmo onze? Porque é que só se faz a primeira substituição aos 70 minutos? Já agora, porque é que esse onze inicial não fez como na quarta-feira, em que entrou no jogo com muita intensidade e com vontade de resolver cedo? A resposta pode não agradar mas parece-me clara: estávamos a ver no que dava. Era último classificado, que estava numa série de resultados horrível e a coisa devia resolver-se por si só... Foi puro laxismo, quer dos jogadores quer do treinador.

Premiando a nossa entrada em jogo, sofremos logo no início, de forma extremamente consentida. A reacção foi atabalhoada, mas garantiu uma série de bolas paradas que acabaram por permitir dar a volta e resolver o jogo. Mas o terceiro golo não apareceu, apesar dos nossos "intensos" esforços e o Feirense começou a acreditar. Nessa altura, já com um pouco de atraso, pudemos contar com impacto dos suplentes na equipa, sobretudo Manafá e Brahimi, que fizeram mais em 15/20 minutos que os substituídos no restante. Ainda assim, o golo não surgiu e tivemos de aturar duas irritantes oportunidades de golo do adversário, uma oferecida e outra numa sobra do chuveirinho. Foi sofrido, como sempre... (reticências de resignação)

Já que estou aqui a criticar tanto, importa dizer o que faria diferente. Desde logo, iria refrescar a equipa. Brahimi, Oliver, Adrian, Maxi ou Manafá permitiriam ajudar a limitar os efeitos do cansaço, além de que, grande parte deles podia permitir um jogo muito menos previsível que o jogo directo nos avançados, que praticámos em grande parte do jogo. Já sei que o campo é pequeno e que convida a este tipo de jogo, mas acho que abusámos. 

Individualmente, confesso que não gostei propriamente de ninguém. Só mesmo as entradas de Brahimi e Manafá. Como jogaram menos de 20 minutos, sobram Pepe e Danilo. Fica o MVP para Pepe pelo corte providencial nos últimos instantes. Apesar dos erros, é já o segundo jogo consecutivo em que salva a equipa perto do fim. E ainda marca o golo da vitória! Danilo também marcou e esteve imponente no meio campo, mas teve muita dificuldade na primeira parte em impor o nosso jogo pelo chão. Notas negativas, não tenho. Tenho muitas medianas e sofríveis...

Afinal, a crónica não foi assim tão curta como antecipava... Ponho até a hipótese de estar a ser demasiado duro com a equipa. Também pode ser por estar a escrever um pouco em cima do acontecimento. Esqueçam o que leram até aqui! Vamos aplicar a concentração no que foi realmente importante neste jogo: os três pontos! Siga!

2019.03.11. Basculação Highlights...


quinta-feira, 7 de março de 2019

Estamos lá!


Ufa! Que alívio! Duplo alívio, por passarmos numa eliminatória em que demonstrámos ser superiores, e também porque não tivemos de enfrentar mais uma fastidioso desempate por penáltis...

Foi um grande feito e esta equipa não deixa de nos surpreender! Mas também não nos deixa ter um jogo descansado... Jogámos o suficiente para uma reedição da histórica noite nas Antas com a Lázio e quase acabávamos a ter uma reedição da famigerada eliminatória com o Schalke 04... Há sempre qualquer coisa. Ou um festival de golos falhados, ou uma escorregadela, ou uma lesão num momento inoportuno, ou um penálti estapafúrdio... Ontem Militão juntou-se ao clube, ajudando a Roma a entrar na eliminatória, depois de passar os primeiros minutos do jogo a sofrer. Já tentaram contar quantos penáltis parvos já demos este ano? Um de Oliver tirou-nos a que seria a nossa primeira Taça da Liga. Mas ainda me lembro um de Sérgio Oliveira contra o Vitória, que pode ter custado a derrota, e há um de Alex Telles em Moscovo, sem grandes consequências. Dirão alguns que é mais saboroso se for com contrariedades mas eu não entro nessa maso-teoria... Temos equipa para controlar melhor os jogos e as emoções e isso tem de partir do banco. É que parece-me que a fonte de toda esta intranquilidade é lá. É o Sérgio Conceição.

Mas se já se percebeu que se a liderança de Sérgio Conceição é 'no grito' e, como tal, emocionalmente exigente, também se percebe que ele é o grande motor desta nossa garra e desta resiliência. Não seria fácil reagir a uma das maiores desilusões dos últimos anos. Foi há 4 dias! Notou-se? Só se for pelos tons de fúria e revolta naquelas insistentes investidas sobre a baliza da Roma, nos primeiros minutos. Entrámos muito fortes e isso, aliado à estratégia mais conservadora do adversário, transformou-se numa avalanche de FCPorto. Mais uma vez, foi difícil concretizar em golos esse domínio. Essa é uma característica que nos vai perseguir até ao final do ano. Já me resignei. Por entre o nosso domínio, houve ali um bizarria que foi o golo que Militão ofereceu à Roma. Até ao final dos 90 minutos, o assalto à baliza contrária foi perdendo 'gás' e percebeu-se que era por motivos físicos. Antes do prolongamento, já tínhamos Alex Telles e Militão a pedir a substituição, quando Conceição pretendia refrescar as alas ofensivas e o ataque. A nossa quebra física resultou num maior equilíbrio no prolongamento. A Roma tem até melhores oportunidades para marcar até que o 'Militão' deles também resolveu dar-nos um penálti que selou a passagem. O domínio exercido durante os primeiros 90 minutos no Dragão justificam plenamente a passagem, mesmo com a 'pontinha' de sorte que tivemos no final.

Antes da análise aos desempenhos individuais, não posso deixar de escrever sobre as opções de Sérgio Conceição. Para mim, foi tudo ao lado! Eu sei que parece desnecessário estar com críticas nestas alturas, mas já sabem o menino não resiste. Conceição pretendeu um FCPorto de 'faca nos dentes'. Meio campo musculado, alas agressivos e uma dupla da frente poderosa. Depois do jogo até podemos dizer que encaixou na perfeição na falta de ambição da Roma e até na estranha alteração táctica que eles apresentaram. Eu tendo a pensar que um FCPorto com Brahimi e Oliver está sempre mais perto de vencer, do que um FCPorto sem um deles. Quanto mais sem os dois... Valeu que Corona, que não merecia a titularidade depois do jogo do sábado, fez um grande jogo. Otávio também acabou por jogar muito. Estas duas exibições ajudaram a esconder a falta de criatividade dos nossos médios e acabámos por dominar o jogo a partir dos movimentos nas alas. Terei de reconhecer que correu bem, mas acho que podia correr melhor. Mas como prová-lo? Não dá. Também não gostei das substituições. Apesar de ambos já nos terem ajudado com golos importantes, continuo a achar que Hernâni e Fernando Andrade não são deste filme. Não se percebe como Adrian não entra neste jogo, depois do que tem dado à equipa. Mas Adrian não dá correrias desenfreadas e poder físico e é isso que Conceição queria para o jogo. Parece preferir sempre a intensidade à inteligência. Também já me resignei...

Individualmente, dou o MVP a Marega. Participou em dois golos, sendo que num deles até recupera a bola ao defesa. Além disso, foi dos poucos que durou os 120 minutos. E esse foi o motivo para não escolher Corona ou Otávio. Ambos jogaram muito mas saíram antes da decisão. Herrera, tal como Marega, é daqueles que emerge nestas batalhas. Já sabemos que não é tão criativo como Oliver, mas parece chega. Gostei também dos centrais apesar de nenhum deles estar isento de erros. À medida que o jogo foi avançando, ficaram mais expostos a um grande avançado que é Dzeko. Apesar de tudo conseguiram ganhar a maior parte dos duelos. Pela negativa, esperava muito mais da entrada de Brahimi que não justificou as minhas considerações no parágrafo acima. Oliver nem teve oportunidade de o fazer... Também não gostei de Militão. O penálti foi apenas o mais grave dos erros que cometeu. Ainda por cima não estava bem fisicamente, algo que parece estranho visto que nem tem jogado.

Grande vitória até para projetar a perseguição que temos de encetar no campeonato. Domingo, em casa do último classificado, temos de continuar a reacção!

segunda-feira, 4 de março de 2019

Golpe duro



É interessante ver as análise depois de um desaire destes. É difícil para um adepto ter discernimento e as análises são sempre muito dependentes do resultado. Já ninguém se lembra que o FCPorto estava a fazer um jogo muito mediano quando surge o golo do Kelvin e ninguém se vai lembrar que ontem o FCPorto fez mais do que suficiente para conseguir o resultado que era justo no clássico e que era o empate. 

Dói bastante a derrota e isso acaba por enaltecer na nossa memória os defeitos da equipa e também os méritos do adversário. Li que o FCPorto foi macio e que só atacou através do chuveirinho para a área. Li que o Benfica esteve muito maduro e que segurou muito bem o resultado com 10, depois de dominar por completo quando estava com onze. Li que saímos prejudicados com o regresso de Marega, com a ausênca de Danilo e de Militão e que Rafa e o miúdo João Felix fizeram o que quiseram da nossa defesa. Tudo comentários exacerbados pelo resultado. E se Marega marca aquele golo em que está a um metro da linha de golo na compensação? E se Felipe ou Otávio marcassem naquelas cabeçadas que passaram a rasar? Talvez aí pudéssemos ter uma análise mais próxima da minha...

Vamos a ela! Eu acho que o jogo foi muito equilibrado até pouco antes da expulsão. Houve muita luta no meio-campo e, sempre que Herrera e Oliver foram ultrapassados naquela pressão habitual, tivemos problemas. Da mesma forma que sempre que Gabriel e Samaris foram ultrapassados causámos muitos problemas, como o lance que resulta no nosso golo, por exemplo. E aqui chegamos ao grande fator que decidiu o clássico: qualidade individual na nossa frente de ataque. Estes são jogos de poucas oportunidades de golo e temos de ser eficazes, como o Benfica conseguiu ser. Mesmo assim, eles perdoaram mais 3 oportunidades por Pizzi e Seferovic, na primeira parte, e por Rafa na segunda. Sendo uma questão de eficácia e Conceição voltou a referi-lo, eu não a coloco nesses termos e prefiro falar da qualidade. Rafa fez mais dribles que Brahimi? Antes pelo contrário. Felix tocou mais na bola que Adrian? Ambos foram decisivos, mas passaram um pouco ao lado do jogo. Seferovic esteve melhor que Marega na luta com os centrais?  Marega ganhou quase todos os lances aéreos na peitaça. Grimaldo conseguiu libertar-se mais vezes que Manafá? Manafá foi muito mais vezes à linha, cruzou mais vezes e sempre com perigo. Mas então porque é que se tem a sensação que o Benfica jogou melhor ofensivamente? Primeiro porque ganhou. Mas, sobretudo, porque todos estes capítulos em que fomos superiores no jogo sucumbem perante a nossa incapacidade de transformá-los em oportunidades de golo. Falta o último passe, falta o ataque aos espaços corretos na área, falta qualidade individual na finalização. E não é de hoje. É um problema antigo e que tarda a ser atacado. Da cabeça da área Rafa fez um passe para a baliza, com classe, algo que Brahimi  e Corona não conseguiram na mesma posição em três ou quatro tentativas. Quase todos esses remates foram interceptados. Perante uma bola que sobra na área, Felix consegue rodar o corpo o suficiente para desviar ligeiramente de Casillas, quando Marega, em melhor posição, remata fraco e em frente. Repito: não é um problema de ineficácia, é um problema de qualidade! E esse problema recorrente está a pôr em causa todo o trabalho da equipa.

O equilíbrio do jogo foi posto em causa por duas vezes. Em primeiro lugar pela nossa reacção ao golo de Adrian. O FCPorto, em vez de tentar tranquilizar-se, começou a acumular precipitações. Parecia que queriam ir logo ao segundo, de qualquer maneira. Não só  não conseguiram como perderam bolas suficientes para que o adversário caísse em cima. O golo surge de uma sucessão de patetices, sendo que a maior é a de Casillas, que podia agarrar a bola e coloca num Adrian rodeado de adversários. Mas não se trata de uma jogada isolada. Já antes Pizzi tinha passado como queria por Felipe. Com esse golo do empate o equilíbrio manteve-se até à expulsão. A tal equipa tão autoritária e calma no relvado conseguiu ter um médio expulso e o outro que não foi porque nenhum árbitro português teria coragem para o fazer. Também acabaram com grande parte da defesa amarelada. De facto, uma equipa de miúdos, mas muito mais madura que a nossa... Mas nem isso conseguimos aproveitar. A partir daí o jogo foi o que se viu. Benfica à volta da sua área e FCPorto a despejar. Controlou bem o Benfica? Atacou mal o FCPorto? Julgo que o  número de oportunidades claras que conseguimos nesse período, deveria permitir mais que uma resposta ditada apenas pelo resultado...

Considerando eu o resultado injusto, para o que se viu,  importa saber se poderia ter sido de outra forma. Este jogo foi equilibrado, mas tinha de ser? O do ano passado não foi e acabou com 0-0... Importa então saber o que mudou para ano passado. Aqui pretendo entrar na questão da agressividade, porque a falta de qualidade na nossa frente de ataque e os golos falhados na segunda parte, mantiveram-se. Efetivamente nas faltas e nos amarelos parece que Benfica foi mais agressivo. Mesmo em campo, dava aquela irritante sensação de que as segundas bolas eram todas deles. Esse poderá ser outro factor que explica este jogo equilibrado. Ontem, numa tendência que se vem a sustentar com o novo treinador, o Benfica conseguiu elevar os seus níveis de agressividade aos nossos habituais. Se isso fez com que pudessem dividir mais o jogo, recordo que também fez com que jogassem 20 minutos com 10. No final valeu a pena, mas poderia não ter valido. A questão é se Conceição abdicou da agressividade com as suas opções iniciais. Num exercício de 'totobola à segunda feira', é óbvio que uma equipa com Danilo, Militão e Soares seria muito mais combativa. Militão não perderia a bola que originou o primeiro golo mas também não poderia ter causado a mossa ofensiva que Manafá causou. Danilo não assistiria passivamente à evolução de Rafa no segundo golo, mas não garante a qualidade de jogo que Oliver garante. Soares traria muito mais poder na área, mas não teria classe para marcar o golo que Adrian marcou. Deu a ideia que Conceição preferiu um onze mais para ganhar do que para empatar. Correu-lhe mal, mas não podemos criticar a ambição. Apenas critico que a opção de Adrian por Soares. Julgo que aquele triângulo entre Samaris e a dupla de centrais do Benfica é a parte menos forte da equipa e Soares poderia pôr mais pressão nessa zona. Conceição fez uma aposta ousada, mas poderia ter sido ainda mais ambicioso. Julgo que não o fez para poder ter opções de banco, para preparar um eventual assalto final. Foi preciso, mas não fomos a tempo.

Individualmente, não tive dificuldade em dar o MVP. Dou a Brahimi em coerência com a minha interpretação do jogo. Queixo-me da falta de qualidade na nossa frente de ataque e Brahimi é sempre um oásis nesse capítulo. O único capaz de inventar qualquer coisa sozinho, mas também é o que faz a equipa jogar. Só ele e Oliver o conseguem. Adrian não jogou mal, mas apareceu pouco. Nestes jogos pode acontecer. Marega apareceu completamente e estranhamente recuperado. Não estava à espera. Já vi críticas a Marega mas acho que jogou o seu habitual: ganhou muitas bolas à defesa,criou muitos problemas mas não definiu por lacunas técnicas. Corona foi dos piores. Quero acreditar que tenha sido a lesão, porque foi mau de mais. Quem também não esteve brilhante foi Herrera. Ele é um símbolo da passividade que nos fez ter a sensação a certa altura que só eles 'metiam o pé'. Oliver, que não esteve muito bem, esteve vários furos acima, até nesse capítulo. A defesa tremeu um pouco. A passividade no segundo golo são uma marca que fica do jogo. Felipe pode aliviar e põe a bola no adversário, Pepe, Manafá e Herrera assistem passivamente e Alex estava demasiado longe. Julgo que já é tempo de considerar se o rendimento de Felipe é suficiente para manter Militão no banco. Também poderia juntar Pepe na conversa, mas esteve melhor nos últimos jogos, além deste. Essa é outra bizarria. O melhor defesa da Liga não joga o jogo mais importante do campeonato. Se o que fez justifica ser castigado por vários jogos, nem deveria estar no banco. Estando, num jogo em que sofremos dois golos na zona dos centrais, torna-se muito doloroso e inexplicável.

A coisa está muito difícil e confesso que já me estou  a preparar para a adversidade no final. Mas é óbvio que 3 pontos de diferença (2+confronto direto) não constituem uma vantagem sólida. Resta-nos perseguir de forma implacável. Pôr pressão e esperar... A Roma surge numa óptima altura para 'lamber as feridas' e projectar a perseguição até ao final do campeonato!