terça-feira, 25 de junho de 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

Plantel 2013/2014 - Esboço


Paulo Fonseca não deve dormir há uns tempos. Pedem-lhe que mantenha o rendimento da equipa ou que até o melhore. Será possível? Só poderemos ter uma ideia quando o plantel estiver definido. Mas isso só acontecerá bem depois dos primeiros jogos oficiais...

No final de cada época, facilmente se divide o plantel entre os que continuam, os transferíveis e os dispensáveis. Posso tentar fazer um exercício de adivinhação sobre o que iria na mente dos dirigentes portistas. 

Começando pelos dispensáveis: Rolando, Sereno, Kleber, Djalma, Bracalli, Fucile, Atsu e Varela. As razões são claras. Atsu julga-se num patamar acima do que tem, isto apesar do seu enorme potencial. Se não renova, é melhor tentar-se fazer algum dinheiro com a sua venda. Depois, começa a ser tarde para fazer um negócio com Varela e o seu rendimento é cada vez mais intermitente. Quanto aos restantes, julgo que apenas foram emprestados por não se ter arranjado soluções definitivas. Parece que, entretanto, Fucile foi repescado. Será? Se estiver 100% no clube poderá resolver o problema das alternativas nas laterais.

Transferíveis: Moutinho, James, Otamendi, Fernando e Abdoulaye. Óbvio que preferíamos não vender nenhum dos quatro primeiros que mencionei. O problema é que havia provavelmente compromisso com os jogadores com a saida perante a existência de propostas. Parece claro que esse compromisso existia para James e Moutinho e existirá para Fernando e Otamendi por valores acima de 15 milhões de euros. Isto apesar de as clausulas serem o dobro. É o valor de mercado dos jogadores... Julgo também que uma proposta acima de 4-5 milhões leva facilmente Abdoulaye Ba.

Os que continuam serão todos os outros com especial destaque para os intransferíveis Alex Sandro, Danilo, Maicon, Mangala e Jackson. Lucho e Helton também, mas por razões diferentes que têm a ver com os seus papeis no balneário somados aos seus rendimentos em campo.

O que me levou a pensar que este cenário dos transferíveis estava equacionado são as contratações que já tínhamos alinhavadas e as que se avizinham. Um defesa central que deverá ser titular a curto prazo, Reyes, e várias opções para serem testadas no meio campo: Carlos Eduardo, Josué, Tiago Rodrigues e Herrera, a fechar nos próximos dias. Adicionalmente e para o lugar de James, temos o regresso de Iturbe, a aposta crescente no talismã Kelvin e as contratações de Licá e de Ricardo. Faltará um nome sonante para o ataque e não sei se será este Bernard. Mas será um jogador com esse perfil. Sul-americano, jovem , internacional pelas selecções jovens e destaque precoce na sua equipa. Será também caro e um investimento partilhado com um financiador. Sinais dos tempos...

Não noto que esteja a ser muito discutida a questão da alternativa a Jackson. Mas não acredito que não se esteja a tratar dela. Não me parece nada despropositada a ideia de contratar Ghilas. Julgo que tem o perfil necessário. 

Pelo que se pode ver o plantel não estará assim tão desorganizado como isso. Pelo menos em número de opções. Sendo assim, parece que fomos precavendo algumas das saídas com quantidade e com potencial. Será difícil replicar imediatamente a qualidade que James, Moutinho e Fernanado nos deram no miolo. Valha-nos Lucho para pôr ordem na casa!

Aguardemos. Para já só podemos mesmo fazer esboços.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Risco


Por muito que Pinto da Costa diga que não é uma aposta arriscada, temos como adquirido que o é. Até Mourinho foi arriscado e o Presidente falou de Artur Jorge que, quando foi contratatado, tinha acabado de descer de divisão. De facto, Paulo Fonseca tem uma vantagem sobre André Villas-Boas e Vitor Pereira: currículo. Por onde passou deixou sempre a sua marca, numa carreira conquistada degrau a degrau e onde apenas falhou há dois anos quando não conseguiu subir com o Desportivo das Aves. Mas já todos sabemos que naquelas últimas jornadas da Segunda Liga às vezes há coisas estranhas, mas dizem-me amigos ligados ao Aves, que o trabalho dele mais que satisfez toda a gente. No ano passado a cereja para colocar no cimo do bolo. Mourinho, em 2002 estava a fazer um grande trabalho no Leiria, mas duvido que chegasse ao terceiro lugar. E mesmo essa equipa do Leiria devia ter um orçamento superior ao do Paços de Ferreira do ano passado. Grande resultado! Mais que isso, Fonseca conseguiu pôr o Paços a jogar com bola na maior parte dos jogos. Apostou em jogadores com toque de bola em detrimento daqueles médios destrutivos que estávamos habituados a ver com treinadores mais conservadores como o Mota. É certo que não conseguiu resultados contra os dois primeiros, mas recordo-me que me impressionou a forma como jogou no Dragão, por exemplo. Na altura escrevi: «... aparentemente tão fraco como o jogo de ontem. Digo aparentemente porque, neste caso, as aparências iludem. Não foi um grande jogo do FCPorto mas o adversário estava lá para dificultar ao máximo. Já muitos notaram mas este Paços é de facto uma equipa interessante e difícil.» É raro eu elogiar uma equipa no Dragão porque também é raro ver equipas a procurar discutir o jogo. Não digo que o Paços chegou lá e tentou marcar golos, mas arrumou-se de maneira a amarrar completamente o jogo do FCPorto e sem recorrer ao bloco baixo. E, se bem me lembro, esse jogo  foi perto das melhores exibições da época frente ao Gil Vicente e em Guimarães, e com um golo de Izmailov (?!) e um cruzamento de Alex Sandro que miraculosamente acabou na baliza.

Ou seja, Paulo Fonseca conquistou esta oportunidade praticando um futebol corajoso e organizado. Fê-lo com uma equipa de tostões e defendeu o terceiro lugar durante todo o último terço do campeonato. Em termos de futebol interno, não havia melhor opção. A única que se poderia assemelhar seria a continuidade de Vitor Pereira. Não concordaria e já disse aqui porquê. No entanto, noto aqui problema. A nível interno a exigência vai ser máxima. Esperamos de Paulo Fonseca um campeonato ao nível dos de Vitor Pereira, ou seja, no máximo uma derrota e vitória no final. Exigiremos ainda melhor desempenho na Taça de Portugal. Mas e na Europa? Será que lhe vamos pedir o mesmo que pediríamos na terceira época de Vitor Pereira? Julgo que não e isso poderá ser um ligeiro retrocesso. Falarão do sucesso europeu do inexperiente Villas-Boas mas ele tinha já trabalhado numa equipa técnica que lidava com a Champions League no FCPorto, no Chelsea e no Inter. 

Ou seja, para mim o risco existe sempre, mas julgo que esta aposta é mais arriscada em termos de resultados europeus que em resultados internos.  Veremos ainda que plantel lhe vai ser oferecido. Para já, a saídas de dois dos três armadores de jogo faz prever algumas dores de cabeça para o novo técnico. 

Não lhe desejo sorte porque acho que isto não é uma questão de sorte. Desejo-lhe dois anos com muitos títulos!


quinta-feira, 6 de junho de 2013

II Encontro Bluegosfera Portista...


Após a realização do I Encontro da Bluegosfera em Julho do ano passado, no próximo dia 15 de Junho vai realizar-se o II Encontro da Bluegosfera.

Desta vez, será realizado no Auditório da nova Biblioteca Municipal de Espinho e, tal como o do ano passado, será um evento aberto à generalidade dos adeptos portistas, embora com pré-inscrição pela Net porque, obviamente, não há espaços com lugares ilimitados.

A ideia fundamental é a mesma, isto é, reunir uma comunidade de portistas (bloggers e não só) para um dia bem passado, de partilha de ideias e discussão construtiva em torno de alguns temas do universo portista.

Anunciando mais algumas informações sobre o grande evento, o programa mais detalhado do II Encontro da Bluegosfera é o seguinte:

10:15 – 10:45: Recepção dos participantes (manhã)
10:45 – 11:00: Abertura

11:00 – 12:30: Painel 1 – O tal canal (Porto Canal)
Moderador: Paulo Santos (BiBó PoRtO, carago!! - http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/)
Apresentações:
- Fernando Costa (Kosta de Alhabaite - http://kostadealhabaite.blogspot.pt/)
- Miguel Souto (Tribuna Portista - http://tribunaportista.blogspot.pt/)
- Nelson Carvalho (Reflexão Portista - http://www.reflexaoportista.pt/)

12:30 – 14:00: Pausa (almoço)
14:00 – 14:15: Recepção dos participantes (tarde)

14:15 – 15:45: Painel 2 – Ser ou não ser…um jogador à Porto
Moderador: José Correia (Reflexão Portista - http://www.reflexaoportista.pt/)
Apresentações:
- Catarina Pereira (Lá em casa mando eu - http://laemcasamandoeu.blogspot.pt/)
- João Crespo (BiBó PoRtO, carago!! - http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/)
- Ricardo Costa (Mística azul e branca - http://misticaazulebranca.blogspot.pt/)

15:45 – 16:15: Pausa (coffee break)

16:15 – 17:45: Painel 3 – A insustentável leveza do Sucesso (do FC Porto)
Moderador: Jorge Bertocchini (Porta 19 - http://www.porta19.com/)
Apresentações:
- José Lima (Mística azul e branca - http://misticaazulebranca.blogspot.pt/)
- Nuno Nunes (Reflexão Portista - http://www.reflexaoportista.pt/)
- Rodrigo Martins (BiBó PoRtO, carago!! - http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/)

17:45 – 18:00: Conclusões e Encerramento

Este post serve não só como divulgação mas também como convite, para que juntos possamos todos participar no debate que procura servir os melhores interesses do nosso clube, pela livre discussão de ideias e projectos para um futuro que se quer sempre risonho e vitorioso. É este o humilde contributo que todos os portistas podem dar, em espírito de tertúlia e conversa em amizade e portismo.

Não esquecer que se podem desde já inscrever para:
encontro.bluegosfera@gmail.com

ou preenchendo o questionário em
http://docs.google.com/forms/d/1fhF3BDmDUMpVa5tc-AOFtCNZAvfrd_mOa9KuMJlujww/viewform

e continuar a acompanhar os preparativos através da página oficial no Facebook em
http://www.facebook.com/Bluegosfera

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Problemas nas transições



Já sabemos que o FCPorto privilegia a posse de bola e a organização. As transições não constituem um problema grande para quem joga desta maneira. Mas não é dessas transições que estou a falar. Estou a falar de transições das camadas jovens para a equipa principal.

O grande entrave a essa transição está diagonosticada há muito: a qualidade do plantel principal do FCPorto. Não há qualidade suficiente nas camadas jovens para que os jogadores entrem directos no plantel principal. Este ano, no entanto, olhámos para o banco e não vimos aquela fartura habitual. Nem o facto que existir uma equipa B ajudou...

Vamos por partes. Há vários anos que acompanho as várias equipas de sub-19 dos Dragões e chego sempre à mesma conclusão: dificilmente se aproveitará algum destes jogadores. Pelo menos no imediato. Mas identificam-se facilmente os que estão mais perto do nivel de qualidade mínimo. Há cinco anos tínhamos Castro e Ukra. Há três anos sobressaía Sérgio Oliveira. Há dois tínhamos Atsu. No ano passado apostava em Tiago Ferreira e Vion. Este ano gostei de Podstawski, André Silva e sobretudo de Rafa. Atenção a este jogador porque deverá ser o sucessor natural de Alex Sandro. De facto, é pouco. Tem havido uma tentativa de reaproximar a qualidade das camadas jovens. O tal projecto 606 foi bastante badalado mas teve resultados fracos.

Mas se alguém andava iludido, a sofrível equipa B deste ano veio expor esses problemas. A qualidade do treinador também me parece que não ajuda, mas a matéria prima é fraca.

Mas, com tão pouca matéria prima, é até caricato que não se consiga aproveitar o único jogador de qualidade que saiu das camadas jovens nos últimos anos. O único capaz de se assumir como solução imediata. O contrato já devia ter sido renovado há muito tempo, mas não consigo pôr em causa a actuação da SAD. Não tenho muitos dados sobre o assunto. Dá a ideia clara que o jogador não renova porque não quer. Quer mais dinheiro, quer jogar mais, etc. Enfim, é estrangeiro, provavelmente ingénuo e deve ter um empresário mercenário, daqueles que vai tentar fazer comissões com a sua transferência todos os anos.

Esta situação levanta várias questões. Com as dificuldades crescentes em termos de financiamento bancário, mercados publicitários, cargas fiscais, não estaria na altura de amenizar o ciclo de sobreinvestimento no mercado sul-americano? As coisas têm corrido bem, mas nove milhões por um jogador jovem estrangeiro não é um risco superior ao de investir nas camadas jovens? Será que Atsu não aceitaria ficar por um salário próximo do que se irá pagar a Reyes? Notarão que, nos últimos tempos, por cada jogador que vendemos por valores perto da cláusula de rescisão, fazemos 30-40% de mais valia. Nada mau, mas um jogador das camadas jovens dá 100%! Os 10 milhões da clausula de Atsu darão quase tanto como a transferência de Moutinho. Isto do ponto de vista puramente financeiro (o rendimento de Moutinho valeu muito mais que a mais valia na sua transferência). Outra questão: que expectiva tem um craque de 13 anos com uma proposta para os três grandes? Analisando o FCPorto poderá notar que os jogadores de maior destaque nas camadas jovens nos últimos cinco anos, Atsu e Castro, não conseguem vingar na equipa principal e que a equipa B é mais um casting constante para jovens sul- americanos que uma porta para a equipa principal...

O modelo do FCPorto é um modelo muito elogiado e justamente. Eu sei como funcionam os empresários sul-americanos. Para o FCPorto é preciso contratar em quantidade para chegar à qualidade, mas eles não lidam assim com todos os clubes Europeus. Com o dinheiro que temos dado a esta gente já não deveria ser assim. Ainda assim, se Reyes for o único investimento deste género este ano, fico contente. As restantes contratações parecem estar a ser mais comedidas, criteriosas e coerentes com os tempos que vivemos. Mas duvido que esta situação seja única e deve estar aí a chegar mais um investimento avultado. Que seja um Hulk e não um Prediguer! E já agora, recomendo mais investimento nestes jovens que, no seu primeiro ano de juniores, lutaram até ao último minuto pelo título de sub-19!