terça-feira, 9 de abril de 2019

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Jogada típica de Pepe que até acaba com um carinho...

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Danilo com passe à Oliver...

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Herrera com passe à Oliver...

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Soares inspirado, é qualquer coisa!

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Desta vez a bola não colou na receção, mas...

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Descanso


Têm sido poucos os jogos em que podemos passar a segunda parte descansados e sem grandes sobressaltos. Assim, é sempre de destacar quando podemos efetivamente descansar no jogo, com bola e preparar uma série de jogos muito complicada, que começa já com um jogo na terça-feira, de dificuldade máxima, em Liverpool. Já sei que os adeptos que foram apoiar a equipa numa sexta-feira chuvosa e fria, mereciam mais golos e mais espectáculo, mas foi o que se arranjou. A equipa sentiu que deveria desacelerar e eu compreendo.

Mais uma vez tivemos um adversário com uma defesa reforçadíssima. Foi uma táctica estranha a que o Boavista apresentou. Além dos 3 centrais, os dois defesas laterais pareciam médios adaptados, com pouca mobilidade e capacidade de chegar à frente. Num meio campo a 4, aparecia apenas um jogador de características defensivas. No entanto, Bueno, Rafa e Índio (mais parece uma boys band dos anos 90), apareceram colados à linha defensiva, deixando um avançado, feito tolo, a correr atrás das bolas lá na frente. Perante mais esta amostra, confesso que o relativo sucesso de Lito Vidigal nestas equipas de meio da tabela, é algo que não consigo explicar. Tem todos os defeitos de treinadores fracos que há muito desapareceram deste campeonato...

Por sua vez, a ausência de Alex Telles trouxe a oportunidade de ver Brahimi a titular. Aliás, tivemos em simultâneo Brahimi, Corona, Otávio e a dupla ofensiva. Algo raro e entusiasmante. Para compensar e para que eu pudesse conter o meu entusiasmo, Oliver nem saiu do banco... Mas não deixou de ser uma boa amostra de como as opções para a titularidade podem revolucionar a nossa forma de jogar. Deste logo uma estatística paradigmática: batemos uma recorde do campeonato de dribles num jogo. Entre Manafá, Corona, Brahimi, Herrera e Otávio, foram inúmeras as vezes que ultrapassámos a defensiva contrária através da técnica individual e velocidade dos nossos jogadores. O primeiro golo até surge de um lance desses. Com esta capacidade de condução de bola, deixámos de ver os irritantes lançamentos directos para os nossos avançados. Não digo que não seja uma forma legítima de atacar. Pelo contrário. Até é algo que os nossos avançados interpretam bem, criando muito perigo. O que interessa aqui é que temos de ter a capacidade de atacar de outra forma e de variar o nosso jogo. Esta capacidade de reter bola até ajudou a que pudéssemos descansar melhor na segunda parte. Só vejo vantagens!

Assim, com esta configuração, o jogo começou por ser interessante. A velocidade alta na condução de bola trouxe várias oportunidades na primeira parte. O resultado era muito escasso no intervalo. O segundo golo acabou por trazer tranquilidade visto que o Boavista, pouco ou nada ameaçou.

Individualmente, dou o MVP a Otávio. Marca o segundo golo e foi o jogador com exibição mais constante ao longo do jogo. Se o jogo terminasse ao intervalo estaria indeciso entre Soares e Brahimi. Soares esteve muito mexido e combinou muito bem com os médios na primeira parte. Na segunda parte desapareceu. Brahimi também iniciou muito bem com as suas arrancadas estonteantes para a baliza. Na segunda parte, caiu muito e pareceu que foi por razões físicas. Os laterais fizeram bem a sua função. Na ausência de oposição para defender, só atacaram e bem. Destaque ainda para a dupla de centrais. Na minha opinião esta é a nossa melhor dupla e julgo que foi a primeira vez que a vimos em acção. O jogo não foi exigente, mas tivemos a tranquilidade que se esperava. Em Portimão terão um teste mais complicado. Destaque negativo para Marega. Muito descoordenado dos colegas. Procurou a profundidade demasiadas vezes, quando a equipa estava a pedir outras coisas. Precisa de um golo urgentemente. Destaque final para os contributos de banco. Maxi e Loum cumpriram, mas Hernâni entrou muito desastrado.

De volta à Champions, apenas desejo que joguem sem complexos e com a pressão única e habitual de estarem a representar um clube bicampeão europeu, nos quartos de final da competição. Só isso...

quinta-feira, 4 de abril de 2019

2019.04.02. Momentos que não aparecem nos resumos...

Manafá faz a mesma finta 3 vezes e passa sempre...

2019.04.04. FC Porto 2-1 Sporting (35 Anos)...

🗓1984.04.04
🆚 Sporting
🏟 Antas
📖 Dragões Diário "Há 35 anos, Jordão colocou o Sporting em vantagem no 1o minuto do jogo de desempate das meias-finais da Taça de Portugal, mas Walsh e Jaime Pacheco marcaram na 2a parte e o FC Porto garantiu a qualificação para o Jamor."

quarta-feira, 3 de abril de 2019

2019.04.02. Momentos que não aparecem nos resumos...

Número de foca no meio campo portista...

Sofrimento sempre!


Este é o mote do nosso FCPorto. Seja em que circunstâncias for. Seja em casa, Seja fora. Seja com os titulares, seja com os suplentes. Adepto do FCPorto não tem jogos descansados nesta época! Já me tinha resignado com o nosso estilo de futebol e com as opções para os titulares. Também já me resignei com este sofrimento. Estou digamos que anestesiado até ao final da época, à espera que os títulos conquistados me venham comprovar que sou um asno por tentar usar a cabeça e tentar perceber como o FCPorto poderia ser melhor do que o que é, desde que Conceição tomou conta da equipa. Até agora os resultados sempre provaram que estava errado e espero que assim continue.

Quanto ao jogo de hoje... Sugiro que se aplique uma amnésia colectiva e selectiva. É melhor...

Apenas uma excepção a este esquecimento generalizado. Convém recordar esta exibição de Fabiano na hora de escolher o titular para a final do Jamor...

terça-feira, 2 de abril de 2019

2019.03.30. Momentos que não aparecem nos resumos...

O novo Corona ainda cola a bola no pé. Mas tem mais critério e mais raça!

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Teste superado


E que teste... Quase sempre atrás do resultado, no campo do terceiro classificado e com a pressão de ter de pôr pressão no Benfica, que jogava mais tarde. Tudo isto naquela que era, teoricamente, a deslocação mais difícil até ao final do campeonato. Mas, se há coisa que não falta a este FCPorto de Conceição, é mentalidade competitiva. Esta mentalidade garantiu estes importantíssimos três pontos. Isso e os penáltis... Também não se pode dizer que não tenhamos treinado bem os penáltis naquele estádio... Que ironia, ter-se decidido assim!

Contámos ainda com um Braga que parecia mais preocupado em não perder do que entusiasmado de entrar na luta pelo título. Podiam ficar a dois pontos do FCPorto... Mas vimos uma equipa confortavelmente colocada junto à sua área e que, quase por milagre, nas poucas vezes que conseguiu subir as linhas de pressão até junto da nossa defesa, fez golo. Isso foi suficiente para Abel dizer que jogou muito bem. Sinceramente não me pareceu. E até fiquei algo apreensivo com o poder atual deste Braga, visto que é uma das deslocações do Benfica neste final de época.  Teoricamente até seria a mais difícil...

Mas pode ser que este seja apenas mais um dos clubes que mudam o seu sistema para defrontar o FCPorto. Aparentemente, pelos onzes iniciais, as duas equipas iam jogar no seu esquema habitual. O Braga com o seu duplo lateral direito, mas com Esgaio mais adiantado. Cedo se percebeu que, na maior parte do tempo, Esgaio era lateral direito e que Goiano fazia de central, apesar de ter metro e meio. Isto poderia ser pelo facto de o Braga ter chegado ao golo na primeira vez que passou do meio campo, mas manteve-se quando empatámos pela primeira e pela segunda vez. O FCPorto, sem Oliver e Brahimi e com o seu característico futebol direto e físico. Repetirei mais uma vez que não me conformo com esta dupla opção. Reparem que sempre que entram a partir do banco, o nosso jogo passa a rodar à volta deles. Isso aconteceu ontem em Braga. Brahimi entrou logo parecia que era a nossa única solução alternativa à de bombear bolas para os avançados. Toda a equipa o procurava. Agora expliquem-me como é que um suplente pode ter tamanho impacto na forma de jogar da equipa e manter-se na condição de suplente por vários jogos e, no caso de Oliver, por vários meses... Queixamo-nos que todos os nossos resultados são difíceis e conseguidos in extremis, mas continuamos a retirar os jogadores mais talentosos à equipa. Já só falta tirar Corona... Sempre admirámos o Conceição porque era um jogador que, graças ao seu coração, empenho e garra, foi muito melhor do que as suas capacidades técnicas faziam antever. Nunca pensei que ele transpusesse isso para as suas equipas, num clube como o FCPorto... Já me resignei porque os resultados, apesar de sofridos, continuam a não ser maus. Mas não me obriguem a dizer que gosto destas opções recorrentes e do futebol que vimos praticando, porque não gosto!

Vamos ao jogo. Duas partes semelhantes: entradas desastrosas em jogo, com erros defensivos infantis, e boa reacção, que devia ter valido a reviravolta na primeira parte e que se concretizou na segunda. Gostei mais da reacção na primeira. Goste-se ou não do nosso esquema de jogo, conseguimos reagir, na primeira parte, de acordo com a nossa forma de jogar. Conseguimos jogar bem com as arrancadas de Marega e aproveitámos bem a confusão que Abel lançou na sua equipa com o esquema de 5 defesas que apresentou. Um bom exemplo é a excelente jogada que termina com o remate de Marega à entrada da área, no final da primeira parte. O problema é que não chegámos ao intervalo a ganhar, algo que merecíamos. Na segunda parte, a reacção foi mais emocional. Brahimi bem tentava pegar no jogo, mas o Braga estava muito recuado e acabámos sempre a despejar para a área, onde apareciam Marega e Soares no meio de uma multidão. Foi na garra! Um bom exemplo foram os penaltis. Foram mais conquistados do que concedidos pelo adversário. Duas boas antecipações, a demonstrar muito querer. No final, sofremos um pouco, devido às substituições muito ofensivas que Conceição teve de fazer e, sobretudo, à falta que Alex faz na defesa. Também não ajudou a tarde de pouca inspiração dos três centrais. Quem diria!

Individualmente, dou o MVP a Corona. Foi o jogador mais constante ao longo dos 100 minutos de jogo. Gostei de Alex e achei que Herrera esteve bem melhor que Danilo. Soares acaba por estar ligado ao resultado mas os golos pareceram excepções. Tal como Marega, não posso dizer que jogaram mal, mas não estiveram muito inspirados na definição. E é isso que se pede a avançados... A entrada de Brahimi não teve um impacto imediato mas foi fundamental para a nossa recuperação. Fernando Andrade deu tudo o que tem, como sempre. O problema é que não parece ter muito para dar além da garra que lhe valeu o penálti decisivo. Acho incrível o rendimento que temos tirado deste jogador apesar das suas limitações. Manafá mostrou claras dificuldades quando precisámos de defender o resultado. O que vale é que não acontece muitas vezes a clubes grandes estarem nessa posição. E daí... Para terminar os três centrais e Iker. Que chorrilho de disparates! Logo no nosso setor teoricamente mais forte e experiente. Que tremideira inexplicável!

Julgávamos que iríamos ter o teste mais difícil do dia, por ser fora, contra um candidato e pelo Benfica jogar em casa com uma equipa do fundo da tabela. Mas já percebemos que jogar em casa não tem sido muito confortável para aqueles lados. Além de terem de andar a arranjar maneiras (reais ou virtuais) de encher mais o estádio, a tremideira tem sido muita. Esperemos que os resultados de quarta-feira e da Liga Europa venham contribuir para essa tremideira. É o que nos resta... Dependemos de outros.

segunda-feira, 25 de março de 2019

2019.03.16. Momentos que não aparecem nos resumos...

Danilo a rematar em direção a Casillas para este poder aquecer...

2019.03.25. FC Porto 2-0 Chaves (24 Anos)...

🗓1995.03.25
🆚 Chaves
🏟 Antas
📖 Dragões Diário
 "Há 24 anos o FC Porto recebeu e venceu o Chaves por 2-0. Domingos abriu o marcador e Secretário fechou as contas do jogo ainda na primeira parte, com este grande golo."

2019.03.25. Basculação Highlights...


domingo, 24 de março de 2019

2019.03.16. Momentos que não aparecem nos resumos...

A cara ainda é nova. Percebe-se que Herrera não a queira estragar...

sábado, 23 de março de 2019

quarta-feira, 20 de março de 2019

2019.03.20. Panathinaikos 0-2 FC Porto (16 Anos)...

🗓2003.03.20
🆚 Panathinaikos
🏟 Apostolos Nikolaidis
📖 Dragões Diário "Depois do golo de Olisadebe e da derrota nas Antas, o FC Porto foi à Grécia ganhar e virar a eliminatória do avesso, tal como José Mourinho tinha previsto. Derlei fez os dois golos."

2019.03.16. Momentos que não aparecem nos resumos...

Danilo a fazer de Oliver...
 

2019.03.20. Basculação Highlights...


Momentos que não aparecem nos resumos...

Corona anda confiante...

terça-feira, 19 de março de 2019

segunda-feira, 18 de março de 2019

2019.03.18. Neste Dia - Sporting 0-1 FC Porto (35 Anos)...

🗓1984.03.18
🆚 Sporting
🏟 Estádio de Alvalade
📖 Dragões Diário "Sem jogar desde o final de janeiro, Fernando Gomes regressa à competição no Estádio de Alvalade, frente ao Sporting, e demora apenas 11 minutos a decidir o clássico (0-1), finalizando de cabeça após boa incursão de Jaime Magalhães pelo flanco direito."

Pressão alta



Desde que escrevi aqui pela última vez, já colámos no primeiro lugar. A desilusão que tivemos de engolir depois do clássico do Dragão, trouxe também algum estado de apreensão com as hipóteses de revalidar o título. Efetivamente, o Benfica teria de empatar duas vezes ou perder uma. Em simultâneo, o FCPorto teria de ganhar todos os seus jogos. Parecia um cenário complicado, mas, passadas duas jornadas, o cenário melhorou um pouco e a moral voltou a crescer. Notou-se até nas caras dos adeptos, ontem no Dragão. 

Não deixa de ser verdade que, ao ganhar em Moreira de Cónegos, o Benfica passou-nos a responsabilidade de ganhar em Braga. Era teoricamente a segunda deslocação mais difícil que tinham até ao final do campeonato e agora nós temos a nossa mais difícil. Uma vitória poderá aumentar ainda mais o nível da pressão que teremos de manter em níveis máximos, até ao final. Convém não esquecer que, nos próximos tempos, vamos jogar sempre antes do Benfica, por causa das opções dos operadores na Taça de Portugal e pelo facto de nós estarmos na Champions e eles na Liga Europa. Pensar que havia por aí portistas a desejar que eles não passassem o Dinamo de Zagreb... Mas jogar antes, só é uma vantagem se formos ganhando. O calendário pode ajudar, mas as vitórias é que põem pressão.

Quanto ao jogo com o Marítimo, era uma questão de tempo. O FCPorto entrou muito forte e, com a expulsão, ficou dono do jogo até ao final. O golo tardou um pouco, mas a avalanche era tal que seria uma questão de tempo.

A propósito da expulsão, um aparte sobre a análise do painel do jornal O Jogo. Unanimidade contra a expulsão? Isolado, com a bola a rolar à frente e perfeitamente ao alcance do Marega e em direção à baliza. Que mais querem? É esta arbitrariedade que faz com que o VAR esteja a ser tão difícil de implementar no futebol mundial. Apenas direi que basta ir ver o resumo do Santa Clara-Benfica para perceber que este árbitro, certo ou errado, ao menos é coerente nestes lances. Não expulsou em nenhum dos casos e foi salvo em ambos pelo VAR.

Adiante, gostaria de falar um pouco da avalanche. Efetivamente criámos muito perigo, rematámos muito, mas marcámos pouco e já perto do final. Julgo que já são pouco os que se iludem e acham que isto é fruto que factores como sorte ou outra qualquer teoria desresponsabilizante. Antes de abordar mais uma vez a questão, deixo apenas dois breves resumos das estatísticas de jogo publicadas no site da Liga.

 

A da esquerda é do nosso jogo de ontem e a segunda é do 10-0, resultado mais desequilibrado desta e das últimas ligas. Comecemos pelo número de remates. A Liga até nos rouba alguns, visto que as estatísticas da Opta dão-nos 31/8 (remates/enquadrados) contra 24/14 do Benfica nesse jogo. Rematámos mais 30% para uma eficácia de enquadramento que é menos de metade da do Benfica nesse jogo. Isto num jogo em que temos 80% de posse de bola, em que jogámos cerca de 90 minutos contra 10 e em que nem permitimos que o adversário respirasse atacando. Nem sequer remataram à nossa baliza! Desenganem-se os que acham que isto é uma ode ao futebol benfiquista, que também tem muitos problemas que têm sido resolvidos exactamente à custa desta eficácia. Basta ver o que aconteceu na passada segunda-feira. O que pretendo é demonstrar que eles têm muito mais qualidade que o FCPorto na definição. Este é um problema que teremos de minimizar até ao final do campeonato e tratar convenientemente no mercado de Verão.

Ora, importa saber como minimizar o problema de precisarmos de mais oportunidades para marcar golos, do que o nosso adversário direto na luta pelo título? Desde logo, importa jogar com os melhores, sempre! Ontem, por exemplo, jogar com os melhores significava entrar em campo com a equipa que terminou o encontro. Na qualidade de finalização não podemos variar muito. Soares e Marega marcam pouco para o que a equipa cria, mas são claramente melhores do que qualquer das opções de banco. O que podemos fazer é criar condições para que a bola lhes chegue em melhores condições. Isso implica que jogue o jogador que passa com mais qualidade, no plantel e na liga portuguesa. Implica também que jogue o melhor driblador, do plantel e da liga portuguesa. Precisámos de profundidade nas alas? Então tem de jogar o nosso lateral que chega à linha mais vezes. Parece simples, mas temos chocado com uma realidade diferente, a cada vez que vemos o onze escalado. Dou por mim a fazer perguntas que pensei nunca fazer: mas agora é normal o Brahimi ir ao banco? Não me lixem com f! Não é! Não pode ser tratado como tal. E Conceição confirma que é uma opção convicta. Perguntaram-lhe após o jogo. Ele diz que apostou nesta equipa e que, como está contente com o desempenho de quem entrou, tem de ser coerente. Mas a coerência tem muito que se diga. Se fosse sempre coerente, Corona não tinha jogado contra a Roma depois do péssimo jogo que fez com o Benfica. Igualmente, teria de ser Herrera a sair da equipa após esse jogo, em vez de Oliver que jogou melhor. Militão também não poderia ter jogado com o Feirense depois do mau jogo que fez com a Roma. Além disso, a coerência está muito ligada à percepção que ele tem do jogo. Se acha que Corona e Otávio estiveram melhor do que Brahimi com a Roma, eu concordo. Mas o jogo com o Feirense foi dos piores jogos que o FCPorto fez nesta época! Segundo a tal coerência de Conceição, não poderíamos apresentar o mesmo onze na jornada seguinte. Mas apresentámos... O problema de eficácia deste FCPorto já chegou a ser um problema de falta de opções. Neste momento também  é um problema de opções erradas. Nesta fase decisiva, têm de jogar os melhores!

Individualmente, dou o MVP a Corona. Foi o grande agitador do jogo e ajudou a minimizar a ausência de Brahimi. Imaginem só se tivessemos os dois a jogar ao mesmo tempo. Ainda se lembram? Não foi há muito tempo... Alex Telles acaba por estar ligado ao resultado com um golo e uma assistência. Gostei da entrada de Manafá que ajudou a resolver o jogo. O penalti resulta de uma arrancada sua. Brahimi também estrou bem e as oportunidades de golo intensificaram-se com a sua entrada e com a de Oliver, mais tarde. Não gostei do facto de termos tirado Pepe ao intervalo e Felipe passar toda a segunda parte a mancar. Esta dupla Danilo e Herrera é muito eficaz, mas não projecta a equipa para a frente como nós precisámos. Sobretudo sem Brahimi. Raramente lhes consigo dar uma nota má, mas, nestes jogos em casa, dificilmente irão ter uma nota muito boa. E não é por falta de empenho dos jogadores.

Temos agora uma pausa de 15 dias para  descansar e preparar o fundamental jogo em Braga. Por uma vez, parece que esta pausa até vem em boa altura.

sexta-feira, 15 de março de 2019

2019.03.15. Neste Dia - Leixões 0-2 FC Porto (11 Anos)...

🗓2008.03.15
🆚 Leixões
🏟 Estádio do Mar
📖 Dragões Diário
"Há 11 anos, na caminhada para o terceiro de quatro títulos consecutivos, o FC Porto foi ao Estádio do Mar vencer o Leixões por 2-0. Lisandro López fez o primeiro golo e Tarik Sektioui fechou o resultado assim, com esta classe."

2019.03.15. Basculação Highlights...

quinta-feira, 14 de março de 2019

terça-feira, 12 de março de 2019

segunda-feira, 11 de março de 2019

2019.03.10. Momentos que não aparecem nos resumos...

Posse de bola com passos consecutivos entre Iker e Soares... Já tinham visto disto?

A arte de se 'pôr a jeito'


Aviso já que esta crónica será curta. Quase tão curta como a qualidade do futebol que praticámos hoje na Feira. Conceição preferiu relativizar e pôr a responsabilidade do sucedido, nos 120 minutos de intensidade da passada quarta-feira. Não o critico por isso, mas espero que o discurso no interior do balneário tenha sido muito diferente. Com ou sem cansaço, tínhamos em jogo o campeonato nacional, que é o nosso maior objectivo. Isso deveria ser suficiente para que se demonstrasse muito mais do que se viu.

E o que se viu? Vimos um equipa amorfa e a 'pôr-se a jeito'... Se o problema era físico, porque é que se repetiu o mesmo onze? Porque é que só se faz a primeira substituição aos 70 minutos? Já agora, porque é que esse onze inicial não fez como na quarta-feira, em que entrou no jogo com muita intensidade e com vontade de resolver cedo? A resposta pode não agradar mas parece-me clara: estávamos a ver no que dava. Era último classificado, que estava numa série de resultados horrível e a coisa devia resolver-se por si só... Foi puro laxismo, quer dos jogadores quer do treinador.

Premiando a nossa entrada em jogo, sofremos logo no início, de forma extremamente consentida. A reacção foi atabalhoada, mas garantiu uma série de bolas paradas que acabaram por permitir dar a volta e resolver o jogo. Mas o terceiro golo não apareceu, apesar dos nossos "intensos" esforços e o Feirense começou a acreditar. Nessa altura, já com um pouco de atraso, pudemos contar com impacto dos suplentes na equipa, sobretudo Manafá e Brahimi, que fizeram mais em 15/20 minutos que os substituídos no restante. Ainda assim, o golo não surgiu e tivemos de aturar duas irritantes oportunidades de golo do adversário, uma oferecida e outra numa sobra do chuveirinho. Foi sofrido, como sempre... (reticências de resignação)

Já que estou aqui a criticar tanto, importa dizer o que faria diferente. Desde logo, iria refrescar a equipa. Brahimi, Oliver, Adrian, Maxi ou Manafá permitiriam ajudar a limitar os efeitos do cansaço, além de que, grande parte deles podia permitir um jogo muito menos previsível que o jogo directo nos avançados, que praticámos em grande parte do jogo. Já sei que o campo é pequeno e que convida a este tipo de jogo, mas acho que abusámos. 

Individualmente, confesso que não gostei propriamente de ninguém. Só mesmo as entradas de Brahimi e Manafá. Como jogaram menos de 20 minutos, sobram Pepe e Danilo. Fica o MVP para Pepe pelo corte providencial nos últimos instantes. Apesar dos erros, é já o segundo jogo consecutivo em que salva a equipa perto do fim. E ainda marca o golo da vitória! Danilo também marcou e esteve imponente no meio campo, mas teve muita dificuldade na primeira parte em impor o nosso jogo pelo chão. Notas negativas, não tenho. Tenho muitas medianas e sofríveis...

Afinal, a crónica não foi assim tão curta como antecipava... Ponho até a hipótese de estar a ser demasiado duro com a equipa. Também pode ser por estar a escrever um pouco em cima do acontecimento. Esqueçam o que leram até aqui! Vamos aplicar a concentração no que foi realmente importante neste jogo: os três pontos! Siga!

2019.03.11. Basculação Highlights...


quinta-feira, 7 de março de 2019

Estamos lá!


Ufa! Que alívio! Duplo alívio, por passarmos numa eliminatória em que demonstrámos ser superiores, e também porque não tivemos de enfrentar mais uma fastidioso desempate por penáltis...

Foi um grande feito e esta equipa não deixa de nos surpreender! Mas também não nos deixa ter um jogo descansado... Jogámos o suficiente para uma reedição da histórica noite nas Antas com a Lázio e quase acabávamos a ter uma reedição da famigerada eliminatória com o Schalke 04... Há sempre qualquer coisa. Ou um festival de golos falhados, ou uma escorregadela, ou uma lesão num momento inoportuno, ou um penálti estapafúrdio... Ontem Militão juntou-se ao clube, ajudando a Roma a entrar na eliminatória, depois de passar os primeiros minutos do jogo a sofrer. Já tentaram contar quantos penáltis parvos já demos este ano? Um de Oliver tirou-nos a que seria a nossa primeira Taça da Liga. Mas ainda me lembro um de Sérgio Oliveira contra o Vitória, que pode ter custado a derrota, e há um de Alex Telles em Moscovo, sem grandes consequências. Dirão alguns que é mais saboroso se for com contrariedades mas eu não entro nessa maso-teoria... Temos equipa para controlar melhor os jogos e as emoções e isso tem de partir do banco. É que parece-me que a fonte de toda esta intranquilidade é lá. É o Sérgio Conceição.

Mas se já se percebeu que se a liderança de Sérgio Conceição é 'no grito' e, como tal, emocionalmente exigente, também se percebe que ele é o grande motor desta nossa garra e desta resiliência. Não seria fácil reagir a uma das maiores desilusões dos últimos anos. Foi há 4 dias! Notou-se? Só se for pelos tons de fúria e revolta naquelas insistentes investidas sobre a baliza da Roma, nos primeiros minutos. Entrámos muito fortes e isso, aliado à estratégia mais conservadora do adversário, transformou-se numa avalanche de FCPorto. Mais uma vez, foi difícil concretizar em golos esse domínio. Essa é uma característica que nos vai perseguir até ao final do ano. Já me resignei. Por entre o nosso domínio, houve ali um bizarria que foi o golo que Militão ofereceu à Roma. Até ao final dos 90 minutos, o assalto à baliza contrária foi perdendo 'gás' e percebeu-se que era por motivos físicos. Antes do prolongamento, já tínhamos Alex Telles e Militão a pedir a substituição, quando Conceição pretendia refrescar as alas ofensivas e o ataque. A nossa quebra física resultou num maior equilíbrio no prolongamento. A Roma tem até melhores oportunidades para marcar até que o 'Militão' deles também resolveu dar-nos um penálti que selou a passagem. O domínio exercido durante os primeiros 90 minutos no Dragão justificam plenamente a passagem, mesmo com a 'pontinha' de sorte que tivemos no final.

Antes da análise aos desempenhos individuais, não posso deixar de escrever sobre as opções de Sérgio Conceição. Para mim, foi tudo ao lado! Eu sei que parece desnecessário estar com críticas nestas alturas, mas já sabem o menino não resiste. Conceição pretendeu um FCPorto de 'faca nos dentes'. Meio campo musculado, alas agressivos e uma dupla da frente poderosa. Depois do jogo até podemos dizer que encaixou na perfeição na falta de ambição da Roma e até na estranha alteração táctica que eles apresentaram. Eu tendo a pensar que um FCPorto com Brahimi e Oliver está sempre mais perto de vencer, do que um FCPorto sem um deles. Quanto mais sem os dois... Valeu que Corona, que não merecia a titularidade depois do jogo do sábado, fez um grande jogo. Otávio também acabou por jogar muito. Estas duas exibições ajudaram a esconder a falta de criatividade dos nossos médios e acabámos por dominar o jogo a partir dos movimentos nas alas. Terei de reconhecer que correu bem, mas acho que podia correr melhor. Mas como prová-lo? Não dá. Também não gostei das substituições. Apesar de ambos já nos terem ajudado com golos importantes, continuo a achar que Hernâni e Fernando Andrade não são deste filme. Não se percebe como Adrian não entra neste jogo, depois do que tem dado à equipa. Mas Adrian não dá correrias desenfreadas e poder físico e é isso que Conceição queria para o jogo. Parece preferir sempre a intensidade à inteligência. Também já me resignei...

Individualmente, dou o MVP a Marega. Participou em dois golos, sendo que num deles até recupera a bola ao defesa. Além disso, foi dos poucos que durou os 120 minutos. E esse foi o motivo para não escolher Corona ou Otávio. Ambos jogaram muito mas saíram antes da decisão. Herrera, tal como Marega, é daqueles que emerge nestas batalhas. Já sabemos que não é tão criativo como Oliver, mas parece chega. Gostei também dos centrais apesar de nenhum deles estar isento de erros. À medida que o jogo foi avançando, ficaram mais expostos a um grande avançado que é Dzeko. Apesar de tudo conseguiram ganhar a maior parte dos duelos. Pela negativa, esperava muito mais da entrada de Brahimi que não justificou as minhas considerações no parágrafo acima. Oliver nem teve oportunidade de o fazer... Também não gostei de Militão. O penálti foi apenas o mais grave dos erros que cometeu. Ainda por cima não estava bem fisicamente, algo que parece estranho visto que nem tem jogado.

Grande vitória até para projetar a perseguição que temos de encetar no campeonato. Domingo, em casa do último classificado, temos de continuar a reacção!

segunda-feira, 4 de março de 2019

Golpe duro



É interessante ver as análise depois de um desaire destes. É difícil para um adepto ter discernimento e as análises são sempre muito dependentes do resultado. Já ninguém se lembra que o FCPorto estava a fazer um jogo muito mediano quando surge o golo do Kelvin e ninguém se vai lembrar que ontem o FCPorto fez mais do que suficiente para conseguir o resultado que era justo no clássico e que era o empate. 

Dói bastante a derrota e isso acaba por enaltecer na nossa memória os defeitos da equipa e também os méritos do adversário. Li que o FCPorto foi macio e que só atacou através do chuveirinho para a área. Li que o Benfica esteve muito maduro e que segurou muito bem o resultado com 10, depois de dominar por completo quando estava com onze. Li que saímos prejudicados com o regresso de Marega, com a ausênca de Danilo e de Militão e que Rafa e o miúdo João Felix fizeram o que quiseram da nossa defesa. Tudo comentários exacerbados pelo resultado. E se Marega marca aquele golo em que está a um metro da linha de golo na compensação? E se Felipe ou Otávio marcassem naquelas cabeçadas que passaram a rasar? Talvez aí pudéssemos ter uma análise mais próxima da minha...

Vamos a ela! Eu acho que o jogo foi muito equilibrado até pouco antes da expulsão. Houve muita luta no meio-campo e, sempre que Herrera e Oliver foram ultrapassados naquela pressão habitual, tivemos problemas. Da mesma forma que sempre que Gabriel e Samaris foram ultrapassados causámos muitos problemas, como o lance que resulta no nosso golo, por exemplo. E aqui chegamos ao grande fator que decidiu o clássico: qualidade individual na nossa frente de ataque. Estes são jogos de poucas oportunidades de golo e temos de ser eficazes, como o Benfica conseguiu ser. Mesmo assim, eles perdoaram mais 3 oportunidades por Pizzi e Seferovic, na primeira parte, e por Rafa na segunda. Sendo uma questão de eficácia e Conceição voltou a referi-lo, eu não a coloco nesses termos e prefiro falar da qualidade. Rafa fez mais dribles que Brahimi? Antes pelo contrário. Felix tocou mais na bola que Adrian? Ambos foram decisivos, mas passaram um pouco ao lado do jogo. Seferovic esteve melhor que Marega na luta com os centrais?  Marega ganhou quase todos os lances aéreos na peitaça. Grimaldo conseguiu libertar-se mais vezes que Manafá? Manafá foi muito mais vezes à linha, cruzou mais vezes e sempre com perigo. Mas então porque é que se tem a sensação que o Benfica jogou melhor ofensivamente? Primeiro porque ganhou. Mas, sobretudo, porque todos estes capítulos em que fomos superiores no jogo sucumbem perante a nossa incapacidade de transformá-los em oportunidades de golo. Falta o último passe, falta o ataque aos espaços corretos na área, falta qualidade individual na finalização. E não é de hoje. É um problema antigo e que tarda a ser atacado. Da cabeça da área Rafa fez um passe para a baliza, com classe, algo que Brahimi  e Corona não conseguiram na mesma posição em três ou quatro tentativas. Quase todos esses remates foram interceptados. Perante uma bola que sobra na área, Felix consegue rodar o corpo o suficiente para desviar ligeiramente de Casillas, quando Marega, em melhor posição, remata fraco e em frente. Repito: não é um problema de ineficácia, é um problema de qualidade! E esse problema recorrente está a pôr em causa todo o trabalho da equipa.

O equilíbrio do jogo foi posto em causa por duas vezes. Em primeiro lugar pela nossa reacção ao golo de Adrian. O FCPorto, em vez de tentar tranquilizar-se, começou a acumular precipitações. Parecia que queriam ir logo ao segundo, de qualquer maneira. Não só  não conseguiram como perderam bolas suficientes para que o adversário caísse em cima. O golo surge de uma sucessão de patetices, sendo que a maior é a de Casillas, que podia agarrar a bola e coloca num Adrian rodeado de adversários. Mas não se trata de uma jogada isolada. Já antes Pizzi tinha passado como queria por Felipe. Com esse golo do empate o equilíbrio manteve-se até à expulsão. A tal equipa tão autoritária e calma no relvado conseguiu ter um médio expulso e o outro que não foi porque nenhum árbitro português teria coragem para o fazer. Também acabaram com grande parte da defesa amarelada. De facto, uma equipa de miúdos, mas muito mais madura que a nossa... Mas nem isso conseguimos aproveitar. A partir daí o jogo foi o que se viu. Benfica à volta da sua área e FCPorto a despejar. Controlou bem o Benfica? Atacou mal o FCPorto? Julgo que o  número de oportunidades claras que conseguimos nesse período, deveria permitir mais que uma resposta ditada apenas pelo resultado...

Considerando eu o resultado injusto, para o que se viu,  importa saber se poderia ter sido de outra forma. Este jogo foi equilibrado, mas tinha de ser? O do ano passado não foi e acabou com 0-0... Importa então saber o que mudou para ano passado. Aqui pretendo entrar na questão da agressividade, porque a falta de qualidade na nossa frente de ataque e os golos falhados na segunda parte, mantiveram-se. Efetivamente nas faltas e nos amarelos parece que Benfica foi mais agressivo. Mesmo em campo, dava aquela irritante sensação de que as segundas bolas eram todas deles. Esse poderá ser outro factor que explica este jogo equilibrado. Ontem, numa tendência que se vem a sustentar com o novo treinador, o Benfica conseguiu elevar os seus níveis de agressividade aos nossos habituais. Se isso fez com que pudessem dividir mais o jogo, recordo que também fez com que jogassem 20 minutos com 10. No final valeu a pena, mas poderia não ter valido. A questão é se Conceição abdicou da agressividade com as suas opções iniciais. Num exercício de 'totobola à segunda feira', é óbvio que uma equipa com Danilo, Militão e Soares seria muito mais combativa. Militão não perderia a bola que originou o primeiro golo mas também não poderia ter causado a mossa ofensiva que Manafá causou. Danilo não assistiria passivamente à evolução de Rafa no segundo golo, mas não garante a qualidade de jogo que Oliver garante. Soares traria muito mais poder na área, mas não teria classe para marcar o golo que Adrian marcou. Deu a ideia que Conceição preferiu um onze mais para ganhar do que para empatar. Correu-lhe mal, mas não podemos criticar a ambição. Apenas critico que a opção de Adrian por Soares. Julgo que aquele triângulo entre Samaris e a dupla de centrais do Benfica é a parte menos forte da equipa e Soares poderia pôr mais pressão nessa zona. Conceição fez uma aposta ousada, mas poderia ter sido ainda mais ambicioso. Julgo que não o fez para poder ter opções de banco, para preparar um eventual assalto final. Foi preciso, mas não fomos a tempo.

Individualmente, não tive dificuldade em dar o MVP. Dou a Brahimi em coerência com a minha interpretação do jogo. Queixo-me da falta de qualidade na nossa frente de ataque e Brahimi é sempre um oásis nesse capítulo. O único capaz de inventar qualquer coisa sozinho, mas também é o que faz a equipa jogar. Só ele e Oliver o conseguem. Adrian não jogou mal, mas apareceu pouco. Nestes jogos pode acontecer. Marega apareceu completamente e estranhamente recuperado. Não estava à espera. Já vi críticas a Marega mas acho que jogou o seu habitual: ganhou muitas bolas à defesa,criou muitos problemas mas não definiu por lacunas técnicas. Corona foi dos piores. Quero acreditar que tenha sido a lesão, porque foi mau de mais. Quem também não esteve brilhante foi Herrera. Ele é um símbolo da passividade que nos fez ter a sensação a certa altura que só eles 'metiam o pé'. Oliver, que não esteve muito bem, esteve vários furos acima, até nesse capítulo. A defesa tremeu um pouco. A passividade no segundo golo são uma marca que fica do jogo. Felipe pode aliviar e põe a bola no adversário, Pepe, Manafá e Herrera assistem passivamente e Alex estava demasiado longe. Julgo que já é tempo de considerar se o rendimento de Felipe é suficiente para manter Militão no banco. Também poderia juntar Pepe na conversa, mas esteve melhor nos últimos jogos, além deste. Essa é outra bizarria. O melhor defesa da Liga não joga o jogo mais importante do campeonato. Se o que fez justifica ser castigado por vários jogos, nem deveria estar no banco. Estando, num jogo em que sofremos dois golos na zona dos centrais, torna-se muito doloroso e inexplicável.

A coisa está muito difícil e confesso que já me estou  a preparar para a adversidade no final. Mas é óbvio que 3 pontos de diferença (2+confronto direto) não constituem uma vantagem sólida. Resta-nos perseguir de forma implacável. Pôr pressão e esperar... A Roma surge numa óptima altura para 'lamber as feridas' e projectar a perseguição até ao final do campeonato!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Banco bom


O grande destaque desta noite foi o resultado que nos deixa muito perto do Jamor. Mas importa destacar o nosso banco de suplentes: Iker, Maxi, Militão, Danilo, Brahimi, Soares e Marega. Tanto talento e tantos títulos num só banco de suplentes. Se há uns meses perguntassem se seria possível ganhar 3-0 ao Braga, com um onze que não incluísse estes jogadores, alguém acreditaria? Esta tem sido uma das grandes vitórias de Conceição. Tem demonstrado uma capacidade de inventar soluções que é absolutamente invulgar. Já sabemos que não é um treinador que goste muito de rotações e de poupanças, mas a verdade é que as segundas linhas aparecem quando são necessárias e Conceição é capaz de os manter preparados e  motivados. 

É óbvio que os dois golos, que nos deixam bem perto da final, vieram do banco. Mas a exibição do onze inicial foi bastante sólida perante um adversário difícil que se apresentou no Dragão com mais cautelas do que as que vinha demonstrando nos anteriores jogos com os grandes. O próprio FCPorto  apresentou, na primeira parte, algumas variações estratégicas que não funcionaram imediatamente e que também ajudaram ao equilíbrio inicial. Adrian jogou como elemento mais adiantado com Corona, Fernando Andrade e Otávio soltos nas costas e trocando constantemente de posição. Quem beneficiou mais deste esquema foram os laterais que se soltaram constantemente. Mas faltava poder de fogo na área e isso fez com que tivéssemos sido mais perigosos nas bolas paradas. O golo surgiu de um penálti em que Marafona pôs o cirurgião plástico de Herrera a esfregar as mãos de contente, julgando que o iria ter nova oportunidade de fazer alguns reajustes naquela cara laroca. Mas Conceição viu bem e, apesar de já estar a ganhar, corrigiu ao intervalo com Soares. E a segunda parte é toda nossa. É certo que o Braga foi perigoso em dois cantos e no lance de Dyego Sousa, com grande parada de Fabiano. Mas foram claras excepções. O jogo passou a jogar-se no nosso meio ofensivo com muita qualidade na posse e com o resultado sempre a tender para ficar mais gordo para o nosso lado. Concretizou-se no último suspiro, de forma justa. 

Três destaques nesse que foi o momento da noite. Por um lado, o FCPorto perdeu a possibilidade de estar tranquilo no jogo com a lesão de Manafá. Foi esse o factor que ditou que a equipa tivesse de recuar nos minutos finais. Mas o sacrifício de Manafá permitiu que tivesse feito a recuperação de bola, decisiva para o golo. Decisiva também foi a opção de Oliver de continuar a jogada depois de já ter a certeza de que iria ser marcada falta. Quantos o fariam neste mundo do futebol? Depois a magia de Brahimi. Sublime, como só ele sabe ser!

Individualmente, tinha 3 candidatos a MVP: Pepe, Oliver e Corona. Aquele último lance ajudou a desempatar e o MVP vai para Oliver. É o segundo consecutivo. Já sei que não houve crónica do Tondela, visto que não consegui ver o jogo em condições, mas daria ao Oliver, obviamente. Estes destaques a Oliver são constantes aqui, mas nem está tanto em causa o desempenho individual. A equipa joga melhor com Oliver. Faz coisas diferentes e é um claro upgrade ao FCPorto do ano passado, por exemplo. Pepe também tem sido um claro upgrade e tem demonstrado que a aposta neste veterano foi, como seria de antecipar, uma aposta decisiva para esta segunda volta. Corona é, a par de Oliver, o jogador em melhor forma no FCPorto. Finalmente estamos a ter um Corona consistente! De resto, voltei a gostar dos laterais apesar de me assustar um pouco a incapacidade de Manafá para durar um jogo inteiro em boas condições físicas. Será mais uma razão para o regresso de Militão à lateral direita nos próximos dois jogos. Destaque final para o impacto positivo de Soares no jogo e para a classe com que finalizou no 2-0. Pela negativa, tenho de voltar a destacar Fernando Andrade. Nem vou comparar o seu rendimento com Marega ou Soares. Seria algo injusto. Basta comparar o seu impacto no jogo com o de outro jogador que tem tido oportunidades semelhantes: Adrian Lopez. Não tem comparação, pois não?

No sábado, temos a possibilidade de dar a primeira estocada em direcção ao Bi. Estas últimas exibições já devem estar a pôr algum travão na habitual tendência eufórica do Benfica quando ganha 3 jogos seguidos. Quanto mais 8... Mas convém não esquecer que, pelo meio, houve uma derrota contra os do costume... Correndo tudo bem no sábado, vão poder reavivar a memória!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

2019.02.26. Basculação Highlights...

2019.02.26. Neste Dia - FC Porto 5-0 Farense (30 Anos)...

🗓1989.02.26
🆚 Farense
🏟 Estádio das Antas
📖 Dragões Diário: "Há 30 anos, nas Antas, Domingos, o jogador natural de Leça da Palmeira foi a grande figura da receção ao Farense, assinando o primeiro hat-trick da carreira. Everton e Branco fecharam a goleada por 5-0.
 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Regresso


Foi apenas o terceiro jogo no Dragão em 2019. Três em doze jogos... Mas não vos vou maçar outra vez com a questão do calendário. Apenas vou repetindo, porque parece que o problema é só o Oliver ou o Militão à direita ou a gestão física do Conceição. Há vários fatores e o calendário complicado tem sido um dos tem tido mais influência.

Outro dos factores tem sido o constante azar com as lesões. Nos últimos quatro jogos perdemos três titulares por lesão. E apenas Marega parece ter uma lesão que pode resultar de excesso de carga de jogos. Para ajudar, não vamos ter Soares em Tondela... Isso tem obrigado Conceição a procurar soluções. Primeiro testou o reforço do meio campo com Oliver, Herrera e Danilo. Empatámos em cima do apito e com uma segunda parte bem fraca. Em Roma, testou a substituição direta com Fernando Andrade no lugar de Marega. Não funcionou e tivemos uma primeira parte paupérrima em termos ofensivos. Ontem tivemos Corona a jogar próximo de Soares. Confesso que me pareceu a melhor solução das três, mas a qualidade do adversário era inferior... Ainda assim, tivemos um Corona que tentou fazer os movimentos habituais de Marega, como no primeiro golo, e que consegue também jogar noutras zonas mais afastadas. Óbvio que não terá a mesma frequência no ataque à finalização, mas isso pode ser resolvido com o aparecimento de outros jogadores como Adrian, Herrera e Otávio. 

Mas essa não foi a única alteração que vimos. Houve outra com impacto no jogo e que foi a incorporação de Manafá. Até foi a pedido de várias famílias... Eu não me incluo nesse grupo. Julgo que fez sentido neste jogo. Tenho a sensação que a turba que vinha pedindo o regresso de Militão ao centro, estava a funcionar sobre ideias erradas. Há a ideia de que estávamos a sofrer mais golos. É um facto inegável. Mas temos de ver quais as equipas que defrontámos. Defrontámos a Roma e 6 equipas do top 7 do campeonato, muitas delas longe do Dragão. Julgo que valeu a pena apostar numa linha defensiva reforçada e julgo que essa deverá ser a nossa opção para todos os jogos que considerarmos de dificuldade acima da média, como os próximos com a Roma, Braga e Benfica. Há também a ideia de que estamos a marcar menos golos. É outro facto. Não tenho a certeza que a causa seja pelo Militão a lateral direito. Até em Roma tivemos, na segunda parte, várias ocasiões de golo e outras jogadas de muito perigo que não conseguimos transformar em ocasiões de golo. De facto existe um problema de concretização e de último passe, mas julgo que vai muito para além de quem se escolhe para lateral direito. O jogo de ontem é um bom exemplo. Tivemos dois laterais muito envolvidos no jogo e na manobra ofensiva e marcámos apenas dois golos. Menos até que alguns jogos com Militão à direita como aconteceu com o Belenenses no Dragão ou em Chaves. Conclusão: acho que a chegada de reforços para a defesa permite ter várias soluções para diferentes tipos de jogo. Seja com uma defesa mais reforçada, com Militão à direita, seja com laterais mais projetados, como aconteceu ontem. Temos é de aproveitar para ir refrescando a defesa à medida que vamos introduzindo novas soluções como Pepe e Manafá.

Quanto ao jogo, foi tranquilo. É sempre caso para destaque! Sobretudo com um onze com tantas alterações. Marcámos cedo e isso ajudou a tranquilizar. A expulsão do moço que se pôs de joelhos perante o Herrera, veio sentenciar a partida. A pressão está devolvida aos adversários e, pelo menos, o Braga já sucumbiu. Gostei da dinâmica que a equipa demonstrou, sobretudo com Corona, com a entrada de Oliver e com os laterais, bem projectados. Acho que, mais uma vez, o nosso score de golos fica bem aquém da nossa produção ofensiva, sendo esse um problema recorrente e a maior fonte de dores de cabeça para Conceição.

Individualmente dou o MVP a Alex Telles. Apesar da notória falta de descanso, tenho notado que o Alex tem vindo a aproximar-se da sua forma das épocas anteriores. Muito mais disponível para atacar a linha de fundo seja em desmarcações para receber longo de Oliver, seja em drible. Vem em boa hora! Gostei muito da estreia de Manafá. Era o jogo certo para lançá-lo e começou cedo a mostrar serviço. Dá a ideia que pode replicar um pouco os movimentos interiores de Ricardo Pereira. Obviamente, não foi muito testado defensivamente. Gostei também de Corona nas suas novas funções. É o nosso jogador ofensivo em melhor forma e fez muita falta em Roma. Gostei também da entrada de Oliver e continuo sem perceber porque não é um indiscutível  neste onze e neste esquema de jogo, que exige acelerações de ritmo e qualidade no passe longo...  Pela negativa, não tenho grandes destaques. Diria apenas que Soares viu um amarelo desnecessário e que isso nos causa problemas porque as segundas ou terceiras linhas, como Fernando Andrade e André Pereira, não dão muitas garantias. O André até entrou melhor tentando ligar mais com a equipa de costas para a baliza, mas falhou muitas receções de bola.

Tondela antecede mais uma daquelas séries infernais de jogos. A margem de erro já se foi. Não resta outra opção se não a de vencer!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Stayin’ Alive


Globalmente, não foi famoso o regresso do FCPorto à Champions League. Desde logo, terminou uma série fantástica de invencibilidade. Pelo meio houve vários jogos de Champions League e vários jogos com os candidatos ao título e com todo o top 10 do nosso campeonato. Esta série não foi fruto de um calendário favorável. Antes pelo contrário! Isto demonstra a solidez que a equipa tem demonstrado. Mas, se havia jogo onde seria mais provável que a invencibilidade caísse era um jogo de oitavos de final da Champions, em casa de um adversário que joga num campeonato bem mais competitivo e que tem um orçamento várias vezes superior ao do FCPorto. 

E isso notou-se? Bem… A resposta é um ‘nim’. Por um lado, o FCPorto foi capaz de disputar o jogo até ao final, tendo até acabado em cima do adversário. Recordo que, após o golo de Adrian Lopez, a Roma tinha todo o interesse em procurar novo golo, visto que o 2-1 é bastante perigoso para abordar uma segunda mão no Dragão. Pois tinha todo o interesse, mas a verdade é que não conseguiu! Por aqui, não se notaram grandes diferenças. Por outro lado, notou-se muita diferença em termos de qualidade individual nos avançados. A ausência de Marega e Corona explica alguma coisa, mas não tudo… Brahimi acabou por ser um oásis em termos de qualidade na nossa manobra ofensiva. E falo de qualidade individual propositadamente. Graças aos nossos médios e a Brahimi, a manobra ofensiva conseguiu pôr os nossos avançados por várias vezes em zonas perigosas e em condições de explorarem o 1 para 1, sobretudo na segunda parte. Mas nem Soares nem Fernando Andrade tiveram capacidade (qualidade) para transformar estes lances em oportunidades de golo ou em remates. Do outro lado, víamos avançados que em meia oportunidade fazem um golo ou um remate perigoso. Todos estes desequilíbrios que causavam acabavam invariavelmente em remate, bom ou mau. Está a faltar-nos o killer intinct e já tem faltado nos últimos jogos.

Falando do jogo em concreto, Conceição optou por jogar um pouco em função das fragilidades do adversário e optou por uma dupla de avançados. Obviamente, sem Oliver em campo e com dois avançados que tiveram muita dificuldade em entrar no jogo, a primeira parte foi má. As excepções foram os momentos em que Brahimi conseguiu pegar no jogo e algumas bolas longas que causaram mais problemas. Mas, no geral, as bolas longas de Felipe foram mais uma forma de aliviar do que de criar jogo. Julgo que Conceição, esperava mais de Otávio que não conseguiu assumir o jogo. A partir dos 50 minutos tivemos o nosso melhor período no jogo. Posse de bola no meio campo adversário e grande intensidade na recuperação de bolas, deu-nos o domínio do jogo que, só foi interrompido pela lesão de Brahimi. Deu a ideia que a equipa ficou algo desconcentrada com a situação e acabámos por sofrer o golo, um pouco contra a corrente da segunda parte. Reagimos bem, mas acabámos por permitir o segundo após uma escorregadela de Felipe. Era uma questão de tempo até uma destas escorregadelas dar em golo… A reação final trouxe o golo e poderia até ter trazido o empate. Os três jogadores que entraram para a nossa frente de ataque acabaram por ser muito importantes neste assalto final. 

Individualmente, dou o MVP a Casillas. Além das grandes defesas, fez uma exibição mais completa que os colegas, visto que jogou bem quer na primeira parte, quer na segunda. Brahimi estava a ser o melhor em campo até se magoar. Cedo de mais! Nem quero pensar no que o tempo de paragem nos vai causar… Por último, gostei de Militão. Implacável na defesa, acabou por aparecer muito mais envolvido no nosso jogo ofensivo, sobretudo na segunda parte. Gostei também dos três que entraram. Entram muito bem, todos eles. Mas tenho de destacar Adrian. Se me queixo da falta de qualidade na nossa dupla de ataque, Adrian mostrou exatamente o contrário. Não me lembro de uma má intervenção no jogo. O golo que acabou por marcar, busca a profundidade com muito mais qualidade que os dois colegas. Até isso fez melhor! Pela negativa tenho 3 destaques. Felipe ameaçou uma nabice na primeira parte e acabou por cumprir na segunda. Julgo que pode descansar no Domingo. Vai-lhe fazer bem… Por último a dupla de ataque. Mostraram muito pouco e em alguns lances chegaram a dar um pouquinho de desconforto, por se notar que estavam muito longe da qualidade dos colegas e muito aquém de um jogo de oitavos de final de Champions. 

Vencidos mas nada convencidos! Vemo-nos no Dragão!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Crise?


Obviamente que sim! Perdemos 6 pontos em 5 jornadas para dois dos nossos adversários directos. Não há como negar. Ambos estão mais perto depois de eles próprios terem recuperado das suas mini-crises. Há duas semanas dizia aqui que duas vitórias em Guimarães nos deixariam muito bem posicionados para o Bi. Dois empates mais tarde, a perspectiva mudou. Não estaremos tão bem posicionados como estávamos há um mês, mas estamos melhores que qualquer adversário. Importa saber como vamos reagir. 

E para reagir temos de perceber que há duas grandes causas para esta quebra de rendimento. A primeira é o calendário/cansaço. Poderão dizer que grande parte dos nossos adversários também tiveram este problema, mas o nosso tem sido especialmente complicado. Jogámos fora de casa 4 vezes nas últimas 5 jornadas e, desses 4 jogos fora, 3 foram em casa do 4º, 5º e 6º classificados. Justamente onde perdemos pontos. Em todos estes jogos poderíamos/merecíamos ter trazido outro resultado. E aqui entrámos na principal causa para esta mini-crise: a finalização. Temos tido muitos problemas em marcar golos. Uma pequena parte tem a ver com alguma falta de qualidade dos nossos avançados mas, grande parte do problema tem a ver com factores psicológicos. Temos de ter a serenidade suficiente para dar o melhor seguimento ao nosso vasto caudal ofensivo e essa serenidade tem de vir do banco também. Em suma,  será que isto é causa para pânico? Não! Motivo para preocupação? Obviamente!

Vamos ao jogo. Depois do que aconteceu em Guimarães, esperava-se uma entrada mais forte. A revolta perante a injustiça do resultado anterior seria um bom combustível, mas cedo se viu que não iríamos ter a reação que se viu, por exemplo, em Chaves. Tal não significa que não tenhamos estado no controlo ou que não se tenha visto um caudal ofensivo razoável. Mais uma vez chegámos regularmente a zonas de finalização com tudo para marcar. E fomos fazendo até ao momento em que Conceição mexe na equipa. Já o vimos fazer alterações com grande sucesso mas, desta vez, estragou mais do que o que ajudou. O Moreirense estava apostado em sair rápido para o ataque e fê-lo sempre com perigo. Ao tirar o médio com maior qualidade na posse de bola, Conceição entrou no jogo do adversário, partindo-o. Oliver saiu, Corona foi para lateral e Brahimi saiu pouco depois. Até se justificava, se Oliver estivesse pior que os restantes médios, mas não. As oportunidades do Moreirense apareceram com mais frequência até ao golo. O nosso forcing final salvou o ponto e até poderia ter dado mais, mas não apagou a má imagem que se deu a partir dos 60 minutos em que perdemos o controlo do jogo.

Uma palavra para o Moreirense. Gostei. Já sabemos que viveram muito da nossa intranquilidade, mas fizeram-no de uma forma leal. Não vi perdas de tempo, nem anti-jogo. Queriam ganhar e quase o conseguiram. Se for para perder pontos que seja com equipas que efectivamente tentam jogar.

Individualmente, dou o MVP a Oliver, quer pelo que fez em campo, quer pela falta que fez quando saiu. Gostei também de Militão, quer a lateral, quer a central. Não concordo com esta corrente que defende que Militão faz falta no meio e que é apenas razoável a lateral. Acho que não estão a valorizar bem as exibições de Pepe e acho que não se estão a recordar bem do passador que era a nossa lateral direita com Maxi. As restantes exibições foram regulares. Acho que Brahimi está muito cansado e isso nota-se no seu rendimento na decisão final. Herrera caiu bastante com a saída de Oliver. Voltou aquelas exibições commuito disparates e foi até irónico ter sido ele a salvar o ponto, dado que ele foi um dos maiores causadores da nossa intranquilidade. Gostei da entrada de André Pereira e continuo a não ver nada de especial no Fernando Andrade. Mas era ele que estava lá naquele lance que nos ia dar a vitória.

Uma pequena chamada de atenção para a arbitragem. É incompreensível que não tenha marcado aquele penálti/falta que depois se viu que era fora. É um erro claro e deixa a sensação que não marca porque achava que era penálti. Especulação pura... Mas, de resto, esteve bem e não percebo o histerismo com o Perdigão. Mais uma daquelas batalhas de Conceição que não percebo. Tanto se goza com o ridículo do auto 'jubilado' António Rôla e depois queremos alguém parecido no Porto Canal? Juízo!

Roma não vem em boa altura. A equipa está a passar um momento menos bom e a Roma tem estado a recuperar. Há um mês diríamos o contrário... Ainda assim, é a Champions e  qualquer bom resultado poderá relançar a equipa.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Finalização


«Há jogos assim... A bola não quis entrar... O melhor jogador deles foi o guarda redes... Podíamos estar ali mais uma hora, que a bola não iria entrar... Faltou o toque final...». Já conhecemos todas as frases habituais após estes jogos de sentido único. Nenhuma ajuda a fazer com que a digestão seja melhor. Mais que frases de circunstância, importa ter o discernimento de procurar motivos além da escapatória da falta de sorte. Proponho-me a dar uma ajuda.

Comecemos pelo adversário. Se há um mérito que se tem de dar a este FCPorto de Conceição é que até Luís Castro muda a sua maneira de jogar, quando nos defronta. Foi um Vitória bem mais próximo do Boavista, do que o habitual (eu sei que eles irão detestar esta comparação). Mas se Benfica e Sporting o fazem, porque não havia de fazer Luís Castro? Sérgio tem-se vindo a queixar que todos os treinadores adaptam a sua equipa à forma de jogar do FCPorto, ou ao que eles pensam que é a melhor forma de nos travar. Ou aparecem 3 centrais, ou um meio campo ultra-povoado... Uma coisa é certa: há sempre pianistas de carreira dispostos a tocar bombo, como se fosse o seu instrumento desde pequeninos. Conceptualmente, eu prefiro sempre modelos como o de Conceição que vão mudando ao longo do jogo e não ao longo do campeonato e em função do adversário. Mas teremos de tentar perceber porque é que esta tendência coincide em todos os nossos adversários. A ideia generalizada é que o FCPorto de Conceição é o FCPorto de Felipe, Danilo, Soares,  Herrera e Marega. Uma equipa fisicamente imponente, implacável nos duelos e que procura o jogo directo. Uma equipa temível em termos de intensidade, mas mais controlável ao nível da técnica individual. E é para isso que se preparam. 

Há aqui alguns erros de concepção do nosso jogo, mas há um ponto em que tendo a concordar. Há muitos, demasiados, jogos em que a nossa finalização deixa muito a desejar. Vínhamos chamando a atenção para esse facto naquela série fantástica de vitórias, que tivemos recentemente. A equipa tem de ter uma melhor capacidade de tirar tranquilidade do facto de estar a ser superior. Quer essa superioridade se manifeste no resultado, quer nos jogos de sentido único como o de ontem ou o do Bessa. E porque é que raramente consegue? Falta de qualidade de finalização na nossa frente de ataque. É gritante em Marega, é intermitente em Soares, depende muito do estado mental de Aboubakar, mas também se tem notado em Brahimi e Corona. Em certos casos são razões de técnica individual, noutros é falta de serenidade, mas o problema existe e tem de ser atacado. Assim, a táctica do adversário é a de povoar as zonas recuadas e esperar que nós falhemos. Parece-lhes mais plausível que o FCPorto cometa erros na frente do que atrás. Sempre dá um pontinho...

Mas o FCPorto que tem jogado, é um pouco diferente. E aqui pretendo entrar numa opinião pouco consensual. Marega tem sido fundamental neste FCPorto de Sérgio Conceição e isso faz com que raramente abdique dele. Mas este FCPorto que tem jogado parece ter mudado o paradigma da suposta maregodependência. Com um meio campo formado por Oliver e Herrera, e com Brahimi e Corona em boa forma nas alas, a equipa hesita mais em jogar directo nos avançados. Quantas vezes temos visto Marega a ficar agastado com os colegas por estes não respeitarem muitas das suas enésimas tentativas de ataque à profundidade? Até faz com que ele venha muito mais vezes em apoio. A tendência é para que a equipa tenha uma maior capacidade de reter bola com qualidade e esperar pelo melhor momento para recorrer a Soares o Marega. Temos visto muito mais penetrações na área, muito mais remates de longe e muito mais gente a surgir em fase ofensiva e de finalização. Basta ver o espaço que Alex atacou ontem num dos lances mais perigosos da primeira parte e o lance do mergulho de Corona na segunda. Será que dependemos de Marega para este estilo de jogo? Tenho a sensação que a resposta é: cada vez menos. E assim chegamos à opinião impopular: Esta lesão de Marega pode não ser assim tão má. Calma! Arrumem as tochas e as forquilhas! Primeiro vai dar descanso ao jogador, que precisa. O que pretendo dizer é que poderemos apostar numa frente de ataque diferente com a inclusão de Otávio, por exemplo. Podemos muscular mais o meio campo com o regresso de Danilo e o libertar de um dos médios ou até os dois. Até poderá aparecer mais rápido o nosso último reforço, Loum, que tanto prometeu na primeira volta do campeonato. E esta até foi a táctica que nos valeu a passagem aos oitavos na Champions. Todas estas alterações poderão dar mais qualidade à nossa posse de bola e Marega poderá regressar, esperemos que brevemente, e reintroduzir-se numa equipa mais eficaz nas várias fases do jogo.

Falando brevemente do jogo, foi doloroso do princípio ao fim. Tivemos sempre o controlo, tivemos oportunidades de golo quando estávamos tranquilos no jogo e quando  já ninguém conseguia esconder a irritação com o facto de a bola não entrar. Até nessa altura se sucediam as ocasiões de perigo. É mais um daqueles resultados absurdos que não pode abalar a confiança porque não se coaduna com o que se passou no jogo. Já havia acontecido na Taça da Liga e temos de retomar o caminho das vitórias novamente e com o mesmo vigor que temos estado a demonstrar.

Individualmente, gostei das exibições, de uma forma geral. Mais uma vez, dou o MVP a um dos médios, Oliver. Estiveram os dois muito bem, mas pareceu-me que Oliver esteve um pouco melhor nas recuperações e no lançamento do ataque. De resto só não gostei de dois jogadores. Marega estava a fazer uma exibição paupérrima até se magoar. Até acho que deveria ter saído para o lugar de Otávio. Mas era uma decisão difícil visto que não havia ninguém no banco para jogar na área. Também não gostei de Fernando Andrade que não fez melhor que o colega que substituiu. Esta avaliação mudava muito se eu ponderasse de forma superior a finalização. Assim, dou uma  nota positiva generalizada.

Por último, duas breves notas. Se não empatámos pela arbitragem, acho que podemos guardar as nossas queixas para outras alturas. Mas, se vamos criticar, temos de dizer porquê. Foi pelo critério disciplinar ridículo, foi pela falta sobre o Otávio, etc.. Tem de se se ser concreto. É uma cartada que tem de ser cirúrgica, para não cair no ridículo dos outros. Por falar em cair no ridículo, a Sport Tv dá aos comentadores a incumbência de nomear o homem do jogo. O FCPorto cedo disse que não participaria nessa fantochada e parece que antecipou convenientemente o ridículo desta invenção da operadora. Ontem Luís Freitas Lobo e Companhia elegeram Wakaso para MVP. É isto que o Luís quer para o futebol? O gajo dos poemas e das odes à bola? Em primeiro lugar Wakaso foi de longe o jogador mais faltoso em campo, e nem foi dos melhores do Vitória. Vi grandes defesas, vi jogadores a tirar em cima da linha e não vi Wakaso em nenhum desses lances. Apenas vi que tentava dar lenha, muitas vezes com sucesso, a cada vez que era ultrapassado e foram muitas vezes. Em jogos deste tipo, só há duas soluções para MVP: ou o guarda redes da equipa que levou com a avalanche ou um dos melhores jogadores da equipa que realmente tentou ganhar.

A vantagem pontual que fomos acumulando serve para estes jogos em que o resultado não premeia a exibição. Seria mais preocupante se fosse em resultado de uma má exibição. Quem paga é o adversário seguinte! Já trouxemos o seu melhor jogador e agora temos de trazer os três pontos de Moreira de Cónegos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Molha


Nesta época estamos com azar com o clima. Já é, pelo menos, a quarta vez que jogámos no Dragão debaixo de um dilúvio. Não seria um problema muito grande há uns anos, mas o relvado já começa a dar sinais de que precisa de uma intervenção ou substituição. Apesar disso, hoje foi-se aguentando. Por outro lado, tivemos menos gente no Dragão. A hora do jogo não era ideal para quem vem de fora do Porto e o temporal era forte. Mas tenho de registar algo a que temos estado atentos nos últimos tempos. O FCPorto registou pouco menos de meia casa, com cerca de 22 mil adeptos declarados. Quem estava no estádio era capaz de fazer esta estimativa, mas em casa também deveria ser fácil arriscar um número desta monta. A questão é que ontem, na Luz, verificaram-se condições semelhantes, com horário inconveniente e com um forte temporal. Naturalmente, quem tiver visto o jogo na televisão reconhecia facilmente que a assistência nunca iria além da metade da lotação. Tenho até relatos de quem foi ao estádio e me falava de meia casa. Pois foram declarados cerca de 41 mil adeptos, organizados e não organizados. Conclusão: até nisto são desonestos! Estaria mais preocupado se fosse adepto ou patrocinador deles. Mas o que retiro disto é que a preocupação do Benfica em alimentar o mito de que eles são muitos, imensos, etc., é tal, que não têm medo de cair no ridículo.

Falando de coisas importantes, o FCPorto cumpriu o seu papel com uma vitória segura. Ditou o calendário que tivéssemos de enfrentar o quinto, sexto e sétimo classificados de seguida, depois de enfrentar o segundo e o quarto para a Taça da Liga. Isto tudo em três semanas. Será um calendário muito exigente o que antecede o nosso regresso à Liga dos Campeões.  E nada melhor do que uma vitória para retomar o campeonato. A equipa entrou forte com um golo típico do FCPorto de Conceição. Pressão e recuperação em zonas avançadas e finalização imediata. Esse golo poderia ter trazido mais tranquilidade, mas não foi possível porque o Belenenses esteve bem no jogo. Convém não esquecer que enfrentámos uma equipa que teve 10 dias para preparar este jogo... Conseguiram ter muita posse e foram criando alguma intranquilidade na nossa defensiva. Lembro-me de erros pouco habituais de Oliver, Militão, Pepe e de Alex Telles. Mas a verdade é que fomos mantendo a nossa identidade e isso valeu-nos várias oportunidades de golo que, perante uma eficácia pouco mais que sofrível, permitiu um resultado simpático de 3-0. O jogo podia ter sido mais descansado, mas não foi mau.

Individualmente destacaram-se quatro jogadores. Dou o MVP a Corona pela participação em dois golos e em várias outras oportunidades, criadas pelos seus dribles. Mas gostei muito da exibição de Brahimi do lado oposto. Com estes dois, em forma, o FCPorto torna-se muito poderoso e isso até ajuda a disfarçar quando os avançados não estão propriamente inspirados, como aconteceu hoje. Por falar em duplas, Herrera e Oliver continuam a funcionar muito bem. Ontem pareceu que Oliver jogou ligeiramente mais adiantado e isso fez com que se destacasse mais nas recuperações de bola, que foram imensas. Tal como aconteceu com o regresso de Pepe, o regresso de Danilo vai trazer boas dores de cabeça a Conceição. Mais uma zona do terreno em que temos 3 titulares para 2 posições. Destaque para os brasileiros que tinham um olheiro da Seleção nas bancadas. Notou-se algum nervosismo inicial e uma vontade extra de brilhar. Julgo que lhes correu bem. Destaco também a estreia de Manafá. Conceição fez por mostrar que é uma opção para a esquerda e para a direita. Por último, uma das melhores notícias da noite. O regresso de Otávio dá outra qualidade às opções ofensivas que temos no banco, seja ele titular ou não. Isso fez falta, por exemplo, da Taça da Liga.

Seguem-se duas visitas a Guimarães. Seis pontos deixar-nos-ão numa posição invejável para o último terço de campeonato.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Siga!


Não vale a pena perder muito tempo a pensar nesta Taça da Liga. Quem nos segue por aqui sabe o que eu acho sobre esta competição e qual a estratégia que apresentaria. Por mim, jogava-se com segundas linhas durante toda a primeira fase da competição. E aqui estou a incluir jogadores da equipa B, sobretudo jovens portugueses das nossas escolas. Mais tarde, na fase final, logo se vê. Por exemplo, desta vez calhou-nos Benfica e Sporting e isso exige um onze mais próximo do melhor, mas sempre com a preocupação de poupar jogadores para as competições mais importantes.  A única excepção a esta regra surgiria se estivéssemos a fazer uma época terrível e se estivéssemos arredados da luta pelo título nacional. Inicialmente era esta a estratégia do FCPorto e só mudou muito recentemente. Primeiro por causa de uma seca de títulos e mais recentemente porque Conceição é demasiado competitivo. Já sei que essa é talvez a característica que mais apreciamos nele. O que digo é que, dadas as circunstâncias do mês de Janeiro, poderíamos ter protegido mais a equipa, quer a nível físico, quer a nível psicológico. A nível físico porque continuamos a sobrecarregar os nossos mártires como Alex Telles, Felipe, Marega ou Herrera. A nível psicológico porque perdemos mais uma oportunidade de ganhar esta Taça da Liga e perdemos da pior maneira possível, nos penáltis e após um jogo que dominámos por completo. Há que perceber que este modelo de fase final, sem prolongamento, beneficia claramente as equipas pequenas. É, de resto, o único fator em que as equipas pequenas serão beneficiadas nesta competição. Neste caso, quem tem aproveitado é o Sporting, mas qualquer equipa mais frágil que chegar à fase final, vai apostar nesta possibilidade de a ganhar só com empates. E, dado o historial do FCPorto nos penáltis, este é mais um fator com que temos de contar ao planear a abordagem a esta competição. E as contas são simples: se chegássemos ao final da época e apenas tivéssemos ganho esta Taça, seria uma boa época ou seria desastrosa? Exactamente... Não vale a pena afetar a nossa performance no campeonato, na Champions e até na Taça de Portugal, para ganhar esta Taça da Liga. Há de acontecer um dia, não se preocupem...

Custa perceber que somos tão ineficazes nos penáltis e, visto que é um problema recorrente, já deveríamos mostrar melhorias. O problema é que o psicológico manda muito no futebol. Enquanto nós temos uma série de 6 ou 7 desempates por penáltis perdidos, o Sporting vem numa série exatamente inversa. E este facto notou-se muito no jogo e sobretudo na segunda parte. O Sporting apresentou-se como havia feito em Alvalade. A dar a iniciativa, ficando na expectativa, tentando ganhar uma bola perdida e a chegar rápido à frente em contra ataque. Se na primeira parte ainda conseguiu fazê-lo com perigo, mas sem nenhuma grande oportunidade de golo, na segunda parte... Bem... Vamos admitir que foi o cansaço... É que a exibição do Sporting na segunda parte dava vergonha alheia. Sempre no chão a perder tempo e a aliviar bolas da sua área sem qualquer critério. O problema é que o FCPorto, apesar de ter tido a capacidade de encostar o adversário às cordas, não conseguiu ter grandes oportunidades para marcar. Conto apenas duas claras além do golo. E esse foi o factor que decidiu o jogo. Se tivéssemos tido a capacidade de materializar o nosso domínio em golos e em oportunidades, não estaríamos sujeitos a bizarrias como a que aconteceu no período de descontos. Já andávamos a abusar da sorte há alguns jogos e lembro-me de vários em que chegámos à parte final a defender uma vantagem curta. Ainda bem que não aconteceu no campeonato e aconteceu aqui...

Apenas uma nota para alguma irritação na nossa equipa que fez com que não se esperasse pelo levantar da Taça, com Conceição a livrar-se da medalha e até a agressão do treinador de guarda-redes a um adepto. Não darei demasiada importância ao sucedido e este é mais um sinal de que se deu demasiada importância a esta competição. Se era escusado? Obviamente! Não é este o exemplo que se pretende passar aos adeptos portistas, sobretudo os mais novos.

Individualmente dou o MVP a Corona. Foi o nosso jogador mais perigoso e o que criou grande parte das nossas jogadas mais perigosas. Gostei também de Herrera que dominou o meio campo por completo. Oliver também esteve muito bem, mas está invariavelmente ligado ao lance que define o jogo, com um erro... Achei a defesa algo nervosa na primeira parte, sobretudo Militão e Pepe. Fernando Andrade está a transformar-se num Juary. Tiquinho fez muita falta porque Marega e André Pereira não estiveram bem.

Nem vale a pena pensar nesta Taça da Liga além da noite de sábado. Quarta-feira temos a retoma, na competição que verdadeiramente interessa!