quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Episódio 10 - Jogo estragado


Estragado, não pela expulsão, mas pela qualidade exibicional da equipa, que contrastou com a da semana anterior e fez reaparecer em alguma dúvidas sobre o grau de apronto deste FCPorto 2019/20. Para desanuviar  falou-se também de galas, Marius, Liga Europa, dos festejos do Marega e de novos serviços para os associados.





Fica também o link do youtube: https://youtu.be/FWpbjLfJ-LQ

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Episódio 9 - Teste no Salão


Esta semana discutimos a exibição que chocou o país. Afinal aquela equipa de sonho, também perde para o campeonato? Afinal o enterro do FCPorto foi exagerado? Afinal o Zé Luís marca que se farta? Afinal o Pepe vai jogar até aos 80 anos? Foi um pouco disto.


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domingo, 18 de agosto de 2019

Episódio 8 - Ensaio para a Luz

O FCPorto reagiu em força, como se esperava. Recém chegados do estádio do Dragão, comentamos mais um onze com várias mexidas, a exibição cintilante de Zé Luís, a quarta opção para lateral direito e o reforço do meio campo. No final vieram os bitaites sobre o plano para a Luz, onde se espera um resultado semelhante, apresentando uma equipa semelhante.

Fica também o link do youtube:  https://youtu.be/42r8VTDM-Wc

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Episódio 7 - Falemos de ciclismo...


Ao terceiro jogo do FC Porto tivemos mais uma desilusão. E esta promete doer durante a época toda! Falámos do plano A que durou 2 minutos, da reacção na segunda parte, dos melhores, dos piores e da irreverência do Diaz.

Fica também o link do youtube:  https://youtu.be/5aw9YewWHfo

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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Episódio 6 - Estreia de Fábio Silva!

Temos de ser positivos na vida e é muito importante focar as nossas energias em coisas positivas... Pois perante a primeira grande desilusão, logo ao primeiro jogo, cada um de nós lidou à sua maneira. Mas nenhum foi capaz de cumprir os desígnios dos motivadores vendedores de banha da cobra. Focámos na lesão de Danilo, no empenho de Marega, no discernimento do Alex, nas mudanças do Conceição e no relvado. Um episódio bem disposto, gravado a seguir ao jogo...



Fica também o link do youtube:  https://youtu.be/0Pgvvp7B3Uc

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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Episódio 5 - Krasnodar, o regresso

Pode parecer um filme de acção protagonizado por Dolph Lundgren que foi directo para DVD, mas este é um episódio que falou antes da estreia do FC Porto, 2019/2020, em jogos oficiais. Discutimos as opções iniciais de Sérgio Conceição, Marchesín, Sérgio Oliveira, Luís Diaz, aquecimentos de voz, etc.. No fundo uma crónica do jogo a 3, num formato que se aproxima muito do que será o podcast durante a época desportiva.



Fica também o link do youtube:  https://youtu.be/bwzemBU0AUA

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Episódio 4 - Semana atribulada



Não foi fácil a semana que culminou da apresentação aos sócios do FCPorto, versão 2019/20. Diogo Costa, Coentrão, Danilo... Houve muito para conversar e especular no episódio desta semana.


Fica também o link do youtube:  https://youtu.be/TcHbFhopCpA

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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Episódio 3 - Copa Ibérica e o Caxineiro



Mais duas amostras do FCPorto 2019/20 para comentar, com duas boas equipas da liga espanhola. Já tivemos algumas pistas sobre a composição do plantel deste ano. Comentámos também a notícia de uma contratação, que chegou durante a gravação deste episódio. É uma contratação no mínimo polarizante...


Fica também o link do youtube:  https://youtu.be/eR8iHy-tv-g

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Episódio 2 - Teste com Fulham e Oliver

Atrasámos a gravação do episódio desta semana para podermos falar da primeira apresentação aos adeptos deste FCPorto 2019/20. Tal atraso também contribuiu para que pudéssemos digerir melhor a saída de Oliver, procurando evitar, sem grande sucesso, reacções mais emocionais.

Fica também o link do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=94LTAVHY5GU

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Episódio 1 - Está-se a compor

Depois do teste sai o primeiro episódio. Foram discutidos o primeiro jogo da pré-época, as contratações e o impacto no plantel e nos portistas e, por fim, as recentes alterações nas camadas jovens do FCPorto.

O som evoluiu mas ainda não está perfeito. Vamos evoluindo à medida que o projeto avança. Tenham paciência...


Fica o link do youtube: https://youtu.be/VWRR75-DItw

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No spotify estamos com alguns problemas, mas está a ser tratado.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Podcast do Basculação


Temos um Podcast! Poderão ter estranhado a nossa ausência nos últimos tempos, mas vamos acreditar que não foi por falta de tempo e que foi porque estávamos a planear este grande lançamento...

O nome do podcast é 'O pé que João Pinto tinha mais à mão'. Um singela homenagem àquele que consideramos ser o capitão de equipa mais icónico da história do FCPorto. É também um estilo de jogador que já não existe . Que falta faz!

Fica o episódio experimental que ainda tem alguns problemas de som que irão certamente ser corrigidos nos próximos episódios.

Mais tarde irá estar disponível no youtube, android (stitcher) e ios (itunes).

Adenda:

Conta stitcher: https://www.stitcher.com/podcast/basculacao/o-pe-que-joao-pinto-tinha-mais-a-mao

segunda-feira, 1 de julho de 2019

quarta-feira, 19 de junho de 2019

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Época 18/19 - Sérgio Conceição


Iniciámos o nosso habitual rescaldo de época pelo treinador. Num clube em que o Presidente é uma entidade absolutamente intocável, a análise ao sucesso de uma época tende a aproximar-se da análise ao desempenho do treinador. Já sabemos que Pinto da Costa está num patamar em que, o que é elogiável é para ele e o que é criticável é culpa da SAD, essa entidade centralizadora de tudo o que de mau se passa ao nível da gestão. Sendo assim, temos de avaliar o desempenho da equipa e vamos associá-lo apenas a Sérgio Conceição. Ele já cá está há dois anos e já deve estar habituado.

Tenho lido demasiadas análises demasiado críticas ao desempenho da equipa e sobretudo de Conceição. Conceição é uma figura polarizadora por natureza. Só não esperava que fosse tão polarizadora entre portistas. Parece até que, em certos casos, perante este final de época, transitámos entre um endeusamento e o asno em poucos meses. 

Devemos então perguntar claramente: o que mudou? Eu diria que mudou pouco. Vamos por tópicos:

Resultados - Perdemos o campeonato, mas tivemos um desempenho pontual muito próximo. Nas restantes competições fizemos melhor e nas Taças demonstrámos em campo que tínhamos argumentos para as ganhar. Na Champions tivemos dos melhores desempenhos da história do Clube, desportivamente e financeiramente.

Modelo de jogo - Igual. Jogámos da mesma maneira e com os mesmos resultados expressos na pontuação, na quantidade de golos marcados e sofridos e até noutras estatísticas com posse de bola, tipos de passes, nº de dribles, etc. Tudo ao nível do ano anterior. Apostámos muito em recuperar a bola em terrenos avançados, em ataques rápidos, em lançamentos em profundidade para Marega e na utilização dos corredores em alternativa. Defensivamente continuamos a ser muito fortes e a permitir muito poucos remates e oportunidades a qualquer adversário que não seja o Liverpool. Tudo na mesma.

Plantel - Semelhante. Saíram Ricardo Pereira e Marcano e entraram Militão, Pepe e Manafá. Substituições sem  impacto decisivo no futebol da equipa. Só Militão chegava para suprir as duas posições. De resto, a defesa continua a ser a nossa zona mais eficaz, mantivemos o meio campo robusto no centro e criativo nas alas e voltámos a ter uma linha de ataque poderosa mas algo perdulária. O espírito de equipa continuou a ser ótimo e de acordo com os melhores exemplos que alguma vez tivemos no clube. Acreditaram até ao último minuto do campeonato e até ao centésimo vigésimo minuto da Taça de Portugal. Não terei a certeza, mas esta equipa deve estar entre as que mais reviravoltas concretizaram numa época. Níveis de crença e sacrifício muito acima da média e muito acima do nosso passado recente.

Ambiente geral - Mais uma vez semelhante. O apoio dos adeptos à equipa manteve-se incondicional. Jogámos em casa em 80% dos estádios do país. Em termos de arbitragem, voltámos a ter um campeonato mais inclinado na ponta final, tal como tinha acontecido no ano anterior, enquanto foi possível. O tratamento da imprensa é imutável há décadas.

Repito: Nada de significativo mudou! Tivemos uma quebra pontual que também tínhamos tido no ano anterior. No limite mudou um jogo que foi o jogo com o Benfica em casa. E podemos ir mais fundo: o que mudou foi o facto de o Marega, na compensação desse jogo, não ter conseguido empurrar para a baliza um lance de golo iminente, a dois metros da linha de golo.

Se não houve mudanças, qual é o problema com Conceição? Todos os que vibraram com os seus feitos na época anterior deveriam estar a desviar-se de qualquer conversa sobre mudanças na equipa técnica. Ouço muitas vezes dizer que jogámos pouco futebol. Mas quais são os parâmetros de avaliação? Jogámos muito futebol e de acordo com o modelo de jogo do treinador a quem confiámos a tarefa de nos devolver à luta por títulos. São os lançamentos longos? É a qualidade da posse de bola? É a nota artística? Proponho uma comparação com os nossos rivais. Nem vou falar do paupérrimo futebol do Sporting que, aos olhos destes tipo de adeptos, deve jogar bem pior que nós. Basta ver estes últimos jogos. Prefiro comparar com o Benfica. Se analisarem a fundo poderão concluir que o sucesso da segunda volta do Benfica resulta, além das polvices, de uma clara aproximação ao modelo de jogo 'fraco' de Conceição. Reparem quantos golos estas duas equipas marcaram a partir de erros forçados nas defesas contrárias. Reparem se os movimentos de Seferofic não são semelhantes aos de Marega. A própria distribuição em campo e o perfil de jogadores é muito semelhante ao nosso. Se chegarem a esta conclusão que eu cheguei vão perceber que ideia de que o FCPorto joga pouco é um paradoxo. Joga tanto ou mais que os seus competidores e joga o que o treinador quer.

Uma crítica aceitável será então uma que se baseie mais em gostos pessoais. Eu próprio gosto mais de outro estilo de futebol, com maior controlo sobre os ímpetos do jogo e sobretudo com mais incorporação de jogadores tecnicamente mais evoluídos. Mas esta não é a ideia de Conceição, já o sabemos há dois anos e até satisfez bastante, na época passada. A questão que coloco aqui é a mesma que colocava há um ano: será que o que eu adoro em Conceição é suficiente para compensar as limitações que lhe aponto? A minha resposta continua a ser um claro 'SIM'. Só podia. Para mim, nada de significativo mudou. Mais que uma equipa do FCPorto com 70% de posse de bola ou um FCPorto com 10 Olivers no onze titular, prefiro uma equipa que respeite a nossa identidade como clube. E este FCPorto, este treinador e estes jogadores têm-no feito consecutivamente nos últimos dois anos.

Perguntarão se não havia espaço para melhorar a equipa do ano anterior? Sem dúvida que sim! E julgo que Conceição conseguiu-o a espaços com a inclusão de jogadores com características diferentes como Oliver ou até com o reposicionamento de jogadores, como foi o caso da utilização de Corona a segundo avançado contra o Liverpool. Tudo situações a estudar bem neste planeamento da próxima época e talvez sejam situações para repetir. 

Sérgio Conceição é o meu treinador e nem devia ser preciso afirmá-lo. Nunca esteve em causa!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

2019.05.30. Neste Dia - Benfica 0-1 FC Porto (34 Anos)...

🗓1985.05.30
🆚 Benfica
🏟 Luz
📖 Dragões Diário: "A terceira de 21 Supertaças da história do FC Porto foi conquistada há 34 anos. Na Luz, Futre marcou o golo que definiu o 1-0 e confirmou a conquista do segundo título da época."

 

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Castigo máximo



É a última crónica da época e temos de ser poupados. Há muito a dizer mas vêm aí os artigos de rescaldo da época, que são mais apropriados para todas as lamurias que acumulámos nos últimos meses. É difícil dissociar este resultado da análise global da época. É que este resultado implicou o falhanço quase total da época. Discutimos tudo até ao fim mas, no final, ganhámos muito pouco.

O próprio jogo parece uma metáfora da época. Começámos pior mas reagimos e ganhámos vantagem que perdemos a meio. Quando em desvantagem reagimos e, perto do final conseguimos mantermo-nos vivos, para perder no 'último sopro'. Estes jogos com o Sporting têm sido especialmente penosos porque se percebe claramente que não estão sequer perto do nosso nível. Eles próprios têm isso como adquirido e apresentam-se abdicando de qualquer tipo de orgulho ou pergaminhos de equipa grande. Esperam pacientemente por uma oportunidade ou pelos penáltis para resolver o que o seu nível futebolístico não consegue. E o pior é que esta estratégia tem sido consecutivamente recompensada. Enfim, este Sporting parece a nossa Kryptonite. Já sei que é exagerado e que nem sempre temos perdido. Por exemplo, eles não têm passado no Dragão. Além disso, comparar este FCPorto ao Super-Homem... Mas dá para perceber a metáfora. Se quiserem explicações mais pormenorizadas deste fenómeno dos nossos jogos com o Sporting pode consultar qualquer uma das três crónicas de se seguem:


 

Todos este jogos e o de ontem têm o mesmo denominador comum: Domínio global do FCPorto castigado pelo desperdício, perante um Sporting submisso, sem soluções e vitorioso no desempate por penáltis.

Ainda assim, temos de referir que da partida de sábado fica na retina o coração da nossa equipa à imagem do seu treinador. Apesar da entrada em falso, mostramos que queríamos muito ganhar o encontro e as estatísticas espelham isso. O golo ao cair do pano da primeira parte ou a reviravolta dos leões, contra a corrente, já no prolongamento, foram momentos que pareciam que nos iam levar ao tapete mas, como sempre, demos tudo! Até ao fim! 

Individualmente, o destaque e o MVP vão para Tiquinho, pelas inúmeras oportunidades criadas, seladas com o golo. Mas quase ao mesmo nível, estiveram aqueles que se despediam da nossa camisola: Herrera com um pulmão inacreditável e empurrando a equipa para a frente (não esquecendo a assistência no primeiro golo) e Brahimi pela magia e o desequilíbrio conseguido na partida com destaque para a bola no poste ou pela jogada no prolongamento momentos antes de consumarmos o empate... Menção honrosa para Pepe, que esteve bem melhor que Felipe, e para as entradas de Manafá e Hernâni que colocaram velocidade nas alas e o último inicia mesmo o lance do golo ao cair do pano. Oliver esteve ao seu nível. Aqueceu muito mas foi um dos dois jogadores de campo que não tiveram a oportunidade de entrar...

Depois de uma época de euforia, uma época que termina em depressão. Os intérpretes são sensivelmente os mesmos e, talvez por isso, vale a pena uma reflexão profunda sobre o que se passou. Tentaremos contribuir nos próximos artigos para essa reflexão.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

2019.05.24. FC Porto 3-1 Braga (Neste Dia - 21 Anos)...

🗓1998.05.24
🆚 Braga
🏟 Jamor
🎥 https://youtu.be/kU8cTQyx78c
📖 Dragões Diário: "Há 21 anos, António Oliveira torna-se o primeiro treinador português a conquistar a dobradinha ao serviço do FC Porto e o terceiro da história, depois de Yustrich (1956) e Ivic (1988).

terça-feira, 21 de maio de 2019

2019.05.18. Momentos que não aparecem nos resumos...

Herrera com dificuldade em dominar a bola...


Finalização à Marega...


Marega entra com a anca... Sempre com problemas na finalização...


Este protesto coordenado tem de aparecer mais vezes. Quem não chora...

segunda-feira, 20 de maio de 2019

85 pontos


Confirma-se o que já todos esperávamos: não conseguimos alcançar o principal objectivo da época. Isso torna esta época num fracasso. Não há como fugir a esta conclusão e não me parece que alguém o vá tentar fazer. Nestas alturas começa o período de balanço, isto apesar de ainda haver um título para ganhar. É inevitável visto que toda a época é planeada com vista a um objectivo, que já está decidido. Normalmente, nestas alturas, destacam-se duas correntes que considero nocivas para uma discussão frutuosa e que permita a estruturação da próxima época. 

Há a corrente do seguidismo de Pinto da Costa que, acriticamente, se prontifica a absorver a opinião do clube. Seja ela a de defender o treinador e o seu trabalho, como é o caso este ano, seja a de criticá-lo abertamente, como já aconteceu com Paulo Fonseca, NES e sobretudo Lopetegui. Se este ano estamos com Conceição, então a culpa tem de estar noutro lado. No polvo, nos árbitros, nos adversários que facilitam contra outros candidatos, etc.

Depois temos a corrente oposta. Perante o carneirismo dos acríticos, surgem os que criticam tudo e todos, por tudo e por nada. Vão à qualidade do treinador, que só joga de chutão para a frente, à qualidade dos jogadores, que só estão no FCPorto porque a SAD esbanjou os rios de dinheiro, que entraram nos últimos 20 anos, em caprichos e em empresários sanguessugas, como o filho do presidente...

Isto exposto assim, de forma tão extremada, parecem posições inaceitáveis. Mas reflictam se não conhecem uma série de portistas que, nestas alturas, se aproxima de uma ou da outra corrente? Obviamente que a verdade anda lá pelo meio. Mas este ano, excepcionalmente, eu tendo a aproximar-me mais de um dos lados. Por um motivo em especial e que são os 85 pontos conquistados e outras estatísticas confluentes com esta, como a média de golos marcados e sofridos, a comparação entre a primeira volta e a segunda, etc. Poderão consultar estas e outras estatísticas seguindo a excelente conta de twitter do @BaiLinhaeCruzaps.@BaiLinhaeCruza://twitter.com/BaiLinhaeCruza?s=. Está lá tudo. A questão que me faz pender para um dos lados é o de reconhecer que este não foi um ano normal. Foi um ano em que chegámos aos quartos de final da Champions, em que voltámos à final da Taça da Liga, perdida nos penáltis, e em que vamos discutir a final da Taça de Portugal. Acresce que, no campeonato, fizemos uma pontuação que daria para ser campeão em grande parte dos anos, tendo a ficado a apenas 3 pontos da pontuação do ano passado, uma das melhores da história do Campeonato e do FCPorto. O exercício correcto a fazer nesta altura é o de perceber como esta excelente pontuação de 85 pontos não chegou para atingir o nosso principal objetivo. E convém fazê-lo com calma e sem atalhos porque há culpas próprias e condicionantes externas, demasiado relevantes para conclusões simplistas como: «merecemos porque perdemos uma vantagem de 7 pontos». Até posso dar uma explicação curta para isso. Foi uma contingência do campeonato porque, em 4 jornadas, jogámos em Alvalade, em Guimarães e em Moreira de Cónegos. Todos deverão recordar o inexplicável perdão de expulsão a Bruno Fernandes, por Hugo Miguel, o festival de golos falhados em Guimarães e a lesão de Marega que o tirou desse jogo e dos seguintes, deixando-nos apenas com Soares como opção para a frente. Viram como foi fácil desculpabilizar a equipa? Tão fácil como apontar a crítica. Temos de ir para além dos lugares comuns e das conclusões fáceis. Tentaremos fazê-lo no rescaldo da época que arrancará a partir da próxima semana.

Vamos ao jogo! Foi bastante estranho... Em primeiro lugar porque a equipa do FCPorto e todos os adeptos sabiam que o campeonato estava entregue. Mesmo que fôssemos ingénuos, bastava ver o que se passou no campeonato nas últimas semanas para perceber o que se iria passar. Por outro lado, tínhamos um Sporting que era uma incógnita. Será que vai poupar jogadores? Como irá reagir perante esta liberdade de não ter de lutar por nenhum objectivo? Em relação a jogadores, pouparam dois e nem foram os mais importantes, visto que Mathieu e Bruno Fernandes jogaram. Por outro lado, para uma equipa que não tinha nada a ganhar ou a perder, estiveram bem mais preocupados em fugir da segunda hipótese, do que procurar a primeira... A expulsão na primeira parte tornou clara a intenção que os primeiros minutos de jogo já faziam adivinhar. O FCPorto conseguiu lidar bem com as despesas do jogo mas estava a falhar demasiado na definição, algo que se tem repetido ao longo de todo o campeonato. Para compor o cenário, já de si irritante, o Sporting chega à vantagem no único que remate que fez no encontro. Apelou-se mais uma vez à capacidade de reacção da equipa. Esta é uma das características mais admiráveis neste FCPorto de Conceição e conseguimos dar a volta nos minutos finais. Os golos surgiram de bola parada, e esta dependência destes lances é mais uma das críticas estapafúrdias que se faz à equipa, mas poderiam ter surgido antes em várias outras situações. O resultado acabou por ser justo e esta é uma percepção que temos dificuldade em partilhar ao avaliar a classificação final do campeonato.

Individualmente, dou o MVP a Danilo. Além das suas funções habituais, foi um dos nossos jogadores mais perigosos e está em quase todos os lances de perigo. As notas foram todas médias e gostaria de destacar apenas que Otávio estava bem antes de sair e que Brahimi entrou bem e com bom impacto no jogo. A solução Manafá ainda nos expõe a demasiados calafrios e tem de ser melhor acautelada em jogos contra adversários de maior valor. Corona esteve bem mas, além da expulsão desnecessária, perde a bola que dá o golo adversário. Não pode ter nota positiva. O destaque maior foi o golaço de Herrera que funciona como uma óptima despedida do Dragão. A propósito, gostaria só de registar que o jogador, unanimemente distinguido como melhor em campo no jogo anterior, não teve qualquer minuto neste jogo...

Falta um jogo e um título que fica sempre bem em qualquer época. Esta não foge à regra. Vamos com tudo! (menos Corona que se fez expulsar estupidamente...)

sexta-feira, 17 de maio de 2019

quinta-feira, 16 de maio de 2019

quarta-feira, 15 de maio de 2019

2019.05.12. Momentos que não aparecem nos resumos…

Só faltava que soubesse marcar livres...

terça-feira, 14 de maio de 2019

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Mais uma semana


Este FCPorto de Conceição tem alguns defeitos, mas não se rende! Se querem que esta vergonha de Liga continue, vão ter de ficar expostos a ela até à última jornada! Hoje, por exemplo, podíamos ter facilitado. Um 'empatezinho' até serviria para se antecipar a festa e os meninos escusavam de estar tão nervosinhos, de tal forma que até precisaram do habitual empurrão arbitral. Tal como tinham precisado em Braga e na Feira e em todo o sítio onde tiveram dificuldades nos últimos tempos. E não foram poucos... Passam dificuldades porque os meninos são de ouro mas o futebol é de lata. Tem-lhes valido uma invulgar capacidade de concretizar as oportunidades que têm caído do céu, da cidade do futebol, dos pés dos defesas contrários, etc.. Até jogadores que sempre tiveram muita dificuldade em concretizar, conhecidos entre os adeptos benfiquistas como tal, como Rafa e Seferovic, têm mantido uma capacidade concretizadora assinalável, que tem vindo a esconder as muitas dificuldades que têm sentido e a degradação do seu futebol deste o jogo no Dragão. Este tem sido um fim de campeonato difícil, porque é inglório. E os adeptos têm de compreender isso em vez de exigir mais, seja nas redes sociais, seja no estádio, de tronco nu e a bater no peito. Ponham-se no lugar de um atleta de alta competição que ontem deu tudo para garantir a vitória na Madeira, aterra e vê o lance do segundo golo benfiquista. Não será humano que fique desanimado? Quantas vezes enfrentámos um adversário que apenas perde 2 pontos numa segunda volta inteira? E se esse adversário enfrentou nessa sequência de jogos 6 dos 7 primeiros classificados? Isto até poderia contribuir para dar algum mérito ao adversário, mas só para quem não tem estado atento aos seus jogos. Mesmo assim, não desistimos, vamos à luta e estamos vivos até à última jornada! Ponderem isto, agora que se aproxima a fase de balanço da época. O FCPorto dos últimos 30 anos criou uma cultura de exigir sempre mais, mas é preciso ter a noção de quando é demasiado. Fica para reflexão.

Divagações à parte, o jogo foi descansado. Tirando um lance oferecido por Militão e Vaná e tirando os problemas que o Marega do Nacional foi causando, sobretudo a Manafá e Felipe, tivemos uma tarde descansada e pontuada por bons golos. Golos bonitos e representativos das nossas melhores armas. Tivemos dois golos de bola parada, um que resulta de um ataque à profundidade de Marega e outro de Oliver, resultante de uma recuperação de bola em zona adiantada do terreno. O FCPorto tinha razões para demonstrar nervosismo, mas o Nacional também e conseguimos jogar bem com esse facto. Foi também uma boa resposta às ausências de Brahimi e Herrera. Foi uma vitória segura e por números adequados. Mais uma. Ouvi várias vezes que o Nacional falhou a primeira oportunidade do jogo e que isso foi decisivo. Na verdade, a primeira oportunidade é de Otávio, que não acertou nem na baliza nem em Soares. Fica a correcção

Individualmente, dou o MVP a Oliver. Na dúvida, damos-lhe, por decreto. Muito mais se marcar golos, algo tão raro nele e também tão criticado. Já sabem que eu acho que o FCPorto é sempre melhor com Oliver e o jogo de hoje não fugiu à regra. Gostei também da exibição de Marega apesar de ter apresentado mais um festival de golos perdidos. Acaba com um golo e um assistência, o que não é nada mau. Destaque também para Alex Telles que fez uma boa exibição coroada por um grande golo, que desbloqueou o jogo. As restantes exibições foram regulares com erros pontuais, alguns graves. Lembro-me de erros comprometedores de Militão, Vaná, Felipe e Danilo. Mas foram pontuais. No caso de Manafá foi uma exibição mais cinzenta e com mais erros, até ofensivamente. Julgo que o mais seguro será termos Militão nessa posição nos próximos dois jogos, que são de dificuldade superior.

Ganhámos mais uma semana. Estamos vivos e ainda podemos ver noticiários, por mais um tempinho...

sábado, 11 de maio de 2019

sexta-feira, 10 de maio de 2019

2019.05.04. Momentos que não aparecem nos resumos...

Drible à Brahimi...

2019.05.10. Neste Dia - FC Porto 7-2 Salgueiros (21 Anos)...

🗓1998.05.10
🆚 Salgueiros
🏟 Antas
📖 Dragões Diário "Há 21 anos, já com o tetracampeonato assegurado, o FC Porto faz o último jogo em casa na Liga 1997/98, frente ao Salgueiros. O emblema de Paranhos até marca primeiro, mas não resiste à veia goleadora de Jardel com 5 golos."

 

quinta-feira, 9 de maio de 2019

quarta-feira, 8 de maio de 2019

2019.05.04. Momentos que não aparecem nos resumos...

Brahimi a treinar a assistência para o quarto golo...

2019.05.08. Basculação Highlights...


2019.05.04. Momentos que não aparecem nos resumos...

Bruno Costa ainda não é muito conhecido. Não pode vestir casual...

terça-feira, 7 de maio de 2019

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Até ao fim


Não é fácil estar nesta posição de ter de manter o campeonato vivo. Já todos percebemos que as nossas hipóteses de revalidar o título são muito inferiores ao que seria normal perante uma desvantagem tão curta. O embalo que leva quem vai à frente nestas alturas, é muito grande e isso nota-se nas boas pontas finais de partida que o Benfica tem estado a fazer. Entram sempre nervosos e quase sempre a perder. Depois vem a reacção, seja ela aditivada por decisões de arbitragem, como na semana passada e na Feira, ou aditivada por erros incríveis dos adversários, como ontem. Isso tem valido goleadas que parece que eliminam da memória de todos que, efetivamente, este fim de campeonato também está a ser muito difícil para eles. Continuamos à espera da escorregadela. Mas sentadinhos...

O jogo foi bastante tranquilo. Entramos bem e chegámos cedo à vantagem com um golo de cabeça de Corona. Acho que esta última parte nunca foi aqui escrita. Não me lembro de um golo de cabeça do moço. Com o 2-0, pouco depois, a equipa tentou gerir o jogo. Umas vezes bem, outras nem por isso, mas sempre com o resultado seguro. Deu para a goleada e convém que a equipa vá ganhando moral para que, na eventualidade provável de não sermos bi, consigamos reagir com um título logo na semana seguinte.

Tendo sido um jogo com pouca história, foi muito marcado por Iker Casillas. Não só pelo que se passou mas também pelas consequências que trará. Entrando aqui num exercício de especulação, julgo que não vamos poder voltar a contar com ele. Mesmo que a sua recuperação seja total, e tudo indica que assim será, temos um jogador que já ganhou tudo em termos de títulos e até em termos de segurança financeira da sua família. Para quê arriscar, por mais uma época no FCPorto? E isto além da normal pressão familiar e dos amigos. Não vale a pena arriscar. Mais vale levar o dinheiro do seguro e não criar mais preocupações. Mas isso implica um problema para o FCPorto: perdemos o nosso titular da baliza da próxima época. E aqui pretendo analisar a opção por Vaná. Eu era daqueles que alimentava uma leve esperança de que iríamos apostar, desde já, em Diogo Costa. Passo a explicar. Em primeiro lugar, acho que é o que tem melhores condições para agarrar o lugar no próximo ano. Vaná e Fabiano são soluções de reserva e José Sá, já não deve voltar. O Diogo Costa é uma opção de futuro e é dos melhores jogadores de uma geração portuguesa que promete fazer história no futebol português e internacional. Até já começaram a fazer, com os títulos europeus de selecções em sub17 e sub19. Tem vindo a treinar com a equipa principal há dois anos e já é regular na equipa B há 3 ou 4. Neste Verão será o titular da nossa seleção de sub20 no seu segundo mundial consecutivo. É o futuro do FCPorto e da nossa Selecção nacional. Além disso, vinha com uma moral em alta depois da conquista da Youth League e seria um sinal perfeito de que esta geração é para ser tida em consideração. O jogo não se afigurava complicado e tínhamos muitos e bons motivos para o lançar já, para termos o problema da sucessão resolvido previamente e não na próxima pré-época. Convém acrescentar que as exibições destes nossos guarda redes de reserva estão longe de dar segurança, sobretudo as de Fabiano. Julgo que a questão que se põe é simples: na próxima época ou apostamos no Diogo Costa ou vamos ao mercado buscar alternativas. Porque não apostar agora nele? Para não melindrar o Vaná que esteve o ano todo à espera de oportunidade? Isso seria relevante se achássemos que ele é uma opção sólida para a titularidade da baliza de um clube como o FCPorto. Eu não acho e julgo que a maior parte dos portistas tende a concordar. Mas o que é mais importante? Serão os sentimentos do Vaná ou o futuro do FCPorto? Só concebo esta opção se, efetivamente se achar que o Iker vai regressar. Mesmo assim, não concordo, mas aceito.

Individualmente dou o MVP a Corona. Esteve nos três primeiros golos da equipa e fez uma boa exibição, que vem na sequência da sua melhor época no FCPorto. Brahimi também esteve bem no jogo e está a fazer bons jogos, na sua despedida. Por falar em jogos de despedida, Militão voltou a estar imponente na retaguarda. Pela negativa, Marega não fez quase nada passível de registo. Apenas a jogada do quarto golo. Valeu pelo regresso de Aboubakar que fez muito mais falta do que pensaríamos. Basta ver o score de golos no campeonato de Marega e Soares e compará-lo com os avançados dos nossos adversários...

Quanto àquela rábula do final do jogo entre claque e equipa... Nem quero comentar muito. É apenas deprimente. Descobriram agora que a roda devia ser no centro do terreno? Logo agora? Conveniente... E as claques acham que merecem mais respeito que o resto dos adeptos? O Porto também é nosso! Tanto desnorte de todos, quando devíamos estar concentrados nos objetivos que ainda temos vivos...

sábado, 4 de maio de 2019

2019.04.26. Momentos que não aparecem nos resumos...

Para compensar o erro que veio a seguir - Parte 2...

sexta-feira, 3 de maio de 2019

2019.04.26. Momentos que não aparecem nos resumos...

Para compensar o erro que veio a seguir - Parte 1...

quinta-feira, 2 de maio de 2019

segunda-feira, 29 de abril de 2019

A sorte


Continuamos a falar demasiado do tal factor incompreensível para o ser humano. Confesso que não tolero facilmente estas conversas sobre a inevitabilidade, o destino ou a sorte. Não porque acredite que não haja situações de sorte ou azar. O problema é a banalização da sua utilização para que sirva como desculpa ou atenuante, sobretudo no desporto. De facto, se analisados isoladamente, há 3 golos no jogo de sexta-feira, que são fruto da sorte de uns e azar de outros. Sobretudo o que dita o empate e o de Marega. 

Mas temos sempre de rever as circunstâncias. O golo de Marega surge de um lance de lançamento lateral para a área, que o FCPorto vem repetindo constantemente (sem sucesso) há dois anos. O Rio Ave deveria estar preparado e, pelo menos, colocar mais gente na área. Já o segundo golo de Rio Ave surge de uma bola que podia ter sido afastada por Danilo, numa altura em que se pedia mais pragmatismo e menos parcimónia naquelas zonas. Sorte? Azar? E se alargarmos a análise ao jogo no global? O Rio Ave já não tinha nada a perder e jogou completamente aberto. Notou-se que não costumam jogar assim porque, apesar de tentarem sair com a bola controlada, surgiam com muita gente na frente e permitiram que o jogo partisse facilmente. Este FCPorto de Conceição adora esse tipo de jogo e aproveitou para criar perigo e chegar a uma vantagem de dois golos. Mas já percebemos que este jogo aberto e sem meio campo é emocionante mas não é propício à segurança no resultado. Podíamos ter tido uma goleada e podíamos ter tido um empate. É o que acontece quando os dois treinadores abdicam de controlar o jogo. Um fê-lo porque não tinha nada a perder. Outro porque conhece bem a equipa que montou e sabe que não temos a capacidade para fazê-lo. Mas não podemos culpar apenas o modelo de Conceição, até porque foi esse modelo que nos trouxe até aqui e julgo que nos vai levar vivos até à última jornada. Notou-se uma inquietante apatia nos jogadores. Nos primeiros dois minutos de jogo tivemos dois bons exemplos. Corona recebe a bola na área, enrola e desperdiça uma boa oportunidade de atirar à baliza fugindo inexplicávelmente para a linha. Pouco depois, Herrera arranca pela esquerda e, perante a aproximação do adversário, nem tenta cruzar ou ganhar canto deixando a bola sair pela linha final. Na bancada começámos logo a traçar cenários dantescos. Ainda piores do que o que tivemos. A este propósito, também não senti na bancada o apoio habitual. Não sei se é a acústica do estádio mas mal ouvia a claque e senti que também contribuímos com o nosso nervosismo para aquela tremideira final.

Individualmente, tenho muita dificuldade em dar o MVP. Dou a Brahimi. Já sei que teve momentos bons e momentos maus como o lance que falha isolado e o passe errado que resultou numa grande oportunidade do Rio Ave. À falta de melhor, o meu critério vai para os que pareceram menos apáticos e ele e Militão foram os que que se destacaram nesse capítulo. Nota negativa para os restantes, em especial para Pepe e Danilo que tiveram o 'azar' de fazer os erros maiores nos golos sofridos. Mas podia listar aqui erros comprometedores para todos os nossos jogadores. Conceição mexeu muito mal no banco. Foi retirando talento do campo quando deveria ter contribuído para tentar ter mais serenidade no jogo. Um pouco mais de Oliver e até de Bruno Costa. Deviam ter entrado os dois, mais cedo. Sobretudo o primeiro porque o miúdo é bom, mas está a ser mal gerido. Quase só entra nestas situações limite...

É provável que o campeonato esteja irremediavelmente entregue. Acredito que o FCPorto ainda não se rendeu, mas a 'sorte' que o nosso adversário tem tido com os factores arbitrais ajuda a que tenhamos essa convicção. Mas temos de continuar a pôr pressão. Desta vez jogamos depois. Temos de ganhar bem!

sexta-feira, 26 de abril de 2019

2019.04.17. Momentos que não aparecem nos resumos...

Corona, visivelmente limitado fisicamente...

quinta-feira, 25 de abril de 2019

quarta-feira, 24 de abril de 2019

2019.04.17. Momentos que não aparecem nos resumos...

Vingança de Danilo...

2019.04.17. Momentos que não aparecem nos resumos...

Real Madrid a descobrir que também contratou um defesa direito...

terça-feira, 23 de abril de 2019

segunda-feira, 22 de abril de 2019

2019.04.20. Momentos que não aparecem nos resumos...

Tipo do Santa Clara não gostou da classe de Otávio na receção da bola...

Série


No final de 2018, após uma derrota na Luz, fizemos a melhor série de resultados da época com 18 vitórias consecutivas, incluindo 9 vitórias seguidas no campeonato. Por coincidência, após nova derrota com o Benfica, para sermos campeões, necessitamos seguramente de uma série de vitórias ainda maior: 10! E pode não chegar. Neste momento vamos em 6 vitórias consecutivas. Estamos bem lançados, mas já sabemos que, perto do final, a pressão aumenta muito e isso notou-se no Sábado, no Dragão.

Não terá sido esse o único factor, mas ajudou muito à já habitual instabilidade no momento de finalizar. Sobretudo porque o cansaço foi-se notando ao longo do jogo. Percebeu-se que a equipa estava ansiosa para poder obter o golo que lhe permitisse descansar. Esse golo nunca chegou e acabámos por ter de descansar de uma maneira pouco habitual, que é a de ter bola na nossa posse, com a entrada de Oliver. Ao contrário do que aconteceu nas outras vitórias pela margem mínima, e convém recordar que esta foi já a décima no campeonato, não sofremos muito no final do jogo. Nas bancadas sofreu-se sempre porque todos percebiam que a equipa estava muito cansada e nervosa com as circunstâncias do jogo e do campeonato. Mas em campo conseguiram manter a calma e a bola longe da baliza de Casillas, nos minutos finais. Tal não implica que não tenham havido calafrios. Houve quatro! É até muito invulgar termos tantos sustos no Dragão. A questão é que apenas dois deles deveriam ter existido. Aqueles golos anulados, foram lances tão claros para todos que, sem VAR, seriam daqueles que o árbitro apitava o fora-de-jogo muito antes da bola entrar. Com o VAR fica sempre a dúvida e os lances até apareceram nos resumos dos telejornais... Na verdade, tivemos apenas dois lances de contra ataque muito perigosos. Um em cada parte. Ambos resultantes recuperações defensivas lentas, sobretudo a de Herrera no primeiro. Tivemos ainda um lançamento perigoso para as costas da defesa, resolvido com classe por Militão.

O jogo foi um pouco estranho porque essas duas oportunidades e os dois golos anulados, vieram pontualmente trazer alguma agitação num jogo em que dominámos e em que, tal como habitual, voltámos a falhar muitos golos e voltámos a perder muitos lances de perigo no último passe. Julgo que fizemos o suficiente para que o jogo fosse mais calmo e para que pudéssemos sair com um resultado mais motivador. Mas parece claro que, dadas as circunstâncias, a vitória basta. O jogo vale sobretudo pela grande jogada do golo. Bola dentro, bola fora e um grande passe de Herrera para mais um golo falhado, salvo por Marega.

O onze surpreendeu um pouco, pelas ausências de alguns dos melhores nos jogos mais recentes: Corona e Pepe. Só poderiam ser problemas físicos e Conceição confirmou-os, no final. Espero que regressem ao onze, já na sexta-feira.

O MVP tornou-se algo difícil de escolher. Dou a Militão porque me pareceu que foi o jogador mais próximo da sua condição ideal. Poderia ser Marega porque marcou o único golo do jogo ou Herrera que teve a intervenção mais decisiva nesse golo. O problema é que ambos fizeram exibições bem modestas, se excluirmos esse e outros poucos lances. Foram até dos jogadores que mais acusaram o cansaço. Brahimi foi o que mais acusou. Começou por jogar com muito critério e com boas aberturas, mas notou-se que não estava com a explosão habitual e, apesar de ter feito boas jogadas na primeira parte, não me lembro de um drible à Brahimi. A entrada de Corona agitou o jogo e até pareceu que estava melhor fisicamente que o argelino. Oliver entrou bem para serenar o jogo. Pena que alguns dos colegas já não estivessem sequer a 40%, sobretudo Marega. Pela negativa não tenho ninguém. Apenas algumas notas. Soares não se viu e Otávio falhou a redenção ao falhar o golo que Herrera lhe ofereceu. Fernando Andrade continua a ser um caso de estudo. Vamos chegar ao fim do campeonato e vamos recordar que teve muito impacto na nossa época, pelos golos na Taça da Liga e sobretudo pelos penáltis que ganhou com a Roma e em Braga. Mas eu não tenho dúvidas que é um jogador que não merece toda esta quantidade de minutos, que nenhuma das segundas linhas contratadas tem tido nestes dois anos. Nem Paciência, nem Waris, nem André Pereira, nem Paulinho, nem Loum. Manafá é a única excepção ams esse tem justificado. Para mim, continua a ser uma perplexidade tal como foi uma perplexidade o facto de ter conseguido falhar aquele golo criado por Corona e Manafá. Como diria o Perestrelo: «até eu, com a minha barriguinha, chegava lá e facturava!»

Siga para mais uma final, na sexta-feira em Vila do Conde. É um dia mau, mas exige-se uma invasão de adeptos, para dar mais um empurrão à nossa equipa.

domingo, 21 de abril de 2019

2019.04.17. Momentos que não aparecem nos resumos...

Árbitro tem de apitar melhor. Pepe não ouviu...

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Boa campanha


Começando por reconhecer que fomos justamente eliminados, por uma equipa que é bastante superior à nossa, convém relembrar que esta foi uma campanha na Champions League muito boa e bem superior às nossas habituais participações. Não convém esquecer a quase imaculada fase de grupos, com 5 vitórias e a eliminação de uma equipa que tinha a obrigação teórica e prática de nos eliminar, que foi a Roma. Há ainda outros pormenores como o facto de termos sido a equipa com melhor pontuação na fase de grupos e o facto de Marega ter demonstrado uma invulgar produtividade nesta competição sendo um dos seus melhores marcadores. Last but not least esta performance surge num ano em que aumentaram consideravelmente os prémios monetários, sendo que garantimos um encaixe recorde, que poderá ser muito importante para nos tirar do buraco financeiro em que vários anos de gestão financeira semi-danosa nos colocaram. Era escusado sair com uma goleada, mas esta equipa é assim... Roça os extremos e não teve medo de se expor na busca da vitória.

No final sobrou um score semelhante ao do ano passado com diferença de 5 golos. Historicamente será fácil lembrar que o Liverpool nos atropelou em dois anos seguidos. Bastará consultar os resultados. Quem pesquisar mais, poderá chegar a crónicas como esta e perceber que esta eliminatória nada teve a ver com a do ano passado. Se o Liverpool do ano passado era uma equipa completamente focada na Champions, única competição em que ainda tinha algo a dizer, este ano tivemos uma equipa reforçada e que está capaz de lutar por todos os títulos. Poderá até capitalizar a desilusão do City para arrancar para o título inglês. O mesmo poderei dizer do FCPorto de Conceição.  Ainda estamos em choque com a desilusão da derrota com o Benfica no Dragão e eu tenho vindo a destacar que ainda temos problemas graves ao nível da evolução no modelo de jogo de Conceição e ao nível da finalização. Mas, efetivamente, o FCPorto deste ano é mais competitivo que o do ano passado. Chegou mais longe nas taças, voltará a discutir o título até ao final, podendo atingir os 87 pontos, pontuação muito invulgar e que poderá não ser suficiente. E na Champions, além do que já listei acima, apresentou-se perante este adversário de 'outro' campeonato, muito mais competitivo do que o score mostra. 

Desde logo saímos desta eliminatória com queixas em relação à nossa finalização. Que me lembre, nem nos lembramos de tal, no ano passado. Temos também queixas óbvias quanto à arbitragem. Depois de um penálti por marcar e de uma expulsão perdoada, na primeira mão, hoje tivemos mais um penálti claro por marcar e uma total subversão do papel do VAR no golo inaugural. Já não chegava termos um jogador, que não deveria ter jogado, a fazer um golo e uma assistência, ainda tivemos o VAR a corrigir uma decisão do liner, transformando um lance duvidoso num erro inequívoco que teria de ser corrigido. Quanto à mão de Robertson, é daqueles lances em que não deveria ser preciso o VAR, de tão claro que é o aumento de volume que a colocação do braço lhe conferiu. Aqui o VAR só serve para tornar a decisão mais escandalosa. Mas estes lances de arbitragem só se tornam decisivos porque, mais uma vez, não fomos capazes de capitalizar as muitas oportunidades de golos que criámos. Mais que isso, não conseguimos capitalizar a total subjugação do Liverpool nos primeiros 25 minutos do jogo. Basta somar os remates, os cantos, os passes errados no primeiro terço do Liverpool, para poder constatar que conseguimos vulgarizar uma das melhores equipas do mundo. Mas, se aqueles 25 minutos iniciais encheram os portistas de orgulho, acabaram por esvaziar a equipa de capacidade de reacção. O golo sofrido, por si, poderia deitar abaixo a equipa, mas a forma como sofremos agravou o efeito. Começa numa oferta de Otávio, e passa por um passe de Robertson que só encontra Salah porque escorrega, com o Egípcio a fazer um remate ridículo, que encontra um colega por milagre. Uma sucessão de improbabilidades que terminam com uma ainda maior do VAR. A mossa foi clara. Isto apesar de podermos ter marcado de seguida, algo que só conseguimos perante o 0-2, mas notou-se bem que deixou mossa. Esse primeiro golo tirou-nos da eliminatória e a intensidade que impusemos nos primeiros minutos tirou-nos do jogo a partir dos 65 minutos. Fisicamente desabámos e o Liverpool é daquelas equipas sádicas e não perdoou.

Individualmente, dou o MVP a Militão. Foi o primeiro grande jogo de Militão a defesa lateral provando definitivamente que é a melhor solução do plantel para a posição. Já sabemos que pode ser ainda melhor a central e que Manafá é uma alternativa mais audaz para jogos menos exigentes, mas esta é uma opção lógica, neste tipo de jogos, e a melhor para a equipa. Permite até libertar mais o Corona para o seu desempenho ofensivo que foi bastante bom. O FCPorto surgiu com a novidade de Corona aparecer solto na frente de ataque e confesso que só não percebo porque é que esta solução não foi testada antes. Juntamente com Brahimi, foram os grandes obreiros do grande arranque da equipa, vulgarizando uma das melhores defesas do mundo. Herrera também apareceu muito na área e foi dos melhores. Na defesa, Pepe ia atacando as segundas bolas mantendo a pressão constante. Pela negativa, Marega perdeu a inspiração de Portimão e voltou aos erros da primeira mão. Houve, no entanto, dois jogadores que estiveram bem pior que ele e os colegas. Otávio fez dois jogos muito fracos contra o Liverpool. Uma sucessão de erros que culminou num que deu golo. Felipe tem responsabilidade em dois dos golos sofridos na segunda parte e falhou demasiados passes, insistindo naquele lançamentos longos sem nexo. Estou curioso para perceber se Conceição seguirá o rigor do passado, aplicado a Iker e Oliver, por exemplo. Será que estes dois jogadores vão perder o lugar no onze titular? Volto a insistir que a nossa melhor dupla de centrais não tem Felipe nas escolhas. Esta exibição é só mais uma prova. O banco não ajudou muito e poderei destacar que o facto de Oliver não ter sido opção, pode ter a ver com isso. Pelo menos esteve no banco...

Agora podemos focar toda a nossa atenção na competição mais importante. Há que resolver cedo para que o esforço no jogo de hoje e o cambalaxo da Liga na marcação de jogos, não tenham influência.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Desta vez tivemos quase 90 minutos da magia de Brahimi...

terça-feira, 16 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Há os que simulam penalties e depois temos Pepe, que simula que vai fazer penalti...

2019.04.15. In Memoriam...

A primeira dança de Quinzinho nas Antas...

segunda-feira, 15 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Playmaker Pepe...

Pressão contínua


O facto de nós estarmos na primeira divisão europeia e o Benfica na segunda, faz com que tenha sido sempre a possibilidade de jogar antes do adversário, de quem dependemos para revalidarmos o título nacional.  Óbvio que isto só tem sido uma vantagem porque a equipa tem vindo a cumprir escrupulosamente o seu papel. Mesmo quando, teoricamente, temos uma jornada de dificuldade superior à do adversário, como foi o caso neste fim de semana. Vencemos bem e ficámos à espera da escorregadela. Por muito que custe, é o que nos resta...

Mas ninguém estava propriamente esperançado com o desempenho do Setúbal. Mesmo se tivermos em consideração que o Benfica tem feito exibições bem tremidas em casa. Hoje mesmo, voltou a resolver o jogo com eficácia ofensiva. Não me tenho cansado de repetir. O nosso maior defeito tem sido a maior virtude do nosso adversário. É que, em termos de futebol, a diferença não tem sido muita. E não mudarei de opinião se a situação se inverter, como espero. E que esperança é esta? Daquelas irracionais do "enquanto for matematicamente possível"? Também é um pouco disso. Esse é um dos melhores condimentos do futebol. Mas também vejo que o Benfica tem vindo num crescendo de decréscimo exibicional, quando parece que o FCPorto tem vindo numa tendência inversa, com jogos mais seguros, excepção ao de Braga. Nestas últimas 3 jornadas o Benfica jogou duas vezes em casa perante equipas do fundo da tabela e foi jogar ao terreno do já condenado Feirense. Houve resultados mais folgados e menos folgados, mas há um denominador comum entre estes jogos. Todas estas equipas conseguiram criar grandes problemas defensivos ao Benfica. Se nos concentrarmos no Setúbal que jogou recentemente no Dragão e na Luz, fizeram 14 remates na Luz, 7 dentro da área, e marcaram dois golos. No Dragão fizeram apenas 3 remates e nunca estiveram perto da nossa área ou de marcar. Já o Tondela tinha rematado 12 vezes e 5 dentro da área. De resto, as médias do campeonato são claras sobre a forma como a eficácia ofensiva do Benfica tem vindo a esconder um sistema muito permeável, até às equipas mais limitadas do campeonato. E isso dá-me mais alguma esperança a somar à irracional que todos temos. Wishful thinking? Talvez...

Vamos ao jogo. Achei que ia ser melhor. Passo a explicar. O onze é muito próximo do meu onze ideal, para este plantel do FCPorto e para a forma de jogar de Conceição. Jogou a nossa melhor dupla de centrais e de avançados disponíveis. Jogaram os alas que melhor interpretam o esquema, sejam os laterais ou os extremos. Apenas teria de incorporar Oliver como um dos dois médios, em vez de estar na bancada. Mas, dado o que tem sido o passado recente das escolhas iniciais de Conceição, dou-me por satisfeito. A verdade é que a exibição foi oscilante e julgo que o facto de estarmos no meio de dois jogos com o Liverpool teve uma clara influência, quer a nível físico, quer ao nível motivacional. Houve ali uma clara gestão de ímpetos. Se ofensivamente começámos por criar perigo constante, com boas exibições de Brahimi, Corona e Marega, a transição defensiva deu alguns problemas. Sobretudo na primeira parte, o jogo esteve partido e descontrolado, algo que não era necessário, visto que estávamos em vantagem. Na segunda parte, acalmou o jogo, mas também deixámos de ser tão perigosos. O golo de Marega ajudou a resolver, numa altura em que já temia que tivéssemos um daqueles fins de jogo de chuveirinho para a nossa área.

Individualmente, dou o MVP a Marega. Também gostei muito de Pepe, mas tento ser coerente. Se escrevo tantas vezes que o problema de Marega é a eficácia versus as oportunidades que ele cria, este jogo resolveu-se em duas arrancadas dele em que finaliza e assiste. É isto que se espera dele e estaríamos em melhores condições se tivéssemos tido avançados com este rendimento em mais jogos. A este propósito, houve uma receção de bola de Jackson que até deu vontade de chorar... Pepe não leva o MVP mas fica próximo. Grande jogo na sua posição de origem e com um central que o complementa na perfeição, ao lado. Espero que se mantenha esta dupla até ao final. Esperarei sentado, por certo... As restantes exibições foram agradáveis e não tenho nenhuma nota negativa a não ser o facto de Oliver ter ido para a bancada depois de ter sido dos melhores contra o Liverpool. Já sei que Conceição não acha isso, mas... Depois do Brahimi no banco, nova bizarria. Curioso que o filho de Conceição, Francisco, esteja a passar por uma situação semelhante nos sub17. Sempre que joga é dos melhores ou o melhor, mas Tulipa tem vindo a preteri-lo nalguns jogos, para apostar em jogadores mais "robustos" e tácticamente mais "fiáveis". Ironia da boa ou será que Conceição, em casa, diz ao miúdo que o treinador que chega à fase final e muda tudo, tem razão?

Na quarta-feira é para fazer tudo o que está ao alcance. Dada a ausência de Manafá dos inscritos recomendo uma solução com Corona a fazer todo o corredor e com a nossa dupla de centrais mais forte: Pepe e Militão. Não temos muito a perder. Pelo menos temos de fazê-los sofrer um pouco.

domingo, 14 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Visão de jogo de Manafá a isolar Manafá...

quinta-feira, 11 de abril de 2019

2019.04.09. Momentos que não aparecem nos resumos...

Na Champions ainda não conheciam a finta à Corona...

quarta-feira, 10 de abril de 2019

2019.04.09. Momentos que não aparecem nos resumos...

Improviso ou visão de jogo 360.º?

Saco meio cheio


Nos últimos dias havia duas perspectivas reinantes entre os adeptos portistas. Uma mais pessimista que garantia que vínhamos de lá com o "saco cheio" e outra demasiado optimista que previa que iríamos fazer um brilharete. Quem tem vindo a acompanhar a "montanha russa" emocional que é a gestão de plantel de Conceição, não se surpreende com estas previsões antagónicas. Não se concretizou nem uma coisa, nem outra. O Liverpool tem a passagem bem encaminhada mas não conseguiu resolvê-la. Não sei se não conseguiu ou se nem tentou. A maior parte dos portistas vai destacar que nós também tivemos várias oportunidades e que o VAR não existiu, algo invulgar nestes jogos contra 'tubarões'. Com isso pretenderão dizer que o resultado deveria ter sido melhor ou até mais justo. Eu posso concordar que deveríamos ter marcado e que a arbitragem teve decisões vergonhosas, mas acho que a diferença de dois golos entre as duas equipas se adequa bem ao que se passou no campo. Seja 2-0, 3-1 ou 4-2, é importante reconhecer que o Liverpool confirmou o seu amplo favoritismo e mereceu ganhar.

Vamos ao onze apresentado. Aqui também fui notando duas correntes de previsão. Uma que pretendia que Conceição assumisse a nossa forma de jogar e apresentasse um onze corajoso, próximo no nosso habitual e com os dois avançados. Outra defendia que se deveria ter mais cautelas e que Conceição deveria arranjar uma maneira de reforçar a nossa capacidade defensiva, talvez até com 3 centrais. Ora acabámos por ter um pouco das duas correntes. Quem viu o onze inicial, até pensou que Conceição tinha apresentado uma estratégia audaz e próxima no nosso habitual. Os primeiros minutos de jogo vieram desmentir essa ideia. Os onze estavam lá, mas a disposição era bem diferente da habitual.  Uma coisa foi parecida ao habitual: cumpriu-se a quota máxima de talento em campo. Ou joga Brahimi ou Oliver. Os dois já seria demasiado... Na prática oscilámos entre um 1-5-4-1, enquanto defendíamos e o 1-4-4-2 habitual, em momento ofensivo. Assim, os dois avançados eram uma ilusão. Efetivamente, com bola, Marega aproximava-se de Soares. O problema é que tivemos pouca bola e vimos Marega  mais próximo do Alex e da linha defensiva. De igual forma, Corona foi muito mais um lateral, do que um extremo direito. Isso implicava que Maxi acabasse por passar mais tempo a central... Quem diria? Eu que aqui critiquei o Abel por inventar o Goiano a central... Karma. O que pretendo destacar é que julgo que ficámos a meio. Nem apresentámos um onze audaz, capaz de pôr o Liverpool em sentido, nem apresentámos uma estratégia defensiva reforçada. Isto porque se notou nos dois golos sofridos, que foi uma estratégia pouco treinada ou que, mesmo que tenha sido treinada, causou muitas dificuldades de adaptação. No primeiro golo, Felipe dá demasiado espaço a Firmino, mas tínhamos superioridade numérica na ala e a cabeça da área estava muito desprotegida. O segundo golo é ainda mais paradigmático do facto de ser possível permitir golos fáceis, mesmo com uma linha defensiva hiper reforçada. Perante uma linha de, pelo menos, seis elementos, bastaram 3 passes simples, numa mudança de flanco, não propriamente rápida, para o golo.

Valeu que, apesar de todas as diferenças entre as duas equipas, o Liverpool se aproximou do FCPorto numa das suas principais características e que foi o desperdício de várias oportunidades claras de golo. No nosso caso, podemos sempre contar com o factor Marega. Já o conhecemos como um dos jogadores mais desconcertantes do passado recente do FCPorto. Por um lado, é capaz de lutar de igual para igual com os melhores centrais em termos de ataque à profundidade e disputa física. Isso garantiu-nos mais oportunidades de golo do que é habitual nestes jogos. O problema é que as oportunidades que ele criou tinham de ser concretizados por ele próprio. E aí... Já sabemos que ele tem mais dificuldades. Até poderão dizer que é cruel criticá-lo por falhar as oportunidades que ele próprio cria, mas terão memória curta. O FCPorto tem um histórico recente de grandes avançados. Hoje em dia, não temos e esse tem sido o nosso maior obstáculo ao sucesso e, por exemplo, o motivo principal para não estarmos à frente no campeonato. Com mais qualidade na frente, não haveria Paixão que chegasse!

Falando um pouco do jogo. Entrámos bem nos primeiros minutos, enquanto estivemos no meio-campo ofensivo. Assim que o Liverpool passou o meio campo pela primeira vez, percebeu-se logo que íamos ter dificuldades. Confirmou-se e o 2-0 surgiu com naturalidade. Até ao final da primeira parte, conseguimos dividir o jogo em termos de oportunidades de golo. Talvez possa concordar com Conceição e o 2-1 ao intervalo não iria escandalizar. Sobretudo por causa do penálti claro e parvo que ficou por marcar. Na segunda parte, a entrada de Brahimi notou-se mas, para ele entrar, tivemos que abdicar de Soares, que fez falta. O jogo foi mais dividido e tivemos mais algumas oportunidades, através da velocidade de Marega. No outro lado, o Liverpool foi baixando a intensidade, talvez porque recebe o Chelsea no Domingo, ou porque achou que não valia a pena correr muitos riscos. Pelo meio mais uma decisão inacreditável e com impacto na eliminatória, que foi a não expulsão de Salah por entrada assassina sobre Danilo. No final saímos com um resultado mau, mas não tão mau que nos impeça de tentar discutir a eliminatória no Dragão. Faltaram os golos fora.

Individualmente dou o MVP a Militão. Esteve impecável e teve muito trabalho, porque Alex não estava em condições físicas mínimas. Enfrentou muitas vezes Salah e não me lembro de um duelo perdido contra um dos melhores jogadores do mundo. Irritou-o ao ponto de ele ter de agredir o Danilo... Felipe esteve bem naqueles movimentos defensivos característicos nele, mas deu muito espaço no primeiro golo. Gostei também de Corona e Oliver. Foram dos poucos que conseguiram reagir com alguma serenidade à fortíssima pressão do Liverpool. Pelo contrário, Otávio foi dos que mais sucumbiu perante a pressão. A garra está lá, mas faltou o resto. Marega, só teria nota positiva se conseguisse fazer algo de significativo, além dos golos falhados... A entrada tardia de Brahimi trouxe mais bola e mais perigo para o Liverpool. Tinha de ter sido titular! Não consigo compreender esta opção. Bruno Costa não tremeu mas também não trouxe nada e Fernando Andrade não é deste filme.

No sábado voltámos ao nosso principal objectivo. Não foi possível trazer um resultado que desse para motivar a equipa para mais um esforço, mas foi importante não termos trazido um resultado que desmotivasse, como o do ano passado no Dragão. Concentração e empenho máximos, é o que se exige!

terça-feira, 9 de abril de 2019

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Jogada típica de Pepe que até acaba com um carinho...

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Danilo com passe à Oliver...

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Herrera com passe à Oliver...

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Soares inspirado, é qualquer coisa!

2019.04.05. Momentos que não aparecem nos resumos...

Desta vez a bola não colou na receção, mas...

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Descanso


Têm sido poucos os jogos em que podemos passar a segunda parte descansados e sem grandes sobressaltos. Assim, é sempre de destacar quando podemos efetivamente descansar no jogo, com bola e preparar uma série de jogos muito complicada, que começa já com um jogo na terça-feira, de dificuldade máxima, em Liverpool. Já sei que os adeptos que foram apoiar a equipa numa sexta-feira chuvosa e fria, mereciam mais golos e mais espectáculo, mas foi o que se arranjou. A equipa sentiu que deveria desacelerar e eu compreendo.

Mais uma vez tivemos um adversário com uma defesa reforçadíssima. Foi uma táctica estranha a que o Boavista apresentou. Além dos 3 centrais, os dois defesas laterais pareciam médios adaptados, com pouca mobilidade e capacidade de chegar à frente. Num meio campo a 4, aparecia apenas um jogador de características defensivas. No entanto, Bueno, Rafa e Índio (mais parece uma boys band dos anos 90), apareceram colados à linha defensiva, deixando um avançado, feito tolo, a correr atrás das bolas lá na frente. Perante mais esta amostra, confesso que o relativo sucesso de Lito Vidigal nestas equipas de meio da tabela, é algo que não consigo explicar. Tem todos os defeitos de treinadores fracos que há muito desapareceram deste campeonato...

Por sua vez, a ausência de Alex Telles trouxe a oportunidade de ver Brahimi a titular. Aliás, tivemos em simultâneo Brahimi, Corona, Otávio e a dupla ofensiva. Algo raro e entusiasmante. Para compensar e para que eu pudesse conter o meu entusiasmo, Oliver nem saiu do banco... Mas não deixou de ser uma boa amostra de como as opções para a titularidade podem revolucionar a nossa forma de jogar. Deste logo uma estatística paradigmática: batemos uma recorde do campeonato de dribles num jogo. Entre Manafá, Corona, Brahimi, Herrera e Otávio, foram inúmeras as vezes que ultrapassámos a defensiva contrária através da técnica individual e velocidade dos nossos jogadores. O primeiro golo até surge de um lance desses. Com esta capacidade de condução de bola, deixámos de ver os irritantes lançamentos directos para os nossos avançados. Não digo que não seja uma forma legítima de atacar. Pelo contrário. Até é algo que os nossos avançados interpretam bem, criando muito perigo. O que interessa aqui é que temos de ter a capacidade de atacar de outra forma e de variar o nosso jogo. Esta capacidade de reter bola até ajudou a que pudéssemos descansar melhor na segunda parte. Só vejo vantagens!

Assim, com esta configuração, o jogo começou por ser interessante. A velocidade alta na condução de bola trouxe várias oportunidades na primeira parte. O resultado era muito escasso no intervalo. O segundo golo acabou por trazer tranquilidade visto que o Boavista, pouco ou nada ameaçou.

Individualmente, dou o MVP a Otávio. Marca o segundo golo e foi o jogador com exibição mais constante ao longo do jogo. Se o jogo terminasse ao intervalo estaria indeciso entre Soares e Brahimi. Soares esteve muito mexido e combinou muito bem com os médios na primeira parte. Na segunda parte desapareceu. Brahimi também iniciou muito bem com as suas arrancadas estonteantes para a baliza. Na segunda parte, caiu muito e pareceu que foi por razões físicas. Os laterais fizeram bem a sua função. Na ausência de oposição para defender, só atacaram e bem. Destaque ainda para a dupla de centrais. Na minha opinião esta é a nossa melhor dupla e julgo que foi a primeira vez que a vimos em acção. O jogo não foi exigente, mas tivemos a tranquilidade que se esperava. Em Portimão terão um teste mais complicado. Destaque negativo para Marega. Muito descoordenado dos colegas. Procurou a profundidade demasiadas vezes, quando a equipa estava a pedir outras coisas. Precisa de um golo urgentemente. Destaque final para os contributos de banco. Maxi e Loum cumpriram, mas Hernâni entrou muito desastrado.

De volta à Champions, apenas desejo que joguem sem complexos e com a pressão única e habitual de estarem a representar um clube bicampeão europeu, nos quartos de final da competição. Só isso...