E esta é a única justificação que consigo encontrar para as “mexidas” do banco promovidas pelo nosso treinador… Só uma pessoa conservadora e com as tradições bem enraizadas é que pode sustentar a não colocação de um “Pinheiro” em campo em Outubro, num jogo que tinha todos os condimentos para o fazer…
Deixando as piadinhas e passando ao jogo, penso que estivemos por cima no final da primeira parte e entramos com tudo no arranque da segunda… foram períodos em que tivemos tudo para marcar e matar o jogo… Oliver não pode falhar, André Silva tem de ser matador e J estava lá, fez o que tinha de fazer, mas ela não entrou… Quanto aos “tubarões” de Setúbal, em termos ofensivos, nem vê-los, facto para o qual também contribuiu um bom jogo de Danilo e de Felipe, bastante agressivos na recuperação da bola…
Passando aos erros crassos, e ao título da crónica, não consigo compreender como é possível ter um jogador no banco com características específicas que podem ser maximizadas em jogos como estes e não os colocar em campo… se não serve para estes jogos quando é que Depoitre vai servir? Tentando perceber as razões das substituições, nomeadamente a entrada de Ruben Neves, porque as outras são relativamente compreensíveis, suponho que fosse dar mais frescura ao meio campo e circulação de bola sem abdicar da segurança defensiva, continuando Danilo em campo para aniquilar possíveis descidas vertiginosas dos adversários… mesmo assim não consigo compreender… a circulação de bola nem estava a ser dos piores problemas (excelente entrada no segundo tempo) e, pelo menos, pedia-se um pouco mais de risco (saída de um central, por exemplo, mas nem isso)… depois desta dupla substituição perdemos fulgor e terminamos o jogo com o Casillas a meter a bola na cabeça do Corona… sintomático…
Por fim, falar mais do mesmo… já sabemos que o FCP está habituado a isto… mais, não está só habituado a isto, como está habituado a ganhar assim… mas quando o FCP não está a 100% a ajuda destes senhores, que com apito julgam-se mais do que os outros e sentem o poder nas “mãos”, inviabiliza uma maior percentagem de sucesso… como é possível terminar a primeira parte com zero minutos de descontos, em jogos como este em que é mais do que usual a equipa teoricamente inferior retardar o tempo possível sempre que o jogo pára? Bastava dar um minuto de tempo extra e passava despercebido... Como é possível estar de frente para um jogador que tenta pontapear a bola e não consegue e que ao mesmo tempo vê o seu adversário estatelar-se no terreno e não marcar a respetiva falta (por acaso dentro da área), quando minutos antes consegue premiar um mergulho do jogador do Vitória com uma suposta falta de Danilo que com o corpo ganha posição e recupera a bola? Valeu-nos o árbitro auxiliar ter as cores da isenção, porque para o árbitro principal estiveram as condições reunidas para sairmos do Bonfim com uma derrota, mesmo sem estes praticamente terem chutado à nossa baliza…
Resumindo, não concordo que fizemos um jogo miserável, tivemos dois bons períodos com ocasiões para sairmos vitoriosos… faltou eficácia... logicamente que queremos mais, sempre… as opções técnicas vindas do banco não foram as melhores e o árbitro fez o resto...
Vem aí o clássico, mas sem estarem reunidas as condições pretendidas... Antes concentrar todas as forças no jogo com os Belgas e ganhar confiança para não vacilar no jogo dos lampiões e afastar um cenário que só vi o nosso FCP alcançar desde que nasci…
P.S. Grande mancha azul no Bonfim... Fantástico!!!





