segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Dragão de Ouro


Valeu a pena ver a cerimónia dos Dragões de Ouro para ver aquele momento simbólico de passagem de testemunho entre Madjer e Brahimi. Por testemunho entenda-se 'varinha mágica', porque é de mágicos que estamos a tratar. É interessante constatar que a magia de Madjer era decisiva, mesmo na selvajaria que era o futebol português nos anos oitenta. Pois, hoje em dia, Brahimi também brilha perante um Boavista e uma arbitragem que também fazem lembrar esses tempos. 

Quanto aos lenhadores do Bessa, nada que não fosse de antecipar. Era escusada tamanha complacência de Hugo Miguel. Este foi talvez o fator que mais equilibrou o jogo no primeiro tempo. também não ajuda a falta de qualidade de passe e de posse que temos no meio campo, com a dupla Danilo e Herrera. Com estes dois em campo, torna-se mais importante o papel dos mágicos das alas, nomeadamente Brahimi, que é o que retém a bola com mais qualidade. Assim o jogo torna-se mais previsivelmente lateralizado, apesar da imprevisibilidade que estes dois trazem a qualquer jogada em que participam. Em suma, a primeira parte do jogo não foi boa porque não se jogou pelo miolo, quer pela complacência do árbitro com os lenhadores boavisteiros, quer pela inépcia de Herrera e Danilo em receber a bola dentro do bloco adversário. Tudo mudou com o primeiro golo. Aboubakar desceu para fazer o papel de médio e logo desmontou a defesa adversária. A partir daí, tivemos mais espaços que a equipa em geral e Herrera em particular, passaram a ocupar com maior eficácia. Apesar de um ou dois percalços na nossa área, era uma questão de tempo até ao resultado se avolumar. Concretizou-se com uma biqueirada de Marega. Destaque também para o desarranjo táctico que Jorge Simão apresentou na segunda parte do jogo. É um mister que não aprecio e é sempre bom ter razão e vê-lo a fazer implodir a sua equipa com apenas uma substituição.

Mais uma vez, tal como aconteceu em quase todos os jogos fora de casa, saí com a sensação de que teríamos empatado ou perdido um jogo com estas características e com aquela primeira parte, com o FCPorto de Nuno Espírito Santo. É impossível de provar mas, ainda assim, dou-o como adquirido. De facto, mesmo com estas bizarrias que nunca vou entender como as opções de Sá por Iker e Herrera por Oliver, este FCPorto de Sérgio Conceição parece ter uma disposição mental e uma atitude competitiva diferentes e isso nota-se nas reacções aos resultados menos positivos ou a primeiras partes menos conseguidas.

Individualmente, dou o MVP a Brahimi que continua a ser o farol da equipa, apesar de jogar a partir da ala esquerda. Mais um grande jogo do nosso mágico. Aboubakar também voltou a estar muito bem e foi decisivo na jogada que desbloqueou o jogo. Gostei também das exibições de Ricardo e Corona. Este último, a jogar assim, pode dar ao Sérgio mais confiança para a aposta em dois médios e dois alas, nomeadamente no jogo de quarta-feira. Marega continua a ser Marega. Jogo aparentemente fraco mas em que é, mais uma vez, decisivo. Habituem-se! Gostei também da entrada de André André que, esta época, tem sido o nosso décimo segundo jogador que mais traz à equipa. Devia ter entrado 10 minutos mais cedo. Pela negativa, não tenho grandes destaques. A dupla de centrais esteve uns furos abaixo do resto da equipa, sobretudo Felipe. Esta dupla é um dos esteios da equipa e são a melhor herança do  anterior treinador. Mas, com um meio-campo mais 'pezudo' como o que temos actualmente, notam-se muito mais as dificuldades de construção e o nervosismo aumenta.

A má exibição na Alemanha tornou o resultado da próxima quarta-feira num jogo absolutamente decisivo. Qualquer resultado que não seja a vitória deixa-nos fora. Tirando Sá e Herrera, espero que o onze se repita.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ainda a questão do guarda redes


Como é óbvio, esta crónica não é sobre o caso Casillas. O título foi apenas uma miserável tentativa de 'click bait'. Na verdade, com um ataque assim, até poderíamos ter jogado com o guarda-redes dos sub15 e goleávamos na mesma. Continuarei a não concordar com a opção até que me digam o verdadeiro motivo. Para já, o que Sérgio diz é que é uma opção técnica. Tal como Herrera também o é. A própria opção por Layun, nas ausências de Ricardo, é absurda para mim e para muitos. Mas, por muito que eu queira criticar algumas opções, perante a evidência dos resultados, tudo se torna um pouco deslocado. Vou deixar de falar destas opções estranhas. Tal como Sérgio Conceição, talvez eu esteja a insistir num erro. A minha natureza de treinador de bancada, faz-me concentrar nos Herreras e noutros nabos de quem todos os treinadores tanto gostam, quando devia estar a desfrutar deste excelente arranque da equipa na Liga. Também o Sérgio, não se segura e não consegue deixar de arranjar novas frentes de batalha, apesar de estar a competir num campeonato de Padres de Missas e de convenientes falhas de comunicação no VAR. Está na nossa natureza...

Ontem o jogo foi bastante bom. Em primeiro lugar, tivemos uma assistência muito boa para um jogo em Outubro, com uma equipa da metade inferior da tabela. Mas o mais importante foi o facto de a assistência ter sido premiada com uma exibição intensa da equipa. Sérgio Conceição prometeu uma reacção muito forte e cumpriu. A equipa do Paços entrou com um verdadeiro espírito 'lenhador' mas, antes mesmo do empate, já tínhamos tido 3 oportunidades de golo claras. Esse lance resultou de uma série de erros até ao erro final de Herrera e é um lance que pode acontecer e acontece normalmente nestes jogos em casa. O mais importante é a reacção a estes imponderáveis. Estávamos a meio de uma reacção a uma derrota europeia e tivemos de reagir a um empate que não merecíamos. E a reacção foi muito boa! De um empate desconfortável, fomos para o intervalo com um confortável 4-1. Esta é a verdadeira fortaleza do Dragão! De goleada em goleada. Os guarda redes que nos visitam têm de se preparar para ir buscar a bola ao 'saco' várias vezes.

Sérgio Conceição voltou ao 1-4-4-2 e voltou a 'avalanche' ofensiva. Os quatro da frente fizeram exibições boas e, apenas essa conjugação, chega para 90% dos jogos no Dragão. Para complementar, Ricardo arrancou uma exibição portentosa, sendo um claro MVP. Marcou um golo, teve duas assistências e foi muito agressivo no ataque às segundas bolas, percorrendo todo o corredor com autoridade. Este esquema de jogo pede laterais assim. Capazes de fazer o corredor todo. Quanto às restantes exibições, não há nenhuma nota que não seja muito positiva. A menos exuberante, talvez tenha sido a de Danilo.

Na terça-feira temos Taça da Liga. Espero ver outra vez Dalot e, já agora, Fede Varela, que já merece.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Caso Casillas e o experimentalismo


Já sei que foi apenas um jogo e que tanto Sérgio Conceição como a equipa têm estado bem acima do esperado. Se me dissessem que íamos perder 3-2 em Leipzig, no momento do sorteio, eu não poderia estranhar. É uma equipa boa e com muitas soluções ofensivas de qualidade mundial. Mas o jogo de hoje foi horrível! É um resultado extremamente enganador porque é escasso para os alemães. Tenho dificuldade tirar alguma coisa do jogo que não sejam perplexidades. 

Mas a maior perplexidade é Sérgio Conceição. Imaginem esta situação: vamos ver um espectáculo de magia e, a certa altura, o ilusionista apresenta um número em que faz desaparecer do palco um elefante. Brilhante! Só nos resta aplaudir de pé tal façanha. Já estávamos surpreendidos por alguém conseguir enfiar um elefante no Rivoli, quanto mais fazê-lo desaparecer! E se, no número seguinte, o ilusionista, no meio de um truque de cartas, apresentar dificuldades em baralhar, deixar cair as cartas no palco e não acertar na carta que o membro da audiência escolheu, nem à quinta tentativa? É caso para duvidar. Poderá ter tido sorte, antes? Mas era um elefante adulto! E isto é um simples truque de cartas... Bem, julgo que dá para perceber a ideia. O que pretendo dizer é que Sérgio Conceição conseguiu o mais difícil. Após a primeira derrota, estabilizou a equipa numa base de confiança, demonstrou que tinha capacidade de se adaptar às dificuldades que os jogos nos foram trazendo e passou incólume a uma semana em que jogava em Alvalade e com o campeão francês. Agora era preciso estabilidade. 'Colher os frutos' do trabalho das últimas semanas. Ontem bastava empatar. Bastava apresentar um onze sólido, confiante, experiente e capaz responder perante a antecipável pressão inicial de um adversário que precisava de pontos. Para quê inventar? Por que é que não apresentámos o nosso melhor onze? Porque é que não apresentamos o nosso guarda-redes mais experiente e que transmite mais tranquilidade à defesa? Porque é que se insistiu em apresentar o nosso lateral direito que defende pior, quando essa é a única posição do plantel em que temos 3 opções válidas (4 se contarmos com Dalot)? Podia perder na mesma, mas era completamente escusado perder de maneira a que seja possível assacar responsabilidades a um treinador, até agora unânime e justamente aplaudido. Era escusado dar à imprensa adversária um caso para encherem as suas páginas e os programas de 'paineleiros'. Para quê tanto risco? Ninguém me garante que o erro de José Sá não pudesse ser cometido por Casillas. Ele, recentemente, também teve muitas culpas no segundo golo do Besiktas. Mas sou capaz de garantir que um erro de Casillas não deixaria a defesa tão intranquila como se viu ontem. E o que se pedia era tranquilidade. A pressão estava do outro lado.

O jogo foi muito fraco. Já sabíamos que esta solução de meio campo trazia mais transpiração que inspiração mas, ao contrário do que vimos nos jogos anteriores, o preenchimento dos espaços foi péssimo. Cedo se viu que o Leipzig passava facilmente pela pressão dos nossos médios através da colocação de um dos alas em zonas interiores, mas não se fez nada quanto a isso. Vimos a mesma jogada repetida vezes sem conta  e sem que se conseguisse resolver. Bastava um médio mais posicional. Mas não foi um jogo bom de Danilo. Foi uma das exibições de que menos gostei. Outro problema foi a saída para o ataque. Aboubakar fez o possível para tentar segurar a bola, mas bastou uma exibição menos inspirada de Brahimi (muito marcado) e o nosso futebol ofensivo desapareceu. Porque, com este onze, só há Brahimi. O resto são correrias. No lado direito, ao intervalo, Marega e Layun tinham uma média de 30% de passes acertados. E mesmo assim, fizemos dois golos. Incrível! E as substituições? No intervalo com o Besiktas, depois de uma primeira parte muito melhor do que a de hoje, Sérgio muda dois jogadores. Porque não tentar o mesmo 'efeito de choque'? Sem Soares no banco, este esquema com Marega deixa o treinador sem soluções no banco. Mas é por culpa própria. Como se viu nos minutos em que jogou, Corona podia perfeitamente ter sido titular e passaríamos a ter uma solução ofensiva no banco. Assim, Marega fez a sua pior exibição da época e o Sérgio não o podia tirar, porque estava a perder e queria ter gente na frente. Só espero que Sérgio Conceição perceba todos os erros que cometeu e a sorte que teve em não ter sido goleado hoje. Se perceber isso, talvez possamos sair desta 'montanha russa' emocional que tem sido esta  edição da Champions.

Individualmente, gostei de Aboubakar, de Felipe e de Alex Telles. Marcano este no melhor, mas há dois golos em que acaba por comprometer. Num deles com algum azar. Brahimi cresceu na segunda parte e podia ter ficado até final. Não gostei nada de Danilo. Esteve pior até que Herrera e Sérgio Oliveira, que acabaram por passar ao lado do jogo. Layun foi o que se esperava defensivamente e, na frente, exagerou nos cruzamentos de fase recuadas. Deveria ter procurado a linha mais vezes, sobretudo na parte final do jogo. Mas o pior foi mesmo Marega. Ele andava a esconder todas estas 'nabices' com duas ou três jogadas por jogo, em que tem sido decisivo. Sem isso, sobram só as habituais perdas de bola e os passes falhados. Por último, gostei da entrada de Corona e esperava um pouco mais de Oliver, apesar de ter jogado melhor que qualquer um dos restantes médios.

No sábado regressamos ao campeonato. Antecipa-se mais uma experiência engraçada quando recebermos o onze titular.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ideias breves sobre a Taça


Foi um jogo sem história por dois motivos. Por um lado não foi possível ao adversário dispor da sua maior arma, que é o pelado ou sintético minúsculo em que as equipas deste escalão jogam. Por outro lado, esta regra absurda de que os clubes têm de usar um mínimo de 8 jogadores que jogaram no últimos três jogos. No caso do FCPorto foram três jogos importantíssimos em que não houve grande margem para poupanças. Disto resultou que tivemos jogadores de distritais a enfrentar jogadores como Brahimi. Isto não beneficia ninguém. As possibilidades de 'haver taça' são cada vez mais remotas e o FCPorto perde a oportunidade de fazer descansar todos os seus melhores jogadores para o crucial embate de terça-feira. E seguimos com este experimentalismo legislativo das instâncias federativas. A tentarem imiscuir-se na gestão de plantel dos clubes sem proveito algum para ninguém. Mais vale estar quieto...

Individualmente, não tenho grandes destaques a não ser as caras novas. Comecemos por Dalot. Sempre que aparece um talento destes, os adeptos entram em histerismos e já deve haver gente a pedir que se venda Layun e Maxi no Mercado de Inverno e Ricardo Pereira no Verão. Eu, que acompanho as camadas jovens há anos, até costumo embarcar nessas ondas. Por isso, aqui vai: Dalot parece ter condições para ser opção válida para o plantel já na próxima época. É apenas uma questão de tempo até se afirmar como titular do FCPorto. Quanto mais cedo melhor, porque, talentos destes, não costumam ficar no futebol português muito tempo. Galeno é um caso diferente. É fundamental na equipa B e tem uma velocidade estonteante. Mas acho que foi um erro não se tentar colocá-lo na primeira liga. O que faz agora já fazia no ano passado e assim não evolui. Precisa desse teste para ser uma opção de relevo e útil para Sérgio Conceição. No jogo de sexta-feira entrou bem e até esteve melhor que Hernâni. Jorge Fernandes não teve trabalho e é um jogador que é presença habitual nos treinos da equipa principal. Mas na B terá que trabalhar bastante porque a dupla de Diogos tem dado garantias e podem ultrapassá-lo. Por último, Luizão. Quando vi que ia entrar fiquei logo aborrecido. Lembrei-me de Inácio no ano passado e pensei logo: «algum empresário está a fazer dinheiro com esta opção». Quem segue a equipa B, percebe a preponderância que Fede Varela tem e que é claramente o jogador de meio campo que está mais perto da equipa principal. Luizão chegou agora e passado dois meses já se estreia sem ter feito muito por isso. Estranhei muito esta opção.

Este jogo foi apenas uma formalidade. Venha a Champions em mais uma deslocação de dificuldade máxima. Uma vitória, quase que elimina este adversário.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sabe a pouco


Pode parecer injusto, porque a equipa, no geral, esteve bastante bem. Mas fiquei com esta sensação de que perdemos uma boa oportunidade de ter já um bom avanço em relação aos nossos adversários. É essa sensação vem daquela primeira parte. 

Confesso que não me recordo de ter visto, nestes últimos 4 anos, uma exibição em Lisboa com tamanha autoridade, como a que vimos na primeira parte de hoje. Sporting sempre a 'cheirar a bola' e a falhar muitos passes perante a nossa pressão. Falhou nessa altura mais qualidade na finalização.Aboubakar por 3 vezes, Marega e Brahimi perdoaram em lances claros de golo.

Na segunda parte, o jogo foi mais equilibrado e por 3 factores. Em primeiro lugar, houve alguma quebra física. É natural, mas Sérgio guardou as substituições durante demasiado tempo. Já sei que nós estávamos a jogar com o resultado, mas foram riscos desnecessários. Por falar em riscos desnecessários, Layun. É fácil falar agora, porque não aconteceu nada de muito mau. Mas, para mim, Layun é a terceira opção para lateral no FCPorto. Não está em causa o empenho do jogador, que deu tudo pela equipa. É uma questão de qualidade defensiva. O que nos valeu é que Jesus demorou a perceber que era ali que estava o 'ouro' e só lá meteu o Gelson na segunda parte. Para mim, este também foi um dos factores que fizeram com que o jogo fosse muito mais equilibrado nesse período. Eles passara a ter ali um foco de perigo e insistiram por lá até ao final do jogo.
Mas há um último factor de equilíbrio na segunda parte. Não conseguiria fazer uma crónica sobre um jogo do FCPorto apitado pelo Xistra sem lhe dedicar pelo menos um parágrafo. Já nos tinha brindado com uma arbitragem bem 'axistralhada' em Braga e hoje não desiludiu. É nas coisas que não aparecem nos resumos, que Xistra mostra que é já um artista maduro. Na única falta que assinalou nas proximidades da área do Sporting, faltou o segundo amarelo para William. Mas esta foi uma excepção porque há um lance sobre Otávio e um pé na cara de Sérgio Oliveira em que ficaram livres muito perigosos por marcar. Já nas imediações da nossa área... Era só cair. Valeu que os nossos centrais estão quase imbatíveis em lances aéreos. Entre cantos e faltas foram cerca de 12 lances e só um, em que William cabeceia em fora-de-jogo, deu perigo.

Dissecando um pouco mais o jogo, tem sido atribuído muito destaque ao reforço do meio campo com Herrera e Sérgio Oliveira. É justo porque transforma a equipa numa máquina de recuperar bolas. Mas o segredo está no critério com que lançamos os ataques, logo após a conquista da bola. E nesse momento, quem tem brilhado é Brahimi que está em grande forma. Mas de uma maneira geral, toda a equipa procura sair com qualidade. Até Felipe, que tanto gosta de mandar para a bancada. 

Individualmente, MVP para Brahimi. Num jogo de boas exibições de quase todos, Brahimi destacou-se dos demais como maestro da equipa. Estava a anotar notas altíssimas para Alex e para Danilo, mas o Alex deu ao adversário a sua única oportunidade de golo no jogo e Danilo foi dos que mais acusou a quebra física na segunda parte. Destaco os centrais que estiveram impecáveis. Estava preparado para pôr Layun nos destaques pela negativa. Mas não consigo. Gelson é um grande adversário e Layun fez o melhor que lhe foi possível, visto que nem sempre teve o apoio de Herrera ou Marega. Mas repito que foi um risco e não é por ter corrido bem que mudarei de opinião.

Estamos num grande momento e o sucesso desta metamorfose de um FCPorto descontroladamente atacante, num FCPorto mais compacto, dá muita confiança no treinador. E a este propósito, é caricata esta insistência da imprensa na nossa perda dos primeiros pontos. Sérgio Conceição respondeu com a inconfidência sobre o que disse no grito final aos jogadores: «Assim, vamos ser campeões, car#$&#!»