Mais uma vez terminámos a época sem nada! São já 3 épocas seguidas. Atrevo-me a dizer que é merecido. Talvez a nossa exibição a partir da segunda parte, aliada à pálida exibição ofensiva do Braga, nos possa iludir em exercícios de merecimento e justiça, que são subjectivos e coisas de 'calimero'. Olhando para a época na sua globalidade, não ganhar nada, assenta bem perante tão fraco desempenho de Presidente, direcção, treinadores e jogadores.
Que sirva de lição! Eu chamo-lhe o 'banho de humildade':
- Humildade na equipa: Nota-se paulatinamente a necessidade substituir os jogadores em plataforma de promoção pessoal e de incutir mais traços de Portismo na equipa. Começou com Ruben e André André e culminou na afirmação do miúdo André Silva, finalmente com golos, e na estabilização de Sérgio Oliveira no onze. No próximo ano teremos Rafa Soares e espero que Chicão e Ivo Rodrigues também tenham uma oportunidade.
- Humildade na estrutura: O 'mito da estrutura' tem vindo a atenuar-se. Havia, por exemplo, nos tempos de Vitor Pereira, uma ilusão de que um cone de sinalização, no lugar do treinador, chegava para fazer desta equipa, uma equipa vencedora. Esta sucessão de más experiências na liderança técnica da equipa deverá devolver a humildade na escolha e a noção de que se trata de um ponto fulcral para a inversão desta tendência de declínio. Começaríamos bem se se admitisse que a opção Peseiro foi terrível e que nem todos os males se concentram em Lopetegui.
- Humildade nos adeptos: Talvez se pense duas vezes antes de se soltarem os lenços brancos, num jogo de taça da liga, num momento em que a equipa se encontra em primeiro lugar. Ou antes de se assobiar o treinador só porque não dá minutos a um jogador da casa ou porque não o põe a marcar um penalti. É certo que o treinador não pode agradar a todos e que nessa altura o seu desempenho se estava a degradar mas, naquela altura, fazer a vontade aos adeptos sem uma alternativa de qualidade, foi pior para o FCPorto. Contra mim falo. Não assobio no estádio mas vou escrevendo aqui, nem sempre com razão. Há que desenvolver nos adeptos um equilíbrio de exigência à FCPorto que não chegue aos limites de sermos 'adeptos só de vitórias'. É difícil, mas vamos evoluindo.
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