segunda-feira, 9 de maio de 2016

Plano B


Outra vez? Esta foto é muito interessante. Sérgio com aquele olhar incrédulo em direcção a Postiga, depois de mais uma situação de golo sofrido, ao primeiro remate do adversário. No entanto, dado que Sérgio tem sido titular na maior parte dos jogos com Peseiro, já devia estar habituado...

Mas este não é um post de crítica a Peseiro. Essa tem vindo a ser feita aqui com uma regularidade adequada à frequência dos calafrios e dos maus resultados que a equipa tem apresentado. Ontem não foi o caso. A equipa não jogou tão mal como vinha jogando e o resultado foi bom, num campo muito difícil. Perante um golo, em tudo inesperado, a equipa reagiu com tranquilidade, com capacidade de ir ganhando paulatinamente o controlo do meio-campo e procurando não expor a defesa a calafrios. Lembro-me de dois em todo o jogo, além do golo. Fossem todos os jogos assim e eu não estaria neste momento a contar os dias até que Peseiro volte às suas aventuras por entre as areias do deserto, bem longe do Dragão.

Individualmente, gostei do MVP Sérgio Oliveira e do regresso do Marcano. Não apreciei a exibição de André André que parece que não vai conseguir chegar à final da Taça na sua forma pré-lesão. 

Dado que já fui abordando a estrutura habitual de crónica, posso agora ir directo ao destaque que é a súbita aposta na 'portugalidade'. Cinco portugueses no onze inicial, sendo que quatro são das entranhas do famigerado projecto 'Visão 611'. Deve ser um record, nos últimos anos. Não chego a perceber o objetivo. Será para provar a um presidente de Câmara, que adora a ribalta, que o projeto não foi assim tão mau? Será porque este jogo não era com o Sporting? Será para acalmar os portistas? Será para convencê-los a ver os jogos? Confesso-vos que, comigo, está a funcionar. Ando há 3 jogos 'em pulgas' para que o André Silva marque um golo (de preferência a passe de Ruben) e não vejo maneira de o miúdo ter uma 'pontinha de sorte'! Friamente, não consigo deixar de achar que isto é temporário e que estes miúdos só jogam para que os outros vejam que têm o lugar em perigo. Pelo menos até à final da Taça... Ou até à pré-época, altura em que irão perceber que vão ser emprestados.

E depois tivemos o título da equipa B, que teve mais portistas a assistir do que o jogo em Vila do Conde. Se calhar mais portistas do que em conjunto nas mais de 35 jornadas em que a equipa se manteve no primeiro lugar. Foi bonito e os míudos merecem o reconhecimento. Se tiver tempo, ainda irei fazer um texto sobre esta equipa comandada por Chico Ramos e por Graça, que se teve de reconstruir várias vezes ao longo da época e que vai fazer cerca de 50 jogos sempre a um nível que nos pode orgulhar. Grande trabalho de Luís Castro! Poderei apenas dizer-vos que, nesta equipa, há jogadores que estão habituados a dar títulos ao FCPorto desde cedo. Chicão, Rafa, Graça, Tomás e André Silva foram campeões de sub-17 e, a seguir, vem uma geração com Ruben Macedo, João Costa, Sérgio Ribeiro e Rui Moreira, campeões de sub-15 e sub-19 e de Verdasca que foi campeão de sub-19. Há que pôr os olhos nestes miúdos! O Portismo não se constrói em dois dias... Já sei que são realidades completamente diferentes, mas a equipa B é um bom modelo de uma equipa construída com espinha dorsal portista, complementada com estrangeiros de qualidade e potencial.

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