Expressão muito grata ao nosso P.M. José Sócrates e que se aplica perfeitamente à nossa exibição na Madeira. Mas ao contrário da economia portuguesa, que tem de esperar pela retoma dos outros para voltar a arrancar, nós tivemos que fazer pela vida. E o que fizemos foi contratar o mais promissor médio a jogar na Liga portuguesa. E de facto, notam-se logo os efeitos. A receita foi juntar a uma equipa que estava já recheada de grandes executantes, um jogador que fosse capaz de assumir o jogo e a responsabilidade de juntar as peças que já chegavam a parecer que não encaixavam. E para isso, e depois de apostas falhadas em Valeri, Guarín, Tomás Costa e mesmo Belluschi, bastou um jovem madeirense com carácter, ambição e sobretudo com um futebol muito simples nos pés. Poderei estar a precipitar-me mas parece-me que, com Meireles ao lado, vamos finalmente regressar a um futebol atraente recheado das transições rápidas que Jesualdo tanto gosta.Ora com isto pretendo partir para um exercício que por muito simplista que seja, poderá ser levado em conta no planeamento de novas épocas. Trata-se de uma reflexão sobre o preço cada vez mais inflaccionado dos jogadores sul-americanos. Já sei que por exemplo 5 milhões por Hulk e por Falcao não se tornam caros visto que são claramente jogadores que se veio a provar que valem muito mais. Mas isso provou-se à posteriori... Pergunto quanto custaria trazer um equivalente a Varela ou ao Rúben da Argentina ou do Brasil. Óbvio que nunca custariam mais e é claro que poupamos no período de adaptação que se insiste que esta gente tem de ter. O planeamento desportivo para este ano começou por ser anunciado como uma clara aposta em valores portugueses e jovens. Como isto esperava também que se diminuísse o dispêndio em contratações visto que se tratam de jogadores mais baratos. O problema é que tal política se esfumou no momento em que vendemos Lucho e Lisandro. Ou seja, para substituir as estrelas não bastam os Rubens e os Varelas. E isso veio a provar-se errado. Se repararmos têm sido os portugueses as apostas mais rentáveis. Enquanto pensava nisto lá veio mais um rombo na minha confiança na existência de uma política desportiva coerente no que às contratações diz respeito. Demos um dinheirão por um brasileiro que já não é jovem, que falhou na primeira experiência na Europa, que nem tem um currículo assim tão impressionante em termos de golos e que tem um largo historial de indisciplina. Poderá sair dali um Hulk ou um Falcao mas não vos parece que é mais um negócio de alto risco?
E por falar em negócios caros, o MVP da partida da Choupana também foi bastante caro. Destaco Alvaro Pereira porque foi um jogador que não me impressionou muito à partida, mas que agora está em grande forma. Além disso, está nos 3 primeiros golos, o que é obra para um mero lateral esquerdo. Está claro que ainda está longe da perfeição como defesa mas também é claro que compensa pelo jogo ofensivo que canaliza pelo seu flanco. Muito bem estiveram também Rúben, Varela e Falcao. Até Belluschi tem estado melhor. Pelo contrário não gostei do Mariano (observação preocupantemente crónica) e detestei Fucile. Não fez nada de jeito e deu ao adversário, que foi completamente dominado, a hipótese de se queixar da arbitragem num lance em que fez tudo para perder a bola, vendo-se depois obrigado a fazer um penalti que acabou por não ser assinalado. Mas com isto estou longe de querer implicar que o Nacional foi prejudicado. Pelo contrário. O jogo começou com um penalti claríssimo sobre Rodriguez. Esse lance teve estranhamente (ou não) apenas uma repetição e como tal deve ter passado despercebido a muitos. Rogriguez toca para o lado e o guarda-redes adversário desliza e apanha o pé. Depois houve, para além do penalti sobre o Edgar, um outro sobre Belluschi e o lance do Alvaro Pereira, por muito que não seja o penalti clássico da rasteira, há um movimento do defesa que falha a bola e que atinge o uruguaio. E depois há ainda uma expulsão perdoada a Nuno Pinto. Enfim, uma Xistrada... Considero portanto ridículo que Manuel Machado se venha queixar de árbitros pouco católicos. Deveria sim queixar-se do seu cirurgião plástico que lhe sugou para além de alguma massa adiposa, meia dúzia de neurónios. (julgo que, agora que sabemos que ele acabou por ultrapassar bem o problema de saúde, já podemos gozar...) O mais importante é que goleamos na Madeira com uma equipa desfalcada de Hulk, Raul Meireles, Bruno Alves e Rodriguez.
Na terça-feira, e ainda hão de me explicar como é que apesar do desacordo do FCPorto o jogo é na terça, está em causa mais um picnic no Jamor. Parece-me que este Sporting de Carvalhal não tem argumentos, mas convém que isso se prove em campo...
Equipa para a recepção aos vasquinhos:
Beto (se não recuperar Helton); Fucile, Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Raul Meireles, Rúben e Belluschi; Varela e Falcao.





.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)



.jpg)





