sábado, 29 de novembro de 2014

1998.08.22. FC Porto 4-0 Rio Ave (Capucho) ...

Em fim de semana de receção ao Rio Ave, recordamos um dos momentos sublimes de Capucho nos seus famosos chapéus... trata-de da primeira jornada do ano do Penta, com o Engenheiro Fernando Santos no comando e o tal jogo em que Jorge Mendes levou Deco, pela primeira vez ao Dragão... P.S. Um agradecimento ao Paulo Bizarro e aos Filhos do Dragão pela fantástica videoteca do FC Porto disponibilizada no youtube...

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

1996.09.11. AC Milan 2-3 FC Porto (Jardel)...

Estamos bem próximos de igualar a melhor campanha na fase de grupos da Champions do FCP... o recorde pertence ao mister António Oliveira e à equipa de 1996/97 que em 6 jogos apenas empatou uma, vencendo as restantes partidas... relembramos um dos golos míticos dessa campanha da autoria de Jardel numa estrondosa reviravolta em San Siro...

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Em Diferido


Num exercício de auto-controlo, consegui alhear-me do facto de o FCPorto estar a jogar e vi o jogo em diferido à hora normal da Champions. Não vi sms's, nem ouvi Radio, nem liguei a TV. Visto o jogo, eu diria que o FCPorto esperou pelos adeptos que saíam do trabalho às 18h...

É fácil resumir o jogo. Primeira parte fraca em futebol e forte em capacidade de luta e de gestão dos ímpetos, os próprios e os do adversário. À medida que íamos convencendo o BATE de que iriam esperar em vão pelo nosso erro, fomos crescendo no jogo e o resultado resolveu-se naturalmente e sem grande esforço. O FCPorto fez o que lhe competia: dominou o grupo com autoridade. Dirão que tivemos sorte no sorteio, mas lembro-me facilmente do grupo do ano passado e do de há três atrás, quando passou o esse colosso que era o APOEL... E ainda há quem se lembre do que significa a palavra Artmedia. Favoritismos confirmam-se! Nesta competição, a equipa está a render bem acima das expectativas e há que transferir este ímpeto para as restantes competições.

O jogo foi seguro porque tivemos um meio-campo à altura de comandar as operações. O mesmo que tivemos em Bilbau e o que tanta falta nos fez na Amoreira. Ainda aguardo que o Lopes se convença que este meio campo é imprescindível em todos os jogos fora de casa e em casa, perante adversários de maior dificuldade. Com segurança e sem experimentalismos e 'chico espertices' tácticas.

Individualmente os meus destaques são os três do meio-campo. O MVP vai para Herrera pela participação directa nos 3 golos. Chega a falhar passes de dois metros, mas também é capaz de maravilhas como aquele passe para Brahimi no início da jogada do segundo golo. Mas antes dos golos houve luta e Casemiro a reinar no meio da pancadaria. Grande exibição. Oliver é a peça que equilibra todo o esquema. Ainda faltam uns meses largos para se ir embora e eu já tenho saudades... Na frente apenas se destacou Jackson. Muito trabalho e golo na única oportunidade que teve. Perfeito. Na defesa gostei de Martins Indi. Pela negativa apenas diria que esperava mais de Brahimi e Quaresma, mas não lhes daria nota negativa. Destaque para o Tello que finalmente descobriu o caminho da baliza. Já vem tarde. Para mim, em condições normais, Tello seria titularíssimo nesta equipa, mas tarda em prová-lo...

O ridículo intervalo competitivo não parece ter afectado a equipa. Mas afectou-me a mim que estava farto de esperar...

domingo, 9 de novembro de 2014

Estica!


Começo com um conselho para Lopetegui: Quanto mais partir os jogos maior será a probabilidade de um adversário inferior discutir o jogo. Seria necessário dar conselhos, nesta altura do campeonato? Seria necessário mudar o esquema depois do brilharete em Bilbau? Seria necessário poupar jogadores quando o próximo jogo é daqui a 17 dias? Para não ser chato, deixo uma última pergunta, até quando vamos ter de aturar isto Lopes?

Estou demasiado incomodado para fazer uma crónica em condições. Lopes partiu o jogo e decidiu não o controlar. «Estica lá para a frente para ver como é que isto corre!» Começou por correr bem para, logo a seguir, correr mal. Voltou a correr bem sem que a bola entrasse. Fabiano resolveu pôr as coisas a correr ainda pior. No final um golpe de sorte e de talento. Podia ter sido pior, podia ter sido melhor, enfim... Não há pachorra para tanto talento desperdiçado. Pôr a bola a sobrevoar o meio campo, com o talento que temos é um atentado ao futebol. Esticar jogo é solução para equipas de tostões. Quem analisou as contas da temporada passada sabe que não é o nosso caso... 

O treinador também não deve ter sido barato. Pergunto-me se se pretendia um futebol sem meio-campo, quando se vai buscar um treinador da escola espanhola? Será que acertamos num espanhol que aprecia mais a escola inglesa dos anos oitenta? Gato por lebre? Hoje deu-me para as perguntas... Irritante, eu sei.

Individualmente, gostei do arranque de jogo de Brahimi, do arranque de segunda parte de Herrera e de pouco mais. Adrian é um caso patológico de inadaptação. Nenhum esquema favorece o menino. Fabiano teve um erro individual grave que quase nos custou a invencibilidade. Irónico que o segundo golo do Estoril tenha sido construído por dois dos melhores jogadores das duas últimas temporadas do FCPorto B...

E voltámos a ficar sem futebol. Começam a ser irritantes estas paragens...

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

1987.10.21 - Real Madrid 2-1 FC Porto (Madjer)...

Numa semana em que outro argelino brilhou por terras espanholas, relembramos um golo de Madjer, também na então Taça dos Campeões Europeus, que nos colocou a vencer contra o Real Madrid... o resultado final não foi do nosso agrado, mas ficou este momento...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Irrepreensível


Talvez a melhor exibição da época. Com o BATE foi um festival, mas hoje as condições eram bem mais difíceis. Basta ver que, há dias e neste estádio, o Sevilha perdeu a oportunidade de se isolar na liderança do campeonato espanhol. E o relvado estava muito complicado, o Bilbau precisava de pontuar para se manter na prova e o estádio, em si, mete medo às equipas menos preparadas. Pois não foi o caso. Demonstrámos que estávamos preparados e estivemos à altura do desafio. Basta ver que, em todo o jogo, permitimos apenas uma oportunidade de golo num lance de bola parada em que o adversário cabeceia de costas, marcadíssimo pelos nossos defesas. É de facto uma exibição autoritária na melhor competição do mundo. Diz muito sobre o que este FCPorto pode fazer em jogos de exigência máxima. É até caricato pensar que controlámos melhor este jogo que os quatro últimos em nossa casa. A troca de Quintero por Oliver não pode explicar tudo. A Champions traz motivação extra, mas convém apresentar um rendimento mais constante em competições internas. Resumindo, atingimos um dos objectivos da época no mínimo de jogos possível. Até agora, competição irrepreensível!

Finalmente um jogo descansado! Segurança defensiva, meio campo coeso, sereno e agressivo na reacção à perda e Jackson e Brahimi a espalharem o terror nos defesas contrários. Faltou talvez um Tello mais inspirado para ser perfeito. É de destacar adicionalmente que o único erro grave que cometemos foi o penalti falhado pelo Jackson. Nada de trapalhadas defensivas. Acima de tudo, autoridade no jogo e uma posse de bola mais segura e apoiada. Um meio-campo de combate como suporte aos 3 artistas na frente. Sobretudo Brahimi que, inspirado, até pode ter uma equipa inteira a trabalhar para ele. Ele sozinho trata de ocupar todos os defesas contrários. Destaco sobretudo o espírito combativo de todos os jogadores. Que continue.

Individualmente, o MVP é Brahimi. Óbvio. Dois golos praticamente seus a que poderemos acrescentar todo o pânico que foi espalhando. Depois Casemiro e Oliver. O primeiro, tanto parece que evolui como, de repente, regride na sua adaptação a 6. Ontem pareceu perfeitamente adaptado. Oliver é um maratonista que ainda consegue ser agressivo com os adversários e carinhoso com a redonda. Talento raro que, quando se aproxima da zona de Brahimi, é só ver os defesas a 'cheirar' a bola. Jackson esteve bem em tudo menos no que se exige dele: golos. Vá lá que Brahimi ajudou, porque a noite estava a ser desastrosa em termos de finalização. Por tudo o resto, é impossível dar uma nota fraca a este jogador. O mesmo se poderá dizer do Danilo versão 2014/15. Sempre em alta rotação. Pela negativa, Tello. Não fez nada de especial e o Lopes fez bem em tirá-lo. Pena que Quaresma também não tenha trazido nada de muito relevante. Por falar no Lopes, consegui no último post adivinhar o onze que ia jogar. Não que eu seja sobredotado, apenas registo que me parece que jogaram os melhores, sem fugir do nos esquema habitual. Sem invenções, sem o seu habitual 'overthinking'. Apenas os melhores dos disponíveis.

O próximo jogo também é a doer. Espero um empenho semelhante na montra da 'Linha'...

domingo, 2 de novembro de 2014

O momento



Nem sei onde ouvi, nem quem foram os autores, mas tenho ouvido muito esta teoria de que o futebol é o momento. Querem com isto dizer que é facil passar de bestial a besta, sobretudo os treinadores. Neste caso, prefiro ir pelo sentido mais literal. De facto, futebol é aquele momento em que Brahimi nos tirou mais uma vez das cadeiras! Sublime! Será sacrilégio dizer que Brahimi é um Madjer 2.0? Eu arrisco!

Já falamos do mais importante. Vamos ao jogo. Lopetegui tentou refrescar a equipa, tacticamente e fisicamente, com a saída de Herrera por Oliver. Já se tinha ensaiado este esquema com o Moreirense, na altura com Brahimi no lugar de Quintero. Não direi que é uma solução a esquecer. Direi que tem que ser repensada e retocada. Tivemos uns primeiros minutos interessantes e chegámos ao golo cedo e com naturalidade. Depois veio a reacção do adversário e, tal como seria de esperar o jogo partiu-se um pouco. Oliver corria muito e nem sempre bem, Casemiro ia apagando fogos e Quintero nem entra nestas discusões sobre posicionamentos e dinâmicas. Para ele, futebol é bola no pé. No dele e no dos avançados que ele tenta isolar. Logo aqui, percebemos que tínhamos um meio-campo a funcionar a ritmos diferentes. E o miolo é o coração do jogo. Logo, ficámos entregues às individualidades, às correrias em transições e às oportunidades de golo nas duas balizas. O Nacional teve menos, mas também as teve. Tal como o Braga, o Bilbau, os vasquinhos, quase todos os que visitaram o Dragão. Bastou um período menos inspirado de Quaresma e Brahimi para o Dragão temer problemas. Só haverá uma maneira de termos jogos descansados no Dragão. Eficácia nos primeiros minutos! Golos! Não podemos estar à espera de um milagre técnico que nos faça gerir melhor a posse, os ritmos, etc. Lopetegui não quer. Gosta deste futebol vertiginoso. Adivinham-se calafrios, mas também se adivinham Bate's Borisov's...

Individualmente, destaco Brahimi como MVP. Uns segundinhos de jogo, bastaram para tal façanha. Isto apesar das trapalhadas e dos individualismos excessivos que lhe vamos notando a espaços. O resto, vai compensando.., Danilo foi mais constante na qualidade. Talvez o melhor Dragão neste inicio de época. Já merecia o golo. Também gostei do espírito combativo de Casemiro. Bate muito e bate quase sempre bem. Também é dos únicos que bate... Falta alguma agressividade na equipa e Herrera ajuda mais. Pela negativa, Quintero que não conseguiu espalhar a magia que esperávamos dele. O Lopes mexeu bem, com a entrada de Herrera. Segurou a vitória.

Em Bilbau, a oportunidade atingir já um dos objectivos da época. Acredito que Tello e Herrera deverão regressar no lugar de Quaresma e de Quintero.