quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Irrepreensíveis



Esta época está a ser irrepreensível. Estamos em todas as frentes, com óptimos resultados e cumprimos sempre o nosso dever como equipa do FCPorto. E, ao contrário do Sporting, não se pode dizer que tivemos sorteios favoráveis. Basta ver que tivemos de ultrapassar 3 equipas da primeira liga ao contrário do Sporting que ainda não enfrentou nenhuma. Ou seja, além de ter um plantel mais numeroso, pôde poupar jogadores na maior parte das eliminatórias. Não deixa de ser irónico que estejamos em todas as frentes no ano em que, reconhecidamente, temos o plantel mais curto. Mas já deu para ver que o plantel é curto em número e não em qualidade. Os adversários estão assustados e o facto de o Sporting estar a fazer propostas por tudo o que mexe, incluindo um jogador que nos interessava muito, é um sintoma de algum receio face à força deste FCPorto. Jesus, como sempre, confia mais nos jogadores bons e caros, do que na sua mestria táctica. Normalmente a arrogância esconde alguma insegurança, mas Jesus exagera. O Bruno que se habitue a 'engolir sapos' com os fundos. Há por aí uns tipos que alinham nestes negócios todos. Chamam-se Doyen...

O jogo de ontem trouxe muitas mexidas e algumas poupanças. A poupança principal foi a da nossa dupla de ataque. Foi no entanto possível manter uma estrutura forte baseada noutras duas duplas: a dupla de centrais e a dupla de meio campo. O destaque foi mesmo a dupla Danilo e Herrera, que foram o motor do bom arranque na primeira e na segunda parte. É interessante constatar a evolução dos dois jogadores neste esquema. A tendência será sempre a de Herrera pisar terrenos mais adiantados mas, à medida que vão evoluindo na época, são muitas as vezes em que as posições se invertem. Assim, os dois jogadores têm crescido imenso.

Individualmente dou MVP a Herrera. Desempatei pelo golo, mas gostei dos nossos dois médios. Foi pena não ter havido golo de Soares, que fez o suficiente por isso, e precisa de marcar para voltar ao seu nível. O resto da equipa esteve bem, sem haver exibições deslumbrantes.

Na segunda-feira, voltamos à nossa grande luta com mais uma deslocação a Lisboa. O Estoril tem sido uma equipa muito frágil e macia. Imagino que isso mude já no próximo jogo.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Tiro ao boneco


Foi um jogo em que o FCPorto foi muito rematador, mas em que a quantidade de remates defendidos ou interceptados não foi tão elevado com em alguns jogos anteriores no Dragão. Se fosse assim ficaríamos com um paralelismo perfeito entre a nossa habitual 'avalanche' ofensiva e a deliciosa expressão com que Sérgio Conceição se referiu a um treinador rival. Ainda assim, não resisti...

Era um jogo que se adivinhava muito interessante. Por um lado porque teríamos de ganhar para atingir o título de Campeão de Inverno. Para nós interessa pouco mas, lá para baixo, pelo que se costuma ver nos jornais, eles dão grande importância a esse título. De tal forma que nem se decidem quanto às condições para esse título. É quem vai à frente no final do ano ou no final da primeira volta? Pelo sim, pelo não, cumprimos nos dois requisitos, mas agora estamos isolados. Mais uma vez voltámos a jogar já com a noção de que os nossos adversários tinham ganho facilmente os seus jogos. Mas o que mais me intrigava neste jogo era a forma como iríamos jogar com Oliver a ocupar o lugar de Herrera. Quem me lê frequentemente sabe que eu esperava uma total revolução no nosso futebol. Mas essa é uma esperança de adepto, tal como espero que o FCPorto ganhe em Liverpool. Como seria de esperar não houve revolução nenhuma. O que foi surpreendente é que, não só não houve revolução, como não houve evolução. Na primeira parte houve mesmo retrocesso, com muito nervosismo e muitos passes falhados, nomeadamente por Oliver. Ou seja, não notei grande diferença em termos de agressividade ou no processo de recuperação de bola, mas notei que a construção, com excepção das bolas conduzidas por Brahimi, esteve pior do que nos últimos jogos em casa. Culpa de Oliver? Talvez. Pode ter acusado algum nervosismo, visto que aos 3 minutos já estava a falhar passes  de uma forma que não é normal nele. Vá lá que Sérgio soube esperar pela segunda parte e pelas suas indicações ao intervalo. Assim, já deu para ver que o nível de sufoco que conseguimos infligir com este meio-campo, não fica atrás do que tem sido habitual com a dupla titular, nomeadamente ao nível da mobilidade e da agressividade.

Mais uma vez, voltámos a sofrer um golo na primeira aproximação do adversário à nossa baliza. São já três jogos seguidos em que isso acontece. Mas, desta vez, o adversário era melhor e conseguiu levar a vantagem até ao intervalo. É algo de irracional mas, hoje em dia, dá-me a sensação que estes percalços como as arbitragens do Veríssimo e estes resultados complicados ao intervalo, não nos fazem tanta mossa como em anos recentes. Ao intervalo, nas nossas conversas e nos semblantes em redor, não se sentia grande preocupação. Há aquela confiança de que a equipa é capaz encostar qualquer equipa à cordas, sobretudo no Dragão. Ora, ao intervalo, até os adeptos que vieram de Guimarães tinham a certeza que o Vitória ia sofrer na segunda parte. E concretizou-se.

Depois de uma primeira parte mais 'mole' do que o habitual, o FCPorto apresentou-se avassalador no início da segunda. Total controlo do jogo, bola a rodar rapidamente entre os flancos, laterais bem subidos e com recuperações de bola quase instantâneas. O nosso primeiro golo é paradigmático. A agressividade de Danilo, transformou um pontapé de baliza do adversário num lance de golo. Atacou a bola, dominou orientado e partiu para cima da defesa contrária. Depois Corona e Aboubakar fizeram o resto. Mas esta capacidade que temos de transformar um pontapé de baliza adversário num golo sofrido em 8-10 segundos é assustador para qualquer equipa e é assim que temos sufocado os nossos adversário no Dragão.

Reservo um parágrafo próprio para mais uma obra prima de Brahimi. Não que seja invulgar nele. Brahimi tem sido especialmente fustigado por esta reacção sistémica do 'Polvo' às nossas boas exibições e bons resultados. Os adversários começam por marcar a sua agressividade e a sua vontade de nos mostrarem que querem discutir o jogo, através da pressão em Brahimi. E por pressão entenda-se faltas constantes perante uma impunidade para os defesas irritante para qualquer jogador. Estes momentos de Brahimi conseguem concentrar quase a mesma dose de magia e de raiva! Vamos ganhar!

Individualmente, dou o MVP a Brahimi que foi o nosso melhor jogador também na primeira parte. Marega e Aboubakar continuam a espalhar o pânico nas defesas contrárias e Danilo está num momento de forma assombroso. Gostei muito de Ricardo Pereira, mas já sabemos que 'dormiu' um pouco no golo adversário. Corona esteve muito desligado do jogo. Vá lá que melhorou um pouco na segunda parte. Oliver também melhorou bastante ao longo do jogo. Tenho de admitir que esperava um pouco mais. Vamos ignorar aquele segundo golo do Vitória para não baixar a nota de Reyes e Sá. Detesto 'olés' e quase que dá vontade que se sofra golos, sempre que as bancadas começam com esse cântico ridículo em desporto.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Brahimi indica o caminho!



Em maio, nos Aliados, vou-me lembrar deste grito de revolta do nosso mágico! «Podes fazer o que quiseres, mas nós VAMOS GANHAR!» O jogo de ontem valeu por 20 goleadas! Esta malta não percebe que estas contrariedades são combustível para este FCPorto de Sérgio Conceição...

Quando vimos a nomeação de Fábio Aguenta Aguenta Veríssimo para arbitrar e de Bruno Campomaior Paixão para o VAR, preparámo-nos para o pior. Tínhamos a simbiose perfeita entre a subserviência ao 'Dono' de um dos 'árbitros proveta' e o antiportismo habitual de um velho conhecido. Eu, pelo menos, julguei que estava preparado para tudo. Mas afinal... Por muito que nos tentemos mentalizar, nunca estamos verdadeiramente preparados. Foram só duas expulsões perdoadas, sendo que uma seria directa por patada no joelho de Brahimi e outra seria por acumulação por 'agarrão' a Oliver. Isto já seria de gravidade suficiente, mas todos nos lembramos que o FCPorto está numa sequência de 3 jogos com expulsões, do mais rigorosas que pode haver. Danilo levou o segundo amarelo por esbofetear a bandeirola de canto. Herrera é expulso por não ter travado a tempo o impulso e ter encostado levemente o cotovelo à cara de um gajo, que o estava a tentar sodomizar. Ontem Felipe corta a bola e parece tocar ligeiramente no adversário já no movimento de descida para a aterragem. São tudo lances de um rigor extremo para contraponto com a total ausência de rigor para a selvajaria dos nossos três últimos adversários. Depois há o penalti sobre Marcano em que o VAR tem todas as condições para assinalar e não o faz. Hoje mesmo, Hazard sofreu e concretizou uma grande penalidade num lance muito semelhante, sem VAR. Há também o inenarrável lance em que Soares é calcado e vê amarelo por simulação. O árbitro está a dois metros e não tem vergonha de inverter o lance por completo... Por último, a 'cereja' para colocar no cimo do bolo. No final dos descontos, Marcano sofre falta e protesta. Entretanto a bola tinha saído pela linha lateral. O árbitro resolve punir o protesto de Marcano com amarelo e com falta na zona do protesto, transformando um lançamento numa falta perigosa. Sinceramente, esta nunca tinha visto. Esta é a minha interpretação do que vimos e não consigo garantir que foi isto que se passou. Se for assim, imaginemos que Marcano protestava dentro da sua área. Seria penalti? Fiquei com curiosidade para perceber o que se passou ali, para tentar ver até onde vai a falta de vergonha do Fábio. Isto para não falar de todas as faltas não assinaladas e dos amarelos por mostrar, numa arbitragem memorável. Sobrevivemos!

Deixando de lado, por fim, a arbitragem vergonhosa que se viu em Santa Maria da Feira, no final da primeira parte estava com algum medo que se repetisse o cenário da Vila das Aves. Por cenário entenda-se resultado, visto que o jogo foi bem diferente. Por um lado, o FCPorto não esteve tão mal e, por outro, o Feirense não fez nada para marcar mais golos além do que conseguiu, no único remate enquadrado que faz em 90 e tal minutos. Também o Paços tinha marcado dois golos nos únicos remates enquadrados que fez. Sérgio esteve bem ao ver que Brahimi estava a ser condicionado pelo festival de pancadaria, que o árbitro estava a permitir, e juntou mais um mágico para pautar o nosso jogo. A partir do momento que Oliver entrou, tivemos Brahimi a organizar dentro do bloco e Oliver a pautar e acelerar o jogo de uma posição mais recuada. As oportunidades, cruzamentos e cantos sucederam-se até ao excelente golo de Felipe, que subiu ao quarto andar para mandar um tiro lá para dentro. Ao golo seguiu-se a expulsão e o futebol acabou por aí.

Individualmente, dou o MVP a Brahimi. Daria só pelo GIF do «Vamos ganhar!», que não me sai da cabeça. Mas foi o jogador com melhor rendimento no global na partida e teve uma assistência para o primeiro golo. Gostei também de Ricardo, de Aboubakar, de Danilo e da entrada de Oliver. Felipe esteve no melhor e no pior tendo participação ativa nos dois últimos golos. Num falha o tempo de salto e no outro até parece que salta mais do que era preciso. Pela negativa, André André esteve longe de fazer esquecer o Herrera dos últimos jogos. Corona não esteve mal mas desequilibrou pouco. Por último, Marega esteve num daqueles dias em que tudo que batia nele se perdia. Marega é assim... Para o melhor e o pior, habituem-se!

Começa o ciclo infernal de Janeiro. Já no Domingo jogamos no Dragão com o VitóriaSC que, ao contrário de nós, vai descansar durante uma semana. O que nos vale é que o rigor arbitral vai ajudando o Sérgio a gerir o plantel... Será importante fecharmos a primeira volta, isolados no primeiro lugar.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Operação resgate

Um dos maiores elogios que se faz a Sérgio Conceição é o aproveitamento dos jogadores que estiveram emprestados na época anterior. Os melhores exemplos são Aboubakar, Marega e Ricardo Pereira, mas há outros como Reyes, por exemplo. Há também casos em que não se aproveitaram os jogadores, tendo-se feito boas vendas como foi o caso de Martins Indi. Nesse sentido, torna-se relevante uma peça desta semana do jornal O Jogo sobre o rendimento dos nossos emprestados. Há casos em que a possibilidade de regresso ou de venda são boas, como os casos de Gonçalo Paciência, Boly, Chidozie ou Mikel. Outros, nem por isso, mas há ali dois casos que me deixam apreensivo: Rafa e Rui Pedro.

São dois dos melhores produtos das nossas camadas jovens nos últimos anos e são dois jogadores que fizeram toda a pré-época com Sérgio Conceição, tendo sido emprestados no final do mercado e de forma algo atabalhoada. Talvez por isso, os clubes de destino não foram os melhores.

Rafa Soares foi emprestado a um clube da segunda liga inglesa que, só por acaso, está desde o ano passado, empenhado em promover o melhor talento das suas camadas jovens. Sessegnon tem 17 anos e já é campeão Europeu de sub19 pela Inglaterra. Adivinham a posição em que joga? Lateral Esquerdo... Imaginem se nos tivessem emprestado um guarda-redes no momento em que se lançou o Vítor Baía. Por muito talentoso que fosse, não iria ter hipótese de jogar muito. Rafa foi um dos melhores da Liga Portuguesa na sua posição, nas últimas duas épocas e não devem faltar interessados no seu concurso.

Rui Pedro é um caso diferente. Torna-se difícil esperar muito de empréstimos de jogadores ofensivos a equipas que vão passar a época na zona dos aflitos, como o Boavista. É uma questão de conceito de jogo. A título de exemplo, só à terceira experiência é que começou a correr melhor a Gonçalo Paciência. A forma de jogar destas equipas  poderia dar a Rui Pedro novas armas em termos de jogo defensivo e agressividade, mas nunca o poderão preparar para o estilo de jogo que se exige no Dragão. O que é que um avançado com a habilidade de Rui Pedro ganha em jogar numa equipa em que toca na bola duas vezes por jogo? Para completar, o Boavista mudou inesperadamente de treinador e contratou um dos treinadores de futebol mais antiquado e, na minha opinião, dos piores treinadores da primeira Liga. Não merece ter um talento destes nas mãos. Ainda o estraga.

Em suma, se queremos que estes jogadores voltem a ser opção, no mínimo para a próxima pré-época, teremos de os resgatar imediatamente!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Ficam a dever-nos uma...


Tinha aqui dito que não iria fazer crónica deste jogo mas as circunstâncias mudaram muito. Por um lado, a exibição do FCPorto merece ser abordada, por outro, ambas as equipas apresentaram o seu melhor onze, algo que tornou o jogo num importante teste para o reinício do campeonato. Ainda assim o tempo escasseia e, como tal, vou organizar isto por ideias breves sobre o jogo:
- Grande entrada no jogo, com múltiplas oportunidades de golo, e com muita pressão na saída do adversário. O posicionamento dos nossos avançados e dos nossos médios causou sempre problemas ao adversário e recuperámos muitas bolas no último terço do terreno;
- Grandes exibições de Herrera, Danilo e Ricardo Pereira, mas daria o MVP ao capitão, que além das bolas que recuperou, ainda tem uma excelente assistência para golo, é protagonista na melhor jogada do encontro e fez vários passes para finalização que foram consecutivamente desperdiçados pelos avançados;
- Os nossos avançados brindaram-nos com um festival de golos falhados, que começou por ser engraçado e até empolgante. Ao décimo golo falhado perdeu a piada... 
- A esse propósito, depois do jogo com o Benfica, parecia impossível a eventualidade de vermos Marega conseguir bater essa marca de quantidade de golos fáceis falhados, num só jogo. Pois ontem foi bem pior e bem melhor. Por um lado marcou 1 e por outro falhou 5 ou 6! Mas custa criticar, porque grande parte dos golos que falhou são golos que só ele pode falhar porque nenhum outro jogador do plantel, talvez do campeonato, consegue fazer aquela quantidade de arrancadas arrebatadoras em direcção à baliza num só jogo. É fisicamente extenuante e só um 'monstro' como Marega é capaz de o fazer!
- O árbitro não desiludiu e deixou passar um penalti claro, uma patada do Ruben Ribeiro e uma outra de Soares, ambos os lances para amarelo 'alaranjado'. Mas o melhor estava guardado para Danilo. Mais uma bizarria de expulsão que só pode sair da cabeça de um gajo que ou não tem o mínimo de noção, ou não tem o mínimo de pudor. O que é que ele ganhou com aquilo? O jogo já estava decidido, ninguém compreende tamanho rigor e Danilo fica afastado de um jogo da taça da liga. Ou seja, não agrada às bancadas, não agrada ao Rio Ave, nem ao Paços que já está praticamente fora, nem a ninguém, visto que até seria provável que Danilo fosse poupado nesse jogo. Pouca inteligência...

Bem... Ficam a dever-nos uma goleada das antigas.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Tudo na mesma



Poderia destacar o facto de passarmos para 2018 na primeira posição, mas isso nem é uma grande novidade. Nestas quatro épocas de seca, tivemos uma boa passagem de ano em duas ocasiões. No segundo ano de Lopetegui até estávamos isolados no primeiro lugar. O pior veio sempre depois... Aliás nos últimos 7 campeonatos, são 5 as ocasiões em que passámos o 'réveillon' no topo da tabela, sendo que 4 delas dividimos esse topo com outra equipa. Isto para reforçar que, por um motivo ou outro, a tabela ainda não entusiasma muito. O mais importante é a força atacante que este FCPorto de Sérgio Conceição demonstra todas as semana e que entusiasma a grande maioria dos adeptos. Também é importante esta sensação que tenho de que este é um FCPorto que voltou a ser capaz de assustar os adversários. E isto não se vê na tabela.

E na tabela está tudo na mesma. Pela segunda semana consecutiva jogámos depois dos adversários directos e voltámos a responder de forma categórica.

Por falar em 'tudo na mesma', repararam como Herrera ficou 'na mesma' nos dois lances capitais do jogo em que foi protagonista? No golo do Marítimo decidiu ficar 'na mesma', imóvel enquanto 'filmava' o lance. Mais tarde, ficou 'na mesma' imóvel enquanto era calcado pelo jogador do Marítimo que foi naturalmente expulso. Ironia... Mas se Sérgio Conceição for coerente, um erro como o do primeiro golo terá de ser tratado como foram tratados os erros de Felipe, de Corona, de Oliver, ou de Casillas . Poderão relembrar que os dois primeiros perderam a titularidade depois de terem sido expulsos e que os outros dois perderam a titularidade por causa do jogo com o Besiktas. No caso de Iker é discutível que seja esse o motivo, mas é o que me parece. Será interessante ver o que vai acontecer com Herrera. Posso fazer uma previsão? Vai continuar a ser titular e vai ficar tudo 'na mesma'...

Vamos ao jogo. Pareceu-me que foi uma exibição semelhante, em termos de qualidade, ao do jogo com o VitóriaSC e, por isso, inferior às boas exibições contra o Mónaco e contra o outro Vitória. A única diferença foi o tal lance em que Herrera tem uma visão privilegiada, e em que a adversário, na única vez em que entra na nossa área na primeira parte, faz golo. É até triste que uma equipa com este futebol 'de retranca' seja premiada com um golo no Dragão, mas enfim... A vitória foi clara, sólida e entraremos em óptima posição para a jornada em que os nossos dois adversários se defrontam.

Individualmente, terei de destacar um MVP em dupla que é Marega e Brahimi. Foram duas jogadas muito semelhantes resolveram o jogo, em que a magia de Brahimi e o portento de força que é Marega combinaram na perfeição. Brahimi conseguiu segurar-se perante um árbitro que parecia fazer tudo para o irritar. O resultado não foi mais avolumado porque Aboubakar, esteve abaixo do habitual. Quem voltou a estar muito bem e muito solto foi Danilo. Pena ter falhado aquele golo de cabeça perante passe 'açucarado' de Ricardo. Por falar nele, Ricardo e Maxi têm ali um entendimento muito interessante. Tal como Soares, Corona vai ter de suar para recuperar o seu posto. Quem também vai ter de esperar é Felipe. Reyes voltou a estar muito bem e até marcou. Grande salto e grande 'tolada'! Pela negativa, a referida paragem cerebral de Herrera, num lance de apatia generalizada na nossa defesa.

Não haverá crónica da Taça da Liga, porque é uma competição que não respeito. Isso mesmo. Eu sou um desses... Ainda assim e apesar destes defeitos, desejo aos nossos leitores umas Boas Festas!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Máquina de golos



Foram 14 golos em apenas 3 jogos e são já 64 golos em 24 jogos, numa média de 2,67 golos por jogo. São efectivamente números impressionantes! É mais impressionante se tivermos em consideração que não somos propriamente uma equipa eficaz. Continuamos a precisar de várias oportunidades para fazermos um golo. Ainda hoje, na primeira parte, poderíamos ter marcado mais 3 golos em oportunidades claras, com duas bolas ao poste e um remate de primeira de Aboubakar, num lance em que tinha espaço para tudo. Com posse ou sem posse, com mais ou menos 'nota artística' este FCPorto produz muito futebol ofensivo e muitas oportunidades de golo!

Ainda assim a exibição, apesar das muitas oportunidades que criámos, foi inferior às duas anteriores. Deu até a ideia que tínhamos alguns jogadores cansados. A título de exemplo, o Alex não estava com tanta vontade de dar opção na ala como é seu costume. Até para marcar cantos ia com menos pressa. O adversário também não esteve mal e criou alguns problemas na primeira parte. O lance do penalti é óbvio, apesar de ser uma 'nabice' tremenda do defesa. Não consigo compreender a 'lata' com que alguns tentam transformar isto e o lance da mão do Luisão em lances de análise duvidosa. Dá a ideia que vale tudo, até inventar regras e mudar interpretações que eram consensuais. Se havia lances de mão na bola em que a interpretação era fácil, era quando resultavam destas 'nabices' de tentar dominar a bola e não conseguir. É o polvo...

MVP para Danilo que parece estar numa forma física impressionante. Esteve em grande parte dos nossos lances mais perigosos, o que é de destacar num médio defensivo. Aboubakar vem ajudando cada vez mais na construção, sendo uma evolução de destacar nos últimos jogos e que melhora consideravelmente o nosso jogo. Corona não esteve mal mas também não fez esquecer Brahimi em termos de lances individuais, procurando jogar mais com o Alex. O jornal O Jogo deu destaque a esta adaptação de Corona à esquerda, mas é uma situação a rever, numa altura em que ele esteja com mais confiança. Ainda assim, é de destacar que não se notou muito a ausência do argelino, algo que me surpreendeu. Quanto à dupla de centrais, manteve-se equilibrada apesar da ausência de Felipe. Também manteve a baliza a zeros... Tal como aconteceu com o Mónaco, Soares voltou a entrar bem no Dragão. Mas André André fez ainda melhor com dois golos em 30 minutos. Não defendo que seja jogador para ser titular, mas tenho notado que a entrada dele, nestes jogos, ajuda a equilibrar mais a equipa. Por falar em médios que saltaram do banco, voltámos a ter um 'cheirinho' de Oliver. Mas, com pena minha, para termos mais, teremos de esperar pela Taça da Liga...

O próximo jogo é muito importante, perante uma equipa muito boa a defender. Se vencermos, chegamos ao 'derby da tv a preto e branco' com possibilidade de ganhar pontos a um dos nossos adversários e fechar a primeira volta isolados.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Que dupla!


Só estes dois avançados, dariam o quinto melhor ataque da prova. É obra! A continuar assim, Soares vai ter de esperar... É também impressionante a forma como já jogam juntos e como se complementam. Aboubakar é melhor finalizador e consegue jogar de costas para a baliza com qualidade, enquanto que Marega procura mais as costas da defesa e as arrancadas pelas alas. Os dois últimos golos são paradigmáticos das soluções que esta dupla atacante tem para oferecer. Nem foi preciso um grande jogo de Brahimi, de Ricardo ou de Corona para que se fizessem 5 golos e mais umas 5 oportunidades claras para fazer mais. 

Destaco a dupla, mas a exibição de Aboubakar tem de merecer um destaque adicional. Em primeiro lugar, está em todos os golos, sofreu o penalti, isolou Brahimi para a nossa primeira grande oportunidade de golo e já tinha tido dois cabeceamentos muito perigosos. Nota máxima!

O jogo tornou-se fácil, mas começou com várias situações em que o Vitória aproveitou o nosso lado esquerdo. O Alex dormiu um pouco e o Marcano ficou várias vezes um para um com o extremo que, sem Paciência na equipa, era o jogador adversário mais perigoso e que deveria ter merecido mais atenção. A transição entre Felipe e Reyes foi harmoniosa e fez todo o sentido, dadas as últimas exibições descontroladas de Felipe.

Destacaria portanto que voltámos a não entrar muito bem no jogo. É a terceira vez consecutiva. É de estranhar visto que era uma das nossas melhores armas, no início da época. O jogo acabou por se resolver nos últimos 15 minutos da primeira parte e foi um descanso a partir daí. Esta exibição foi importante, porque vínhamos de dois empates e há muito tempo que não entrávamos num jogo com a pressão de estar atrás na classificação. Boa resposta!

Quanto à qualidade do nosso jogo, diria que estamos outra vez numa fase ascendente. Evitámos mais aquelas bolas para a frente, sem critério, e a movimentação dos nossos jogadores fez com que a bola entrasse muitas vezes no miolo, sobretudo com Aboubakar, Herrera e os dois alas. Já sabemos que Reyes dá mais qualidade do passe que Felipe, mas parece-me que é uma evolução da equipa e não dos jogadores. A título de exemplo, Ricardo é um jogador típico de ala, mas que jogou muitas vezes por dentro. Foi uma exibição bem agradável, a todos os níveis.

Individualmente, MVP para Aboubakar, bem ajudado por Marega. Voltei a gostar da dupla Danilo e Herrera, cuja mobilidade beneficia muito o rendimento geral da equipa. Reyes cumpriu bem apesar do amarelo parvo que viu. Maxi é muito consistente e ainda hoje estou para perceber por que motivo Layun chegou a estar à frente dele nas opções. Dos jogadores que entraram, gostei do André André.

Para quinta-feira, o sorteio poderia ter sido melhor, mas jogamos no Dragão e temos uma óptima oportunidade de nos aproximarmos mais um pouco do pic-nic no Jamor.