Terça-feira, 18 de Junho de 2013

Plantel 2013/2014 - Esboço


Paulo Fonseca não deve dormir há uns tempos. Pedem-lhe que mantenha o rendimento da equipa ou que até o melhore. Será possível? Só poderemos ter uma ideia quando o plantel estiver definido. Mas isso só acontecerá bem depois dos primeiros jogos oficiais...

No final de cada época, facilmente se divide o plantel entre os que continuam, os transferíveis e os dispensáveis. Posso tentar fazer um exercício de adivinhação sobre o que iria na mente dos dirigentes portistas. 

Começando pelos dispensáveis: Rolando, Sereno, Kleber, Djalma, Bracalli, Fucile, Atsu e Varela. As razões são claras. Atsu julga-se num patamar acima do que tem, isto apesar do seu enorme potencial. Se não renova, é melhor tentar-se fazer algum dinheiro com a sua venda. Depois, começa a ser tarde para fazer um negócio com Varela e o seu rendimento é cada vez mais intermitente. Quanto aos restantes, julgo que apenas foram emprestados por não se ter arranjado soluções definitivas. Parece que, entretanto, Fucile foi repescado. Será? Se estiver 100% no clube poderá resolver o problema das alternativas nas laterais.

Transferíveis: Moutinho, James, Otamendi, Fernando e Abdoulaye. Óbvio que preferíamos não vender nenhum dos quatro primeiros que mencionei. O problema é que havia provavelmente compromisso com os jogadores com a saida perante a existência de propostas. Parece claro que esse compromisso existia para James e Moutinho e existirá para Fernando e Otamendi por valores acima de 15 milhões de euros. Isto apesar de as clausulas serem o dobro. É o valor de mercado dos jogadores... Julgo também que uma proposta acima de 4-5 milhões leva facilmente Abdoulaye Ba.

Os que continuam serão todos os outros com especial destaque para os intransferíveis Alex Sandro, Danilo, Maicon, Mangala e Jackson. Lucho e Helton também, mas por razões diferentes que têm a ver com os seus papeis no balneário somados aos seus rendimentos em campo.

O que me levou a pensar que este cenário dos transferíveis estava equacionado são as contratações que já tínhamos alinhavadas e as que se avizinham. Um defesa central que deverá ser titular a curto prazo, Reyes, e várias opções para serem testadas no meio campo: Carlos Eduardo, Josué, Tiago Rodrigues e Herrera, a fechar nos próximos dias. Adicionalmente e para o lugar de James, temos o regresso de Iturbe, a aposta crescente no talismã Kelvin e as contratações de Licá e de Ricardo. Faltará um nome sonante para o ataque e não sei se será este Bernard. Mas será um jogador com esse perfil. Sul-americano, jovem , internacional pelas selecções jovens e destaque precoce na sua equipa. Será também caro e um investimento partilhado com um financiador. Sinais dos tempos...

Não noto que esteja a ser muito discutida a questão da alternativa a Jackson. Mas não acredito que não se esteja a tratar dela. Não me parece nada despropositada a ideia de contratar Ghilas. Julgo que tem o perfil necessário. 

Pelo que se pode ver o plantel não estará assim tão desorganizado como isso. Pelo menos em número de opções. Sendo assim, parece que fomos precavendo algumas das saídas com quantidade e com potencial. Será difícil replicar imediatamente a qualidade que James, Moutinho e Fernanado nos deram no miolo. Valha-nos Lucho para pôr ordem na casa!

Aguardemos. Para já só podemos mesmo fazer esboços.

Terça-feira, 11 de Junho de 2013

Risco


Por muito que Pinto da Costa diga que não é uma aposta arriscada, temos como adquirido que o é. Até Mourinho foi arriscado e o Presidente falou de Artur Jorge que, quando foi contratatado, tinha acabado de descer de divisão. De facto, Paulo Fonseca tem uma vantagem sobre André Villas-Boas e Vitor Pereira: currículo. Por onde passou deixou sempre a sua marca, numa carreira conquistada degrau a degrau e onde apenas falhou há dois anos quando não conseguiu subir com o Desportivo das Aves. Mas já todos sabemos que naquelas últimas jornadas da Segunda Liga às vezes há coisas estranhas, mas dizem-me amigos ligados ao Aves, que o trabalho dele mais que satisfez toda a gente. No ano passado a cereja para colocar no cimo do bolo. Mourinho, em 2002 estava a fazer um grande trabalho no Leiria, mas duvido que chegasse ao terceiro lugar. E mesmo essa equipa do Leiria devia ter um orçamento superior ao do Paços de Ferreira do ano passado. Grande resultado! Mais que isso, Fonseca conseguiu pôr o Paços a jogar com bola na maior parte dos jogos. Apostou em jogadores com toque de bola em detrimento daqueles médios destrutivos que estávamos habituados a ver com treinadores mais conservadores como o Mota. É certo que não conseguiu resultados contra os dois primeiros, mas recordo-me que me impressionou a forma como jogou no Dragão, por exemplo. Na altura escrevi: «... aparentemente tão fraco como o jogo de ontem. Digo aparentemente porque, neste caso, as aparências iludem. Não foi um grande jogo do FCPorto mas o adversário estava lá para dificultar ao máximo. Já muitos notaram mas este Paços é de facto uma equipa interessante e difícil.» É raro eu elogiar uma equipa no Dragão porque também é raro ver equipas a procurar discutir o jogo. Não digo que o Paços chegou lá e tentou marcar golos, mas arrumou-se de maneira a amarrar completamente o jogo do FCPorto e sem recorrer ao bloco baixo. E, se bem me lembro, esse jogo  foi perto das melhores exibições da época frente ao Gil Vicente e em Guimarães, e com um golo de Izmailov (?!) e um cruzamento de Alex Sandro que miraculosamente acabou na baliza.

Ou seja, Paulo Fonseca conquistou esta oportunidade praticando um futebol corajoso e organizado. Fê-lo com uma equipa de tostões e defendeu o terceiro lugar durante todo o último terço do campeonato. Em termos de futebol interno, não havia melhor opção. A única que se poderia assemelhar seria a continuidade de Vitor Pereira. Não concordaria e já disse aqui porquê. No entanto, noto aqui problema. A nível interno a exigência vai ser máxima. Esperamos de Paulo Fonseca um campeonato ao nível dos de Vitor Pereira, ou seja, no máximo uma derrota e vitória no final. Exigiremos ainda melhor desempenho na Taça de Portugal. Mas e na Europa? Será que lhe vamos pedir o mesmo que pediríamos na terceira época de Vitor Pereira? Julgo que não e isso poderá ser um ligeiro retrocesso. Falarão do sucesso europeu do inexperiente Villas-Boas mas ele tinha já trabalhado numa equipa técnica que lidava com a Champions League no FCPorto, no Chelsea e no Inter. 

Ou seja, para mim o risco existe sempre, mas julgo que esta aposta é mais arriscada em termos de resultados europeus que em resultados internos.  Veremos ainda que plantel lhe vai ser oferecido. Para já, a saídas de dois dos três armadores de jogo faz prever algumas dores de cabeça para o novo técnico. 

Não lhe desejo sorte porque acho que isto não é uma questão de sorte. Desejo-lhe dois anos com muitos títulos!


Quinta-feira, 6 de Junho de 2013

II Encontro Bluegosfera Portista...


Após a realização do I Encontro da Bluegosfera em Julho do ano passado, no próximo dia 15 de Junho vai realizar-se o II Encontro da Bluegosfera.

Desta vez, será realizado no Auditório da nova Biblioteca Municipal de Espinho e, tal como o do ano passado, será um evento aberto à generalidade dos adeptos portistas, embora com pré-inscrição pela Net porque, obviamente, não há espaços com lugares ilimitados.

A ideia fundamental é a mesma, isto é, reunir uma comunidade de portistas (bloggers e não só) para um dia bem passado, de partilha de ideias e discussão construtiva em torno de alguns temas do universo portista.

Anunciando mais algumas informações sobre o grande evento, o programa mais detalhado do II Encontro da Bluegosfera é o seguinte:

10:15 – 10:45: Recepção dos participantes (manhã)
10:45 – 11:00: Abertura

11:00 – 12:30: Painel 1 – O tal canal (Porto Canal)
Moderador: Paulo Santos (BiBó PoRtO, carago!! - http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/)
Apresentações:
- Fernando Costa (Kosta de Alhabaite - http://kostadealhabaite.blogspot.pt/)
- Miguel Souto (Tribuna Portista - http://tribunaportista.blogspot.pt/)
- Nelson Carvalho (Reflexão Portista - http://www.reflexaoportista.pt/)

12:30 – 14:00: Pausa (almoço)
14:00 – 14:15: Recepção dos participantes (tarde)

14:15 – 15:45: Painel 2 – Ser ou não ser…um jogador à Porto
Moderador: José Correia (Reflexão Portista - http://www.reflexaoportista.pt/)
Apresentações:
- Catarina Pereira (Lá em casa mando eu - http://laemcasamandoeu.blogspot.pt/)
- João Crespo (BiBó PoRtO, carago!! - http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/)
- Ricardo Costa (Mística azul e branca - http://misticaazulebranca.blogspot.pt/)

15:45 – 16:15: Pausa (coffee break)

16:15 – 17:45: Painel 3 – A insustentável leveza do Sucesso (do FC Porto)
Moderador: Jorge Bertocchini (Porta 19 - http://www.porta19.com/)
Apresentações:
- José Lima (Mística azul e branca - http://misticaazulebranca.blogspot.pt/)
- Nuno Nunes (Reflexão Portista - http://www.reflexaoportista.pt/)
- Rodrigo Martins (BiBó PoRtO, carago!! - http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/)

17:45 – 18:00: Conclusões e Encerramento

Este post serve não só como divulgação mas também como convite, para que juntos possamos todos participar no debate que procura servir os melhores interesses do nosso clube, pela livre discussão de ideias e projectos para um futuro que se quer sempre risonho e vitorioso. É este o humilde contributo que todos os portistas podem dar, em espírito de tertúlia e conversa em amizade e portismo.

Não esquecer que se podem desde já inscrever para:
encontro.bluegosfera@gmail.com

ou preenchendo o questionário em
http://docs.google.com/forms/d/1fhF3BDmDUMpVa5tc-AOFtCNZAvfrd_mOa9KuMJlujww/viewform

e continuar a acompanhar os preparativos através da página oficial no Facebook em
http://www.facebook.com/Bluegosfera

Segunda-feira, 3 de Junho de 2013

Problemas nas transições



Já sabemos que o FCPorto privilegia a posse de bola e a organização. As transições não constituem um problema grande para quem joga desta maneira. Mas não é dessas transições que estou a falar. Estou a falar de transições das camadas jovens para a equipa principal.

O grande entrave a essa transição está diagonosticada há muito: a qualidade do plantel principal do FCPorto. Não há qualidade suficiente nas camadas jovens para que os jogadores entrem directos no plantel principal. Este ano, no entanto, olhámos para o banco e não vimos aquela fartura habitual. Nem o facto que existir uma equipa B ajudou...

Vamos por partes. Há vários anos que acompanho as várias equipas de sub-19 dos Dragões e chego sempre à mesma conclusão: dificilmente se aproveitará algum destes jogadores. Pelo menos no imediato. Mas identificam-se facilmente os que estão mais perto do nivel de qualidade mínimo. Há cinco anos tínhamos Castro e Ukra. Há três anos sobressaía Sérgio Oliveira. Há dois tínhamos Atsu. No ano passado apostava em Tiago Ferreira e Vion. Este ano gostei de Podstawski, André Silva e sobretudo de Rafa. Atenção a este jogador porque deverá ser o sucessor natural de Alex Sandro. De facto, é pouco. Tem havido uma tentativa de reaproximar a qualidade das camadas jovens. O tal projecto 606 foi bastante badalado mas teve resultados fracos.

Mas se alguém andava iludido, a sofrível equipa B deste ano veio expor esses problemas. A qualidade do treinador também me parece que não ajuda, mas a matéria prima é fraca.

Mas, com tão pouca matéria prima, é até caricato que não se consiga aproveitar o único jogador de qualidade que saiu das camadas jovens nos últimos anos. O único capaz de se assumir como solução imediata. O contrato já devia ter sido renovado há muito tempo, mas não consigo pôr em causa a actuação da SAD. Não tenho muitos dados sobre o assunto. Dá a ideia clara que o jogador não renova porque não quer. Quer mais dinheiro, quer jogar mais, etc. Enfim, é estrangeiro, provavelmente ingénuo e deve ter um empresário mercenário, daqueles que vai tentar fazer comissões com a sua transferência todos os anos.

Esta situação levanta várias questões. Com as dificuldades crescentes em termos de financiamento bancário, mercados publicitários, cargas fiscais, não estaria na altura de amenizar o ciclo de sobreinvestimento no mercado sul-americano? As coisas têm corrido bem, mas nove milhões por um jogador jovem estrangeiro não é um risco superior ao de investir nas camadas jovens? Será que Atsu não aceitaria ficar por um salário próximo do que se irá pagar a Reyes? Notarão que, nos últimos tempos, por cada jogador que vendemos por valores perto da cláusula de rescisão, fazemos 30-40% de mais valia. Nada mau, mas um jogador das camadas jovens dá 100%! Os 10 milhões da clausula de Atsu darão quase tanto como a transferência de Moutinho. Isto do ponto de vista puramente financeiro (o rendimento de Moutinho valeu muito mais que a mais valia na sua transferência). Outra questão: que expectiva tem um craque de 13 anos com uma proposta para os três grandes? Analisando o FCPorto poderá notar que os jogadores de maior destaque nas camadas jovens nos últimos cinco anos, Atsu e Castro, não conseguem vingar na equipa principal e que a equipa B é mais um casting constante para jovens sul- americanos que uma porta para a equipa principal...

O modelo do FCPorto é um modelo muito elogiado e justamente. Eu sei como funcionam os empresários sul-americanos. Para o FCPorto é preciso contratar em quantidade para chegar à qualidade, mas eles não lidam assim com todos os clubes Europeus. Com o dinheiro que temos dado a esta gente já não deveria ser assim. Ainda assim, se Reyes for o único investimento deste género este ano, fico contente. As restantes contratações parecem estar a ser mais comedidas, criteriosas e coerentes com os tempos que vivemos. Mas duvido que esta situação seja única e deve estar aí a chegar mais um investimento avultado. Que seja um Hulk e não um Prediguer! E já agora, recomendo mais investimento nestes jovens que, no seu primeiro ano de juniores, lutaram até ao último minuto pelo título de sub-19!

Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

Em equipa que ganha, não se mexe...


... mas o FCPorto mexe sempre... É uma das consequências do nosso sucesso. O FCPorto habituou-se a preparar as épocas contando com a eventualidade e até a elevada probabilidade de perder os seus heróis. Foi assim com Mourinho, com Deco, com Lucho, com Quaresma, com Villas Boas, com Falcao, com Hulk, etc. Isto só para citar os meus preferidos. Este ano parece que se resolveu cedo com Moutinho e James... Isto para dizer que aquela máxima que tanto ouvimos aplicada ao futebol não tem sido possível aplicar. Nem que quiséssemos...

Após o intróito vou directo ao assunto: devemos renovar com Vítor Pereira? Julgo que a decisão já estava tomada e que o golo de Kelvin e o suplemento de alma e de crença que a equipa apresentou nos últimos jogos veio baralhar as contas... Até me parece estranha a hesitação, mas acredito que vai haver troca de treinador no Dragão.

Vamos a prós e contras. A maior virtude que atribuo a Vítor Pereira é o facto de ser portista. Para mim isso é cada vez mais importante em planteis com poucos portugueses e poucos portistas. E isso pode ter sido fundamental nestes últimos dois títulos. Em ambos tivemos de recuperar uma desvantagem e acredito que a transmissão da identidade do clube é fundamental nessas alturas de adversidade. Outra característica importante das equipas de VP é a organização. A equipa raramente se desposiciona e nota-se que isso é trabalhado até à exaustão. Outro 'pró' claro é a eficácia de 100% em títulos nacionais. Duas tentativas, dois sucessos. E isto apesar do crescente investimento do nosso adversário directo, apesar da maldição dos fins-de-ciclo que a saída de Villas Boas deixou, das saídas de titulares como Alvaro Pereira, Rolando, Guarin,  Falcao e de Hulk. Além disso, este ano houve lesões importantes de Maicon, James e Moutinho. Há que reconhecer que o treinador nunca teve vida fácil no Dragão em termos de empatia com os adeptos.

Quanto a contras, apresenta melhores resultados em competições de regularidade que em competições a eliminar. Isso poderá indicar que não é um treinador que seja capaz de motivar a equipa no momento. Uma boa serie de resultados leva a equipa a patamares de confiança elevados, mas, no momento de adversidade, em competições a eliminar não noto muita confiança na equipa. Exemplos, a eliminatória do ano passado com o City, o jogo do ano passado com a Académica para a Taça de Portugal, etc. Outra crítica que tenho a apontar é o da obsessão com a organização. Não é por acaso que ponho isto nos prós e nos contras. Por vezes, uma virtude torna-se contraprodutiva se levada à exaustão. Se um extremo é exímio a procurar o terrenos interiores, se o faz em todas as jogadas, mais cedo ou mais tarde, essa jogada vai deixar de funcionar com a mesma eficácia, por muito bom que o jogador seja. Há oscilações de forma, os defesas nunca são os mesmos, etc. Direi o mesmo quanto ao futebol de posse que Vitor Pereira apresentou. O esquema assenta numa organização e numa disciplina de circulação de bola que vençam pelo  cansaço a organização defensiva contrária. 'Cheiram tanto a bola' que abrem espaços, que ficam disponíveis a serem aproveitados. Eu gosto da ideia. A verdade é que  prática demonstrou que, por um lado, actores diferentes resultam em eficácia diferente. As lesões de James e sobretudo de Moutinho causaram danos claros no jogo da equipa. O abaixamento de forma de Jackson quase nos custava o título. Logo ele que tanto fez pela equipa este ano. Por outro lado, nota-se que a organização está a amarrar a equipa a um jogo com uma dose de risco muito reduzida. Não é necessariamente mau quando temos pelo menos um jogador que varia o jogo e que joga de maneira diferente. Por exemplo, Hulk no ano passado. Sem Hulk, o 'plano b' não existe. Varela vai tentando, Atsu foi aparecendo mas, para já, apenas temos artistas a mastigar e o Jackson a encostar. Faltam os malabaristas. O sal do futebol que iria dar uma nova vida ao esquema que Vitor Pereira desenhou. Mas será que o Vitor Pereira gosta disso? Ou será que o futebol mastigado que fomos apresentando o satisfaz em pleno? Pelo menos ele não deu mostras de ter capacidade de inverter a tendência. Cmo podemos falar do jogo da primeira mão com o Malaga como um sucesso, quando tivemos tão poucas oportunidades de golo? Para serviram nesse caso os 80% de posse de bola? Será que o Vitor viu isso? Isso assusta-me. 

De facto a coisa está equilibrada. Por um lado, temos um treinador que surpreendeu muita gente. Portista, jovem, competente, com resultados internos bons e que valorizou alguns dos activos do plantel, nomeadamente Fernando, Maicon, Mangala e Alex Sandro. Nunca alinharei nessa teoria de que qualquer um que se senta naquele banco se arrisca a ser campeão... Por outro lado, teve maus resultados na Europa e nas competições a eliminar e parece obcecado com um sistema de jogo que está demasiado atado ao rendimento de 3 ou 4 jogadores nucleares. E recordo que dois deles já saíram. A minha opinião não é difícil de adivinhar a quem me lê regularmente. Havendo soluções disponíveis no mercado, eu aproveitaria para trocar de treinador e abrir um novo ciclo. Estou convencido que a formula de Vítor Pereira teve méritos mas que se esgotou. Eu ambiciono um FCPorto que não se contenta com um campeonato e com as dores dos outros. Nem que sejam 3 seguidas... O FCPorto deverá manter um perfil dominador dentro de portas e assustador na Europa. Temo que, nas duas últimas épocas, não cumprimos a segunda parte. Venha daí novo projecto!

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Tempo de antena

Eu sei que este tipo não merece atenção da minha parte. É demasiado fraco, desonesto intectualmente. Enfim, neste país come-se tudo o que nos põe no prato. Basta ser-se polémico para ter tempo de antena. Este Rui Santos que, segundo sei, é responsável por uma tabela classificativa alternativa chamada pomposamente de 'Liga da Verdade', tem esta fabulosa interpretação do lance de James Rodriguez no passado Domingo. Vejam, porque é de ir às lágrimas. A SIC não percebe o ridículo em que cai ao manter uma pessoa tão pouco preparada com um airplay semanal de 2 horas! A partir do minuto 5:05.

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

TRI


Tricampeão, invicto, 0 derrotas, melhor defesa, melhor marcador, enfim... É habitual, mas não será por isso que se deverá desvalorizar! Aliás, o desmoronamento do nosso principal adversário no 92º minuto será motivo de gozo, mas terá de ser motivo de regozijo! Ganhámos a um adversário que esteve bem próximo do melhor que lhe é possível! Não convém esquecer isso! Nem convém esquecer a forma tardia e inesperada como alcançámos este título! Dirão que sempre acreditaram... Mas uma coisa é a paixão e outra é a razão. E muito raramente ganha a primeira... Importa reter que, mais uma vez, perante a adversidade extrema se vêem os verdadeiros campeões! Os tricampeões! São 8 campeonatos nos últimos 10! 

Quanto ao jogo, nem tenho nada a destacar. Exibições normais que garantiram a normalidade que é o facto de o FCPorto não falhar nos momentos decisivos. Nem vou perder tempo com a expulsão mais que estúpida de Danilo.

Quanto à festa, para mim foi nos Aliados. Sei que a política afastou a festa do centro da cidade. Espero que, para o ano e quando a política já não esiver no caminho, o festejo não de divida entre a Alameda do Dragão e a Avenida dos Aliados.

Sigam os festejos e siga a preparação da próxima época! Que se lixe o PIB!

Último destaque para as fantásticas equipas de Andebol e Hóquei! Menção honrosa para a equipa de sub-19. Tenho muita esperança nesta geração. Perderam o campeonato por 1 ponto, mas 8 em 11 jogadores são juniores de primeiro ano e potenciais campeões no próximo ano. Muita atenção ao futuro de Rafa, Tomás Podstawski e André Silva.


Domingo, 19 de Maio de 2013

Paços de Ferreira 1-2 FC Porto (92-93)...

Post de 22.03.2012 recuperado tendo como pretexto o jogo de hoje à tarde na Mata Real...


Notas:
- Jaime Pacheco... treinador e jogador... e ainda marca um golão...
- Baía a voar... fantástico... 0m55s...
- O lugar do peão atrás da baliza...
- 2m59s... mais um lance para o outro soviético da SIC falar da implementação das novas tecnologias no futebol...
- Kostadinov falhou tanto golo...