quinta-feira, 18 de abril de 2019

Boa campanha


Começando por reconhecer que fomos justamente eliminados, por uma equipa que é bastante superior à nossa, convém relembrar que esta foi uma campanha na Champions League muito boa e bem superior às nossas habituais participações. Não convém esquecer a quase imaculada fase de grupos, com 5 vitórias e a eliminação de uma equipa que tinha a obrigação teórica e prática de nos eliminar, que foi a Roma. Há ainda outros pormenores como o facto de termos sido a equipa com melhor pontuação na fase de grupos e o facto de Marega ter demonstrado uma invulgar produtividade nesta competição sendo um dos seus melhores marcadores. Last but not least esta performance surge num ano em que aumentaram consideravelmente os prémios monetários, sendo que garantimos um encaixe recorde, que poderá ser muito importante para nos tirar do buraco financeiro em que vários anos de gestão financeira semi-danosa nos colocaram. Era escusado sair com uma goleada, mas esta equipa é assim... Roça os extremos e não teve medo de se expor na busca da vitória.

No final sobrou um score semelhante ao do ano passado com diferença de 5 golos. Historicamente será fácil lembrar que o Liverpool nos atropelou em dois anos seguidos. Bastará consultar os resultados. Quem pesquisar mais, poderá chegar a crónicas como esta e perceber que esta eliminatória nada teve a ver com a do ano passado. Se o Liverpool do ano passado era uma equipa completamente focada na Champions, única competição em que ainda tinha algo a dizer, este ano tivemos uma equipa reforçada e que está capaz de lutar por todos os títulos. Poderá até capitalizar a desilusão do City para arrancar para o título inglês. O mesmo poderei dizer do FCPorto de Conceição.  Ainda estamos em choque com a desilusão da derrota com o Benfica no Dragão e eu tenho vindo a destacar que ainda temos problemas graves ao nível da evolução no modelo de jogo de Conceição e ao nível da finalização. Mas, efetivamente, o FCPorto deste ano é mais competitivo que o do ano passado. Chegou mais longe nas taças, voltará a discutir o título até ao final, podendo atingir os 87 pontos, pontuação muito invulgar e que poderá não ser suficiente. E na Champions, além do que já listei acima, apresentou-se perante este adversário de 'outro' campeonato, muito mais competitivo do que o score mostra. 

Desde logo saímos desta eliminatória com queixas em relação à nossa finalização. Que me lembre, nem nos lembramos de tal, no ano passado. Temos também queixas óbvias quanto à arbitragem. Depois de um penálti por marcar e de uma expulsão perdoada, na primeira mão, hoje tivemos mais um penálti claro por marcar e uma total subversão do papel do VAR no golo inaugural. Já não chegava termos um jogador, que não deveria ter jogado, a fazer um golo e uma assistência, ainda tivemos o VAR a corrigir uma decisão do liner, transformando um lance duvidoso num erro inequívoco que teria de ser corrigido. Quanto à mão de Robertson, é daqueles lances em que não deveria ser preciso o VAR, de tão claro que é o aumento de volume que a colocação do braço lhe conferiu. Aqui o VAR só serve para tornar a decisão mais escandalosa. Mas estes lances de arbitragem só se tornam decisivos porque, mais uma vez, não fomos capazes de capitalizar as muitas oportunidades de golos que criámos. Mais que isso, não conseguimos capitalizar a total subjugação do Liverpool nos primeiros 25 minutos do jogo. Basta somar os remates, os cantos, os passes errados no primeiro terço do Liverpool, para poder constatar que conseguimos vulgarizar uma das melhores equipas do mundo. Mas, se aqueles 25 minutos iniciais encheram os portistas de orgulho, acabaram por esvaziar a equipa de capacidade de reacção. O golo sofrido, por si, poderia deitar abaixo a equipa, mas a forma como sofremos agravou o efeito. Começa numa oferta de Otávio, e passa por um passe de Robertson que só encontra Salah porque escorrega, com o Egípcio a fazer um remate ridículo, que encontra um colega por milagre. Uma sucessão de improbabilidades que terminam com uma ainda maior do VAR. A mossa foi clara. Isto apesar de podermos ter marcado de seguida, algo que só conseguimos perante o 0-2, mas notou-se bem que deixou mossa. Esse primeiro golo tirou-nos da eliminatória e a intensidade que impusemos nos primeiros minutos tirou-nos do jogo a partir dos 65 minutos. Fisicamente desabámos e o Liverpool é daquelas equipas sádicas e não perdoou.

Individualmente, dou o MVP a Militão. Foi o primeiro grande jogo de Militão a defesa lateral provando definitivamente que é a melhor solução do plantel para a posição. Já sabemos que pode ser ainda melhor a central e que Manafá é uma alternativa mais audaz para jogos menos exigentes, mas esta é uma opção lógica, neste tipo de jogos, e a melhor para a equipa. Permite até libertar mais o Corona para o seu desempenho ofensivo que foi bastante bom. O FCPorto surgiu com a novidade de Corona aparecer solto na frente de ataque e confesso que só não percebo porque é que esta solução não foi testada antes. Juntamente com Brahimi, foram os grandes obreiros do grande arranque da equipa, vulgarizando uma das melhores defesas do mundo. Herrera também apareceu muito na área e foi dos melhores. Na defesa, Pepe ia atacando as segundas bolas mantendo a pressão constante. Pela negativa, Marega perdeu a inspiração de Portimão e voltou aos erros da primeira mão. Houve, no entanto, dois jogadores que estiveram bem pior que ele e os colegas. Otávio fez dois jogos muito fracos contra o Liverpool. Uma sucessão de erros que culminou num que deu golo. Felipe tem responsabilidade em dois dos golos sofridos na segunda parte e falhou demasiados passes, insistindo naquele lançamentos longos sem nexo. Estou curioso para perceber se Conceição seguirá o rigor do passado, aplicado a Iker e Oliver, por exemplo. Será que estes dois jogadores vão perder o lugar no onze titular? Volto a insistir que a nossa melhor dupla de centrais não tem Felipe nas escolhas. Esta exibição é só mais uma prova. O banco não ajudou muito e poderei destacar que o facto de Oliver não ter sido opção, pode ter a ver com isso. Pelo menos esteve no banco...

Agora podemos focar toda a nossa atenção na competição mais importante. Há que resolver cedo para que o esforço no jogo de hoje e o cambalaxo da Liga na marcação de jogos, não tenham influência.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Desta vez tivemos quase 90 minutos da magia de Brahimi...

terça-feira, 16 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Há os que simulam penalties e depois temos Pepe, que simula que vai fazer penalti...

2019.04.15. In Memoriam...

A primeira dança de Quinzinho nas Antas...

segunda-feira, 15 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Playmaker Pepe...

Pressão contínua


O facto de nós estarmos na primeira divisão europeia e o Benfica na segunda, faz com que tenha sido sempre a possibilidade de jogar antes do adversário, de quem dependemos para revalidarmos o título nacional.  Óbvio que isto só tem sido uma vantagem porque a equipa tem vindo a cumprir escrupulosamente o seu papel. Mesmo quando, teoricamente, temos uma jornada de dificuldade superior à do adversário, como foi o caso neste fim de semana. Vencemos bem e ficámos à espera da escorregadela. Por muito que custe, é o que nos resta...

Mas ninguém estava propriamente esperançado com o desempenho do Setúbal. Mesmo se tivermos em consideração que o Benfica tem feito exibições bem tremidas em casa. Hoje mesmo, voltou a resolver o jogo com eficácia ofensiva. Não me tenho cansado de repetir. O nosso maior defeito tem sido a maior virtude do nosso adversário. É que, em termos de futebol, a diferença não tem sido muita. E não mudarei de opinião se a situação se inverter, como espero. E que esperança é esta? Daquelas irracionais do "enquanto for matematicamente possível"? Também é um pouco disso. Esse é um dos melhores condimentos do futebol. Mas também vejo que o Benfica tem vindo num crescendo de decréscimo exibicional, quando parece que o FCPorto tem vindo numa tendência inversa, com jogos mais seguros, excepção ao de Braga. Nestas últimas 3 jornadas o Benfica jogou duas vezes em casa perante equipas do fundo da tabela e foi jogar ao terreno do já condenado Feirense. Houve resultados mais folgados e menos folgados, mas há um denominador comum entre estes jogos. Todas estas equipas conseguiram criar grandes problemas defensivos ao Benfica. Se nos concentrarmos no Setúbal que jogou recentemente no Dragão e na Luz, fizeram 14 remates na Luz, 7 dentro da área, e marcaram dois golos. No Dragão fizeram apenas 3 remates e nunca estiveram perto da nossa área ou de marcar. Já o Tondela tinha rematado 12 vezes e 5 dentro da área. De resto, as médias do campeonato são claras sobre a forma como a eficácia ofensiva do Benfica tem vindo a esconder um sistema muito permeável, até às equipas mais limitadas do campeonato. E isso dá-me mais alguma esperança a somar à irracional que todos temos. Wishful thinking? Talvez...

Vamos ao jogo. Achei que ia ser melhor. Passo a explicar. O onze é muito próximo do meu onze ideal, para este plantel do FCPorto e para a forma de jogar de Conceição. Jogou a nossa melhor dupla de centrais e de avançados disponíveis. Jogaram os alas que melhor interpretam o esquema, sejam os laterais ou os extremos. Apenas teria de incorporar Oliver como um dos dois médios, em vez de estar na bancada. Mas, dado o que tem sido o passado recente das escolhas iniciais de Conceição, dou-me por satisfeito. A verdade é que a exibição foi oscilante e julgo que o facto de estarmos no meio de dois jogos com o Liverpool teve uma clara influência, quer a nível físico, quer ao nível motivacional. Houve ali uma clara gestão de ímpetos. Se ofensivamente começámos por criar perigo constante, com boas exibições de Brahimi, Corona e Marega, a transição defensiva deu alguns problemas. Sobretudo na primeira parte, o jogo esteve partido e descontrolado, algo que não era necessário, visto que estávamos em vantagem. Na segunda parte, acalmou o jogo, mas também deixámos de ser tão perigosos. O golo de Marega ajudou a resolver, numa altura em que já temia que tivéssemos um daqueles fins de jogo de chuveirinho para a nossa área.

Individualmente, dou o MVP a Marega. Também gostei muito de Pepe, mas tento ser coerente. Se escrevo tantas vezes que o problema de Marega é a eficácia versus as oportunidades que ele cria, este jogo resolveu-se em duas arrancadas dele em que finaliza e assiste. É isto que se espera dele e estaríamos em melhores condições se tivéssemos tido avançados com este rendimento em mais jogos. A este propósito, houve uma receção de bola de Jackson que até deu vontade de chorar... Pepe não leva o MVP mas fica próximo. Grande jogo na sua posição de origem e com um central que o complementa na perfeição, ao lado. Espero que se mantenha esta dupla até ao final. Esperarei sentado, por certo... As restantes exibições foram agradáveis e não tenho nenhuma nota negativa a não ser o facto de Oliver ter ido para a bancada depois de ter sido dos melhores contra o Liverpool. Já sei que Conceição não acha isso, mas... Depois do Brahimi no banco, nova bizarria. Curioso que o filho de Conceição, Francisco, esteja a passar por uma situação semelhante nos sub17. Sempre que joga é dos melhores ou o melhor, mas Tulipa tem vindo a preteri-lo nalguns jogos, para apostar em jogadores mais "robustos" e tácticamente mais "fiáveis". Ironia da boa ou será que Conceição, em casa, diz ao miúdo que o treinador que chega à fase final e muda tudo, tem razão?

Na quarta-feira é para fazer tudo o que está ao alcance. Dada a ausência de Manafá dos inscritos recomendo uma solução com Corona a fazer todo o corredor e com a nossa dupla de centrais mais forte: Pepe e Militão. Não temos muito a perder. Pelo menos temos de fazê-los sofrer um pouco.

domingo, 14 de abril de 2019

2019.04.13. Momentos que não aparecem nos resumos...

Visão de jogo de Manafá a isolar Manafá...

sexta-feira, 12 de abril de 2019