quarta-feira, 17 de julho de 2019

Episódio 2 - Teste com Fulham e Oliver

Atrasámos a gravação do episódio desta semana para podermos falar da primeira apresentação aos adeptos deste FCPorto 2019/20. Tal atraso também contribuiu para que pudéssemos digerir melhor a saída de Oliver, procurando evitar, sem grande sucesso, reacções mais emocionais.

Fica também o link do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=94LTAVHY5GU

Está também disponível nas plataforma habituais para o efeito como o spotify, stitcher e itunes.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Episódio 1 - Está-se a compor

Depois do teste sai o primeiro episódio. Foram discutidos o primeiro jogo da pré-época, as contratações e o impacto no plantel e nos portistas e, por fim, as recentes alterações nas camadas jovens do FCPorto.

O som evoluiu mas ainda não está perfeito. Vamos evoluindo à medida que o projeto avança. Tenham paciência...


Fica o link do youtube: https://youtu.be/VWRR75-DItw

Está também disponível nas plataforma habituais para o efeito como o stitcher e itunes.
No spotify estamos com alguns problemas, mas está a ser tratado.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Podcast do Basculação


Temos um Podcast! Poderão ter estranhado a nossa ausência nos últimos tempos, mas vamos acreditar que não foi por falta de tempo e que foi porque estávamos a planear este grande lançamento...

O nome do podcast é 'O pé que João Pinto tinha mais à mão'. Um singela homenagem àquele que consideramos ser o capitão de equipa mais icónico da história do FCPorto. É também um estilo de jogador que já não existe . Que falta faz!

Fica o episódio experimental que ainda tem alguns problemas de som que irão certamente ser corrigidos nos próximos episódios.

Mais tarde irá estar disponível no youtube, android (stitcher) e ios (itunes).

Adenda:

Conta stitcher: https://www.stitcher.com/podcast/basculacao/o-pe-que-joao-pinto-tinha-mais-a-mao

segunda-feira, 1 de julho de 2019

quarta-feira, 19 de junho de 2019

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Época 18/19 - Sérgio Conceição


Iniciámos o nosso habitual rescaldo de época pelo treinador. Num clube em que o Presidente é uma entidade absolutamente intocável, a análise ao sucesso de uma época tende a aproximar-se da análise ao desempenho do treinador. Já sabemos que Pinto da Costa está num patamar em que, o que é elogiável é para ele e o que é criticável é culpa da SAD, essa entidade centralizadora de tudo o que de mau se passa ao nível da gestão. Sendo assim, temos de avaliar o desempenho da equipa e vamos associá-lo apenas a Sérgio Conceição. Ele já cá está há dois anos e já deve estar habituado.

Tenho lido demasiadas análises demasiado críticas ao desempenho da equipa e sobretudo de Conceição. Conceição é uma figura polarizadora por natureza. Só não esperava que fosse tão polarizadora entre portistas. Parece até que, em certos casos, perante este final de época, transitámos entre um endeusamento e o asno em poucos meses. 

Devemos então perguntar claramente: o que mudou? Eu diria que mudou pouco. Vamos por tópicos:

Resultados - Perdemos o campeonato, mas tivemos um desempenho pontual muito próximo. Nas restantes competições fizemos melhor e nas Taças demonstrámos em campo que tínhamos argumentos para as ganhar. Na Champions tivemos dos melhores desempenhos da história do Clube, desportivamente e financeiramente.

Modelo de jogo - Igual. Jogámos da mesma maneira e com os mesmos resultados expressos na pontuação, na quantidade de golos marcados e sofridos e até noutras estatísticas com posse de bola, tipos de passes, nº de dribles, etc. Tudo ao nível do ano anterior. Apostámos muito em recuperar a bola em terrenos avançados, em ataques rápidos, em lançamentos em profundidade para Marega e na utilização dos corredores em alternativa. Defensivamente continuamos a ser muito fortes e a permitir muito poucos remates e oportunidades a qualquer adversário que não seja o Liverpool. Tudo na mesma.

Plantel - Semelhante. Saíram Ricardo Pereira e Marcano e entraram Militão, Pepe e Manafá. Substituições sem  impacto decisivo no futebol da equipa. Só Militão chegava para suprir as duas posições. De resto, a defesa continua a ser a nossa zona mais eficaz, mantivemos o meio campo robusto no centro e criativo nas alas e voltámos a ter uma linha de ataque poderosa mas algo perdulária. O espírito de equipa continuou a ser ótimo e de acordo com os melhores exemplos que alguma vez tivemos no clube. Acreditaram até ao último minuto do campeonato e até ao centésimo vigésimo minuto da Taça de Portugal. Não terei a certeza, mas esta equipa deve estar entre as que mais reviravoltas concretizaram numa época. Níveis de crença e sacrifício muito acima da média e muito acima do nosso passado recente.

Ambiente geral - Mais uma vez semelhante. O apoio dos adeptos à equipa manteve-se incondicional. Jogámos em casa em 80% dos estádios do país. Em termos de arbitragem, voltámos a ter um campeonato mais inclinado na ponta final, tal como tinha acontecido no ano anterior, enquanto foi possível. O tratamento da imprensa é imutável há décadas.

Repito: Nada de significativo mudou! Tivemos uma quebra pontual que também tínhamos tido no ano anterior. No limite mudou um jogo que foi o jogo com o Benfica em casa. E podemos ir mais fundo: o que mudou foi o facto de o Marega, na compensação desse jogo, não ter conseguido empurrar para a baliza um lance de golo iminente, a dois metros da linha de golo.

Se não houve mudanças, qual é o problema com Conceição? Todos os que vibraram com os seus feitos na época anterior deveriam estar a desviar-se de qualquer conversa sobre mudanças na equipa técnica. Ouço muitas vezes dizer que jogámos pouco futebol. Mas quais são os parâmetros de avaliação? Jogámos muito futebol e de acordo com o modelo de jogo do treinador a quem confiámos a tarefa de nos devolver à luta por títulos. São os lançamentos longos? É a qualidade da posse de bola? É a nota artística? Proponho uma comparação com os nossos rivais. Nem vou falar do paupérrimo futebol do Sporting que, aos olhos destes tipo de adeptos, deve jogar bem pior que nós. Basta ver estes últimos jogos. Prefiro comparar com o Benfica. Se analisarem a fundo poderão concluir que o sucesso da segunda volta do Benfica resulta, além das polvices, de uma clara aproximação ao modelo de jogo 'fraco' de Conceição. Reparem quantos golos estas duas equipas marcaram a partir de erros forçados nas defesas contrárias. Reparem se os movimentos de Seferofic não são semelhantes aos de Marega. A própria distribuição em campo e o perfil de jogadores é muito semelhante ao nosso. Se chegarem a esta conclusão que eu cheguei vão perceber que ideia de que o FCPorto joga pouco é um paradoxo. Joga tanto ou mais que os seus competidores e joga o que o treinador quer.

Uma crítica aceitável será então uma que se baseie mais em gostos pessoais. Eu próprio gosto mais de outro estilo de futebol, com maior controlo sobre os ímpetos do jogo e sobretudo com mais incorporação de jogadores tecnicamente mais evoluídos. Mas esta não é a ideia de Conceição, já o sabemos há dois anos e até satisfez bastante, na época passada. A questão que coloco aqui é a mesma que colocava há um ano: será que o que eu adoro em Conceição é suficiente para compensar as limitações que lhe aponto? A minha resposta continua a ser um claro 'SIM'. Só podia. Para mim, nada de significativo mudou. Mais que uma equipa do FCPorto com 70% de posse de bola ou um FCPorto com 10 Olivers no onze titular, prefiro uma equipa que respeite a nossa identidade como clube. E este FCPorto, este treinador e estes jogadores têm-no feito consecutivamente nos últimos dois anos.

Perguntarão se não havia espaço para melhorar a equipa do ano anterior? Sem dúvida que sim! E julgo que Conceição conseguiu-o a espaços com a inclusão de jogadores com características diferentes como Oliver ou até com o reposicionamento de jogadores, como foi o caso da utilização de Corona a segundo avançado contra o Liverpool. Tudo situações a estudar bem neste planeamento da próxima época e talvez sejam situações para repetir. 

Sérgio Conceição é o meu treinador e nem devia ser preciso afirmá-lo. Nunca esteve em causa!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

2019.05.30. Neste Dia - Benfica 0-1 FC Porto (34 Anos)...

🗓1985.05.30
🆚 Benfica
🏟 Luz
📖 Dragões Diário: "A terceira de 21 Supertaças da história do FC Porto foi conquistada há 34 anos. Na Luz, Futre marcou o golo que definiu o 1-0 e confirmou a conquista do segundo título da época."

 

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Castigo máximo



É a última crónica da época e temos de ser poupados. Há muito a dizer mas vêm aí os artigos de rescaldo da época, que são mais apropriados para todas as lamurias que acumulámos nos últimos meses. É difícil dissociar este resultado da análise global da época. É que este resultado implicou o falhanço quase total da época. Discutimos tudo até ao fim mas, no final, ganhámos muito pouco.

O próprio jogo parece uma metáfora da época. Começámos pior mas reagimos e ganhámos vantagem que perdemos a meio. Quando em desvantagem reagimos e, perto do final conseguimos mantermo-nos vivos, para perder no 'último sopro'. Estes jogos com o Sporting têm sido especialmente penosos porque se percebe claramente que não estão sequer perto do nosso nível. Eles próprios têm isso como adquirido e apresentam-se abdicando de qualquer tipo de orgulho ou pergaminhos de equipa grande. Esperam pacientemente por uma oportunidade ou pelos penáltis para resolver o que o seu nível futebolístico não consegue. E o pior é que esta estratégia tem sido consecutivamente recompensada. Enfim, este Sporting parece a nossa Kryptonite. Já sei que é exagerado e que nem sempre temos perdido. Por exemplo, eles não têm passado no Dragão. Além disso, comparar este FCPorto ao Super-Homem... Mas dá para perceber a metáfora. Se quiserem explicações mais pormenorizadas deste fenómeno dos nossos jogos com o Sporting pode consultar qualquer uma das três crónicas de se seguem:


 

Todos este jogos e o de ontem têm o mesmo denominador comum: Domínio global do FCPorto castigado pelo desperdício, perante um Sporting submisso, sem soluções e vitorioso no desempate por penáltis.

Ainda assim, temos de referir que da partida de sábado fica na retina o coração da nossa equipa à imagem do seu treinador. Apesar da entrada em falso, mostramos que queríamos muito ganhar o encontro e as estatísticas espelham isso. O golo ao cair do pano da primeira parte ou a reviravolta dos leões, contra a corrente, já no prolongamento, foram momentos que pareciam que nos iam levar ao tapete mas, como sempre, demos tudo! Até ao fim! 

Individualmente, o destaque e o MVP vão para Tiquinho, pelas inúmeras oportunidades criadas, seladas com o golo. Mas quase ao mesmo nível, estiveram aqueles que se despediam da nossa camisola: Herrera com um pulmão inacreditável e empurrando a equipa para a frente (não esquecendo a assistência no primeiro golo) e Brahimi pela magia e o desequilíbrio conseguido na partida com destaque para a bola no poste ou pela jogada no prolongamento momentos antes de consumarmos o empate... Menção honrosa para Pepe, que esteve bem melhor que Felipe, e para as entradas de Manafá e Hernâni que colocaram velocidade nas alas e o último inicia mesmo o lance do golo ao cair do pano. Oliver esteve ao seu nível. Aqueceu muito mas foi um dos dois jogadores de campo que não tiveram a oportunidade de entrar...

Depois de uma época de euforia, uma época que termina em depressão. Os intérpretes são sensivelmente os mesmos e, talvez por isso, vale a pena uma reflexão profunda sobre o que se passou. Tentaremos contribuir nos próximos artigos para essa reflexão.