quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Stayin’ Alive


Globalmente, não foi famoso o regresso do FCPorto à Champions League. Desde logo, terminou uma série fantástica de invencibilidade. Pelo meio houve vários jogos de Champions League e vários jogos com os candidatos ao título e com todo o top 10 do nosso campeonato. Esta série não foi fruto de um calendário favorável. Antes pelo contrário! Isto demonstra a solidez que a equipa tem demonstrado. Mas, se havia jogo onde seria mais provável que a invencibilidade caísse era um jogo de oitavos de final da Champions, em casa de um adversário que joga num campeonato bem mais competitivo e que tem um orçamento várias vezes superior ao do FCPorto. 

E isso notou-se? Bem… A resposta é um ‘nim’. Por um lado, o FCPorto foi capaz de disputar o jogo até ao final, tendo até acabado em cima do adversário. Recordo que, após o golo de Adrian Lopez, a Roma tinha todo o interesse em procurar novo golo, visto que o 2-1 é bastante perigoso para abordar uma segunda mão no Dragão. Pois tinha todo o interesse, mas a verdade é que não conseguiu! Por aqui, não se notaram grandes diferenças. Por outro lado, notou-se muita diferença em termos de qualidade individual nos avançados. A ausência de Marega e Corona explica alguma coisa, mas não tudo… Brahimi acabou por ser um oásis em termos de qualidade na nossa manobra ofensiva. E falo de qualidade individual propositadamente. Graças aos nossos médios e a Brahimi, a manobra ofensiva conseguiu pôr os nossos avançados por várias vezes em zonas perigosas e em condições de explorarem o 1 para 1, sobretudo na segunda parte. Mas nem Soares nem Fernando Andrade tiveram capacidade (qualidade) para transformar estes lances em oportunidades de golo ou em remates. Do outro lado, víamos avançados que em meia oportunidade fazem um golo ou um remate perigoso. Todos estes desequilíbrios que causavam acabavam invariavelmente em remate, bom ou mau. Está a faltar-nos o killer intinct e já tem faltado nos últimos jogos.

Falando do jogo em concreto, Conceição optou por jogar um pouco em função das fragilidades do adversário e optou por uma dupla de avançados. Obviamente, sem Oliver em campo e com dois avançados que tiveram muita dificuldade em entrar no jogo, a primeira parte foi má. As excepções foram os momentos em que Brahimi conseguiu pegar no jogo e algumas bolas longas que causaram mais problemas. Mas, no geral, as bolas longas de Felipe foram mais uma forma de aliviar do que de criar jogo. Julgo que Conceição, esperava mais de Otávio que não conseguiu assumir o jogo. A partir dos 50 minutos tivemos o nosso melhor período no jogo. Posse de bola no meio campo adversário e grande intensidade na recuperação de bolas, deu-nos o domínio do jogo que, só foi interrompido pela lesão de Brahimi. Deu a ideia que a equipa ficou algo desconcentrada com a situação e acabámos por sofrer o golo, um pouco contra a corrente da segunda parte. Reagimos bem, mas acabámos por permitir o segundo após uma escorregadela de Felipe. Era uma questão de tempo até uma destas escorregadelas dar em golo… A reação final trouxe o golo e poderia até ter trazido o empate. Os três jogadores que entraram para a nossa frente de ataque acabaram por ser muito importantes neste assalto final. 

Individualmente, dou o MVP a Casillas. Além das grandes defesas, fez uma exibição mais completa que os colegas, visto que jogou bem quer na primeira parte, quer na segunda. Brahimi estava a ser o melhor em campo até se magoar. Cedo de mais! Nem quero pensar no que o tempo de paragem nos vai causar… Por último, gostei de Militão. Implacável na defesa, acabou por aparecer muito mais envolvido no nosso jogo ofensivo, sobretudo na segunda parte. Gostei também dos três que entraram. Entram muito bem, todos eles. Mas tenho de destacar Adrian. Se me queixo da falta de qualidade na nossa dupla de ataque, Adrian mostrou exatamente o contrário. Não me lembro de uma má intervenção no jogo. O golo que acabou por marcar, busca a profundidade com muito mais qualidade que os dois colegas. Até isso fez melhor! Pela negativa tenho 3 destaques. Felipe ameaçou uma nabice na primeira parte e acabou por cumprir na segunda. Julgo que pode descansar no Domingo. Vai-lhe fazer bem… Por último a dupla de ataque. Mostraram muito pouco e em alguns lances chegaram a dar um pouquinho de desconforto, por se notar que estavam muito longe da qualidade dos colegas e muito aquém de um jogo de oitavos de final de Champions. 

Vencidos mas nada convencidos! Vemo-nos no Dragão!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Crise?


Obviamente que sim! Perdemos 6 pontos em 5 jornadas para dois dos nossos adversários directos. Não há como negar. Ambos estão mais perto depois de eles próprios terem recuperado das suas mini-crises. Há duas semanas dizia aqui que duas vitórias em Guimarães nos deixariam muito bem posicionados para o Bi. Dois empates mais tarde, a perspectiva mudou. Não estaremos tão bem posicionados como estávamos há um mês, mas estamos melhores que qualquer adversário. Importa saber como vamos reagir. 

E para reagir temos de perceber que há duas grandes causas para esta quebra de rendimento. A primeira é o calendário/cansaço. Poderão dizer que grande parte dos nossos adversários também tiveram este problema, mas o nosso tem sido especialmente complicado. Jogámos fora de casa 4 vezes nas últimas 5 jornadas e, desses 4 jogos fora, 3 foram em casa do 4º, 5º e 6º classificados. Justamente onde perdemos pontos. Em todos estes jogos poderíamos/merecíamos ter trazido outro resultado. E aqui entrámos na principal causa para esta mini-crise: a finalização. Temos tido muitos problemas em marcar golos. Uma pequena parte tem a ver com alguma falta de qualidade dos nossos avançados mas, grande parte do problema tem a ver com factores psicológicos. Temos de ter a serenidade suficiente para dar o melhor seguimento ao nosso vasto caudal ofensivo e essa serenidade tem de vir do banco também. Em suma,  será que isto é causa para pânico? Não! Motivo para preocupação? Obviamente!

Vamos ao jogo. Depois do que aconteceu em Guimarães, esperava-se uma entrada mais forte. A revolta perante a injustiça do resultado anterior seria um bom combustível, mas cedo se viu que não iríamos ter a reação que se viu, por exemplo, em Chaves. Tal não significa que não tenhamos estado no controlo ou que não se tenha visto um caudal ofensivo razoável. Mais uma vez chegámos regularmente a zonas de finalização com tudo para marcar. E fomos fazendo até ao momento em que Conceição mexe na equipa. Já o vimos fazer alterações com grande sucesso mas, desta vez, estragou mais do que o que ajudou. O Moreirense estava apostado em sair rápido para o ataque e fê-lo sempre com perigo. Ao tirar o médio com maior qualidade na posse de bola, Conceição entrou no jogo do adversário, partindo-o. Oliver saiu, Corona foi para lateral e Brahimi saiu pouco depois. Até se justificava, se Oliver estivesse pior que os restantes médios, mas não. As oportunidades do Moreirense apareceram com mais frequência até ao golo. O nosso forcing final salvou o ponto e até poderia ter dado mais, mas não apagou a má imagem que se deu a partir dos 60 minutos em que perdemos o controlo do jogo.

Uma palavra para o Moreirense. Gostei. Já sabemos que viveram muito da nossa intranquilidade, mas fizeram-no de uma forma leal. Não vi perdas de tempo, nem anti-jogo. Queriam ganhar e quase o conseguiram. Se for para perder pontos que seja com equipas que efectivamente tentam jogar.

Individualmente, dou o MVP a Oliver, quer pelo que fez em campo, quer pela falta que fez quando saiu. Gostei também de Militão, quer a lateral, quer a central. Não concordo com esta corrente que defende que Militão faz falta no meio e que é apenas razoável a lateral. Acho que não estão a valorizar bem as exibições de Pepe e acho que não se estão a recordar bem do passador que era a nossa lateral direita com Maxi. As restantes exibições foram regulares. Acho que Brahimi está muito cansado e isso nota-se no seu rendimento na decisão final. Herrera caiu bastante com a saída de Oliver. Voltou aquelas exibições commuito disparates e foi até irónico ter sido ele a salvar o ponto, dado que ele foi um dos maiores causadores da nossa intranquilidade. Gostei da entrada de André Pereira e continuo a não ver nada de especial no Fernando Andrade. Mas era ele que estava lá naquele lance que nos ia dar a vitória.

Uma pequena chamada de atenção para a arbitragem. É incompreensível que não tenha marcado aquele penálti/falta que depois se viu que era fora. É um erro claro e deixa a sensação que não marca porque achava que era penálti. Especulação pura... Mas, de resto, esteve bem e não percebo o histerismo com o Perdigão. Mais uma daquelas batalhas de Conceição que não percebo. Tanto se goza com o ridículo do auto 'jubilado' António Rôla e depois queremos alguém parecido no Porto Canal? Juízo!

Roma não vem em boa altura. A equipa está a passar um momento menos bom e a Roma tem estado a recuperar. Há um mês diríamos o contrário... Ainda assim, é a Champions e  qualquer bom resultado poderá relançar a equipa.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Finalização


«Há jogos assim... A bola não quis entrar... O melhor jogador deles foi o guarda redes... Podíamos estar ali mais uma hora, que a bola não iria entrar... Faltou o toque final...». Já conhecemos todas as frases habituais após estes jogos de sentido único. Nenhuma ajuda a fazer com que a digestão seja melhor. Mais que frases de circunstância, importa ter o discernimento de procurar motivos além da escapatória da falta de sorte. Proponho-me a dar uma ajuda.

Comecemos pelo adversário. Se há um mérito que se tem de dar a este FCPorto de Conceição é que até Luís Castro muda a sua maneira de jogar, quando nos defronta. Foi um Vitória bem mais próximo do Boavista, do que o habitual (eu sei que eles irão detestar esta comparação). Mas se Benfica e Sporting o fazem, porque não havia de fazer Luís Castro? Sérgio tem-se vindo a queixar que todos os treinadores adaptam a sua equipa à forma de jogar do FCPorto, ou ao que eles pensam que é a melhor forma de nos travar. Ou aparecem 3 centrais, ou um meio campo ultra-povoado... Uma coisa é certa: há sempre pianistas de carreira dispostos a tocar bombo, como se fosse o seu instrumento desde pequeninos. Conceptualmente, eu prefiro sempre modelos como o de Conceição que vão mudando ao longo do jogo e não ao longo do campeonato e em função do adversário. Mas teremos de tentar perceber porque é que esta tendência coincide em todos os nossos adversários. A ideia generalizada é que o FCPorto de Conceição é o FCPorto de Felipe, Danilo, Soares,  Herrera e Marega. Uma equipa fisicamente imponente, implacável nos duelos e que procura o jogo directo. Uma equipa temível em termos de intensidade, mas mais controlável ao nível da técnica individual. E é para isso que se preparam. 

Há aqui alguns erros de concepção do nosso jogo, mas há um ponto em que tendo a concordar. Há muitos, demasiados, jogos em que a nossa finalização deixa muito a desejar. Vínhamos chamando a atenção para esse facto naquela série fantástica de vitórias, que tivemos recentemente. A equipa tem de ter uma melhor capacidade de tirar tranquilidade do facto de estar a ser superior. Quer essa superioridade se manifeste no resultado, quer nos jogos de sentido único como o de ontem ou o do Bessa. E porque é que raramente consegue? Falta de qualidade de finalização na nossa frente de ataque. É gritante em Marega, é intermitente em Soares, depende muito do estado mental de Aboubakar, mas também se tem notado em Brahimi e Corona. Em certos casos são razões de técnica individual, noutros é falta de serenidade, mas o problema existe e tem de ser atacado. Assim, a táctica do adversário é a de povoar as zonas recuadas e esperar que nós falhemos. Parece-lhes mais plausível que o FCPorto cometa erros na frente do que atrás. Sempre dá um pontinho...

Mas o FCPorto que tem jogado, é um pouco diferente. E aqui pretendo entrar numa opinião pouco consensual. Marega tem sido fundamental neste FCPorto de Sérgio Conceição e isso faz com que raramente abdique dele. Mas este FCPorto que tem jogado parece ter mudado o paradigma da suposta maregodependência. Com um meio campo formado por Oliver e Herrera, e com Brahimi e Corona em boa forma nas alas, a equipa hesita mais em jogar directo nos avançados. Quantas vezes temos visto Marega a ficar agastado com os colegas por estes não respeitarem muitas das suas enésimas tentativas de ataque à profundidade? Até faz com que ele venha muito mais vezes em apoio. A tendência é para que a equipa tenha uma maior capacidade de reter bola com qualidade e esperar pelo melhor momento para recorrer a Soares o Marega. Temos visto muito mais penetrações na área, muito mais remates de longe e muito mais gente a surgir em fase ofensiva e de finalização. Basta ver o espaço que Alex atacou ontem num dos lances mais perigosos da primeira parte e o lance do mergulho de Corona na segunda. Será que dependemos de Marega para este estilo de jogo? Tenho a sensação que a resposta é: cada vez menos. E assim chegamos à opinião impopular: Esta lesão de Marega pode não ser assim tão má. Calma! Arrumem as tochas e as forquilhas! Primeiro vai dar descanso ao jogador, que precisa. O que pretendo dizer é que poderemos apostar numa frente de ataque diferente com a inclusão de Otávio, por exemplo. Podemos muscular mais o meio campo com o regresso de Danilo e o libertar de um dos médios ou até os dois. Até poderá aparecer mais rápido o nosso último reforço, Loum, que tanto prometeu na primeira volta do campeonato. E esta até foi a táctica que nos valeu a passagem aos oitavos na Champions. Todas estas alterações poderão dar mais qualidade à nossa posse de bola e Marega poderá regressar, esperemos que brevemente, e reintroduzir-se numa equipa mais eficaz nas várias fases do jogo.

Falando brevemente do jogo, foi doloroso do princípio ao fim. Tivemos sempre o controlo, tivemos oportunidades de golo quando estávamos tranquilos no jogo e quando  já ninguém conseguia esconder a irritação com o facto de a bola não entrar. Até nessa altura se sucediam as ocasiões de perigo. É mais um daqueles resultados absurdos que não pode abalar a confiança porque não se coaduna com o que se passou no jogo. Já havia acontecido na Taça da Liga e temos de retomar o caminho das vitórias novamente e com o mesmo vigor que temos estado a demonstrar.

Individualmente, gostei das exibições, de uma forma geral. Mais uma vez, dou o MVP a um dos médios, Oliver. Estiveram os dois muito bem, mas pareceu-me que Oliver esteve um pouco melhor nas recuperações e no lançamento do ataque. De resto só não gostei de dois jogadores. Marega estava a fazer uma exibição paupérrima até se magoar. Até acho que deveria ter saído para o lugar de Otávio. Mas era uma decisão difícil visto que não havia ninguém no banco para jogar na área. Também não gostei de Fernando Andrade que não fez melhor que o colega que substituiu. Esta avaliação mudava muito se eu ponderasse de forma superior a finalização. Assim, dou uma  nota positiva generalizada.

Por último, duas breves notas. Se não empatámos pela arbitragem, acho que podemos guardar as nossas queixas para outras alturas. Mas, se vamos criticar, temos de dizer porquê. Foi pelo critério disciplinar ridículo, foi pela falta sobre o Otávio, etc.. Tem de se se ser concreto. É uma cartada que tem de ser cirúrgica, para não cair no ridículo dos outros. Por falar em cair no ridículo, a Sport Tv dá aos comentadores a incumbência de nomear o homem do jogo. O FCPorto cedo disse que não participaria nessa fantochada e parece que antecipou convenientemente o ridículo desta invenção da operadora. Ontem Luís Freitas Lobo e Companhia elegeram Wakaso para MVP. É isto que o Luís quer para o futebol? O gajo dos poemas e das odes à bola? Em primeiro lugar Wakaso foi de longe o jogador mais faltoso em campo, e nem foi dos melhores do Vitória. Vi grandes defesas, vi jogadores a tirar em cima da linha e não vi Wakaso em nenhum desses lances. Apenas vi que tentava dar lenha, muitas vezes com sucesso, a cada vez que era ultrapassado e foram muitas vezes. Em jogos deste tipo, só há duas soluções para MVP: ou o guarda redes da equipa que levou com a avalanche ou um dos melhores jogadores da equipa que realmente tentou ganhar.

A vantagem pontual que fomos acumulando serve para estes jogos em que o resultado não premeia a exibição. Seria mais preocupante se fosse em resultado de uma má exibição. Quem paga é o adversário seguinte! Já trouxemos o seu melhor jogador e agora temos de trazer os três pontos de Moreira de Cónegos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Molha


Nesta época estamos com azar com o clima. Já é, pelo menos, a quarta vez que jogámos no Dragão debaixo de um dilúvio. Não seria um problema muito grande há uns anos, mas o relvado já começa a dar sinais de que precisa de uma intervenção ou substituição. Apesar disso, hoje foi-se aguentando. Por outro lado, tivemos menos gente no Dragão. A hora do jogo não era ideal para quem vem de fora do Porto e o temporal era forte. Mas tenho de registar algo a que temos estado atentos nos últimos tempos. O FCPorto registou pouco menos de meia casa, com cerca de 22 mil adeptos declarados. Quem estava no estádio era capaz de fazer esta estimativa, mas em casa também deveria ser fácil arriscar um número desta monta. A questão é que ontem, na Luz, verificaram-se condições semelhantes, com horário inconveniente e com um forte temporal. Naturalmente, quem tiver visto o jogo na televisão reconhecia facilmente que a assistência nunca iria além da metade da lotação. Tenho até relatos de quem foi ao estádio e me falava de meia casa. Pois foram declarados cerca de 41 mil adeptos, organizados e não organizados. Conclusão: até nisto são desonestos! Estaria mais preocupado se fosse adepto ou patrocinador deles. Mas o que retiro disto é que a preocupação do Benfica em alimentar o mito de que eles são muitos, imensos, etc., é tal, que não têm medo de cair no ridículo.

Falando de coisas importantes, o FCPorto cumpriu o seu papel com uma vitória segura. Ditou o calendário que tivéssemos de enfrentar o quinto, sexto e sétimo classificados de seguida, depois de enfrentar o segundo e o quarto para a Taça da Liga. Isto tudo em três semanas. Será um calendário muito exigente o que antecede o nosso regresso à Liga dos Campeões.  E nada melhor do que uma vitória para retomar o campeonato. A equipa entrou forte com um golo típico do FCPorto de Conceição. Pressão e recuperação em zonas avançadas e finalização imediata. Esse golo poderia ter trazido mais tranquilidade, mas não foi possível porque o Belenenses esteve bem no jogo. Convém não esquecer que enfrentámos uma equipa que teve 10 dias para preparar este jogo... Conseguiram ter muita posse e foram criando alguma intranquilidade na nossa defensiva. Lembro-me de erros pouco habituais de Oliver, Militão, Pepe e de Alex Telles. Mas a verdade é que fomos mantendo a nossa identidade e isso valeu-nos várias oportunidades de golo que, perante uma eficácia pouco mais que sofrível, permitiu um resultado simpático de 3-0. O jogo podia ter sido mais descansado, mas não foi mau.

Individualmente destacaram-se quatro jogadores. Dou o MVP a Corona pela participação em dois golos e em várias outras oportunidades, criadas pelos seus dribles. Mas gostei muito da exibição de Brahimi do lado oposto. Com estes dois, em forma, o FCPorto torna-se muito poderoso e isso até ajuda a disfarçar quando os avançados não estão propriamente inspirados, como aconteceu hoje. Por falar em duplas, Herrera e Oliver continuam a funcionar muito bem. Ontem pareceu que Oliver jogou ligeiramente mais adiantado e isso fez com que se destacasse mais nas recuperações de bola, que foram imensas. Tal como aconteceu com o regresso de Pepe, o regresso de Danilo vai trazer boas dores de cabeça a Conceição. Mais uma zona do terreno em que temos 3 titulares para 2 posições. Destaque para os brasileiros que tinham um olheiro da Seleção nas bancadas. Notou-se algum nervosismo inicial e uma vontade extra de brilhar. Julgo que lhes correu bem. Destaco também a estreia de Manafá. Conceição fez por mostrar que é uma opção para a esquerda e para a direita. Por último, uma das melhores notícias da noite. O regresso de Otávio dá outra qualidade às opções ofensivas que temos no banco, seja ele titular ou não. Isso fez falta, por exemplo, da Taça da Liga.

Seguem-se duas visitas a Guimarães. Seis pontos deixar-nos-ão numa posição invejável para o último terço de campeonato.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Siga!


Não vale a pena perder muito tempo a pensar nesta Taça da Liga. Quem nos segue por aqui sabe o que eu acho sobre esta competição e qual a estratégia que apresentaria. Por mim, jogava-se com segundas linhas durante toda a primeira fase da competição. E aqui estou a incluir jogadores da equipa B, sobretudo jovens portugueses das nossas escolas. Mais tarde, na fase final, logo se vê. Por exemplo, desta vez calhou-nos Benfica e Sporting e isso exige um onze mais próximo do melhor, mas sempre com a preocupação de poupar jogadores para as competições mais importantes.  A única excepção a esta regra surgiria se estivéssemos a fazer uma época terrível e se estivéssemos arredados da luta pelo título nacional. Inicialmente era esta a estratégia do FCPorto e só mudou muito recentemente. Primeiro por causa de uma seca de títulos e mais recentemente porque Conceição é demasiado competitivo. Já sei que essa é talvez a característica que mais apreciamos nele. O que digo é que, dadas as circunstâncias do mês de Janeiro, poderíamos ter protegido mais a equipa, quer a nível físico, quer a nível psicológico. A nível físico porque continuamos a sobrecarregar os nossos mártires como Alex Telles, Felipe, Marega ou Herrera. A nível psicológico porque perdemos mais uma oportunidade de ganhar esta Taça da Liga e perdemos da pior maneira possível, nos penáltis e após um jogo que dominámos por completo. Há que perceber que este modelo de fase final, sem prolongamento, beneficia claramente as equipas pequenas. É, de resto, o único fator em que as equipas pequenas serão beneficiadas nesta competição. Neste caso, quem tem aproveitado é o Sporting, mas qualquer equipa mais frágil que chegar à fase final, vai apostar nesta possibilidade de a ganhar só com empates. E, dado o historial do FCPorto nos penáltis, este é mais um fator com que temos de contar ao planear a abordagem a esta competição. E as contas são simples: se chegássemos ao final da época e apenas tivéssemos ganho esta Taça, seria uma boa época ou seria desastrosa? Exactamente... Não vale a pena afetar a nossa performance no campeonato, na Champions e até na Taça de Portugal, para ganhar esta Taça da Liga. Há de acontecer um dia, não se preocupem...

Custa perceber que somos tão ineficazes nos penáltis e, visto que é um problema recorrente, já deveríamos mostrar melhorias. O problema é que o psicológico manda muito no futebol. Enquanto nós temos uma série de 6 ou 7 desempates por penáltis perdidos, o Sporting vem numa série exatamente inversa. E este facto notou-se muito no jogo e sobretudo na segunda parte. O Sporting apresentou-se como havia feito em Alvalade. A dar a iniciativa, ficando na expectativa, tentando ganhar uma bola perdida e a chegar rápido à frente em contra ataque. Se na primeira parte ainda conseguiu fazê-lo com perigo, mas sem nenhuma grande oportunidade de golo, na segunda parte... Bem... Vamos admitir que foi o cansaço... É que a exibição do Sporting na segunda parte dava vergonha alheia. Sempre no chão a perder tempo e a aliviar bolas da sua área sem qualquer critério. O problema é que o FCPorto, apesar de ter tido a capacidade de encostar o adversário às cordas, não conseguiu ter grandes oportunidades para marcar. Conto apenas duas claras além do golo. E esse foi o factor que decidiu o jogo. Se tivéssemos tido a capacidade de materializar o nosso domínio em golos e em oportunidades, não estaríamos sujeitos a bizarrias como a que aconteceu no período de descontos. Já andávamos a abusar da sorte há alguns jogos e lembro-me de vários em que chegámos à parte final a defender uma vantagem curta. Ainda bem que não aconteceu no campeonato e aconteceu aqui...

Apenas uma nota para alguma irritação na nossa equipa que fez com que não se esperasse pelo levantar da Taça, com Conceição a livrar-se da medalha e até a agressão do treinador de guarda-redes a um adepto. Não darei demasiada importância ao sucedido e este é mais um sinal de que se deu demasiada importância a esta competição. Se era escusado? Obviamente! Não é este o exemplo que se pretende passar aos adeptos portistas, sobretudo os mais novos.

Individualmente dou o MVP a Corona. Foi o nosso jogador mais perigoso e o que criou grande parte das nossas jogadas mais perigosas. Gostei também de Herrera que dominou o meio campo por completo. Oliver também esteve muito bem, mas está invariavelmente ligado ao lance que define o jogo, com um erro... Achei a defesa algo nervosa na primeira parte, sobretudo Militão e Pepe. Fernando Andrade está a transformar-se num Juary. Tiquinho fez muita falta porque Marega e André Pereira não estiveram bem.

Nem vale a pena pensar nesta Taça da Liga além da noite de sábado. Quarta-feira temos a retoma, na competição que verdadeiramente interessa!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Saboroso


É tudo do que podemos dizer... Não ganhamos nada de especial e também não estamos mais perto dos nossos objetivos principais para a época. Apenas ganhámos o acesso a mais uma final da Taça da Liga. Este título é apenas o quarto no ranking das nossas prioridades. Acresce que de pouco servirá esta vitória, se não conseguirmos ganhar no sábado. Mas sabe sempre bem ganhar ao Benfica. E esta vitória torna-se especialmente relevante porque interrompe o ímpeto que trouxe este novo treinador. Já sabemos que as exibições deles não vinham sendo convincentes, mas é bom que se interrompa já a série, visto que é um adversário que tem um plantel com muitas soluções de qualidade e, por esse motivo, o nosso adversário mais perigoso.

Vamos ao jogo. Pelo segundo ano consecutivo, não vi os primeiros 10 minutos de jogo. A hora do jogo, as péssimas acessibilidades e a recorrente má organização da Liga, têm de merecer reflexão. Do que vi na primeira parte, pareceu-me ver um FCPorto com mais iniciativa, algo esperado dadas as exibições recentes do Benfica, em Guimarães. Esse capacidade de assumir o jogo e a capacidade operária que a equipa demonstrou ao longo de todo o jogo, são as notas mais positivas do encontro. Eu diria que, na primeira parte, a estratégia das duas equipa foi premiada. Por um lado, o FCPorto chegou ao golo fruto da sua pressão e posicionamento em terrenos ofensivos. Por outro, o Benfica empata num lance rápido de contra ataque, em que surgem em clara superioridade numérica. Ou seja, o FCPorto consegue pôr o adversário em sentido, mas ficou sempre exposto à sua estratégia para o jogo, visto que os ataques adversários foram poucos, mas sempre com muito perigo. Valeu a fortíssima reação ao golo sofrido, logo com a reposição da vantagem. A segunda parte foi diferente. Os papeis inverteram-se e o FCPorto ficou tão desconfortável a defender como o Benfica tinha estado na primeira parte. O problema é que nós, inicialmente, não saímos tão bem para o ataque como o Benfica vinha fazendo. E sofremos um pouco nesses primeiros minutos. O jogo inverteu-se pela acção de Conceição. Primeiro, Soares trouxe a capacidade de reter a bola em terrenos ofensivos. Pouco depois, veio a jogada de risco de Conceição com a entrada do miúdo. Com Bruno Costa no jogo, tivemos o equilíbrio que vinha faltando e do risco, ganhou-se mais uma opção. Só não se sabe o que isso significa para Sérgio Oliveira... Até ao final controlámos melhor os ímpetos do adversário e o golo surgiu naturalmente face ao risco que o Benfica teve de correr.

Já ouvi por aí que foi um grande jogo. Aceito a opinião pela parte da emotividade. Mas não acho que o FCPorto tenha feito um grande jogo. Fizemos demasiados erros, quer no ataque, quer na defesa. Aliás, todo o jogo é marcado pelos erros das três equipas. O lance que resulta no golo anulado ao Benfica é paradigmático. Tudo começa com um posicionamento ridículo da nossa defesa, no rescaldo dum canto a nosso favor. Com um passe o Benfica ficou 4 para 1 que não conseguiu aproveitar. Com tal superioridade numérica, o posicionamento dos avançados que queriam receber a bola e o timing do passe, poderiam  fazer com que o lance fosse impossível de anular pelo fiscal de linha e pelo VAR. Para completar o chorrilho de erros, o árbitro assistente anula quando, na dúvida, deveria beneficiar o ataque. Assim impediu a atuação do VAR, visto ser um lance muito duvidoso. Ainda assim, os erros de arbitragem parecem-me divididos pelas aldeias, apesar de isso não significar de a arbitragem tenha sido boa. Não foi! Muitos erros. O penálti sobre Corona, as faltas que precedem os dois primeiros golos, a expulsão perdoada a Seferovic, etc. Muito mau.

Individualmente, dou o MVP a Oliver. Já sei que não foi uma exibição isenta de erros, mas sobressai o seu trabalho na pressão e na intensidade que pôs no jogo. Nesse capítulo, Herrera também voltou a estar excelente. Marega esteve bem mas pecou muito na definição. Poderia dizer algo parecido de Brahimi e Corona, mas todos eles terminaram com golos ou assistências... A defesa, tremeu um pouco quando pressionada no início da segunda parte. Mas parece-me que o problema estava na proteção dada pelos médios. Por esse motivo, outro dos destaque é Bruno Costa. Grande serenidade do miúdo a equilibrar o jogo, num teste de fogo. André Pereira destacou-se mais pela luta e pelas muitas bolas aéreas que foi ganhado à defesa contrária. Por último, desta vez não foi possível roubar o golo a Fernando Andrade...

Siga para a final. Conceição não quis escolher, nem ficava bem, mas eu prefiro o Sporting.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Tranquilo



Após o último jogo que tivemos no Dragão enaltecemos aqui o facto de ter sido um jogo tranquilo, algo raro nos últimos tempos. Depois de mais dois jogos pródigos em calafrios, na sexta-feira voltámos a ter um jogo descansado, longe do Dragão. Nada daqueles resultados curtos em que temos de aguentar o chuveirinho e as faltas à volta da área nos minutos finais, como nas Aves e nos Açores. Nada daqueles thrillers em que o golo tarda em chegar, como no Bessa, agora no Leixões ou até em Alvalade. Controlámos o jogo cedo e até marcar. Depois do golo, continuamos no comando das operações até ao final. Houve ali um golo sofrido num lance muito rigoroso e num movimento algo parvo do Pepe, mas foi mesmo muito tranquilo.

Passemos então aos motivos para esta tranquilidade. Eu tendo a achar que foi o onze. Este pode mesmo ser o melhor onze possível do FCPorto, com este plantel. Pode ser, mas não tenho a certeza. Este onze garante, desde logo, uma segurança defensiva invulgar no nosso campeonato, mantendo um poderoso controlo aéreo (especialidade de Felipe), um excelente controlo de profundidade (especialidade de Pepe), e dois laterais com grandes noções de posicionamento defensivo e com passada larga na chegada ao ataque. Todos eles com excelentes níveis de agressividade, motivação, confiança e até experiência, que começa também na baliza. No ataque temos os dois alas mágicos, que tanto podem juntar-se aos médios na organização, como arrancar para a linha ou para a área em drible. Temos também dois avançados que se complementam e que raramente pisam os mesmos terrenos. Em conjunto já levam quase 30 golos em todas as competições. Sobra a zona do terreno em que tenho mais dúvidas. No meio campo, Conceição elogiou muito a exibição dos dois médios e eu acho que foi muito justo. É por aqui que se decide se efetivamente controlamos os jogos ou se os deixamos entregue ao nosso talento individual, seja no ataque ou na defesa. Tendo a achar que um meio campo a dois funciona melhor com Oliver e Herrera. Por um motivo: é mais fácil variar o nosso jogo, tornando-o mais imprevisível, porque são jogadores muito diferentes que pisam alternadamente terrenos semelhantes. Mas poderão contestar que Danilo garante maior solidez defensiva e que tem vindo a aumentar muito o seu raio de acção. Tendo a concordar. Assim, qual será a nossa melhor versão do meio campo? Depende. Acho que as três versões possíveis, que estes três jogadores nos dão, são boas. Isto apesar de preferir claramente as duas em que temos Oliver. A questão é que Conceição tende a privilegiar a segurança defensiva, até porque efrenta muitas vezes linhas médias com 3 ou mais elementos. Mas será que a segurança defensiva é uma preocupação tão grande, agora que temos Pepe? Será que a chegada deste jogador vai dar um novo fôlego a Oliver na equipa? Aguardemos pelos próximos capítulos...

Individualmente, dou o MVP a Soares. Parece óbvio pelo seu hat trick. Mas senti-me tentado a pôr nesta discussão Oliver e Herrera, que fizeram grandes exibições e que permitiram até que Conceição poupasse os extremos  e um central, na segunda parte. As restantes exibições foram boas ou muito boas. Há ali pequenos erros, como o de Pepe no penalti, mas coisas sem grande influência. Não gostei do facto de se ter roubado o golo a Fernando Andrade. Aquilo é um auto-golo? Porquê? Eu ainda não vi nada de especial nos minutos que foi fazendo pelo FCPorto, mas este golo daria confiança. Sinceramente, não percebo.

Segue-se a Taça da da Liga. Tal como aconteceu no ano passado, as prioridades nesta competição mudam quando nos aparece um grande pela frente, ainda por cima numa fase final. Dado o estado actual das duas equipas, permitam-me prever, desde já, que uma delas vai tentar fazer tudo para ganhar nos 90 minutos e outra vai, a partir de certa altura, esperar pelos penáltis. Um pouco como o que aconteceu no ano passado com o Sporting de Jesus.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Mais minutos


Era tudo o que precisávamos... Mais minutos para alguns dos nossos jogadores nucleares... Ainda por cima, num relvado complicado e que tinha pouca relva... O objetivo, não cumprido, seria o de rodar a equipa e ainda assim conseguir um jogo tranquilo. Ora, tranquilidade e segurança de resultado são coisas que este FCPorto de Conceição pouco conhece. Pior só se tivéssemos sido eliminados, seja após 90 minutos ou após 120, mais penáltis... Mas passámos e é o que interessa!

Sérgio Conceição arriscou um pouco e, na minha opinião, fez muito bem. O sorteio facilitou a tarefa ao dar-nos uma equipa de segunda liga, no meio deste calendário apertado. Sérgio aproveitou e jogou com menos sete titulares. Já sei que duas das poupanças foram forçadas, visto que Maxi e Danilo estão e estarão lesionados. Só tenho pena que, entre os poucos titulares que jogaram, estivessem Herrera, Alex Telles e Felipe que são, de longe, os jogadores mais utilizados do plantel. Se no caso de Herrera, o excesso de jogos não parece afetar o seu rendimento, no caso de Felipe e sobretudo Alex, tem-se vindo a notar uma clara quebra. As boas notícias é que a contratação de Pepe parece que vem amenizar a situação. E aqui surge uma das boas sensações da noite: testámos, pela primeira vez e durante meia hora, aquela que poderá ser a nossa defesa mais forte, com Militão, Felipe, Pepe e Alex.

O jogo começou por estar controlado com Oliver a impor-se no comando. Mas surgiu apenas um golo dado que os nossos avançados estiveram muito desinspirados. Na segunda parte, o Leixões foi acreditando apesar de se limitar a despejar bolas para a área, sem causar grandes problemas. Isso deu uma falsa ideia de segurança. Talvez por esse motivo surge o golo do Leixões em que toda a defesa e sobretudo o médio Militão ficaram a acompanhar a progressão do moço com alguma displicência, que foi bem aproveitada. A partir daí voltou a urgência de resolver. E a pressa não costuma ser boa nestas alturas. Assim, o golo surgiu já muito perto do final pelo herói do costume. Ao menos safámo-nos dos penáltis...

Individualmente tenho três destaques. Começo pelo MVP Hernâni que marca o golo decisivo. Depois destaco a entrada de Pepe que fez parecer que já treina há meses com esta equipa. Depois temos Oliver que está em todos os lances mais perigosos do FCPorto, incluindo os dois golos. No meio de tanta areia, tudo o que se viu de futebol veio dos pés de Oliver. Herrera é um tanque que joga sempre bem perante estes desafios mais físicos. Mbemba a lateral direito, prometeu na primeira parte, sobretudo na parte ofensiva , que era a que gerava tinha menos expectativas. Na segunda parte deixou de subir. Parece-me que pode ser um solução mais conservadora do que Militão. Mas é mais uma opção e nós estamos a precisar. Por exemplo, já se percebeu que Jorge não é. Por falar em opções, as ofensivas deixaram um pouco a desejar. Comecemos pelo melhor. Adrian continua a não ser brilhante mas conseguiu fazer 3 assistências para golo. É certo que apenas a de Hernani foi mesmo golo, mas há dois passes brilhantes para Fernando Andrade e para Corona. Já Fernando Andrade e André Pereira tiveram exibições pobres. O brasileiro ainda conseguiu dois remates perigosos. O miúdo André nem isso... Será que vai ser como no ano passado e vamos tenir a cada vez que o Marega e o Soares se agarrarem ao joelho ou levarem com uma entrada mais forte? Uma última chamada de atenção para o facto de Militão ter entrado para uma posição onde tivemos Sérgio Oliveira como titular, nos primeiros jogos da época. Só para registar que parece ser outro que já não conta para Conceição.

Na sexta-feira há novo jogo e bem mais importante e difícil. Espero que o meio campo com Herrera e Oliver se mantenha. Já agora, se não for abuso, espero que possamos ver também aquela linha defensiva que acabou o jogo.