segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Clássico é de azul-e-branco!


Existem tantas coisas por onde pegar neste jogo que mais vale começar pelo equipamento. Amarelo?! Clássico é de azul-e-branco! Mas ok, tivemos jogo em Roma e os equipamentos podem não ter ficado secos a tempo.

Quanto ao futebol jogado, entramos muito bem mais uma vez, oportunidade de André Silva e pouco depois golo de Felipe. Mais uns minutos, cotovelada de Coates em André Silva, mergulho de Slimani para a piscina aos pés de Marcano, mão de Gelson e golo de Slimani. Chega de futebol jogado?

Continuemos. Antes, inacreditável como Bruno César não leva amarelo após entrada violenta sobre Otávio. Se tivesse levado se calhar já não fazia outra entrada dura perto do final do jogo a Felipe, esta sim, com direito a amarelo. Cotovelada de Slimani a Layún. Ruiz faz grande defesa na área do Porto e assiste Gelson para o segundo.

Portanto, para além de toda a intimidação que os nossos jogadores foram alvo, com constantes cotoveladas e entradas à margem da lei, tivemos ainda um criterio alargadíssimo na análise dos lances da mão que resultaram em golos. Este criterio foi tão largo que até Layún, na segunda parte, a tentar cruzar viu Zegellar a fazer mais uma grande defesa e impedir que a bola chegasse à área.

Vamos a outro? Disputa de bola entre William e Otávio. William entra com o pé em riste e dá mão, o jogo prossegue. Ação imediatamente a seguir: cotovelada de William a Otávio.

Esta é o principal aspeto positivo no Porto: mesmo perante um ambiente adverso, um futebol intimidatório, um árbitro permissivo, mesmo depois de perder o único ala de raíz ao intervalo, o Porto nunca se rendeu. Se o fez da melhor forma? Não. As substituições não ajudaram. Oliver com dois treinos, Danilo e Herrera sem poderem com um gato pelo rabo e o NES tira o Otávio?! Pior, mete o Adrian! Perdemos o meio-campo, aliás, não tivemos mais ninguém para correr atrás deles e a partir daí o Sporting controlou o jogo a pesar de mesmo assim ainda termos o mau dominio de Layún e a passividade de Adrian que podiam ter resultado em oportunidades de golo muito mais evidentes.

Destaco Casillas porque mesmo velho e depois de uma carreira cheia de títulos vibrou como ninguém a roubalheira de que fomos alvo, André André pela segurança e qualidade na posse de bola e a magia de Otávio. Este Deco em ascenção jamais pode ser substituído quando estamos dentro do resultado.


Agora vem Mangala, Oliver com mais rotinas e Rui Pedro a ser chamado à A para alternativa a André Silva e pronto, está feito. Vamos ser campeões! :-)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Porto nunca se rende!



Finalmente estas frases deixaram de ser balelas e tivemos direito a algo que já não víamos há muito no nosso Porto! Grande noite europeia, depois de um resultado adverso na primeira mão, frente a uma equipa muito forte de um dos campeonatos europeus mais relevante, pese o deserto que o calcio atravessa agora! Mas investir mais de € 100M na equipa não é para todos…

Começamos com o 11 expetável para o jogo no Dragão e a assumir completamente o jogo, nem seria de esperar outra coisa mas depois dos jogos com o Villareal e Roma no Dragão em que jogamos na expetativa, e depois dos traumas infligidos por Lopetegui (em Londres, contra o Chelsea, em que jogamos sem avançado quando precisávamos de ganhar) ou Peseiro (em Dortmund, que foi claramente para não perder a eliminatória na Alemanha) ninguém sabia ao certo o que esperar do Porto. Refletido até nas casas de apostas que davam apenas 25% de probabilidades do nosso clube ganhar no Olímpico!

A entrada forte e a felicidade de marcarmos no início (Felipe já andava a ameaçar marcar um golo na baliza certa há alguns jogos) trouxe tranquilidade e principalmente confiança à equipa. E quando começávamos a ceder alguns metros perigosos à Roma, recuando bastante no terreno, e até já esperávamos que na segunda parte estivéssemos completamente metidos no ferrolho, De Rossi fez questão de nos facilitar a vida e não fosse o remate de Herrera no último lance da primeira parte sair ligeiramente ao lado e já não era preciso que Emerson também quisesse partir a perna a Corona (curioso que quem acabou por partir alguma coisa a alguém foi Corona a quebrar os rins a Manolas)!
  
Contra 9 devíamos ter controlado melhor o jogo e não dar azo a tantas investidas adversárias, principalmente com faltas estúpidas perto da área mas o jogo e a pressão no resultado era enorme e com uma equipa jovem como a nossa não se podia exigir muito mais.

O que podíamos exigir a Sérgio Oliveira é que entrasse em campo com clarividência: não soltar a bola, levar um amarelo estúpido passado 30 segundos e um remate estúpido num livre direto. Totalmente o oposto da entrada de Layun.


Destaque para a defesa de Casillas logo no primeiro minuto e uma outra de recurso com os pés; para Felipe, imperial nas alturas e ainda por cima com um golo decisivo na baliza certa; André André e Otávio, essenciais a segurar a bola e a permitir que a equipa continuasse bem subida e compacta; Layún pela forma como entrou e, mais uma vez, a trabalhar para estatísticas com mais um golo; e Corona, a culminar a exibição com um belo golo!

Notas do apuramento:
- 21ª aparição na Champions, ao lado de Real e Barça!
- Apesar de precisarmos de reforços noutras posições: bienvenido Oliver!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Andréééé Silva!


Estamos todos com a sensação de que começa a nascer uma lenda no Dragão! Convem não esquecer que tem 20 anos e só espero que o continuemos a tratar da mesma forma quando/se os golos não aparecerem com tanta frequência. Mas para já, André Silva personifica tudo o que queremos de diferente para esta época, em relação às anteriores: mais garra, mais qualidade e mais sentimento. Em suma, mais Portismo! Esta evolução do André e a maneira de jogar de Otávio têm empurrado consecutivamente a equipa para a frente e isso dá ainda alguma ilusão para o jogo de terça-feira. Será uma batalha e terá de ser jogada como tal.

O jogo de sábado também acabou por ser difícil. Tornou-se e foi de uma forma um pouco inesperada para quem viu o arranque do jogo. Foi também inesperada para mim, visto que a equipa que jogou é muito próxima da que eu tenho na minha cabeça de 'treinador de bancada'. A única alteração substancial que teria seria o Brahimi no lugar do Varela mas, pelos vistos, não é possível. De resto, meio campo com Otávio no meio e Ruben atrás. É óbvio que a dificuldade não apareceu por se experimentar este meio-campo. Surgiu porque a bola não entrou. O facto de Herrera e Varela terem estado tão desastrados também não ajudou. A bola foi batendo em todo lado, menos nas redes e a equipa foi se ressentindo. Tal não significa que tenha esmorecido e esse é o facto a destacar. Não parámos de tentar e a recompensa veio no final pelo herói habitual. Poderá parecer precipitação, mas estava com a sensação de que teríamos empatado este jogo com a equipa do ano passado. Passo a explicar. Não está em causa a qualidade dos jogadores ou treinador. É apenas uma questão de intensidade de jogo. Vamos lá mais vezes. Dá até a ideia que rematámos e cruzámos demasiado e algumas vezes sem preparação. Mas tem sido uma procura incessante da baliza e isso é uma evolução. Poderão ter reparado que tivemos oportunidades de golo depois do 1-0 que foi aos 85 minutos... Em suma, bom resultado, exibição interessante, eficácia medíocre. 

Individualmente MVP óbvio para André Silva. Decide o jogo. Gostei também, mais uma vez dos laterais. É certo que Layun insiste muito na mesma jogada mas é fácil de reparar que três das melhores oportunidades resultam desse movimento, seja o golo, seja o cabeceamento do Sérgio, seja o cabeceamento para a própria baliza do jogador do Estoril que até foi à barra. Enquanto funcionar... Gostei também de Ruben. Seria de esperar... É o meu jogador preferido do plantel e não o escondo. Poderei dizer que falhou mais passes do que o habitual mas também arriscou mais. Foi importante naquele primeiro ataque ao contra do adversário e ganhou muitas bolas nessas situações. Otávio reagiu bem à alteração para zonas centrais mas não teve o rendimento global dos últimos jogos. Ainda assim, é ali que tem de jogar. Pela negativa Varela e Herrera. Que desastrados! Preocupa sobretudo em Herrera. É que assim, ninguém o vem buscar...

Para terça-feira temo que Nuno deverá apresentar uma equipa menos ousada. Aposto que deverá apresentar: Iker; Maxi, Felipe, Marcano e Alex; Danilo, Herrera, André André e Layun; Adrian e André Silva. Ou Corona Ou Otavio no lugar de Adrian. Joga-se a época!

 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Não faltam motivos


Acabou por ser um momento que marcou o jogo de ontem. Acabou por ofuscar o desnorte inicial, a boa reação e algumas decisões estranhas ou erradas da equipa da arbitragem. De facto, não é normal ver-se um jogador a chorar no banco, muito menos no início da época. Isto com a agravante de se tratar de um capitão de equipa e um dos portistas do plantel. Não foi propriamente uma reacção 'à Rochemback', mas se Rúben chora por não ter sido opção, faz mal. Mas eu acredito que Ruben é tão portista como eu. E sendo assim, não faltam motivos para chorar... Poderei deixar apenas alguns:
1) Poderá ter vontade por chorar pelo facto de, apesar de estarmos em pré-época desde Março, termos um plantel mais desequilibrado do que há um ano, e há dois e mesmo há três anos, na mesma altura. E todos sabemos que essas foram épocas de tanto sucesso...
2) Pode também chorar pelo facto de ser claro há meses que a equipa precisava de reforços e perceber que eles tardam a chegar. Havia claras lacunas em termos de criatividade. Veio Otávio mas já está encostado à ala. Vale-nos o facto de ele se estar a adaptar bem, mas continua a ser pouco. Na defesa precisávamos de reforços. Um titular ou dois para a zona central e boas alternativas para a lateral. Vieram dois brasileiros, um parece bom e outro parece mau. O problema é que o bom veio para a zona onde apenas precisávamos de alternativas e o mau veio para a zona mais carenciada. Está tudo ao contrário. Que planeamento é este?
3) Também me entristece bastante perceber que tenho um treinador que é daqueles que muda tudo antes dos jogos importantes. Vi este 1-4-4-2 apenas por minutos na pré-época e isso notou-se nos tais primeiros minutos que NES classifica como discretos. Eu lembro-me de outras palavras por 'D' como desnorte, desorganização ou diferente de tudo o que vimos até agora, seja na pré-época ou em Vila do Conde. Isto para nem falar no facto de este esquema expôr ainda mais as lacunas do plantel e alguns dos grandes erros deste inicio de época, como por exemplo a trapalhada da inscrição de Depoitre na UEFA. Nem se percebe que, sendo esta a táctica, um jogador como Bueno não estar sequer no banco. Nem aboubakar, mas falo desse já a seguir.
4) Também me daria vontade de chorar se visse a a equipa a precisar de reforçar o ataque e olhasse em redor e tivesse apenas laterais, extremos e médios. Nenhum avançado. Reparem que todas as substituições que NES fez, afastaram a equipa da baliza adversária. Tira um médio e mete outro. Tira um avançado e mete um extremo. Por último, ia tirar o Otavio para meter o Ruben. Lá percebeu que seria certamente a sua primeira assobiadela no Dragão e foi a tempo de corrigir. Mas não foi a tempo de eliminar a indicação clara de desnorte. E até percebo que ele estivesse desnorteado. Olhava para o banco e não tinha soluções para continuar a encostar a Roma 'às cordas'. Mas foi ele que pôs Brahimi e Aboubakar na bancada. Foi ele que tirou Bueno das opções. E ele também não é totalmente alheio à trapalhada de Depoitre.

Enfim, não faltam razões para estarmos apreensivos. Tudo foi mau nos últimos anos e este ano tudo parece na mesma. Ainda assim, convem não esquecer que esta equipa tem demonstrado bastante fibra. Garra bastante superior à qualidade de jogo, mas não deixa de ser um óptimo sintoma e um ponto a favor de NES. No primeiro jogo, começámos a perder num dos estádios mais difíceis do campeonato. Ontem levámos um 'baile' nos primeiros minutos, que podia ter resultado num 'score' irrecuperável. Sou capaz de arriscar que as equipas dos últimos anos não seriam capaz de reagir a isto. Mas será que chega? Será que a garra resiste a mais erros de Felipe? Será que a garra de Otávio, de Maxi, de André André e de André Silva vai continuar a sobrepôr-se à apatia natural de Adrian e momentânea de Herrera e Corona? Será que a fantasia de Otávio vai continuar a fazer esquecer a de Brahimi? Será que os falhanços de André Silva não vão passar a ser tratados como os de Aboubakar? Certamente! Pelo menos até ao primeiro grande desaire...

O jogo começou por correr bastante mal e a eliminatória poderia ter ficado decidida naqueles primeiros 20 minutos. Com a reacção e com a expulsão, o resultado passou a 'saber a pouco'. Perdemos uma boa oportunidade de ganhar vantagem perante uma adversário que confirmou ter mais e melhores argumentos. Mas cometeu um erro disciplinar grave que não soubemos aproveitar. À medida que o jogo se aproximava do final, a ausência de opções no banco afastou a equipa da reviravolta. A arbitragem também não ajudou muito. Há um penalti claro antes do intervalo e houve mais um lance decidido com acesso a imagem televisivas. Bem decidido aliás. Mas ficou claro que nenhum dos árbitros tinha a certeza. E não me lixem! Acham mais provável que o lance tenha sido clarificado por aquele gajo que tem monitor ou pelas duas conversas que o árbitro teve com o fiscal, que também não levantou a bandeira, e com o árbitro de área, que está numa péssima posição par avaliar? Se é para utilizar a TV que se assuma e passa a ser igual para todos.

Individualmente Gostei de Otávio, para mim o MVP. Gostei também do desempenho dos dois laterais, sobretudo Alex. A garra dos Andrés é contagiante e muito importante para a equipa. Adrian não fez um grande jogo mas é um Adrian melhor do que vimos há dois anos. Ainda não chega. Casillas teve uma grande trapalhada, mas foi-se redimindo. Pela negativa todo o contributo do banco duas e Felipe. Temo que enquanto for titular será presença constante entre os piores. 

Estamos dentro! Não pensei que fosse possível. Muito menos aos vinte minutos do jogo de ontem...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dúvidas, ainda...


Está apresentada a versão 2016/2017 do FCPorto. Tal não significa que os contornos estejam bem definidos. Já sabemos que a data de fecho do mercado está longe e que isso torna impossível que um clube vendedor, como o nosso, tenha o plantel definido nesta altura. É uma atenuante que não ajuda a explicar o estado de incerteza que vivemos em todos os sectores, com a excepção da baliza. E isso, perante a seca de título de que padecemos, é muito preocupante! 

Mas quem vê este entendimento entre Otávio e André Silva e os resultados que nos tem trazido nos últimos jogos, até pode achar que estou a exagerar. Para quem tiver essa tentação, aqui fica uma listagem das minhas maiores preocupações: 
- O plantel tem lacunas e Nuno e o clube fazem questão de o mostrar a todos, incluindo os jogadores, ao guardarem 'caprichosamente' as camisolas 4 e 9 para os 'reforços'. Se acham que é coincidência, tentem explicar-me porque é que o 9 saiu das costas de Aboubakar? 
- Vamos aos proscritos. Acho esta história do Aboubakar e do Brahimi muito estranha. Não poderá ser uma luta anti-Doyen porque Corona tem um papel reforçado no plantel deste ano. Isto para não falar da óbvia relação de Nuno com o Mendes e não oficialmente de Mendes com a Doyen. Não sendo isso, acho difícil de compreender que dois dos melhores jogadores do plantel passem da titularidade para a bancada. Com Indi acontece o mesmo. Será que incomodam pelo facto de terem mais talento que os titulares? Desestabilizam? Não consigo compreender. Ou se assume que há problemas disciplinares com estes jogadores ou teremos de concluir que é uma gestão de clube pequeno. Isto porque não há qualquer argumento técnico que me convença que Brahimi não é o melhor extremo do plantel, que Aboubakar não é um dos dois melhores avançados e que Indi não é um dos dois melhores centrais. Se são para vender, jogam enquanto tiverem contrato, como se exige a qualquer profissional. Se são para vender, venham já os reforços. É que não vamos lá com Adrians e com Varelas. Jogam os melhores e no banco estão as melhores alternativas. Manda a lógica e o bom senso!  
- Seguimos pelos centrais. Os erros de Chidozie assustam e muitos começam a traçar-lhe um futuro modesto no clube. Mas não posso deixar de reparar que ele tem falhado numa posição em que pelo menos 3 centrais, de 7 milhões de euros cada, não fazem melhor. Recordo que o nigeriano tem 18/19 anos... Estou a falar de Indi, Reyes e Felipe. Reparem que já incluo Felipe neste grupo. Confesso que não me entusiasma. Não acho que se destaque de nenhum dos outros centrais do plantel, o que é uma desilusão, dado o preço e dada a idade. Simplificando, um central que custa 7 milhões e que tem 27 anos não pode ser apenas um projecto de jogador ou um jogador para se ir adaptando. Daí o 4 estar livre. É preciso um patrão mas os 7 milhões dariam jeito para contratar um jogador melhor e talvez mais novo...
- De seguida os avançados. É mesmo difícil perceber como é que temos todas as nossas esperanças entregues a um miúdo (mas não lhe damos o número mítico do bibota) e temos na retaguarda um eterno flop que começou esta pré-época a treinar com a equipa B. Falta alguém. Fala-se de um 'pinheiro' belga e eu fico sem saber se sabemos como queremos jogar. A única certeza é que nos dão é que Aboubakar não serve.
- Depois temos os laterais. Também se contratou um titular para a lateral esquerda. Confesso que ainda não me entusiasma, mas também não me assusta, como no caso de Felipe. O plantel segue mais composto mas falta ainda uma outra solução para fazer sombra a Maxi. Sempre poderemos assistir ao desempenho dos nossos melhores laterais. Mas para isso teremos de ver jogos do Rio Ave ou o campeonato francês...
- No meio campo Herrera continua a secar tudo. Sempre um jogador que tanto promete e que tão pouco concretiza. A maior façanha que atribuo a Herrera é o facto de ter conseguido fazer com que todos os treinadores fraquinhos que por cá têm andado  abdiquem do 10 para deixar espaço para o menino correr e fazer um bom jogo de 4 em 4. Haja coragem para tomar as decisões que nós precisámos no meio campo. Precisamos de um verdadeiro 10 ao leme do nosso jogo ofensivo. Seja ele Otávio ou Evandro ou até João Carlos. É preciso voltar ao nosso verdadeiro esquema. O que tantos títulos nos deu. Estes Herreras e Guaríns disfarçados de 10 não me convencem. E já agora precisamos de Ruben Neves atrás. Sei que isso implica um campeão europeu no banco mas é esse o futebol que eu gosto. Danilo é bom mas não é o melhor 6 do plantel. 

Já sei que nem tudo é tão mau como aqui pintei. Mas isto são preocupações e frustrações que tenho, causadas por esta gestão de clube que considero irreconhecível. Esta é uma boa altura para descarregar. Sempre ficamos com uma boa lista de bitaites para comparar com o resultado final. Que não haja razões para dar razão aqui ao menino...

segunda-feira, 25 de julho de 2016

De Regresso


Tivemos umas merecidas férias aqui no blog. Não foram férias do trabalho. Essas ainda hão de vir. A época foi bastante traumática e, escrever semanalmente sobre o clube e a época passada, foi extenuante. Neste período de férias sempre deu para olhar para o futebol de uma forma menos apaixonada. Eu bem tentei, durante o Euro, transferir os meus afectos para a nossa Selecção, obviamente sem grande sucesso. Ainda assim, uma saborosa vitória. Muitos falam no futebol menos bonito, na sorte e noutras 'merdas' que têm servido para atenuar a nossa desilusão noutras ocasiões e que agora servem para desvalorizar este feito. Tipicamente Português.... O caneco é nosso e o nosso futebol já o merecia há muitos anos! Tenho imensa pena que não pudéssemos ter mais jogadores do FCPorto neste momento histórico. Vi serem dados demasiados minutos para jogadores banais como Eder, Adrien, Cedric, Eliseu, etc., e poucos a André André, a André Silva e ao Ruben Neves, mas esse é um sintoma da nossa época e da nossa política dos últimos anos.

Por falar em política desportiva, podemos começar por aí a pré-avaliação à construção do plantel. O Presidente tínha-nos prometido uma política de integração dos 'retornados' e dos jogadores que brilhantemente venceram o campeonato da Segunda Liga. Os B's já foram todos despachados para os Olímpicos ou para rodagem em Primeira Liga e, dos retornados, sobram Otávio, Reyes, Hernani e Josué, sendo que estes últimos não deverão durar muito. É mau? Não sei e não consigo avaliar agora. Mas sempre é um sintoma de 'navegação à vista' que oscila de acordo com o treinador ou com o que o mercado nos oferece. Dou um exemplo paradigmático: Rafa vs Alex Telles. Parece-me um caso claro em que se tinha um plano de valorização de um jogador da casa que foi abandonado perante uma oportunidade de mercado, de comprar um jogador seguido há muito tempo, por um preço considerado barato. E o Rafa e os adeptos que têm muita esperança nele terão de esperar... Já a contratação de João Carlos Teixeira vai no sentido inverso. Também retira o lugar no plantel a Graça, Chicão, Josué e até a Sérgio Oliveira, mas é português, com potencial e foi barato. Com isto pretendo dizer que não se percebe um rumo e isso assusta um pouco. Em suma, tivemos a limpeza das contratações de inverno, a limpeza dos B's que vão rodar mais um ano, a devolução dos retornados ao mercado dos empréstimos e três entradas. Duas são de brasileiros caros (pelo menos para já) e um português barato. Quanto a saídas, Helton e apenas sabemos que Indi não vai ficar e que Quintero já é um caso perdido. Tudo o resto é incerto e nem sequer houve desmentido das notícias que garantiram que não cumpriríamos o fair-play financeiro. Ainda temos de vender? Tudo indica que sim. Resta-nos aguardar.

Quanto aos jogos de pré-temporada, nada de muito excitante. Há até alguns sinais precoces de desnorte defensivo que não deverá, no entanto, ser sobrevalorizado. Pré-época é para isto. Podemos no entanto ir tirando algumas conclusões avulsas:
- Na baliza, tirando a estranha saída de Helton, tudo normal. Estranha pela forma e não pela saída, que teria de acontecer. Veremos se ainda vamos a tempo de o tratar como ele merece. Gudiño tem de rodar para nos fazer esquecer a fraca época no União.
- Chidozie continua com tendência para a desgraça, mas o golo do reforço Felipe na própria baliza é para já o lance mais ridículo da pré-época. Mas ainda assim, dá a ideia de que veio para ser titular, faltando saber apenas quem o acompanha: Marcano, Reyes ou Chidozie. Aqui temos um excedentário em Indi;
- Nas laterais o reforço Alex Telles tem um desempenho típico de lateral brasileiro. Entusiasma quando sobe e desilude quando tem de encontrar o melhor posicionamento defensivo. Se assim for, Layun e Maxi não deverão ser apoquentados ao longo da época.
- Ruben e Danilo têm lugar cativo e qualidade que sobra. Há quem goste muito mais do Ruben, porque é mais completo, pensa o jogo, passa curto dentro do bloco ou longo nas costas, e há outros que preferem a força da natureza que é Danilo. Pelo descritivo já percebem em que grupo me incluo.
- João Carlos Teixeira e Otávio começam a pegar no jogo com qualidade e com técnica, algo que André André ainda não está a conseguir e algo que Herrera teima a fazer, ora muito bem, ora pessimamente, consoante o calendário lunar ou o que quer que funcione com ele. É que, passados três anos, eu ainda não percebi... Josué e Quintero estão de saída e Sérgio Oliveira deverá seguir o mesmo caminho.
- Por muito que o critiquem, Brahimi continua a dar o sal ao nosso futebol. Ele e Corona, mas este último tem de ser mais constante. Quanto a Hernani, não se percebe a sua manutenção no plantel e  Varela também não conta. Até o encostam a lateral... Dá toda a ideia que vamos tentar contratar outra solução para a ala, apesar de a opção Otávio estar a dar algum resultado.
- André Silva parece ser uma solução indiscutível para titular, mas não convém subalternizar Aboubakar que também é jovem e tem muito para dar ao clube. Se Suk não conta, falta outro. A não ser que aconteça algo Bueno com que não estamos a contar.

Na quarta feira teremos mais respostas. Siga a pré-época mais longa da história do clube!


quinta-feira, 2 de junho de 2016

O pai, o filho e o Nuno


Nível humorístico no título: elevadíssimo!

Pela imprensa, o processo foi conturbado. O pai queria um, o filho queria outro, o Antero queria outro... Uma confusão! Pelo que nos diz o Presidente, o processo foi calmo e resolvido à primeira tentativa. A verdade deverá andar algures pelo meio...

A verdade é que se volta a recorrer a um homem de Jorge Mendes para dar a volta a um ano horrível. Já sei que os portista falam de três seguidos, mas o ano do meio, mesmo sem títulos, foi bem melhor que o ano de Paulo Fonseca/ Luís Castro e que o segundo de Lopetegui/Peseiro. Há dois anos, todos diziam que precisávamos de um perfil ambicioso para reformular plantel, espicaçar os jogadores acomodados e para projectar o futuro. Jorge Mendes colocou cá um treinador seu para aproveitar a habitual rampa de lançamento. Passados dois anos, as necessidades mantém-se, com a agravante de a seca de títulos se ter prolongado. O 'amigo Jorge' volta a ajudar colocando cá o seu cliente nº1 (em antiguidade, não em notoriedade). O Mendes ajuda muito! Espero que lhe paguemos a comissão em letras, para descontar daqui a um ano. Depois, logo se vê...

Vamos a Nuno Espírito Santo. Comecemos pelas vantagens. É um ex-jogador, com muitos anos de casa e ex-capitão. Por muito que não fosse um líder em campo, lembramo-nos que pouco jogava, era um líder natural de balneário. Esta é uma característica que aprecio nele e difícil de encontrar no mercado actual. Isto porque outros nomes que apresentam esta conjugação de características, como Jorge Costa ou até Domingos, por exemplo, estão em fases de estagnação das suas carreiras. Nuno não está, por muito que tenha falhado no segundo ano no Valência.

Em termos de currículo, tivemos um ano de estreia muito bom no Rio Ave,  e um ano menos bom, mas com duas finais de Taça para compensar. No primeiro ano de Valência ficou em quarto lugar a um ponto do Atlético de Madrid de Simeone. Bom! No segundo ano começou mal e poderá não ter tido tempo de recuperar. Os dois treinadores que o substituíram, fizeram bem pior. Quando saiu estava em 9º a 2 pontos da Europa, e terminaram 12º a 14 pontos... Ou seja, em termos de currículo como treinador principal, não será pior que grande parte das opções anteriores para o cargo. Antes pelo contrário. 

Mas arrisco dizer que o currículo tem importado muito pouco nas últimas escolhas de Pinto da Costa. Já desisti de tentar avaliar por aí. Ele opta mais pela personalidade e carisma e, estatisticamente e mesmo contando com os últimos três anos, tem-se dado bem. Dá a ideia de preferir isso às próprias ideias de jogo, visto que aposta em gente com currículo curto e ideias de jogo em fase de consolidação. Como jogam as equipas de Nuno? Podemos dar palpites, mas não chegamos lá. Importam as características pessoais. E quais são as características que mais se destacam? Feitio vincado, mas expresso com tranquilidade. Discurso pausado mas forte, às vezes a roçar o paternalismo e até a arrogância. A isto temos de juntar ao facto de ser um ex-capitão com ligação quase umbilical ao maior empresário de jogadores do mundo. Ideias de jogo? Só a partir de Julho, mas iremos ter algumas noções pelo andamento do mercado, nomeadamente a política de dispensas, empréstimos e contratações.

Veredicto? Só no fim dos primeiros jogos. Lá para Setembro/Outubro. Uma aposta arriscada, como já é habitual. Para já, como sempre, terá o nosso apoio incondicional!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Humildade



Mais uma vez terminámos a época sem nada! São já 3 épocas seguidas. Atrevo-me a dizer que é merecido. Talvez a nossa exibição a partir da segunda parte, aliada à pálida exibição ofensiva do Braga, nos possa iludir em exercícios de merecimento e justiça, que são subjectivos e coisas de 'calimero'. Olhando para a época na sua globalidade, não ganhar nada, assenta bem perante tão fraco desempenho de Presidente, direcção, treinadores e jogadores.

Que sirva de lição! Eu chamo-lhe o 'banho de humildade':
- Humildade na equipa: Nota-se paulatinamente a necessidade substituir os jogadores em plataforma de promoção pessoal e de incutir mais traços de Portismo na equipa. Começou com Ruben e André André e culminou na afirmação do miúdo André Silva, finalmente com golos, e na estabilização de Sérgio Oliveira no onze. No próximo ano teremos Rafa Soares e espero que Chicão e Ivo Rodrigues também tenham uma oportunidade.
 
- Humildade na estrutura: O 'mito da estrutura' tem vindo a atenuar-se. Havia, por exemplo, nos tempos de Vitor Pereira, uma ilusão de que um cone de sinalização, no lugar do treinador, chegava para fazer desta equipa, uma equipa vencedora. Esta sucessão de más experiências na liderança técnica da equipa deverá devolver a humildade na escolha e a noção de que se trata de um ponto fulcral para a inversão desta tendência de declínio. Começaríamos bem se se admitisse que a opção Peseiro foi terrível e que nem todos os males se concentram em Lopetegui.

- Humildade nos adeptos: Talvez se pense duas vezes antes de se soltarem os lenços brancos, num jogo de taça da liga, num momento em que a equipa se encontra em primeiro lugar. Ou antes de se assobiar o treinador só porque não dá minutos a um jogador da casa ou  porque não o põe a marcar um penalti. É certo que o treinador não pode agradar a todos e que nessa altura o seu desempenho se estava a degradar mas, naquela altura, fazer a vontade aos adeptos sem uma alternativa de qualidade, foi pior para o FCPorto. Contra mim falo. Não assobio no estádio mas vou escrevendo aqui, nem sempre com razão. Há que desenvolver nos adeptos um equilíbrio de exigência à FCPorto que não chegue aos limites de sermos 'adeptos só de vitórias'. É difícil, mas vamos evoluindo.

Siga a pré época!