quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Tal Pai, Tal Filho...

Passagem de testemunho


Já sei que é cedo mas seria ideal que a um goleador tão sublime como Jackson, sucedesse um goleador fabricado no Olival. Ainda por cima, um jogador portista de segunda geração. E se Gonçalo falhar, saibam que o irmão Vasco já marca golos pelos sub-15... 

É para isto que serve esta competição. Os minutos que jogadores como Gonçalo, Ivo e até Ricardo e Evandro ajudam a aproximá-los mais da titularidade e isso vai ser importante nesta fase da época que se avizinha.

O jogo não tem grande história. Golo cedo, académica frágil... Deixo apenas algumas notas:
- Gonçalo estreou-se a marcar e com um festejo que já vimos nalgum lado...
- O segundo golo de Jackson é uma maravilha.
- Ruben faz um passe que isola Tello na primeira parte, que não fica atrás do golo de Jackson.
- Tello deve ter batido o seu record de remates num jogo. Muito activo.
- Quintero entrou muito mexido e com vontade que Gonçalo marcasse.
- Evandro poderá ter resolvido o nosso problema com os penaltys. Se jogasse mais... 
- Não é jogo da taça da Liga sem um golo sofrido...
- O árbitro era bastante fraco. Enquanto for na Taça da Liga...

Siga para as meias finais. Será interessante a oportunidade de destruir o 'autocarro' dos Barreiros. Dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar...

domingo, 25 de janeiro de 2015

Aberração


Este resultado de ontem é mesmo uma aberração. Mas estes jogos acontecem. O problema é a desvantagem que já tínhamos e que nos impedia de ter percalços destes. Não convém 'atirar a toalha ao chão', blá, blá, blá. Teremos de seguir esperando pelo milagre...

Apenas uma equipa jogou à bola. Outra dava porrada e tentava ganhar cantos e lançamentos. Nada contra. O Marítimo está muito fraco e tem de jogar com as suas limitações. Nós é que temos de ter capacidade para contrariar isso. E tivemos. Não consigo fazer grandes críticas à equipa e à equipa técnica. Foi mesmo uma aberração de resultado.

Individualmente gostei de Quaresma e de Jackson. Não gostei de Casemiro. Foi dos mais nervosos e golo surge da posição que ele deveria estar a ocupar. Quintero e Herrera também não estiveram bem.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Helton chora e o futebol também


É mesmo uma competição maldita para o FCPorto. Tudo nos acontece: perder nos penaltis em pleno Dragão, decisões de secretaria, frangos do actual treinador do Valência, etc.. Agora isto. Se a Supertaça tem sido uma competição secundária talhada para nós, porque estamos lá muitas vezes, a Taça da Liga insiste em dar aos portistas razões para não gostarem. E seguimos não gostando... 

Pouco há a acrescentar. O objectivo era, ver mais uma vez, jogadores menos utilizados, num jogo com grau de dificuldade superior.  O jogo apenas permitiu uma avaliação a Helton, que esteve assombroso. Os outros tiveram uma entrega que nos orgulha, mas que se exigia perante as contrariedades. Talvez Helton lhes tenha demonstrado o que é o FCPorto e isso pode ser muito positivo!

Condicionalismo por condicionalismo, entre a lama e o Cosme, prefiro a lama!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Futebol de galochas


Quem sabe jogar, joga em qualquer sítio, terreno, circunstância, etc. Mas já é a segunda vez este ano, em que as condições climatéricas e de terreno tornam mais equilibrados jogos que não o deviam ser em condições normais. Desta vez salvámos os três pontos com muita luta e alguma arte e astúcia. Exibição agradável com golos legais, apesar do que o plano enviesado da câmara fez crer. A linha de fora de jogo ajudaria a esclarecer, mas também não se distinguia no meio do pantanal... 

O jogo começou morno com as duas equipas a testarem o que o terreno permitia fazer. Os dois golos de rajada vieram dar alguma segurança para a eventualidade (consumada) de o terreno ficar impraticável. O golo adversário surgiu da única forma possível: uma 'carambola' na área com alguma azar à mistura. A entrada de mais um 'tanque' ajudou a serenar o jogo e a vitória ficou reforçada com naturalidade.

Individualmente, dois jogadores estiveram bem melhores que todos os outros: Jackson e Oliver. O MVP vai para o colombiano que está nos três golos. Oliver surpreendeu. Muita arte para tanta lama. Casemiro esteve bem mas facilitou no golo sofrido. Herrera também esteve bem. Os defesas tentaram não complicar, com excepção de um lance de Alex Sandro e o golo. No resto estiveram bem, dadas as circunstâncias. Quaresma não esteve muito bem, mas não consigo perceber como Tello fez os 90 minutos. Num jogo de choques, manter em campo um jogador que evita de uma forma tão clara todo e qualquer choque é um absurdo.

Adenda:

Já que há malta que se dá ao trabalho...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Destaques


Foi mais um jogo-treino e convem não perder muito tempo com isto. Destaques:

- Quintero - a "posição James" parece ser a melhor forma de o enquadrar num onze de forma a não comprometer a equipa. Há que apostar nesta solução porque aquele pé esquerdo, no banco, é um atentado ao futebol.
- Adrian - tem melhorado mas ainda não satisfaz. Ontem só contei duas trapalhadas e um grande lance em combinação com Quaresma.
- Reyes e Marcano - Não há discussão possível entre qual é a terceira opção para central. Reyes aparenta ser cada vez mais 'Stepanov' do que 'Pepe'. Reparem, no lance do golo sofrido, a diferença entre o que poderia ter feito e o que ele acabou por fazer. É que partiu 3 metros à frente...
- Ricardo - Já sei que estava demasiado aberto no lance do golo sofrido, mas não é isso que se lhe pede em jogos em casa? Um suplente de luxo.
- Evandro - Juntamente com Ricardo é dos suplentes que entra mais harmoniosamente na equipa. Merece mais minutos nomeadamente em alternância com Herrera, que tem explosão mas que por vezes lhe falta o 'cérebro' do brasileiro.
- Jose Angel - Um Emídio Rafael versão 1.1. Será ligeiramente melhor pelas qualidades ofensivas, mas não fico descansado quando o Alex não joga.
- Campaña - A bola não chora no pé do espanhol, mas a mobilidade e a agressividade ficam um pouco aquém da concorrência.
- Ruben - Regresso com segurança e tranquilidade. Expectável num tipo de 17 anos...
- Ivo e Gonçalo - Ivo entrou trapalhão mas nota-se que há ali muita qualidade. Pena a lesão. Julgo que o Gonçalo se podia ter estreado perante o 3-1. Mais uma vez inexplicável, Lopes...
- Helton - Aqueles calafrios com a bola nos pés... Tentou uma 'cueca' com sucesso e alguma sorte. Saudades, capitão!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sono tranquilo


O jogo foi um pouco entediante, há que reconhecer. Não é um drama. Por vezes, as facilidades do jogo convidam a equipa a temperar esforços. Pensarão: «se a cada vez que lá vamos, ou marcamos ou criamos lances de perigo, vamos doseando o esforço». Não gosto, mas também não me choca. Sobretudo se não permitirmos oportunidades ao adversário e se a equipa tiver o jogo sob controlo. Foi o caso.

É de assinalar o facto de termos chegado ao golo muito cedo e em cada uma das partes. Suficiente para evitar calafrios. Pelo meio, tédio q.b.. Havendo pouco a falar sobre o jogo sobram duas questões que me ocorreram pelo meio do sono no Dragão:
- Será que temos guarda-redes à altura do FCPorto?
- Será que estas constantes facilidades perante equipas como esta, que era o sétimo classificado, e o notório fosso entre os da frente e o resto do campeonato, vai fazer com que o campeonato se decida apenas nos jogos entre essas 4 equipas?

Começando pelo primeiro tema, direi que não consigo ter opinião definitiva. Para já, confio no Fabiano, mas não consigo tirar razão a quem se queixa de erros decisivos que teve e da sua dificuldade de encaixe no estilo de Lopetegui, que exige qualidade no jogo com os pés. Há erros em jogos em que perdemos pontos como Alvalade, Estoril e nos dois golos do Benfica no Dragão. É o suficiente para que eu o avalie como um bom Guarda-Redes, não sendo um craque (por falar em craque, estejam atentos ao miúdo mexicano que tem intercalado boas exibições entre os juniores e a equipa B).  Concluindo, há que ter a noção de que não podemos ter craques em todas as posições, mas há que estar atento às posições em que podemos melhorar. Na baliza e no colega do Indi, há margem para melhorar.

Quando às assimetrias do campeonato, é algo que me preocupa mais. Temos de recuperar seis pontos e apenas temos uma palavra a dizer em três deles. Tudo o resto está dependente de confrontos do nosso adversário, com adversários de um nível bem fraco. Facilmente se obtém séries de seis vitórias consecutivas e com números 'gordos'. E isso é o verdadeiro fenómeno motivacional em futebol. Não é o treinador psicólogo, nem os 'mind games', nem a 'santinha do caravaggio'. Eles já levam uma série de oito! Os portistas olham para a nossa equipa e acreditam. Se calhar se prestassem mais atenção à qualidade das equipas a partir do quinto lugar, acreditavam menos...

Individualmente destaco Jackson como MVP e as desconcertantes arrancadas de Herrera por entre o lateral esquerdo e o central. Não gostei particularmente das exibições de Tello e de Quaresma. Este último fez o seu teatro habitual na saída mas, entre os dois, qualquer um servia... Fabiano teve dois lances para intervir e arranjou trapalhadas nos dois.  Adrian entrou com vontade e não gostei do tom de troça com que o Dragão brindou as suas arrancadas. Pode ter sido impressão minha mas, se percebi bem, é tão nocivo como os assobios que tem ouvido...

Na terça-feira, mais um jogo de treino para assistir. Lá estarei.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

1987.08.26. FC Porto 7-1 Belenenses (Madjer)...

Esta semana, os azuis do Restelo levaram com uma goleada das antigas na minha cidade adotiva... há muito tempo atrás, tal também tinha acontecido no Estádio das Antas na jornada inaugural da época 1987/88, e um dos golos teve o carimbo do famoso calcanhar de Rabah Madjer...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

2004.11.13. Gil Vicente 0-2 FC Porto (Quaresma)...

Desta vez não marcou na goleada em Barcelos, mas há 10 anos Ricardo Quaresma fez isto...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Boas entradas


É uma frase muito repetida por esta altura. Depois daquela multidão no primeiro treino do ano até pensei que a entrada do FCPorto fosse fortíssima. Enganei-me. Tivemos duas más entradas. Na primeira parte durou até aos 20 minutos, na segunda parte até à entrada de Quaresma. Ainda assim, o resultado foi bom, a exibição também e os golos foram todos bonitos. Fiquei satisfeito.

Mas o que me agradou mais foi ver aquela subida a pulso na primeira parte. Entrámos mal mas, pouco a pouco, impusemos o nosso jogo, imprimimos velocidade e ganhámos com naturalidade. Importa analisar o contraste entre os primeiros minutos e os restantes. Por um lado, temos Casemiro que, sem linhas de passe, ou as inventa perdendo a bola ou passa para trás para Maicon alongar jogo para Tello e Jackson. Futebol irritantemente inútil porque as defesas contrárias estão consecutivamente em cima da sua área não dando grande espaço nas costas. Mais tarde, aparecem Oliver e Brahimi a assumir o jogo e tudo muda. A expulsão veio terminar com o jogo mas o segundo golo não tardaria, mesmo contra 11. Não deixa de ser perigosa esta oscilação entre o mau e o muito bom, mas não podemos dizer que a equipa não nos tem habituado a isso... No meio da nossa melhor fase, contra dez, conseguimos encaixar um golo sofrido e uma expulsão. Factos tão incríveis como os golos de Casemiro, Oliver e Jackson... Perdemos uma oportunidade de obter uma goleada histórica.

Individualmente, tivemos um recital de Brahimi e Oliver. Normalmente, pisam os mesmo terrenos o que os transforma numa dupla ameaça e consequentemente, muito mais difícil de conter. Atribuo o MVP a Brahimi que foi o que causou mais estragos. Vai deixar saudades. Oliver também, mas isso é só em Junho... O resto da equipa esteve bem com três exceções. Herrera esteve particularmente mau na finalização, Casemiro intranquilizou a equipa no início e Alex Sandro estava visivelmente embriagado. Tanto o vimos a tentar o golo do ano, como a tropeçar numa toupeira imaginária e a ser expulso num lance perigoso para a baliza, mas sem qualquer perigo para o resultado. Adrian fez uma assistência para golo! Eu sei que o mérito é de Oliver mas convem ir motivando o nosso deprimido porque, sem Brahimi, vamos vê-lo jogar mais minutos em jogos a sério. Continuo a esperar mais de Quintero, nomeadamente em jogos destes.

Boa reentrada no campeonato apesar da má entrada no jogo. Que sirva de lição. Resta-nos ganhar os jogos todos e, entrando bem, a coisa fica ainda mais fácil.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A Trindade do Lopes


Como nota introdutória, direi que não me apetecia esperar pelo nosso primeiro desempenho na Taça da Liga para fazer a minha avaliação do trabalho de 2014 de Lopetegui. Não haveriam muitos resultados que pudessem mudar a minha opinião, fossem positivos ou sobretudo os negativos. Por isso, escrevi este texto antes do último jogo do ano.

Em termos objectivos a avaliação esquematizada por competição é fácil:
- Campeonato - Má
- Champions - Muito boa
- Taça de Portugal - Péssima

Sou capaz de arriscar que é uma avaliação consensual entre os Portistas. Mas globalmente o nosso desempenho em termos de resultados, considerando um nível de exigência FCPorto, foi mau. Temos apenas a Champions como amenizador dos resultados internos. Mas será que a Champions chega para compensar os restantes resultados? Convem não esquecer a importância desta competição para o nosso modelo de clube, sobretudo para o nosso modelo de negócio. Pondo a questão noutros termos, na Europa atingimos com facilidade e brilhantismo o objetivo mínimo, mas no campeonato o objetivo mínimo é igual ao máximo. É o título! E esse vai a seis pontos de distância. Por isso e apenas por isso, a minha avaliação, a meio do campeonato, é má. 

Ora se é má, importa saber se o Lopetagui teve e tem condições para fazer melhor? Essa avaliação ajuda a perceber se os resultados maus (consideração minha) têm atenuantes ou agravantes.

Dada a quadra natalícia, resolvi pôr a questão sob três planos representados pela famosa trindade: Pai, Filho e o Espírito Santo.

Comecemos pelo Pai. O Presidente dá condições? Bem, por aqui não há nada de novo. É das características que mais apreciamos em Pinto da Costa. O treinador tem o apoio incondicional do Presidente até ao limite do razoável. Todos têm tido, sem excepção. Não há um único registo de um ex-treinador do FCPorto que não declare consistentemente que teve todo o apoio do seu Presidente e da estrutura dirigente. Acresce a estas boas condições de trabalho o invulgar prazo de contrato com o treinador: uns inéditos três anos de contrato, anunciados logo na apresentação do técnico. Por aqui tudo bem, ao contrário do que acontece noutros clube...

Vamos ao Filho. Jesus representa nesta argumentação a força dos adversários, mais concretamente o que vai à nossa frente, que é o que mais interessa. O facto de termos um adversário directo que aposta consecutivamente no mesmo treinador é uma desvantagem num momento em que o FCPorto aposta num novo rumo. À partida a tarefa de Lopetegui sai dificultada. Mas o facto de Jesus continuar, permite também que se faça uma comparabilidade mais precisa entre o plantel do ano passado do nosso adversário e o deste ano. Se nada mudou a não ser o plantel, não será difícil concluir que o adversário está teoricamente mais fraco. O plantel é mais curto e de pior qualidade. Nota-se no futebol, nota-se na Europa, está à vista de todos. Se não estamos à frente temos de reconhecer que, até ao momento, Jesus está a fazer melhor com menos. Isso também tem de ser tomado em consideração na avaliação desta metade de época.

Para terminar, o Espírito Santo. Aqui refiro-me à qualidade do nosso plantel. Aparentemente, a derrocada de um importante parceiro financeiro, não infuenciou a construção de um plantel de qualidade e equilibrado. Pelo menos não influenciou tanto como no caso do nosso adversário. O tal que vai a seis pontos e que teve de vender novamente um dos melhores jogadores nos últimos dias. Já o FCPorto, no banco contra o Setúbal, estavam um internacional mexicano, um argelino, um espanhol, um colombiano e um camaronês. Quatro deles, jogaram no último mundial. Em campo estavam mais sete internacionais. É indesmentível que o nosso plantel é melhor que o do ano passado. Mais qualidade, mais variedade, mais soluções, isto apesar da crise.

Não falta apoio, não faltam condições, não faltam jogadores. Sucede até que o principal adversário está notoriamente mais fraco. Tudo isto torna o facto estarmos a 6 pontos do primeiro lugar num insucesso desportivo ainda maior e numa avaliação mais negativa do trabalho de Lopetegui. É a minha opinião intercalar e que infelizmente coincide com a opinião inicial. Esperemos que a do final de época seja  bem melhor! Esperança de adepto...

A esse propósito e como estou apreensivo, vou falando com portistas sobre o assunto. Não há ninguém que diga que está plenamente satisfeito, mas uns acham que ele está a adaptar-se ao lugar e que ainda vai a tempo. Uns falam do 'colinho' ao adversário desvalorizando erros próprios. Outros acreditam que qualidade do plantel e do clube aparecerá mais cedo ou mais tarde. Entre estes grupos tem gente que gosta e gente que não gosta de Lopetegui. Percebo apenas uma tendência generalizada de moderado optimismo que eu não percebo. Arriscando ser um pouco demagógico, pergunto: e se ele se chamasse Lopes? Ou Paulo? Ou Vitor? Será que os adeptos estariam divididos quanto à avaliação do trabalho do treinador? Será que estariam esperançosos numa reviravolta inédita nos últimos anos perante a distância de seis pontos? Tenho dúvidas.