segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Difícil mas saboroso


Sinceramente estava à espera de melhor. Mas o Braga dificultou muito a nossa tarefa e evitou que pudéssemos apresentar o futebol e o controlo dos últimos jogos. Mas, provavelmente, uma vitória nestas condições poderá empolgar ainda mais a equipa. E cheira-me que na sexta-feira teremos nova vitória no AXA.

O jogo começou bem com duas oportunidades claríssimas. Continuou assim até aos 25 minutos. A aí o Braga recuperou o controlo do jogo de uma forma que ainda não tínhamos visto este ano. Nesse período o nosso meio-campo não conseguiu pegar no jogo e, desta vez, parecia mesmo que estava a tentar. Portanto, mérito do Braga. Na segunda parte o jogo foi mais repartido e longe das balizas. Nesse período só as jogadas de James iam quebrando a lógica do 0-0. No entanto, quando menos se esperava lá apareceu o lance do jogo e o melhor jogador em campo decidiu como só ele sabe e com alguma sorte. Mas a sorte procura-se. Enquanto Peseiro ia reforçando a defensiva, Vitor Pereira meteu mais um avançado e, apesar de ser o inócuo Kleber, deu um sinal à equipa. Em suma, correu bem, mas devemos analisar com calma o que se passou para que passássemos grandes partes do jogo por baixo do adversário. Não convém esquecer Xistra. É demasiado fraco e, entre outros lances, o amarelo a Otamendi é inacreditável. É ele que sofre falta. Mas não convém esquecer que fomos beneficiados num penalti, para mim, claro.

Individualmente, destaco o MVP James. Num jogo tão equilibrado, só mesmo o génio para desbloquear o resultado. Destacaria igualmente os dois laterais. Sobretudo o Danilo que fez talvez a sua melhor exibição da época. Teve ainda participação decisiva no lance do golo de James. Pela negativa, Varela que não fez nada de significativo no jogo e os primeiros 92 minutos de Jackson que foram dos piores que lhe vimos.

Para terminar, gostaria de deixar a minha preocupação com a atitude de Lucho quando foi substituído. Fez cara feia e prejudicou a equipa porque demorou a sair. O próprio Vitor Pereira não pareceu muito contente no final do jogo. É preocupante haver fricção entre capitão e treinador nesta altura. Que seja coisa própria do calor do jogo...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Triple threat


Noite tranquila no Dragão. Isto apesar do péssimo relvado e dos pequenos sobressaltos a que fomos assistindo. Graças à baixa intensidade que se foi empregando no jogo tivemos uma bola ao poste, outra tirada em cima da linha e um corte in extremis de Otamendi. Isto tudo na primeira parte, mas dava a ideia que, se houvesse contrariedade, facilmente se resolveria. Do outro lado tínhamos Moutinho a abrir o livro. E foi ele que acabou por decidir o jogo com duas assistências e um golo. Mas o que mais impressiona no FCPorto não é a individualidade. É a dinâmica do nosso trio de armadores de jogo. Não consigo identificar se isto tem dedo do treinador ou não, mas até acredito que possa ter, visto que eles já cá estavam no ano passado e não assistíamos nada disto. O que temos visto é um carrossel de passes até à definição em passes de ruptura. Até aqui, tudo normal. A nossa vantagem é que esse momento pode partir de Lucho ou de James ou, como se viu ontem, de Moutinho. Isso já é demasiado para muito boas equipas, quanto mais para o frágil Dínamo de Zabreb. Eles ainda causaram alguns calafrios mas pareceu mais nabice/desleixo do FCPorto do que mérito deles. No final deu até para preparar o  jogo com o Braga com o provável esquema titular.

Individualmente, destaque óbvio para o MVP Moutinho. Além da participação decisiva nos três golos do jogo, foi dos poucos que jogou com concentração no máximo. Os restantes estiveram num plano razoável. A excepção será Abdoulaye. É uma embirração: não gosto deste jogador. Não é de agora. Já nos juniores me parecia o que parece agora. Compensa a lentidão e fraca mobilidade com dureza excessiva. Até agora não comprometeu, mas julgo que temos, entre equipa principal e equipa B, cinco centrais melhores que este. A lesão de Maicon poderia ter sido uma boa oportunidade para consolidar Mangala como opção séria para central. Mas só a partir de agora é que vai ter minutos na sua posição.

Vem aí um dos jogos da época. Se mantivermos o nível dos últimos jogos, a vitória dificilmente fugirá.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Não houve Taça




Poderão dizer que o resultado é enganador, que não espelha as dificuldades que tivemos ou que até tivemos uma pontinha de sorte. O que vi foi que o FCPorto conseguiu deixar bem vincado o que o separa do Nacional. Controlou o jogo apesar de não ter sido brilhante, ganhou e conseguiu não se desgatar muito. E conseguiu isto apresentando uma equipa que tinha apenas dois dos habituais titulares. É óbvio que tinha jogadores com alguma rotação como Mangala, Defour, Atsu e Miguel Lopes. Ainda assim, foi um onze arriscado, sobretudo depois do que, uma equipa semelhante a esta, apresentou contra aquela pequena equipa de Vizela. Foi no entanto uma aposta ganha.

O jogo começou bem com a equipa a tentar o nosso jogo habitual. Foi conseguindo e o bom início ficou patente na boa jogada desperdiçada escandalosamente por Kleber e sobretudo no grande golo de Lucho. O resto da primeira parte foi dominada pelo FCPorto num ritmo de passeio, apesar de alguns sustos com as entradas descontroladas de Mangala, que já estava amarelado. Tal ritmo já pareceu não chegar para as alterações que o treinador do Nacional foi fazendo. As jogadas perigosas do Nacional foram aparecendo e os centrais e o guarda-redes passaram a ter mais trabalho. Era preciso ter mais bola e Vitor Pereira mexeu bem na equipa. Resultado: mais dois golos até ao final para deixar clara a diferença entre as duas equipas. Queixa-se o Nacional da sua falta de eficácia mas não os vi falhar nada pior do que o que falhou Kleber.

Individualmente destaco o MVP Lucho. Foi a peça que juntou esta equipa pouco rotinada. Só um jogador com esta inteligência é que o consegue e, se isso já não chegava, marcou um golo à Lucho, numa das suas habituais chegadas à área. Depois tivemos Atsu. É de facto um incendiário e um jogador com um futebol excitante. No entanto, começa a aprender a refrear os ânimos e travar a velocidade quando é necessário. Exactamente o contrário de Iturbe. Destacarei também a dupla de centrais. Pela negativa, novamente Vitor Pereira por causa de Mangala. Não é solução para a esquerda e é um acidente que deverá acontecer brevemente. Iturbe voltou a não aproveitar uma oportunidade. Danilo entrou tão mal que em poucos minutos conseguiu isolar um adversário.

A verdade é que, tal como na Europa, na Taça já estamos a fazer melhor que na época passada. Venha daí a Champions. O primeiro lugar está bem perto.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Paulo...


... Não te metas com a gente grande e contenta-te com o teu trabalhinho santo que te permite férias durante 8 meses durante o ano. É que ainda por cima, todos sabemos que, para seres seleccionador, não tens currículo, idade, títulos, provas dadas e consequentemente, falta-te legitimidade. Tens Ronaldo, Moutinho, Pepe, etc., e isso e o facto de não andares a inventar muito, vai-te valendo a ti e a nós. Mas atenção que, ultimamente, nem isso tem chegado...

Defender o indefensável é difícil. Normalmente tem de se recorrer a comparações estranhas com coisas que não têm necessariamente a ver com o caso em questão mas que dão jeito na altura. Ora é preciso saber fazer as coisas e, quando os neurónios escasseiam, a argumentação torna-se triste. E se é assim mais vale estar caladinho e deixar a coisa entrar no esquecimento. Este jogo com o Gabão é ridículo. Todos o sabemos. É dos melhores exemplos de uma prática das Federações que está a lesar os grandes clubes há anos. E isto aplica-se à nossa Federação e à colombiana. Simplesmente a nossa Federação está cá e é-lhe atribuído o estatuto de utilidade pública pelo Estado de um país que é nosso. Pelo facto de Pinto da Costa falar da FPF e do jogo do Gabão não implica que ele não ache o jogo da Colômbia nos Estados Unidos igualmente escandaloso. Mas o argumento até dá jeito porque, quem como o Paulo, não gosta de dar uso ao cérebro, pode até julgar que Pinto da Costa não gosta da selecção, não é patriota, quer a independência do Norte ao estilo da Catalunha e outras vilanices próprias deste senhor. Ou então, pior de todas as ofensas, está a imiscuir-se nos assuntos da Selecção! 

Esta é uma queixa repetida há muito por todos os clubes que cedem mais jogadores à selecção e este jogo com o Gabão é mais um belo exemplo e um belo pretexto para que se relembre que isto tem de acabar. E assim o Paulo passaria a ter ainda mais tempo de férias...

PS: Por falar em ingerências na selecção nacional deixo esta pérola que é a equipa que o génio Rui Santos apresentaria após a derrota no primeiro jogo do europeu com a Alemanha. É uma delícia!


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

É possível guardar este relvado?



Por exemplo, no frigorífico ou em sal? É que no mesmo dia em que anunciam um novo relvado para o Dragão, aparece um novo concerto para o próximo Verão... Vá lá que a qualidade da banda aumentou (gostos não se discutem mas os Coldplay irritam-me). Sendo assim, e se é para estragar mais outro relvado, mais vale replantar o actual uma semana antes...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Serviços mínimos




Tem sido um título de crónica repetido várias vezes aqui no blog.  Isto usa-se muito naquelas ressacas de jogos europeus em que o FCPorto apresenta uma exibição apenas Q.B. O jogo de ontem foi um desses. Não se jogou muito mal nem muito bem. Jogou-se pouquinho e lento. Sobretudo na primeira parte, altura em que o apagão se notou mais. Mas ainda deu para ver qualquer coisinha que animasse num início de segunda parte mais condizente com as últimas exibições da equipa. Esses poucos minutos valeram pelo resto. Mais velocidade, adversário encostado lá atrás e jogo empolgante. Mas, com o segundo golo, logo se voltou à triste normalidade. Um alívio disparatado e um mini-frango de Helton trouxeram a Académica ao jogo. Injustamente porque, até aí, nada fizeram. Nestes casos, convém valorizar o que foi mesmo importante: os 3 pontinhos. Mas convém que não se repita disto porque os sustos costumam aparecer nestas ocasiões...

Individualmente, gostei de Moutinho. Para mim o MVP. Foi o elemento que foi abanando o jogo e impedindo que o público fosse perdendo o interesse. Seguidamente Otamendi. Está em boa forma e já tem sido habitual nos meus destaques. Lucho e os colombianos estiveram bem mas também não fizeram nada de muito extraordinário. Pela negativa, Vitor Pereira, por causa da opção por Mangala. Faz o que pode mas, ali e com o tipo de futebol que praticamos, não chega. A equipa fica manca ofensivamente e é desnecessário havendo a opção por Miguel Lopes. Além disso, do outro lado Danilo continua a não canalizar jogo como esperaríamos.

Venha a taça. Sorteio e jogo difíceis. Mas este título tem escapado pouco nos últimos anos...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Objectivo mínimo atingido


Foi mais um bom jogo do FCPorto. Não ganhámos mas sabemos que, nesta competição, nem sempre é possível. Jogávamos na Ucrânia perante um adversário que necessitava da vitória para não ser eliminado da prova (não estará o matematicamente, mas pouco falta). E o que vimos foi um jogo que apenas não esteve controlado nos primeiros 5 minutos e nos 10 minutos que se seguiram às substituições do adversário. O resto do jogo foi todo nosso. Isto perante uma adversário que precisava de ganhar e que estava perante o seu público. Nada mau e exactamente o contrário que sucedeu na época passada. Foi a grande crítica que se podia apontar a Vitor Pereira; a péssima campanha europeia do ano passado. Pois este ano conseguimos o objectivo no menor número de jogos possível e estamos qualificados à quarta jornada. Pelo que vejo dos outros grupos, nem vale a pena nos preocuparmos muito com o primeiro ou segundo lugar. É jogar o jogo pelo jogo e logo se vê...

Individualmente, gostei dos que deram mais tranquilidade à equipa e de James. Para mim foi ele o MVP, porque futebol são golos e ele criou todos os lances em que estivemos perto de facturar. Por outro lado, Lucho serenou muito o jogo da equipa e isso fez com que ela tenha ganho confiança. Por último, Helton. exibição muito serena e eficaz perante uma defesa remendada e que se poderia ter tornado num pesadelo. Não aconteceu e a segurança na baliza ajudou. Menções honrosas para Varela, Otamendi e Danilo. Pela negativa, Defour. Alguns passes errados perigosos mancharam a sua exibição.

No Domingo regressamos ao batatal que vai envergonhando o majestoso estádio do Dragão.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sobreviver à ausência de Hulk e ... ao relvado...


No primeiro desaire da época (e só foram dois), numa altura em que ainda tínhamos Hulk, Vitor Pereira queixou-se do relvado do Gil Vicente. Mal sabia ele que ainda teria de lidar com a perda de Hulk e com um relvado horrível no Dragão. A perda de Hulk era até mais previsível... Mal sabíamos nós que, para que uns milhares de pessoas pudessem ouvir ao vivo e à chuva a lamechice pegada dos Coldplay, teríamos nós e o Vitor de passar os jogos no Dragão com o coração nas mãos. É que já são demasiadas as lesões no Dragão e acreditar que o fraquíssimo estado do relvado nada tem a ver com isso, é como acreditar no Pai Natal ou nas previsões macroeconómicas do Gaspar... São já 3 titulares que sucumbiram perante as toupeiras do Dragão, e todos na zona da defesa. Quantas equipas aguentam estas contrariedades? Começo a compreender a baixa intensidade empregada pelo Danilo. Ao menos assim não se magoa...

Vamos ao jogo. Bom, agradável e com futebol que a espaços chegou a ser brilhante como na fantástica jogada do primeiro golo. Além disso, ainda tivemos momentos individuais brilhantes como o golaço de Varela, a segunda finalização de Jackson e os passes 'a rasgar' do Moutinho. Voltámos a ter Jackson e Varela num bom nível. James começou a ver os outros companheiros de ataque a distanciarem-se na lista de marcadores e resolveu encurtar as distâncias. Para mim foi ele o MVP. Temos neste momento uma dinâmica ofensiva bastante interessante e variada. Já sabemos que nem sempre é muito intensa mas desta vez o adversário não causou problemas e a boa forma de Otamendi chegou para as encomendas.

Resumindo: bom jogo, bom futebol e vitória moralizadora, apesar das lesões.

Quanto ao jogo de Kiev, julgo que o melhor onze inlcuirá o Mangala a defesa central, o Miguel Lopes na lateral esquerda e o Defour no meio-campo.