segunda-feira, 2 de maio de 2016

Empurrão


De quando em vez, lá aparece um título de crónica que é enganador quanto ao seu conteúdo. Se julgam que vou falar do lance de Aboubakar estão enganados. É, de facto, um lance mal ajuizado que nos daria uma vantagem grande no jogo, quer pela iminência do empate, quer pela consequente vantagem numérica em campo. Mas não consigo deixar de pensar que essa mudança no jogo nos iria 'cair do céu'.

Peseiro fala disso e do número de oportunidades de golo. Eu, como já não o consigo aturar, prefiro concentrar-me na nossa total incapacidade para controlar o jogo. Que foi o nosso futebol, se não uma constante rotina de bombear bolas para as costas da defesa do Sporting? Tivemos uma exibição intensa mas demasiado sôfrega, em total oposição com a exibição calma do nosso adversário. E isto perante um cenário em que o resultado, para nós não era nada, e para eles era tudo. E nem com isso, conseguimos jogar. Os erros começam no onze inicial. Deu a ideia que interrompemos a pré-época para este jogo. Para este, já não servem o André Silva e o Ruben Neves. Mas, pelo contrário, já serve o Chidozie. Não dá para perceber, se não numa perspectiva de ganhar centímetros para ajudar a estorvar o Slimani. Notou-se que ele estava bem incomodado... Não perdoo quando um treinador do FCPorto se preocupa mais com a posse de bola dos outros do que com a qualidade da nossa. E como ele não se preocupa com isso, expõe constantemente a equipa à resposta do adversário. Isso gera pânico e descontrolo que resultam facilmente nos erros de Jose Angel e de Chidozie no primeiro golo, de Maxi e Indi no segundo e de Maxi, de Danilo e de Casillas no terceiro. Mas não é só o descontrolo. Há também rotinas simples que impedem que as costas de Jose Angel estivessem protegidas quando foi ultrapassado no primeiro golo, que permitem que o melhor assistente do adversário tenha liberdade para receber e rodar num lançamento de linha lateral e que permitem que o Danilo rode para o lado contrário do sentido da bola no último golo sofrido. Mais que erros são sinais de uma falta de rotinas e de treino que são assustadoras a este nível. Peseiro pode ser o menos culpado do que nos aconteceu esta época. Mas, mesmo contando com todas as atenuantes, não demonstra qualidade nem carisma suficientes para liderar e planear aquela que poderá ser a época mais importante da história recente do FCPorto.

Individualmente, gostei de algumas coisas do Herrera e pouco mais. A defesa foi toda um desastre. O meio-campo foi incapaz de controlar o jogo e o ataque foi o espelho do resto da equipa. Não consigo entender a utilidade da entrada de André André para uma zona à frente dos centrais. Notas especialmente baixas para Maxi, Indi e Corona.

Siga a Pré-época.

4 comentários:

miguel87 disse...

Valha-nos o facto de já não termos o chato futebol lateralizado, nem a contestação em massa...
nem tudo é mau!

prata disse...

Dado o prato atual, futebol lateralizado parece caviar. Mas não é.

Anónimo disse...

Nunca senti tanta falta de entusiasmo como no sábado!
Primeiro, marcam o jogo para uma hora fantástica: quem trabalha que se lixe! Entrei ao intervalo e ouvi o 2º do Sporting estava na alameda.
Depois, estar a ver um jogo, em que não nos levava a lado nenhum e se levasse entregava a vitória do campeonato ao benfica, que sensação!!!
Depois ver tanta falta de qualidade tanta falta de entrosamento, mais um penaltie escandaloso por assinalar, ver aquelas substituições...
Já não me importo de 3 anos sem ganhar, preocupa-me é quando é que isto vai parar!!!

Abraço
Taqui

Anónimo disse...

Está mais que visto que Peseiro, lê os blogs supostamente portistas.
Querendo agradar a estes, preocupou-se em tecer um mínimo de organização defensiva para contrapôr ao jogo organizado do adversário, em vez de montar uma equipa com ambições para uma exibição categórica e afirmativa.
Lá voltou ao inenarrável Aboubakar, ao projecto de defesa Chidozie e até recorreu aos inoperantes André André e Varela. Enfim. Se o outro era uma barata tonta, este é uma tonta barata.