sexta-feira, 14 de março de 2014

Melhor


Não será caso para grandes euforias, mas parece que o 'chicote' fez algum efeito! Pouco se tinha notado no jogo com o Arouca, mas hoje já se viu qualquer 'coisinha'. As trapalhadas não desapareceram e continuamos a ter uma equipa capaz de sofrer três golos em 5 minutos, tal como podia ter acontecido no início da segunda parte. Se tivéssemos sofrido um golo que fosse, nessa altura, poderia estar neste momento a fazer outra crónica, visto que ainda não estamos curados em termos anímicos. Mas houve sinais positivos. Não tivemos receio de mandar no jogo perante um adversário mais forte e podíamos ter marcado mais golos, não fosse a grande precipitação dos nossos jogadores no último passe ou no remate. Outro fenómeno foi o facto de termos ensaiado um posicionamento do meio-campo diferente. Viu-se muito mais do que no Domingo. Reparem que Defour já parece melhor porque faz o que tem de melhor: joga em alta rotação e morde os calcanhares dos adversários em pressão adiantada. Eu até prefiro Defour, mas Herrera também poderá beneficiar deste novo desenho. Não podíamos continuar a ter jogadores presos a um desenho conservador quando eles têm características de mobilidade constante. Os treinadores têm ideias próprias que os definem, mas não podem desenvolver esquemas que claramente limitam as capacidades dos seus jogadores. Nesse aspecto Luís Castro está a ser mais inteligente. Convém, no entanto, dizer que não era difícil perceber que a solução imediata passava por aí.

Entrámos bem no jogo apesar de um ou dois pequenos calafrios iniciais na saída de jogo. A qualidade de Quaresma e Danilo em ataque organizado e as cavalgadas com bola de Carlos Eduardo ajudaram a pôr a defesa do Nápoles em sentido. Ao intervalo a vantagem seria justificada. A entrada na segunda parte fazia prever a continuidade, mas em cinco minutos o Nápoles teve três oportunidades claríssimas. Ao contrário do que é habitual a reacção foi com um golo. Nada melhor para 'exorcisar os demónios'. A partir daí e perante a valia do adversário, demos o controlo do jogo reforçando as armas para a saída rápida com Quintero no lançamento e Ghilas para aparecer nas costas da defesa. Quase que éramos premiados com o segundo golo.

Individualmente, gostei de Defour, Quaresma e Danilo. O MVP para mim é Quaresma. Tem aquele acrescento de qualidade que faz com que uma equipa, por mal que esteja, possa marcar a qualquer altura. Gostei da primeira parte de Carlos Eduardo e das entradas de Quintero e Ghilas. Maicon esteve bem melhor do que nos últimos jogos, mas ainda está longe do que pode valer. Pela negativa algumas confusões na saída de bola de Mangala e Fernando e a fraca forma em que se mantém Alex Sandro. É dos nossos melhores jogadores e precisámos dele noutro nível. No entanto, o amarelo que o tira da segunda volta é um erro do árbitro que se somou à má anulação de um golo na primeira parte.

O jogo foi bom mas podia ter um resultado de 4-3 ou 3-3. Este Nápoles fez 12 pontos num grupo de Champions que tinha Arsenal, Dortmund e Marselha. É um adversário de Champions para um FCPorto há 3 dias teve dificuldades com o Arouca! E há umas semanas com o Frankfurt... O nível de dificuldade aumentou muito e a equipa esteve à altura. É importante que aconteça e julgo que vamos com outra mentalidade a Alvalade.

3 comentários:

prata disse...

Faltou dizer que o Freitas Lobo estava com medo que o Quintero entrasse numa altura em que estávamos a defender o resultado. Luís Castro quer contar com ele já e se não está preparado para as fases todas dos jogos não pode ser aposta de futuro. Fez muito bem em pô-lo em campo naquela altura, tal como Ghilas. Este muito bem no jogo de banco.

Anónimo disse...

mas qual chicote, o que faz efeito é o trabalho... finalmente temos treinador, e as qualidades que os jogadores têm começam a aparecer naturalmente! o Napoles é uma equipa muito forte, é só ver os resultados na Champions, ou os jogos que fez com a Roma que este ano também joga um excelente futebol. com o Fonseca no banco tinham nos comido que nem uma Mozzarella. houve fases em que tivemos que entregar o controlo do jogo ao adversário? claro, mas isto foi um jogo da Champions, carago. tivemos sorte? tivemos alguma, mas não mais do que o adversário.

agora vem aí os jogos fora, vamos ver até que ponto os níveis de confiança já voltaram ao normal... mesmo assim estou mais optimista para alvalade, não tanto para a 2ª mão

Lamas disse...

Também estou a gostar das apostas sucessivas em Quintero e Ghilas... são jogadores diferentes e que podem trazer algo à equipa...

Neste jogo tivemos aquela pontinha de sorte de marcar num lance imediatamente a seguir a 3 oportunidades escandalosas desperdiçadas pelos italianos... nós também tivemos as nossas como a grande defesa do Reina ao remate do Jackson, o golo anulado, ou a bola ao poste do Quintero... mas o golo, naquele momento, foi aquela estrelinha que dá sempre tanto jeito...