segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Descansado



Não me recordo do último jogo descansado no Dragão. E o de ontem só o passou a ser depois do primeiro golo. Ainda assim, passar toda a segunda parte a tentar adivinhar 'por quantos' é algo que não tem sido nada vulgar nos últimos tempos. Outra coisa que me dá um descanso extra é aquela braçadeira no braço do André André. Ainda por cima é um misto de 'esta braçadeira é para portistas!' e o um 'como é possível o Herrera ser capitão?'. Dupla satisfação portanto...

Nuno tem procurado puxar pela força do Dragão e parece-me uma óptima estratégia, porque me parece que acompanha as palavras com os actos. Vê-se que ele põe mesmo a 'carne toda no assador'. Por exemplo, estreou a dupla de avançados e jogou com Otávio, André André e Oliver no apoio. É um esquema alternativo, que ainda não foi deslumbrante, mas que promete. Sobretudo a partir do momento em que passámos a resistir à tentação de jogar directo no 'pinheiro' e passámos a jogar mais com a incorporação dos laterais. A ideia é manter uma pressão sobre a defesa contrária , mas também de aproveitar as incursões dos médios que abrem o caminho para os laterais chegarem com espaço. Dá até a ideia que a altura em que estávamos a tirar melhor partido do esquema foi 'interrompida' pelos dois golos de rajada. A partir daí houve uma tendência para descansar no jogo e vieram as primeiras alterações. Vem aí o primeiro jogo da Champions. Não é ideal, mas compreende-se sobretudo nos jogadores titulares, que andaram a passear pela Europa e pelo Mundo nos últimos 15 dias. Mas aquela entrada na segunda parte deixou água na boca, porque nos últimos tempos não tivemos plano B. Qualquer alteração táctica parecia ser assimilada e imediatamente regurgitada. Não foi o caso.

Individualmente, gostei do Layun e dou-lhe o MVP. Estou um pouco influenciado por aquela correria ao minuto 87, confesso. Ainda assim, Maxi vai ter trabalho para recuperar o lugar. Mais uma vez, participação activa em dois golos. Gostei também do trio do meio campo ofensivo, sobretudo pelas saudades de Oliver e pelo regresso de André André às boas exibições, que já tinha indiciado na primeira parte com o Sporting. Trio muito dinâmico e criativo. Com Ruben por trás seria ainda melhor... Não sendo possível, o que desejo para já é mais disto e menos Herrera. Será pedir demais? Depoitre e André Silva foram crescendo com o jogo. Com Depoitre proponho o mesmo exercício que proponho para Felipe: vamos tentar ignorar o preço e a idade e tentarmo-nos focar apenas na sua utilidade. Vai ajudar... Por falar em Felipe, esteve especialmente trapalhão. Jota entrou tímido, ao contrário de Corona.

Para terminar, parece-me uma boa altura para voltar a falar de árbitros. Acho que o rescaldo de uma boa vitória é sempre uma altura mais insuspeita para chamar a atenção para uma tendência preocupante. Além disso, convem começar já a traçar uma estratégia de reacção porque isto não parece que vá mudar com indiferença e queixas ligeiras e espaçadas. O nosso prejuízo nos jogos da Liga têm sido constante, consistente e isso tem de ser atacado como o problema que é. Os nossos adversários estão em planos opostos. No Sporting estão bem caladinhos num claro sintoma de que as coisas lhes vão correndo bem ao nível da arbitragem. Tal deve-se aparentemente ao sucesso da estratégia de contratações para as camadas jovens (se é que me entendem...) e a uma implantação mais forte na equipa da 'manhosice' do seu treinador. Já no Benfica, vão à frente no 'campeonato do choro' apesar de apresentarem razões de queixa bem inferiores às nossas. Começámos com uma expulsão de Alex Telles que nem daria falta em Alvalade. Depois veio um jogo em casa que estranhamente acabou sem penaltis a nosso favor. Em Alvalade foi o que todos vimos: uma vergonha! Poderíamos pensar que a roubalheira da última jornada resultaria em benefício. Pois foi o inverso. Ontem tivemos um golo mal anulado e pelo menos duas expulsões perdoadas. Os lances de domínio com a mão em Alvalade geram 'dúvidas' (ainda ontem houve um no primeiro golo). No Dragão geram certezas. A imagem que anda a circular pela net prova que não só não há mão de André Silva, como seria penalti, provando adicionalmente que o árbitro tentou adivinhar o lance. Não teve hesitação nesse lance, mas hesitou em expulsar Alexandre Silva perante falta óbvia para segundo amarelo. Em Alvalade também não houve hesitação e ficaram 60 minutos contra 10... Pedro Martins também não hesitou em tirá-lo de campo imediatamente. Sintomático. Para terminar, tivemos um lance na segunda parte de UFC em que tivemos um takedown por trás e pelo pescoço. Vale tudo... Abram os olhos! 'Quem não chora não mama'? E já agora, antecipando já um video que iremos publicar no nosso Facebook, há que pôr mais pressão no árbitro perante estas decisões! Sobretudo no Dragão!

Vem aí a Champions!

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