segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Penta


E lá vão cinco Supertaças seguidas! Vinte em trinca e cinco possíveis! Oito nas últimas onze! Enfim. Esta competição existe desde 1979 e traduz a dura realidade do futebol transmitido em TV a cores: hegemonia portista!

Vamos ao jogo. História curta dada a superioridade do FCPorto. Torna-se até difícil distinguir entre o que são os méritos do FCPorto e as fragilidades do Vitória de Guimarães. Mas será mesmo necessário? Este jogo não se faz da exploração das fragilidades dos outros? Estarei cá para ver se de facto este Guimarães é tão fraco como o FCporto o fez parecer em Aveiro. Desconfio que não o será. Prefiro salientar o bom jogo dos Dragões. Entrada muito forte e jogo controlado a partir daí. Destacaria sobretudo a agressividade e a intensidade com que jogámos sem bola. Toda a equipa empenhada e, mesmo quando se tentou a nota artística, apesar de tal não ter tido efeito em termos de marcador, percebeu-se que a equipa estava a ter prazer em ter a bola e em recuperá-la rapidamente. Bom começo! Parece que temos mais poder de fogo e um bom exemplo é o do segundo golo. Poderão reparar que, numa jogada normal, temos igualdade numérica de três para três na área.

Individualmente destaco Lucho e Licá. Lucho é daqueles jogadores, sobre os quais, não se pode ter uma verdadeira noção do que vale sem o ver ao vivo. Haverá algum pedaço de relva daquele estádio que Lucho não tenha pisado? Duvido. Parece este ano que tem mais liberdade para abordar as zonas de finalização, o que me parece beneficiar a equipa. Licá foi a surpresa do onze. Mais ainda depois de ter visto notícias que o punham como dispensado do plantel. Já aqui disse que o extremo que dispensava mais facilmente era o Iturbe e nesta primeira convocatória parece que o Paulo que concorda. Quanto à 'opção Licá' em si, o mister explicou: mais poder de fogo e rapidez na área de finalização. Acredito que foi uma aposta em cheio tal como acredito que, por razões tácticas, Kelvin irá jogar mais vezes no Dragão. Quanto aos restantes, não houve nenhuma exibição a destacar de um nível alto. Destacaria apenas a boa segunda parte de Mangala que vinha acumulando erros. Quintero continua a deixar as expectativas dos portistas lá no alto e a utilização em simultâneo com Lucho pareceu uma tentativa de Paulo Fonseca nos mostrar que não os vê apenas com alterantivas.

Na próxima semana em Setúbal começa o campeonato que nos poderá dar o grande objectivo da época: o Tetra!

3 comentários:

miguel87 disse...

Boa exibição do Porto, mas muito consentida pelo Guimarães, que é certo não vai ser tão fraco ao longo da época como demonstrou no sábado, mas nesta altura do campeonato, como explicou o Rui Vitória, é uma equipa muito verdinha... foi o ideal para o Porto estrear o novo figurino ofensivo de PF, que hoje vem muito bem ilustrado numa reportagem n'O Jogo e que se traduz na multiplicação de jogadores a aparecerem no ataque e na área adversária - muitas vezes quatro jogadores dentro da área, mais os apoios nas laterais.
Resta saber duas coisas:
a) como vai funcionar contra as equipas que se vão fechar todas lá atrás (90% dos jogos)
b) como vai reagir a defesa aos contra ataques, muito mais exposta do que no esquema do VP.

Apesar dos golos terem aparecido todos na primeira parte e sempre em situações de igualdade numérica com a defesa, gostei mais de ver o Porto a jogar com Quintero em campo, dá logo outra dinâmica ao jogo... está a mostrar potencial para no mínimo vir a ser muito melhor que James e no máximo para não ficar cá para além desta época.

Lamas disse...

Eu gostei... fiquei a saber nesse dia que o Licá tinha nascido em Lamelas (que é o meu nome)... "lixei" durante o dia todo a cabeça da minha filha que o 19 que tem um cabelo manhoso nasceu em Lamelas e chama-se Licá... ela, de 3 anos, fez questão de ver o início do jogo comigo... e por isso tudo o primeiro golo foi um momento sublime em pleno parque de campismo de Viana do Castelo com muitos vitorianos ao redor...

Anónimo disse...

Comento pela primeira vez apenas para concordar na questão dos extremos. Não percebo os benefícios dados a jogadores como Iturbe em detrimento de outros, constantemente puxados para baixo por uma maioria dos adeptos. Cito apenas Danilo, mesmo face à concorrência directa e demais companheiros da defesa. A verdade é que quanto à eficácia, como golos, assistências, golos sofridos pela sua lateral, etc., o Danilo sobressai na equipa. Percebo a impressão de que pode dar mais, mas o que valeu a época passada é muito bom. A supertaça foi bem conseguida, mas quero ver com outros adversários. Julgo que atacamos com mais largura e verticalidade, alternando transições. A defender temos que melhorar o acerto no novo desenho do meio. Os dois médios têm que rotinar muito para conseguirem ser apoio na saída de bola e fechar bem o espaço à frente da defesa, fazendo os triângulos posicionais com centrais e laterais. No geral gostei, vi vontade de criar rotinas com alguma intensidade, e isso é muito o que é o futebol do top hoje. Desculpem o comentário mais longo, mas uma vez que sigo assiduamente o blog...