segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Que curioso... Colchoneros!

Não estranhem a rubrica a uma segunda-feira, teve que ser antecipada um dia porque dentro de poucas horas tenho vôo para Madrid para assistir in loco os próximos tetra-campeões... e o Lamas já me avisou que tenho de fazer equipa para a Champions League, portanto muitas coisas pela frente!

A ida a Madrid já não me sai da cabeça há alguns dias, daí não estranhar que uma das curiosidades que me passou pela cabeça recentemente foi o apelido de ‘Colchoneros’ com que os adeptos do Atlético de Madrid são conhecidos.

Vamos recuar um pouco na história do nosso adversário porque vim a descobrir, imaginem só, que nos primeiros anos de vida deste clube a camisola era... azul-e-branca! Bem, o ‘Atleti’ foi fundado a 26 de Abril de 1903 por um grupo de estudantes bascos que residiam em Madrid e funcionou como filial do Athletic de Bilbau. No início do século, estavam em voga as relações comerciais marítimas entre o agora País Basco e a Inglaterra e, talvez, o bom-gosto dos bascos levou-os a optar pelas cores do Blackburn Rovers, ou seja, camisola azul-e-branca e calções azuis. Estas eram as cores dos dois clubes – tanto o Atlético de Madrid como o de Bilbau - ainda filiais naquele período.

Juanito Elorduy, jogador basco e habituado a viajar a Inglaterra por motivos profissionais, ficou encarregue de trazer novos equipamentos para as duas equipas. Aqui, as teorias divergem: uns referem que não encontrou camisolas semelhantes às do Blackburn e no último dia, já em pleno porto de Southampton, decidiu comprar 50 camisolas do clube local; outros mencionam o cariz económico, isto é, Juanito supostamente encontrou tecido listado vermelho-e-branco muito barato pois era produzido em grandes quantidades para o revestimento dos colchões na altura. O que é certo é que as camisolas listadas a vermelho-e-branco começaram a ser usadas pelas duas equipas desde essa altura até agora e a grande diferença está nos calções: os de Bilbau decidiram usar o equipamento igualzinho ao Southampton, talvez pelas relações comerciais que tinham com o porto daquela cidade; os de Madrid, na altura, mais pobrezinhos, tiveram que continuar com os calções azuis do equipamento anterior.

Quanto ao termo ‘Colchoneros’ já lá devem ter chegado, é mesmo por naquela altura (1911) as camisolas listadas a vermelho-e-branco serem muito parecidas com os revestimentos dos colchões!

E esta, hein?!

9 comentários:

Tony Silva disse...

Muito bom! As coisas que aprendo aqui...
Os tipos a intitulirarem-se "colchoneros" cheios de pompa e vai se a ver estão-se a chamar "colchões" uns aos outros :)
As aulas de espanhol sem duvida que te estão a fazer bem ;)

Daniel disse...

Não tem muito a ver, mas parece q já não será o Jorge Jesus o próximo treinador do FCP. Parece que o Beto vai assinar pelo Porto, logo... E ainda bem... espero que continue o Jesualdo, que tanto nos tem dado e que é super competente.

riskolas disse...

Ora bem, se eles já têm os colchões, então, só temos de lhes fazer a caminha!

P.S. Acho que devias alterar a frase final. Da maneira como as coisas andam, não tarda e temos a RTP a pedir indemnizações.
Sugiro um "que báscula curiosa, não!?" lol
Ss

Anónimo disse...

A blogosfera portista devia ajudar a divulgar os diversos "LABAREDAS" ???

SEM DUVIDA.

Anónimo disse...

A blogosfera portista devia ajudar a divulgar os diversos "LABAREDAS" ???

SEM DUVIDA.

Anónimo disse...

Daniel disse...
Não tem muito a ver, mas parece q já não será o Jorge Jesus o próximo treinador do FCP. Parece que o Beto vai assinar pelo Porto, logo... E ainda bem... espero que continue o Jesualdo, que tanto nos tem dado e que é super competente.
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O "homem" tem sido muito mais que um treinador, num periodo muito dificil.

Mudar? Só para um "PEDROTO", mas disso não há....

O tempo não está para "aventureirismos"...

Daniel disse...

Sem dúvida anónimo. Sem dúvida e sem espinhas. Não me lembro de alguém ter vestido tão bem a Nossa Camisola como Jesualdo o fez. Deu sempre a cara pelo clube. Mesmo quando sair, gostava que ele ficasse na estrutura do futebol.

Anónimo disse...

23-02-2009
Blogosfera portista unida contra a pouca vergonha

Há em todo o Universo portista da blogosfera, um sentimento de revolta contra as campanhas levadas a cabo por toda a C.Social - quem são as excepções? - contra o F.C.Porto. Diariamente somos confrontados com os ataques mais miseráveis, sem escrúpulos, baixos, onde vale tudo, mesmo tudo, para denegrir, insultar e achincalhar, o Tricampeão nacional. Se queremos ver a SIC, temos de levar com um Rui Santos, um F.M.Seara, um Dias Ferreira, um Nuno Luz, um José Augusto Marques ou um Jorge Baptista. Se vemos a TVI, até no jornal nacional, somos confrontados com um Pedro Pinto, de camisola do Benfica vestida, cachecol ao pescoço e bandeira na mão, a apresentar as notícias e isto, já para não falar nos jogos, onde a dupla Luís Sobral e Valdemar Duarte, é um delírio anti-portista, constante. Mas se na TVI e na SIC, eles podem sempre argumentar que não temos nada a ver com a linha editorial e se não estivermos bem, que mudemos de canal, o mesmo não se pode passar com a "querida" RTP, que sobrevive com o dinheiro de todos nós, nos impostos que pagamos e na factura da luz, onde nos tiram à descarada, uma taxa para o audio-visual, contra nossa vontade. E é na televisão pública que a pouca vergonha atinge maiores dimensões. Seja no Zona Mista, onde um avantajado - para não ferir algumas susceptibilidades -, que teve honras de post, uns dias atrás, descarrega semanalmente - ontem foi mais uma pouca vergonha -, a sua frustração e o seu anti-portismo doentio e intelectualmente desonesto. Seja no Trio d' Ataque, onde um realizador desiludido, solta sistematicamente a bílis contra o azul e branco e um sportinguista, especialista em sondagens que nunca batem certo, faz jus à imagem do seu clube: chorinhas e queixinhas. Seja no Domingo Desportivo, onde o benfiquista de Paredes - dizem que é o mentor de toda esta nojeira anti-portista na televisão pública - lidera e em que no tema sensível da arbitragem, os analistas são: Paulo Parati e Cruz dos Santos, conhecidos por adorarem o encarnado - então o ex-jornalista e ainda com uma coluna às terças- feiras na A Bola, é alguém que só vê para um lado. Seja no Telejornal ou no Jornal da Tarde, onde os destaques são sempre para o mesmo clube e o F.C.Porto é manifestamente, o parente pobre. Mas se nas televisões estamos conversados, nas rádios públicas e não públicas, é a mesma história. O já falado Jorge Baptista na RR, Joaquim Rita e José Nunes, na Antena 1, enquanto na TSF, que não oiço há muito tempo, dizem-me que é igual ou pior, destilam ódio e fazem as pessoas mais calmas, perderem a paciência. Isto nos comentários, porque nas edições e salvo uma ou outra excepção, é tudo igual. Sobre os jornais é tudo tão óbvio, que nem vale a pena estar a perder tempo, sendo que até o jornal O Jogo - dito, mas não é, portista - já vai pelo mesmo caminho... Contra tudo isto, tem aparecido uma frente unida, solidária, atenta, que vai dando combate a estas campanhas e vai denunciando, sem medo e com frontalidade, a pouca vergonha, que ao melhor estilo da propaganda Nazi, tenta fazer que uma mentira muitas vezes repetida, passe a ser verdade. Esta frente unida, que é a blogosfera portista, tem prestado - todos sem excepção - um grande serviço ao F.C.Porto e tenho a certeza, o clube saberá reconhecer, na altura própria. Nota final: este post tinha de ser emoldurado com as fotos dos dois cavalheiros que lhe deram origem: Hélder Conduto e Luís Freitas Lobo, escreveram na sexta-feira, em Paços de Ferreira, uma das páginas mais tristes da história do jornalismo da RTP. Que nunca mais se volte a repetir é a exigência de, e atrevo-me a dizer, todo o Mundo Azul e Branco, do F.C.Porto.


Agora eu

Confesso que não sabia se devia meter aqui o post do amigo dragao vila pouca ou não e cheguei à conclusão que a resposta éra óbvia. Porque este post merece ser visto pelo maior número de portistas (e também anti-portistas) possível. É que, por mais jornalistas mafiosos que existam na comunicação social (e em Portugal cada vez são mais!), ninguém nos vai conseguir calar se esta frente unida, que é a blogosfera portista, como escreveu o dragao vila pouca, continuar unida.

Eles pensam que são poderosos só porque têm mais visibilidade ou porque podem ameaçar quem escreve em blogs mas estão muito enganados. É verdade que têm os jornais, as televisões e até a censusa ao serviço deles mas falta-lhes o mais importante: a razão. Porque essa está do nosso lado. E quem tem razão tem poder. E por isso vamos continuando por aqui, cada vez em maior número, a ajudar dentro das nossas possibilidades o nosso FC Porto a vencer, a convencer e a dominar neste Portugal dos pequeninos. Contra tudo e contra todos.

Um bem haja a todos os bloguistas portistas mas também a todos os amigos leitores que ainda nos conseguem aturar. Sem vocês os blogs não existiam.


As minhas excepções

Penso que mesmo com as pancadas de quem está sempre a ser pressionado, ainda existem algumas excepções no jornalismo português. Luís Freitas Lobo, por exemplo, mesmo que no último jogo do FC Porto tenha metido nojo durante os noventa minutos. Nem parecia ele...será que foi comer de borla ao Sapo de Penafiel? Não sei, mas desta vez está perdoado.

Nos jornais destaco o "O Jogo", o "JN" e o "DN" que deu abrigo a um jornalista que está proibido por Luís Filipe Vieira de escrever sobre o Benfica.
Estes três têm tido as tais pancadas mais vezes do que seria desejável, principalmente o "O Jogo", é um facto, mas talvez porque os outros jornais são uma grande merda, continuam a ser um oásis no meio do deserto da imprensa da segunda circular. Até quando?

In blogue Portogal

Anónimo disse...

3 Os processos vão sendo sucessivamente arquivados contra Pinto da Costa. Só avançará o "caso do envelope" ao árbitro Augusto Duarte, alegadamente recebido em casa do presidente do FC Porto na véspera de um jogo com o Beira-Mar, na época 2003/04. Tudo isto significa pelo menos duas coisas: a primeira, e essencial, que convém o Ministério Público arranjar provas antes de acusar alguém; segundo, que os julgamentos públicos são apenas uma parte da nova sociedade que construímos - e ainda bem que assim é. Mesmo quem, como eu, vê personificados no dirigente desportivo Pinto da Costa (e Valentim Loureiro, e Pimenta Machado) muitos dos males do futebol português não pode deixar de perceber que houve aqui uma tentativa de claro linchamento do ser humano.

Sejamos justos: a senhora Carolina Salgado, testemunha credível para acusar Pinto da Costa, o homem com quem viveu durante quase seis anos, não foi sequer processada quando no seu livro diz muito claramente que foi ela quem fez os contactos para mandar sovar um vereador de Gondomar, de seu nome Bexiga. O homem acabou, certamente por sorte, vivo, apesar de barbaramente agredido, mas a senhora ficou impune e tornou- -se numa estrela do jornalismo-benfiquista militante. Diz agora um juiz que o testemunho não é credível. Ou seja, afinal a justiça tem lógica.|

João Marcelino in DN de 14/02/09

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Estou sem palavras.....