Mostrar mensagens com a etiqueta Que Curioso.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Que Curioso.... Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Reapareceu passados uns meses


Já não era visto há meses e foram muitos os portistas que se preocuparam com o desaparecimento de Raúl Meireles, mas afinal, relatos vindos da Bósnia garantem que ele está vivo e de boa saúde. Esperemos que não aconteça nada na viagem de regresso...

PS: Rodriguez continua desaparecido. Se tiverem notícias, agradecemos que avisem.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Que curioso... problemas nos bilhetes outra vez!


Chega a ser bastante curioso que, sempre que haja um jogo mais importante (ainda bem que têm sido muitos) em que os próprios adeptos de sofá queiram marcar presença, exista problemas com os bilhetes.

Esta final da Taça não é excepção... Ontem desloquei-me ao Estádio do Dragão na minha hora de almoço na esperança de comprar 2 bilhetes, cheguei às bilheteiras e passado pouco mais de 2 horas desde a abertura só estavam meia dúzia de pessoas. Na minha inocência ainda pensei que não teria problemas em aranjar os bilhetes, quanto mais não fosse de € 20,00. Errado, já só haviam de € 30,00.

Gostava de saber ao certo quantas pessoas estiveram nas filas ontem de manhã. Já ouvi falar em centenas, já ouvi falar em milhares, 3 mil? 4 mil? Se só podiam comprar 2 bilhetes por pessoa como esgotaram? Depois vem-se a saber que quem compra camisolas ou packs para bebés tem direito a bilhetes, que a Cosmos continua a orientar-se às custas da paixão pelo Porto e, pior ainda, pessoas que nem sequer são sócias vão ter direito a bilhetinhos porque conhecem não sei quem não sei de onde... E a SAD do Porto ainda passa a imagem que quem tem Dragon Seat sai sempre beneficiado.

Isto não é de agora, dou como exemplo o jogo que nos deu o primeiro título deste Tetra, em Penafiel, quando os sócios do Porto esperavam nas filas do Dragão para comprar bilhete e eram «obrigados» a assistir impávidos e serenos aos chamados ‘gunas’ a meterem-se à frente das pessoas. Isso, a SAD já resolveu, oferece logo uns milhares de bilhetes às claques.

O mais engraçado é o próprio Pinto da Costa criticar as condições e a lotação do Jamor e a SAD não cria regras mais restritas de acesso aos bilhetes. Espero não estar a dar uma dica brilhante, mas tendo em conta os meios de pagamento possíveis há necessidade de ainda se assistir a esta confusão junto às bilheteiras? Eu, que já tenho lugar anual desde 2000, porque é que não posso comprar o meu bilhete online? A única vantagem na antiguidade dos sócios é receber dragões de prata e ouro?

Se conseguir 2 bilhetes por arranjinho, envio email à SAD e não renovo o meu Dragon Seat, fica a promessa.


Continuando neste clima de agressividade, mas já dentro das quatro linhas, uma história curiosa contada por Zamorano:

No 1º treino que fiz pelo Real Madrid, depois do mister Valdano me ter dito que era o 5º estrangeiro e não teria muitas hipóteses de jogar, estávamos em estágio de pré-temporada na Suíça. Nesse 1º treino, fizemos uma peladinha de 9 contra 9. Corria como um selvagem, porque sempre treinei como um selvagem. Valdano, entretanto, entra na peladinha e... sem querer, porque já não me consegui deter, faço uma entrada muita dura sobre ele e estatela-se no chão. Só me perguntou: «Treinas sempre assim ou só quando odeias o treinador?»

terça-feira, 12 de maio de 2009

Que curioso… 12 tetracampeões!



Que ao clube dos ‘Tetras’ só dois clubes pertencem, isso quase toda a gente já sabia, que apenas um deles conseguiu o feito duas vezes e numa altura que já havia televisão a cores, também devem saber… Mas, jogadores tetracampeões, quantos são afinal?



Se o Sporting, na longínqua década de 50, contribuiu com 10 jogadores que estiveram na única séria de 4 campeonatos consecutivos da história do clube, o FC Porto no total das duas séries já contribuiu com 12. Tempos diferentes, em que os estrangeiros nos plantéis eram excepções e as transferências no final de cada época eram muito poucas. Entre 94/95 e 97/98, foram 7 tetracampeões, nesta nova série foram 5.


Vamos a uma curiosidade: em 94/95, o início da caminhada para o penta ficou (e vai ficar sempre) marcada pelo primeiro golo dessa época, apontado por Rui Filipe na vitória por 2-0 sobre o Braga nas Antas, nessa semana o jogador viria a falecer num acidente de viação mas o Porto marca presença em Aveiro e dedica a vitória (novamente por 2-0) ao jogador. Nesta nova série, alguém se lembra quem marcou o primeiro golo da caminhada, para já, do tetra?



E agora os nomes de todos os tetracampeões. Os primeiros 7 foram: Aloísio, Jorge Costa, Rui Jorge, Paulinho Santos, Rui Barros, Folha e Drulovic; os mais recentes foram: Helton, Bruno Alves, Lucho, Lisandro e Raul Meireles (Pedro Emanuel embora tenha feito sempre parte do plantel não jogou na época de estreia de Jesualdo devido a lesão gravíssima).





Rodriguez, durante os festejos do tetra, a relembrar que teve que pensar muito para trocar de clube…




Por fim, o primeiro golo desta nova série de títulos foi apontado por Ricardo Costa na vitória por 1-0 contra o Estrela no Dragão. O onze inicial: Baía, Sonkaya, P. Emanuel, Ricardo Costa, César Peixoto, Meireles, Jorginho, Diego, Lucho, Postiga e Lisandro. No banco estavam Helton, Ibson, Pepe, Paulo Assunção, Sokota, Alan e Hugo Almeida.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Que curioso... não são imbatíveis!

Grande projecção, nunca uma equipa tinha terminado uma fase regular só com vitórias: 30 jogos, 30 vitórias! LFV e Rui Costa vão ao pavilhão à 30ª jornada e logo contra o Porto. Fantástico!

Primeiro jogo dos play-off, vitória contra o Porto, 31 jogos igual a 31 vitórias. São imbatíveis, vai ser só com vitórias até ao final, valha ao menos o basquetebol. Já se ouve o cântico mais infundado do país “Ninguém pára o Benfica, ninguém pára o Ben...”

Oooops, parou! O Porto com uma época penosa (17v/13d) foi a Lisboa quebrar a invencibilidade. Podia ser a Ovarense, a Física, o Vitória, qualquer um, mas não, tinha que ser o Porto... já começa a ser demais... e quando é que foi? Foi no Domingo depois do Benfica ter perdido contra o Nacional e antes do Porto ter ganho ao Marítimo e ficar a 3 pontos do título. É claro que as más-línguas disseram logo que o Benfica nunca esteve a tão poucos pontos do Porto – 54-58 – só a 4...


Tudo isto para dizer que o basquetebol surgiu no FC Porto em meados dos anos 20, cerca de uma década após a introdução da modalidade em Portugal. O FC Porto foi um dos grandes impulsionadores da modalidade em Portugal, contribuindo, a par do Académico e do Fluvial, para fazer do Porto a capital do basquetebol português. A Federação Portuguesa de Basquetebol (em 1927) é fundada na Invicta e é aqui que se disputa o primeiro jogo internacional da modalidade - Portugal x França, em 1931, no Estádio do Lima (Portugal perdeu por 34 x 9). No início da década de 70 o FC Porto contrata aquele que é considerado o melhor de todos os basquetebolistas que já actuaram em Portugal: Dale Dover, estrela do basquetebol universitário norte-americano pela universidade de Harvard. No final da mesma década, o treinador Jorge Araújo e o então director Matos Pacheco foram os grandes responsáveis pela profissionalização do basquetebol portista. Desde então, o FC Porto somou vários títulos nacionais, tendo passado pelas suas fileiras jogadores como Jared Miller.



E porque queremos falar do desporto-rei, uma curiosidade contada por Carlos Bilardo:


“Durante um estágio, era eu treinador do Estudiantes, enquanto via um jogo na televisão ouvi alguns dos meus jogadores que estavam noutro quarto a gritar gooooolo como loucos! Fui a correr a pensar que outro jogo poderia estar a dar na televisão, mas quando me abriram a porta fiquei incrédulo quando vi que estavam a jogar PlayStation enquanto se disputava um jogo do nosso campeonato. Para cúmulo, Marcelo Carrusca distraiu-se quando entrei no quarto e enquanto me olhava marcaram-lhe um golo. ‘Ai, ai, Marcelo, no campo também é a mesma coisa!’, disse-lhe”

terça-feira, 21 de abril de 2009

Que curioso... também já tiveram desgostos!

Com uma semana onde os motivos de destaque são apenas os salários em atraso das equipas que vamos defrontar esta semana, decidimos virar agulhas para outras curiosidades e fazer uma viagem no tempo para descobrir (novas) velhas histórias.

A primeira ainda tem a ver com Old Trafford, só porque lá jogamos há pouco tempo e foi lá que a nossa Selecção venceu a Hungria em 66. Também lá venceu a Bulgária mas isso agora não é para aqui chamado. A segunda, e a que dá nome ao título da crónica, é dedicada a todos aqueles que na passada quarta-feira vestiram a camisola vermelha e celebraram o desgosto portista. Esta história irá lembrá-los que também já tiveram desgostos, e não, não vou falar do Olympiakos, Galatasaray ou Metalist, vou recordar uma ocasião em que também eles conseguiram um resultado prometedor na 1ª mão e depois... bem, já lá chegamos.

Old Trafford, 13 de Julho de 1966, Portugal defronta a Hungria. No aquecimento das equipas, as pessoas sobressaltam-se quando se apercebem que o (impronunciável Szentmihalyi) guarda-redes húngaro bate com a cabeça no poste ao tentar defender um remate do seu treinador. Szentmihalyi fica semi-inconsciente e é assistido durante largos minutos, o jogador quer mesmo actuar e já com atraso considerável começa a partida. Acelerando os factos: aos 2m, má saída de Szentmihalyi e José Augusto cabeceia fácil para o fundo das redes; já na 2ª parte, com 1-1 no marcador, José Augusto ao tentar cruzar leva a bola a encaminhar-se para a baliza perante a passividade do guarda-redes; quase no fim, nova falha de (é sempre bom tentar ler este nome) Szentmihalyi, e Torres faz o 3-1 final. Como podem ver, há quem consiga ser feliz em Old Trafford, basta um redes desmaiado...

Agora o momento por qual todos esperam e escusam de pensar mais na eliminatória, até nem foi a assim tanto tempo, ora vejamos, isto passa-se em... 1962! É verdade, em 1962 o Benfica conseguiu um resultado prometedor na 1ª mão quando só perdeu 3-2 contra o Santos no Maracanã (a Taça Intercontinental jogava-se a duas mãos). Muita expectativa criada sobre o 2º jogo e o Estádio da Luz acreditava que Eusébio e Cª conquistariam a Taça Intercontinental. Acelerando novamente os factos: ponta final tremenda dos vermelhos, aos 83m golo de Eusébio e reduz para 1-5 e aos 89m golo de Simões colocando os brasileiros em sentido com o 2-5 final.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Que curioso... Fernando também agride!

Antes demais, vejam como a camisola vermelha lhe fica mal.

É o jogador da moda mercê da enormíssima exibição em Old Trafford e a curiosidade da semana vai inteirinha para ele.

Que ascensão a carreira deste jogador. Fantástico! Reparem, tem apenas 21 anos, foi recrutado para o Vila Nova (clube do terceiro escalão brasileiro) nas captações para as camadas jovens com 16 anos. A partir daí foi um agarrar atrás de agarrar de oportunidades, desde a sua inclusão na equipa principal do clube brasileiro numa posição que não estava habituado a jogar – trinco – até chegar à Selecção sub-20 do Brasil, até ser contratado por € 700.000,00 pelo Porto, até pegar de estaca no Estrela de Faquirá (só não jogou 4 jogos: os 2 contra o Porto, o da 1ª jornada da Liga e outro na Madeira por castigo), até aproveitar mais uma oportunidade, apenas e só a de ser titular pelo Porto em pleno Estádio da Luz à 2ª jornada do campeonato.

Faquirá recorda um episódio curioso na época passada: “Foi no jogo Estrela-Braga, o Braga tinha inaugurado o marcador perto do final e nós, nos descontos, tivemos um penalty a nosso favor. Já conhecia o Fernando o suficiente para saber que perante aquelas circunstâncias era o único que pegaria na bola, concentrado o suficiente para fazer aquilo que era preciso. Não hesitei em mandá-lo marcar o penalty e ele não hesitou em pegar na bola. O Maurício (marcador habitual) é que não ficou muito contente mas eu sabia que ele era o mais indicado”.

Perante tudo que já vimos e já conhecemos de Fernando é de estranhar a suspensão de um ano por ter pontapeado o árbitro (!!!) num jogo de qualificação para o Mundial de sub-20 no Chile num jogo que terminou 2-2 com 2 penalties nos últimos 8 minutos contra o Brasil. Mas, para isso, as imagens falam por si: reparem no minuto 3 do vídeo quando aparece a indicação que Fernando (delantero ?!?!?!) leva cartão amarelo; aos 4 minutos quando provoca o chileno que vai marcar o penalty; e aos 5.20 quando já se vê o árbitro em desequilíbrio:



Sem dúvida, um jogador à Porto por debaixo daquela «aparente» timidez.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Que curioso… o Teatro dos Sonhos!

Daqui a pouco, todos com os olhos postos em Old Trafford para o nosso sonho se concretizar em realidade, por isso, fica bem conhecer as pequenas curiosidades deste monumento!

Inaugurado em 1910 e logo, imagine-se, para 60.000 pessoas, mas como as entradas naquela altura faziam lembrar as Antas ainda há bem pouco tempo, chegaram a estar 77.000 pessoas numa meia-final da Taça entre o Portsmouth e o… Grimsby. A II Guerra Mundial também afectou Old Trafford que ficou parcialmente destruído, e entre 1946 e 1949 jogaram no estádio do rival City.

Com a tragédia de Hillsborough em 1989, no estádio do Sheffield Wednesday num jogo da Taça entre Nottingham Forest e o Liverpool onde cerca de uma centena de adeptos morreram asfixiados ou esmagados contra a rede, todos os estádios ingleses foram obrigados a ter lugares sentados e a retirar qualquer tipo de divisória entre bancadas e relvado. Manchester United cada vez mais popular, Old Trafford cada vez mais pequeno (44.000 pessoas). Remodelações em 1995 e 2000 trouxeram a lotação para cerca de 68.000 pessoas. De referir ainda que as primeiras 20 filas de cada bancada estão abaixo do nível da rua e já existem planos para aumentar a capacidade do estádio para 90.000 pessoas.

Mas porquê Teatro dos Sonhos? Tudo porque na despedida dos relvados de Bobby Charlton, depois de 759 partidas e 249 golos, o carequinha disse algo do género: “Todos os miúdos de Manchester sonham em jogar neste teatro. Eu realizei todos os meus sonhos aqui”. E assim, para a história, sempre se uniu Old Trafford ao Teatro dos Sonhos de Sir Bobby.
VAMOS POOOOORTO!

terça-feira, 31 de março de 2009

Que curioso... espanhóis!

Depois de mais uma paragem na Liga, até já toda a gente se esqueceu que o Guimarães foi ganhar à Luz na última jornada, é altura para tentar perceber mais uma curiosidade do futebol: os vitorianos são espanhóis porquê?

A rivalidade é entre Braga e Vitória, mas o termo ‘espanhol’ já é do domínio público quando nos referimos aos adeptos do Guimarães. E para tal, duas explicações, escolham vocês a melhor:

1. Os vimaranenses portam-se mal (que surpresa!?!?!) e vêem o seu estádio interditado; a Federação, na altura, marca o jogo para Braga, gerando uma certa revolta nos indefectíveis de Guimarães, que exteriorizaram o seu descontentamento com uma tarja: “Para nos tratarem assim, mais vale irmos para Espanha”. Parece que a moda pegou e tornaram-se os espanhóis.

2. A outra, esta mais histórica, leva-nos para o tempo de D. Afonso Henriques e sua mãezinha – D. Teresa – por sinal, filha bastarda do Rei D. Afonso VI de Castela e Leão; o cúmulo chega em 1128 quando o nosso primeiro Rei luta contra a própria mãe e o seu aliado (um conde galego), evitando a anexação da região portucalense ao reino da Galícia; contudo, o passado da D. Teresa não passa despercebido aos arcebispos que logo tratam de chamar ‘espanhóis’ aos de Guimarães por serem descendentes de filhos bastardos da mãe de D. Afonso Henriques com castelhanos.

A história que se segue, foi partilhada por alguns basculantes (pelo menos por um, foi). Creio que estávamos em Setembro de 2000 em plena Semana de Recepção ao Caloiro; armados em Doutores, requisitamos alguns caloiros para os integrarmos no espírito da faculdade, claro que alguns do 2º ano aproveitaram-se e colaram-se ao nosso grupo para poderem libertar as frustrações de que tinham sido vítimas no ano anterior. Entre eles, Filipe ‘Vitória’, ainda não sabíamos nada dele na altura mas só foram precisos 5 minutos. Até ali, super-simpático a meter-se com as caloiras e a fazer os possíveis para se integrar no nosso grupo, até que começamos a perguntar as cores clubísticas de cada um. Caldo entornado. Um caloiro era do... Boavista. Filipe ‘Vitória’ (atenção, conhecia-nos há 5 minutos) muda literalmente de cor para um tom arroxeado, e berra na cara do caloiro “Tu és de quem pá, tu és de quem? Sabes o que nós dizemos em Guimarães, sabes? Boavista é merda, merda, merda...”. Alguém teve que afastá-lo enquanto os insultos saíam a uma velocidade feroz. Filipe ‘Vitória’ é também a única recordação boa que tenho do Guimarães porque foi ele que me mandou a sms com a minha última nota do curso (como podem ver, começou ali uma boa amizade mesmo com gajos do Vitória)!


Chega de espanhóis, segue uma história curiosa sobre Roberto Fabián Ayala (agora no Zaragoza) contada pelo pai:

“Já tinha 34 anos e Fabián apenas 15. Jogávamos juntos no centro da defesa do Club San José, uma equipa que participava numa competição menor. Eu era também o treinador, mas neste jogo decidi ficar no banco. De repente, numa jogada, o nº 9 deles faz uma entrada violentíssima sobre o Fabián que o tira da partida e o leva, inclusivamente, para o hospital. Entrei dentro do campo e fui ter com o árbitro que já tinha o vermelho na mão para o mostrar ao nº 9. Disse-lhe ‘que vais fazer? Nãooo, são coisas que acontecem, não foi nada...’. Não sei quantas mais coisas lhe disse, não queria que o expulsassem e consegui que ele continuasse em campo. Mas não por muito tempo. Fiz uma substituição: entrei eu. Um bocado mais tarde, quando o Fabián já estava quase a sair do hospital... o nº 9 deles estava a entrar.”

terça-feira, 17 de março de 2009

Que curioso... Jesualdo Ferreira!

Em destaque e a prometer algumas capas de jornais sobre a (não) renovação pelo Porto, está na altura de dar a conhecer um pouco mais da carreira do nosso mister: nasceu em Mirandela e este ano já completa 63 anos de idade, foi com os pais para Angola até à adolescência mas regressou a tempo de tirar Desporto em Lisboa.

Iniciou a carreira de treinador nas camadas jovens do Rio Maior e do Torrense até 1984 e na época 84/85 estreia-se como treinador principal da Académica, passando depois pelo Atlético (é benfiquista e passou pelo Atlético, vá lá que está a sair melhor que a encomenda), pela Selecção de Angola e pelo Estrela da Amadora, até que a sua carreira daria o primeiro grande salto quando aceitou ser adjunto de Toni no Benfica, contribuindo para o título nacional conquistado na época de 1993/94. Ainda acompanhou Toni no Bordéus e fez de Zidane o jogador que foi... Tentou depois uma aventura no estrangeiro ao serviço do FAR Rabat, de Marrocos (há pouca informação sobre o que fez lá e regressou passado um ano, acho que está tudo dito). Enfim, tem 62 anos, uma vida inteira ligada ao futebol, a maior parte do tempo discretamente mas há dois episódios que marcam:

O primeiro deles, na época 96/97, tinha eu 16 anos e jogava nos juniores do Leixões com alguns internacionais sub-18 (na altura fez-se 3 anos naquele escalão), o treinador era o Folha, que era conhecido por dar uma cambalhota sempre que marcava um golo, cresceu no Leixões, passou pelo Benfica mas brilhou no Boavista, e numa das palestras num treino em pleno relvado do Estádio do Mar virou-se para um dos meus colegas – Israel – que tinha sido convocado para um dos estágios da selecção e disse-lhe mais ou menos isto: “Israel, dou-te os parabéns por ires à Selecção, mas também tenho pena porque vais encontrar um treinador que é um grande paneleiro...”. Escusado será dizer que se estava a referir a Jesualdo, agora o que ele sofreu com o nosso mister ninguém ficou a saber!

O segundo deles é abordado por Mourinho no livro dele, o Leiria a fazer uma excelente época, Benfica de Toni a desiludir e Vilarinho que no ano anterior não foi na chantagem do Special One quer voltar a vê-lo como treinador principal dos lampiões. Estava a acabar 2001. Veiga, Vieira e Carlos Janela intercedem junto de Mourinho mas a contratação esbarra num ponto: Jesualdo Ferreira (mais um motivo para renovarmos com ele). Vieira, segundo Mourinho, desfez-se em elogios “um homem da sua confiança, um homem do Benfica e um homem de bem, trabalharia com qualquer treinador sem levantar um problema que fosse”. Mourinho contrapôs: “Das duas uma: ou digo directamente, olhos-nos-olhos, a Jesualdo Ferreira que não quero trabalhar com ele, para que, claramente, entenda que sou eu que não quero trabalhar com ele, ou então nada feito e não vou para o Benfica”.

Em jeito de conclusão, a minha opinião: chegou ao Porto de Adriaanse numa situação que todos nos lembramos já com a época a decorrer e fez uma transição serena; vai a caminho do 3º título pessoal e apurou-nos sempre para os oitavos-de-final da CL (os mínimos que se exigem mas que muitos não conseguiram), a deste ano parece mesmo uma epopeia; perdeu jogadores muito importantes e continua a apresentar resultados. Se devíamos estar no Estádio do Algarve no próximo Sábado e ganhar as Taças de Portugal? Devíamos, mas o Professor tem margem de progressão!

NOTA: Mas troco-o pelo Mourinho!

terça-feira, 10 de março de 2009

Que curioso... 1893!


Para quem foi sócio do FC Porto aos 5 anos, ou seja, nos inícios da década de 80, e ainda guarda o cartão de sócio da altura, facilmente estranha a data de fundação do clube: 1906!

Pelos vistos, agora recordando as notícias na net, a alteração promovida pelo nosso presidente - Pinto da Costa – em AG não foi muito pacífica e a comunicação social insistiu que esta alteração só foi feita para o FC Porto ser o clube mais antigo de Portugal e com isto fazer mais uma afronta ao Benfica. Afinal, o nosso clube já impunha muito respeitinho na imprensa naquela altura!

A história é breve e conta-se com poucos factos: António Nicolau d’Almeida, comerciante de vinho do Porto e com contactos privilegiados com a Corte, apaixona-se pelo futebol numa das suas viagens a Inglaterra e decide criar uma equipa – o Foot-Ball Cube do Porto. Ele que não era burro nenhum, funda o clube a 28 de Setembro de 1893, data em que o rei D. Carlos I celebra 30 anos de idade, e para ajudar à festa institui o azul-e-branco (as cores da Monarquia) como as cores do clube. Contudo, o projecto foi sol de pouca dura e no ano seguinte praticamente extingue-se o clube. As más línguas dizem que a esposa do Nicolau (inglesa e da high society) o convenceu a dedicar-se ao ténis porque o futebol era muito violento e aquele desporto era muito mais digno das relações que mantinham com a corte. Digamos que foi uma Carolina Salgado dos tempos antigos...

O que é certo é que só em 1906, quando José Monteiro da Costa acompanha António Nicolau d’Almeida a Inglaterra para uma viagem de negócios e tem o primeiro contacto in loco com o futebol é que decide pegar no projecto entretanto hibernado e, claro, conta com a ajuda do amigo para resgatar atletas de 1983 e 84 e formar a nova equipa do Foot-Ball Clube do Porto a 2 de Agosto de 1906.

Eis a razão para que até há bem pouco tempo festejamos 80 anos de vida em... 1986!

E porque há muitas histórias no futebol e nem todas relacionadas com o nosso clube, aqui vai uma que se passou no Mundial de 78 na Argentina:

Jogo entre alemães e mexicanos, dia 6 de Junho, resultado final: Alemanha 6-0 México. Aos 39 minutos os alemães já ganhavam 3-0, e é então que se lesiona o guarda-redes José Pilar Reyes que é imediatamente substituído pelo suplente Pedro Soto. Já no hospital, Soto foi o primeiro a visitar o amigo Pilar, que lhe perguntou: “Quanto ficou?”, Soto respondeu: “Empatámos!”, “A sério?” perguntou Pilar. “Sim, a ti meteram 3 golos e a mim também...”

terça-feira, 3 de março de 2009

Que curioso... La Bombonera!

Resisti à tentação e não vou dedicar o artigo a qualquer curiosidade ligada ao Leixões, próximo adversário do nosso Porto. No entanto, ficam a saber que o Leixões passou do campo de Santana para o Estádio do Mar muito por culpa dos pescadores que, por cada cabaz de peixe vendido na lota, revertiam parte do lucro para a construção do estádio que mesmo assim contou com a mão-de-obra dos pescadores. Haverá melhor reconhecimento às gentes de Matosinhos? Estádio do Mar!


Seguindo na onda dos estádios e porque na semana passada pude estar em dois espectaculares como o Vicente Calderón e o Santiago Bernabéu, nada melhor que «matar» a curiosidade da origem do nome La Bombonera, diz quem já lá passou, um dos mais excitantes estádios do Mundo.



Inaugurado em 1940, La Bombonera nunca foi o nome oficial do estádio. Primeiro, começou por se chamar o ‘Coliseu de La Boca’; depois, o presidente de então decidiu dar o próprio nome – Camilo Cichero (devia ser pouco egocêntrico); e no início do século, com uma série de remodelações, alteraram o nome para Estadio Alberto J. Armandi, também ele presidente mas na década de 1970.


Contudo, desde o início das obras, o aspecto do estádio não deixou ninguém indiferente e todos o assemelhavam a uma caixa de bombons. As dimensões do terreno de jogo são as mínimas permitidas por lei e isto também serve para explicar o porquê das 3 bancadas serem tão íngremes (3 anéis dispostos uns em cima dos outros) e uma delas ser completamente vertical: o espaço cedido para a construção do estádio era tão exíguo que tiveram de recorrer a estas engenharias. Deste modo, o estádio emerge do bairro de La Boca.


Dizem que o estádio tem uma acústica fantástica e é reconhecido por «tremer» quando os adeptos começam a saltar ritmadamente (tipo: e quem não salta é lampião olé, olé), mas isso já foi negado: La Bombonera no tiembla. Late! Que é mais ou menos dizer que ‘La Bombonera não treme. Vibra!’, a tradução perde-se um pouco porque para eles ‘Late’ tem a ver com o ritmo, com o pulsar do coração, logo, a paixão inerente ao clube.


Por último referir as origens do azul-e-amarelo do equipamento: nos primeiros anos de história, o Boca usava calções brancos e camisola com listas verticais brancas e pretas ou brancas e azul-escuro, no entanto, o clube rival da altura – Boedo – usava as mesmas cores e apostaram que quem perdesse o encontro entre as duas equipas teriam que mudar a cor do equipamento. O Boca perdeu e para decidir as novas cores escolheram um meio muito inteligente e inovador, foram para o Porto de Buenos Aires e esperaram pelo primeiro navio estrangeiro a entrar no cais...


Isso, foi mesmo um navio sueco e, desde então, adoptaram o azul y oro.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Que curioso... Colchoneros!

Não estranhem a rubrica a uma segunda-feira, teve que ser antecipada um dia porque dentro de poucas horas tenho vôo para Madrid para assistir in loco os próximos tetra-campeões... e o Lamas já me avisou que tenho de fazer equipa para a Champions League, portanto muitas coisas pela frente!

A ida a Madrid já não me sai da cabeça há alguns dias, daí não estranhar que uma das curiosidades que me passou pela cabeça recentemente foi o apelido de ‘Colchoneros’ com que os adeptos do Atlético de Madrid são conhecidos.

Vamos recuar um pouco na história do nosso adversário porque vim a descobrir, imaginem só, que nos primeiros anos de vida deste clube a camisola era... azul-e-branca! Bem, o ‘Atleti’ foi fundado a 26 de Abril de 1903 por um grupo de estudantes bascos que residiam em Madrid e funcionou como filial do Athletic de Bilbau. No início do século, estavam em voga as relações comerciais marítimas entre o agora País Basco e a Inglaterra e, talvez, o bom-gosto dos bascos levou-os a optar pelas cores do Blackburn Rovers, ou seja, camisola azul-e-branca e calções azuis. Estas eram as cores dos dois clubes – tanto o Atlético de Madrid como o de Bilbau - ainda filiais naquele período.

Juanito Elorduy, jogador basco e habituado a viajar a Inglaterra por motivos profissionais, ficou encarregue de trazer novos equipamentos para as duas equipas. Aqui, as teorias divergem: uns referem que não encontrou camisolas semelhantes às do Blackburn e no último dia, já em pleno porto de Southampton, decidiu comprar 50 camisolas do clube local; outros mencionam o cariz económico, isto é, Juanito supostamente encontrou tecido listado vermelho-e-branco muito barato pois era produzido em grandes quantidades para o revestimento dos colchões na altura. O que é certo é que as camisolas listadas a vermelho-e-branco começaram a ser usadas pelas duas equipas desde essa altura até agora e a grande diferença está nos calções: os de Bilbau decidiram usar o equipamento igualzinho ao Southampton, talvez pelas relações comerciais que tinham com o porto daquela cidade; os de Madrid, na altura, mais pobrezinhos, tiveram que continuar com os calções azuis do equipamento anterior.

Quanto ao termo ‘Colchoneros’ já lá devem ter chegado, é mesmo por naquela altura (1911) as camisolas listadas a vermelho-e-branco serem muito parecidas com os revestimentos dos colchões!

E esta, hein?!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Que curioso... El Tecla!

Semana de júbilo para o nosso avançado, e se queremos contar algumas curiosidades sobre este menino há que aproveitar estas oportunidades já que rareiam tanto!

Contudo, o passado recente deste jogador não fazia prever um insucesso ou descontentamento tão grande nos adeptos portistas, ele tem, talvez, mais créditos firmados na Argentina que o próprio Lisandro, mas parece que a raça tão característica daquele país não atinge todos da mesma forma.

Vamos começar por aquelas curiosidades que só o Hélder Conduto sabe: Ernesto António Farías nasceu a 29 de Maio de 1980 em Trenque Lauquen, pequena cidade de 40.000 habitantes a 400 km de Buenos Aires, e estreou-se no Torneo Clausura pelos Estudiantes de La Plata a 10 de Maio de 1998, ou seja, prestes a completar 18 anos. O ponto alto aconteceria no Torneo Apertura de 2003 quando se consagrou o máximo goleador com 12 golos, as boas prestações levaram-no para Itália – Palermo – em 2004, quando já contava com 95 golos ao serviço daquele clube argentino.
A primeira experiência na Europa revelou-se um desastre (a segunda também não está a ser muito melhor), só marcou dois golos para a Taça de Itália e estava completamente tapado por – imaginem só – Luca Toni que nesse ano marcou 20 golos (Mariano González também estava no Palermo mas acho que esse não lhe fez muita frente). No início de 2005 regressa à Argentina para jogar no River Plate e a 28.02.2005 (quase a fazer 4 anos), logo na 3ª jornada já tinha 3 golos e com isso fazia o 100º golo como profissional no empate entre River e Lanús a 3 bolas. Acabaria por marcar mais 46 golos ao serviço do River até meados de 2007. Tudo somado, é o terceiro maior goleador dos torneios argentinos atrás de Martín Palermo e José Luís Calderón. Nota de destaque, ainda, para o campeonato sul-americano de sub-20 que conquistou em 1999 ao lado de jogadores como Milito, Duscher, Cambiasso e... Aimar.


A transferência para o FC Porto não foi pacífica, em Junho de 2007 afirma que vai deixar o River apesar de Passarela o considerar fundamental na equipa, e é apresentado no Toluca do México onde encontra Jose Pekerman. Contudo, no início de Julho, com base numa ‘suposta’ doença da mulher que não se adaptou à altitude da cidade mexicana volta ao River onde lhe esperava um contrato com o nosso clube (e lá se foram 4 milhões e mais alguns milhares em ordenados). Na 1ª época faz 9 golos, nesta já leva 7. A equipa que mais sofre quando El Tecla joga? Isso mesmo! É o Sertanense (é logo a 1ª equipa que passa pela cabeça não é?) que já levou com 4 golos do nosso menino!

Resta referir que a alcunha ‘El Tecla’ a devemos a Azconzabal (boa Lamas, pela informação!) actual jogador do Las Palmas que jogou com o delantero no Estudiantes. Ora, El Tecla partiu um dente aos 12 anos e à medida que o tempo passava começou a escurecer até que parecia mesmo a tecla dum piano.

Nota - Porque é uma curiosidade e mete futebol: Pedro Ribeiro no programa da manhã na Comercial explicava o porquê de Maicon (do Inter) ter aquele nome. Pelos vistos, o pai era fã dum actor de Hollywood, chegou ao registo e disse o nome (façam pronúncia brasileira, por favor): Michael Douglas.
Resultado: Maicon Douglas Sisenando.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Que curioso... Fernando Couto!

Na sequência duma certa ‘pressão positiva’ exercida por um dos basculantes, a curiosidade desta semana vai para Fernando Couto cujo terminus de carreira a muitos passou ao lado e assim, de certa forma, o basculacao.blogspot.com presta a sua homenagem a um carismático jogador do nosso clube que ainda no último Domingo viu o clássico junto de Vítor Baía.

Desde já, devemos prestar a devida vénia ao site não oficial www. Fernandocouto.com onde podemos encontrar tudo sobre o ex-jogador e cuja mensagem muito nos diz: Força, talento, raça, integridade, coragem, carisma, humildade. Por tudo isto e muito mais este site é dedicado a Fernando Couto.

Podemos começar pelo palmarés: por entre 8 troféus conquistados com a camisola azul-e-branca, o nosso Fernando conquistou 20 Taças, das quais não nos podemos esquecer do Campeonato do Mundo de Riade, Taças das Taças e até uma Taça Uefa. Aliás, foi Campeão e venceu a Taça em todos os países por onde passou: Portugal, Espanha e Itália.

Recuando um pouco no tempo, Fernando Couto começou nas camadas jovens do Espinho, depois passou pelo Lourosa até ser descoberto pelo nosso clube. Em 87/88, na época que tinhamos o título europeu, foi promovido aos séniores. Por ser pouco utilizado, no ano seguinte foi emprestado ao Famalicão, e em boa hora o fez porque as suas exibições levaram-no a Riade no final dessa época onde viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Apesar de Campeão do Mundo, viria a ser novamente emprestado, desta vez à Académica de Coimbra, e só na época seguinte (90/91) pega de estaca na defesa portista.

Com o grandíssimo Aloísio a seu lado, Couto cresceu muito e em Dezembro de 1990 já se estreava na Selecção A num jogo contra os EUA na Maia que Portugal venceu por 1-0 e, adivinhem lá quem também se estreou nesse jogo... Vítor Baía e Jorge Couto!

Quem o conhece diz que é uma pessoa muito tímida e tranquila, nada consentâneo com a atitude dentro do relvado levando muitas vezes a agressividade ao extremo, mesmo a níveis que roçavam a violência mas no fundo só demonstrava de que raça são feitos os verdadeiros jogadores à Porto!
O resto da história já é mais recente: Couto é transferido para o Parma, entretanto vai para o Barça onde encontra Baía, Figo e Mourinho; volta para Itália para a Lazio onde fica por sete épocas até voltar para o Parma em 2005/06 onde acabaria a carreira em 2008 muito perto de fazer 39 anos de idade.



Pelo meio ficam dois fantásticos Campeonatos da Europa, principalmente em 2000 quando fez dupla com o nosso Bicho.



Muitas outras curiosidades ficam por contar deste brilhante jogador mas aqui ficam mais algumas: foi o primeiro jogador português a atingir as 100 internacionalizações, em adolescente queria ser ginecologista (isto só prova que teve uma infância igual a qualquer outro miúdo); ganhou pela Lazio a última Taça das Taças e o capitão Nesta envergou a camisola dele no momento da entrega do troféu porque momentos antes... tinha atirado a camisola para os adeptos; o último jogo que disputou pela Selecção foi na meia-final do Euro-2004 contra a Holanda.


Fernando Couto já prometeu ficar ligado ao futebol mas ainda não se sabe como. Já há uma escola de defesas-centrais no ‘Vitalis Park’?


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Que curioso... uma coroa de flores para Pepe!


Estava a ver o último jogo do Porto com alguns familiares quando dá a imagem do Bruno Alves e o Lucho a depositar uma coroa de flores junto duma estátua (mais tarde vim a saber que é um mausoléu) e perguntei porque raio o Porto faz aquilo e quem era aquele jogador. Só o meu pai me disse que era o Pepe mas não soube acrescentar mais nada. Morreu num jogo contra o Porto? Jogou no Porto? Marcou muitos golos ao Benfica? Esta curiosidade aliada à pressão positiva do Lamas levou-me a visitar a biblioteca virtual e fiquei, de facto, fascinado com a história de José Manuel Soares, mais conhecido por Pepe.

Estamos em Outubro de 1931, Pepe tinha então 23 anos, o episódio é descrito como dos mais tristes da vida desportiva em Portugal e Lisboa parou para prestar a última homenagem ao jovem jogador. Não há consenso sobre a causa da morte, uns dizem que morreu por carências alimentares, outros por envenenamento, outros por suicídio (Pepe tinha noiva, mas como qualquer jogador que se preze também uma amante, ambas estiveram no velório o que gerou uma discussão muito propalada entre as duas, mas isto prova que Pepe tinha alegria de viver logo o suicídio fica fora de hipótese) mas a mais dramática é a mais defendida: a mãe, ao fazer o jantar, inadvertidamente preparou um chouriço com soda cáustica em vez de sal, uns dizem que os familiares já se tinham sentido mal nessa noite, mas mesmo assim Pepe foi para o trabalho com os restos da noite anterior e pouco depois de comer a sande de chouriço deu entrada no hospital onde acabaria por falecer.


Com 23 anos e já tão importante no panorama futebolístico nacional? Reparem na mágica estreia de Pepe com 18 anos no onze belenense: 75 minutos de jogo e os azuis perdem 4-1 com o Benfica, já perto do final e com 4-4 no marcador há uma grande penalidade para marcar e quem assume? Isso mesmo, Pepe faz o 5-4! Pode começar aqui a explicação para a coroa de flores! Com 19 anos tem a sua estreia pela Selecção Nacional: 4-0 à França e quem bisa? Pepe! Em 1928, nos Jogos Olímpicos, faz 2 golos contra o Chile na vitória por 4-2 depois de estarem a perder por 2-0 (ainda ganhamos à Jugoslávia mas perdemos com o Egipto nos quartos). Ganhou 2 campeonatos de Portugal e 3 campeonatos de Lisboa e detém o record de golos num só jogo oficial: 10 golos na vitória por 12-1 ao Bom Sucesso.
No site brasileiro Trivela.com, o editor pediu ao jornalista Riccardo Joss para escrever sobre o melhor jogador português de todos os tempos. Riccardo perguntou ‘Quem? Eusébio?’, ao que o editor respondeu ‘Eu disse português, não moçambicano’. Riccardo escreveu sobre Pepe.

Por fim, porquê esta homenagem levada a cabo pelos capitães portistas antes de cada jogo em Belém? Por muitas pesquisas efectuadas não se encontra uma justificação plausível, pelo que me limito a transcrever um parágrafo de Rui Dias do Record – que descreve Pepe como o primeiro menino de ouro do futebol português onde se destacava a juventude, simpatia, instinto e expressão genial:

Em Setembro de 1932, menos de um ano depois da sua morte (24-10-1931), era inaugurado nas Salésias um mausoléu para perpetuar a memória do jogador – transferido para o Restelo, onde ainda se encontra. Desde então, o FC Porto presta homenagem a Pepe depositando uma coroa de flores junto à sua imagem antes da entrada em campo. Os portistas confirmam, com tradição de 70 anos, o afecto de sempre entre os dois clubes, preservado ao longo da história por dirigentes, jogadores e adeptos. Ao contrário do que se pode pensar, não existe um motivo específico para o sucedido. Mas é aceitável dar como bom o raciocínio segundo o qual a relação tem a ver com a origem do Belenenses, logo considerado, depreciativamente, pelos seus pares da capital como o "clube dos rapazes da praia". Isso explica a atracção entre azuis das duas cidades. Até hoje.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Que curioso... Um Dragão!


"Que curioso..." Esta nova rubrica que se pretende seja publicada todas as terças-feiras, tem por objectivo abordar muitas curiosidades ligadas ao nosso FC Porto, algumas vezes também prometemos dar uma espreitadela lá fora, mas desde o emblema a treinadores, dirigentes ou jogadores que já fizeram ou fazem a história do nosso clube, vamos falar de tudo um pouco.

Para o primeiro texto, o tema escolhido foi o Dragão! Onde começa a relação entre este símbolo mitológico e o FC Porto? Após muitas consultas pela biblioteca virtual, facilmente se encontram algumas teorias, mas a mais coerente e, se calhar, a mais fidedigna leva-nos a uma longa viagem no tempo.

Desde já, convém referir que o emblema do FC Porto nem sempre foi assim, nos primórdios era uma simples bola de futebol azul com as iniciais FCP a branco, só nos anos 20 se decidiu a união do emblema ao brasão da cidade, e é aqui que nos devemos centrar - no brasão da cidade - para perceber a relação entre o Dragão e o nosso clube.

O símbolo da cidade do Porto sofreu a primeira alteração (1517) com a inclusão da imagem de Nossa Senhora da Vandoma com o menino Jesus nos braços sobre um fundo azul e entre duas torres, mais tarde (1813 – o tempo passava depressa naquela altura) a imagem de Nossa Senhora aparece ladeada pelas duas torres mas encimadas por um lado por um braço e por outro por uma bandeira. Em 1834 no reinado de D Pedro IV ao brasão foi introduzido uma inscrição « Antiga, mui Nobre e Sempre Leal ». Este brasão era então constituído por um escudo esquartelado, cercado pelo colar da Ordem da Torre e Espada, tendo nos primeiros e quartos quartéis as armas de Portugal e nos segundos e terceiros as antigas armas da cidade. Encimava o escudo um dragão verde assente numa coroa ducal em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, título que D. Maria II atribuiu ao Porto.

Ah, estão a ver aquele coraçãozinho onde se unem os quartéis? Pois bem, representa o precioso legado que D. Pedro IV (pai de D. Maria II) deixou à cidade.

Conclusão: ainda bem que a coroa ducal tinha um Dragão em cima, senão amanhã estaríamos a ver o Porto-Leixões no Estádio da Nossa Senhora da Vandoma!