domingo, 26 de janeiro de 2014

Não consegui festejar



Ou melhor, consegui. Mas foi uma coisa demasiado instantânea. De facto, aquele momento de nervos de aço de Josué merecia um festejo em termos. A equipa lutou muito e mereceu o prémio final da vitória e a manutenção das aspirações na prova. Mas há os 'senãos' ou 'senões'... E nem a hilariante luta contra os moinhos de vento do Juve Leo de barba e risca ao lado me animou.

É fácil de ver que jogámos com o nosso melhor onze, excepção para Fabiano. Muitos julgarão que o nosso melhor onze não inclui Defour, mas isso é outra discussão. O que importa é que o FCPorto de titulares sofreu para vencer um Marítimo de segundas linhas. É um facto. E isto até rompeu com um passado recente de bons resultados em casa e num jogo em que tínhamos a necessidade de ganhar e golear. Muito mau... E depois, trata-se da Taça da Liga... 'Blá-blá-blá', temos de respeitar todas as competições... Como queiram! Eu não gosto, nem acho importante, nem bem construída. Tudo isto desvaloriza imenso o feito alcançado.

Mas a principal razão para não querer festejar foi a notícia do dia: a saída do Lucho. Dizem que foi Lucho que pediu para sair. Quanto a isso digo apenas que, nos últimos tempos, se criou a sensação de que Lucho passou a ser um problema. Paulo Fonseca e a administração não o conseguiram ou sequer tentaram convencer de que isso não é verdade. E como tal Lucho aceitou ouvir propostas. Para um jogador com esta idade e com esta qualidade não faltam propostas das Arábias. Se Lucho tivesse feliz não aceitava. Aqui está o problema. Na minha opinião, Lucho não era o problema e era parte fundamental da solução. Sou daqueles que acredita que, há jogos em que a liderança em campo é mais importante que a liderança no banco. Sobretudo quando a liderança no banco é fraca! É o caso agora e já o aconteceu no primeiro ano de Vitor Pereira. Lucho resolveu o problema há dois anos, mas este ano aparentemente não estava a resolver. Aqui o 'aparentemente' é fundamental porque, às vezes, só damos pela falta das pessoas quando elas lá não estão. Temo que este seja o caso e confesso que ontem, a minha confiança no título sofreu um abalo muito grande. Sou suspeito porque Lucho é segundo na minha lista de jogadores preferidos do FCPorto de sempre, só superado por Deco.

Vamos ao jogo. Começou morno e abanou com um bom golo inaugural, com participações notáveis de Carlos Eduardo na recuperação e Jackson na assistência e na finalização. Depois vem o habitual adormecimento. Desta vez o adversário não teve medo e, em duas oportunidades, fez dois golos. A segunda parte foi pobre em futebol e rica em empenho. As substituições de Paulo Fonseca resultaram em vitória mas poderiam ter resultado em desgraça tal a confusão que se criou. A certa altura parecia que Carlos Eduardo estava a fazer todas as posições do terreno menos a de guarda-redes. Muitos cruzamentos, pouco futebol. Portanto, considero a vitória de uma felicidade imensa. Mérito, só o de acreditar. Mérito para treinador: zero! Já tem sido habitual...

Concluo com uma reflexão que fiz ontem no caminho para o Dragão. Os grandes problemas identificados ao esquema de Paulo Fonseca, que não eram responsabilidade dele, eram a falta de um extremo de qualidade extra e o lugar cativo que Lucho tinha na equipa. Sobram poucas desculpas para o rendimento medíocre que a equipa vem apresentando...

8 comentários:

bruno rodrigues disse...

prata, esqueceste-te apenas de referir os teus destaques individuais, os meus são: carlos eduardo, jackson e josué pela positiva e maicon, defour e varela pela negativa

Lamas disse...

Ainda desolado com o episódio Lucho... não podia ter acabado assim...

Quanto ao jogo, Carlos Eduardo, pareceu-me claramente o MVP... teve em todo lado... o primeiro golo nasce num carrinho dele e ainda teve o pormenor de ir "buscar" logo a bola ao fundo das redes... penso que o lugar 8 lhe assenta melhor e, nestas circunstâncias, ainda mais...

Josué fortíssimo no penalty... marcou para o lado que os esquerdinos marcam, mas com um convicção fantástica... não tremeu...

Caricato o lance da bola no ar na pequena área do Marítimo, que, com o anti-jogo que praticaram ainda pensei que com aquele resultado ainda podiam passar à fase seguinte...

Incrível que após o golo, nem os jogadores nem o próprio Paulo Fonseca sabiam que aquele golo era o suficiente, o qual chegou mesmo a pedir aos jogadores para regressarem rápido ao seu meio campo, até que foi alertado que o apuramento estava garantido...

prata disse...

Faltou dizer q a marcação de Maicon no primeiro golo foi horrível...

Taqui disse...

Foi tao esquesito este jogo. Eu tb fiquei sp com a sensaçao que tinhamos de marcar 4! Fdsss, dp naquela espera toda pelo penalti, tou com os vizinhos da frente e de tras a discutir se passamos ou nao! Afinal dá... Festejos e tal, mas depois vem aquela sensaçao de que nao jogamos nada! ahh e tb a constatação de que este maritimo a jogar sempre assim estava bem melhor no campeonato! Fogo: eles pressionavam alto, eles punham-se a frente para nao serem marcadas as faltas rápido, qd se levanta a placa 20 o Danilo Dias senta-se! Já nao me lembrava!
Lucho: esta coisa de a tv agora estar sp no panda, nem vi noticias, só soube mm antes do jogo.. Uiii o que se passa? ( e eu comentei aqui, lembram-se? -O que se passa com o lucho?) no minimo mt esquesito, mas acho que o responsavel é Paulo Fonseca, pois nao consegue motivar... tinha campeonato, tinha liga europa é por 4,5M€? Perda mt grande!

Taqui disse...

Depois da suspeita levantada no dia seguinte, dei-me ao trabalho de ir ver os regulamentos:
Artigo 11.º
Obrigatoriedade de participação de jogadores
1.
Durante a competição, com excepção das 1.ª e 2.ª fases, os clubes são obrigados
a fazer participar nas suas equipas em cada jogo pelo menos cinco jogadores que
tenham sido incluídos na ficha técnica (efectivos ou suplentes) em um dos dois jogos oficiais imediatamente anteriores da época em curso, salvo caso de força maior,
comunicado à Liga com a antecedência mínima de cinco dias antes da realização do
respectivo jogo e, desde que, os motivos invocados sejam considerados pela Liga
como justificados.
2.
Os clubes são também obrigados a incluir na ficha técnica como efectivos, em cada
jogo disputado, pelo menos dois jogadores formados localmente, cuja definição decorre do disposto no artigo 57.º do Regulamento das Competições.
3.
Os jogadores incluídos na ficha técnica nos termos do número anterior têm obrigatoriamente que ser utilizados em pelo menos 45 minutos do jogo, salvo em caso de força maior."

Espero que nao estejamos de novo a pisar o risco... é que pra lem do josué, e nao jogou 45m, nao tou a ver outro jogador formado localmente, tendo duvidas no Fernando...

prata disse...

Não têm de ser portugueses.

Taqui disse...

pois, por isso nao sei se o fernando entra nas contas ou nao? é que os outros nao me parece...

Taqui disse...

pronto tá esclarecido: o artigo 57º das competiçoes nacionais diz o seguinte:
Considera-se como jogador formado localmente aquele que tenha sido inscrito na
Federação Portuguesa de Futebol, pelo período correspondente a três épocas desportivas, entre os 15 e os 21 anos de idade, inclusive.
Portanto nao tinham de ser inscritos pelo Porto!
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