segunda-feira, 21 de setembro de 2015

André André André André André André André André André André


Apenas repeti o nome do portista 5 vezes e deu para encher a linha. Se continua assim, já estou imaginar aquele cântico alternado entre a bancada Sul e a Norte só que em vez de «Puuuuorto!», teremos «Andréééé´!». É difícil de imaginar a adrenalina que um portista, como o André terá, a marcar um golo tão decisivo, naquele estádio, perante aquele adversário! Como diria o Bibota, terá sido orgásmico!

Comecemos pela primeira parte. Já dá a sensação que não existiu. Foi engolida pelo impacto do resultado. Mas existiu! E foi confrangedora! Como é meu hábito, desloquei-me ao interior do estádio para ver o resumo da primeira parte e, pelas duas jogadas que a Sportv mostrou, nota-se que precisaram de ter imaginação para considerar que aquilo foi sequer perigoso... Um remate em 45 minutos é pobre demais! Ainda por cima, com o adversário a ter as três primeiras oportunidades do jogo pondo o nosso guarda-redes como o nosso melhor elemento até então. Futebol nervoso, desgarrado e desinspirado. E tudo isto no jogo em que Lopetegui apresenta um onze muito próximo do consensual. Muito parecido com o que eu previ aqui. É até caricato reconhecer que quando Lopetegui não inventa, corre mal, quando resolveu inventar com irritantes 'trocas-por-troca' que pareciam indicar algum receio, faz com que o jogo apareça resolvido. 

Foi de facto um FCPorto bipolar o que se viu no Dragão. Na segunda parte, o onze inicial passou a render o que se exigia e entrou muito mais forte, dinâmico e intenso. Um FCPorto 'às costas' dos adeptos capaz de encostar qualquer adversário 'às cordas'. Brahimi, André e Aboubakar acordaram. Os defesas e médios passaram a lutar muito mais pelas bolas e isso notou-se na quantidade de faltas e de amarelos. Tal resultou em 3 ou 4 oportunidades de golo que chegaram para vencer com justiça. Quanto ao adversário, direi que, na primeira parte, chegou a estar no controlo do jogo, algo que não chegou a acontecer no ano passado quando venceram por 2-0. Futebol às vezes é eficácia mas ontem acabou por ser justo. Quando o FCPorto dominou, subjugou. Quando o adversário dominou, só criou perigo em bolas paradas. 

Individualmente, divido por partes. Na primeira parte, tivemos apenas Iker e Maxi. Na segunda parte emergiu o MVP André André e Aboubakar. Brahimi também esteve muito melhor e jogou quase sempre '1 para 2'. Pela negativa Jesus Corona. Eu também pedi a sua titularidade mas estava errado. Era exigir muito de um jogador imaturo que chegou há três semanas. A entrada de Varela acabou por ser decisiva. A exibição de Imbula deambulou entre o bom e o mau. Nem sei que nota lhe hei de dar. Layun só emerge ofensivamente.  Por último, gostei da exibição de Marcano. 

Quanto a Lopetegui, nota positiva. Gostei do onze e não gostei das substituições. O resultado foi  fundamental.

No ano passado este jogo foi decisivo. Que o seja este ano!

3 comentários:

Anónimo disse...

Também só gostei do ambiente (grandes Portistas) e do resultado.
Ganhamos e isso é que é importante.

Tony Silva disse...

Por altura do golo já estava "conformado" com o empate, embora achasse que a haver um vencedor teria de ser o Porto. E ainda bem que assim foi.

De resto, feliz pelo meio campo marcadamente português. E feliz por ter sido o André2 a marcar. Espero que continue a vingar na equipa pois precisamos de portugueses (a.k.a. portistas) no onze.

Também contente por ter sido o Varela a fazer o passe de morte. Agora os benfiquistas quando querem pegar começam a dizer que mandamos o grande Quaresma embora e ficamos com o fraquinho Varela. Nunca deram valor ao Quaresma quando cá estava :) e esquecem-se que o Varela, embora sem a magia do cigano, é um jogador de seleção. Enfim, também isso deu para calar a boca a alguns...

Lamas disse...

Ganhar e eles justificarem a derrota com a não expulsão do Maxi... Fantástico! ;)