quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Duas partes bem distintas


Habituámo-nos a ouvir esta frase, vezes sem conta, nos rescaldos das partidas. Julgo que nunca fez tanto sentido como quando aplicada a este Estoril-FCPorto...

De facto, a primeira parte do jogo foi péssima em todos os aspectos. Sofremos um golo, jogámos pessimamente, com erros individuais na defesa, com Reyes e Sá em destaque, e no ataque com muito desperdício de Aboubakar e Marega. Houve também um claro erro de casting ao substituir Brahimi por Layun e, em simultâneo, retirar Corona da equipa, retirando grande parte da inspiração individual à equipa. Sérgio Conceição reconheceu o erro e, antes das bancadas começarem a ceder, já tinha prevista a entrada de Oliver e Corona, muito provavelmente para os lugares de Maxi e Layun. Ora o adiamento do jogo permitiu-lhe introduzir mais alterações na equipa, mas retirou-lhe 3 dos jogadores mais influentes da época: Aboubakar, Danilo e Ricardo Pereira. E agora, Alex Telles. É até bem provável que  tenhamos de abordar a próxima deslocação a Portimão sem quatro jogadores nucleares da equipa. Mas temos Sérgio Oliveira, Iker, Marega, Soares, Dalot... Às vezes esquecemo-nos que algumas destas opções são autênticas invenções do Sérgio Conceição. Às vezes esquecemo-nos do milagre que Sérgio está a operar. Que esta vantagem de 5+5 pontos na tabela não nos ofusque!

Ora, na segunda parte, mudou praticamente tudo. Manteve-se a aposta na baliza em Iker, voltámos à dupla de centrais mais forte e apresentámos uma frente de ataque reforçada ao máximo. Dadas as ausências por lesão, o banco ficou muito pobre em termos de soluções, mas valia a pena o risco! Melhor que as opções individuais, foi a intensidade com que jogámos. Atacámos a área do Estoril com tamanho empenho e só largámos quando já tínhamos dois golos de vantagem. O nosso domínio foi de tal forma contundente, que torna demasiado ridículas quaisquer queixas dos adversários quanto ao suposto fora-de-jogo (parece-me que é) no nosso primeiro golo. Se não fosse nessa jogada seria na seguinte. Essa era a sensação que tinha qualquer um que estivesse a ver o jogo. Estas reacções ao tal lance só demonstram que esta nossa época está mesmo a fazer mossa nos adversários. Há que continuar assim!

Individualmente, vou dar o MVP a Herrera. Acho que, nesta segunda parte do jogo, foi bem mais importante a nossa capacidade de recuperar a bola e lançar ataques rapidamente do que a finalização. É óbvio que tenho de dar uma nota altíssima ao Soares. O seu regresso à boa forma chegou numa altura crucial da época. De resto, gostei de todas as exibições em geral, mesmo dos que entraram. Sobra alguma preocupação com o Alex que tem sido fundamental. Ainda bem que o Folha foi treinando e experimentando Dalot à direita e à esquerda...

Em Portimão está uma equipa muito interessante e que vale claramente mais que a sua classificação actual. Adivinha-se um teste muito difícil. Será fundamental chegar ao clássico do Dragão com esta vantagem!

1 comentário:

Anónimo disse...

Grande entrada, penso que seria impossível ter entrado melhor! Toda a equipa esteve muito forte.
Pena o Alex para Portimão. Atenção que o Dalot ainda tem 18 anos, não vai ser fácil lançá-lo no domingo.
Em relação à comunicação, estamos mesmo 10 anos atrás. Para além de todos os comentários a dizer que esta interrupção servia os interesses do Porto, houve 3 ataques diretos e de diversas fontes:
1º César "A mala" Boaventura lembrou-se de colocar um post
2º A conta de Twiter do JMarques é suspensa por causa de direitos duma musica que pertencem a uma empresa onde trabalha Nuno Dias do "Azar do Kralj"
3º Entrevista do Moniz na RRenascença