domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ainda vivos


No ano passado o jogo na Luz poderia valer o título. Nessa altura, pensei que seria pouco provável que houvesse uma outra visita a esse estádio em que estivesse mais desanimado 'a priori'. Pois este ano... Digam o que disserem das aflições por que passámos ao longo do jogo, ao contrário do ano passado, vimos uma equipa com mais vontade de ganhar do que medo de perder. E isso acabou por fazer a diferença. No passado tínhamos uma equipa tão amarrada ao seu mecanismo, que se desmoronava perante qualquer 'pedra na engranagem'. Este FCPorto sofre mais, mas também 'morde' mais. Vive num desequilíbrio constante e na sexta-feira isso valeu-nos a vitória, mas no Domingo anterior... Com isto pretendo dizer que o resultado foi saboroso, mas que não poderá ser motivo para grandes entusiasmos. Apenas significa que continuamos na luta.

O onze inicial ajudou a melhorar um pouco o meu ânimo. Ao contrário do ano passado, não abdicámos de nenhuma das nossas armas. Jogaram os quatro da frente e jogou o meio-campo que tem sido titular. A vitória era o único resultado que interessava e apresentámos um onze audaz. No entanto, a primeira parte não foi boa. Este novo FCPorto de Peseiro parte demasiado o jogo e deu a ideia que o adversário está mais habituado a este tipo de 'parada e resposta'. Na segunda parte, o jogo foi nosso. Já sei que permitimos 3 ou 4 oportunidades ao adversário, mas entrámos no jogo dominadores e a jogar no campo do adversário, que jogava em casa e que vinha de mais de 10 vitórias consecutivas. O golo apareceu e, a partir daí, foi mais fácil controlar o adversário. A dupla substituição de Vitória também ajudou.

Individualmente Casillas fez uma exibição tão boa, que passou a ser motivo de desculpa para o adversário. Como se não estivesse lá para isso. É caso para dizer: finalmente! Casillas esteve muito bem acompanhado por Danilo e Chidozie. Danilo tem vindo a ser dos melhores apesar de ainda ter muito a aprender sobre posicionamento. Quanto ao miúdo nigeriano, para quem não conhecia foi um grande cartão de visita. Entre amigos dizia-lhes que me parecia o novo Aloísio. Por muito talento que tenha, era um teste muito difícil e com tudo para correr mal. Que grande resposta! Pela negativa, Corona e Marega. Muito trapalhões.

Não há tempo para capitalizar esta vitória. Vem aí um adversário ainda melhor.

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