segunda-feira, 30 de abril de 2018

1.


Está quase! Falta apenas um ponto para o título mas faltam 6 pontos para que este FCPorto de Sérgio Conceição se destaque mais dos adversários e obtenha uma pontuação final e um score de golos marcados bastante acima das médias nos Campeões dos últimos 30 anos. Será apenas um pormenor mas este FCPorto merece ficar na história do Clube por todos os motivos e mais algum que se arranje. Mas sobre as razões e todos os méritos, teremos tempo para discutir por aqui, provavelmente a partir da próxima semana.

Depois do que aconteceu ontem na Luz, esperava-se uma entrada avassaladora. E até parecia que a íamos ter, visto que tivemos uma oportunidade de golo logo aos 2 minutos. Mas já todos notámos que a equipa está no limite. Tem-no demonstrado sobretudo nos jogos fora de casa em que, desde Paços de Ferreira, tem tido consecutivamente muitas dificuldades em marcar e não tem tido grandes exibições. A excepção terá sido a segunda parte na Luz em que jogámos muito bem e fizemos por merecer a vitória.  Mas é óbvio que a equipa quebrou nesta ponta final. O que tem segurado a equipa é esta União entre jogadores e equipa técnica e também com os adeptos. Essa União é talvez a nossa característica mais marcante ao longo do campeonato.

Acabámos por entrar bem nas duas partes mas fomos caindo. Como dispusemos de superioridade numérica durante toda a segunda parte, conseguimos manter sempre o domínio. Foi pena que se tenha insistido tanto no chuveirinho. Estávamos a ser bem mais perigosos quando tentámos abordar a área pelo meio e pelo chão. Por isso até nem apreciei muito a saída de Brahimi e por isso também tinha gostado muito da troca de Sérgio Oliveira, que nem estava a jogar mal, por Oliver. Mas Sérgio Conceição acabou por ver a sua estratégia recompensada e acabámos por marcar num lance que ironicamente reunia os pontos mais fortes do Marítimo: o futebol aéreo e as bolas paradas. A vitória é mais do que merecida em três pontos muito importantes e tranquilizantes.

Individualmente, dou o MVP a Marega. Tal como aconteceu na Luz, a de Marega nem foi a minha exibição preferida, mas futebol são golos e o maliano decidiu. Não fosse o golo e daria o MVP a Brahimi. O nosso mágico, apesar de ser dos que mais acusa o cansaço, tem sido incansável neste seu propósito de atribuir à equipa alguma ligação entre sectores, para que não viva só da vertigem e das correrias. Este FCPorto de Sérgio Conceição depende muito desta variedade de perfis de jogadores. Temos a vertigem de jogadores como Marega, Ricardo e Herrera, temos o poder físico de Soares, Danilo e Felipe, temos a experiência de Casillas, Maxi e Marcano mas só temos um jogador que consegue conciliar tudo isto, que é Brahimi. Há um outro jogador no plantel capaz de ajudar neste papel. Talvez no próximo ano Oliver... Gostei das exibições dos laterais e de Herrera. Corona entrou bem e ajudou a variar mais o nosso jogo, visto que Otávio estava a insistir muito pelo meio e não estava a aproveitar bem as subidas de Ricardo. Soares estava num daqueles dias em que tudo estava a bater na canela. É mais um que precisa urgentemente de um golo.

Falta um pontinho mas, apesar da vontade de festejar, temos de fazer como o Marega na foto: racionalmente ele deve ter pensado em não festejar, por respeito ao adversário, mas não se conseguiu conter. Vimos as mãos a pedir desculpa e o resto do corpo a festejar... Mais tarde, no aeroporto do Porto ( ou Istambul ?!) os festejos foram bem mais comedidos... Todos ao Dragão no Domingo!

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