terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Em ritmo de cruzeiro


Vi o jogo em condições fracas. Pixelizado e ao ritmo das interrupções do streaming. Mesmo assim, não foi difícil perceber o que se passou em Coimbra. Melhor que isso, podemos perceber que as exibições vão sendo mais seguras à medida que vamos estabilizando o meio-campo. Estamos a atingir a velocidade de cruzeiro e é bom que tal aconteça às portas de um dos jogos que definirá a época. Tal como no ano passado, será um jogo com o nosso maior rival que definirá se vamos passar o resto da época a tentar alcançar ou a tentar não ser alcançado. Falhámos claramente no ano passado mas, este ano, parece que chegamos em melhores condições ao clássico.

Tal como tinha acontecido no jogo com o Rio Ave, entrámos fortes e com vontade de resolver cedo. Desta vez marcámos logo às primeiras tentativas e tudo se resolveu. O adversário parecia não ter plano B e o plano A foi uma fraca tentativa de um 'autocarro'. Tudo demasiado fácil. Ao contrário do que aconteceu na jornada passado o resultado foi curto.

E conseguimo-lo apesar de não termos podido contar novamente com um dos nossos maiores desequilibradores, Brahimi. É um jogador segue em sentido inverso da equipa. Não deixa de ser estranho. Vá lá que, do outro lado, Tello está melhor apesar de ter feito duas assistências de morte: uma a isolar Herrera e, antes, uma a isolar um jogador da Académica, na única oportunidade que tiveram. O MVP é Jackson. Dois golos em três. Eficácia é o que se lhe pede e ele tem cumprido a preceito. Cedo perdemos Danilo para o jogo mas, do lado oposto, Alex Sandro vem crescendo de jogo para jogo. Nota alta também para Oliver e para o Ruben que, facilmente faz esquecer Casemiro. São Abordagens diferentes à posição mas temos duas alternativas de qualidade perante essa enorme perda que foi a saída de Fernando. Pela negativa, perante o desenrolar do jogo, esperava mais dos jogadores que entraram. Sobretudo de Quintero.
Amanhã espero um FCPorto em poupanças mas com qualidade e serenidade suficiente para garantir  uma pontuação histórica na fase de Grupos da Champions. Um resultado capaz de motivar os jogadores menos utilizados. Pressão a rondar o zero, numa grande montra. Até poderei apostar num onze: Andres Fernandez; Ricardo, Maicon, Marcano e Alex Sandro (com Martins Indi a entrar ao intervalo); Ruben Neves, Evandro e Quintero; Adrian, Quaresma e Aboubakar. Muitas mudanças, com riscos mínimos na perspectiva do jogo de Domingo.
Na quarta-feira, a pedido de duas ou três famílias, Pispis devera regressar às crónicas.

2 comentários:

Lamas disse...

Foi daqueles jogos que o pessoal desvaloriza por ter "parecido" fácil... é dos que eu gosto... entrada forte, determinada e com a eficácia que "mata" um jogo... e mesmo que não tivesse "matado", o início da segunda parte é outra vez bom e o golo de Herrera fecha por completo o jogo...

Curioso pelo jogo de hoje...

Pispis disse...

Este teu 11 inicial para o jogo do Shaktar :-)