quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Àbombakar *



E com um petardo do meio da rua, o camaronês juntou dinheiro para receber meia dúzia de ordenados!

Lopetegui aceitou a sugestão de Prata para o 11 inicial.Compreende-se. Mas é dos jogos mais ingratos para quem tem oportunidade de se mostrar. Uma coisa é ter oportunidade quando existem duas ou três alterações, outra é ter oportunidade quando toda a equipa é diferente e os melhores não são opção.

Ricardo fugiu à letargia generalizada com dois pormenores deliciosos sobre Bernard e com a entrega habitual durante toda a partida. O outro que talvez tenha aproveitado a oportunidade foi Evandro com um ou outro bom pormenor apesar do falhanço naquele cabeceamento na segunda parte... Mas lá está, na maior parte das vezes inconsequentes pela falta de rotinas na equipa.

Vincent merece o destaque, claro, pelo golo mas foi presa fácil durante toda a partida. Surpreendeu mais nas combinações com os colegas do que na capacidade em segurar a bola, algo que tem de melhorar se quisermos continuar a ter um jogo envolvente com o ponta-de-lança.

A entrada de Oliver também mexeu com o jogo. Deu andamento, tem uma mobilidade incrível e acelerou o jogo da equipa. Rotação completamente diferente.

Destaque negativo para a lesão de Rúben Neves embora já se fale 'apenas' em entorse com possível lesão ligamentar... Aproveitar a pausa natalícia para fazer tratamento conservador sem ir à faca e daqui a mês e meio está a jogar...

O jogo foi tão tranquilo que até deu para o Indi, na altura da substituição pelo Rúben Neves, ter entrado em frente do banco do Porto em vez de ser no meio-campo e do juíz auxiliar ter assinalado fora-de-jogo ao avançado ucraniano (ou brasileiro) após passe de... Quaresma!

Tenham medo... eu quero ir ver o Porto na 1ª mão dos oitavos! E que bonito seria revisitar Gelsenkirchen :-)

* Obrigado Prata pelo título do post

3 comentários:

Lamas disse...

Aquela bomba caiu do céu... o resultado parecia estar feito... Ricardo e Evandro também são os meus destaques... Alex Sandro também fez um bom jogo...

O Vicent, aparentemente, encaixa-se mais num jogo de transições...

prata disse...

Quanto a títulos, os tipos do jogo são tão azeiteiros como nós...

Tens razão. Nao se pode tirar grandes conclusões assim mas se nao fosse assim, tinhas ali jogadores q nao iriam jogar uma única vez Novembro e Dezembro. Lembro-me sobretudo dos dois q destacaste e q sempre q jogam, cumprem. Nao merecem tanto tempo fora da equipa.

bruno rodrigues disse...

Não tenho rigorosamente NADA contra o Rúben neves, mas desde a sua inclusão na equipa sénior, que tenho dito, as pessoas não podem querer dar passos maiores que a amplitude das pernas. É preciso ter noção que nunca se está totalmente preparado para jogar numa equipa sénior com 17 anos, seja que jogador for, seja que equipa for. É verdade que ele demonstrou maturidade quando jogou mas lembrem-se de alvalade, por exemplo, onde ele deu a bola ao boneco do nani e isso custou-nos o empate. Adoro a raça dele o seu portismo, e admiro as suas qualidades. Mas, na minha opinião, nunca nenhum atleta está totalmente pronto para subir "tantos degraus de uma só vez", é preciso subir os que se encontram antes. Por mais força psicológica e maturidade que haja, ele e qualquer um na situação dele estaria sujeito a consequências deste género, que (quase de certeza) não aconteceriam se ele estivesse no seu escalão. Futebol profissional, ainda por cima na mais forte competição do mundo exige muito mais do que ser o craque da equipa de juvenis. Neste momento só lhe desejo a melhor e mais rápida recuperação possível, mas mais importante do que a recuperação física, é fundamental a força psicológica nestas situações, isto, na pior das hipóteses, pode acabar com a carreira dele, tendo em conta a sua idade e a suposta gravidade da lesão. Mas estou confiante no trabalho dos profissionais do nosso clube e sei que faz parte do departamento médico, um psicólogo, que seria muito útil nesta situação. De qualquer forma, o treinador deveria saber isto que eu escrevi e os riscos que o jogador em causa corria, também se pode considerar responsável. Eu só espero que não haja consequências graves, e que tudo se resolva da melhor maneira, mas isso vai depender de quem o acompanhar clinicamente e da sua força psicológica, que será decisiva nesta situação, de qualquer maneira, algo que não lhe deverá faltar será apoio familiar, o que é bom. BIBÓ PORTO